terça-feira, 14 de abril de 2026

Senegal/Senegalesa Fatou Dieng Thiam entre candidatos pré-seleccionados para cargo de SG da União Interparlamentar(UIP)

Bissau, 14  Abr 26 (ANG) – Fatou Dieng Thiam, do Senegal, está entre os quatro candidatos pré-selecionados para suceder ao Martin Chungong, o camaronês que ocupa o cargo de Secretário-Geral da União Interparlamentar (UIP), segundo informações obtidas pela organização.

A eleição ocorrerá durante uma assembleia geral agendada para ocorrer de quarta a domingo da próxima semana, na Turquia.

A Sra. Thiam é a atual Diretora de Assuntos Políticos do Gabinete do Representante Especial do Secretário-Geral das Nações Unidas para a Região dos Grandes Lagos Africanos.

A grega Dionísia-Theodora Avgerinopoulou, a romena Anda Filip e a sueca Cecilia Widegren são suas oponentes.

Na rede social LinkedIn, a candidata, de nacionalidade senegalesa, afirma estar feliz em anunciar que está entre as quatro pessoas selecionadas para o cargo.

Formada em Estudos Árabes pela Universidade Cheikh Anta Diop em Dakar e com mestrado em Ciência Política pela Universidade de Genebra, Fatou Dieng Thiam trabalha nas Nações Unidas há quase três décadas.

Ela chefiou o escritório regional em Mopti (região central do Mali) da Missão Multidimensional Integrada de Estabilização das Nações Unidas no Mali, antes de ser nomeada conselheira sênior das Nações Unidas para a proteção das mulheres no Sudão do Sul e chefe de logística eleitoral da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti.

Ela trabalhou para os serviços de assistência técnica do Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos na Suíça, Congo e Camarões.

Em sua assembleia geral, agendada para ocorrer na Turquia, a UIP adotará uma "nova estratégia" para sua política no período de 2027 a 2032. Também examinará as indicações para o Prêmio Cremer-Passy de 2026. Este prêmio é concedido a parlamentares que se destacaram por iniciativas na defesa dos direitos humanos.

Com sede em Genebra, a UIP é composta por 183 parlamentos membros. ANG/Faapa

    

 

Diplomacia/Liga dos Embaixadores Africanos entra em fase operacional com posse de novos comités

Bissau, 14 Abr 26 (ANG)  – Novos comités operacionais da Liga dos Embaixadores Africanos(LAA) tomaram posse segunda-feira em Banjul, na República da Gâmbia, em cerimónia assistida pelo  Embaixador da Guiné-Bissau neste país, Luís Camará de Barros.

Segundo a página da Embaixada da Guiné-Bissau na Gâmbia no Facebook,  consultada pela ANG, , a sessão realizada por videoconferência, serviu para assinalar a transição da Liga de uma fase funcional para uma estrutura de ação coordenada no cenário internacional.

No seu discurso perante os colegas, o Embaixador Luís Camará de Barros manifestou a sua "profunda gratidão" à Direção da Liga, elogiando a visão estratégica que orienta os objetivos comuns da organização.

"Assumo o compromisso de contribuir ativamente para o sucesso da nossa missão coletiva", disse o diplomata guineense, sublinhando o espírito de solidariedade e cooperação entre os membros, para comprimentos dos objectivos que nortearam a criação da organização.

São oito os comités estratégicos empossados e  abrangem áreas como Tratados e Convenções, Orçamento, e  organização da Cimeira de Embaixadores Africanos.

O Presidente da Liga, o Embaixador Nwannebuike Ominyi Eze destacou que  desde o   lançamento oficial da instituição, no ano passado, em Lusaka, Zâmbia, até a data presente, a Liga já conseguiu estabelecer  parcerias relevantes, incluindo com o Grupo Dangote e a consultora Moharram & Partners.

A Liga dos Embaixadores Africanos consolida-se como uma plataforma estratégica que reúne embaixadores no ativo e eméritos, com o objetivo de reforçar a presença de África  nos assuntos globais, para que  seja “ mais forte, coordenada e impactante".

Para o Presidente Nwannebuike Eze, a ativação destes comités  marca o fim do período de formação e o início da "execução mensurável".

Entre as metas prioritárias definidas para 2026 estão o reforço da unidade diplomática, a promoção da estabilidade regional e o fomento da diplomacia económica e integração industrial no continente.

A reunião, segundo a página de Facebook
da Embaixada da Guiné-Bissau na Gâmbia, reafirmou o papel contínuo da diplomacia enquanto instrumento essencial para o desenvolvimento de África. ANG/ LPG/ÂC//SG

Regiões/”Estudos sobre Situação das Mulheres apresentam indicadores preocupantes”, diz  Coordenadora da AMPROCS

Quinará, 14 abr 26 (ANG) – A Coordenadora da Associação das Mulheres Profissionais da Comunicação Social (AMPROCS), qualificou de “preocupantes”, os dados apresentados no Estudo sobre Situação das Mulheres na Guiné-Bissau.

De acordo com o Correspondente da ANG na região de Quinara, sul do país, Paula Melo falava , segunda-feira, no sector Buba, na apresentação de resultados do inquérito sobre a situação das mulheres na Guiné-Bissau, no  quadro do Projeto Observatório das Mulheres.

Na ocasião, aquela responsável destacou diversas preocupações relacionadas com a realidade das mulheres no país.

“A situação das mulheres continua a apresentar indicadores preocupantes em vários aspetos, nomeadamente na saúde, educação, ambiente, habitação, acesso à justiça e violência baseada no género”, salientou.

Paula Melo disse que as mulheres continuam a enfrentar múltiplos desafios, incluindo violência doméstica, mutilação genital feminina (MGF), restrições nas atividades económicas e riscos associados à desintegração familiar

Disse. que as mudanças climáticas têm impacto direto na vida das mulheres, agravando dificuldades como o acesso à alimentação, à educação dos filhos e às condições financeiras.

No plano político, denunciou a persistência de discriminação contra as mulheres, sobretudo na constituição de listas de candidatura à cargos de deputados e no acesso á posições de decisão.

Segundo afirmou, muitas mulheres são excluídas ou colocadas em posições não elegíveis, ficando afastadas dos altos cargos do país, especialmente no governo.

Disse que, apesar dos esforços de organizações da sociedade civil, que propuseram uma lei de paridade com 40 por cento de representação feminina, o parlamento acabou por aprovar uma percentagem de 36 porcento.

“Ainda assim,  as mulheres continuam sub-representadas", disse Paula Melo, jornalista  profissão.

A coordenadora de AMPROCS defendeu que as mulheres devem ocupar cargos de maior responsabilidade, incluindo a Presidência da República, argumentando que, ao longo de mais de 50 anos de governação, os homens não conseguiram responder adequadamente aos desafios do país.

Para concluir, a ativista destacou a necessidade urgente de ouvir as mulheres e responder de forma eficaz às suas preocupações.

O projeto Observatório das Mulheres é promovido pela Casa dos Direitos, em parceria com várias organizações, nomeadamente LGDH, AMPROCS, MIDJILAN e ACEP. No âmbito deste estudo, foi também publicado um livro sobre a situação das mulheres na Guiné-Bissau.

A apresentação do relatório contou com a participação de mulheres e meninas da Região de Quinará, que manifestaram preocupações sobre  a fraca produção de caju, a persistência da mutilação genital feminina e a elevada taxa de gravidez precoce, que dizem ser fatores que contribuem para o abandono escolar.

Entre as recomendações deixadas pelas participantes, destaca-se a necessidade de maior representação feminina no parlamento e no governo, de forma a garantir que as vozes das mulheres sejam ouvidas. ANG/RC/JD/ÂC//SG

Regiões/Presidente do FIDESMA alerta para desafios que podem comprometer o avanço do Setor de Mansabá

Oio, 14 abr 26 (ANG) – O Presidente do Fórum de Intervenção para o Desenvolvimento do Setor de Mansabá (FIDESMA), afirmou , segunda-feira, que aquela localidade enfrenta diversas dificuldades em diferentes áreas que comprometem o desenvolvimento local.

Tcherno Quadé que falava ao Correspondente da ANG na Região de Oio, norte do país,  destacou a degradação das infraestruturas escolares, falta de professores e a baixa qualidade de docentes, a insuficiência da segurança,  desvalorização cultural e a fraca inclusão da população local na Administração Pública sectorial como os males que devem ser combatidos.

Quadé aproveitou a ocasião de Balanço da Primeira Conferência de Quadros do Setor de Mansabá, realizada de 10 à 12 de Abril, em Djalicunda, para lamentar a falta de um hospital, contando com três áreas sanitárias para atender uma população de mais  63 mil pessoas.

Tcherno Quadé pede maior envolvimento das autoridades regionais na resolução dos problemas que a população enfrenta, e apela aos  quadros locais a participarem, activamente, no desenvolvimento do setor de Mansabá.ANG/MSC/ÂC//SG

Regiões /Coordenador da Carta -21 de Oio alerta para o abandono escolar dos alunos durante Campanha de Caju

Oio, 14 Abr 26 (ANG) – O Coordenador Regional do Movimento Estudantil denominado de “Carta-21” na região de Oio, norte do pais, alertou no Domingo para o impacto negativo da retirada das crianças da escola durante a campanha de comercialização da castanha de caju.

Siaca Cissé manifestou a sua inquietação numa entrevista ao Correspondente da ANG na Região de Oio, afirmando que esta prática, que já está sendo uma tradição, compromete o futuro educacional da nova geração.

Segundo ele, quando os pais e encarregados de educação priorizassem o trabalho nos pomares de caju em detrimento da educação, estão a contribuir para a formação de uma geração com dificuldades básicas de aprendizagem, formando uma geração que sabe contar quilos de caju, mas que não sabe ler nem escrever.

Cissé apelou aos pais e encarregados de educação dos alunos para  não retirarem seus meninos das aulas por causa da campanha de caju ou para trabalho  agrícola. ANG/MSC/ÂC//SG


segunda-feira, 13 de abril de 2026

Vaticano/Após críticas de Trump, Papa Leão XIV devolve: "Não tenho medo"

Bissau, 13 Abr 26 (ANG) - Papa Leão XIV lamentou a forma como Donald Trump reagiu à sua mensagem sobre a paz e diz a sua reação prova que não percebeu "a mensagem do Evangelho".

Papa Leão XIV já respondeu às criticas de Donald Trump que o acusou, no domingo (madrugada de segunda-feira em Lisboa), de ser "fraco" em relação a políticas externas.

O Sumo Pontífice lamentou a forma como o presidente dos Estados Unidos da América encarou as suas palavras sobre a necessidade de paz, mas disse não tencionar envolver-se em debates com o mesmo.

"Colocar a minha mensagem no mesmo plano que aquilo que o presidente tentou fazer aqui, penso que é não compreender qual é a mensagem do Evangelho", começou por afirmar à Associated Press a bordo do avião papal, esta manhã, atirando depois: "não tenho medo da administração Trump". 

"Lamento, mas vou continuar a fazer o que acredito ser a missão da Igreja no mundo de hoje", disse, referindo ainda que não tenciona entrar em debates com o presidente dos EUA.

"Não sou político, não tenho qualquer intenção de entrar em debate com ele. A mensagem é sempre a mesma: promover a paz", argumentou o Papa em declarações aos jornalistas que o estão a acompanhar na sua visita a Argélia.

Recorde-se que no sábado, no Vaticano, o Papa apelou aos governantes do mundo para conterem toda a "demonstração de força" e "sentarem-se à mesa do diálogo e da mediação", e embora não tenha mencionado casos concretos, essa mensagem coincidiu com as negociações entre os Estados Unidos e o Irão no Paquistão.

O presidente dos Estados Unidos afirmou que o papa é "terrível em política externa", aludindo às críticas de Leão XIV sobre o Irão e a Venezuela, e instou-o a "deixar de agradar à esquerda radical". "O Papa Leão é FRACO em relação ao crime e péssimo em política externa", escreveu no domingo à noite (hoje em Lisboa) Donald Trump na rede Truth Social, da qual é proprietário, numa longa mensagem em que insta o religioso a "concentrar-se em ser um grande Papa, não um político", porque "está a prejudicar a Igreja Católica".

"Não quero um Papa que ache que está bem o Irão ter uma arma nuclear. Não quero um Papa que considere terrível que os Estados Unidos tenham atacado a Venezuela (...). E não quero um Papa que critique o presidente dos Estados Unidos quando estou a fazer exatamente aquilo para que fui eleito", declarou.

Além disso, Trump sugeriu que Leão XIV foi eleito Papa "porque era norte-americano, e pensaram que seria a melhor forma de lidar" com o republicano, e instou-o a "estar grato". "Se eu não estivesse na Casa Branca, Leão não estaria no Vaticano", atirou. ANG/Lusa

 

Vaticano/Argélia, Camarões, Angola, Guiné Equatorial: a primeira viagem do Papa Leão XIV a África

Bissau, 13 Abr 26 (ANG)  - O Papa Leão XIV efectua, de 13 a 23 de Abril, a sua primeira grande digressão internacional por quatro países de África: Argélia, Camarões, Angola e Guiné Equatorial.

Diálogo com o islão, paz, respeito pelos recursos naturais, combate às desigualdades, direitos humanos: a viagem, muito aguardada, abordará temas variados, num contexto internacional marcado pela guerra no Médio Oriente, onde a Santa Sé tenta influenciar a cena diplomática.

Com cerca de 18.000 quilómetros, 11 discursos, sete missas e uma dezena de cidades visitadas, esta digressão a um ritmo frenético tem contornos de maratona para o Papa norte-americano de 70 anos.

África é o continente que regista o maior crescimento de católicos no mundo, com 280 milhões de fiéis e uma forte dinâmica espiritual. Mas a Igreja Católica enfrenta a concorrência das igrejas pentecostais e de evangélicas. Trata-se de um continente rico em recursos naturais, marcado por tensões e desigualdades políticas e económicas. Um tema caro a Leão XIV, muito ligado à justiça social.

Em primeiro lugar, a Argélia (13-15 de Abril), um país 99% muçulmano que recebe um Papa pela primeira vez. Leão XIV irá encontrar-se com a pequena comunidade católica do país.

O diálogo inter-religioso estará no centro desta etapa: Leão XIV visitará, nomeadamente, a Grande Mesquita de Argel, prestará homenagem a figuras da memória argelina e reunir-se-á com o presidente Abdelmadjid Tebboune.

Leão XIV deslocar-se-á também a Annaba (leste), antiga Hipona, nos passos de Santo Agostinho, grande pensador da cristandade cujo legado espiritual alimenta o seu pontificado.

O Sumo Pontífice vai, igualmente, recolher-se em privado na capela dos 19 “mártires da Argélia”, padres e religiosas assassinados durante a guerra civil (1992-2002), nomeadamente os monges de Tibhirine.

Em entrevista à RFI, Dom José Manuel Imbamba, arcebispo de Saurimo (leste de Angola) e presidente da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé e Príncipe (CEAST), sublinhou que a Igreja Católica assume uma dimensão universal e inclusiva. “A Igreja Católica é universal. A Igreja Católica é para todos e está aberta a todos”, destacando que o diálogo entre religiões faz parte da própria identidade da Igreja: “este diálogo inter-religioso é um caminho que a Igreja nunca desperdiçou e nunca pôs de lado”.

A visita à Argélia ganha, segundo o arcebispo de Saurimo, um significado adicional pela ligação histórica e espiritual a Santo Agostinho de Hipona, figura central do pensamento cristão e referência para a ordem agostiniana a que o Papa pertence. “É uma das cidades que o Papa logicamente visitará para realimentar-se da espiritualidade daquele santo e assim poder animar o seu pastoreio”.

Para Dom José Manuel Imbamba, esta ligação histórica reforça a dimensão espiritual da deslocação e sublinha a continuidade da tradição cristã no território argelino. Ao mesmo tempo, a presença do Papa num país de maioria muçulmana é vista como um gesto de abertura e aproximação entre religiões. “A Igreja não esquece as minorias. A Igreja está sempre pelas minorias, pelos mais desfavorecidos”.

Nos Camarões (15-18 de Abril), país bilingue e multiconfessional de maioria cristã, que já recebeu três visitas papais, o Papa Leão XIV coloca a sua viagem pastoral sob o signo da paz e da reconciliação, sobretudo em Bamenda, uma das regiões anglófonas onde o conflito entre separatistas e o Estado dura há 10 anos.

A etapa mais simbólica terá lugar a 16 de Abril, com a deslocação sob forte segurança a Bamenda, onde Leão XIV irà proferir um discurso e celebrar uma missa.

Neste país onde cerca de 37% dos 30 milhões de habitantes são católicos, a Igreja desempenha um papel de mediação e gere uma vasta rede de hospitais, escolas e obras de caridade, uma alavanca de influência que a Santa Sé pretende consolidar.

Antes de celebrar uma missa no estádio de Douala, capital económica, bem como na capital Yaoundé, Leão XIV será recebido pelo presidente Paul Biya, de 93 anos, um dos mais antigos chefes de Estado do mundo.

O clero camaronês, que goza de alguma influência na cena política, tem-se mostrado por vezes muito crítico em relação ao presidente, no poder desde 1982.

Em Angola (18-21 de Abril), país lusófono onde o catolicismo está profundamente enraizado, a visita deverá pôr em evidência as temáticas sociais defendidas por Leão XIV: um país rico em petróleo e minerais, mas marcado por profundas desigualdades, onde cerca de um terço da população vive abaixo do limiar internacional de pobreza. Leão XIV deverá insistir na gestão equitativa dos recursos e no combate à corrupção.

O Papa deslocar-se-á à capital Luanda, nas margens do Oceano Atlântico, símbolo de contrastes onde coexistem bairros de luxo e bairros de lata, bem como ao santuário mariano de Muxima, principal local de peregrinação nacional, e ainda a Saurimo (leste).

Em entrevista à RFI, o analista político Osvaldo Mboco, sublinha que a deslocação do Papa Leão XIV a Angola, com passagem por Saurimo, leste do país, é vista como um momento de forte simbolismo social e político, para além da dimensão religiosa.

Nós sabemos que a Igreja tem um papel muito importante, que é primeiro, da pacificação dos espíritos e também um papel importante na defesa dos pobres e dos oprimidos.

A visita do Papa surge, assim, como uma oportunidade para reforçar essa missão, sobretudo em territórios onde o desenvolvimento económico não se traduz necessariamente em melhores condições de vida para as populações. “É claro que o nível de desenvolvimento de Saurimo inspira cuidado e que nos remete a uma reflexão da necessidade de continuarmos a trabalhar”, afirmou.

Segundo Osvaldo Mboco, este problema não é isolado. “Esta realidade não é simplesmente ao nível de Saurimo, mas também em outras províncias, como Cabinda, por exemplo, que é uma das localidades onde mais se extrai petróleo”.

Para o analista, a presença do Papa nestas zonas tem também um significado político e institucional. “A ida do Papa à Saurimo, para além da comunidade católica que lá reside, também passa essa mensagem da necessidade de melhor se trabalhar e melhor se estabelecer algumas metas para o desenvolvimento e crescimento dessa mesma província.

Por fim, na Guiné Equatorial (21-23 de Abril), que conta com cerca de 90% de católicos, o Papa pretende apoiar os fiéis sem, no entanto, legitimar o regime autoritário e repressivo no poder desde 1979.

Quarenta e quatro anos depois, Leão XIV seguirá os passos de João Paulo II, o único Papa a ter pisado o solo deste pequeno país da África Central, governado por Teodoro Obiang Nguema. Aqui o Papa terá de manter um equilíbrio delicado: apoiar os fiéis sem, contudo, ser visto como um apoio ao regime, frequentemente acusado de derivas autoritárias.

Na antiga capital Malabo, na ilha de Bioko, Leão XIV encontrará representantes do mundo da cultura, bem como pessoal e doentes de um hospital psiquiátrico. Deslocar-se-á igualmente ao reduto natal do presidente Obiang, em Mongomo (leste).ANG/RFI

 

           Hungria/ Peter Magyar impõe derrota histórica a Viktor Orbán

Bissau, 13 Abr 26 (ANG) - O conservador Peter Magyar, que já fez parte do partido no poder, impôs, este domingo, uma pesada derrota à hegemonia de 16 anos de Viktor Orbán.


O partido Tisza conseguiu mais de dois terços dos lugares no parlamento da Hungria, ou seja, uma maioria absoluta com 138 dos 199 assentos parlamentares (53,07% dos votos), enquanto o Fidesz de Viktor Orbán obteve 55 lugares (38,43%).

Foi uma participação histórica para um resultado também histórico. Os eleitores acorreram em massa às urnas para um número recorde (79,50%) em qualquer eleição na história pós-comunista da Hungria. Depois da divulgação dos resultados, as ruas de Budapeste encheram-se com festejos da vitória de Peter Magyar e da derrota de Viktor Orbán.

O futuro primeiro-ministro da Hungria, Peter Magyar, um jurista de 45 anos praticamente desconhecido até 2024, pôs fim à hegemonia de 16 anos do primeiro-ministro ultranacionalista Viktor Orbán.

A vitória foi conseguida graças à sua retórica conservadora e anticorrupção que canalizou o descontentamento húngaro. Porém, Magyar veio das fileiras do Fidesz de Viktor Orbán, com quem rompeu, em Fevereiro de 2024.

No discurso de vitória, Peter Magyar disse que o seu partido "libertou a Hungria", falou em “vitória esmagadora”, prometeu que a Hungria será "um forte aliado da União Europeia e da NATO" e disse que os húngaros votaram “Sim” pela Europa.

Magyar anunciou que as suas primeiras viagens ao estrangeiro como novo chefe de governo o vão levar a Varsóvia, na Polónia, Viena, na Áustria e Bruxelas, na Bélgica.

Quanto ao primeiro-ministro cessante, num breve discurso no seu comité de campanha, Viktor Orbán reconheceu a derrota nas eleições legislativas e falou em resultado "doloroso, mas inequívoco".

Orbán era o líder que há mais tempo governava um país na União Europeia e era também um dos seus maiores antagonistas, contando com o apoio dos presidentes norte-americano, Donald Trump, e russo, Vladimir Putin. Agora, promete que vai “servir o país também na oposição”.

Vários líderes europeus felicitaram Magyar. Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, foi uma das primeiras, no X, onde escreveu que a “Hungria escolheu a Europa”. Também António Costa, presidente do Conselho Europeu, disse estar “ansioso por poder trabalhar em estreita colaboração com Peter Magyar”, e Roberta Metsola, presidente do Parlamento Europeu, declarou que “o lugar da Hungria é no coração da Europa”.

Também Volodymyr Zelensky celebrou a vitória de Magyar contra as posições declaradamente hostis de Viktor Orbán, o qual, por exemplo, bloqueou recentemente um empréstimo de 90 mil milhões de euros para ajudar a Ucrânia e conseguiu atrasar a aprovação de vários pacotes de sanções europeias contra a Rússia.

Porém, como Orbán, Magyar rejeita o envio de armas para a Ucrânia e é contra uma integração rápida do país na União Europeia. Entretanto, do lado da Rússia, o porta-voz da presidência, Dmitri Peskov, disse esperar “continuar os contactos pragmáticos com as novas autoridades”.

Não houve, até agora, nenhuma reacção da Casa Branca. Recorde-se que o vice-presidente J. D. Vance tinha viajado até Budapeste para participar na campanha de Orbán na última semana.

Peter Magyar era totalmente desconhecido da opinião pública até ao início de 2024, quando se virou contra Viktor Orbán e deixou o seu partido Fidesz.

A ruptura ocorreu depois do perdão concedido a um homem condenado por encobrir crimes de pedofilia, o que levou a sua ex-esposa, Judit Varga, que era ministra da Justiça, a apresentar a demissão. Foi então que o novato em política relançou um partido esquecido, o Tisza, e prometeu “desmantelar o sistema implementado por Viktor Orbán”, do qual fazia parte até há pouco tempo e que desmontou com acusações de corrupção.

Comunicador hábil nas redes sociais e no terreno, a ascensão foi fulgurante e paralela às promessas de mudança total e ao descontentamento do eleitorado. Em Junho de 2024, o seu partido obteve 30% dos votos nas eleições europeias, terminando em segundo lugar atrás do Fidesz e esmagando o resto da oposição.

À medida que a sua popularidade aumentava, surgiram acusações de violência doméstica da parte de Judit Varga de quem se divorciou em 2023 e que tinha conhecido nos tempos em que estudava Direito e em que também se tornou amigo de Gergely Gulyas, o actual chefe de gabinete de Orbán.

Com 45 anos, oriundo de uma família de conservadores influentes, Peter Magyar apresenta-se como conservador, defensor da família, da nação e do cristianismo. Promete melhorar os serviços públicos como a saúde e a educação e lutar contra a corrupção.

 Ao contrário de Orbán, diz querer restaurar a confiança nas instituições da União Europeia, promete desbloquear ajudas europeias e diz que a Hungria será "um forte aliado da União Europeia e da NATO".

Como Orbán, ele rejeita o envio de armas para Ucrânia e opõe-se a uma integração rápida deste país na União, mas não tem a mesma retórica hostil contra Kiev. Sobre a imigração, tem posições bastante próximas de Orbán e sobre os direitos LGBT+, atacados pelo antecessor, mostra-se vago. Por isso, há analistas que alertam que o resultado destas legislativas pode não significar o início do fim do populismo. ANG/RFI

 

  Médio Oriente/ Presidente Donald Trump anuncia bloqueio do estreito de Ormuz

Bissau, 13 Abr 26 (ANG) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou ,no domingo, um bloqueio do estreito de Ormuz em resposta à recusa “intransigente” do Irão em abandonar as suas ambições nucleares durante as negociações em Islamabad no fim-de-semana.


A partir de agora, a marinha dos Estados Unidos, a melhor do mundo, dará início ao processo de BLOQUEIO de todos os navios que tentem entrar ou sair do Estreito de Ormuz.

Foi assim que o presidente norte-americano escreveu na sua plataforma Truth Social a respeito da via marítima estratégica por onde transita um quinto do petróleo bruto mundial.

Donald Trump afirmou que Teerão recusou qualquer compromisso sobre a questão nuclear. Numa outra mensagem, advertiu:

Qualquer iraniano que dispare contra nós ou que dispare contra navios pacíficos, será PULVERIZADO!

Este anúncio surge enquanto as negociações realizadas em Islamabad entre os Estados Unidos e o Irão fracassaram no domingo, deixando ainda dúvidas sobre o respeito pela trégua de duas semanas actualmente em vigor.

A Guarda Revolucionária, o exército ideológico da República Islâmica, ameaçou agir “severamente” contra qualquer navio militar que transitasse pelo estreito.ANG/RFI

 

Côte D´Ivoire/ Assembleia Geral do PECOGEF adopta textos fundamentais para gestão de fronteiras na África Ocidental

Bissau, 13 Abr 26 (ANG) – A assembleia geral da Plataforma de Intercâmbio e Coordenação sobre a Gestão de Áreas de Fronteira na África Ocidental (PECoGEF) foi realizada de terça-feira,  à sexta-feira,, em Abidjan, tendo como principal resultado a adoção dos textos fundamentais e de uma estratégia regional integrada para a mobilização de recursos.

Presidida por Francis Langumba Keili, atual presidente do PECoGEF, a reunião reuniu 12 países membros (Benin, Costa do Marfim, Gâmbia, Gana, Guiné, Guiné-Bissau, Libéria, Mali, Nigéria, Senegal, Serra Leoa e Togo), bem como parceiros técnicos e financeiros, incluindo o Programa de Fronteiras da União Africana, a GIZ-PFUA, a Organização Internacional para as Migrações (OIM) e o Centro Internacional para o Desenvolvimento de Políticas de Migração (ICMPD).

O objetivo era consolidar a arquitetura institucional do PECoGEF por meio da validação de seus textos, da estruturação de seus mecanismos de governança e da adoção de uma estratégia de mobilização de recursos alinhada às prioridades continentais na gestão de fronteiras.

Durante a cerimónia de abertura, a secretária-executiva do PECoGEF, Diakalidia Konaté, lembrou que esta assembleia geral constitui "um ponto de virada que deve tornar o PECoGEF um instrumento sub-regional estratégico de cooperação transfronteiriça para a segurança, a paz e o desenvolvimento integrado das áreas fronteiriças".

O Chefe de Missão da OIM na Costa do Marfim, David Preux, reafirmou o compromisso da sua organização em apoiar a plataforma na gestão da migração e na estabilização das zonas fronteiriças. O Presidente do PECoGEF, Francis Langumba Keili, por sua vez, sublinhou a necessidade de reforçar o quadro institucional para ações mais eficazes e sustentáveis.

Ao abrir oficialmente os trabalhos, o Ministro da Costa do Marfim responsável pela Integração Africana e pelos Marfinenses no Exterior, Adama Dosso, destacou "a importância da governança integrada das fronteiras para acelerar a integração regional" e reafirmou o compromisso do governo da Costa do Marfim em apoiar o PECoGEF.

Ao final dos trabalhos, a assembleia adotou seis documentos estruturantes, incluindo o roteiro de Cotonou, a carta do PECoGEF e o manual de procedimentos administrativos e financeiros, o plano de trabalho orçamentário trienal 2026-2028 e as atividades prioritárias, a identidade visual e a estratégia de comunicação da plataforma, o plano anual de formação regional e os planos bilaterais entre os países membros.

A assembleia também decidiu que o mandato do gabinete executivo, estabelecido na assembleia geral de Cotonou, entra em vigor a partir desta sessão.

Um painel sobre "envolvimento da comunidade em atividades de cooperação transfronteiriça" foi liderado por funcionários de estruturas de controle de fronteiras da Nigéria, Mali e Benin, e moderado por um representante da GIZ.

Entre as recomendações feitas, destacam-se a defesa da criação de estruturas de gestão de fronteiras nos estados que não as possuem, a promoção de línguas transfronteiriças em ações de comunicação, o envolvimento das comunidades em mecanismos de alerta precoce sobre transumância, cultivos transfronteiriços e relações entre forças de defesa e populações, o fortalecimento das capacidades comunitárias para o desenvolvimento e implementação de projetos e a integração no plano de formação de módulos sobre gestão de recursos naturais compartilhados, mudanças climáticas, gênero, direitos humanos e liberdade de circulação.

A cerimônia de encerramento foi marcada por discursos de Diakalidia Konaté, da Sra. Natalija Spunjini (gerente de projetos do ICMPD em Abidjan), de Mathias Klein (chefe adjunto da missão da Embaixada da Alemanha na Costa do Marfim) e do Presidente Francis Langumba Keili.

Todos elogiaram o "espírito de fraternidade e colaboração aberta" que prevaleceu durante os quatro dias de trabalho, um sinal da vitalidade e do dinamismo da cooperação entre os atores da África Ocidental responsáveis ​​pelas fronteiras.

O Presidente do PECoGEF expressou a gratidão das delegações ao governo da Costa do Marfim e à Comissão Nacional de Fronteiras da Costa do Marfim pelas facilidades disponibilizadas, bem como a todos os parceiros técnicos e financeiros (União Africana, GIZ, União Europeia/ICMPD) pelo seu apoio. ANG/Faapa

  

Regiões/ Administradora  de Caravela pede apoios para vítimas de  incêndio que destruiu 23 casas naquela localidade

Bissau, 13 Abr 26(ANG) – A administradora do sector de Caravela, região de Bolama/Bijagós, pediu hoje ao Governo, ONGs e pessoas de boa vontade para ajudarem às vítimas de um incêndio que destruiu 23 casas na povoação de Eticunda, em Caravela em finais de Março .

Em declarações exclusiva à ANG, Fatumata Muntal Baldé contou que o incêndio ainda causou  danos materiais, em géneros alimentícios, roupas, materiais escolares das crianças para além de uma soma em dinheiro no valor de 1.095.000 francos CFA.

Aquela responsável disse que o fogo escapou à uma mulher que estava a cozinhar.

A administradora disse que é   urgente apoiar as vítimas com  géneros alimentícios porque estão a passar  forme, para além da necessidade de zinco para a cobertura de suas casas, tendo em conta o aproximar do período das chuvas.ANG/ÂC//SG

      Campanha de Caju / Comissão interministerial realiza visita às regiões

Bissau, 13 Abr 26 (ANG) - O ministro da Administração Territorial e Poder Local, Carlos Nelson Sanó, em representação do ministro do Comércio,  liderou uma missão interministerial, destinada a reforçar o combate ao contrabando de castanha de caju no país, no quadro da fiscalização da campanha de comercialização e exportação da castanha de caju 2026.

De acordo com as informações publicadas na página de Facebook do Ministério da Administração Territorial e Poder Local, consultada hoje pela ANG, a missão, realizada nos dias 10 e 11 de Abril, traduziu-se nas deslocações às localidades de Ingoré (região de Cacheu), Mansoa (região de Oio) e Cambadju (região de Bafatá), localidades onde a delegação manteve encontros com as autoridades locais.

A mesma publicação indicou que durante as reuniões foram analisados os mecanismos de controlo e fiscalização ao longo da cadeia de comercialização, e a

necessidade de maior articulação entre autoridades administrativas, forças de segurança e demais intervenientes do setor.

O ministro Sanó  reafirmou o compromisso do Governo de assegurar uma campanha organizada, transparente e em conformidade com a lei, sublinhando que o combate ao contrabando constitui uma prioridade nacional, tendo em conta a importância  económico da castanha de caju.

“As autoridades locais manifestaram total disponibilidade para colaborar, reforçando as ações no terreno e assegurando o cumprimento rigoroso das medidas e normas estabelecidas”, lê-se na página de facebook do  Ministério da Administração Territorial e Poder Local.

A delegação integrou os ministros do Interior e da Ordem Pública, Mamasaliu Embaló,  da Defesa Nacional, Stive Mansa Ly,  governadores regionais, responsáveis do Ministério do Comércio, forças de segurança e outras entidades ligadas ao setor.

A iniciativa, segundo a publicação, insere-se no conjunto de medidas do Executivo para assegurar o bom funcionamento da campanha de caju, proteger os produtores nacionais e salvaguardar as receitas do Estado. ANG/LPG/ÂC//SG



 

Educação/” O Governo irá assumir as despesas dos exames nacionais em todo o território da Guiné-Bissau”, diz Carlos Nhaga

Bissau, 13 Abr 26 (ANG) – O Director do Gabinete de Exames Nacionais, Carlos Nhaga, citando o  Primeiro-ministro , Ilídio Vieira Té, declarou que  o Executivo, com  apoio da União Económica e Monetária Oeste Africana (UEMOA), vai assumir todas as despesas decorrentes da realização dos exames nacionais, em todo o país.

Citado pela Rádio África FM, Nhaga terá dito que Vieira Té terá dado orientações  para que nenhum aluno seja  cobrado pela participação nos exames finais.

Numa entrevista à esta estação emissora, Carlos Nhaga, revelou que terão enviado .as escolas selecionadas para participar nos exames nacionais uma nota na qual se indica que cada aluno deveria pagar o valor de 6.000,00fcfa(seis mil francos cfa).

Segundo Nhaga, o montante em causa seria partilhado de seguinte maneira: as escolas iam ficar com 1000 francos cfa, dois mil francos de selos e os restantes 3 mil seriam para pagar os professores do 1º  e 2º. ciclos que  participarão nas vigias.

“O maior problema é que  se não houver fundos para pagar, os docentes irão reter as provas, a semelhança do que  aconteceu no ano letivo 2020 /21 .Até hoje esta divida não foi paga”, explicou.

Segundo Carlos Nhaga,a decisão de proceder a cobrança resultou  de uma parceria estratégica com a UEMOA e visa garantir o acesso universal e gratuito aos exames nacionais, reforçando a equidade no sistema educativo.

Nhaga acrescentou  que tomaram a decisão de cobrar os exames para  minimizar os custos ao Governo, que tem alegado  falta de verbas, o que fez com que não houve exames nacionais desde o ano lectivo 2020/21.

Explicou que os exames nacionais estão previstos  para decorrer entre 20 e 24 do mês em curso, mas diz que o país não está em condições de os fazer nessa data por isso solictaram que sejam feitos  em Agosto próximo.

“O processo está em curso, daí o Primeiro-ministro entendeu que, na actual conjuntura não é normal cobrar os alunos aquele valor, por isso deu orientações para se suspender o pagamento para exames nacionais e as escolas selecionadas já foram informadas da decisão”, disse Nhaga.

O financiamento abrangerá de acordo com Página do Ministério da Educação no Facebook, à todas as fases do processo, desde a produção das provas até à  realização de exames nos diferentes centros do país, assegurando melhores condições logísticas e organizacionais.

A medida, segundo Carlos Nhaga, é considerada um passo importante para o fortalecimento do setor educativo e promoção da igualdade de oportunidades entre os alunos. ANG/MSC/ÂC//SG

 

Desporto/Atletas guineenses brilham com 25 medalhas no Torneio Regional de Luta


Bissau, 13 abr 26(ANG) - A Guiné‑Bissau foi a grande vencedora do Torneio Regional de Desenvolvimento de Luta Livre e Luta de Praia, nas categorias sub‑17 e sénior, ao conquistar um total de 25 medalhas (15 na Luta Livre e 10 na Luta de Praia) na competição que decorreu de 11 a 12 de abril de 2026, em Bissau.

Como país anfitrião deste torneio, que reuniu nove das dez nações da África Ocidental, a Guiné‑Bissau somou 15 medalhas na Luta Livre: 12 de Ouro, 2 de Prata e 1 de Bronze, em provas masculinas e femininas realizadas no Complexo Desportivo da Escola Nacional de Educação Física e Desportos (ENEFD).

Na Luta de Praia, disputada no Estádio Lino Correia, em Bissau, o país arrecadou 10 medalhas: 5 de Ouro, 2 de Prata e 3 de Bronze, garantindo também o primeiro lugar nesta modalidade. O Benim ficou em segundo lugar na Luta Livre e o Gana em terceiro; já na Luta de Praia, o Senegal conquistou o segundo lugar e o Benim o terceiro.

Em declarações à imprensa após o encerramento da primeira edição desta prova sub‑regional organizada no país, o presidene da Federação de Luta da Guiné‑Bissau (FLGB), João Bernardino Soares da Gama, disse que, apesar da nova demonstração de força dos atletas guineenses, espera que o Estado venha a dar à modalidade o tratamento digno que merece, tendo em conta os resultados expressivos alcançados nos últimos anos.

“Na Luta Livre, realizada no ENEFD, conquistámos 15 medalhas, garantindo o primeiro lugar e o respetivo troféu. Hoje repetimos o feito ao nível da Luta de Praia, com a conquista de 10 medalhas. No total, acumulámos 25 medalhas nas categorias sénior e cadetes, masculinas e femininas”, declarou o dirigente federativo.

Aquele responsável disse que,  falta muita coisa, mas o patriotismo fala mais alto, frisando que, mesmo com dificuldades, nunca desistiram porque estão ao serviço do país.

“Damos a nossa contribuição, juntamente com os atletas, mas esperamos que haja uma atenção especial. Já fizemos a nossa parte, agora é preciso acompanhamento para alcançarmos ainda mais conquistas”, afirmou.

O presidente acrescentou que, com melhores condições de treino e apoio institucional, os atletas guineenses têm plena capacidade de conquistar ainda mais medalhas em competições internacionais.

Para além dos resultados desportivos, Bernardino Soares da Gama destacou também o espírito de amizade e cooperação vivido entre as delegações durante o Torneio Regional de Desenvolvimento de Luta Livre e Luta de Praia.

A competição enquadra‑se na preparação para os Jogos Olímpicos da Juventude (JOJ) Dakar 2026, que se realizarão no Senegal de 31 de outubro a 13 de novembro de 2026. O objetivo principal do torneio é reforçar a formação de jovens atletas que deverão marcar presença na quarta edição dos JOJ, a primeira a ser realizada no continente africano.

Participaram na competição, além da Guiné‑Bissau: Benim, Burkina Faso, Gâmbia, Gana, Guiné‑Conacri, Senegal, Serra Leoa e Níger.ANG/O Democrata