terça-feira, 6 de agosto de 2019

Moçambique


                    Grupo militar na Renamo recusa entregar armas
Bissau, 06 ago 19 (ANG) - O líder do braço armado da Renamo, que contesta a liderança do partido, recusou entregar as armas no quadro do acordo de paz assinado  quinta-feira com o governo sem que seja eleito um novo presidente da formação política.
“Nós vamos eleger o nosso presidente e só depois é que vamos entregar as armas”, garantiu o general da maior força da oposição.
Mariano Nhongo deixou um aviso ao governo e ao actual líder do partido, Ossufo Momade: “Não se enganem, os militares estão do meu lado”.
O líder do grupo auto-proclamado Junta Militar da Renamo disse que o acordo assinado na quinta-feira pelo chefe de Estado, Filipe Nyusi, e por Ossufo Momade serve para “enganar o povo”, na medida em que o braço armado da Renamo não vai entregar as armas sob liderança do actual presidente do partido.
Guerrilheiros das províncias de Sofala, Inhambane, Tete, Niassa e Nampula um total de 5.221, devem inscrever-se para o seu Desarmamento, Desmobilização e Reintegração social, num processo que arrancou na segunda-feira.
No primeiro dia, 29 de Julho, um grupo de 50 guerrilheiros fizeram filas na antiga base da Renamo em Sadjundjira, na Gorongosa, para se inscrever no processo, seis entregaram as armas do tipo AKM e pistolas, algumas já fora de uso, e os restantes 44, incluindo mulheres, apresentaram-se com fisgas.
Questionado sobre um ataque na quarta-feira contra um autocarro de passageiros e um camião em Nhamapadza, a 200 quilómetros do distrito de Gorongosa, Mariano Nhongo garantiu que não foi obra do grupo que dirige.
“Eu não sou bandido, não me confundam. Estou a reivindicar coisas reais e quando quiser começar com a guerra vou avisar”, acrescentou.
“Estão a assinar um acordo com Ossufo, mas Ossufo não tem militares. Nós vamos escolher o nosso líder e, se não nos deixarem, aí sim vamos pegar em armas”, concluiu.
Mariano Nhongo convocou uma nova conferência de militares do partido para 17 de Agosto, um encontro que, no seu entender, vai servir para eleger um novo presidente. ANG/RFI

sexta-feira, 2 de agosto de 2019

Política


 Ministra da Mulher propõe criação de Rede de Jornalistas para Protecção Social

Bissau,02 Ago 19(ANG) – A ministra da Mulher, Família e Protecção Social, apresentou  hoje uma proposta aos  chefes de redação dos órgãos de comunicação social públicos e privados para a  criação de uma Rede de Jornalistas para Protecção Social na Guiné-Bissau.
Cadi Seide

Na ocasião, Cadi Seide disse que as questões sociais constituem a base da sociedade guineense, frisando que a instituição que dirige destina-se a zelar pela causa das mulheres, família e protecção social.

“A mulher é a base da família e da sociedade e protegendo a sociedade, estamos a cumprir o nosso papel de protecção social. Portanto, não podemos fazer isso de forma isolada”, sustentou.

Defendeu que as  boas práticas e valores devem ser cultivados no seio da família e  na comunidade para depois chegar ao topo.

Cadi Seide frisou que por isso entenderam que sozinhas não  podem fazer tudo o que planearam pelo que necessitam  da comunicação social.

“A comunicação é quem transmite, educa e orienta a sociedade.Vocês podem entender muito bem que a sociedade guineense tem um grande respeito para a comunicação social. A título de exemplo, habitualmente se afirma no nosso quotidiano, que oiço essas informações nas rádios”, disse.

Aquela responsável salientou que tudo o que foi dito na imprensa a sociedade o considera  o mais correcto, acrescentando que, para o efeito, a comunicação social tem por obrigação de informar bem.

“Nós pretendemos fazer chegar a nossa voz, as nossas ideias, e os resultados do nosso trabalho à população através dos meios de comunicação social”, disse.

A ministra da Mulher,Família e Protecção Social, sublinhou que a comunicação social pode revolucionar uma sociedade e  fazer mudar a mentalidade das pessoas. ANG/ÂC//SG

Política


Empossados novos responsáveis do Ministério da Mulher, Família e Protecção Social

Bissau,02 Ago 19(ANG) – A ministra da Mulher, Família e Protecção Social,Cadi Seide empossou hoje os responséveis de diferentes direcções-gerais que compõe o seu pelouro, nomeados na última reunião do Conselho de Ministros, realizada quinta-feira.

Tratam-se de Nhaga Mané, nomeada Directora Geral da Família e Género, Djariatu Gomes Djaló - Directora Geral da Inclusão Social, Feliciano Mendes- DG da Protecção Social, Maimuna Gomes Silá - Presidente do Instituto da Mulher e Criança e Ndjacã Marques Vieira - Secretário Executivo do Fundo de Acção Social.

Em declarações à imprensa após o empossamento dos referidos responsáveis, a ministra da Mulher, Família e Protecção Social, Cadi Seide disse que agora a sua instuição tem, quase completo, o seu staf, faltando apenas a indigitação dos responsáveis para os Jogos de Apostas Mútuas.

“Neste quadro, o caminho está aberto e o trabalho vai ser árduo. Vamos ter que trabalhar, dia e noite, para podermos conceber os nossos programas, planos de acção e poder mobilizar recursos para a implementação prática do nosso ambicioso plano”, salientou.

A governante disse que o Ministério da Mulher, Família e Protecção Social tem a responsabilidade para com a sociedade guineense, acrescentando que é nesta senda que lhe foi incumbida a responsabilidade de dirigir aquela instituição.

 “A nossa instituição é de cariz social, portanto vai mexer com muitas estruturas, instituições, parceiros nacionais e internacionais e muito trabalho no terreno”, afirmou Cadi Seide tendo desejado aos recém empossados, um bom trabalho, muita colaboração institucional, amizade , respeito mútua e gestão transparente dos fundos a serem disponibilizados .ANG/ÂC//SG

Política


   Conselho de Ministros nomeia novos  dirigentes para Administração Pública

Bissau, 02 Ago 19 (ANG) - O Conselho de Ministros anunciou quinta-feira nova movimentação  do pessoal dirigente da Administração Pública tendo Armando Nhaga sido nomeado, de novo, Comissario Geral da Polícia da Ordem Pública, em subsstituição de Celso de Carvalho.

No Ministério da Justiça e dos Direitos Humanos, Gabriel Ambrósio Umabano foi nomeado secretário-geral .

Segundo o comunicado  à que a ANG teve acesso hoje, o Conselho de Ministros ainda nomeou  Hipólito Djata para o cargo de Inspetor-geral do Ministério de Agricultura e Florestas, Simão Gomes para presidente do Instituto Nacional de Investigação Agrária(INPA) e Constantino Correia para o cargo de Director-geral das Florestas.

No Ministério dos Recursos Naturais e Energia, Seco Cassamá foi nomeado Director-geral da Petroguin, enquanto que no Ministério da Mulher, Família e Protecção Social, Nhaga Mané foi colocada no cargo de Directora-geral de Família e Género, Maimuna Gomes Sila- presidente do Instituto da Mulher e Criança e Ndjacã Marques Vieira é o novo Secretário Executivo do Fundo para Acção Social (FAS).

O colectivo ministerial ainda nomeou Caramó Camará, presidente da Comissão de Reestruturação da Agência de Aviação Civil da Guiné-Bissau.

Por outro lado, no comunicado de Conselho de Ministros consta que foram aprovados na reunião de quinta-feira: o Programa de Emergência do Governo e o Programa de Estabilização do Sistema Educativo.

Na ocasião , o  primeiro-ministro, Aristides Gomes fez questão de salientar  que a integração das mulheres no governo em número relativamente expressivo corresponde apenas aos imperativos de desenvolvimento da Guiné-Bissau, e que isso “não se trata de um favor às mulheres”. ANG/AALS/ÂC//SG  

Consumo


 ACOBES pede ao Estado que dê mais atenção à qualidade dos produtos no mercado

Bissau, 02 Ago 19 (ANG) - O Secretário-geral de Associação Nacional de Consumidores de Bens e Serviços (ACOBES) disse quinta-feira que o Estado da Guiné-Bissau deve dar mais atenção às condições em que os produtos são vendidos no mercado, de modo a evitar vários tipos de doenças no país.

Bambu Sanhá falava após uma visita efetuada aos  mercados de Bissau , durante a qual constatou “in loco” as suas  condições de higiene .

“O Estado da Guiné-Bissau deve criar os meios necessários para a fiscalização e apreensão dos produtos alimentícios  fora de prazo de validade, assim como os que estão em mau estado de conservação, porque a vida das populações depende dos produtos que consomem”, disse aquele responsável.

Sanhá garantiu que a organização que dirige vai continuar com os seus trabalhos de inspecção e de fiscalização na base das suas possibilidades e que apesar de carecerem de meios, a vontade não lhes faltam para fazer os seus trabalhos.

“Durante a visita, constatamos que existem produtos de origem duvidosas, existem igualmente  produtos fora de prazo, mas  os próprios comerciantes  inventam outro prazo para não deixar de os vender. Também verificamos a falta de condições de higiene”, explicou.

O Secretário-geral de ACOBES considerou de grave a colocação de produtos no chão para os vender, uma vez que, por se estar na época chuvosa, essa situação pode originar muitos casos de infecção e de contaminação provocando, consequentemente, doenças em seres humanos.

Bambu Sanhá apela ao Estado no sentido de cumprir  a sua obrigação de criar condições para as populações possam ter alimentação de qualidade.
ANG/AALS//SG

Moçambique


       Governo e a Renamo assinam acordo de cessação de hostilidades
Bissau, 02 ago 19 (ANG) -O histórico Acordo de cessação definitiva das hostilidades militares entre o Presidente da República, Filipe Nyusi e Ossufo Momade, o líder da Resistência Nacional Moçambicana, Renamo, principal partido da oposição foi assinado quinta-feira em Gorongosa, centro de Moçambique.
Para o Presidente da República, Filipe Nyusi, o acordo abre uma nova página no processo de reconciliação nacional"ficam para a história as hostilidades entre membros da mesma família, somos nós, os moçambicanos que escolhemos enterrar definitivamente a confrontação armada...pois sabemos quão nefastos são os horrores da guerra para as presentes e futuras gerações".
Para Ossufo Momade o acordo marca um lugar na história e enterra a lógica da guerra para resolver diferenças politicas:"com o fim das hostilidades aguardamos garantias de livre circulação e disputas limpas, em prol da democracia e da convivência fraterna".
Este acordo de cessação de hostilidades militares acontece depois do início do desarmamento dos guerrilheiros da RENAMO esta segunda-feira (29/07), um processo que se seguiu à aprovação pela Assembleia da República da Lei de Amnistia, que perdoa os crimes praticados durante os confrontos armados, que envolveram as tropas governamentais e os guerrilheiros da principal força política da oposição, após 2014 aquando da assinatura do precedente Acordo.
O líder da Renamo e o Presidente da República deixaram juntos a Serra da Gorongosa com destino a Maputo e devem ambos falar à imprensa mesmo à chegada, no Aeroporto internacional de Maputo / Base Áerea.
O acto foi aplaudido pelo antigo estadista moçambicano Joaquim Chissano falando de um momento "histórico".
Por seu lado o presidente do MDM, terceira maior força política, Daviz Simango declarou esperar que o acordo seja duradouro.
E isto defendendo ainda assim que as armas sejam mesmo entregues sob pena do país voltar a conhecer um cenário de hostilidades.
Isto na altura em que encerrou também nesta quinta-feira (1/08) a oitava legislatura da Assembleia da república com apelos à paz, a uma campanha eleitoral pacífica e sem a intromissão das forças de defesa e da policia a favor do partido no poder, para que tambem as eleições gerais agendadas para 15 de Outubro sejam livres, justas e transparentes.
O chefe de Estado moçambicano, Filipe Nyusi, no seu discurso no parlamento nesta quarta-feira (31/07) prometeu para dentro de dias a assinatura de um acordo de paz em Maputo.
Este seguir-se-ia ao acordo de cessação de hostilidades da Gorongosa, feudo da Renamo, no centro do país.
Um protocolo firmado 27 anos após o fim da primeira guerra civil, com os dois dirigentes a se abraçarem no encerramento da cerimónia.
Este acordo de paz é suposto pôr cobro a um demorado processo negocial iniciado por Afonso Dhlakama, antigo líder histórico do movimento da perdiz, falecido em Maio de 2018, e ocorre escassos meses antes das eleições gerais de 15 de Outubro.
A guerra civil moçambicana decorreu após a independência de 1975 em relação a Portugal e prolongou-se por 16 anos, um conflito que provocou um milhão de mortos e que terminou com o Acordo de paz de Roma de 1992.
As primeiras eleições multi-partidárias tiveram lugar em 1994.ANG/RFI


Política




Bissau,02 Ago 19(ANG) - A ministra da Agricultura e Floresta , Nelvina Barreto, afirmou quinta-feira ser seu  objetivo colocar o setor que tutela no centro do renascimento do país, mas a partir de novas políticas.

Nelvina Barreto anunciou essa intenção na aldeia de Djalicunda, norte da Guiné-Bissau, no seu discurso por ocasião do lançamento da campanha agrícola 2019/2020, no âmbito da qual o Governo distribui sementes e materiais de produção aos agricultores.

Sob o lema "No labra pa combati fomi ku koitadessa" (cultivemos a terra para combatermos a fome e a pobreza), a ministra da Agricultura assinalou a abertura daquela que é mais importante atividade económica da população guineense e que, disse, pode mudar a imagem do país.

"A agricultura deve tornar-se no símbolo do renascimento da Guiné-Bissau, unindo a tradição e a modernidade para promover a justiça e o bem-estar, a soberania alimentar e o emprego jovem", declarou a ministra do novo Governo, falando para centenas de camponeses na aldeia de Djalicunda.

Perante diversas autoridades guineenses, entre as quais o primeiro-ministro, Aristides Gomes, e parceiros internacionais, Nervina Barreto lamentou o facto de a campanha agrícola ter sido lançada tardiamente este ano, em comparação com anos anteriores, o que - disse - se deveu à crise política.

A responsável apontou ainda que a campanha agrícola poderá não ter os resultados esperados, tendo em conta "o atraso considerável da chuva", associado ao facto de o Governo não ter sido capaz de colocar nas mãos dos agricultores as sementes e outros fatores de produção.

Nelvina Barreto reconheceu atrasos e dificuldades, mas afirmou que não quer que os agricultores guineenses continuem a "utilizar práticas, métodos e slogans do passado" na sua produção.

"O desenvolvimento do país passa pela melhoria das condições de vida e de trabalho dos agricultores a quem o Estado deve dar tratores, motocultivadores, debulhadores, maquinas de pilar, tudo o que irá aliviar a carga do trabalho manual", defendeu a ministra.

Nelvina Barreto disse ainda que vai dedicar uma atenção especial na utilização de sementes selecionadas e certificadas, principalmente do arroz, base da dieta alimentar dos guineenses, bem como de adubos orgânicos.

Um espaço de concertação com os parceiros nacionais e internacionais que intervêm no setor da agricultura será criado para assegurar a coerência, sinergias e complementaridade das ações, avançou. ANGLusa


EUA


                        Joe Biden frente aos seus rivais democratas
Bissau, 02 ago 19 (ANG) - O antigo vice-presidente americano Joe Biden, favorito nas intenções dos partidários democratas, revelou-se mais ofensivo na noite passada em relação aos seus rivais, no segundo debate para a escolha do futuro candidato democrata à eleição presidencial de Novembro de 2020.
Contudo, Biden foi igualmente objecto de críticas por parte dos restantes 19 candidatos, nomeadamente pela sua postura em matéria de direitos humanos e liberdades civícas.
Mais ofensivo, no decurso do segundo debate dos democratas para a escolha do candidato que enfrentará o republicano Donald Trump na eleição presidencial americana de 3 de Novembro, o antigo vice-presidente dos Estados Unidos Joe Biden, foi não obstante alvo de severas críticas, por parte dos seus 19 rivais.
Biden teve um ardente debate com os seus adversários, designadamente sobre as questões de saúde, imigração, justiça e etno-raciais.
A antiga procuradora da Califórnia Kamala Harris voltou a acusar Joe Biden de, nos anos 1970 como senador, ter apoiado posições segregacionistas.
Segundo Harris, Joe Biden não se redimiu, até a data, da sua postura em matéria de direitos humanos e liberdades cívicas
Como resposta, Joe Biden, que não defendeu a gestão da Administração Obama, realçou contudo que a sua escolha para assumir as funções de vice do primeiro presidente africano-americano da história dos Estados Unidos, foi feita nomeadamente com base no seu percurso, que contraria as acusações de que ele tem sido objecto.
“Eu acho isso interesante, todos dizem que sou horrível no que toca a estas questões. Barack Obama sabia muito bem, quem eu era. Ele encarregou dez advogados de investigar o meu percurso, a minha posição sobre os direitos humanos e as liberdades cívicas. Ele mostrou-me as conclusões e disse-me, que eu era a melhor escolha”, disse Biden.
Biden foi criticado por Cory Booker, um dos concorrentes à candidatura  dos democratas, por servir-se do nome de Barack Obama quando as circunstâncias lhe convinham.
Não obstante as divergências sobre questões como a política de imigração implementada pela Administração Obama, os aspirantes democratas à presidência dos Estados Unidos registaram também momentos de unanimidade, designadamente contra as posições de carácter identitário consideradas divisionistas, que têm sido assumidas pelo republicano Donald Trump.
Joe Biden continua a liderar as intenções de voto para as primárias democratas e poderá vir a ser o candidato, que enfrentará Donald Trump na eleição presidencial americana de 3 de Novembro de 2020. ANG/RFI


Ciência


    Japão autoriza testes para “fabricar” órgãos humanos dentro de animais
Bissau, 02 ago 19 (ANG) - Cientistas japoneses começarão a fabricar órgãos humanos dentro de animais,e os  testes para o efeito já foram autorizados pelo governo pela primeira vez no país.
Bandeira de Japão
A técnica controversa consiste em implantar, em embriões animais modificados, células-tronco humanas.
Essas células-tronco, chamadas "iPS", têm a capacidade de produzir qualquer tipo de célula de acordo com a parte do corpo em que são implantadas e podem, assim, servir de base para a criação de um órgão em particular.
Este é apenas um primeiro passo de uma experiência que poderia levar à fabricação, dentro de animais, de órgãos humanos para transplante.
Os trabalhos conduzidos por Hiromitsu Nakauchi, um geneticista da Universidade de Stanford, são os primeiros do tipo a obter aprovação do governo depois que o Japão mudou suas regras sobre a implantação de células humanas.
Antes, o Japão exigia que os pesquisadores destruíssem em 14 dias os embriões, nos quais células humanas haviam sido introduzidas, e proibia que embriões desse tipo fossem implantados em úteros de animais para desenvolvimento.
Essas restrições foram abandonadas em março, permitindo aos pesquisadores solicitarem aprovações individuais para seus projetos. "Levou quase dez anos, mas agora poderemos começar o experimento", celebrou Nakauchi.
O processo consiste em desenvolver embriões animais (camundongos, ratos, ou porcos) que carecem de um determinado órgão, como o pâncreas, por exemplo.
As células iPS humanas destinadas a se multiplicar para formar o pâncreas ausente serão implantadas. Os embriões serão, em seguida, introduzidos no útero de um animal, onde, em tese, vão se desenvolver até eventualmente gerar um pâncreas humano em funcionamento.
Pesquisas preliminares mostraram sinais promissores, como a criação de pâncreas de camundongos em ratos. Esses órgãos reimplantados em camundongos funcionaram bem e regularam o nível de glicose em camundongos diabéticos.
Outros testes se mostraram mais complicados: os pesquisadores conseguiram desenvolver rins de camundongos em ratos, mas as células-tronco  dos ratos implantadas em camundongos não se desenvolveram.
Para Nakauchi, as pesquisas autorizadas vão ajudar a entender os obstáculos nessa área. Ele adverte, porém, que ainda está muito longe do objetivo.
Mesmo se resultados positivos foram obtidos usando roedores, "não é fácil cruzar a distância genética entre humanos e porcos", disse o cientista. "O estudo está apenas começando, não espere que geremos órgãos humanos em um ano ou dois".
A implantação de embriões animais com células humanas cria o que é chamado de "quimera": uma entidade composta de células animais e humanas.
Esse processo abre questões éticas complexas, particularmente o medo de que não seja inteiramente possível saber com certeza quais órgãos as células iPS humanas produzirão no animal.
No entanto, especialistas apontam que qualificar esse processo de criação de "híbridos entre humanos e animais" é um erro. Há uma grande diferença entre "híbridos e quimeras", diz William Lensch, um conselheiro de estratégia da Harvard Medical School.
"Em um híbrido humano-animal, metade do DNA de cada célula seria humana, e a outra metade animal, diferentemente de uma quimera homem-animal, que contém uma mistura de células totalmente animais e outras completamente humana", afirmou. "É importante usar o termo certo", insiste.
Nakauchi assegura que sua equipe será extremamente cuidadosa. "Teremos dois estágios de controle durante o desenvolvimento embrionário das quimeras", explicou o cientista. "A cada passo, verificaremos a presença, ou a ausência, de células humanas no cérebro. Uma vez que a ausência delas estiver garantida, passaremos para o próximo estágio", completou. ANG/RFI/AFP

Forças Armadas


 Chefe de Estado-maior General distinguido  como “melhor líder guineense” de 2018  

Bissau, 02 Jul 19 (ANG) – A empresa guineense sedeada nos Estados Unidos de América denominado “Grupo Cônsul Investimento” condecorou  quinta-feira o Chefe de Estado-maior general das Forças Armadas, com uma estatueta em ouro e um diploma de mérito, pelos trabalhos  feitos nos últimos anos, em busca da paz e tranquilidade.

No acto, Biaguê Na N’tan garantiu que os militares continuarão a distanciar-se da política para que possam servir a pátria da melhor forma possível.

“As Forças Armadas da Guiné-Bissau já escolheram o caminho de uma Força Armada republicana, por isso, vamos continuar fora dos assuntos políticos, vamos empenhar mais no respeito pela Constituição da República da Guiné-Bissau”, assegurou na N’Tan.

Disse que as suas prioridades são a reorganização das Forças Armadas e a capacitação dos seus quadros, de modo a estarem aptos para dar resposta a concorrência internacional.

Manifestou a sua satisfação com a distinção e prometeu continuar com os actos distanciados de conflitos políticos.

Por sua vez, o Presidente da Empresa “Grupo Cônsul investimento” Issufo Djaló explicou que a escolha de Biaguê Na N’tam como melhor líder guineense de 2018, tem que ver com o trabalho realizado nas  Forças Armadas.

“Este líder conseguiu transformar as Forças Armadas da Guiné-Bissau numa força republicana Sabemos que o trabalho que desencadeou não foi fácil, mas felizmente conseguiu mudar a situação, por isso, o seu trabalho não podia passar de forma despercebida”, considerou Djaló.

Esta é a segunda vez que o “Grupo Cônsul Investimento” homenageia Biaguê Na N’tam como um dos guineenses mais empenhado. ANG/AALS//SG

quinta-feira, 1 de agosto de 2019

Infraestruturas


Governo e BAD assinam acordo para estudo de viabilidade da construção do Porto de Buba

Bissau, 01 ago 19 (ANG) - O governo através do Ministério da Economia e Finanças e o Banco Africano do Desenvolvimento (BAD) assinaram esta quinta-feira um acordo para o estudo de viabilidade da construção do porto de águas profundas do Rio Grande de Buba.

Maquete do Porto de Buba
Na ocasião, o ministro de Economia e Finanças, Geraldo Martins disse que a convenção de financiamento assinada com o BAD é um donativo, não um empréstimo, porque o país não vai reembolsar esse dinheiro, acrescentando que, é um fundo perdido e que o montante total desse projeto é de dois milhões de dólares.

"O donativo vai ser utilizado através de uma unidade a ser criada no Ministério da Energia e Recursos Naturais, que vai fazer a gestão e lançar um concurso internacional para o recrutamento de um gabinete internacional encarregue de fazer esse estudo de viabilidade", explicou Geraldo Martins.

Disse ainda que o estudo de viabilidade do futuro Porto de Buba vai versar sobre vários aspectos, nomeadamente, técnico, econômico e financeiro, acrescentando que o estudo vai verificar se o local onde se pretende construir a referida infraestrutura é adequado ou não.

O governante disse que o Porto de Buba vai ter dois componentes, uma da parte mineral que vai servir para a futura exportação da bauxite de Boé e a parte comercial, acrescentando que o estudo vai estabelecer a plataforma que permitirá logo após a sua conclusão, que se possa começar a construção do porto.

Afirmou que não vai ser o Estado da Guiné-Bissau a construir o porto com fundos públicos, mas que o Estado  vai entrar numa parceria pública/privada onde vai ser lançado um concurso para a concessão da licença de execução da obra a uma empresa privada com a capacidade para a construção de um porto.

Por sua vez, Cuiabano Simone, do Gabinete de ligação do BAD na Guiné-Bissau disse que recentemente a sua instituição assinou um compacto lusófono específico para a Guiné-Bissau que vai permitir o financiamento dos projetos em parceria com sector privado.

“Na próxima semana, o BAD vai lançar o projeto rodoviário Quebo/Boké que permitirá a reabilitação do eixo rodoviário importante no país para a integração regional”, explicou.

Cuiabano Simone disse que o BAD pretende aplicar uma carteira de 89 milhões de euros nos próximos cinco anos, não apenas no sector público, mas também no privado, e que espera, com o apoio do governo e da sociedade guineense, atingir o objetivo e contribuir para prosperidade do país. ANG/DMG/ÂC//SG


Saúde pública


                               Mortes por paludismo estão a diminuir

Bissau,01 Ago 19(ANG)-  O Coordenador do Programa Nacional de luta Contra  Paludismo (PNLCP) afirmou que a doença  matou  244  pessoas no país em 2018, num total de 171.075 casos registados, contra os 296 óbitos confirmados em 2017, num universo de 143.554 pessoas infectadas. 

Paulo Djata
Em entrevista exclusiva concedida hoje à ANG, Paulo Djata disse que, em comparação com 2017, as mortes por causa de paludismo diminuíram em 2018 devido as campanhas de sensibilização e de distribuição de tendas impregnadas às populações.

O médico disse que os dados epidemiológicos da Guiné-Bissau mostram que foram atendidos nas estruturas sanitárias do país no ano passado, um total de 171.075 casos de paludismo incluindo os casos comunitários, pelo Instituto Nacional de saúde (INASA).

Aquele responsável sanitário disse que, em relação as crianças menores de cinco anos diagnosticaram 32.766 casos , tendo sido registado  83 óbitos.

Informou que realizaram  formações dos técnicos e agentes sanitários para trabalharem nas regiões de Bafatá e Gabú, e que estão munidos de materiais nomeadamente, fichas de registos, medicamentos, capas de chuvas, pastas impermeáveis e camisolas para efeitos de prevenção e tratamento do paludismo.

“Os trabalhos iniciarão no dia 4 do mês de Agosto e vão cobrir as crianças de três meses aos cinco anos de idade e terão a  duração de quatro meses.

Disse que decorrem nessas  duas regiões( Bafatá e Gabú) por serem as mais afectadas  pela doença.

Acrescentou  que têm promessas de financiamento de alguns parceiros nomeadamente da República Popular de China,  e que já estão a preparar  um orçamento para atingirem todas as regiões do país.

Paulo Djata explicou que a região de Gabú está na frente com 42. 731 casos de paludismo confirmados,  em seguida Bafatá com 39. 015 Casos confirmados  e Bolama/Bijagós com 8.618 casos.

Declarou que as regiões de Oio e Cacheu são as menos infectadas com a doença , sendo que Oio regista 3.246 casos  e Cacheu 4.002 casos.

O Programa de Combate a paludismo, segundo Djata, iniciou em 2016 e terá a duração de quatro anos.

Aconselhou a população para se livrarem de  águas paradas e lixos perto das suas casas, recomenda que dormissem debaixo de mosquiteiros e uso de camisas  mangas compridas no período da noite para se evitar picadas de mosquitos.

 Pediu a Câmara Municipal de Bissau para fazer uma  campanha de sensibilização, de tratamento de lixos e manutenção de higiene nas vias públicas. ANG/JD/ÂC//SG

Culinária


                   Sabores da lusofonia à prova em livro de receitas
Bissau, 01 ago 19 (ANG) -  Marisco guineense em caldo de mancarra, cachupa cabo-verdiana, cabrito à moçambicana, polvo à maneira de São Tomé e Príncipe, farófias portuguesas com creme e calulu de peixe de Angola são alguns dos pratos do livro de receitas África-Europa, editado pela representação da União Europeia junto da União Africana.
No total há petiscos de 70 países europeus e africanos. Para abrir o apetite, o livro começa com um cuscuz argelino, mas também há caril de veado seco das ilhas Maurícias, pilau do Quénia ou lagosta com leite de coco de Madagáscar. Do lado europeu, há bife Wellington do Reino Unido, gaspacho andaluz de Espanha, Pasticada da Croácia ou Moussaka da Grécia.
A delegação da União Europeia na Guiné-Bissau escolheu uma receita preparada pelos alunos do curso de cozinha tradicional no âmbito do projeto “Promoção da Economia Criativa” financiado pela União Europeia e implementado pela ADPP (Ajuda de Desenvolvimento de Povo para Povo). Os jovens foram guiados pela professora e “chef” de cozinha Severina Alves.
O Marisco em Caldo de Mancarra “é uma comida muito poderosa e saborosa”, um “prato típico tradicional que “todas as etnias podem comer” e que “é fácil, bonito e gostoso”, resume a “chef”.
Com alunos dos 15 aos 22 anos, Severina Alves ensina os segredos da cozinha tradicional guineense no curso de culinária da ADPP, incluindo de alguns pratos “sagrados”, ao longo de sete meses.
Severina Alves é também bailarina do ballet nacional e animadora do museu etnográfico da Guiné-Bissau, mas o talento que ela descreve como “muito especial” surge na arte de juntar sabores, misturar condimentos e criar aromas. “Eu tenho um talento muito especial que é a cozinha”, afirma, sublinhando a influência da sua mãe na paixão pela gastronomia.
A cozinha da Guiné-Bissau, representada pelo marisco em caldo de mancarra, está nas páginas do livro de receitas África-Europa, editado este mês e disponível para consulta online.ANG/RFI

Agricultura


 Governo lança campanha 2019 sob lema “Nó Labra Pa Combate Fome Ku Pobreza”

Bissau, 01 Ago 19 (ANG) – O Governo lançou  quarta-feira na povoação de Djalicunda, sector de Farim, na região de Oio,  a campanha agrícola 2019 sob o lema “Nó Labra Pa Combate Fome Ku Pobreza”(lavremos para combater a fome e pobreza).

Segundo Rádio Sol Mansi, no acto de lançamento da campanha,  o primeiro-ministro, Aristides Gomes apelou maior empenho na actividade agrícola de forma a combater situações de fome e da pobreza na Guiné-Bissau.

O chefe do governo disse que fizeram de tudo para que os agricultores possam sair a ganhar com a comercialização da castanha de caju do presente ano mas  que infelizmente o preço praticado no mercado internacional não favoreceu a situação.

“É necessário a diversificação da produção de forma a evitar que as populações depositassem esperança apenas  num determinado  produto. Digo isso, porque na Guiné-Bissau, os agricultores apostam bastante na castanha de caju”, disse o primeiro-ministro.

Aristides Gomes pediu mais dinamismo por parte dos agricultores nas actividades produtivas de modo a não limitarem simplesmente em produzir para subsistência familiar, mas sim, se possível, produzir para que o país possa ser exportador de diferentes tipos de produtos.

O governante garantiu que vão dar os seus apoios na base das suas possibilidades com a finalidade de obter um sucesso na Campanha Agrícola do presente ano e que por isso, vão contar com a força de vontade dos camponeses. ANG/AALS/AC//SG


Moçambique


                               Presidente Nyusi anuncia acordo de paz
Bissau, 01 ago 19 (ANG) - O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, disse que vai assinar, esta quinta-feira, com o líder da Renamo, Ossufo Momade, o acordo para a cessação definitiva das hostilidades militares.
Este documento antecede o acordo de paz final anunciado para breve em Maputo.
O anúncio foi feito quarta-feira na Assembleia da República, durante o Informe Anual do Presidente da República. Filipe Nyusi disse que vai assinar  o acordo para a cessação definitiva das hostilidades militares com o líder da Renamo, Ossufo Momade, na serra da Gorongosa, província de Sofala, no centro de Moçambique.
O chefe de Estado adiantou que o acordo prevê o fim formal dos confrontos entre as Forças de Defesa e Segurança e o braço armado da Renamo, principal partido da oposição.
O acordo impõe limites na actuação das forças governamentais e dos guerrilheiros da Renamo.
"As duas partes são responsabilizadas por se abster de todos os actos hostis ou ataques militares contra forças, posições ou propriedades , nem contra a população em geral", afirmou Filipe Nyusi. 
O Presidente moçambicano anunciou, também, a chegada a Maputo de oficiais da Renamo para integrar a polícia.
"Recebemos a nova lista de oficiais da Renamo que devem integrar a polícia da República de Moçambique e foram orientados para se apresentar imediatamente. A última informação que tenho da Gorongosa é que eles vão chegar no início desta noite a Maputo", acrescentou.
Filipe Nyusi precisou que o acordo para a cessação definitiva das hostilidades militares, marcado para esta quinta-feira, antecede o acordo de paz e a reconciliação final previsto para breve na capital moçambicana. 
Esta segunda-feira, já arrancou o Desarmamento, Desmobilização e Reintegração do braço armado da Renamo, também na Serra da Gorongosa.
Este vai ser o terceiro entre o Governo da Frelimo e a Renamo, depois da assinatura do Acordo Geral de Paz de Roma de 1992 e o acordo de cessação das hostilidades militares em 2014.
Durante o Informe Anual do Presidente da República, que durou 2h30, Filipe Nyusi agradeceu à Renamo pelo diólogo estabelecido e disse que a assinatura de cessação de hostilidades é um "momento histórico" que "reafirma a esperança para um futuro risonho".
"Sem paz não há desenvolvimento. Prometemos que não descansaremos sem alcançarmos a paz efectiva. Não vamos recuar", afirmou.
De uma forma geral, o Presidente considerou que "o Estado da Nação é de esperança e de um horizonte promissor". Quanto ao resumo do último quinquénio, Nyusi apontou a estabilização económica, o reatamento da confiança dos parceiros como o FMI e a realização da cimeira EUA-África. O chefe de Estado acrescentou que o Governo adoptou medidas económicas que vão permitir controlar a inflação, agora em 4%, e estabilizar o metical em relação às principais moedas, como o dólar e o rand. Relativamente à dívida pública, Nyusi afirmou que o Governo conversou com os credores para reforçar a credibilidade do país.ANG/RFI



Alemanha


    Cresce cada vez mais integração de migrantes ao mercado de trabalho
Primeira-Ministra alemã
Bissau, 01 ago 19 (ANG) – O Instituto para Pesquisa de Mercado de Trabalho e Profissão (IAB) da Alemanha revela que um número cada vez maior dos que entraram no país a partir de 2015 em busca de refúgio consegue emprego na Alemanha.

Já entraram no mercado de trabalho alemão, conforme o instituto, cerca de 35% daquelas pessoas em idade ativa vindas dos oito países de origem mais importantes. São eles: Síria, Afeganistão, Iraque, Eritreia, Paquistão Nigéria, Somália e Irã.

Isso corresponde a cerca de 400 mil pessoas. E a tendência é de crescimento, avisa o instituto. Em agosto do ano passado esse número era ainda de cerca de 306 mil.
Entre os 400 mil que encontraram trabalho, quase a metade foi empregada para desempenhar funções assistência em profissões mais simples, muitos em regime de tempo parcial e em grande parte em áreas como de produção, limpeza, gastronomia e agricultura.

Mas o instituto ressalta também que só uma pequena parcela tem se dedicado a cursos de formação profissional: dos 1,2 milhão desses migrantes citados na estatística, somente 44 mil estão fazendo atualmente um curso profissionalizante. Por isso, os especializas alertam ser preciso haver maior investimento na formação profissional para possibilitar uma melhor integração dos estrangeiros.
No auge da crise de refugiados, quatro anos atrás, a chanceler Angela Merkel foi muito criticada. Uma das consequências políticas da crise foi a ascensão e a entrada no Parlamento alemão de um partido de extrema direita, em 2017. Esses novos números do mercado de trabalho chegam a repercutir no clima político do país?

O partido de ultradireita AfD ainda continua com força nas pesquisas de intenção de voto e ainda tem a maior bancada parlamentar de oposição. Mas apresenta uma discreta tendência de queda, enquanto os conservadores de Merkel mostram sinais de recuperação, ainda que fracos.

Mas a economia da Alemanha continua estável, a taxa de desemprego permanece baixa, e à medida que os refugiados vão se integrando os argumentos xenófobos da extrema direita vão perdendo força.

A expectativa é que com esses novos números e a própria diminuição da entrada de refugiados registrada ultimamente, a política de migração deixe de ser um tema dominante como vinha sendo nas últimas eleições, e o meio ambiente volte a ganhar um maior destaque. Um indício disso é a alta popularidade atual do Partido Verde. Ele está em segundo lugar nas pesquisas, quase emparelhado com os conservadores de Merkel.ANG/RFI