quarta-feira, 17 de julho de 2024

Política/Porta-voz da Coligação PAI Terra Ranka considera que não há condições para a realização de eleições no ano em curso

Bissau, 17 Jul 24(ANG) – O porta voz da Coligação da Plataforma Inclusiva PAI Terra Ranka, Agnelo Augusto Regala, considerou que, neste momento, não há condições para a realização de eleições legislativas este ano.

Em entrevista esta terça-feira à DW-África sobre a marcação da data das eleições legislativas antecipadas para novembro deste ano pelo Umaro Sissoco Embaló, o porta voz afirmou que alguns dos principais partidos políticos guineenses reitera que o chefe de Estado deveria marcar eleições presidenciais em novembro e não legislativas.

Lembrou que a  Coligação PAI - Terra Ranka, vencedora das últimas eleições, o Movimento para Alternância Democrática (MADEM-G15) e a Assembleia do Povo Unido-Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB) estão contra a decisão de Sissoco Embaló.

Agnelo Regala mostrou que a Coligação PAI - Terra Ranka deixou bem claro de que, o que querem é, em primeiro lugar, a reposição e abertura em pleno da Assembleia Nacional Popular, para que possa eleger uma nova Comissão Nacional de Eleições, que está absolutamente caduca.

“Exigimos ainda as eleições no Supremo Tribunal de Justiça, pois o órgão está completamente ilegal com um "presidente" e um "vice-presidente" nomeados, apesar de serem cargos eletivos.

Portanto, prosseguiu Agnelo Regala, nestas circunstâncias não vêm como pode haver eleições, frisando que,  nem presidenciais é possível, quanto mais legislativas.

“Mesmo nós que estamos a exigir eleições presidenciais temos de ir em conformidade com as leis em vigor no país, e isso implica que, de facto, a Constituição seja respeitada e a ordem constitucional seja reposta, para que haja transparência no processo eleitoral”, sublinhou.

Questionado sobre a possível contestação da  caducidade da CNE e o Governo da Iniciativa Presidencial e do mesmo  Supremo Tribunal de Justiça para realizar as eleiçõees, o político questionou por onde ir contestar.

“A ter de haver contestação, seria num Supremo Tribunal de Justiça com pés e cabeça, e não nesta confusão que foi criada pelo próprio Presidente Sissoco. Vamos aguardar e ver até onde isto vai”, salientou.

Disse que, é um imbróglio em que o Presidente eleito colocou o país, acrescentando que, na verdade, o país estava a funcionar em toda a sua normalidade constitucional e foi ele que violou flagrantemente a Constituição. Ele é que provocou toda esta situação.

Reclamou que, como é possível que o Supremo Tribunal tenha sido assaltado e sequestrado? e o seu presidente e vice-presidente sejam nomeados em vez de ser eleitos, cumprindo exclusivamente as ordens e as orientações do Presidente? Como é que ele diz que dissolveu o Parlamento e não marca as eleições legislativas em conformidade com a Constituição?.ANG/JD/ÂC

Droga/ Guiné-Bissau e Portugal  unem esforços no combate ao tráfico de droga

Bissau, 17 jul 24 (ANG) - A Polícia Judiciária portuguesa acolheu, esta semana, o Fórum Inter-Regional de Investigação entre Portugal e a Guiné-Bissau, no domínio do combate ao tráfico ilícito de estupefacientes por via aérea.


A informação consta no site da Polícia Judiciária da Guiné-Bissau consultada hoje pela Agência de Notícias da Guiné – ANG.

Na mesma publicação lê-se que o encontro, que contou com o patrocínio do Escritório das Nações Unidas de Luta contra a Droga e Crime (UNODC) e o apoio do programa CRIMJUST, financiado pela União Europeia, juntou investigadores da PJ de Portugal e da Guiné-Bissau, da Drug Enforcement Administration (DEA) dos Estados Unidos da América, analistas da INTERPOL e uma magistrada do Ministério Público guineense.

“Durante três dias de trabalhos intensos foram trocadas informações, experiências e boas práticas no domínio da prevenção e investigação criminal do tráfico de estupefacientes por via aérea entre Guiné-Bissau e Portugal, com o objetivo de aprofundar a cooperação entre os dois países e reforçar a capacidade comum na luta contra o tráfico de droga”, informou a PJ guineense.ANG/ In PJ

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Fonte: BCEAO

Eleições Ruanda/Resultados parciais confirmam vitória esperada de Paul Kagame

Bissau, 17 Jul 24(ANG) – Os resultados parciais das eleições de segunda-feira no Ruanda confirmam a vitória esperada de Paul Kagame, que governa o país com mão de ferro desde 2000.


Quando estavam apurados 80 % dos boletins, a Comissão Nacional de Eleições (CNE) anunciou que Kagame contava com 99,15 % dos votos, enquanto os dois únicos candidatos que concorreram contra o atual Presidente não conseguiram, entre si, atingir 1 % do total de votos.

Frank Habineza, 47 anos, candidato do Partido Verde Democrático do Ruanda (DGPR), obteve 0,53 % dos votos, enquanto o jornalista e candidato independente Philippe Mpayimana, 54 anos, conseguiu apenas 0,32 %.

Ambos os candidatos já enfrentaram Kagame nas eleições presidenciais de 2017, onde juntos obtiveram apenas 1,2 % do apoio popular.

Habineza já declarou aceitar o resultado das eleições, tendo felicitado Kagame.

A CNE tem até dia 20 para publicar os resultados provisórios completos e até dia 27 para divulgar os resultados finais, que permitirão ao Presidente revalidar o seu quarto mandato de cinco anos.

O partido de Kagame lidera o país desde que tomou o poder em 1994 como um grupo rebelde, depois de derrubar o Governo extremista da etnia hutu que desencadeou o genocídio desse ano, no qual foram mortos cerca de 800.000 tutsis e hutus moderados.

De uma população total de pouco mais de 13,2 milhões de habitantes, cerca de 9,5 milhões de eleitores recenseados foram chamados às urnas na segunda-feira, num dia de eleições marcado pela calma e longas filas.

Dois opositores, Victoire Ingabire e Diane Rwigara, que criticam fortemente a administração de Kagame, foram proibidos pelas autoridades eleitorais de participar nas eleições.

Nos últimos anos, as organizações de defesa dos direitos humanos têm denunciado a redução do espaço democrático no país, bem como as detenções arbitrárias e os desaparecimentos de dissidentes às mãos do Governo.

Os ruandeses também elegeram na segunda-feira 53 membros da Câmara dos Deputados (câmara baixa do parlamento) por sufrágio direto, sendo os restantes 27, dos quais 24 devem ser mulheres, escolhidos indiretamente por entidades locais e nacionais.ANG/Inforpress/Lusa

 

              EUA/Irão nega existência de planos para assassinar Donald Trump

Bissau, 17 jul 24 (ANG) - O Irão rejeitou hoje planos para assassinar o ex-presidente norte-americano Donald Trump semanas antes do ataque de sábado, como afirmaram os serviços secretos dos EUA.

"Rejeitamos veementemente qualquer envolvimento no recente ataque armado contra Trump ou alegações de que o Irão tinha planos para realizar uma ação semelhante", disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano Nasser Kanani, em comunicado.

"Tais alegações têm motivos e objetivos políticos maliciosos", afirmou.

O diplomata declarou que Teerão quer tomar medidas legais contra Trump pelo papel direto que teve no assassínio, em Bagdade, em 2020, do general iraniano Qasem Soleimani, comandante da força Al Quds, grupo de elite da Guarda Revolucionária Iraniana.

A missão do Irão junto da ONU - único canal oficial iraniano em solo norte-americano, uma vez que não existem relações diplomáticas - já tinha rejeitado as acusações, descrevendo-as como infundadas e maliciosas.

Um responsável da segurança nacional dos EUA disse à agência de notícias EFE que quando foi detetado o plano iraniano, há semanas, a Casa Branca alertou a campanha de Trump e os serviços secretos para o perigo acrescido, tendo estes tomado medidas adicionais para proteger o ex-presidente.

A porta-voz do Conselho de Segurança Nacional Adrienne Watson indicou à EFE que o Irão tem vindo a ameaçar responsáveis norte-americanos há anos como vingança pelo ataque que Trump ordenou em 2020 e que matou Soleimani.

O Irão apelou em várias ocasiões para a vingança pela morte de Soleimani.

O antigo presidente iraniano Ebrahim Raisi (1960-2024) disse há dois anos que a 'Umma' (comunidade muçulmana) se vingaria com as próprias mãos se Trump não fosse julgado pelo assassínio do general.ANG/Lusa

Reino Unido/Rei apresenta hoje programa do novo governo trabalhista na abertura do parlamento britânico

Bissau, 17 jul 24 (ANG) - O Rei Carlos III vai apresentar hoje o programa legislativo do novo governo trabalhista durante a abertura oficial do parlamento britânico, que inclui dezenas de propostas de lei com o crescimento económico como prioridade.

O Governo do Partido Trabalhista, liderado pelo primeiro-ministro, Keir Starmer, assumiu o poder no Reino Unido após ter ganho as eleições legislativas de 04 de julho com maioria absoluta.

A vitória trabalhista ditou o fim de 14 anos de governação do Partido Conservador.

Esta semana, o novo executivo britânico adiantou que estava a preparar um pacote com mais de 35 propostas de lei que vão "centrar-se no crescimento da economia através do aumento da construção de casas e infraestruturas, de melhores transportes, de mais emprego e de energia limpa, ajudando a melhorar todas as regiões do país".

Uma das propostas de lei vai reforçar o papel do Gabinete de Responsabilidade Orçamental no controlo da disciplina fiscal. 

Esta medida pretende evitar situações como quando o ministro das Finanças do governo da então primeira-ministra conservadora Liz Truss, Kwasi Kwarteng, anunciou em 2022 uma série de cortes fiscais sem consultar aquele órgão independente, causando instabilidade nos mercados financeiros. 

O Governo liderado por Keir Starmer também quer legislar várias medidas anunciadas, como o lançamento de um Fundo Nacional de Riqueza para impulsionar o investimento no Reino Unido e a criação de um novo organismo para garantir que a eletricidade é gerada por fontes renováveis até 2030.

Outras das propostas incluem a criação de um novo comando de segurança das fronteiras para combater a imigração ilegal e a transferências de competências para autoridades locais, nomeadamente a nível de planeamento e ordenamento territorial.

A abertura oficial do parlamento em cada sessão legislativa é protagonizada pelo monarca, atualmente o Rei Carlos III, que lê ao longo de cerca de 10 minutos o plano escrito pelo governo.

O conteúdo é depois debatido na Câmara dos Comuns, a câmara baixa do parlamento, e na Câmara dos Lordes (câmara alta) ao longo de seis dias, seguindo-se uma votação.

Considerado como um dos pontos altos do calendário político no Reino Unido, o chamado "Discurso do Rei" é uma tradição secular que envolve uma série de rituais e pompa, nomeadamente o traje do soberano, que enverga nesta ocasião o manto e a coroa reais.ANG/Lusa

 

Justiça/Austrália pede à Rússia para assumir responsabilidade no derrube do voo MH17

Bissau, 17 jul 24 (ANG) - A Austrália pediu hoje à Rússia para "assumir a responsabilidade" pelo derrube do voo MH17 da Malaysia Airlines, no leste da Ucrânia, no 10.º aniversário da tragédia.

No desastre morreram 298 pessoas, incluindo 38 residentes e cidadãos australianos.

"Austrália mantém firme o compromisso em busca da verdade, da justiça e em pedir contas aos responsáveis por este horrível ato de violência", disseram a ministra dos Negócios Estrangeiros australiana, Penny Wong, e o procurador-geral do país, Mark Dreyfuss, num comunicado.

Em novembro de 2022, um tribunal de Haia condenou a prisão perpétua à revelia os russos Igor Girkin e Sergei Dubinskiy e o separatista ucraniano Leonid Kharchenko por implicação no derrube do voo MH17, que ligava Kuala Lumpur a Amesterdão, bem como na morte das 298 pessoas a bordo.

"O tribunal estabeleceu de forma inequívoca e conclusiva a responsabilidade da Rússia" no desastre, assinalou o comunicado.

Desde esta condenação, o Governo australiano impôs sanções contra os três russos e contra Sergei Muchkaev, que comandava a brigada russa que disparou o míssil terra-ar que derrubou o voo MH17, acrescentou.

No ano passado, uma equipa internacional de peritos concluiu, depois de uma investigação da tragédia, que o Presidente de Rússia, Vladimir Putin, autorizou pessoalmente a entrega de sistemas de defesa aérea aos separatistas ucranianos, incluindo o sistema de mísseis Buk que derrubou o MH17, embora a sua imunidade impeça que seja julgado.

No décimo aniversário da tragédia, a Austrália, que juntamente com os Países Baixos procura que a Rússia responda pelo derrube no Conselho da Organização Internacional de Aviação Civil, pediu a Moscovo que "assuma a responsabilidade pelo papel que desempenhou e coopere para garantir que estes autores cumprem as condenações".

Por outro lado, o Governo australiano realizou uma cerimónia no Parlamento de Camberra para homenagear as vítimas do MH17 e o pessoal que respondeu à tragédia, com a participação de responsáveis e centenas de familiares das vítimas mortais.

"Os compatriotas australianos lembram e honram os preciosos seres que perderam há 10 anos. Esses homens, mulheres e crianças são parte de vós", afirmou, na cerimónia, a governadora geral de Austrália, Sam Mostyn, que representa o chefe de Estado do país, o rei Carlos de Inglaterra.

"Foi una tragédia, mas também uma atrocidade", afirmou o antigo primeiro-ministro australiano Tony Abbott, que governava o país na altura do acidente, acrescentando que Putin deve aos familiares das vítimas "uma desculpa e uma indemnização".ANG/Lusa

 

Política/Presidente da República marca eleições legislativas antecipadas para  24 de novembro

Bissau, 17 jul 24 (ANG) - O  Presidente da República  Umaro Sissoco Embalo marcou eleições legislativas antecipadas para o dia 24 de novembro do ano curso, depois de ouvir na terça-feira os partidos politicos.

A decisão do chefe de Estado guineense consta no Decreto Presidencial nº 26/24, publicado esta terça-feira, a que ANG teve acesso hoje.

Antes de viajar para uma visita oficial à China, na semana passada, Umaro Sissoco Embaló, anunciou que iria marcar a data das eleições para 24 de Novembro de 2024. 

No Decreto o chefe de Estado justificou a medida com a dissolução da Assembleia Nacional Popular(ANP) por Decreto presidencial nº 70/2023, de 4 de Dezembro, e para efeitos da marcação da data da realização das eleições legislativas antecipadas.

“Estando já reunidas as condições previstas na lei, o chefe de Estado guineense fixou a data de 24 de novembro de 2024 para realização das próximas eleições legislativas antecipadas”, lê-se no Decreto.

A marcação da data das eleições legislativas não reúne consenso no seio dos partidos politicos, algumas formações políticas nomeadamente a Coligação Pai Terra Ranka, APU-PDGB, PRS da Ala de Fernando Dias e MADEM-G15, defendem a reabertura da ANP com vista a eleição da nova direção da Comissão Nacional de Eleições (CNE), como também a eleição no Supremo Tribunal de Justiça.

Os referidos partidos defendem ainda a realização das eleições presidenciais ainda no decurso do ano 2024, porque, o mandato do Presidente Umaro Sissoco Embalo, eleito em 2019, vai terminar no 27 de fevereiro de 2025, data em que tomou posse.

Para além disso, os referidos partidos ameaçam não participar nestas eleições legislativas antecipadas.

Ao contrário desta formações politicas, O Partido dos Trabalhadores Guineenses (PTG) e o Partido da Renovação Social (PRS)  de Felix Nandunguê concordaram com a decisão do Presidente da República em fixar a data para realização das eleições legislativas antecipadas e não Presidencial, tendo em conta com dissolução da ANP.

Os líderes destas duas formações politicas afirmam que vão concorrer as eleições legislativas antecipadas de 24 de novembro próximo.ANG/LPG/ÂC

terça-feira, 16 de julho de 2024

Legislativas antecipadas/PR ausculta  partidos politicos sobre proposta de realização do escrutínio a 24 de Novembro  

Bissau, 16 jul 24 (ANG) – O Presidente da República informou  hoje aos partidos políticos com assento parlamentar a sua decisão de marcar eleições legislativas anticipadas para o próximo dia 24 de Novembro .

Para o efeito, Umaro Sissoco Embaló recebeu em audiência separadas além da delegação da Coligação Pai Terra Ranka, o Presidente do Partido da Renovação Social (PRS)  Felix Nandunguê, o Secretário Nacional do MADEM-G15, Abel da Silva, o Presidente e vice presidente do Partido dos Trabalhadores Guineenses (PTG) Botche Candé e Secuna Baldé e o vice-Presidente da Assembleia do Povo Unido Partido Democratico da Guiné-Bissau APU- PDGB, Augusto Gomes.

Em representação da Coligação Pl
ataforma Inclusiva Pai Terra Ranka, Dam Iala  disse que o  encontro serviu para o Chefe de Estado guineense tornar público o que tinha anunciado no Aeroporto aquando da sua viagem para a China, relativamente a marcação  das eleições legislativas anticipadas para 24 de Novembro.

Dam Ialá  reiterou a  posição assumida pela Coligação de que primeiro deve-se realizar as eleições presidenciais, ao contrário da proposta do Chefe de Estado de realização de eleições legislativas antecipadas em Novembro.

Para além disso, defendeu a eleição  de novos membros da Comissão Nacional de Eleições (CNE), através da reabertura da Assembleia Nacional Popular e do Presidente do Supremo Tribunal de Justiça.

Instado a confirmar  se a Coligação Pai Terra Ranka vai  participar nas eleições legislativa, Dam Iala disse que compete a Direção Superior do partido deliberar se vai ou não tomar parte.

O Secretário Nacional do Movimento para Alternância Democrática (MADEM-G15), Abel da Silva disse que foram informados pelo  Chefe de Estado guineense sobre a nova data para  realização das eleições legislativa e presidenciais para o próximo ano ou seja 2025.

Tal coo Dan Ialá, Abel da Silva disse que a decisão de tomar parte ou não nas legislativas antecipadas de Novembro cabe aos órgãos do MADEM G-15.

O Presidente do Partido da Renovação Social (PRS), Felix Nandunguê afirmou que o partido que dirige está preparado para ir às eleições legislativas na data que o Presidente vai anunciar.

Em delacrações a imprensa à saída do encontro de auscultação, o vice presidente do PTG Secuna Baldé disse que concorda plenamente com a proposta apresentada pelo Presidente da República relativamente realização das eleições legislativas em Novembro o dirigente do PTG declara  que vão concorrer.

“Estamos de acordo para que seja as eleições legislativas a serem realizadas e não presidenciais, porque  a ANP  foi dessolvida e portanto, deve-se realizar neste momento eleição legislativas e não presidencial”,justificou Secuna Baldé.

Por sua vez, o vice-presidente da Assembleia do Povo Unido-Partido Democrático da Guiné-Bissau(APU-PDGB), Augusto Gomes reafirmou posição assumida pelo Presidente do partido Nuno Gomes Nabiam de que o chefe de Estado guineense Umaro Sissoco Embalo deve marcar a data para realização das eleições presidenciais e não legislativas, porque o seu mandato termina no dia 27 de Fevereiro de 2025.

“São essas eleições que esperamos que seja marcadas para que haja situação que possa criar um quadro que nos une enquanto  guineenses. Precisamos de vivênciar uma vida de paz e de tranquilidade nas nossas instituições para atacar o inimigo do país, que é o subdesenvolvimento”, afirmou.

Acrescentou que isso se faz com a paz, com o respeito pelas leis, com  consenso duradouro para o país.

O vice-presidente da APU-PDGB afirmou que o partido vai confirmar  a sua posição, quando o Presidente marcar a data para realização das eleições legislativas, no quadro da Aliança “Koumba Lanta” e no Fórum dos partidos polticos, caso a decisão do Umaro Sissoco Embaló seja a de fixação da data para eleições legislativas.ANG/LPG/ÂC//SG

Mercado de Caracol/Mulheres vendedeiras ameaçam boicotar pagamento das taxas camarárias caso CMB não resolve a situação do lixo no local

Bissau, 16 Jul 24 (ANG) – As mulheres vendedeiras do Mercado de Caracol em Bissau dizem  que vão recusar  pagar as  taxas de utilização do mercado caso a Câmara de Municipal de Bissau(CMB) não resolver a situação de lixos amontoados no local onde vendem peixes e outros produtos alimentícios.

As vendedeiras do Mercado de Caracol falavam numa auscultação à Rádio Capital FM, na qual manifestaram as suas  preocupações sobre o lixo amontoado no mercado, e pedem a intervenção da Câmara Muncipal de Bissau para sanear o local.

Quinta Badinca  disse que o local está infetado de lixos,  há seis dias, provocando moscas e bichos, e lamenta que  vendem entre lixos  e água estagnada e que mesmo assim são lhes cobrada as taxas de mercado, e se não pagarem são lhes confiscado os seus produtos de venda.

"Decidimos que, enquanto a Câmara Municipal não nos retirar essses lixos  não vamos pagar as taxas camarárias, porque esta situação não está bem. Vendemos os alimentos entre moscas e bichos que circulam por toda a parte", disse.

Npili Mané, outra vendedeira de Caracol disse que vivem muito mal com situações de  lixos no mercado, porque ficam durante uma ou duas semanas  amontoados, até encima dos balcões de venda mas que pagam o mercado todos os dias.

Edneusa Có vende peixe, também pede à Câmara para limpar o local porque dificulta os seus negócios.

“Muitos clientes já não vêm cá fazer as compras devido à esses lixos que têm provocado mau cheiro”, contou. ANG/MI/ÂC//SG



Legislativas antecipadas/Presidente da CNE evoca dificuldades financeiras como principal estrangulamento para realização do escrurtínio

Bissau,16 Jul 24(ANG) – O Presidente em exercício da Comissão Nacional de Eleuções(CNE), declarou hoje que  as dificuldades financeiras constituem um dos principais estrangulamentos para que  a instituição que dirige responda as demandas das próximas eleições legislativas antecipadas.

Npabi Cabi falava  à imprensa  à saída da auscultação que o Presidente da República efetua  aos partidos políticos e entidades envolventes no processo eleitoral visando a marcação da data para realizações de eleições legislativas antecipadas.

 “Mantivemos um encontro com o Presidente da República no quadro de consultas para que ele possa decidir qual pode ser a data certa para a realização das eleições,  agora cabe a ele tomar a decisão final”, afirmou o Presidente da CNE.

Perguntado  se a CNE já está pronta para o efeito, Npabi Cabi respondeu que, em termos de recursos humanos estão bem apetrechados, mas que o maior  estrangulamento se relaciona a  questões financeiras.

“A partir de agora vamos diligenciar junto do Governo para nos mostrar qual são as suas capacidades  para financiar a  CNE, de forma a poder  arrancar com o processo”, disse.

Por sua vez, o ministro da Administração Territorial e Poder Local, Marciano Silva Barbeiro sublinhou que abordaram com o Presidente da República  a marcação da data para a realização das eleições legislativas antecipadas para o dia 24 de Novembro do ano em curso, uma data que o chefe de Estado já havia avançado.

Questionado  se o Governo  está preparado para a realização das legislativas no dia 24 de Novembro , Marciano Silva Barbeiro  disse que o Executivo vai fazer tudo para cumprir a agenda nacional.

“Estou seguro que o Governo vai criar as condições para que as eleições tenham lugar na data anunciada pelo Presidente da República”, disse Barbeiro..ANG/ÂC//SG

Economia/Preços das moedas para terça-feira, 16 de julho de 2024

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669.750

675.750

Dólar canadense

437.500

444.500

Yuan chinês

82.000

83.750

Dirham dos Emirados Árabes Unidos

162.500

165.500

Fonte:BCEAO

França/Roberta Metsola reeleita presidente do Parlamento Europeu até janeiro de 2027

Bissau, 16 Jul 24 (ANG) – A presidente do Parlamento Europeu, a maltesa Roberta Metsola, foi hoje reconduzida no cargo até ao início de 2027, com uma maioria de 562 votos e por aclamação, na sessão plenária da assembleia europeia.


A reeleição ocorreu no arranque da primeira sessão plenária do novo mandato da assembleia europeia, na cidade francesa de Estrasburgo, com Roberta Metsola – que foi proposta pelo Partido Popular Europeu – a arrecadar 562 votos a favor (de um total de 623 votos válidos) e 76 brancos e nulos, entre um total de 720 eurodeputados, na primeira volta do escrutínio.

Contra a candidata concorreu a ex-ministra da Igualdade de Espanha, Irene Montero, proposta pela Esquerda Europeia, que recolheu 61 votos a favor.

A maltesa Roberta Metsola tornou-se presidente do Parlamento Europeu em janeiro de 2022 e assumiu o cargo de forma interina após a morte do anterior líder da instituição, David Sassoli.

Na altura, foi eleita com cerca de 458 votos favoráveis entre os então 705 deputados. ANG/Lusa


Cabo Verde/ Envelhecimento da população está a reduzir receitas da Segurança Social

Bissau, 16 Jul 24 (ANG) - A população cabo-verdiana está a envelhecer e isso leva à redução de receitas para a Protecção Social. Os dados são do Instituto Nacional de Previdência Social e contemplam o período entre 2021 e 2023.


O crescimento populacional em Cabo Verde está a diminuir, há um envelhecimento da população e menos pessoas activas a contribuírem para o Sistema de Protecção Social. O ministro do Estado, da Família, Inclusão e Desenvolvimento Social, Fernando Elísio Freire, defende que é necessário aumentar as contribuições para o Sistema de Protecção Social

“Esta nova realidade exige, acima de tudo, que haja capacidade de aumentar a receita do nosso sistema de segurança social, por exemplo, aplicações que temos que reforçar os graus de rentabilidade e as prestações têm que virar por aquilo que são as novas dinâmicas sociais e económicas no nosso país. Por exemplo, os diagnósticos de doenças como o cancro, as consequências do AVC num cidadão têm que ser questões que o INPS [Instituto Nacional de Previdência Social]  tem que passar a comparticipar e o Governo já deu essa orientação para que tal se materialize, por exemplo, ajudar os pais com as despesas escolares que é uma questão de igualdade de oportunidade extremamente importante e há que fazer esse passo”, declarou à imprensa o  ministro, à margem da conferência “Inclusão e Sustentabilidade: Desafios e Oportunidades para o futuro da Segurança Social” que decorreu na cidade da Praia.

No evento, foi apresentado o segundo boletim estatístico do Sistema de Protecção Social em Cabo Verde, referente a 2021/2023, que concluiu que 60% da população está coberta com, pelo menos, uma prestação de protecção social. Os dados revelam que a população residente é muito jovem, com uma idade média de 31 anos. Segundo as estatísticas, 28 % da população são crianças dos 0 aos 14 anos, 62 % da população tem entre 15 e 64 anos e 10% são idosos com idade a partir dos 65 anos. A esperança de vida no país é de 76 anos nas mulheres e 67 nos homens.ANG/RFI

Angola/Luanda  acolhe encontro entre empresários da CPLP e da China para identificar negócios

Bissau, 16 Jul 24(ANG) – Angola vai acolher, este mês, um encontro que junta empresários da comunidade lusófona, da China e de Macau, para identificar oportunidades de negócios, anunciou hoje o presidente da Câmara de Comércio e Indústria de Angola (CCIA).

Segundo a agência noticiosa angolana, Angop, o evento, anunciado hoje por Vicente Soares, em conferência de imprensa, vai decorrer entre os dias 24 e 26 deste mês, durante a Feira Internacional de Luanda (Filda).

O 15.º Encontro de Empresários para a Cooperação Económica e Comercial entre a Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) e a China prevê a participação de 300 pessoas, das quais 230 angolanos e 90 provenientes da China e de Macau.

Vicente Soares referiu que o encontro tem como objetivo encontrar oportunidades de negócios com investidores chineses e de países da CPLP.

Segundo o responsável, além de Portugal e do Brasil, é importante que empresas de outros Estados-membros da CPLP tenham acesso aos financiamentos.

Pela terceira vez, Angola vai acolher o encontro que se realiza desde 2005, de forma rotativa e com peridicidade anual, nos países da comunidade lusófona.

O projeto para a negociação e cooperação entre empresários enquadra-se no Protocolo de Cooperação entre Organismos de Promoção Comercial, Câmaras de Comércio da China Continental, dos diversos países de língua portuguesa e de Macau, assinado em 2003. ANG/Inforpress/Lusa


Portugal/Conselho de Ministros CPLP decide sexta-feira "em definitivo" local da próxima cimeira

Bissau, 16 Jul 24(ANG) - O Conselho de Ministros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) decide, “em definitivo”, esta sexta-feira onde será a próxima cimeira de Chefes de Estado e de Governo, disse o Secretário Executivo da organização.

Em declarações à Lusa a propósito desta reunião, marcada para 19 de julho em São Tomé e Príncipe, Zacarias da Costa disse que “em princípio” espera que seja em Bissau, porque na última cimeira se estabeleceu que a próxima presidência é da Guiné-Bissau, mas será nesta reunião que os chefes de diplomacia terão de “colocar no papel, preto no branco” o local onde vai realizar-se.

"Não sairá uma data, mas certamente que teremos de ter a certeza onde será a próxima reunião ordinária do Conselho de Ministros, que se realiza (...) na mesma altura da cimeira", afirmou Zacarias da Costa, questionado se há dúvidas de que esta se realize na Guiné-Bissau.

"Eu assumo que a decisão já foi tomada e que será na Guiné-Bissau, a não ser que os Estados-membros pensem, enfim, o contrário", referiu.

Esta reunião de sexta-feira é "muito esperada", disse o Secretário Executivo da CPLP, até porque vai ocorrer quase um ano antes da altura em que a próxima presidência deverá suceder à de São Tomé e Príncipe, a atual.

Na 14.ª Cimeira de chefes de Estado e de Governo ficou decidido que a Guiné-Bissau iria assumir a próxima presidência da CPLP, entre 2025 e 2027, sucedendo a São Tomé e Príncipe, país que lidera a organização neste momento por dois anos.

As cimeiras de Chefes de Estado e de Governo ocorrem no país que vai assumir a presidência rotativa da CPLP.

A 25 de outubro de 2023, em visita a Portugal, o Presidente da Guiné-Bissau disse, na sede da organização dos países de língua portuguesa,em Lisboa, que o país estava pronto para assumir a presidência em 2025.

"A Guiné-Bissau já está pronta para assumir a presidência [da CPLP] a partir de 2025", afirmou o chefe de Estado guineense durante a visita.

Sissoco Embaló realçou que o seu país "tem objetivos" para a organização que fazem parte do "objetivo comum de reforçar" a comunidade, "não só no que diz respeito à livre circulação”, mas também “às culturas".

A situação política na Guiné-Bissau alterou-se desde então, com a decisão do Presidente de dissolver, em dezembro, o parlamento, que tinha sido eleito em junho, alegando uma grave crise institucional no país e uma tentativa de golpe de Estado.

Os partidos do Governo, eleito na altura, contestaram a decisão de Sissoco Embaló, que consideraram de ilegal à luz do artigo 94 da Constituição da Guiné-Bissau, que impede a dissolução do parlamento antes de completar 12 meses.

Na semana passada, Umaro Sissoco Embalo anunciou que vai marcar eleições legislativas antecipadas para 24 de novembro.

Várias forças políticas têm defendido que as eleições que devem ser convocadas ainda no decurso deste ano são as presidenciais e não as legislativas, sustentando que o mandato do Presidente termina em fevereiro de 2025 e a escolha do novo chefe de Estado deve ser feita antes.

Umaro Sissoco Embaló rejeita estas exigências e defende que as presidenciais só devem ocorrer no final de 2025.

A CPLP tem como estados-membros Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Portugal, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Guiné Equatorial e Timor-Leste.

ANG/Inforpress/Lusa