quarta-feira, 15 de abril de 2026

Reino Unido/Ministra britânica classifica como loucura a guerra dos EUA no Irão

 

Bissau,  15 Abr 26(ANG) - A ministra da Economia britânica classificou a guerra iniciada pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, no Irão como uma loucura devido à falta de um plano claro para colocar fim ao conflito, dizendo-se frustrada e irritada com a situação.

 

“Obviamente, nenhuma pessoa sensata apoia o regime iraniano, mas iniciar um conflito sem um objetivo claro ou um plano para o resolver parece-me uma loucura que está a afetar as famílias aqui no Reino Unido, mas também as famílias nos Estados Unidos e em todo o mundo. Não acredito que tenha sido a decisão correta”, declarou Rachel Reeves numa entrevista divulgada hoje pelo jornal The Mirror.

 

“Esta é uma guerra que não começámos. Foi uma guerra que não queríamos. Sinto-me muito frustrada e irritada com o facto de os Estados Unidos terem entrado nesta guerra sem um plano de saída claro, sem uma ideia clara do que pretendiam alcançar”, afirmou.

A ministra referiu ainda que, como resultado desta situação, “o Estreito de Ormuz está agora bloqueado”.

 

“Não vamos aderir ao bloqueio dos Estados Unidos, não acreditamos que seja a abordagem correta. Ao longo de todo este conflito, temos dito: ‘Desescalar, desescalar'”, enfatizou.

 

Para Reeves, a decisão do primeiro-ministro britânicos de manter-se à margem deste conflito foi “absolutamente correta”. 

 

Reeves disse ainda estar frustrada porque, antes do conflito, o Reino Unido caminhava para uma descida da inflação e das taxas de juro, enquanto a dívida estava a diminuir.

 

A dívida líquida acumulada do setor público britânico, excluindo os bancos estatais, atingiu os 93,1% no final de Fevereiro, enquanto a inflação está atualmente nos 3%, acima da meta de 2% do Banco de Inglaterra.

 

Os preços do gás natural aumentaram drasticamente devido ao encerramento do Estreito de Ormuz, por onde 20% do petróleo mundial era transportado antes da guerra, iniciada em 28 de Fevereiro com os ataques dos EUA e Israel ao Irão.

 

A ministra britânica estará hoje em Washington para reuniões com o Fundo Monetário Internacional (FMI). 

 

O FMI indicou na terça-feira, no seu relatório Perspetivas da Economia Mundial, que a economia britânica será a que mais sofrerá com as consequências da guerra no Irão entre as economias mais avançadas dos países do G7.

 

O FMI reduziu a sua previsão de crescimento britânico em cinco décimas de ponto percentual, de 1,3% projetado em janeiro para apenas 0,8% no relatório. ANG/Inforpress/Lusa

 

Argentina/Morte do 'Deus' do futebol do país volta à Justiça com suspeita de 'negligência'

Bissau, 15 Abr 26 (ANG) - Seis anos e meio depois, as circunstâncias da morte de Diego Maradona voltam a ser analisadas pela Justiça argentina, com a abertura, nesta terça-feira (14), de um segundo julgamento.

 A retomada ocorre dez meses após a anulação do primeiro processo, envolvido em um escândalo ligado à produção secreta de um documentário com a participação de uma juíza.

Sete profissionais de saúde – entre médico, psiquiatra, psicólogo e enfermeiros – serão julgados em San Isidro, ao norte de Buenos Aires, por pelo menos três meses, com duas audiências semanais. Eles são acusados de negligência que pode ter contribuído para a morte do ídolo do futebol.

O “Deus”Maradona – ainda idolatrado por muitos argentinos, nem mesmo ofuscado por Lionel messi – morreu porque seu corpo, desgastado por excessos e dependências, não resistiu? Ou houve falhas, talvez até deliberadas, da equipe médica responsável por seus cuidados? Essas dúvidas voltam agora ao centro do processo.

Os acusados respondem por “homicídio com dolo eventual”, ou seja, quando se assume o risco de provocar a morte. As penas previstas variam de oito a 25 anos de prisão.

A audiência desta terça contou com a presença das três filhas de Maradona e de suas irmãs. Logo no início, houve um breve debate sobre a transmissão ao vivo de todo o julgamento – e não apenas da abertura e do encerramento. O pedido, feito por um advogado de defesa, foi rejeitado pelo tribunal.

Maradona morreu aos 60 anos, em 25 de Novembro de 2020, em decorrência de uma crise cardiorrespiratória associada a edema pulmonar. Ele estava sozinho, em um quarto de uma residência privada onde se recuperava de uma cirurgia neurológica para tratar um hematoma na cabeça.

Na exposição inicial, o promotor Patricio Ferrari afirmou que a acusação pretende demonstrar uma série de omissões durante uma internação domiciliar que classificou como “cruel, precária e desprovida de recursos”. Segundo ele, a equipe médica, descrita como “improvisada”, teria “abandonado Diego Maradona à própria sorte, condenando-o à morte”.

Os réus negam qualquer responsabilidade e alegam que atuaram dentro dos limites de suas funções.

“Meu papel e minha responsabilidade foram compatíveis com minha profissão, a de psiquiatra, e sempre agi convicta de que fazia o correto no interesse do paciente”, afirmou Agustina Cosachov durante o primeiro julgamento.

Esse processo foi anulado em Maio de 2025, após mais de 20 audiências e o depoimento de 44 testemunhas, também em meio a controvérsia.

A juíza Julieta Makintach havia participado, sem o conhecimento das partes, da produção de uma minissérie documental sobre o caso, na qual aparecia como personagem central.

Ela foi afastada do cargo, e o novo julgamento passou a ser conduzido por outro colegiado de magistrados.

“Nada disso deveria estar acontecendo”, disse Jana, uma das filhas de Maradona, antes da retomada do caso. “O fato de não ter sido resolvido antes foi, para mim, como viver o luto uma segunda vez”, afirmou ao site Infobae.

Do lado de fora do tribunal de San Isidro, pequenos grupos de admiradores se reuniram na manhã desta terça, com bandeiras e cartazes pedindo “Justiça por D1OS” – referência ao apelido que combina “Deus” e o número 10.

Entre eles estava Francisco Tesch, 34, morador da região metropolitana de Buenos Aires, que espera “que tudo seja esclarecido”. “Desde que ele morreu, muita gente se pergunta quem estava ao lado de Diego e por que ele não foi protegido . Acho que essa dúvida é de muitos”, disse.

O primeiro julgamento já havia revelado falhas importantes no acompanhamento médico na fase final da vida do ex-jogador. Entre os pontos levantados estão a decisão de mantê-lo em casa, e não em uma clínica, a falta de equipamentos adequados – como oxigênio, soro e monitor cardíaco – e o nível de supervisão médica.

A autópsia concluiu que Maradona agonizou por “ao menos 12 horas” antes de ser encontrado morto em sua cama.

Também vieram à tona dúvidas sobre quem tomava decisões no entorno do ex-jogador. Suas filhas e uma ex-companheira afirmaram que foram mantidas à margem e mal informadas pela equipe médica.

Com qual objetivo? Em 2025, Fernando Burlando, advogado de Dalma e Gianinna, falou em “assassinato” e sugeriu a existência de interesses financeiros de terceiros na morte de Maradona – o que chamou de a “outra face” do caso. ANG/RFI/AFP

 

Médio Oriente/Israel e Líbano iniciam negociações diretas inéditas em décadas sob pressão no Oriente Médio

Bissau, 15 Abr 26 (ANG) - Representantes de Israel e do Líbano se reuniram  terça-feira (14), em Washington, em rodada preliminar de negociações diretas de paz, mediadas pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio.

É o primeiro encontro desse tipo em décadas.

Marco Rubio, saudou o que chamou de uma “oportunidade histórica” para que Líbano e Israel façam a paz, ao reunir os dois países em Washington para negociações diretas. “Trata-se de pôr fim, de forma definitiva, a 20 ou 30 anos de influência do Hezbollah nessa parte do mundo”, declarou. “Isso vai além de um único dia, vai levar tempo”, alertou.

Já o presidente libanês, Joseph Aoun, disse esperar que as negociações marquem “o começo do fim do sofrimento dos libaneses”. Mas “a estabilidade não será restabelecida no sul do Líbano se Israel continuar ocupando territórios ali”, acrescentou.

“Queremos alcançar a paz e a normalização com o Estado libanês”, afirmou um pouco antes o chefe da diplomacia israelense, Gideon Saar. “Não há divergências importantes entre Israel e o Líbano. O problema é o Hezbollah.”

Antes mesmo da reunião, o líder do Hezbollah, apoiado pelo Irã, Naim Qassem, pediu na segunda-feira o cancelamento das conversas, classificando a iniciativa como uma “capitulação”. 

O Líbano foi arrastado para a guerra no Oriente Médio no início de março pelo movimento xiita, em apoio ao Irã, alvo de uma ampla ofensiva israelo-americana.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, defendeu  terça a eetomada de “negociações sérias para encerrar a guerra no Oriente Médio afirmando que “não há solução militar” para a crise.

“Não existe solução militar para essa crise. A paz exige compromisso e vontade política persistente. É preciso retomar negociações sérias”, disse Guterres a jornalistas na sede da ONU, em Nova York, ao comentar também as conversas realizadas no fim de semana, no Paquistão, entre representantes de Teerã e Washington.

Segundo ele, o cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã “deve ser preservado”, assim como a liberdade de navegação, inclusive no estreito de Ormuz.

“É hora de agir com moderação e responsabilidade. É hora de priorizar a diplomacia em vez da escalada”, afirmou, defendendo o respeito ao direito internacional, que, segundo ele, vem sendo “desrespeitado” em várias partes do mundo.

 “O desrespeito às normas internacionais gera caos, amplia o sofrimento e leva à destruição”, alertou.

Sobre as negociações entre Israel e Líbano, Guterres afirmou que “ninguém espera” uma solução imediata, mas disse que o diálogo pode abrir caminho para mudanças de comportamento das partes.

Ele criticou tanto Israel quanto o Hezbollah, afirmando que os dois lados têm contribuído para desestabilizar o governo libanês, ao justificar suas ações com base nas atitudes do adversário.

“É hora de Israel e Líbano trabalharem juntos, em vez de o país continuar sendo vítima dessa dinâmica negativa”, disse.

As negociações realizadas no fim de semana entre autoridades dos Estados Unidos, lideradas pelo vice-presidente J.D. Vance, e representantes iranianos, chefiados pelo presidente do Parlamento Mohammad Baqer Qalibaf, não alcançaram avanços significativos.

O resultado aumenta as dúvidas sobre a viabilidade do cessar-fogo de duas semanas anunciado recentemente. Ainda assim, fontes ouvidas pela imprensa indicam que os contatos continuam.

O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, afirmou que “todos os esforços seguem em curso” para resolver as divergências.

Vance disse que “a bola está com o Irã”, ao sugerir que Teerã precisa fazer concessões. “Houve avanços, eles se aproximaram da nossa posição, mas ainda não o suficiente”, declarou à Fox News.

Na sexta-feira, o presidente da França, Emmanuel Macron, e o primeiro-ministro do Reino Unido,Keir Starmer, devem copresidir uma videoconferência com países não envolvidos diretamente no conflito para discutir a situação no estreito de Ormuz, rota por onde costumava passar 20% das exportações mundiais de hidrocarbonetos antes do conflito.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que qualquer navio iraniano que tente furar o bloqueio imposto pelos EUA aos portos do país será “eliminado”.

Segundo dados de navegação da LSEG, três petroleiros sob sanções norte-americanas atravessavam o estreito de Ormuz nesta terça-feira.

Além da segurança no estreito de Ormuz, um dos principais pontos de atrito segue sendo o programa nuclear iraniano.

Trump afirmou que não aceitará um acordo que permita à Teerã desenvolver armas nucleares. “O Irã não terá arma nuclear. Não podemos permitir que um país ameace ou pressione o mundo”, disse. Na semana passada, ele chegou a ameaçar “destruir” a civilização iraniana. ANG/RFI/AFP

 

Espanha/Governo inicia regularização de imigrantes ilegais podendo beneficiar meio milhão de pessoas

Bissau, 15 Abr 26 (ANG) - A Espanha lançou oficialmente, terça-feira (14), um amplo plano de regularização de imigrantes em situação irregular, na contramão do endurecimento das leis de imigração observado em diversos países europeus.

. A medida poderá beneficiar “quase meio milhão de pessoas”, segundo anunciou o primeiro‑ministro socialista Pedro Sánchez.

“O Conselho de Ministros aprovará hoje um decreto real que dá início a um processo extraordinário de regularização de pessoas em situação irregular no país”, afirmou Sánchez em uma carta ao povo espanhol publicada na rede social X, confirmando a iniciativa anunciada no fim de Janeiro.

Segundo o premiê, a medida representa “antes de tudo, um ato de normalização”. “Trata‑se de reconhecer a realidade de quase meio milhão de pessoas que já fazem parte do nosso cotidiano”, escreveu.

Na mensagem, Pedro Sánchez classificou a regularização como “uma necessidade” diante do envelhecimento da população espanhola e da necessidade de sustentar a economia nacional — a quarta maior da zona do euro e, atualmente, uma das mais dinâmicas do continente.

“Estamos cientes de que a migração apresenta desafios. Seria irresponsável negar isso”, afirmou, acrescentando que “a migração é uma realidade que deve ser gerida com responsabilidade, integrada de forma justa e transformada em prosperidade compartilhada”.

O primeiro‑ministro também destacou que se trata de um processo semelhante a outros realizados ao longo dos mais de 40 anos de democracia na Espanha, inclusive sob governos do Partido Popular, principal legenda de direita do país, que se opõe à medida, assim como o partido de extrema direita Vox.

A declaração foi feita durante uma coletiva de imprensa em Pequim, onde Sánchez cumpre visita oficial.

Para viabilizar a implementação do plano, o governo espanhol recorrerá a um “decreto real”, instrumento previsto na Constituição que permite a publicação da norma no Diário Oficial sem necessidade de votação no Parlamento, onde o Executivo não dispõe de maioria.

A reforma regulamentar é resultado de uma iniciativa popular assinada por mais de 600 mil pessoas e apoiada por cerca de 900 associações, que defendiam a regularização excepcional de todos os imigrantes em situação irregular no país.

Poderão ter acesso ao processo imigrantes que comprovem residência na Espanha anterior a 31 de dezembro de 2025, assim como requerentes de asilo sem antecedentes penais.

A porta‑voz do governo espanhol, Elma Saiz, afirmou à rádio Cadena Ser, nesta terça‑feira, que o procedimento terá início on‑line na quinta‑feira, seguirá de forma presencial a partir da próxima segunda‑feira e será concluído em 30 de junho.

A Espanha é um dos três principais pontos de entrada da imigração na Europa, ao lado da Itália e da Grécia. ANG/RFI/AFP

 

terça-feira, 14 de abril de 2026

Regiões /Centro de Saúde de Prabis enfrenta escassez de técnicos e  aumento de casos de diarreia

Biombo, 14 Abr 26 (ANG) - O Centro de Saúde do setor de Prábis, Região  de Biombo,  enfrenta  dificuldades operacionais devido à falta de recursos humanos, situação que compromete o funcionamento de vários serviços essenciais.

A informação foi avançada ao Correspondente regional da ANG, pela responsável da área sanitária local, Maria Sábado Sá Indi, também conhecida por Celeste.

Ela disse  que a insuficiência de técnicos afeta, diretamente, vários serviços:  laboratório, a maternidade e a farmácia.

“No laboratório, por exemplo, há apenas um técnico, que não consegue assegurar o serviço todos os dias, o que dificulta o atendimento”, explicou, sublinhando a necessidade urgente de reforço da equipa para colmatar as lacunas existentes.

Maria Sábado Sá Indi,  acrescentou que, nas últimas semanas, o centro tem registado um aumento significativo de casos de diarreia e vómitos, tanto em crianças como em adultos.

De acordo com os dados, citados pela  Maria Sábado
Sá Indi, estas patologias têm sido as mais frequentes no final do mês de Fevereiro e ao longo de Março.

Sobre o relacionamento com os utentes, garantiu que o atendimento decorre de forma normal, respeitando a ordem de chegada dos pacientes.

A responsável assumiu recentemente funções no Centro de Saúde de Prábis, após transferência do Centro de Saúde de Safim, oficializada no dia 2 de Janeiro do ano em curso. ANG/LPG/ÂC//SG


Regiões
/ Governador da Região de Biombo entrega viatura ao Comité de Estado de Prábis

Biombo, 14 Abr 26 (ANG) – O Governador da Região de Biombo, norte do país,  procedeu, segunda-feira, a entrega de uma viatura de marca Toyota dupla cabine ao Comité de Estado do setor de Prábis.

De acordo com o Correspondente da ANG na Região de Biombo, no ato da entrega, Aldo José Lima elogiou os esforços do administrador do setor por ter minimizado as dificuldades que a administração local estava a enfrentar.

José Lima disse que a Região de Biombo, especificamente o setor de Prábis, se confronta  com problemas relacionados com os efeitos do  alargamento da cidade de Bissau, e diz  que, em consequência, estão a  diminuir, cada vez mais, a superfície administrativa da Região de Biombo.

O governador de Biombo declarou que  está determinado  a manter e proteger o limite territorial da Região de Biombo  e aponta como  os mais afectados  os  sectores de Biombo e Safim.

 “São dois setores  com problemas devido a  extensão do Setor Autónomo de Bissau, e o assunto já é de conhecimento do Estado. Decidimos rever o Boletim Oficial de 1997, que fixava o setor de Prábis na  Região de Biombo, mas, neste momento são considerados bairros periféricos de Bissau,  não de forma oficial”, disse.

Aldo José Lima  sustenta que  o Boletim Oficial de 1997 que determina que o setor de Prábis é  parte da Região de Biombo, indica que este sector  inicia no bairro de Quelélé concretamente do hotel Hala, passando por  Enterramento, Bôr até Prábis.

Por sua vez, o Administrador de setor de Prábis, Mamadú Turé vulgo Baba, disse que a viatura ora recebida vai minimizar dificuldades com que debatia a administração e facilitará nos trabalhos da fiscalização e arrecadação das receitas.

Turé, prometeu que vai mandar reparar a ambulância do hospital setorial, tal como já se fez em relação à  algumas escolas. ANG//MN /JD/ÂC//SG

Cabo Verde/ Cidade da Praia acolhe encontro da Aviação Civil para harmonização da regulação económica em África

Bissau, 14 Abr 26(ANG) – Cabo Verde acolheu hoje, na Praia, um workshop para socialização de um conjunto de modelos legislativos desenvolvidos com o desígnio de assegurar a viabilidade e a regularidade das operações aéreas em solo africano.

O coordenador de Regulação Económica e Direitos do Consumidor da Agência de Aviação Civil (AAC), Carlos Monteiro, realçou que um dos pontos críticos a ser abordado vai ser a proteção dos consumidores.

Monteiro falava à imprensa à margem da abertura do workshop sobre a regulação económica do transporte aéreo em África, promovido pela Comissão Africana de Aviação Civil (AFCAC).

Apesar de Cabo Verde possuir legislação sobre o tema desde 2005, Carlos Monteiro reconheceu que os direitos dos passageiros são frequentemente violados, especialmente em situações de cancelamentos ou atrasos prolongados.

«O que se visa com um sistema consistente e robusto de Regulação Económica é precisamente fazer valer os direitos quando estes são violados pelas transportadoras”, afirmou o coordenador, que precisou que as operadoras falham muitas vezes no dever de assistência e informação aos clientes.

A nível continental, o cenário é desafiante e Carlos Monteiro revelou dados alarmantes sobre o custo do transporte aéreo na África Central e Ocidental, classificando-os como os mais caros do mundo.

“Para cada 100 dólares de um bilhete, cerca de 86 a 90 dólares podem ser taxas de Estado”, explicou, sublinhando que o sector ainda é “fraturado e descontínuo”.

“O encontro procura precisamente mitigar esta realidade através da harmonização legislativa, com a criação de quadros legais homogéneos que facilitem a atividade comercial e o turismo”, disse, afirmando que a intenção é conseguir maior acessibilidade e tornar o transporte aéreo mais barato, alinhando-o com a Agenda 2063 da União Africana.

A conectividade, segundo referiu, consta também do modelo em debate, que visa melhorar as infraestruturas para garantir serviços mais pontuais e seguros entre as diversas latitudes do continente.

A disparidade económica entre os estados africanos é assumida como um dos maiores entraves à implementação destas medidas.

“Por isso, as ferramentas agora apresentadas servem como base de referência que cada país deverá ajustar à sua realidade específica, garantindo que o mercado único de transporte aéreo africano se torne, finalmente, uma realidade sustentável”, concluiu.

Cabo Verde, através da Agência de Aviação Civil, acolhe o Workshop sobre o Modelo Africano de Regulação Económica das Companhias Aéreas e dos Prestadores de Serviços de Navegação Aérea (ANSP), que decorre até quinta-feira, 16.

O evento reúne, na Praia, mais de 50 especialistas e representantes de estados africanos. 

O objetivo é a partilha de ferramentas que permitam aos países adaptar e implementar sistemas de regulação mais robustos, protegendo os direitos dos passageiros e reduzindo os elevados custos das tarifas aéreas no continente.ANG/Inforpress

 

França/ Governo e Reino Unido articulam missão multinacional pacífica para proteger navegação em Ormuz

Bissau, 14 Abr 26 (ANG) - França vai organizar uma conferência conjunta com o Reino Unido e com países “dispostos a contribuir” para “uma missão multinacional pacífica com o objetivo de restaurar a liberdade de navegação” no Estreito de Ormuz, anunciou o presidente Emmanuel Macron nesta segunda-feira (13).

O bloqueio americano do canal aumenta a possibilidade de um confronto direto entre os Estados Unidos e o Irã, segundo especialista. 

"Esta missão estritamente defensiva, separada dos países envolvidos na guerra, será implantada assim que a situação permitir", acrescentou o presidente francês no X, indicando implicitamente que a missão não se destina a ser diretamente integrada aos esforços dos Estados Unidos no estreito Emmanuel Macron, que conversou com o primeiro-ministro britânico Keir Starmer no domingo, não comentou a decisão americana de impor um bloqueio naval nesta via nevegavel do Golfo, anunciada por Donald Trump após o fracasso das negociações entre os Estados Unidos e o Irã e com entrada em vigor nesta segunda-feira.

Em sua mensagem na rede social, o presidente francês pediu que "nenhum esforço" seja poupado para "alcançar rapidamente uma solução sólida e duradoura para o conflito no Oriente Médio por meio da diplomacia", "uma solução que proporcione à região uma estrutura robusta que permita a todos viver em paz e segurança".

“Para alcançar esse objetivo, todas as questões substantivas devem ser abordadas com soluções duradouras, tanto em relação às atividades nucleares e de mísseis balísticos do Irã quanto às suas ações desestabilizadoras na região, mas também para permitir a retomada, o mais rápido possível, da navegação livre e desimpedida no Estreito de Ormuz e garantir que o Líbano retorne ao caminho da paz, respeitando plenamente sua soberania e integridade territorial”, insistiu ele. Keir Starmer, por sua vez, afirmou na segunda-feira que não apoiava o bloqueio naval americano.

“O fechamento prolongado do Estreito de Ormuz é extremamente prejudicial. A retomada do tráfego marítimo global é essencial para aliviar as pressões sobre o custo de vida”, declarou o premiê britânico no X, confirmando que uma cúpula seria realizada para desenvolver um “plano coordenado, independente e multinacional para proteger a navegação internacional após o fim do conflito”.

Em 2 de abril, representantes de cerca de 40 países pediram a “reabertura imediata e incondicional” do estreito e ameaçaram o Irã com novas sanções durante uma reunião virtual presidida pela ministra das Relações Exteriores britânica, Yvette Cooper.

Para Jean Christophe Charles, ex-oficial da Marinha francesa e pesquisador associado da Fundação Mediterrânea para Estudos Estratégicos, o risco de um confronto direto entre os Estados Unidos e o Irã no estreito de Ormuz existe.

“Houve um vídeo dos dois destróieres (americanos) passando pelo estreito de Ormuz, mostrando embarcações (iranianas) passando em alta velocidade pelos navios americanos. Isso ocorreu durante o período de cessar-fogo, então obviamente não houve confronto direto”, disse o especialista à RFI. O Exército dos EUA afirma ter posicionado dois destróieres no estreito de Ormuz. 

“Existe sim o risco de um confronto direto. Agora, acho que qualquer iraniano que queira correr esse risco estará cometendo um ato suicida. As capacidades militares americanas são tão poderosas que isso não duraria muito tempo”, afirmou.

A ideia é usar essas capacidades para permitir a passagem de navios, sabendo que o Irã já permite a passagem de cargueiros chineses. “O bloqueio é um ato de guerra. Portanto, dessa perspectiva, não podemos dizer que houve uma escalada; é apenas mais uma tática”, disse.

“Em última análise, é uma ameaça, mas Trump sempre opera dessa maneira: ele usa ameaças, levanta questões, atrasa os navios. O que ele quer é atrasar os iranianos, não deixá-los operar livremente”, analisa Charles. “Então, se ele conseguir atrasar um certo número de navios, particularmente os navios iranianos, que, neste caso, podem ser neutralizados com relativa facilidade, se ele quiser neutralizar esses navios e deixar os outros passarem, então, no geral, ele terá vencido. Porque o importante é permitir o tráfego que não seja controlado pelo Irã. Isso é o mais importante, eu acho, nesta situação”.

O chefe da agência marítima da ONU declarou nesta segunda-feira que nenhum país tem o direito legal de bloquear a navegação no Estreito de Ormuz. "De acordo com o direito internacional, nenhum país tem o direito de proibir o direito de passagem pacífico ou a liberdade de navegação em estreitos usados para trânsito internacional", disse o Secretário-Geral da Organização Marítima Internacional (OMI), Arsénio Dominguez, em uma coletiva de imprensa. 

O tráfego por essa via navegável estratégica, que normalmente transporta quase 20% da produção mundial de petróleo e gás natural liquefeito, foi reduzido em aproximadamente 90% desde o início da guerra, de acordo com a empresa de dados marítimos Lloyd's List Intelligence. ANG/RFI/AFP

 

Médio Oriente/Guerra no Irã testa a supremacia do dólar e reconfigura o sistema financeiro internacional

Bissau, 14 Abr 26 (ANG) - Nas reuniões de primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial — realizadas entre Abril e Maio, no calendário do hemisfério norte —, a guerra no Irã emergiu como um tema central.

Além das tensões geopolíticas, o conflito revela um fenómeno importante: o enfraquecimento gradual do papel do dólar no sistema financeiro internacional.

Um evento crucial está em curso em Washington: as reuniões do FMI e do Banco Mundial. Neste ano, porém, o contexto é particularmente tenso em razão da guerra no Oriente Médio. Uma questão domina as discussões: estamos testemunhando uma mudança no sistema financeiro internacional?

Isso ocorre porque o dólar não é uma moeda como qualquer outra. Trata-se da moeda dominante em todo o mundo. Ele é usado para liquidar grande parte do comércio internacional, especialmente nas transações de petróleo, e funciona como referência para os mercados. Bancos centrais de todo o mundo também o utilizam como reserva de valor.

Essa posição confere aos Estados Unidos um poder considerável, especialmente no setor financeiro. Graças ao dólar, Washington pode excluir certos países do sistema financeiro internacional, por exemplo, por meio de sanções. Por muito tempo, essa ferramenta foi eficiente. Ser privado do dólar significava ficar economicamente isolado.

Mas hoje esse mecanismo mostra suas limitações. A guerra no Irã é uma ilustração expressiva desse processo. Apesar das sanções extremamente severas, o país continuou vendendo seu petróleo. Mais importante ainda, com as tensões no Estreito de Ormuz Teerã conseguiu impor suas condições para a passagem pela área estratégica.

Em outras palavras, mesmo excluído do sistema dominado pelo dólar, um país pode continuar funcionando. Isso revela uma mudança significativa: a aparente onipotência do dólar está se desgastando gradualmente.

Por quê? Porque os países sancionados aprenderam a se adaptar e estão desenvolvendo alternativas.

 O Irã, por exemplo, vende parte de seu petróleo em yuans, a moeda chinesa. Ao mesmo tempo, redes financeiras alternativas passaram a se expandir — menos visíveis, às vezes ilegais, mas eficazes.

Acima de tudo, uma nova tendência está ganhando força: a ascensão das criptomoedas. Elas permitem que o dinheiro seja transferido sem passar pelos canais tradicionais, sem um banco central e, portanto, sem depender diretamente do dólar dos Estados Unidos.

Essa situação pode ter consequências duradouras. Ao usar o dólar como instrumento de pressão, os Estados Unidos desencadearam um efeito inesperado: incentivaram outros países a se afastarem dele. Esse processo é conhecido como desdolarização. Não se trata de um colapso repentino do dólar, mas de uma transformação gradual do sistema.

O mundo financeiro está se tornando mais fragmentado. De um lado, há um sistema ocidental centrado no dólar; de outro, circuitos alternativos, muitas vezes ligados à China. Outras soluções também estão surgindo, como as criptomoedas. O resultado é um cenário com menos regras comuns, mais tensões e maior incerteza — um ambiente que enfraquece a estabilidade da economia global. ANG/RFI

 

República Popular da China/Xi pede cessar-fogo abrangente e duradouro no Médio Oriente face à escalada em Ormuz

Bissau,14 Abr 26(ANG) – O Presidente chinês, Xi Jinping, defendeu hoje um cessar-fogo “abrangente e duradouro” no Médio Oriente, durante um encontro em Pequim com o príncipe herdeiro de Abu Dhabi, Khaled bin Mohamed bin Zayed Al Nahyan.

A reunião decorreu no Grande Palácio do Povo, na capital chinesa, num contexto de agravamento da crise no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas energéticas globais.

Durante o encontro, Xi sublinhou que a resolução da situação deve passar por vias políticas e diplomáticas e garantiu que a China continuará a desempenhar um "papel construtivo" e a "trabalhar ativamente" para promover a paz, segundo um comunicado divulgado pela agência noticiosa oficial Xinhua.

O líder chinês defendeu ainda o respeito pela soberania, segurança e integridade territorial dos países do Médio Oriente e do Golfo, alertando contra a aplicação seletiva do direito internacional, que, afirmou, não pode ser usado "quando convém e descartado quando não".

Xi apresentou quatro princípios para avançar na estabilidade regional, incluindo a coexistência pacífica entre os países da região, o respeito pelo direito internacional e a articulação entre desenvolvimento e segurança, numa altura em que o conflito aumenta a incerteza sobre rotas energéticas e o comércio global.

Nesse contexto, defendeu o reforço da coordenação em fóruns multilaterais como a ONU e os BRICS, acrescentando que a estabilidade das relações entre a China e os Emirados Árabes Unidos pode ajudar a mitigar a incerteza internacional.

As duas partes trocaram ainda pontos de vista sobre a situação no Médio Oriente e no Golfo, marcada por restrições ao tráfego marítimo no Estreito de Ormuz e pelo anúncio dos Estados Unidos de bloquear e intercetar determinados navios, após o fracasso das negociações com o Irão no Paquistão.

Xi alertou também para o risco de prevalecer a "lei da selva" no sistema internacional, expressão que utilizou igualmente horas antes num encontro com o chefe do Governo espanhol, Pedro Sánchez.

Segundo a Xinhua, o príncipe herdeiro dos Emirados Árabes Unidos destacou o papel "responsável e construtivo" da China e manifestou disponibilidade para reforçar a coordenação com Pequim, com vista a promover um cessar-fogo, garantir a segurança da navegação e evitar um maior impacto na economia global e nos mercados energéticos.

A visita de Al Nahyan ocorre num momento de elevada tensão no Médio Oriente, com o Estreito de Ormuz sujeito a restrições ao tráfego impostas pelo Irão, em resposta ao conflito com os Estados Unidos e Israel e ao anúncio de Washington de bloquear e intercetar determinados navios. ANG/Inforpress/Lusa

 

EUA/Israel e Líbano se preparam para negociações diretas e sob forte tensão em Washington

Bissau, 14 Abr 26 8ANG) - Representantes libaneses e israelenses se reúnem nesta terça‑feira (14) em Washington, sob mediação do secretário de Estado americano, Marco Rubio, para a primeira rodada de negociações diretas de paz entre os dois países em décadas.

O momento pode marcar a história do Oriente Médio e abrir caminho o estabelecimento de relações diplomáticas entre Israel e Líbano. No entanto, o clima é de tensão: na véspera, o líder do Hezbollah, Naim Qassem, pediu o cancelamento do encontro, classificando a iniciativa de “capitulação”.

Pela primeira vez desde os anos 1980 representantes oficiais do Líbano e de Israel estarão frente a frente. Paralelamente, as forças israelenses e o Hezbollah continuam se enfrentando em uma guerra que matou mais de dois mil libaneses, deslocando mais de um milhão de pessoas.

 

Nesta primeira rodada de negociações em Washington, Israel será representado pelo embaixador no país, Yechiel Leiter. O Líbano será representado pela embaixadora nos Estados Unidos, Nada Hamadeh Moawad.

A delegação dos Estados Unidos será liderada pelo secretário de Estado Marco Rubio. O grupo ainda conta com a participação do embaixador americano no Líbano, Michel Issa, e o funcionário do Departamento de Estado Mike Needham.

Segundo fontes citadas pelo portal israelense Ynet, a estratégia do país é “conduzir negociações com o Líbano como se o Hezbollah não existisse e seguir com as operações militares contra o Hezbollah como se não houvesse negociações de paz”.

O foco das vponversas é o desarmamento do grupo xiita libanês. Segundo informações apuradas pela RFI, oficiais israelenses têm pouca expectativa de que o governo do Líbano tenha capacidade ou obtenha sucesso prático nesta missão.

Ao mesmo tempo, o regime iraniano, principal aliado do Hezbollah, deixa claro que se opõe a este processo. Ali Akbar Velayati, assessor do líder supremo do Irã, declarou nas redes sociais que o primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, "deveria saber que ignorar o papel singular da resistência e do heroico Hezbollah vai expor o Líbano a riscos de segurança irreparáveis".

"A estabilidade do Líbano depende exclusivamente da coesão entre o governo e a resistência", declarou Akbar.

Em resposta ao fracasso das negociações entre os Estados Unidos e o Irã em Islamabad, no Paquistão, uma fonte oficial do governo libanês declarou ao jornal Nida al-Watan: "A questão não afetará as negociações diretas entre o Líbano e Israel em Washington".

Segundo esta fonte, "a presidência do Líbano e o primeiro-ministro libanês conseguiram separar a questão libanesa da iraniana e impediram que seus destinos se entrelaçassem. O Irã não terá permissão para intervir e retomar o controle da situação no Líbano".

O governo libanês tem buscado se afastar do Hezbollah, o que pode facilitar algum tipo de acordo com Israel, apesar do ceticismo das autoridades israelenses.

O chefe do Estado-Maior do Exército de Israel, Eyal Zamir, garante que não há cessar-fogo no Líbano.O posicionamento é apoiado pelo primeiro-ministro israelenses, Benjamin Netanyahu, e seu ministro da Defesa, Israel Katz.

As declarações podem ter relação também com questões internas de Israel. A população do norte do país mostra insatisfação com o gerenciamento da guerra pelo governo.

Uma pesquisa realizada com os moradores da cidade de Haifa e dos distritos do norte – aqueles mais afetados pelos confrontos com o Hezbollah – mostra que 70% dão uma nota “ruim” ao governo em relação à guerra. Apenas um quarto faz uma avaliação favorável.

Os moradores do norte do país representam cerca de 25% da população de Israel e seu poder político é estimado em 35 das 120 cadeiras do Knesset, o parlamento israelense.

Ao mesmo tempo, depois de ataques intensos contra o Líbano na última semana, Netanyahu determinou moderação, após sofrer grande pressão internacional, inclusive por parte do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Após a grande destruição causada pelos ataques israelenses em Beirute, com a morte de centenas civis, agora, ao contrário das semanas anteriores da guerra, um ataque contra a capital libanesa ou a Dahyieh, considerado o reduto do Hezbollah, requer a aprovação do próprio Netanyahu.

Segundo o Ministério da Saúde do Líbano, desde a retomada dos combates em 2 de março, os ataques israelenses mataram 2.055 pessoas, incluindo 167 desde a última sexta-feira. Doze soldados israelenses e dois civis foram mortos pelo Hezbollah no mesmo período, segundo as autoridades israelenses.

Durante a guerra contra o Irã, colonos israelenses mataram a tiros seis palestinos na região. Outros cinco foram mortos por soldados.

A organização de direitos humanos israelense Yesh Din (“Há lei”, em hebraico) documenta esses casos e monitora crimes com motivação ideológica cometidos por israelenses contra palestinos na Cisjordânia.

Segundo a organização, entre 2005 e 2025, 93,6% dos inquéritos abertos pela polícia israelense para investigar atos de violência cometidos por colonos israelenses foram encerrados sem indiciamento.

Entre 2016 e 2024, foram registadas 2.427 denúncias de crimes cometidos por soldados contra palestinos ou suas propriedades na Cisjordânia. Deste total, apenas 552 investigações (22,7%) foram abertas e 23 acusações (0,9%) foram formalizadas.ANG/RFI