terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Cultura



FEC lança CD “Nha mininu” e inaugura exposição de fotos

Bissau,18 Dez 17 (ANG) - A Fundação Fé e Cooperação (FEC) no quadro do Projecto “Bambarã di mininu”, fez recentemente o lançamento oficial do CD de músicas infantis tradicionais intitulado “Nha mininu, e inaugurou uma exposição fotográfica com o título “Ser Criança”.

Segundo o Jornal “Nô Pintcha”, o representante da Associação “A Caravana Passa” e o responsável pelo CD, Fernando Mota disse que o projecto visa criar um arquivo simbólico de músicas tradicionais guineenses, sobretudo para as crianças.
Segundo Fernando Mota, o CD lançado, para além de ter cerca de 31 músicas, reporta valores típicos da cultura guineense.

Mota realçou a iniciativa da FEC de envolver a cultura no processo de ensino, sustentando que a cultura é uma das ferramentas de desenvolvimento, que potencia o autoestima e revaloriza a cultura de irmandade entre os guineenses.

Fernando Mota disse que, em seis semanas, isto é de Maio a Junho,recolheram, em todo o país, 500 canções em 17 línguas, das quais 15 em dialetos nacionais e os restantes em Português.

Para a composição do CD Fenando Mota revelou que recorreram as mães, professores de infância, as crianças e músicos nacionais: Braima Galissa, Bubacar Djabaté e Guiladjo Sané.

A representante da FEC, Sofia Alves assegurou que o CD vai contribuir para a promoção da cultura guineense e proporcionar um espaço didático para as crianças nas escolas.
Sofia Alves garantiu que a sua instituição fará a distribuição gratuita do CD nas diferentes escolas do país.

As referidas actividades enquadram-se no programa da III edição da quinzena dos direitos da criança desenvolvida no âmbito do projecto Bambarã di mininus, implementado pela  FEC e Cáritas da Guiné-Bissau.

O projecto é financiado pela União Europeia e Instituto da Cooperação e da Língua. 

ANG/LPG/SG












segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

FAAPA

Terceira  reunião anual inicia trabalhos

Casablanca, 18 dez 17 (ANG) – A terceira Assembleia-geral da Federação Atlântica das Agências de Notícias Africanas (FAAPA), iniciou quinta-feira em Casablanca, Marrocos, reunindo cerca de 30 representantes oriundos de outros tantos países do continente.

A cerimónia de abertura dos trabalhos foi presidida pelo Secretário-geral do Ministério da Cultura e da Comunicação do Reino, que na ocasião destacou que a FAAPA constitui hoje um dos mais importantes agrupamentos profissionais e que ficará nos anais da história da imprensa africana.

Mohammed Ghazali considerou este evento de “oportunidade para avaliação das realizações da organização, estabelecimento de  novas acções e para se  contribuir, com eficácia e eficiência, para o desenvolvimento da imprensa africana, nomeadamente no domínio da formação e multimédia.

“A África deve ter confiança em si própria. Não necessita de assistência, mas requer apenas estabelecer e retirar vantagens de parcerias mútuas”, frisou na ocasião o governante marroquino.

Concluiu dizendo que, consciente do papel da FAAPA na aproximação e agrupamento das agências de notícias da região, o seu governo está disposto a contribuir para a consolidação, formação e partilha de experiências e ligação directa entre os responsáveis das agências membros.

Por sua vez, o Presidente da FAAPA, igualmente Director-geral da Agência Marroquina de Informação (MAP), congratulou-se com o facto de em três anos da sua existência a organizacao ter congregado no seu seio cerca de 30 agências de países africanos.

Durante este período, prosseguiu Khalid Hachimi Idrissi, fez-se muito em prol do desenvolvimento das referidas agências membros, sobretudo no domínio de formação com temas tais como: jornalismo e economia, como escrever para difusão na internet, entre outras, além da criação de uma escola de formação de jornalistas sedeada em Rabat, Marrocos.

“A vontade que nos anima neste momento constitui um “elan” para a consolidação da nossa cooperação em prol do desenvolvimento do próprio continente”, vincou
Durante dois dias os participantes procederão a eleição do Conselho Executivo da FAAPA, apresentação do relatório de actividade da organização, bem como das estatísticas do seu Site Web.

A alteração de alguns artigos do seu estatuto e regulamento interno, a situação da quotização anual dos seus membros, a entrega de prémio aos vencedores da edição deste ano, do concurso FAAPA, para melhor reportagem video, audio, escrita, e foto, preencherão também os trabalhos deste certame continental.

Participam neste encontro os Secretários-gerais das Alianças das Agencias Mediterrânicas de Imprensa (AMAN) e da região da Asia e Pacifico (WANA), na qualidade de membros observadores e que, entretanto, já solicitaram o estabelecimento de parceria e consequente adesão na FAAPA.~entretanto foram anunciados como vencedores: Sevenn Assu Yapo, da Costa do Marfim,na categoria de Foto, e Alexandrine Banzouzi da agência de Congo Brazaville na categoria de Reportagem.ANG.

José Augusto Mendonça, enviado especial da ANG à Casablanca, Marrocos



sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Sociedade



Movimento Nacional da Sociedade Civil adia sine die a realização do seu II Congresso   

Bissau, 15 Dez 17 (ANG) - O II Congresso Ordinário do Movimento Nacional da Sociedade Civil que estava previsto para amanhã, dia 16 do corrente mês, foi adiado sine die após uma concertação do Conselho Nacional da organização.
 
Em declarações hoje à ANG, o Presidente da Direcção cessante do Movimento,  Jorge Gomes explicou que o motivo do adiamento do Congresso  se deve as irregularidades verificadas ao longo do percurso da sua preparação e que, segundo ele, precisa ser concertada de forma a não criar problemas no futuro.

O Presidente cessante informou que no Congresso participarão os três candidatos nomeadamente Fodé Mané, Fodé Caramba Sanhá e Osvaldo Nanque, e que todos eles serão tratados em pé de igualdade. 

Questionado se as irregularidades que se refere  estão associadas ao processo no tribunal, aquele responsável respondeu que não, e que apenas têm a ver com as  falhas no que concerne aos procedimentos para a marcação da data do congresso.

Fodé Mané afirmou recentemente numa conferência de imprensa que a Comissão Organizadora do Congresso de Movimento Nacional da Sociedade Civil não está em condições de continuar nas suas funções uma vez que deve, primeiramente, responder à um processo no tribunal antes de marcar o dia 16 do mês corrente como a data para realização do evento magno da organização.

O candidato Fodé Mané protestara que não compete à Comissão Organizadora e muito menos a Direcção cessante marcar a data de realização do Congresso, mas sim ao Conselho Nacional.

 Mané, um dos três candidatos a liderança do Movimento Nacional da Sociedade Civil, viu a sua candidatura suspensa pela Comissão Organizadora alegando que não reúne as condições para concorrer ao cargo da liderança da organização. ANG/AALS/ÂC/SG

Diplomacia



  Guiné-Bissau reafirma reconhecimento dos Estados de Israel e Palestina

Palácio do Governo
Bissau,15 Dez 17(ANG) - O Governo da Guiné-Bissau reafirmou, em comunicado de Conselho de Ministros, que mantêm o princípio de reconhecimento dos Estados de Israel e da Palestina e que vivam de forma pacífica.

A posição do executivo guineense está expressa no comunicado  que dá conta das deliberações do Conselho de Ministros ordinário realizado na quarta-feira, em Bissau.

O documento sublinha que o Governo guineense analisou ´o impacto´ das declarações do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a transferência da embaixada daquele país para Jerusalém e ´as consequências que daí poderão advir´ para o processo de paz no Médio Oriente.

A apreciação da situação foi feita entre o secretário de Estado guineense da cooperação, Dino Seidi, e pelo embaixador da Palestina em Bissau, destaca ainda o comunicado do Governo.

O Governo da Guiné-Bissau ´reitera a sua solidariedade indefectível´ para com o povo e o governo palestinianos e reafirma o princípio de dois Estados (Israel e Palestina) e da coexistência pacífica, lê-se ainda no comunicado do Conselho de Ministros.

Trump anunciou na passada quarta-feira (06 de dezembro) que os Estados Unidos reconhecem Jerusalém como capital de Israel e que vão transferir a sua embaixada de Telavive para Jerusalém, contrariando a posição da ONU e dos países europeus, árabes e muçulmanos, assim como a linha diplomática seguida por Washington ao longo de décadas.
ANG/Lusa

Política



Presidente da Guiné-Bissau rejeita solução externa aos problemas políticos do país

Bissau,15 Dez 17(ANG) - O Presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, disse quinta-feira que não permitirá quaisquer soluções externas para a resolução da crise política no país e pediu que todos os guineenses se lhe unam para encontrar uma saída.

De partida para a conferência de líderes da Comunidade Económica de Estados da África Ocidental (CEDEAO) a ter lugar, sábado na Nigéria, José Mário Vaz, disse aos jornalistas que viaja com ´ideias claras´ sobre o que vai transmitir aos seus homólogos.

«Vamos participar nesta conferência de chefes de Estado da CEDEAO com a nossa posição clara: Tudo o que possamos dizer lá fora é de que a solução aos nossos problemas tem que partir dos próprios guineenses e cá dentro», observou José Mário Vaz.

Expressando-se em crioulo, para passar melhor a mensagem, como o próprio admitiu, o líder guineense afirmou que não vai ´permitir a internacionalização das soluções aos problemas´ da Guiné-Bissau. ANG/Lusa

Política

   Carlos Lopes aponta organização de eleições como prioridade do país

Bissau,15 Dez 17(ANG) - O académico guineense Carlos Lopes considera que a prioridade do país deve ser a organização das próximas eleições, para que sejam íntegras.

Em entrevista exclusiva à DW, em Lisboa, o economista guineense comenta que "neste momento, o Acordo de Conacri é uma espécie de simbolismo do impasse político na Guiné-Bissau". Sem apontar nomes, Lopes afirma que o problema está nos atores políticos.

"Precisamos de dar muito mais espaço à juventude. Acho que os jovens têm uma visão diferente das coisas", afirma o investigador na Universidade de Oxford. Sendo assim, pede mais humildade à classe política, que tem de ser "capaz" de reconhecer que o desenvolvimento é a prioridade.

"Se não fizermos o esforço coletivo para o desenvolvimento, vamos falhar uma viragem importante numa altura em que o mundo não está à nossa espera. A velocidade das transformações acelera e, portanto, países como a Guiné-Bissau já estão a reboque e acabam por ficar completamente esquecidos, porque já há um cansaço das crises guineenses", diz Carlos Lopes.

O também sociólogo critica o excesso de personalização do debate político na Guiné-Bissau, o que põe em causa o interesse nacional. 

"Esse excesso de personalização tem a ver com uma coisa muito clara - a falta de solidez das instituições", sublinha. "Quando as instituições não são sólidas, fala-se mais dos protagonistas. Mas quando as instituições têm, de facto, um protagonismo e uma força maior, o papel das personalidades deixa de ser tão polarizaste."

O académico, também ligado à Universidade do Cabo, na África do Sul, não quer entrar em polémicas, apontando o dedo seja a quem for. Realça apenas que "o sistema político - ou o processo democrático guineense - é muito deficitário, com contornos medíocres", precisamente porque as instituições não são muito sólidas. "Não é por acaso, por exemplo, que cada pessoa tem uma visão diferente da Constituição", refere Carlos Lopes.

O ex-secretário-executivo da Comissão Económica das Nações Unidas para África afirma, por último, que é importante o apoio da comunidade internacional para o fim das crises políticas, mas considera antes fundamental a mudança de mentalidade dos dirigentes guineenses.

"O debate está à volta disso: vamos ou não ter eleições íntegras?", questiona. Carlos Lopes exorta os guineenses a terem esperança no seu futuro. ANG/DW

ONU



      Crescimento nos países lusófonos limitados pela elevada dívida pública

Bissau,15 Dez 17 (ANG) – A analista de assuntos econômicos com pelouro de África nas Nações Unidas,Helena Afonso,considerou terça-feira que nos maiores países lusófonos a elevada dívida pública é um dos constrangimentos a um maior crescimento econômico.
 
Em declarações à Lusa no seguimento da divulgação, na segunda-feira,do mais importante relatório econômico anual das Nações Unidas,Helena Afonso sustentou que no caso do Brasil, a maior economia lusófona, “permanecem desequilíbrios macroeconômicos significativos, particularmente relacionados ao alto nível da dívida pública” e com a incerteza política.

Em Angola, a maior economia lusófona em África, a dívida pública ronda os 65 por cento este ano,tendo subido cerca de 20 pontos percentuais nos últimos anos, fruto da descida do preço do petróleo e do recurso ao endividamento para compensar a consequente quebra de receitas.

“Além de dependência da produção de petróleo,existem outros entraves a um maior crescimento, tais como baixa liquidez cambial, défice e inflação elevadas”,vincou a analista portuguesa a trabalhar em Nova Iorque.

Em Moçambique, a dívida pública é um dos mais significativos entraves ao crescimento econômico, já que o país está em incumprimento financeiro e num impasse com o Fundo Monetário Internacional (FMI) relativamente à divulgação total de uma auditoria feita a empréstimos de empresas públicas contraídos de forma secreta.

‘O peso da dívida pesará na confiança dos investigadores e o défice e inflação elevadas limitarão um crescimento maior do PIB”,vaticinou Helena Afonso.

“ O progresso nas negociações de paz e estabilização contribuíram para o crescimento em 2017,mas no futuro o crescimento manter-se-á limitado porquanto as negociações não sejam concluídas com sucesso”,acrescentou, notando ainda que, “o crescimento futuro mantém-se dependente também do preço das matérias-primas, em particular do preço do carvão e  gás.

Numa breve análise aos restantes países do universo da lusofonia, a analista com o pelouro africano nas Nações Unidas disse que “em São Tomé e Principe, o PIB deverá seguir numa média pouco acima de 5 por cento em 2018-2019,baseando em investimento público em infraestruturas e nos sectores do turismo, construção e agricultura”.

Em Cabo-Verde a expansão econômica de 4 por cento será “apoiada pelo turismo e pelos envios de remessas de emigrantes, que beneficiam ambos de condições globais mais benignas”.

A Guiné Equatorial, o mais recente membro da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP),”deverá continuar em recessão no período 2018-2019 à medida que se ajusta ao menor preço do petróleo desde 2014 e a um nível mais baixo de produção de petróleo”, pelo que precisa de “ aumentar as receitas de sectores que não o dos hidrocarbonetos e reduzir o défice fiscal para manter a estabilidade macroeconómica”.

Sobre a Guiné-Bissau, Helena Afonso notou que o crescimento deverá manter-se em torno dos 5 por cento devido ao “preço elevado da castanha de caju, no entanto,a incetreza a nível político e um ambiente de investimento difícil irão conter um crescimento maior”.

O relatório da Nações Unidas sobre a Situação Mundial e Perspectivas Econômicas (WESP) defende que o crescimento global de 3 por centro,o maior desde 2011,deve fazer os decisores políticos apostarem em termos de longo prazo. 

“Aperspectiva de evolução para África permanece sujeita a vários riscos” internos e externos, refere o documento sobre o continente africano.

A descida dos “ratings” das exportações ou uma inversão do crescimento dos preços das matérias-primas são alguns dos factores que ´podem fazer diminuir o Investimento Directo Estrangeiro e as remessas dos emigrantes,o que pode ameaçar o fôlego da retoma, notam os analistas das Nações Unidas.

Internamente,concluem,os maiores riscos para os países africanos,que deverão crescer 3,5por cento e 3,7 por cento nos próximos dois anos,  estão na ausência de políticas de ajustamento aos preços mais baixos das matérias-primas. ANG/Lusa

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Justiça



   Advogado da família Dilberto Lopes acusa Botche Candé de abuso de poder

Bissau, 14 Dez 17 (ANG) – O advogado da família Dilberto Lopes acusa Botche Candé, actual ministro de estado e do Interior  de abuso de poder e desrespeito pela decisão do tribunal que mandou suspender as obras no terreno em litígio cito no Alto Crim, junto ao Mercado de Bandim. 
 
Basílio Sanca que falava  terça-feira numa conferência de imprensa disse que verificou  o uso das forças policiais do Estado para benefício próprio.

O advogado referiu que a polémica vem de longa data, mas  que em 2010 ganhou outro contorno.

Disse que depois de o Tribunal ter decidido que o terreno pertencia a família em causa, surpreendentemente um juiz fez um despacho avaliando o local num valor de dois milhões e meio de francos CFA.

“No mesmo despacho o terreno foi dado ao Botche Candé como sendo o dono, contra a decisão da justiça que já tinha decidido a favor da família Lopes alegando  que o actual Ministro do Interior tinha investido no terreno, o que não corresponde à verdade ”,sustentou Sanca.

O advogado frisou que a construção de um prédio no local foi feita por um cidadão libanês de nome Mamudo que fez um contrato com Botche Candé,  para a exploração do lugar por um período de 12 anos, fim do qual o imóvel passaria  definitivamente para Botche Candé.

“O Botche levanta este problema só quando está no poder e já o tinha feito no passado quando era o Ministro do Comércio em que mandou polícias ao local, o que resultou em confrontos com membros da família Dilberto Silva “, afirmou.

Acrescentou  que como ministro do Interior fez o mesmo agora avançando com as obras com a protecção das forças policias que protegem os trabalhadores da possível retaliação dos familiares “,disse.

O defensor legal da família Lopes disse que o processo ainda está em recurso não havendo decisão final do tribunal.

Disse entretanto haver  uma outra decisão do tribunal  que mandou parar as obras até a decisão definitiva.

“Mas as obras continuaram porque Botche Candé é ministro do Interior. Só que ele não está a agir como devia, sendo um homem de Estado está a praticar um acto criminoso”, disse.

Basílio Sanca acusou por outro lado, o Presidente da Câmara Municipal de Bissau (CMB), de ter medo de perder o lugar uma vez que aquela instituição já tinha mandado encerrar as obras em curso, tendo apelado a intervenção do Ministério Público  pedindo a CMB todos os documentos do ministro Candé em relação a execução da obra naquele terreno.

O advogado avisou ao ministro do Interior de que aquelas construções podem vir a ser demolidas a qualquer momento por não ser legal, tendo lamentado a morosidade da justiça no país.

“Vamos continuar a fazer a nossa luta legal porque não temos força para enfrentar os polícias ou ir contra a decisão do tribunal “, prometeu o advogado. ANG/MSC/ÂC/SG

Ensino



Director- geral de Alfabetização lamenta elevada taxa de analfabetismo no país

Bissau,14 Dez 17 (ANG) – O Director -geral da Alfabetização lamentou hoje a elevada taxa de analfabetismo no país e disse que é incomparável com os países partes da cooperação “ Sul/Sul, como Cabo-Verde e Brasil.
 
Citado pela Rádio “ Sol Mansi”, Braima Indjai deplorou a situação durante um encontro de reflexão sobre a dinamização de sinergias entre os intervenientes no sector de alfabetização.

Indjai lamentou a inexistência de política que regula as actividades de alfabetização na Guiné-Bissau.

Por seu lado, o director executivo da Rede Nacional dos Intervenientes na Àrea de Alfabetização e Educação Não formal, Pedro Gomes considerou  que no país não se pode falar do analfabetismo, porque não há dados que retratam a situação.

Por isso, disse que a sua organização está disposta a ajudar o governo na procura de elementos necessários para elaboração de uma política nacional de alfabetização.

Por outro lado, exortou ao Ministério da Educação a dar mais atenção ao sector de alfabetização e fornecer à  direcção-geral de alfabetização meios materiais e financeiros para a realização das suas actividades.

O encontro produziu recomendações que visam a melhoria da actuação dos intervenientes neste sector. ANG/LPG/ÂC/SG
  

Óbito



Funeral de Daniel Gomes realiza-se amanhã depois de homenagem na sede do PAIGC

Bissau, 14 Dez 17 (ANG) – As cerimónias fúnebres do dirigente do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo-Verde (PAIGC) vai-se  realizar amanha, dia 15 do corrente mês após uma  homenagem na sede dos libertadores, informou hoje à ANG o chefe de Gabinete do Presidente do partido, Fernando Saldanha.
 
 “Vamos receber o corpo do Daniel Gomes aqui na sede do partido no qual vamos prestar-lhe a nossa última homenagem com rituais de costume inclusive o discurso do Presidente de partido, Domingos Simões Pereira e leitura da sua  biografia entre outras”, explicou Saldanha.

Lamentou a morte de Daniel Gomes e considerou-a de uma perda irreparável para o PAIGC e para o país no seu todo uma vez que ele dava o seu máximo para a nação guineense.

Daniel Gomes, membro do Bureau Político do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), faleceu no passado dia 11 de dezembro 2017, em Ziguinchor (Senegal), vítima de uma doença prolongada. 

Segundo uma fonte familiar, o ex-ministro dos Recursos Naturais no executivo do partido libertador (PAIGC) liderado pelo Eng. Domingos Simões Pereira tinha feito uma intervenção cirúrgica na garganta em Portugal.

A família avançou ainda que os médicos tinham recomendado ao malogrado um repouso total para não complicar o tratamento, já que se trata de uma cirurgia na garganta que obrigava a cessar actividades políticas. 

Acrescentou, no entanto, que nos últimos tempos o malogrado sentia enormes dificuldades e até de ingerir alimentos.

De acordo com a fonte do jornal O Democrata, o ministro Daniel Gomes teve que se deslocar de urgência a Ziguinchor no dia 07 de dezembro (quinta-feira) para efeitos de consultas médicas e tratamentos especializado numa clínica privada denominada de “G. Faiy” naquela cidade do sul de Senegal.

“Ele sentia muitas dores na garganta e não conseguia ingerir comida. Apenas água. Ele não conseguiu resistir e acabou por falecer por volta das 15 horas. O corpo está neste momento na morgue do Hospital Nacional Simão Mendes. A data do funeral será anunciada mais tarde, depois da chegada de alguns familiares do exterior”, informou a nossa fonte.

Daniel Gomes, nasceu a 2 de Junho de 1953 em Empada (região de Quínara). Foi eleito três vezes deputado da Nação (1999, 2004 e 2008).

Em 1993 Coordenou o projeto da União Internacional de Conservação da Natureza (UICN) em Buba. Em 2004, foi ministro de Defesa Nacional e depois de uma remodelação governamental foi nomeado ministro da Presidência do Conselho de Ministros,  Comunicação Social, Assuntos Parlamentares e Porta-Voz do Governo. 

Em 2006, foi nomeado ministro das Pescas. Após o golpe de Estado de 12 de Abril 2012, desempenhou a função do ministro dos Recursos Naturais, ministro da Energia e Indústria. Também ocupou a pasta dos Recuros Naturais, no executivo liderado por Domingos Simões Pereira de 2014/2015.

O Governo decidiu em conselho de ministros de quarta-feira prestar-lhe honras de estado por ter desempenhado vários cargos ministeriais.
ANG/O Democrata