terça-feira, 1 de junho de 2021

         
       Greve
/UNTG inicia sétima vaga de paralisações na Função Pública

Bissau, 01 Jun 21 (ANG) -  A União Nacional dos Trabalhadores da Guiné(UNTG) observa a partir desta terça-feira a sétima vaga de greve na função pública guineense com duração de 30 dias, exigindo do governo, entre outros, o cumprimento dos acordos assinados.

Segundo o porta-voz da Frente Comum dos sindicatos do sector educativo filiados na UNTG,Seni Djassi ”as paralisações não podem parar sem que as reivindicações fossem atendidas.

Seni Djassi justificou a continuidade da greve com o incumprimento dos acordos assinados por  parte do Governo, que acusa da falta de moral no cumprimento dos compromissos assumidos com a maior central sindical.

“Todas as exigências da UNTG não foram cumpridas após nove rondas negociais com o governo, obrigando a organização a decretar sucessivas paralisações na Função Pública e por outro lado já fomos longe com a greve  e não podemos parar sem ter uma solução”, reafirmou.

Aquele responsável disse que, caso contrário, a UNTG vai perder a sua credibilidade junto dos seus associados.

Relativamente a suspensão de pagamento de salário, a Frente Comum dos sindicatos do sector educativo,  consideram a decisão de “má fé” e de uma estratégia do Governo à pedido do Presidente da República, “abuso de poder” e tentativa de fragilizar o sindicato uma vez que não esta na lei .

Falando da decisão de recorrer aos militares ou outros para substituir os professores, Seni Djassi numa alusão clara as declarações do Chefe de Estado ,disse que quem  proferiu estas afirmações não tem competência para o fazer.

“Estas declarações não têm peso. Convido aos docentes a não as levarem em conta uma vez que a Guiné-Bissau é um Estado de Direito”, disse.

O sindicalista reconheceu contudo que quem não trabalha não merece receber o salário ,tendo convidado os professores a se manterem firmes, porque, diz,  “só juntos podemos vencer”.ANG/MSC/ÀC//SG

 

Greenpeace/Farinha e óleo de peixe privam populações africanas de alimentos

Bissau, 01 jun 21 (ANG) - A produção de farinha e óleo de peixe para as indústrias europeia e asiática está a privar a população da África Ocidental de parte importante da sua dieta e a exaurir recursos pesqueiros, alertou hoje a organização não governamental ambiental Greenpeace.

Segundo a Greenpeace, citada pelo site Notícias ao Minuto, cerca de 500 mil toneladas de peixe que poderiam acabar nos pratos de 33 milhões de pessoas são transformadas anualmente em farinha de peixe e óleo de peixe para sectores como a aquicultura, agricultura, suplementos alimentares, produtos cosméticos e rações para gado, alertou a organização não-governamental (ONG) ambientalista num relatório publicado hoje.

A produção de farinha e óleo de peixe nesta região do continente aumentou de 13 mil  toneladas em 2010 para 170 mil toneladas em 2019, de acordo com a Greenpeace, que tem vindo a soar este alarme há vários anos.

“Esta prática não só compromete a segurança alimentar das comunidades costeiras da Mauritânia, Senegal e Gâmbia”, como também priva “as do Mali continental e do Burkina Faso de uma das suas principais fontes de proteínas”, afirma o relatório.

A Greenpeace observa que, segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), as principais espécies utilizadas para a produção de farinha e óleo de peixe – sardinha e galucha (Ethamalosa fimbriata, sardinha estuarina, ou bonga) – são “sobre-exploradas”.

Isto representa “uma séria ameaça à segurança alimentar na sub-região”, adverte a Greenpeace.

A União Europeia é o principal mercado para estes produtos. “Em 2019, mais de 70% do óleo de peixe produzido na Mauritânia foi para a UE”, enquanto grande parte da produção do Senegal vai para Espanha, segundo o relatório.

A China, onde a procura de farinha de peixe aumentou devido ao aumento das necessidades em aquacultura, é também um destino importante, juntamente com outros países asiáticos, como o Vietname e a Malásia.

Esta produção industrial tem também “graves e negativas repercussões ambientais, socioeconómicas e na saúde humana”, de acordo com a ONG.

Na Mauritânia, “foram registadas numerosas queixas de doenças crónicas e problemas relacionados com a asma, juntamente com danos ambientais em áreas próximas das fábricas”, afirma o relatório.

As populações mais afectadas “são as mulheres, que tradicionalmente fazem peixe fumado, salgado e seco para o mercado local, e os pescadores artesanais”.

A Greenpeace apela aos países da África Ocidental para pararem com a produção de óleo e farinha de peixe e darem prioridade ao consumo humano de peixe.ANG/Angop

 

 

       
      Covid-19
/ País regista 15 novos casos de infecção e 23 recuperados  

Bissau, 01 Jun 21 (ANG) – A Guiné-Bissau registou mais 15 novos casos de infecção e 23 pessoas se recuperam da doença, após alguns dias sem novas infecções, informa o boletim  semanal do Alto Comissariado para a Covid-19.

De acordo com boletim,  à  que a Agência de Noticias da Guiné teve acesso hoje, o  número acumulado de casos de infecção por Covid-19 é agora de 3.766  pessoas.

Em relação aos recuperados, o país contabiliza um total acumulado de 3.518 indivíduos.

Os dados do boletim informativo do Alto Comissariado da semana de 24 à 30 de Maio indicam que os números de mortos associados ao Covid-19, permanecem em 68 vitimas mortais.

Os dados oficiais do Alto Comissariado para a Covid-19 apontam que foram analisados 1.366 pessoas entre os quais 15  acusaram positivo, estando em activo 15 casos, elevando assim para o total acumulado 174.

Em relação ao internamento, segundo os dados do Alto Comissariado, uma pessoa está hospitalizada, aumentando para um acumulado de 237.

O Boletim semanal indica que a região de Bafatá  não analisou nenhum caso, e  que duas pessoas se recuperaram da pandemia.

Os dados apontam que a região de Biombo analisou 14 casos e um deles deu positivo, tendo registado  um caso  de internamento, enquanto  que o Sector de Farim  registou um caso de infecção, num universo de 17 análises realizados.

De acordo com o Boletim informativo semanal do Alto Comissariado para a Covid-19, Bissau testou um total de 1.270 pessoas das quais sete acusaram positivo, 20 individuos foram dados como  recuperados.

Durante essa semana, conforme o boletim informativo semanal do Alto Comissariado da Covid-19 sobre a evolução epidemiológica no país, a região de Bolama testou  dois casos, mas sem registo de nenhum caso de infecção por Covid-19..

 O boletim referiu que a região de Cacheu não registou nenhum caso de infecção no grupo de 10 pessoas analisadas.

Os dados do Alto Comissariado indicam que os Bijagós testou um total de 20 pessoas entre os quais dois acusaram positivos, e uma pessoa foi dada como recuperada.

A Região de Tombali, conforme o Alto Comissariado, analisou 27 casos e quatro deles deram positvo.

O boletim semanal refere que a região de  Gabu não registou nenhum caso de infecção por covid-19 e que uma pessoa foi dada como recuperada.

Os dados do boletim semanal referem ainda  que  a região de Oio testou cinco pessoas, mas sem registo de nenhum caso de infecção causada pela covid-19.

A região de Quinará aparece neste boletim sem nenhum caso de infecção, apesar de ter analisado um caso.

Segundo os dados do Alto Comissariado, os homens continuam liderar a lista de contágio  por covid-19 em relação as  mulheres, sendo que a pandemia já infectou 2.270 pessoas do sexo musculino e 1,496 do sexo feminino.

Actualmente o país conta com um número acumulado de  3.766 de casos positivos, num universo de 68.053 amostras,3.766 indivíduos recuperados, 174 casos activos da Covid-19, 68 óbitos  e 237 internamentos.ANG/LPG/ÂC//SG

 

                       
                            Mali
/CEDEAO sanciona novo golpe de Estado

Bissau, 01 Jun 21 (ANG) - A CEDEAO pede a nomeação de um primeiro-ministro civil no Mali, bem como a formação de um governo de inclusão e o respeito dos prazos para a organização de eleições.

A organização regional suspendeu o país neste domingo em Accra, capital ganesa, e afirma não ser possível não sancionar novo golpe de Estado em Bamaco.

No Mali a classe política congratula-se com o facto de não terem sido, ainda assim, decretadas sanções económicas contra o país.

Mohamed Bazoum, presidente do Niger, comentou em que consistem estas medidas adoptadas em Accra, no Ghana, neste domingo.

"Condenámos as autoridades ilegais que se apoderaram do poder pelo que decidimos excluir o Mali das instâncias da CEDEAO.

Já várias vezes no passado tivemos este tipo de mecanismos accionados em diversas situações noutros países, é o mesmo dispositivo que é agora implementado.

As medidas tomadas pela CEDEAO não é suposto terem efeitos sobre as populações, mas não é possível não sancionarmos acontecimentos como os que ocorreram.

Houve um golpe de Estado e um novo golpe de Estado pelos mesmos actores, de forma mal intencionada. Pelo que não era possível que não adoptássemos sanções, sendo que as medidas que tomámos são as que estão contempladas no Protocolo da CEDEAO," disse Mohamed Bazou.

Hamidou Doumbia, secretário político do partido Yéléma, crítico deste novo golpe, congratulou-se, porém, com o facto de que « estas decisões não comprometerem os pobres cidadãos que podiam ter sofrido as consequências de actos que lhes escapam».

O M5-RFP,  Movimento de 5 de Junho, União das forças patrióticas, por seu lado, que deveria obter o cargo de primeiro-ministro, entende que o facto de que a CEDEAO não exija novo presidente é um bom sinal.

Já o Adema, Aliança pela democracia no Mali, sublinhou que o importante é que se cumpram os prazos definidos em Setembro para a realização de eleições por forma a que "este período excepcional dure o menos tempo possível".

As eleições deveriam ter lugar a 27 de Fevereiro de 2022, uma data que a CEDEAO, Comunidade económica dos Estados da África ocidental, quer ver cumprida.ANG/RFI

 

 

   
Política
/ MADEM-G15 reafirma continuidade na  coligação governamental

Bissau,01 Jun 21(ANG) - O Movimento para a Alternância Democrática (MADEM-G15) anunciou segunda-feira que vai manter-se  na coligação que sustenta o atual Governo na Guiné-Bissau, mas que vai pedir  explicações sobre as pastas governamentais perdidas, disse o porta-voz do partido, Jibril Baldé.

A decisão saiu de uma reunião da Comissão Permanente, alargada às estruturas da juventude, de quadros e de mulheres do partido, que na semana passada deram a Direção do partido 72 horas para decidir a retiridada da coligação governamental com o PRS ,  APU-PDGB e representantes de candidatos que apoiaram o actual Presidente da República na segunda volta das presidenciais de 2019.

Segundo Baldé, a  direção superior do MADEM-G15 defende a continuidade do partido na coligação que sustenta o atual Governo na Guiné-Bissau, mas quer análises profundas sobre a perda de pastas governamentais a favor do PRS (Partido da Renovação Social) e Assembleia do Povo Unido - Partido Social-Democrata (APU-PDGB), as duas outras formações partidárias que fazem parte da coligação no Governo.

"A verdade é que se comparamos o número de deputados que o MADEM tem com o número de pastas governamentais que o partido tem atualmente no Governo, sobretudo depois da remodelação governamental, é fácil perceber que o partido saiu prejudicado, mas sempre defendemos o interesse nacional", afirma o porta-voz do MADEM-G15, Jibril Baldé, que foi exonerado das funções do ministro da Educação, em consequência da mais recente remodelação governamental ocorrida no país.

Baldé disse que foi também concluido nessa reunião que  os quadros do partido execederam nas suas exigências ao dar a direcção  72 horas para decidir sobre o abandono à coligação governamental.

Por ser o partido com maior número de deputados entre os da coligação no Governo, 27, as estruturas do MADEM-G15 consideram que o partido tem sido prejudicado.

Segundo Carlos Sambú,da Juventude do Madem G-15, uma das críticas que as estruturas do partido fazem ao Braima Camará, coordenador do MADEM-G15 é de  alegada inércia perante o que consideram de falta de colocação de quadros do partido no aparelho do Estado e ainda da pouca atribuição de bolsas de estudos à juventude do partido.

"Houve alguns atropelos ao acordo (político que sustenta o atual governo) no meio do caminho e nós, enquanto jovens do partido, exigimos à direção superior do partido para que explique o que está acontecer dentro do acordo da governação, porque fala-se muito que algumas pastas já não pertencem ao MADEM-G15, e queremos que a direção explique isso", disse aceescentando: “não queremos que o MADEM-G15 saia da aliança, mas que denuncie o acordo, porque não está a favorecer o partido".

Jibril Baldé notou que foram dadas orientações para uma "análise aprofundada" sobre as questões levantadas pelas estruturas do partido, mas sem colocar em causa o acordo da coligação.

"O partido vai analisar profundamente todas as questões levantadas e outras que ainda não foram colocadas pelas estruturas do partido para depois tomar decisões políticas necessárias e fazer as devidas correções", disse.

Ao analisar o atual cenário, o analista político Jamel Handem desconfia da real intenção das reclamações do MADEM-G15. "Na minha opinião, isto não passa de uma estratégia de fuga para a frente, que visa fundamentalmente provocar a queda do governo do [primeiro-ministro] Nuno Gomes Nabiam e num segundo passo provocar eleições antecipadas dentro de 90 dias no país", conclui.ANG/DW

 

                                   Uganda/Ministro escapa a atentado

Bissau, 01 Jun 21 (ANG) - Homens armados atacaram e feriram, esta terça-feira, o ministro dos Transportes do Uganda e ex-comandante do exército, General Katumba Wamala, num atentando em que morreram uma filha sua e o motorista.

Testemunhas afirmam que homens em motorizadas dispararam vários tiros contra o seu veículo perto da sua residência na capital, Kampala.

De acordo com uma fonte que cita a BBC, o exército diz que ligações  à tentativa de assassinato estão a ser investigadas.

Militares mantêm guarda ao hospital onde o General Wamala se encontra a ser tratado por ferimentos não fatais.

Katumba Wamala é considerado um dos políticos e militares mais respeitados do Uganda.

O atentado contra a sua vida foi um choque, embora tais ataques não sejam raros, segundo diz a BBC em Kampala.

Entre os vários cargos que ocupou, o General Wamala foi chefe da polícia e comandante do exército.

No momento do ataque, Wamala e a filha encontravam-se a bordo de uma viatura do exército em marcha, atingida pelas laterais e pela frente.

A sua filha e o seu motorista não sobreviveram ao atentado.

Nos últimos anos, o país foi abalado por tiroteios feitos por homens armados em motorizadas, disse a fonte.

Em Junho de 2018, Ibrahim Abiriga, político e fervoroso defensor do presidente Yoweri Museveni, foi baleado e morto perto da sua casa.

O ex-porta-voz da polícia Andrew Felix Kaweesi foi assassinado de maneira semelhante em Abril de 2017.

Um magistrado e vários clérigos muçulmanos foram mortos da mesma forma.

Nenhum dos assassinatos foi até agora investigado com sucesso.ANG/Angop

 

Futebol/ Baciro Candé com cinco novidades na convocatória dos Djurtus para jogo contra Cabo Verde 

 Bissau,01 Jun 21(ANG) - Manuel Baldé, Maurice Gomis, Basil Suleimane Camará, David Gomis e Panutchi Camará são as cinco novidades na lista de convocados da seleção nacional de futebol da Guiné-Bissau.

A lista foi divulgada  segunda-feira, pelo mister, Baciro Candé, numa das salas de reunião da Federação de Futebol da Guiné-Bissau (FFGB), no alto Bandim, em Bissau.

O selecionador principal de futebol da Guiné-Bissau chamou 25 futebolistas para o jogo amistoso frente à sua congénere de Cabo Verde, agendado para o dia 10 de junho próximo, no Estádio Nacional 24 de Setembro, em Bissau. 

Entram cinco novas caras, para trás Baciro Candé deixou, por opção técnica, alguns jogadores que habitualmente integram os selecionados, nomeadamente, Marcelo Djaló, Mama Baldé, Pelé, Nanú, Piqueti Djassi e João Mário que se lesionou no jogo da seleção nacional frente à Essuatíni (antiga Suazilândia), em Março último.

De regresso aos Djurtus estão os jogadores que atuam em França: Opa Sanganté, Morreto Cassamá, Joseph Mendy, e Carlos Abna Embaló, que joga em Espanha. Nesta lista para o jogo frente aos cabo-verdianos, Candé não convocou nenhum jogador que atua no Campeonato Nacional.

Em declarações aos jornalistas após o anúncio dos convocados, Baciro Candé, transmitiu à imprensa desportiva que as novas entradas terão oportunidades para demonstrar à equipa técnica os seus potenciais futebolísticos para futuramente serem úteis ao país nas próximas competições.

Questionado  sobre a ausência de vários jogadores na lista dos convocados, Candé alega que decidiu ficar Pelé de fora, porque o “jogador não está psicologicamente bem com a descida de divisão do seu clube Rio Ave “.

Em relação ao Marcelo Djaló, o selecionador diz que o defesa central está com problemas físicos e sobre Piqueti Djassi, Baciro Candé disse que decidiu ficá-lo fora da convocatória porque o campeonato onde  atua ainda não terminou.

“O jogo frente a Cabo-Verde serve para rodar alguns jogadores mas vamos trabalhar para garantir a vitória frente a uma seleção com laços históricos com a Guiné-Bissau”, indicou. 

Nos últimos dois meses, o selecionador nacional fez uma digressão à alguns países da Europa como Portugal, França, Itália e Espanha, em contatos com jogadores, embora não tenha sido divulgada a lista de nomes dos atletas que Baciro Candé terá contratado ou convidado para integrar a seleção nacional. 

Questionado pelo Jornal O Democrata sobre diligências para a participação de  jogadores como Carlos Mané, Wilson Manafá e Beto, Candé se escusou a comentar o assunto, limitando-se a dizer que só conta com os jogadores presentes na lista de convocatória. 

Eis a lista de convocados do selecionador de futebol da Guiné-Bissau, Baciro Candé:

– Guarda-Redes: Jonas Mendes (Black Leopard, Afs), Marcos Djoco (Juventude de Évora, Port), Manuel Baldé (Vizela, Port) e Maurice Gomis (SPAL, Ita).

Defesas: Aurisio Embaló Júnior (Cova de Piedade, Port), Edigerson Gomes (HBKOGE, Din), Ladislau Ucha Alves (FC Marinhense, Port), Fali Candé (Portimonense, Port), Fernandy Mendy (Raith Rovers, Esc), Basil Suleimane Camará (Tec Tiel, Hol), Rudimilson Brito Silva (FK Kaunas Zalgiris, Lit) e Jeferson Encada (Leixões, Port).

Médios: Mimito Biai (Acadêmica de Coimbra, Port), Bura (Farense, Port), João Lamine Jaquité (Tondela, Port), Morreto Cassamá (Stade de Reims, Fra), Opa Sanganté (Chãteauroux, Fra) e Alfa Semedo (Reading, Ing).

Avançados: Carlos Apna Embaló (AD Alcorcon, Esp), David Gomis (Clermont, Fra), Jorginho Intima (Wadi Degla, Igit), Panutchi Camará (Plymouth Algyle, Ing), Mauro Teixeira(FC Sion, Sui), Joseph Mendy(Niort, Fra) e Frederic Mendy (Vitória Setúbal, Port).

O jogo amistoso enquadra-se no plano da FFGB com vista à preparação para o Campeonato Africano das Nações (CAN), que se realiza em janeiro de 2022, nos Camarões.

Em março último, os Djurtus apuraram-se, pela terceira vez consecutiva, para o CAN em futebol ao derrotar em casa o Congo Brazzaville, por 3-0, na sexta e última jornada do Grupo I.ANG/O Democrata

         
Senegal
/Três repórteres mortos num acidente de viação em Kédougou

Bissau, 01 Jun 21 (ANG) – Três repórteres do site “Larel.net” do Senegal morreram segunda-feira em consequência de um acidente de viação, quando se dirigiam à Kédougou para a cobertura da digressão do Presidente senegalês, Macky Sall  àquela região, anunciaram as autoridades senegalesas.

Deste acidente resultaram ainda dois feridos que foram evacuados para Dakar a bordo de um avião militar.

De acordo com a Agência de Noticias Senegalesa(APS), os dois feridos serão atendidos no Hospital Principal de Dakar, segundo indicações do Presidente Sall que inaugurou o Hospital Regional Amath Dansokho, em Kédougou.

No início de seu discurso, Macky Sall observou um minuto de silêncio em memória dos desaparecidos antes de apresentar suas condolências à imprensa senegalesa.

Através do porta-voz da Presidência, o chefe de Estado Macky Sall, endereçou suas "mais tristes condolências" às famílias dos três reporters do site de notícias Leral.net mortos em um acidente de viação ocorrido enquanto dirigiam à Kédougou para cobertura da visita do Chefe de Estado senegalês em “tournê”, na área.

"O carro da equipe de reportagem teve um impacto frontal com um camião", disse Seydou Guèye.

Informou que que, imediatamente alertados, elementos da Gendarmerie e bombeiros foram ao local para fazer as observações e prestar os primeiros socorros aos feridos.

Guèye informou que o Presidente da República tinha dado instruções para o rápido cuidado dos feridos no hospital regional de Tambacounda, e sua evacuação para Dakar. ANG/Faapa.info

    

 

         Covid-19/Países da OMC divididos sobre o levantamento de patentes

Bissau, 01 Jun 21 (ANG) - A União Europeia, a Austrália e o Japão mantêm reservas sobre um possível levantamento de patentes das vacinas anti-covid.

A posição foi demonstrada durante uma reunião informal da Organização Internacional do Comércio,  indicou um responsável baseado em Genebra.

As propostas com vista a um possível levantamento dos direitos de propriedade intelectual das vacinas contra a covid-19 foram bem recebidas na reunião informal da Organização Internacional do Comércio.

Porém, vários Estados membros “continuam a exprimir dúvidas sobre o momento certo para iniciar as negociações e pediram mais tempo” para a analisar as propostas, precisou o responsável do comércio internacional.

Estes países são os da União Europeia, assim como a Austrália, Japão, Noruega, Singapura, Coreia do Sul, Suíça e Taiwan.

No passado mês de Maio, a Administração do Presidente norte-americano, Joe Biden, veio apoiar o levantamento das patentes das vacinas contra a covid-19, tal como prevê a excepção ao Acordo sobre Aspectos dos Direitos de Propriedade Intelectual Relacionados ao Comércio (TRIPS) em situações de emergência.

A Índia e a África do Sul já tinham defendido junto da Organização Mundial do Comércio o levantamento das regras de propriedade intelectual para facilitar o acesso da vacina aos países em desenvolvimento. No total, cerca de 60 países pediram à OMC um levantamento mais amplo de patentes do que apenas às vacinas contra a covid-19.

Os acordos da Organização Mundial do Comércio devem receber o apoio de todos os 164 Estados membros.ANG/RFI

segunda-feira, 31 de maio de 2021

   Prevenção contra coronavirus

No plano individual deve-se  manter o distanciamento físico, usar  uma máscara,  lavar as mãos  regularmente e tossir fora do alcance  dos outros. Façam  tudo isso!

A nossa mensagem às populações e aos governos é clara. Façam tudo isso!"

                                        ( Tedros Adhanom Ghebreyesus - DG da OMS)


Telecomunicações/Chefe de Estado recomenda à  empresa  Orange Bissau  que melhore as  suas prestações no país

Bissau, 31  Mai 21 (ANG) – O Chefe de Estado, Umaro Sissoco Embaló recomendou esta segunda-feira à empresa de telecomunicações  Orange Bissau que melhore  as suas prestações no país.

O Presidente da República considera  inadmissível viajar uma distância de 37 quilómetros,  da capital Bissau  para a seção de Bijimita, e estar a perder a rede de vez em quando.

Umaro Sissoco Embaló  que falava na cerimónia de inauguração da primeira  das 159 antenas da Orange Bissau que vão ser montadas no país, disse que a Guiné-Bissau é um país muito pequeno para continuar a ter problemas de cobertura da  rede móvel e frisou que a sua recomendação é extensiva à MTN, outra operadora de telecomunicações no país.

Para  Sissoco Embaló a instalação de novas antenas da Orange Bissau é sinal de progresso tecnológico e social, um facto que segundo o PR, pode  facilitar nos negócios e  na criação da riqueza nacional.

Pediu aos populares de Bijimita para serem vigilantes e cuidarem da antena para o bem de toda a comunidade.

Segundo o  ministro dos Transportes e Telecomunicações Augusto Gomes,  a empresa Orange Bissau  fez um investimento direto de mais de 13 mil milões de francos CFA, que vai permitir o desdobramento de 159 antenas em todo o território nacional, cobrindo mais de 1.680 tabancas, até final do mês de julho deste ano.

Gomes encorajou ao Conselho de Administração da  empresa Orange Bissau, através do seu presidente, pela iniciativa e prometeu que o governo vai acompanhar e apoiar todas as iniciativas para o desenvolvimento  da economia digital, inclusão financeira e social, para a redução da pobreza e melhoria das condições de vida das populações.

Em nome do régulo local da comunidade  de Bijimita, Quintino Nanque agradeceu a empresa Orange pela cobertura que vão ter, mas não deixou  de mencionar os  problemas com que os populares locais se debatem, nomeadamente a falta de infraestruturas escolares, de bolanhas e centro de saúde
.

O Diretor-geral da Orange Bissau Brutus Diakité declarou que empresa está determinada a modernizar toda a sua rede para assegurar maior satisfação aos seus clientes. ANG/JD//SG

Saúde/”Sónia Farmácia Lda é uma cadeia internacional que opera legalmente no país desde 2006”, diz seu chefe das Relações Públicas

Bissau,31 Mai 21(ANG) – O chefe das Relações Públicas da Sónia Farmácia Lda, negou as afirmações  do Presidente da Associação Nacional dos Proprietários das Farmácias(Anaporfarm), segundo as quais a empresa farmacêutica está  a operar no domínio de importação e comercialização de medicamentos sem  licenças para o efeito.


Em entrevista exclusiva à ANG, na passada quarta-feira, o Presidente da Anaprofarm, Abdalla Hi Salum, disse que é condenável pela lei, uma empresa que não é grossista de venda de medicamentos estar a importar e a comercializar  medicamentos, tendo aconselhado os seus associados a se abdicarem de adquirir medicamentos na posse de instituições  não autorizadas para a sua venda.

Em jeito de reação à essa acusação, o chefe de Relações Públicas da Sónia Farmácia Lda, Abdel Malika Camará disse que foram lhes  atribuídas a licença para operar no mercado farmacêutico desde 2006 com a nomenclatura de  “SS” que significa Cherif e Sônia.

“Entramos no mercado farmacêutica da Guiné-Bissau em 2006 e fomos atribuídos a licença de operação após cumprir todas as formalidades exigidas pela lei e que culminou na abertura da nossa primeira Farmácia no Prédio Tuncará, no bairro de Belém ,com apenas um contentor de medicamentos”, disse.

Abdel Malika Camará sustentou que a Sónia Farmácia Lda, pertence a um consórcio que opera em seis países africanos, tendo abrido a primeira Farmácia em Libéria e que agora, para além da Guiné-Bissau, trabalham na Guiné-Equatorial, Sudão de Sul, São Tomé e Príncipe e Mali.

Aquele responsável disse que todas as desinformações de que a Sónia Farmácia Lda está a ser alvo têm a ver com o medo que as pessoas têm da concorrência no  mercado, acrescentando que apostam na aquisição de  medicamentos de qualidade importados da India e China, e que praticam preços mais acessíveis no mercado.

Malika Camará disse que a Sónia Farmácia Lda dispõe actualmente de dois postos de venda em Bissau e um armazém de stockagem de produtos, bem como abastece medicamentos à algumas farmácias em Buba e Bafatá.ANG/ÂC//SG

 

Parlamento da CEDEAO/Guiné-Bissau apresenta relatório sobre a situação social do país

Bissau,31 Mai 21(ANG) – A Guiné-Bissau apresentou no passado dia 29 do corrente mês junto do Parlamento da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental(CEDEAO),  o seu relatório sobre a situação política, dos direitos humanos,  segurança, situação sanitária entre outros.


De acordo com com uma nota à imprensa da CEDEAO, enviada à ANG, o referido relatório foi lido pelo deputado Califa Seide, chefe da delegação da Guiné-Bissau, perante a plenária da primeira Sessão Ordinária desta instância comunitária do ano 2021 que decorre em Abuja(Nigéria), entre os dias 27 de Maio e 12 de Junho.

"Houve graves violações dos direitos humanos com raptos e prisões além de intimidações e espancamentos de cidadãos, e de jornalistas limitando a liberdade de expressão e da imprensa”, cita o relatório.

O documento destaca por outro lado que até a presente data a Guiné-Bissau registou 3.740 casos de infecção e 67 mortes causados pela COVID-19, com fortes impactos sobre a economia.

No que se refere ao estado da implementação dos compromissos comunitários, o relatório refere que em relação aos atrasados, o Estado guineense já pagou mais de 87 por cento das dívidas ou seja 3.773 milhões de francos CFA dos 4.359 milhões em dívida, segundo os dados da Direcção Geral de Tesouro e da Contabilidade Pública guineense.

Até o dia 12 do corrente mês, os deputados comunitários examinarão entre outros assuntos, as recomendações da Comissão de CEDEAO relativos a Acta Adicional, criando a Autoridade Regional da Concorrência (ARCC/ERC) e analisarão a decisão sobre o Estabelecimento do Comitê de facilitação do comércio regional, a criação da Rede de Organizações de Promoção do Comércio, o Regulamento com modificação do Estatuto do Conselho de Empresas.

A delegação da Guiné-Bissau ao Parlamento da CEDEAO é constituída pelos deputados Califa Seidi, Caramo Camará, Gabriela Fernandes e Marciano Indi.

Hadja Satu Câmará, que deveria fazer parte da delegação, por razões não reveladas, não viajou para Abuja.ANG/ÂC//SG

 

 

Inacep/Novo director diz que o momento exige trabalho e muita responsabilidade

Bissau, 31 Mai 21 (ANG) – O novo Diretor-geral da Imprensa Nacional (INACEP) disse que o momento é de trabalho e de muita responsabilidade por alguém que nunca passou pela empresa.

Paulino Mendes falava esta segunda-feira na cerimónia de recepção do gabinete de trabalho e dos dossiês da empresa das mãos do antigo Director-geral, Bambo Banjai.

ʺO memento exige muita responsabilidade para alguém que está fora como eu que nunca trabalhou na INACEP. Sentar aqui como funcionário percebi que tem muita coisa para fazer, frisou.ʺ

Paulino Mendes, disse que não é uma cerimónia de conversas mas sim uma cerimónia que assinala apenas a troca de cadeira, e agradeceu ao director cessante por tudo que a sua energia e competência permitiu fazer até aqui.

Para aquele responsável, cada uma hora é muito importante e se for aproveitado para ser como um ano é muito bom porque não se sabe por quanto tempo vai durar na função.

O director cessante Bamba Banjai disse que saiu da função com a cabeça erguida e com sentimento de  dever cumprido e desejou sucessos ao novo director .

Paulino Mendes, jurista de Formação foi nomeado na mais recente reunião do Conselho de Ministros e foi investido nas funções sexta-feira passada, 28.

Mendes foi Director-geral para Assuntos Parlamentares, durante algum tempo, antes de assumir funções directivas no Ministério da Justiça, há pouco mais de um ano.ANG/MI//SG

 

Pescas/Presidente da ANAPA pede ao governo que faça cumprir período de repouso biológico em relação à pesca industrial

Bissau, 31 mai 21 (ANG) – O Presidente da Associação de Armadores da Pesca Artesanal (ANAPA) pediu ao governo para que faça cumprir o  período de repouso biológico à pesca industrial, tal como se faz no Senegal ou na Mauritânia.

Em entrevista exclusiva esta segunda-feira à ANG, Augusto Djú afirmou que há 47 anos da independência não houve repouso biológico na pesca industrial, acrescentando que o referido repouso não se deve verificar só em relação a pesca  artesanal  mas também em relação a pesca industrial, “porque os barcos estragam mais, até o habitat e depois deitam no mar os peixes que não querem”.

“O período biológico é o tempo em que os pescadores param de pescar para deixar os peixes crescerem”, referiu.

Explicou que em Buba e outras zonas, os pescadores suspendem actividades pesqueiras  de Junho à Setembro para permitir que os peixes se multiplicarem e só começam a prática em Outubro.

Djú disse que, se esse período de repouso for respeitado o país terá peixes a todo o tempo.

Disse  que esse período devia ser implementado este ano mas não foi o caso porque não há meios para a fiscalização marítima.

Pediu igualmente ao governo, através do Ministério da Pesca, a colaborar com associações de pescadores, sobretudo as da pesca artesanal, ouvindo as suas opiniões antes de assinar acordos com outros parceiros.

“Não estamos contra as assinaturas de acordos que os sucessivos governos têm feito, mas queremos que nos chamam para darmos as nossas opiniões. Muitas vezes, só quando decidirem é que nos chamam para assistir a assinatura de acordos, o que para mim não está bem”, referiu Djú.

Aquele responsável relaciona o escassez do pescado no mercado com a elevada temperatura que se regista no país, e que, segundo Djú, terá estado a provocar a fuga de peixes para zonas mais profundas do mar.

 “Se decidimos ir atrás dos peixes  vai ser um risco de vida para nós, porque as nossas canoas não têm capacidades para aguentar ondas fortes de quatro  metros de altura. Só os barcos ou os nossos vizinhos senegaleses que têm embarcações maiores  e têm mais técnicas na área de pesca”, salientou.

Nesse período, Maio à Junho, de acordo com Djú,  verifica-se a redução de embarcações das pescas porque a maioria dos pescadores se dedica a agricultura e tem plantações de caju, pelo que, as vezes preferem ir colher a castanha de caju a se dedicar a pesca. ANG/DMG//SG

 

  Mali/França ameaça retirar tropas  se o país se enveredar por islamismo radical

Bissau, 31 Mai 21 (ANG) - O Presidente francês, Emmanuel Macron, declara numa entrevista concedida ao semanário  "Journal du Dimanche", que a França retirará as suas tropas do Mali, se o país africano se orientar politicamente para um islamismo radical.

A França apoia as autoridades malianas na luta contra o jihadismo por intermédio da operação Barkhane, com mais de cinco mil militares.   

Com cerca de 5.100 militares envolvidos na operação Barkhane, a França apoia o Mali confrontado desde 2012  com uma rebelião jihadista no norte,  que mergulhou o país numa crise de segurança e que agora se alarga ao centro do Estado africano.

O governo francês, bem como a União Europeia denunciaram no dia 25 de Maio de 2021  "o golpe de Estado inaceitável", depois da detenção do Presidente Bah Ndaw e do Primeiro-ministro, Moctar Ouane, decidida pelo homem forte do país, o coronel Assimi Goïta.

Na sua entrevista ao semanário "Journal du Dimanche" (JDD), o Presidente Emmanual Macron realçou que tinha dito ao seu homólogo maliano, Bah Ndaw, agora destituído, que se o Mali enveredasse pelo islamismo radical, a França  retiraria as suas tropas da operação Barkhane.

O chefe de Estado francês sublinhou que existe actualmente no Mali a tentação por um islamismo radical  e que perante tais circunstâncias, a França repatriará os seus militares.

Emmanuel  Macron afirma também ter transmitido a mensagem aos dirigentes da África ocidental, segundo a qual, a França não continuará a apoiar um país em que a legitimidade democrática e a transição deixaram de existir.

Os chefes de Estado e de Governo oeste-africanos reuniram-se domingo, 30 de Maio de 2021, em Acra numa cimeira extraordinária, para debater exclusivamente a situação no Mali.

 A  CEDEAO (Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental) convidou o coronel Assimi Goïta a  deslocar-se ao Gana para consultas.

Nas suas declarações ao JDD, o  Presidente francês, destacou  igualmente que a França decidiu apoiar um Estado soberano, o Mali, para que este último não seja desestabilizado ou invadido por grupos  de rebeldes armados, mas como apoiante ela pede que a transição e a inclusividade políticas sejam respeitadas no Mali.

Emmanuel Macron sublinhou que na  cimeira do G5 Sahel, em Janeiro de 2020  em Pau, no sudoeste da França, ele tinha preparado um "caminho de saída " do Mali, mas que a pedido dos chefes de Estado africanos decidiu manter a operação Barkhane. 

Todavia, segundo o Presidente francês, o seu país não pode manter eternamente as suas tropas no Mali. Uma questão que agora se coloca com mais acuidade, depois dos golpes de força dos militares malianos a 18 de Agosto de 2020 e a 25 de Maio de 2021.  ANG/RFI