sexta-feira, 25 de maio de 2018

Holanda


Autoridades russas negam qualquer envolvimento no abate do avião da Malásia 

Bissau, 24 Mai 18 (ANG) - Uma investigação internacional revelou ter provas concretas e legais de que o míssil que abateu o avião MH17 da Malaysia Airlines na Ucrânia, em julho de 2014, foi disparado por um sistema antiaéreo do exército russo. 

O avião fazia a escala de Amesterdão para Kuala Lumpur quando foi abatido sobre a zona em conflito no leste do país. Morreram as 298 pessoas a bordo, a maioria de nacionalidade holandesa.

O The Guardian recorda que, em 2016, os mesmos investigadores holandeses tinham anunciado que existiam provas de que o sistema BUK envolvido no incidente tinha cruzado a fronteira do leste da Ucrânia com a Rússia e regressado após o abate do avião.

Em conferência de imprensa, esta quinta-feira, em Haia, a polícia e os investigadores mostraram as provas: fotografias e vídeos que identificam o sistema específico BUK como o responsável pelo lançamento do míssil.

As autoridades russas negam qualquer envolvimento no abate do MH17 e os meios de comunicação russos ligados ao governo têm divulgado várias teorias consideradas impossíveis, como a de que terá sido a Ucrânia a abater o avião.

A Rússia usou ainda o seu veto na ONU para impedir que um tribunal internacional determine a culpa pela tragédia, o que significa que qualquer julgamento posterior será realizado na Holanda e responderá apenas à lei deste país.

ANG/DN
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Angola


Presidente João Lourenço quer diplomacia "mais eficaz"

Bissau, 24 Mai 18 (ANG) - O Presidente angolano pediu quarta-feira aos embaixadores um acompanhamento "permanente e atento à situação política internacional", para Angola estar à altura de a "interpretar e encontrar soluções para os desafios que se colocam a cada momento".
 João Lourenço que discursava na abertura da VIII reunião de embaixadores de Angola defendeu que numa altura em que o país quer diversificar a economia a diplomacia tem de ser mais eficaz.
"Quando colocamos no topo da nossa agenda a diversificação da nossa economia, precisamos de trabalhar no sentido de tornar a nossa diplomacia mais eficiente e virada para a promoção e boa imagem do país, captação de investimento privado estrangeiro e promoção de Angola como destino turístico", sustentou.
O chefe de Estado de Angola aproveitou a ocasião para lembrar ao ministro das Relações Exterior de Angola, Manuel Augusto, que este é o momento certo para afastar funcionários sem qualificações.
"Esta deve ser uma oportunidade que o senhor ministro, concerteza, não perderá para mexer naqueles funcionários sem qualificações, ou que foram nomeados apenas por serem familiares ou protegidos deste ou daquele político", explicou.
João Lourenço reiterou que o país está a trabalhar para "uma mudança radical" na gestão do minsitério das Relações Exteriores e pediu, por isso ao chefe da diplomacia e respectiva equipa para que façam uma "gestão exemplar".
Terça-feira o ministro de Relações Exteriores de Angola, Manuel Augusto, exonerou dois funcionários da diplomacia angolana que estiveram envolvidos na inauguração da Embaixada dos EUA em Jerusalém.
O diretor para África e Oriente Médio de Angola, Joaquim do Espírito Santo, teria autorizado a presença do ministro conselheiro da Embaixada de Angola em Tel Aviv, João Diogo Fortunato, na transferência da diplomacia norte-americana em Israel. Ambos os funcionários foram exonerados.
De acordo com o responsável político a atitude “prejudicou” a imagem e as relações diplomáticas do país. ANG/RFI

Universidade Lusófona


Estudantes de Relações Internacionais satisfeitos com palestra sobre  “Diplomacia Séria na Guiné-Bissau”

Bissau, 24 Mai 18 (ANG) – A Coordenadora do curso de Ciências Políticas e Relações Internacionais da Universidade Lusófona da Guine (ULG), considerou  quarta-feira de positivo os dois dias da palestra, que serviu para os estudantes analisarem no fundo a problemática de uma “diplomacia séria e segura na Guiné-Bissau”. 

Em entrevista exclusiva à Agência de Notícias da Guiné (ANG), Nela Mantija considerou positivo o balanço da referida palestra, devido a participação massiva dos alunos, e pela forma como os temas escolhidos foram orados pelos profissionais da área.

Acrescentou que os dois dias serviram ainda para os estudantes do curso de Ciências Políticas e Relações Internacionais conhecerem de perto como é feito a diplomacia na Guiné-Bissau,  as suas falhas, e como  é exercida com  perfeição. 

Segundo  Nela, a Comissão Organizadora do referido evento promoverá mais eventos do género, como forma de possibilitar uma interação e debates entre os alunos.

Por seu turno, o orador do tema, “Olhar Cruzado por uma Diplomacia Séria e Segura na Guiné-Bissau”, Silvestre Alves, disse que a iniciativa mostra que os alunos já têm a consciência de que a formação não passa só pelos estudos, mas sim pelos intercâmbios e palestras, trocas de opiniões, a fim de terem a ideia daquilo que se passa no país.

Segundo o estudante de terceiro ano de Ciências Políticas e Relações Internacionais, Eliziário Mendonça, o balanço é positivo porque os dois dias serviram para os alunos enriquecerem os seus conhecimentos sobre os assuntos que tocam com a diplomacia do país e do mundo fora.

De acordo com o estudante, a Comissão Organizadora deve promover mais eventos de género, para granjear mais conhecimento aos estudantes.

ANG/LLA/ÂC//SG

ONU


Rejeitado pedido de Lula da Silva contra a sua prisão

Bissau,  24 Mai 18 (ANG) – O Comité de Direitos Humanos da ONU rejeitou um pedido do ex-Presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva que reclamava uma acção urgente contra a sua prisão, disse hoje um porta-voz do organismo.
Lula da Silva pediu ao Comité que impusesse uma “medida cautelar” – uma disposição prevista apenas se a pessoa corresse o risco de sofrer danos sérios ou irreparáveis como tortura ou execução – contra a sua prisão.
“O Comité dos Direitos Humanos não aplicará medida cautelar no caso de Lula da Silva”, disse a porta-voz Julia Gronnevet, através de um e-mail, à agência francesa AFP.
O pedido de Lula da Silva foi apresentado a 06 de Abril, para evitar a sua prisão, que ocorreu a 07 de Abril.
Em Outubro de 2016, Lula da Silva, que já estava sob investigação por corrupção em conexão com o escândalo na petrolífera Petrobras, havia apresentado uma queixa junto do Comité, alegando que os seus direitos haviam sido violados.
Julia Gronnevet assinalou quarta-feira também que a comissão ainda não havia decidido sobre o mérito do caso relativo ao ex-Presidente Lula da Silva e que o processo poderia durar pelo menos mais um ano.
O Comité de Direitos Humanos é um órgão de supervisão do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos. É responsável por garantir o cumprimento do Pacto Internacional sobre os Direitos Civis e Políticos.
O antigo chefe de Estado brasileiro, que quer concorrer à Presidência novamente em Outubro, foi condenado a 12 anos e um mês de prisão, em regime fechado, no Tribunal Regional da 4.ª Região (TRF4, segunda instância) em Janeiro.
A prisão do ex-chefe de Estado está relacionada com um dos processos da Operação Lava Jato, o maior escândalo de corrupção do Brasil. Lula da Silva foi condenado por ter recebido um apartamento de luxo como suborno da construtora OAS em troca de favorecer contratos com a petrolífera estatal Petrobras. ANG/Inforpress/Lusa