sexta-feira, 8 de junho de 2018

Cultura


Direcçao Geral da Cultura não apoia realização de “Carnaval Académico” para evitar descrédito do “carnaval tradicional”  

Bissau, 08 Jun 18 (ANG) – A Direcção-geral de Cultura não abraça e nem autoriza a iniciativa do “Carnaval Académico”, denominando de 'Nturudo” organizado pelo Instituto Politécnico Nova Esperança (IP9), e que irá decorrer de 23 a 24 de junho deste ano. 

Em entrevista exclusiva à ANG, o Director Geral da Cultura, João Cornélio Correia justificou a sua posição com um alegado estudo em curso que visa a candidatura do carnaval tradicional da Guiné-Bissau como património material da humanidade, razão pela qual a Direção Geral da Cultura não pode permitir que o Instituto Politécnico (IP9) faça uma manifestação popular de rua.

"Não podemos vulgarizar o nosso carnaval. Fazer a festa de Nturudo como querem, fora do tempo do seu período normal”, criticou acrescentando, “ se toda a gente quer fazer as manifestações do carnaval quando quiser, quem vai interessar para a nossa maior manifestação cultural”?.

Aquele responsável afirmou ainda que a Direcção Geral da Cultura está a trabalhar no seu ponto prioritário que é um projecto de legislação cultural do país porque a ausência de leis no dominio de cultura levou as pessoas a fazerem o que bem quezerem sem prestar conta à ninguém.

"É verdade que a cultura gere rendimentos e cria emprego, mas deve ser regulamentada, através das leis. E já temos a lei de manifestação cultural, dentre as quais, de combate a pirataria porque alguém não pode criar uma obras mas outras pessoas é que enriquecem à custa dessa obra enquanto que o autor empobrece  cada vez mais ”, disse.

Disse que, em colaboração com a Secretaria de Estado da Juventude, Cultura e Desporto, preveem a transformação das instalações da Direção Geral da Cultura num Palácio da Cultura, onde passarão a ser realizados os concertos.

João Cornélio disse ainda que a falta de investimento e de assunção da parte do governo fez com que o carnaval perca o seu valor e atração popular, porque os meios disponibilizados para o efeito são poucos e não dão para organizar, da melhor forma, os desfiles carnavalescos.  

ANG/DMG/ÂC//SG

 


Saneamento básico


Câmara Municipal de Bissau relança luta contra Lixos na capital 

Bissau, 8 Jun 18 (ANG) – O Director do Ambiente e Saneamento Básico da Câmara Municipal de Bissau (CMB), disse hoje que a sua direcção está determinada em combater lixos na cidade de Bissau nesta época chuvosa para evitar doenças.

Numa entrevista exclusiva à ANG, João Intchama afirmou que, apesar de dificuldades financeiras e materiais, a sua direcção já definiu estratégias para recolhas e remoções de lixos nos Bairros de Bissau.

Este responsável adiantou que amanhã, dia 9, vai ser aberta no Hospital Nacional Simão Mendes a campanha de limpeza dos bairros de Bissau. 

Aquele responsável acrescenta que a CMB conta actualmente com apenas uma camioneta própria e cinco alugadas para dar cobertura total da capital Bissau em termos de remoção de lixos.

 João Intchama disse que, com a ajuda atempada do actual Presidente da edilidade, que está determinado em responder as suas solicitações, os trabalhos da limpeza da capital vão ganhar outra dinâmica.  

Segundo Intchama, as prioridades estão focadas nas limpezas das valetas, porque actualmente estão transformadas pelos citadinos de Bissau num depósito de lixos e por isso, nesta fase inicial, vão concentrar r as suas acções nas valetas fluviais da cidade.

“Já iniciamos os trabalhos de limpeza nas valetas de Santa Luzia e Chão de Papel-Varela na semana passada, e vamos prosseguir para outras do centro da cidade”, disse.

Intchama afirmou que trabalham em colaboração com Associações dos moradores dos bairros de Bissau na recolha de lixos nos referidos bairros as quais disponibilizam camionetas através de uma solicitação formal destas organizações.

João Intchama exorta aos moradores e cuidarem dos lixos e não deitá-los nas ruas ou nas valetas.

 ANG/CP/ÂC//SG




Mercado de Caracol


Vendedeiras comercializam produtos em condições precárias

Bissau, 08 Jun 2018 (ANG) – As mulheres vendedeiras dos principais mercados de Bissau se deparam com precariedades ao  comercializarem produtos alimentícios no chão e em péssimas condições higiénicas.
 
De acordo com o que constatou o repórter da ANG hoje nos mercados de Bandim e Caracol, muitas vendedeiras de peixes, frutas e legumes expõem os seus produtos no chão ao lado de lamaceiras neste período de chuvas.  

Nestes mercados, as pessoas se movimentam com dificuldades num espaço estreito e em condições higiénicas péssimas e nota-se os resíduos e insectos em toda parte,situação que representa um atentado a saúde humana, por ser muito frequentado por centenas de utentes todos os dias. 

Uma vendedeira do mercado de Caracol que não quis identificar, disse que são cobrados diariamente a taxa de ocupação do espaço onde vendem, e acusa a Câmara Municipal de Bissau (CMB) de nada fazer para melhorar as condições higiénicas do referido mercado.
“A CMB cobra-nos todos os dias o imposto, mas as condições se mantêm e sem grandes investimentos no mercado.  Tudo continua em situações precárias”, lamentou a vendedeira que pediu anonimato.

Exorta ao Governo e a Câmara Municipal para investirem na reabilitação dos mercados. ANG/CP/ÂC//SG