terça-feira, 28 de abril de 2020


Política/Presidentes da República e da CNE discutem  possível realização de eleições legislativas antecipadas

Bissau, 28 abr 20 (ANG) – O Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló e José Pedro Sambú, Presidente da Comissão Nacional das Eleições (CNE) discutiram a possibilidade de realização das eleições legislativas no país.

A revelação  foi feita por José Pedro Sambú  segunda-feira após o encontro com  Umaro Sissoco Embaló

Sambú  disse que discutiram também os apetos técnicos e financeiros fundamentais que a sua instituição está a enfrentar.

Disse que o resto compete ao Presidente da República, referindo-se  a decisão de eventual realização das eleições legislativas antecipadas no país.

 Umaro Sissoco Embaló ameaçou, na semana passada dissolver a Assembleia Nacional Popular (ANP) e o país avançar para as eleições legislativas antecipadas ,caso prevaleça o que considera ser um bloqueio ao funcionamento do parlamento e consequentemente do governo.

O Governo enfrentou dificuldades para entregar o seu programa de governação  ao parlamento, e na impossibilidade de o entregar directamente ao presidente da ANP, conforme manda a lei, o programa acabou por ser entregue a primeira secretária da ANP, Adja Satú Camará.

A razão de não receber o programa está relacionada a acusação de que  o governo chefiado por Nuno Gomes Na Bian carece de ligitimidade, por não resultar das últimas eleições legislativas.

Sissoco Embaló reafirmou  segunda-feira  a intenção  de dessolver a ANP caso persista o bloqueio que impeça a aprovação do Programa do Governo,  numa altura em que foi reconhecido pela Comunidade Económica dos Estados África Ocidental (CEDEAO) como o vencedor das presidenciais de 29 de dezembro último.

A CEDEAO, na mesma ocasião, ordenou a nomeação, até 22 de maio, de  um novo primeiro-ministro e novo governo na base dos resultados das legislativas de março de 2019, ganhas com uma maioria simples pelo PAIGC .ANG/DMG//SG

Covid-19/ “Mundo devia ter ouvido melhor OMS em Janeiro”, diz director-geral

Bissau, 28 abr 20 (ANG) – O director-geral da OMS afirmou segunda-feira que o mundo devia ter ouvido melhor quando foi declarada emergência global de saúde em Janeiro passado, frisando que os países que seguiram as orientações da organização estão melhor do que os que as ignoraram.

Em conferência de imprensa a partir de Genebra, Tedros Ghebreyesus frisou que a Organização Mundial de Saúde declarou a 30 de Janeiro “o nível mais alto de emergência global” quando o surto do novo coronavírus estava concentrado na China e só havia “82 casos” fora daquele país asiático.

“O mundo devia ter ouvido com atenção nessa altura, quando só havia 82 casos e nenhuma morte fora da China. Todos os países podiam ter desencadeado todas as medidas de saúde pública possíveis. E isso basta para atestar a importância de ouvir os conselhos da OMS”, declarou.

Tedros Ghebreyesus acrescentou que os procedimentos aconselhados pela OMS em Janeiro antes de ser declarada a pandemia da covid-19 – “encontrar casos, testar, isolar e rastrear contactos” – são baseados na “melhor ciência e provas disponíveis” .

“Podem ver que os países que os seguiram estão hoje numa posição melhor do que outros. Isso é um facto”, afirmou, ressalvando que cabe aos países “aceitar ou rejeitar” o que a OMS diz.

“Não temos mandato para obrigar os países a aplicar o que aconselhamos”, reconheceu, frisando que “cada país assume as suas próprias responsabilidades”.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 206 mil mortos e infetou quase três milhões de pessoas em 193 países e territórios.

Perto de 810 mil doentes foram considerados curados.

Em Portugal, morreram 928 pessoas das 24.027 confirmadas como infectadas, e há 1.357 casos recuperados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detectado no final de Dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China. ANG/Inforpress/Lusa



Covid-19/Governo prolonga horário de circulação das pessoas  para  14 horas

Bissau, 28 Abr 20 (ANG)- O Governo  decidiu  segunda-feira prolongar o horário de circulação de pessoas e abertura dos mercados das 07H00 às 14 horas , em vez de das 07h00 as 12H00, tendo o executivo proibido igualmente o transporte dos passageiros em motorizadas, noticiou a rádio África FM.

 “Acabamos de discutir a regulamentação do prolongado estado de emergência ,o que irá em termos resumidos se concretizar na alteração de algumas medidas tomadas anteriormente ,entre eles a medida de restrição que dantes estava limitada até as 11 horas ,neste momento foi aumentado para as 14 horas e as restantes medidas, quase no seu todo, vão manter-se”,disse Serifo Jaquité.

Chamou a atenção aos proprietários das motorizadas que transportam as pessoas de que devem deixar de o fazer ,frisando que o Estado de Emergencia vai manter até o dia 11 de Maio .

O Ministro da Presidcência do  Conselho de Ministros informou ainda que o Governo decidiu fixar o preço minimo para compra da castanha de caju e que a decisão será anunciada pelo Ministro do Comercio ainda hoje, 28 Março,bem como as medidas que deverão ser seguidas durante a campnha de caju de 2020.

NG/MSC//SG

UEMOA/”A Guiné-Bissau precisa de 18,8 bilhões de FCFA para implementar estratégia de resposta eficiente em termos de saúde”,diz PR

Bissau, 28 abr 20 (ANG) – O Presidente da República disse que as necessidades financeiras para que o país possa implementar uma estratégia de resposta eficiente em termos de saúde são atualmente estimadas à 18,8 bilhões de FCFA , citando o orçamento feito pela equipa interministerial pela coordenação das ações de combate a pandemia.

Umaro Sissoco Embaló falava  segunda-feira aquando da sua intervenção na Sessão Extraordinária da Conferência dos Chefes de Estado e de Governo da União Económica Monetária da África Ocidental (UEMOA) por videoconferência.

Sissoco Embaló afirmou que estes recursos vão permitir melhorar, significativamente, o sistema de saúde do país, a fim de poder responder, de forma eficaz, aos desafios que são necessários para erradicar o covid-19.

Disse que o país atualmente apresenta deficiências significativas em termos de infraestruturas de saúde e de pessoal técnico especializado.

Segundo o Presidente, o governo já iniciou negociações com várias instituições internacionais, nomeadamente o Fundo Monitário Internacional (FMI), Banco Mundial, Banco Africano para o Desenvolvimento (BAD) e BADEA para poder beneficiar de apoio financeiro para enfrentar os riscos sanitários e outros desafios no plano económico e social.

Umaro Sissoco Embaló informou ainda que a crise desta pandemia poderá ter consequências graves a nível económico e social para os Estados membros da UEMOA, particularmente a Guiné-Bissau.

“A economia do nosso país depende muito das exportações de caju. Com as medidas restritivas tomadas no plano mundial, os nossos clientes tradicionais, ou seja, os importadores ainda não se manifestaram, visto que neste período, todos os contratos já deveriam ter sido concluidos e a fase de colheita iniciada”, frisou Embaló.

Disse preocupar com o aproximar da época das chuvas e com o andamento da campanha agrícola, e que mais esforços financeiros podem vir a ser necessários para apoiar os produtores.

“As nossas projeções macroeconómicas indicam que o Produto Interno Bruto (PIB) real esperado é de 5,6% em 2020, e demonstram um declínio de 1,9% e o deficit orçamental chegaria à 9,9 do PIB.

Sublinhou que, para consolidar a paz e a estabilidade no país é preciso prestar atenção especial à demanda social e impulsionar ações eficientes para garantir uma rápida recuperação económica após crise.

O chefe de Estado guineense sustentou  que a necessidade de intervenção social é estimada em 16,3 bilhões de FCFA e o custo de financiamento da recuperação económica é estimada em 102,5 bilhoes de FCFA, acrescentando que levando em consideração as necessidades de financiamento social, económica e sanitária o país deve mobilizar recursos até 137,64 bilhões de FCFA. ANG/DMG//SG

Caju/Governo anuncia fixação do preco base por quilograma em 375 fcfa

Bissau, 28 Abr 20 (ANG) –  O Ministro  de Comercio e Indústria anunciou hoje que o preço de compra da castanha de caju, principal produto de exportação da Guiné-Bissau, junto do produtor é de 375 fcfa.

António Artur Sanhá que falava em conferência de imprensa, disse ser um preço juisto e equilibrado, tendo em conta os condicionalismos da presente conjuntura mundial, apesar de não fizeram ainda a abertura da campanha.

Aqule governante informou ainda que o Chefe de Estado deu orientações ao governo para  conseguir uma saída económica e financeira, para viabilização e salvamento da presente campanha , 2020.

Sanhá disse que, para a fixação deste preço coube à   Agência Nacional de Cajú (ANCA) germinar um total de cinco proprostas, tomando em consideraçoes a posição atual do mercado internacional.

Salientou  que as medidas de confinemento e de restriçóes da liberdade de circulação de quarentena são todas incompatíveis  com a natureza da campanha de cajú, e que, por isso, o governo levou tempo em consultas permanentes com todos os atores da fileira de caju.

O ministro de comércio e Indústria denunciou  que algumas pessoas levaram às populações arroz imprório para o consumo humano, e prometeu que não haverá negociações com os infraoares. “Quem for apanhado, directamente para cadeia”, disse.

Por sua vez, em repesentação da Associação Nacional dos Agricultores da Guiné (ANAG) Jaime Bolis Gomes pediu aos agricultores para nao venderem suas castanhas menos de preço anunciado.

Aconselhou ao governo a criar fundos para empresários para que  a comissao de salvação da presente campanha de cajú criada a nível do sector privado, possa realmente salvar a campanha.

Presentes na conferência de imprensa estiveram  os atores da fileira de cajú desde os produtores ANAG e Ropa, ANCA, CCIAS, CDC, ANIN, ANIE, Associação Nacional de Transportadores de contentores, de Afretadores Marítimos e dos pequenos comerciantes. ANG/JD//SG  

Brasil/Juiz do Supremo Tribunal Federal  determina abertura de inquérito contra Bolsonaro



Bissau,  28 Abr 20 (ANG) – Um juiz Supremo Tribunal Federal do Brasil determinou segunda-feira à noite a abertura de um inquérito para investigar as acusações de interferência em processos judiciais contra o Presidente Jair Bolsonaro, feitas pelo ex-ministro da Justiça Sergio Moro.

“A análise da petição formulada pelo Senhor Procurador-Geral da República revela práticas alegadamente delituosas que teriam sido cometidas pelo senhor Presidente da República em contexto que as vincularia ao exercício do mandato presidencial, circunstância essa que afastaria a possibilidade de útil invocação, pelo Chefe do Poder Executivo da União, da cláusula de ‘imunidade penal temporária’”, lê-se na decisão do juiz Celso de Mello, citada por vários órgãos brasileiros.

Na mesma nota, Celso de Mello apontou que a Polícia Federal tem 60 dias para interrogar Sergio Moro, ex-ministro da Justiça brasileiro.

Na sexta-feira à noite, o procurador-geral da República (PGR) brasileiro, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de um inquérito para apurar as acusações feitas por Sergio Moro, contra Jair Bolsonaro.

O pedido entregue ao STF aponta a eventual ocorrência dos crimes de “falsidade ideológica, coação no curso do processo, advocacia administrativa, prevaricação, obstrução de Justiça, corrupção passiva privilegiada, denúncia caluniosa e crime contra a honra”.

No documento, Augusto Aras afirma que, caso as declarações de Moro não se comprovem, poderá caracterizar-se o crime de denúncia caluniosa.

No pedido, o PGR sugere ao STF que, antes de deliberar sobre a abertura do inquérito, recolha o depoimento de Moro, para que ele preste formalmente esclarecimentos sobre os possíveis crimes envolvidos na conduta do chefe de Estado, e possa apresentar provas dessas interferências.

Em causa estão as declarações feitas na manhã de sexta-feira por Sergio Moro, que acusou o Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, de estar a fazer “interferência política na Polícia Federal”, na sequência da demissão do ex-chefe da Polícia Federal do país Maurício Leite Valeixo, publicada em Diário Oficial da União.

Moro, que junto com as acusações apresentou a sua demissão, afirmou que Bolsonaro exonerou a liderança da Polícia Federal porque pretende ter acesso às investigações judiciais, algumas das quais envolvem os seus filhos ou aliados.

“O Presidente disse-me, mais de uma vez, expressamente, que ele queria ter uma pessoa do contacto pessoal dele [para quem] ele pudesse ligar, [de quem] ele pudesse colher informações, [com quem] ele pudesse colher relatórios de inteligência. Seja o director [da Polícia Federal], seja um superintendente”, declarou Sergio Moro.

O ex-juiz declarou que o Presidente brasileiro lhe disse pessoalmente que queria mudar o chefe geral da Polícia Federal porque estava preocupado com investigações em curso no STF, que podem envolver os seus filhos ou aliados políticos, e queria ter acesso a relatórios sigilosos sobre investigações.

Bolsonaro, por sua vez, negou a acusação de interferência feita por Moro, disse que o delegado Valeixo foi exonerado porque pediu para deixar o cargo e frisou que é atribuição do Presidente do Brasil escolher quem deve ser o chefe da Polícia Federal. ANG/Inforpress/Lusa

 UEMOA/ Umaro Sissoco Embaló anuncia que Guiné-Bissau vai ocupar o posto de 2º vice-presidente do BOAD

Bissau, 28 abr 20 (ANG) – O Presidente da República afirmou que o país vai ocupar o cargo de 2ª vice-presidente do Banco Oeste Africano para o Desnvolvimento (BOAD) depois da Cimeira de Yamoussoukro, Costa de Marfim, a ser realizada em Julho próximo.

Umaro Sissoco Embaló fez esta afirmação  segunda-feira após a Sessão Estraordinária da Conferência dos Chefes de Estado e de Governo da União Económica Monetário da África Ocidental (UEMOA) por vídeoconferência.


O Presidente da República disse que quem vai ocupar este cargo em nome da Guiné-Bissau, vai representar o país e não os seus interesses pessoais.

“Sabemos que o BOAD financia muitos projectos. E um dos  papéis da pessoa que vai ocupar esse posto é de facilitar para que o país possa obter dividendo porque está com falta de infraestrturas sobretudo de estradas”,revelou.

Mostrou-se preocupado com o aumento dos casos de novo coronavírus(COVID 19) no país, esperando que o governo  redobre o esforço na prevenção da pandemia.

O Chefe de Estado afirmou que o país vai receber esta terça-feira mais medicamentos e outros materiais para fazer face ao novo coronavírus.

Sissoco Embaló reafirmou a possibilidade de fazer  eleições legislativas antecipadas caso houver bloqueio na Assembleia Nacional Popular (ANP), confirmando  que este assunto está na mesa.

Na mesma ocasião o ministro das finanças, Aladje Mamadu Fadia esclareceu que o governo está a mobilizar fundos para que os bancos possam ter meios para financiar a presente campanha de caju, cujo o preço base por quilogramas é fixado em 375 francos.

O anúncio foi esta terça-feira feita pelo ministro do Comércio, Artur Sanhá. ANG/DMG//SG

Africa do Sul/Vírus expõe desigaildades”,diz Ramaphosa

Bissau, 28 abr 20 (ANG) - O presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, afirmou segunda-feira que a pandemia de covid-19, provocada pelo novo coronavírus, está a realçar as desigualdades no país, 26 anos depois do fim do regime do 'apartheid'.

Num discurso ao país, no dia em que se assinala o Dia da Liberdade com um feriado nacional que relembra as primeiras eleições democráticas no país, em 1994, Ramaphosa alertou que as disparidades duradouras entre ricos e pobres na África do Sul estão a ser sublinhadas pela luta contra a covid-19.

"Algumas pessoas têm conseguido suportar o confinamento devido ao coronavírus em casas confortáveis, com frigoríficos completamente abastecidos, cuidados médicos privados e ensino 'online' para os seus filhos", afirmou o chefe de Estado sul-africano num discurso transmitido na televisão, acrescentando que "para milhões de outros, este tem sido um mês de miséria".

As desigualdades no país da África Austral foram também sublinhadas pelo Nobel da Paz e antigo arcebispo Desmond Tutu.

A África do Sul "não é o país justo e equitativo que deveria ser", afirmou Tutu, numa declaração emitida pela sua fundação.

"O vírus fez ao país um terrível favor ao expor os alicerces insustentáveis sobre os quais foi construído e que devem ser corrigidos urgentemente", defendeu o antigo arcebispo.

A África do Sul comporta o maior número de infecções pelo novo coronavírus no continente, com pelo menos 4.546 casos e 87 mortes registadas.

Durante o dia de hoje, os profissionais de saúde iniciaram o rastreio e a despistagem da doença em várias zonas de Joanesburgo, especialmente em zonas pobres com elevada densidade populacional.

As autoridades preveem também a realização de testes na província de Cabo Ocidental, que inclui a Cidade do Cabo e que concentra o maior número de casos de covid-19.

Após vários anos de combate a doenças como a tuberculose e o HIV, a África do Sul apresenta experiência no despiste e no combate de doenças infecciosas, tendo já realizado perto de 170.000 testes desde o início da pandemia de covid-19.

Actualmente, a África do Sul tem 28 mil trabalhadores do sector da saúde encarregues de localizarem contactos de pessoas infectadas, de modo a conter a propagação da doença.

Mais de 200 médicos oriundos de Cuba chegaram hoje ao país para apoiar o combate à pandemia.

Segundo os dados mais recentes, África contabiliza 31.933 casos da doença em 52 países africanos, tendo 1.423 dos infectados morrido. Já o número total de doentes recuperados cifra-se em 9.566.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 206 mil mortos e infectou quase três milhões de pessoas em 193 países e territórios.

Perto de 810 mil doentes foram considerados curados.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detectado no final de Dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa 4,5 mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), encerraram o comércio não essencial e reduziram drasticamente o tráfego aéreo, paralisando sectores inteiros da economia mundial.ANG/Angop

Covid-19


Governo doa cheque de 25 milhões de francos CFA aos órgãos de Comunicação Social do país

Bissau, 28 Abr 20 (ANG)- O Governo doou um cheque de 25 milhões de francos CFA aos Órgaos de Comunicação Social do País para ajudar nas actividades jornalisticas de informação e sensibilização neste periodo de pandemia de Covid-19.

A entrega do cheque foi feita hoje pelo Secretário de Estado da Comunicação Social, Conco Turé a presidente do Sindicato Nacional dos Profissionais de Comunicação Social e Técnicos, Indira Correia Baldé.

Turé  revelou que o Ministério das Finanças decidiu financiar 30 milhões para a Secretaria de Estado da Comunicação, dos quais cinco milhões de fcfa foram  disponibilizados  para actividades de sensibilização no quadro do combate ao coronavírus levadas a cabo pelo Centro Nacional de Comunicação Social Educativa/Formação Multimédia .

Segundo Conco Turé, o governo financiou a Secretaria de Estado da Comunicação Social com base no pedido de financiamento feito pelas organizações da Comunicação Social de modo a  poderem fazer os seus trabalhos de uma forma mais adequada”,  explicou aquele responsável.

 “Hoje fizemos a entrega formal do cheque ao Sindicato dos Profissionais da Comunicação Social e ao Conselho Nacional da Comunicação Social para que os mesmos encarreguem da destribuição do dinheiro”,referiu o governante.

Por sua vez, a Presidente do SINJOTECS,a Indira Correia Baldé disse que os jornalistas têm a responsabilidade de passar as informações credíveis, responsáveis e objectivas, com  finalidade de satsfazer a Opinão Pública na base dos factos de modo a evitar notícias falsas.

Correia Baldé agradeceu ao governo pelo gesto e prometeu fazer de tudo para que os profissionais da Comunicação Social estejam mais empenhados na luta contra Covid-19 na Guiné-Bissau.

Em representação do Conselho Nacional da Comunicação Social, Meta Camará agradeceu igualmente o gesto do governo e prometeu diligenciar-se mais para fazer com que os órgaos de Comunicação Social tenham mais financiamentos.

Meta Cmará considerou o momento de acçaõ e não de palavras, tendo acrescentado que brevemente vão distribuir o dinheiro para os órgãos de Comunicação Social da Guiné-Bissau, nomeadamente os órgãos públicos, privados e comunitários. ANG/AALS//SG

segunda-feira, 27 de abril de 2020

Prevenção contra Coronavírus

Não permita que o Medo, Pânico ou a Negligência te entregue ao Coronavírus. Sair sem necessidade pode te levar a isso. Fique em Casa.

O Cronovírus anda de pessoa à pessoa. Não consegue viver para fazer estragos(matar) fora do ser humano. Evita a contaminação, lavando sempre as mãos bem com sabão.

Beba sempre água para evitar que sua garganta fique seca.

Garganta húmida leva o vírus directamente para o estômago, aí morre, por força de sucos gástrico produzidos pelo estômago.

Evite lugares onde haja muita gente. Afaste-se de alguém que tosse.

Recomendações médicas de Prevenção contra Coronavírus//ANG


 Bissau,27 Abr 20 (ANG) - O Centro de Operações de Emergência da Saúde da Guiné-Bissau anunciou no domingo a primeira vítima mortal de covid-19 no país, que pertencia às forças de segurança, e aumentou para 53 o número de casos.

"Trata-se de um alto funcionário do Ministério do Interior", disse aos jornalistas o médico Dionísio Cumba, presidente do Instituto Nacional de Saúde, na conferência de imprensa diária para fazer o balanço da evolução da doença no país.

Segundo o médico, a vítima mortal entrou no Hospital Nacional Simão Mendes na sexta-feira e morreu no sábado ao final do dia.

"Ainda não foi identificada a cadeia de transmissão da vítima mortal, mas teve contactos com muitas pessoas. Vai ser um caso difícil de investigar", salientou Dionísio Cumba.

O Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, prolongou no domingo o estado de emergência no país para até 11 de maio no âmbito do combate à pandemia do novo coronavírus.

O Presidente guineense justificou a decisão de prolongar por mais duas semanas o estado de emergência por considerar que o "país ainda não está em condições de afirmar ter o controlo de toda a situação".

No âmbito do combate à pandemia, as autoridades guineenses encerraram as fronteiras, bem como serviços não essenciais, incluindo restaures, bares e discotecas, e locais de culto religioso.

Foram também impostas medidas de restrição de circulação, que só autorizam as pessoas a sair de casa entre as 07:00 e as 12:00 para abastecimento de bens essenciais.

Umaro Sissoco Embaló declarou pela primeira vez o estado de emergência no país em 28 de março.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 200 mil mortos e infetou mais de 2,9 milhões de pessoas em 193 países e territórios.

Perto de 800 mil doentes foram considerados curados.

Por regiões, a Europa soma mais de 122 mil mortos (mais de 1,3 milhões de casos), Estados Unidos e Canadá mais de 56 mil mortos (mais de 980 mil casos), Ásia mais de 7.900 mortos (perto de 200 mil casos), América Latina e Caribe mais de 7.900 mortos (mais de 160 mil casos), Médio Oriente mais de 6.200 mortos (mais de 152 mil casos), África mais de 1.370 mortos (mais de 30 mil casos) e Oceânia 108 mortos (cerca de oito mil casos).ANG/Lusa



Covid-19: Presidente da República  prorroga estado de emergência para mais 15 dias 

Bissau,27 Abr.20(ANG) -  O Presidente da República, Úmaro Sissoco Embaló, prorrogou  domingo por mais 15 dias o estado de emergência, em vigor desde 28 de março, com início às 0:00 desta segunda-feira devendo terminar no dia 11 de maio.
O decreto presidencial n.° 09/2020, renova o estado de emergência em todo território nacional, com fundamento na verificação de uma continuada situação de calamidade pública provocada pela Covid-19.
“O país ainda não está em condições de afirmar ter o controlo total da situação, por isso, para que o esforço e sacrifício coletivo consentidos nos últimos trinta dias continuem a ter efeitos desejados, é preciso  continuar a adotar algumas medidas restritivas de direitos, liberdades e garantias fundamentais, na medida do estritamente necessário para a prevenção e combate à Covid-19”, lê-se no documento distribuido aos jornalistas.
Até domingo, 26, a Guiné-Bissau registou 53 casos de infecção por Covid-19 e uma vítima mortal, na pessoa do Comissário Geral da Polícia de Ordem Pública, o Comodoro Bion Na Tchongo, de 59 anos de idade.ANG/AC//SG


Saúde pública/ Papa apela para que a luta contra a malária não seja esquecida

Bissau,27 Abr.20(ANG) - O papa Francisco pediu no sábado para que não se esqueça a luta contra a malária, que "ameaça milhares de milhões em numerosos países", por causa do combate à pandemia da covid-19.

"Enquanto combatemos a pandemia do novo coronavírus, devemos levar por diante o compromisso de prevenir e tratar a malária que ameaça milhares de milhões de pessoas em numerosos países", disse o papa na oração do Angelus, lembrando que sábado, 25, foi o Dia Internacional da luta contra a Malária.

O papa disse estar com "todos os doentes, com aqueles que cuidam deles e com aqueles que trabalham para que cada pessoa tenha acesso a bons serviços de saúde primários".

Em 2017, cerca de 219 milhões de pessoas foram infectadas em todo o mundo, 435 mil  morreram e mais de 90% das vítimas são africanas, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Estima-se que em 2018 a doença tenha causado mais de 400 mil mortes, 380 mil em África e 270 mil de crianças menores de cinco anos.

O último relatório anual da OMS, divulgado em Dezembro passado, revela que seis países africanos concentravam quase metade das infecções no mundo: Nigéria (25%), República Democrática do Congo (12%), Uganda (5%), Cote d’Ivoire, Níger e Moçambique (4% cada).
Moçambique, com cerca de 29,5 milhões de habitantes, faz parte de um grupo de 11 Estados prioritários da iniciativa intitulada "De grande carga a grande impacto" com a qual a OMS visa acelerar os progressos no combate onde a doença se mantém endémica.

O balanço da malária na África subsaariana poderá aproximar-se dos 770 mil mortos este ano, ou seja, "duas vezes mais do que em 2018", revelou a OMS no sábado, advertindo para que atinge em particular as crianças, ao contrário do acontece com novo coronavírus.ANG/Angop


sexta-feira, 24 de abril de 2020

Prevenção contra Coronavírus

Não permita que o Medo, Pânico ou a Negligência te entregue ao Coronavírus. Sair sem necessidade pode te levar a isso. Fique em Casa.

O Cronovírus anda de pessoa à pessoa. Não consegue viver para fazer estragos(matar) fora do ser humano. Evita a contaminação, lavando sempre as mãos bem com sabão.

Beba sempre água para evitar que sua garganta fique seca.

Garganta húmida leva o vírus directamente para o estômago, aí morre, por força de sucos gástrico produzidos pelo estômago.

Evite lugares onde haja muita gente. Afaste-se de alguém que tosse.

Recomendações médicas de Prevenção contra Coronavírus//ANG

Dia Mundial Paludismo/OMS alerta  sobre impacto devastador da doença na família e sociedade

Bissau, 24 Abr 20 (ANG) – A Organização Mundial de Saúde (OMS), chama atenção sobre o impacto devastador do paludismo nas famílias, comunidades e na sociedade numa altura em que a humanidade é confrontada com a pandemia do Covid-19.

De acordo com o comunicado desta organização entregue hoje a ANG, a OMS, numa mensagem alusiva ao Dia Mundial do paludismos que se celebra sábado 25 de Abril, sob o  lema “Zero Paludismo .Começa Comigo”, frisa que o evento vai permitir igualmente destacar a importância de manter sistemas de saúde resilientes e continuar a fornecer serviços essenciais aos utentes, mesmo em tempo de crise.

“Desde 2000, os esforços globais que têm sido feitos, permitiram reduzir drasticamente a carga global do paludismo, graças ao maior compromisso financeiro e politico dos países do mundo inteiro, permitindo alargar as intervenções de forma eficaz e obter melhores resultados”, lê-se na nota.

 Na missiva, a Organização Mundial de Saúde indica  que, apesar de muitos países do mundo estarem perto de eliminar o paludismo e menos comunidades viverem com medo de uma picada do mosquito, a luta pela erradicação total está longe de terminar.

O comunicado salienta que esta doença afeta ainda metade da população mundial sendo que, as grávidas e crianças com menos de cinco anos, em África subsaariana, são os que sofrem mais com a doença.

“Portanto, enquanto o mundo luta para responder ao Covid-19, existe um risco significativo de que os programas de prevenção e tratamento do paludismo sejam interrompidos “, alerta a OMS.

Segundo a OMS,  na região africana, em 2018, não obstante os esforços da organização para controlar a doença, registou-se 213 milhões de casos, representando 93 por cento dos casos recenseados no mundo inteiro e das 400 mil mortes anuais por paludismo, 94 por cento ocorrem na região africana, sendo crianças com menos de cinco anos o grupo mais vulnerável, uma vez que apresentam 67 por cento do óbitos.

Na Guiné-Bissau segundo o documento, apesar dos esforços despendidos pelas autoridades sanitárias com o apoio dos parceiros, o paludismo continua a ser um dos grandes problemas de saúde pública.

“O lema da celebração do Dia Mundial do Paludismo, enfatiza o poder e a responsabilidade, não importa onde vivamos, para garantir que ninguém morra por picada de mosquito e que todos os actores políticos, sociedade civil e a comunidade académica e o público em geral tomem acções que protejam famílias, comunidades e permitam alcançar á médio prazo, um mundo livre de paludismo.ANG/MSC/ÂC//SG



Reações / Domingos Simões Pereira lamenta que CEDEAO “abandone tolerância zero” contra golpes de Estado

Bissau,24 Abr.20(ANG) -  O candidato às eleições presidenciais da Guiné-Bissau Domingos Simões Pereira lamentou quinta-feira que a CEDEAO tenha abandonado o princípio de “tolerância zero” contra golpes de Estado ao reconhecer o seu adversário como vencedor.
“A minha primeira reação é de profunda tristeza. Tristeza por ver uma organização como a CEDEAO (Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental) abandonar o princípio da tolerância zero perante golpes de Estado”, afirmou à Lusa Domingos Simões Pereira, que interpôs um recurso no Supremo Tribunal de Justiça (STJ) a contestar os resultados e que ainda não foi analisado.

Num comunicado quinta-feira divulgado à imprensa a Comissão interministerial da CEDEAO referiu que os chefes de Estado e de Governo desta organização decidiram numa reunião, cujo local e data não foi revelado, reconhecer Umaro Sissoco Embaló como vencedor da segunda volta das presidenciais da Guiné-Bissau, e pediram a nomeação de um novo primeiro-ministro e  a formação de um novo Governo ,com base nos resultados das legislativas de março de 2019, ganhas pelo PAIGC, até ao dia 22 de maio. ANG/Lusa


Política /Sissoco Embaló disse que nomeou Nuno Nabiam com base na Constituição

Bissau,24 Abr.20(ANG)  - O  presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, afirmou quinta-feira que nomeou o Governo de Nuno Nabian com base na Constituição da Guiné-Bissau e através de um decreto presidencial.
"O Governo que nomeei foi com base na Constituição da República, através de um decreto presidencial, mas, para mim, teremos tempo para sentar com todos os atores políticos", afirmou Sissoco Embaló, quando questionado sobre o pedido da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) de nomear um novo Governo com base na Constituição até 22 de Maio.
Num comunicado quinta-feira divulgado por alguns órgãos de comunicação social internacional e nas redes sociais, em nome da Comissão ministerial da CEDEAO refere-se que os chefes de Estados e de Governo da CEDEAO, numa reunião, cuja data e local não foram indicadas,   decidiram reconhecer  Umaro Sissoco Embaló como vencedor da segunda volta das presidenciais da Guiné-Bissau .
 O mesmo comunicado da comissão interminesterial da CEDEAO refere que os chefes de Estados e de Governo da CEDEAO pediram ao Umaro Sissoco Embaló que nomeasse um novo primeiro-ministro e novo governo, com base nos resultados das eleições legislativas de Março de 2019, ganhas pelo PAIGC.
"Só há uma coisa que não vou negociar, os valores do Estado da Guiné-Bissau", afirmou Umaro Sissoco Embaló, que falava à imprensa na Presidência da República, depois de ter participado na reunião virtual dos chefes de Estado e de Governo da CEDEAO.
Umaro Sissoco Embaló salientou também que a Guiné-Bissau faz parte das organizações internacionais, mas que é preciso não esquecer que "quem tem competência para dizer quem venceu as eleições é a CNE (Comissão Nacional de Eleições) e não a CEDEAO".
"A CEDEAO fez o seu papel enquanto comunidade oeste africana", disse o general guineense, salientando que a sua vitória eleitoral nunca esteve em causa.
"Mesmo Domingos Simões Pereira nunca disse que ganhou as eleições em todas as suas declarações. E a primeira pessoa que me felicitou foi o cidadão Domingos Simões Pereira, mas há jogos políticos que eu respeito. É por isso que nunca o ataquei. A democracia tem jogos políticos", frisou.
Umaro Sissoco Embaló referiu que passou a ser Presidente da República no dia em que a CNE disse que ganhou a segunda volta das presidenciais, realizadas em 29 de Dezembro.
Questionado sobre se vai convocar os partidos políticos com assento parlamentar para formar um novo Governo até 22 de Maio, Umaro Sissoco Embaló respondeu que os conselhos não são demais e que tem "muitos conselheiros".
"Se virem bem desde que tomei posse não houve nenhuma condenação à figura do Presidente da República por parte de nenhum partido na Guiné-Bissau, nem da parte do cidadão comum, nem lá fora por parte de alguma organização internacional. Quero dizer que estou disponível para me sentar com toda a gente. Eu sou árbitro não estou a fazer política, não sou partido político. Os partidos têm que se entender entre eles", acrescentou.
Umaro Sissoco Embaló reafirmou também que não vai permitir bloqueios institucionais na Guiné-Bissau, que não pode falhar na quinta República.
Umaro Sissoco Embaló, dado como vencedor das presidenciais pela Comissão Nacional de Eleições, autoproclamou-se Presidente do país em Fevereiro, quando decorria no Supremo Tribunal de Justiça um recurso de contencioso eleitoral apresentado pelo candidato Domingos Simões Pereira.
Na sequência da sua tomada de posse, demitiu Aristides Gomes do cargo de chefe do Governo, saído das legislativas de 10 de Março, e nomeou Nuno Nabian para o cargo de primeiro-ministro, bem como um novo Governo, que acabou por assumir o poder com o apoio dos militares.
Os principais parceiros internacionais da Guiné-Bissau apelaram a uma resolução da crise com base na lei e na Constituição do país, sublinhando a importância de ser conhecida uma decisão do Supremo Tribunal de Justiça sobre o recurso de contencioso eleitoral.
O Supremo Tribunal de Justiça remeteu uma posição sobre o contencioso eleitoral para quando forem ultrapassadas as circunstâncias que determinaram o estado de emergência no país, declarado no âmbito do combate à pandemia provocada pelo novo coronavírus.ANG/Angop