segunda-feira, 18 de setembro de 2023

Cultura/Patchi de Rima  participa na quarta edição de Oportunities in África Summit em Nova Iorque

Bissau, 18 Set 23(ANG) – O músico guineense Patchi Liga Có vulgo “ Patchi de Rima” vai participar na quarta edição de Oportunities in África SUMMIT em Nova Iorque, de 18 à 20 do mês em curso, em Wall Street.

A informação foi duvulgada pelo  Portal Guigui, que explicou que o referido evento é organizado pela Wutiko em parceria com a Pace University, organizado à margem da Assembleia Geral das Nações Unidas(AGNU).

Esta plataforma de informação on line referiu que este padrão internacional de celebrações  tornou-se um evento imperdível para os decisores africanos que procuram parceiros financeiros ou técnicos e, por outro lado , para investidores americanos e internacionais interessados em oportunidades de investimentos em África. ANG/JD/ÂC//SG

 

Economia e Finanças/Ministério diz ser  “falsa” a notícia sobre  alegada parceria com FMI e BM para apoiar PMEs no país

Bissau, 18 Set 23 (ANG) - O Ministério da Economia e Finanças(MEF) diz ser “falsa”” a notícia sobre  alegada parceria  entre a instituição e  o Fundo Munitário Internacional (FMI) e  Banco Mundial (BM),  a fim de apoiar Pequenas e Medias Empresas  (PMEs) na Guiné-Bissau.

“Esta falsa oferta consubstância-se a prática de crime, pois, os seus autores pretendem apenas ganhar, duma forma ilícita, algum valor monetário das pessoas que  pretendem relançar as suas empresas”, refere o MEF em nota emitida pela assessocia de imprensa da instituição.

Os divulgadores da  notícia, diz o MEF, utilizam indevidamente, as fotos e logotipo do Ministério, criando uma página no facebook, na qual anuncia uma oferta de assistência financeira para subvencionar as PMEs a sairam da crise económica.

Ainda na Nota o MEF adianta que o caso  já é do conhecimento das autoridades judiciais, e que aguarda-se pelos resultados da investigação.  ANG/AALS/ÂC//SG

                                      Como Casaco despolui ambiente

Por Salvador Gomes da Agência de Notícias da Guiné(ANG)

Bissau, 18 Set 23 (ANG) - Convencido pelo slogan “Lixo Tene Balur”,(Lixo tem valor) e com uma carrinha, Domingos Casaco Silva, de 48 anos de idade, sai à recolha de garrafas em bares e locais onde houve festas. Chega a fazer 600 blocos diários a base de vidros, areia e cimento.

Casaco e o seu bloco

O técnico de Construção Civil inventou duas máquinas com as quais tortura  garrafas de vidros. Mais Casacos, mais garrafas de vidro seriam retiradas da rota de poluição do meio ambiente na Guiné-Bissau.

Estranho, é que, nem a Câmara Municipal de Bissau nem o Ministério do Ambiente e Biodiversidade (MAB) se mostraram interessados em apoiar esta  iniciativa que despolui o meio  ambiente .

“Mandei uma carta à Câmara pedindo que me seja autorizado  a recolher garrafas de vidro no Vazadouro de Safim, não recebi nenhuma resposta, e pedi apoio ao MAB não tive resposta nenhuma”, diz Domingos Casaco.

O Técnico de Construção Civil formado em CIFAP, em Bissau, não dá sinal de quem seja atingida  por essas insatisfações.

Falando para jornalistas que participavam numa formação sobre “Jornalismo de Soluções”, diz, “Esta casa foi construída com blocos aqui produzidos”. O homem apontava uma casa construída ao lado  de sua oficina, no bairro de Bôr, arredores de Bissau. Banco Mundial (BM) 

“Lixo tene Balur”, em português, Lixo tem valor é o nome da empresa. Há  10 anos que recolhe garrafas de vidro em bares e sítios por onde houve festas.

O autor da insólita iniciativa com impacto no saneamento da cidade de Bissau e na despoluição do meio ambiente, não espera   pela ajuda de terceiros para se lançar em novas aventuras de despoluição. Já fala em aproveitar objetos de plásticos que inundam Bissau. Sacos e garrafas de plástico,  tigelas e mais outros, “para fazer mosaicos, lancil, pavi e mais outros materiais de construção civil.

Na oficia aguardam dias de torturas  vidros de janelas e portas, e Domingos Silva diz que vai ser necessário a invenção de uma nova máquina, porque “esses vidros são mais duros”.

Zona húmida de Granja de Pessibé

. “Esses vidros são, geralmente, reforçados, são mais rijos que os de garrafas”.

Casaco produz blocos de 15 e de 20  e diz que os vende praticamente ao mesmo preço que os blocos tradicionais. Quer levar a iniciativa ao interior do país. “Já visitei Bafatá e Gabu. Falei com jovens e preparei terrenos para ali se instalar”.  Vidros torturados substituem  cascalhos e tornam os blocos mais rijos. “Mais valiosos para construções em zonas húmidas”, diz Domingos.

Garrafas poluem bolanhas, lagoas, rios e mares. Amontoam-se em frente as habitações e nas ruas, arrastados pelas águas das chuvas, mais Casacos dariam , certamente, uma grande contribuição ao combate à poluição do meio ambiente.

Não há registo de iniciativas semelhantes, ou seja, que utilizam vidros de garrafas para construção de blocos. Vários projetos de reciclagem de lixo fizeram-se conhecer  mas já deixaram de ser empregador, e por conseguinte, já não contribuem para a diminuição do potencial poluidor do país.

Para além da poluição do meio ambiente com sacos e garrafas de plásticos, garrafas de vidro e vários outros objetos recicláveis, entrou na preocupação de ambientalistas, a pressão de construções nas zonas húmidas.

Quem visitar zonas húmidas  de bairros de São Paulo  e Antula, certamente descobre que essas zonas, indispensáveis, não só para a agricultura mas também pela importância que representam na alimentação de lençóis freáticos, são cada vez mais comprimidas. 

Armazéns e habitações proliferam, e as construções pouco importam, inclusive, com espaços reservados a passagem da água das chuvas. Consequências: cai murro levanta-se novo murro, cai chuva entra água em armazéns, novos investimentos são feitos.

Muitas construções não resistiram a precariedade do terreno para essas atividades e os donos registaram prejuízos que só eles sabem quantificar.

Zonas de prática de agricultura, mantidas durante longos anos como áreas húmidas de Bissau deixaram de ter valor ecológico.

No bairro de Chão de Papel/Varela, atrás da antiga central elétrica e o local onde se ergueu a sede da ONU, e agora a Lagoa de M`batonha, são apenas alguns exemplos. O gasóleo queimado que saía das máquinas da Central Elétrica de Bissau começaram e a lixeira fez o resto.  Tudo ficou poluído, e impróprio para agricultura e pescas, uma situação que arrepia ambientalistas. Sem solução a vista, fica este manifesto de consternação de Gualdino Afonso Té, perito em questões ambientais.

Avelina Delgado, a cara das horticultoras

“Acho que existe um plano Urbanístico. As pessoas devem ter em conta de que há zonas onde não se deve construir, tendo em conta a função ecológica dessas zonas. Construir nessas zonas significa que estamos não só a agredir  o meio ambiente mas também a por em causa a vidas pessoas em risco”, diz

A resistir contra essa destruição de zonas húmidas de Bissau, a promover a segurança alimentar e ao mesmo tempo a preservar o ambiente, estão as mulheres hortícolas da Granja de Pessubé 2. Os seus trabalhos protegem uma das poucas zonas húmidas que  Bissau ainda dispõem, mas não se denota entre essas mães  a consciência de que não estão apenas a fazer a exploração de hortaliças. 

Falam do que fazem mais como forma de sobrevivência mas  os defensores do meio ambiente já dizem que a Granja de Pessubé  representa uma inovação de produção de hortaliças, combinada com práticas agrícolas sustentáveis e conservação da biodiversidade.

“Tudo o que produzimos aqui é para o sustento das nossas famílias, pagamento dos estudos dos nossos filhos e para nossa alimentação”, diz Avelina Delgado, de 54 anos de idade, 40 dos quais a plantar e regar.

São mais de 300 mulheres horticultoras que labutam diariamente na proteção do “Bem” que outros destroem. ANG//SG

 

 

 EUA/”Elevada dívida pública trava infraestruturas em África”, alerta o BM

Bissau, 18 Set 23 (ANG) - O Banco Mundial (BM) alertou no domingo que o aumento dos rácios da dívida pública sobre as exportações e as receitas na África subsaariana vai impedir os governos de lançarem projetos de desenvolvimento que melhorem as infraestruturas.

"O aumento do serviço da dívida externa traduziu-se em rácios mais elevado do total da dívida face às exportações e às receitas, que chegaram a 28% e 41%, respectivamente, na África subsaariana; como o investimento público é muito mais volátil que a despesa governamental, isto vai provavelmente traduzir-se numa reduzida capacidade de lançamento de projetos de desenvolvimento com o objetivo de melhorarem a infraestrutura", alerta o BM.

No mais recente relatório sobre a adequação das políticas nacionais à eficaz implementação das ajudas externas, divulgado esta semana, o BM alerta que as necessidades públicas de financiamento têm vindo a aumentar de forma sustentada, de uma média de 3% do PIB, entre 2008 e 2014, para 8% entre 2015 e 2019, e subiram ainda mais entre 2020 e 2022, para 11% do PIB.

Face a estes constrangimentos orçamentais que são agravados pelo aumento do custo de servir a dívida externa, devido à depreciação das moedas, o Banco Mundial defende que os governos têm de escolher melhor as obras públicas que lançam.

"Selecionar, supervisionar e implementar de forma mais efetiva destes projetos vai ser fundamental para garantir que o sector público pode continuar a apoiar o crescimento", dizem os economistas, alertando mais uma vez para os perigos de deixar subir a dívida pública.

"No cenário extremo, o sobre-endividamento pode parar completamente o desenvolvimento do país e reduzir a sua capacidade para lançar reformas políticas; os 'bailouts' (ajudas do Estado) e os 'haircuts' (perdas) dos credores podem levar a pagamentos mais elevados nos investimentos futuros financiados pelos mercados internacionais, e o potencial para crises gémeas através do contágio aos bancos e aos mercados cambiais é significativo", avisa o Banco Mundial.

Os riscos de sobre-endividamento na África subsaariana "aumentaram significativamente no seguimento do aumento dos níveis de dívida e da subida dos empréstimos não concessionais", ou seja, a preços de mercado, ao contrário do que acontecia antes, em que a maior parte do endividamento era feita junto de bancos multilaterais, que praticam taxas de juro muito baixas.

"O número de países em alto risco de sobre-endividamento ou em sobre-endividamento (debt distress, no original em inglês) aumentou de 20, em 2020, para 22, em Dezembro do ano passado, representando assim 58% dos países elegíveis para financiamento da Associação Internacional de Desenvolvimento" (IDA), o braço do Banco Mundial vocacionado para ajudar os países mais pobres.

O Tchad, a Etiópia, a Zâmbia e o Ghana foram os quatro países africanos que, desde 2021 pediram uma reestruturação da dívida ao abrigo do Enquadramento Comum do G20, um mecanismo destinado a ajudar os países que querem reestruturar a dívida, mas que tem enfrentado muitas demoras no processo. ANG/Angop

 


               
EUA
/ Líderes mundiais juntam-se na Cimeira dos ODS

Bissau, 18 Set 23 (ANG) - Uma Cimeira dos ODS, Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, decorre esta segunda-feira, em Nova Iorque, Estados Unidos da América (EUA), no âmbito da Semana de Alto Nível da 78ª Sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas.

O evento, que contará com a participação do Presidente angolano, João Lourenço, é uma das oito iniciativas que terão lugar em paralelo com o Debate-Geral da ONU, no período de 19 a 26 deste mês, na sede da organização.

A sessão de abertura da Cimeira, com duração de dois dias, contará com as intervenções do Presidente da Assembleia-Geral, do Secretário-Geral das Nações Unidas e do Presidente do Conselho Económico e Social, além de alguns Chefes de Estado e de Governo.

João Lourenço, que se encontra em Nova Iorque desde sábado, deverá intervir esta segunda-feira, ao longo dos trabalhos, na sua qualidade de Presidente em exercício da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC).

Durante a Cimeira dos ODS, a acontecer de 18 a 19 deste mês, os Chefes de Estado e de Governo vão assinalar o ponto médio da implementação da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e criar uma oportunidade decisiva para acelerar os esforços neste sentido.

O evento representa uma plataforma central das Nações Unidas para levar os Estados Membros a assumirem uma renovada liderança política na implementação da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.

Será, certamente, uma oportunidade para se providenciar orientações políticas de alto nível para a consecução da Agenda 2030, identificar o progresso registado e os
desafios emergentes, assim como mobilizar novas ações para acelerar a sua implementação.

Segundo análises especializadas, os Estados têm, com a realização desse evento, "a oportunidade de colocar o mundo na via do desenvolvimento sustentável e efetuar transformações significativas na implementação integrada dos ODS e na forma como as sociedades produzem, consomem e partilham benefícios e riscos, sem deixar ninguém para trás".

Prevê-se que a Cimeira seja virada para o futuro e orientada para a ação, com o objetivo de acelerar iniciativas internacionais para melhorar a vida das pessoas e revigorar o sentimento de esperança, optimismo e entusiasmo que caracterizou a adopção dos ODS e da Agenda 2030.

·         A Agenda 2030 sobre Desenvolvimento Sustentável e 
os seus 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) é um plano de ação global para impulsionar a prosperidade económica e do bem-estar social, ao mesmo tempo que protege o ambiente, tendo os  países estabelecido o Fórum Político de Alto Nível sobre Desenvolvimento Sustentável  para impulsionar 
os esforços para a sua consecução.

·         O Fórum Político de Alto Nível (HLPF) reuniu em Julho último, sob os auspícios do Conselho Económico e Social (ECOSOC), com a participação de representantes de alto nível dos Estados e partes interessadas para analisar a sua evolução, avaliar os obstáculos existentes, trocar experiência e melhores práticas e recomendar novas ações para se alcançar a Agenda 2030 e os ODS.

·         Assim, a Cimeira dos ODS constituirá a segunda vez que o HLPF será convocada sob os auspícios da Assembleia Geral, a nível de Chefes de Estado e de Governo, que vão
aprovar uma Declaração Política, atualmente negociada com a facilitação do Estado do Qatar e da Irlanda. 

·         Prevê-se que a Declaração Política, a ser adoptada  durante a Sessão de abertura, seja concisa e orientada
para a ação, como o seu documento final.

·         O programa incluirá 6 (seis) Diálogos dos Líderes, para permitir que os Chefes de Estado e de Governo estabeleçam compromissos nacionais
concretos para a transformação dos ODS.

·         Cada Diálogo será co-moderado por dois Estados Membros, a nível de Chefe de Estado e de Governo, sendo que os Estados participantes poderão intervir sobre o tema específico do Diálogo dos Líderes para partilhar novos compromissos concretos no domínio da sustentabilidade.

·         Além da Cimeira dos ODS, Nova Iorque acolhe até ao dia 26 deste mês, no quadro da Semana de Alto Nível, a Cimeira sobre Ambição Climática, Diálogo de Alto Nível sobre Financiamento para o Desenvolvimento, Reunião Ministerial sobre a Cimeira do Futuro.

·         Acolhe, igualmente, a Reunião de Alto Nível sobre Prevenção, Preparação e Resposta à Pandemias, Reunião de Alto Nível sobre Cobertura Universal de Saúde, Reunião de Alto Nível sobre a Tuberculose e a Reunião de Alto Nível sobre Armas Nucleares.

·         A Cimeira das Nações Unidas sobre Ambição Climática terá lugar na sede das Nações Unidas, a 20 de Setembro, o segundo dia do Debate Geral da Assembleia Geral da ONU. 

·         O Secretário-Geral da ONU, António Guterres, convocou-a para gerar “novas ações climáticas, tangíveis e credíveis” com o fim de “acelerar a ação a meio caminho” dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

·         No futuro, pretende pressionar a favor de um Pacto de Solidariedade Climática, para que todos os grandes emissores “façam um esforço extra” para reduzir as emissões de gases com efeito de estufa (GEE), em
linha com a meta de 1,5°C, e fornecer apoio àqueles que dele necessitam.

·         Esta Cimeira será uma oportunidade para os líderes governamentais, empresariais, financeiros, das
autoridades locais e da sociedade civil apresentarem ações climáticas novas, tangíveis e credíveis para
acelerar o ritmo da mudança.

·         Aliás, o relatório síntese do Painel Intergovernamental sobre as Alterações Climáticas (IPCC), publicado no início deste ano, confirmou que as emissões globais
atingiram o nível mais elevado da história da humanidade e continuam a aumentar.

·         O caos climático está a causar danos às comunidades, economias, empresas e finanças públicas, assim como os que menos contribuíram para a crise climática estão a suportar o fardo mais pesado.

·         A Cimeira, que está a ser organizada em torno de três vertentes distintas mas interrelacionadas: Ambição,
Credibilidade e Implementação, visa apelar aos governos para que alinhem os seus atuais contributos determinados a nível nacional (CDN) com o limite de temperatura de 1,5°C, para que se comprometam a não utilizar novas fontes de carvão e a eliminar progressivamente o carvão até 2030 nos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) e até 2040.

·         Visa ainda fixar objetivos mais ambiciosos em matéria de energias renováveis; e concretizar o financiamento da luta contra as alterações climáticas - incluindo o objetivo de 100 mil milhões de dólares, a reconstituição do Fundo Verde para o Clima, a duplicação coletiva do apoio à adaptação por parte dos países desenvolvidos e a rápida operacionalização do novo fundo para perdas e danos.

·         A Cimeira representa um marco político crítico para demonstrar que existe uma vontade global coletiva
para acelerar o ritmo e a escala de uma transição justa para uma economia global mais equitativa, baseada nas energias renováveis e resiliente às alterações climáticas.

·         Por sua vez, o Diálogo de Alto Nível sobre o Financiamento do Desenvolvimento de 2023 decorrerá a 20 de Setembro de 2023, num momento crítico para acompanhar os progressos registados no sentido da concretização da Agenda de Ação de Adis Abeba (AAAA).

·         O evento vai permitir demonstrar apoio político, ao mais alto nível, ao financiamento do Desenvolvimento Sustentável, complementado pela Cimeira dos ODS e a sua Declaração Política.

·         O Diálogo de Alto Nível representa uma plataforma importante para os Estados Membros e outras partes interessadas debaterem, ao nível dos Chefes de Estado e/ou Chefes do Governo, soluções criativas para os
atuais desafios, a fim de mobilizar apoio político e fazer avançar a implementação da Agenda 2030
para o Desenvolvimento Sustentável.

·         O Diálogo de Alto Nível faz parte integrante de uma série de eventos interligados e destinados a fazer
avançar a aplicação da AAAA e da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, assegurando assim
a sua complementaridade e continuidade:

·         O mesmo terá como base os resultados do Fórum Político do ECOSOC de 2023 sobre o acompanhamento do financiamento do desenvolvimento, e tem lugar logo
após os novos compromissos da Cimeira dos ODS agendada para 18 e 19 de Setembro de 2023.

·         Será um complemento importante para garantir financiamento adequado, pelo que se espera-se contribuir para o objetivo de garantir o sucesso dos ODS.

·         Prestará informações sobre os preparativos para a Cimeira do Futuro em 2024 e contribuirá também para as reuniões anuais do FMI e do Grupo do Banco Mundial em Outubro de 2023, além de ajudar a avançar os apelos no sentido de um Novo Acordo Global para reequilibrar o poder e os recursos entre os países desenvolvidos e os em desenvolvimento.

·         O Diálogo de Alto Nível será presidida pelo presidente da Assembleia Geral e pretende ser interativo, orientado
para a ação e suscitar a atenção política necessária, dada a urgência de mobilizar financiamento suficiente
para o Desenvolvimento Sustentável.

·         Será uma oportunidade para os Estados-Membros e outras partes interessadas analisarem os progressos registados em relação aos compromissos existentes, anunciarem novos compromissos complementares e identificarem oportunidades para reorientar a agenda 10 do financiamento do desenvolvimento para apoiar a realização dos ODS.

·         A Resolução 76/307 da Assembleia Geral de 12 de Setembro de 2022 intitulada “Modalidades para a Cimeira do Futuro” decidiu realizar a Cimeira do Futuro em Nova Iorque, nos dias 22 e 23 de Setembro de 2024. 

·         A Cimeira do Futuro será precedida por uma Reunião Ministerial Preparatória a ter lugar a 21 de Setembro de 2023, à margem da Assembleia Geral das Nações Unidas.

·         Esta será uma oportunidade para os Ministros partilharem a sua visão e prioridades sobre a Cimeira do Futuro e delinear as suas expectativas quanto aos resultados da Cimeira dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

·         A Reunião Ministerial Preparatória sobre a Cimeira do Futuro visa reforçar os compromissos dos Estados Membros com a Carta das Nações Unidas e os princípios do Direito Internacional, a Declaração Universal dos Direitos Humanos, a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e a Declaração sobre a comemoração do 75.º Aniversário das Nações Unidas.

·         A Reunião Ministerial, dirigida pelo presidente da Assembleia Geral, será uma oportunidade para debater estratégias capazes de revigorar o sistema multilateral para fazer face aos riscos e desafios emergentes.

·         A Reunião Ministerial está agendada para o dia 21 de Setembro de 2023, na Sala do Conselho de Tutela na
Sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, e será webcast.

·         A mesma consistirá num Segmento de Abertura, seguido de declarações dos Estados Membros e Observadores da Assembleia Geral, a nível ministerial em conformidade com a Resolução 76/307.

·         Por sua vez, a Reunião de Alto Nível das Nações Unidas sobre Prevenção, Preparação e Resposta a Pandemias (PPPR) terá lugar na sede das Nações Unidas, dia 20 de Setembro de 2023, sob o tema: “Tornar o mundo mais seguro: criar e manter o ímpeto político e a solidariedade para a prevenção, preparação e resposta a pandemias”.

·         Com duração de um dia, prevê a participação plena e efetiva de todos os Estados-membros e membros das Agências Especializadas das Nações Unidas, cujas modalidades estão definidas segundo a Resolução 77/275.

·         A Sessão de Abertura contará com Declarações do Presidente da Assembleia Geral (PAG) e do
Secretário-Geral das Nações Unidas, assim como do Diretor Geral da Organização Mundial da Saúde
(OMS), do Presidente do Grupo do Banco Mundial (BM) e de um Eminente Defensor de Alto Nível da Prevenção, Preparação e Resposta à Pandemias, selecionado pelo PAG em consulta com os Estados-membros, tendo em consideração o equilíbrio de género, nível de desenvolvimento e representação geográfica.

·         A Reunião pretende mobilizar os Estados-membros, nomeadamente através de uma abordagem multissetorial para a prevenção, 16 preparação e resposta à pandemias, dadas as consequências multifacetadas das mesmas.

·         No final será adoptada uma Declaração Política concisa e orientada para a ação sobre a mobilização da vontade política aos níveis nacional, regional e internacional para a prevenção, preparação e resposta à pandemias.

·         O referido documento será previamente acordado, por consenso, por meio de negociações intergovernamentais informadas por e alinhadas com os trabalhos do Órgão Intergovernamental de Negociação e do Grupo de Trabalho sobre Emendas ao Regulamento Sanitário Internacional (2005), a ser submetido pelo Presidente da Assembleia
Geral para adopção pela Assembleia.

·         Já a Reunião de Alto Nível das Nações Unidas sobre a Cobertura Universal de Saúde (UHC) 2023 terá lugar na
sede das Nações Unidas, a 21 de Setembro, sob o tema: “Cobertura universal de saúde: expandindo nossa ambição de saúde e bem-estar em um mundo pós-COVID”.

·         Nesta Reunião de Alto Nível, que acontece no terceiro dia do Debate Geral da Assembleia Geral da ONU (AGNU), prevê-se a participação plena e efetiva de todos os Estados Membros e membros das Agências
Especializadas das Nações Unidas.

·         O evento proporcionará a todas as partes interessadas uma oportunidade para redinamizar os progressos no sentido de proporcionar saúde para todos. As modalidades da Reunião foram definidas segundo a Resolução 75/315.

·         A Sessão de Abertura contará com Declarações do presidente da Assembleia Geral e do Secretário-Geral das Nações Unidas, do Diretor-Geral da Organização Mundial
de Saúde (OMS), do Presidente do Grupo do Banco Mundial (BM), bem como de um Eminente Defensor de Alto Nível da Prevenção, Preparação e Resposta à Pandemias, selecionado pelo Presidente da Assembleia Geral após consultas com os Estados Membros.

·         A Reunião de Alto Nível visa mobilizar maior apoio político para se alcançar o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e (Boa Saúde e Bem-Estar), unir todas as partes interessadas da saúde sob um tema comum e comprometer-se com objetivos orientados para a ação.

·         Na Reunião de Alto Nível, organizada sob a direção do presidente da Assembleia Geral, em estreita consulta com a OMS, os Chefes de Estado e de Governo aprovarão uma Declaração Política concisa e orientada para a ação.

·         A mesma será previamente acordada, por consenso, através de negociações intergovernamentais e apresentada pelo Presidente da Assembleia Geral para adopção. ANG/Angop

 

Bamaco/Mali, Burkina Faso e Níger criam a Aliança dos Estados do Sahel (AES)

Bissau, 18 Set 23 (ANG) – As juntas militares no Mali, Burkina Faso e Níger assinaram ,
sábado (16), um acordo para uma aliança de defesa, de acordo as delegações ministeriais dos três países, reunidas em Bamako, capital do Mali. 

O acordo assinado entre os regimes militares que tomaram o poder nestes três países prevê criar uma nova entidade, a Aliança dos Estados do Sahel, com o objetivo de organizar sistemas de defesa coletiva e assistência mútua. 

Mali, Burkina Faso e Níger comprometem-se assim a utilizar as forças armadas "em caso de atentado à soberania e à integridade do seu território".

O acordo prevê, tal como consta no 6° artigo que "qualquer violação da soberania e da integridade do território de uma ou mais partes contratantes será considerada uma agressão contra as outras partes e implicará um dever de assistência e socorro de todas as partes, individual ou coletivamente, incluindo o uso da força armada para restabelecer e garantir a segurança no espaço coberto pela Aliança".

O acordo de cooperação prevê ainda a cooperação na luta contra o terrorismo, a criminalidade e as rebeliões armadas.  

Desde o golpe de Estado de 26 de Julho no Níger, a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) mantém uma posição constante: as autoridades militares devem "restaurar a ordem constitucional imediatamente" libertando o presidente deposto Mohamed Bazoum e reinstalando-o nas suas funções.

A organização da África Ocidental ameaçou repetidamente com uma intervenção armada e impôs sanções económicas ao Níger. 

O Burkina Faso e o Mali vizinhos consideram que uma operação militar contra um dos seus países seria uma "agressão ilegal e sem sentido" e prometeram uma "resposta imediata" a qualquer agressão. ANG/RFI

 

   ONU/Objetivos de desenvolvimento sustentável longe de serem cumpridos

Bissau, 18 Set 23 (ANG) - As Nações Unidas lançaram , em 2015, 17 objetivos do desenvolvimento sustentável até 2023, entre eles a erradicação da pobreza extrema, mas também a luta contra as alterações climáticas.

Agora, com apenas sete anos até à data limite, estes objetivos mostra-se cada vez mais inatingíveis. 

Esta segunda-feira começa em Nova Iorque a Assembleia-Geral das Nações Unidas, onde a agenda se vai virar não só para estes objetivos, mas sobretudo para as alterações climáticas e os fenómenos climáticos extremos que têm feito milhões de vítimas nos últimos anos.

Também a guerra na Ucrânia vai estar no centro dos atenções, com Volodymyr Zelenski a falar na terça-feira à Assembleia-Geral e na quarta-feira no Conselho de Segurança, onde a Rússia é membro permanente e onde estará sentado Sergey Lavrov, ministro russo dos Negócios Estrangeiros.

Oito anos depois de as Nações Unidas terem lançado um apelo global para mudar o Mundo até 2030, os resultados são decepcionantes. Quem o diz é Amina Mohammed, vice-secretária geral da ONU, aos microfones da RFI referindo que destes objetivos, incluindo acabar com a fome, conservação do meio ambiente e menos disparidade entre países do Mundo, apenas 15% foram alcançados até agora. Uma situação que qualifica de decepcionante.

Segundo um relatório da UNICEF sobre o bem-estar das crianças no Mundo, 11 países que detêm 6% da população infantil mundial, cerca de 150 milhões de crianças, atingiram 50% dos objetivos destinados aos mais pequenos e a este ritmo, em 2030, apenas 60 países vão conseguir lá chegar, o que deixa de lado 1,9 mil milhões de crianças e 140 Estados.

Também nas alterações climáticas os objetivos estão longe de ser cumpridos, com outro relatório publicado na semana passada a indicar que em 2023, cerca de 670 milhões de pessoas a nível global vão passar fome, muitas delas devido a fenómenos extremos como inundações e secas.

Este relatório, elaborado pela Organização meteorológica Mundial indica mesmo que todos os objetivos estão comprometidos devido ao aquecimento global.

A pandemia também terá alguma da responsabilidade deste atraso, já que muitos programas lançados a nível internacional foram interrompidos durante quase dois anos, levando a atrasos no cumprimento dos objetivos. ANG/RFI

 

 

Suíça/OMS pede "acesso total" a Pequim para determinar origem da Covid-19

Bissau, 18 Set 23(ANG) - O diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS) afir
mou estar pronto para enviar uma nova missão de peritos à China para descobrir as origens da Covid-19, pedindo "acesso total", numa entrevista ao Financial Times.

"Estamos a pressionar a China para que forneça acesso total e estamos a pedir aos países que abordem o assunto nas suas reuniões bilaterais (para encorajar Beijing a cooperar)", disse Tedros Adhanom Ghebreyesus ao Financial Times.

"A OMS já pediu à China, por escrito, que forneça informações e estamos prontos a enviar uma equipa, se nos autorizarem a fazê-lo", explicou.

Até à data, a comunidade internacional não conseguiu determinar com certeza a origem da Covid.

Embora, à partida, os primeiros casos tenham sido detectados no final de 2019 em Wuhan, na China, existem duas teorias opostas: uma fuga de um laboratório na cidade onde estes vírus estavam a ser estudados, ou um animal intermediário que infetou pessoas que frequentavam um mercado local.

Uma equipa de especialistas liderada pela OMS e acompanhada por colegas chineses fez investigações na China, no início de 2021.

Num relatório conjunto, privilegiaram a hipótese de o vírus altamente contagioso ter sido transmitido aos seres humanos por um animal que atuou como intermediário entre o morcego e os seres humanos, possivelmente num mercado da cidade chinesa.

Tedros Adhanom Ghebreyesus declarou posteriormente que "todas as hipóteses continuam em cima da mesa".

Nenhuma equipa pôde regressar à China e os funcionários da OMS solicitaram repetidamente dados adicionais.

O diretor-geral da OMS disse em várias ocasiões que a OMS não tem intenção de abandonar a investigação e apelou repetidamente a Beijing para que "seja transparente na partilha de dados, efetue as investigações necessárias e partilhe os resultados".

Graças às vacinas, à imunidade adquirida após a infeção e a melhores tratamentos, o vírus está agora muito mais controlado, embora, com a chegada do outono, as infeções estejam de novo a aumentar no hemisfério norte e tenham surgido novas variantes. ANG/Angop