sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

Presidenciais 2019


          Alta taxa de abstenção preocupa Organizações da Sociedade Civil

Bissau 06 Dezembro 19 (ANG) – O Presidente do Movimento Nacional da Sociedade Civil para Paz ,Democracia e Desenvolvimento (MNSCPD), disse hoje que a sua organização está preocupada com o número considerado elevado de abstenção registado na primeira volta das presidenciais de 24 de novembro, e que ronda os 25 por cento.

.Fodé Caramba Sanhá falava  em conferencia de imprensa, em reação aos resultados da primeira volta publicados pela Comissão Nacional de Eleições. Lamentou que o as abstenções estão a subir de eleições à eleições.

 “Nas eleições de 2014 a abstenção estava na casa dos 10 por cento, nas últimas legislativas de Março subiu para 15 por cento e na primeira volta das presidenciais fixou-se em 25 por cento dos eleitores”, explicou.

Aquele responsável disse que, infelizmente esta-se a  assistir o desinteresse dos cidadãos em votar, uma vez que a abstenção invés de diminuir tendo em conta as acções de educação cívica eleitoral que se faz em todos as eleições pela Comissão Nacional de Eleições(CNE), estão a subir cada vez mais.

Perante  a situação, Sanhá apela as diferentes entidades e ao Governo para que financie a Comissão Nacional de Eleições, a fim desta poder promover campanhas, porta à porta, de educação cívica,em todo o território nacional de forma a diminuir a taxa de abstenção.

O MNSCPD encoraja aos cidadãos eleitores a tomarem decisões de cumprir com o dever cívico de voto, enquanto  direito que lhes assiste,participando activa e responsavelmente no exercício da cidadania, preservando e vitalizando a democracia , e recusando ceder os seus cartões aos terceiros ,a fim de evitar que os “direitos inalienáveis sejam prejudicados  por interesses ínfimas” .

A autoridades judiciais e em especial a Polícia Judiciária,  a Sociedade Civil exorta a tomarem diligencias por forma a  combater o fenómeno de compra de cartões e traduzir a justiça os autores materiais bem como os mandantes desta prática, que, segundo a organização, pretende roer e derrubar a jovem democracia do país.

Apelou aos orgãos de comunicação social a colaboraram na sensibilização dos cidadãos para uma participação activa no acto de votação de 2ª volta das eleições presidenciais, marcadas para 29 de Dezembro .ANG/MSC/ÂC//SG

Presidenciais 2019


Painel de Monitorização do CNCS considera de “positiva” a cobertura mediática na primeira volta

Bissau, 06 dez 19 (ANG) – O porta-voz do Painel de Monitorização do Conselho Nacional da Comunicação Social (CNCS) considerou de positiva a cobertura mediática na primeira volta das presidenciais de novembro último, visto que apesar das dificuldades que limitaram a realização do trabalho na globalidade, os órgãos de informação do país conseguiram dar tratamento igual aos 12 candidatos.

Ricardo Semedo que falava esta sexta-feira numa conferência de imprensa reconheceu que foram feitas coberturas de forma equilibrada tendo cada órgão funcionado de acordo com os meios disponíveis na altura.

“Destaca-se a preocupação da maioria das rádios de fazer passar informações em tempo real sobre a participação dos eleitores no ato de votação tanto no país, assim como na diáspora”, frisou.

Aquele responsável disse que registou com preocupação a difusão on-line de informações falsas (fake news) e mensagens de instigação ao ódio durante a campanha com o objectivo de manipular a opinião pública.

Acrescentou que, contudo, o Painel de Monitorização notou, com satisfação, que não foi reportada qualquer informação falsa ou difundida mensagens de ódio nas páginas de facebook dos media tradicionais, nomeadamente as rádios, televisão, jornais , entre outros.

No que tange ao respeito ao Código de Conduta, Semedo revelou que foram observadas “reiteradas violações” ao referido Código de Conduta para a Cobertura das presidenciais nos programas matinais de algumas rádios, bem como o uso de expressões de aliciamento dirigidas aos cidadãos com o objetivo de orientar o sentido de voto.

“A Rádio Capital Fm e África Fm no olhar do Painel não tiveram um bom desempenho profissional, de acordo com os indicadores de avaliação estabelecidos pelo Conselho Nacional de Comunicação Social”, informou Ricardo Semedo.

Falando na violação da interdição da divulgação antecipada dos resultados eleitorais, o porta-voz do Painel informou que, apesar de terem conhecimento da disposição legal que proíbe a antecipação da divulgação dos resultados eleitorais, as rádios Voz de Quelelé e Capital Fm violaram o procedimento.

“A rádio Voz de Quelelé através de uma nota de imprensa da Agência Lusa divulgou as declarações da diretoria da campanha do candidato do PAIGC, em que se dizia que em menos de 48 horas o seu candidato seria Presidente da República. Por seu turno, a rádio Capital Fm referiu que o candidato do MADEM-G15 agradecia o voto de confiança e afirmava que nehnum dos 12 candidatos conseguiria 50 por cento dos votos”, frisou.

Segundo Ricardo Semedo, o posicionamento do CNCS após análises,  lamentou a atuação das rádios Capital Fm e África Fm enquanto protagonistas das falhas verificadas na implementação das recomendações dirigidas aos media, no dia 14 de novembro, na sequência da visita efetuada aos diferentes órgãos de comunicação social do país.

Semedo sustentou  que apesar das exortações feitas durante as visitas às redacções de algumas rádios, prosseguiram a difusão de propaganda eleitorais nos espaços de publicidade comercial, e felicita aos órgãos que depois das visitas conseguiram cumprir as recomendações , mudando o formato de alguns programas.

O Painel volta a recomendar o uso de linguagem moderada, textos sem insultos e o respeito ao princípio do contraditório nos espaços noticiosos ou de debates.

O trabalho do Painel de Monitorização da Campanha Eleitoral foi feito em colaboração com o Gabinete Integrado das Nações Unidas para Consolidação da Paz na Guiné-Bissau (UNIOGBIS) e foram monitorizadas as informações procedentes de 30 fontes diferentes que utilizam Facebook, Websites, Blogs e Twitter, tanto dos candidatos presidenciais, de partidos políticos bem como páginas de simpatizantes e espaços de Media oficiais em blogs ou websites.
ANG/DMG/ÂC//SG



China Popular


              Pequim acusa EUA de ameaçar o mundo com unilateralismo

Bisau, 06 dez 19 (ANG) -  O unilateralismo norte-americano ameaça os países da Otan enquanto que a China é uma potência “pacífica”, disse hoje o governo de Pequim respondendo à posição da Aliança Atlântica que apontou Pequim como “desafio”.
Na cimeira realizada nos dias 03 e 04 deste mês em Londres, os 29 países da Otan adoptaram uma declaração comum que qualifica pela primeira vez a China como “desafio”.
Em resposta, a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Hua Chunying, disse  aos jornalistas que “o crescimento da potência chinesa é o crescimento de uma potência pacífica”.
Por outro lado, referiu que a “grande ameaça para o mundo actual é o unilateralismo e a intimidação.
“Mesmo os aliados dos Estados Unidos já foram vítimas”, acrescentou.
Na quarta-feira, o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, disse que a China é acusada de organizar ataques cibernéticos contra a Europa e de recorrer à espionagem industrial, com “consequências para a segurança dos países da Aliança Atlântica”.
“A China tem o segundo maior orçamento para a defesa, a nível mundial, e tem novas valências, tais como mísseis de longo alcance capazes de atingir a Europa e os Estados Unidos”, acrescentou Stoltenberg.
“Está fora de questão a projecção da Otan no Mar da China, mas nós devemos ter em conta o facto de a China se aproximar de nós no Ártico, em África e na Europa, onde investe nas nossas infra-estruturas e no ciberespaço”, disse o secretário-geral da Oyan. ANG/RFI



Presidenciais 2019


     Carlos Lopes destaca “tendência ao oportunismo” na vida política guineense
Bissau, 06 dez 19 (ANG) - O economista  Carlos Lopes afirmou, quarta-feira, que as “alianças não duram muito tempo” e que na Guiné-Bissau existe “uma certa tendência ao oportunismo”.
A declaração surgiu depois do anunciado apoio de Nuno Nabian, o terceiro mais votado na primeira volta das presidenciais na Guiné-Bissau, a Umaro Sissoco Embaló que vai disputar a segunda volta com Domingos Simões Pereira.
“É o jogo democrático. As pessoas fazem as alianças que quiserem, embora na Guiné-Bissau exista uma certa tendência ao oportunismo, quer dizer as alianças não duram muito tempo. Neste caso, é uma aliança eleitoral imediata, eu acho que é o percurso normal de uma situação eleitoral”, afirmou, em declarações à agência Lusa, o economista Carlos Lopes.
O guineense, também especialista em planeamento e desenvolvimento estratégico, falava, esta quarta-feira, à margem do II Colóquio Internacional sobre a História do MPLA, que decorre até sexta-feira em Luanda.
Em causa, o acordo entre Nuno Nabian, o terceiro mais votado na primeira volta das eleições presidenciais na Guiné-Bissau, e Umaro Sissoco Embaló que vai enfrentar Domingos Simões Pereira na segunda volta, a 29 de Dezembro.
O documento tem também as assinaturas, como testemunhas, de Braima Camará, coordenador nacional do Madem-G15, partido que apoia Umaro Sissoco Embaló, e Alberto Nambeia, presidente do PRS, que apoiou Nuno Nabian na primeira volta.
Na primeira volta, Domingos Simões Pereira, do PAIGC, obteve 40,13% dos votos, e Umaro Sissoco Embaló conseguiu 27,65%
Qualquer um dos candidatos tem condições de vencer mas é evidente que Domingos Simões Pereira chegou com 40% na primeira volta, tem toda a possibilidade de crescer, faltam-lhe nove vírgula qualquer coisa”, defendeu Carlos Lopes que na campanha para a primeira volta tinha apelado ao voto em Domingos Simões Pereira.
 Entretanto, os vice-presidentes da APU-PDG se demarcaram do acordo assinado terça-feira, pelo presidente do partido, Nuno Gomes Nabian em Dacar, Senegal, para apoiar o candidato Umaro Sissoco Embalo, na segunda volta.
Os quatros vice-presidentes, Armando Mango, Fatumata Djau Baldé, Joana Cobdé Nhanca  e Batista Té,e o Secretário-geral do partido, Juliano Augusto Fernandes declararam, em comunicado, que o referido acordo não sendo decidido por uma instância do partido só vincula Nuno Nabian que o assinou.
Estes dirigentes da APU-PDG prometerem tornar público, nos próximos dias, a decisão do partido sobre quem apoiar na segunda volta, cuja campanha eleitoral arranca no dia 13 de dezembro.  ANG/RFI

Presidenciais 2019


APU-PDGB diz desconhecer o acordo assinado pelo seu líder Nuno Nabiam com o candidato Úmaro Sissoco Embalo

Bissau, 06 dez 19 (ANG) – A Assembleia do Povo Unido-Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB) disse em comunicado, que desconhece do acordo assinado entre seu líder e candidato derrotado na primeira volta das presidenciais de 24 Novembro, Nuno Gomes Nabiam e o candidato que vai concorrer a segunda volta, Úmaro Sissoco Embaló.

Segundo o comunicado à que a ANG teve acesso, o APU-PDGB afirma que só tomou conhecimento do referido acordo assinado, em Dakar, República de Senegal, através dos órgãos de comunicação social.

O partido representado no parlamento por cinco deputados, declara  que, não é parte nem testemunho deste acordo que foi celebrado entre o candidato a segunda volta e candidato que suportou na corrida  presidencial durante a primeira volta.

APU-PDGB afirma que não reconhece e nem se revê no acordo  assinado por NunoNabian, na medida em não foi submetido à discussão á nenhum dos órgãos do partido estatutariamente competente.

"O acordo só vincula Nuno Gomes Nabiam, pelo que apela-se à todos os nossos militantes, simpatizantes e dirigentes no sentido de não se associarem à nenhum actividade de campanha política que se avizinha ao abrigo desse acordo,", refere o  comunicado da  APU-PDG, assinado pelos primeiro, segundo, terceiro e quarto vice-presidentes, e o secretário geral do partido respectivamente, Mamadú Saliu Lambá, Armando Mango, Joana Cobdé Nhanca e Juliano Fernandes.

Nuno Gomes Nabian assinou terça-feira em Dacar no Senegal um acordo de apoio ao candidato apoiado pelo MADEM G-15, Umaro Sissoco Embaló, que disputa a segunda volta no dia 29 de Dezembro com Domingos Simões Pereira, do PAIGC.

Na primeira volta o DSP com também é chamado obteve 40,13 por cento dos votos e Sissoco Emablo não passou dos 27,65 por cento dos votos.
ANG/MI/ÂC//SG

Berlim/Moscovo


                     Assassinato de georgiano gera crise diplomática
Bissau. 06 dez 19 (ANG) - A Alemanha expulsou  quarta-feira (4) dois diplomatas russos, acusados de não ter "cooperado suficientemente" na investigação sobre o assassinato, em Berlim, de um georgiano e devem deixar o país imediatamente.
A Rússia promete represálias contra a decisão “inamistosa e sem fundamento”.
A expulsão dos dois diplomatas russos foi feita depois que o Ministério Público Federal alemão, competente em matéria de espionagem, resolveu conduzir a investigação sobre o assassinato, referindo-se a um "contexto político".
A justiça alemã considera que a morte do georgiano, integrante da minoria chechena do país, foi premeditada. A vítima, identificado como Tornike K., de 40 anos, foi morta a tiros em plena luz do dia, e no centro da capital alemã, em 23 de de agosto.
A testemunhas falam em uma "execução". O principal suspeito, preso imediatamente após o crime, nas imediações do local do tiroteio, é um russo de 54 anos que possuía, no momento da detenção, documentos falsos.
Preso desde então, ele foi identificado como Vadim Krasikov, 54 anos, e seria alvo de um mandado de prisão internacional de Moscou pelo assassinato de um empresário russo em 2013, informa a imprensa alemã.
Segundo o Ministério Público alemão, o assassinato de Tornike K. foi cometido "ou em nome de entidades estatais da Federação russa ou em nome da República Autônoma da Chechênia".
A justiça alemã lembra que a vítima, radicada na Alemanha há alguns anos, era considerada “terrorista” por Moscou. O georgiano participou da segunda guerra da Chechênia contra a Rússia, antes de integrar uma unidade antiterrorista do ministério do Interior da Geórgia. Ele tinha ligações com setores islâmicos e foi alvo de várias tentativas de assassinato.

Berlim afirma ter tentado repetidamente, sem sucesso, obter explicações sobre este crime da parte da Rússia, como recentemente em novembro, durante um encontro entre o secretário de Estado alemão Andreas Michaelis e o embaixador russo em na Alemanha, Serguei Netchaiev. As expulsões podem ser seguidas de "outras medidas", dependendo do andamento da investigação, alertaram as autoridades alemãs.
Moscou negou formalmente estar envolvido neste caso e anunciou que tomará medidas de retaliação. “Uma análise politizada na investigação é inadmissível. Somos obrigados a tomar medidas de retorsão”, ameaçou um porta-voz da diplomacia russa.
O caso abre uma nova crise diplomática entre a Rússia e um país europeu. Moscou foi apontado como responsável pelo envenenamento de Serguei Skripal, um ex-agente duplo russo na Inglaterra, em março de 2018. ANG/RFI/AFP



quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

Ensino público


           Sindicatos do sector anunciam entrega de  pré-aviso de greve   

Bissau, 5 dez 19 (ANG) – Os Sindicatos do sector educativo do país, nomeadamente o Sinaprof, Sindeprof, Siese e Frenaprof, ameaçam entregar um pré-aviso de greve na segunda-feira por “incumprimento do acordo assinado pelo Governo”.

Bungoma Duarte Sanhá porta voz dos sindicatos, em conferência de imprensa, disse que vão entregar um pré-aviso de greve na segunda-feira para iniciar uma paralisação laboral de 5 dias com o início na quinta-feira.

Informou que, se as suas exigência não forem satisfeitas, irão voltar a carga com uma nova greve de 60 dias com o início no dia 6 de Janeiro do próximo ano.

Declarou que a reacção dos sindicatos é uma resposta  à cortes  de subsídios de carga horária dos professores e do incumprimento de acordos assinados pelo governo.   

Instado a falar  sobre como irão para a greve se a data de conclusão do ano lectivo 2018/19 foi marcada para , sexta-feira, aquele sindicalista respondeu  que não estão a fazer greve por período ou ano lectivo.

“Estamos  a reivindicar os nossos direitos e não estamos a agir com  má fé, o que nos interessa é o nosso direito, porque disse para os professores entregarem todos as fichas, porque as notas que vão ser publicadas não têm qualidade. É uma oferta aos alunos," considerou Duarte Sanhá.

Disse que a greve vai ter efeito, porque vai impedir o  preenchimento das pautas, a realização de  matrículas automáticas, provas extra e de segundo época que ocorrem  depois de publicações dos resultados finais.

"Não temos confiança no governo, porque pediram-nos 25 dias para  fazer um mapa similar para nos entregar e, de repente  fomos surpreendidos com a corte de subsídios de carga horária, cuja autorização foi  publicado no Boletim Oficial, com assinatura do  primeiro-ministro , Aristides Gomes, visando acabar   com professores contratos que estavam a reivindicar na altura”, explicou. ANG/MI/ÂC//SG

Presidenciais 2019


Líder de PUN diz  que campanha eleitoral foi marcada por demonstração de poder económico e discursos tribalistas

Bissau,05 Dez 19(ANG) – O líder do Partido de Unidade Nacional(PUN), afirmou que as eleições legislativas e a primeira volta das presidenciais, puseram  em evidência dois “cancros”, que representam um perigo para a segurança do país como nação.

“Os dois cancros representam, o dinheiro e com os recursos aos discursos demagógicos, tribalista, religioso etc, utilizados pelos líderes políticos durante a campanha eleitoral”, revelou hoje Idriça Djaló em conferencia de imprensa.

Aquele político disse que, desde a abertura democrática no país, o dinheiro sempre esteve presente no coração desse sistema, para a compra da consciência dos eleitores, de forma a induzir as pessoas a votarem num determinado partido ou candidato.

“Todos os partidos o fizeram sem excepção. Aliás todos os partidos ou candidatos que têm meios de mobilizar dinheiros, utilizaram-no nas campanhas eleitorais”, afirmou.

Idriça Djaló sublinhou que chegou a altura de se interrogar das consequências desses dinheiros na política.

“Os referidos dinheiros têm origens bem claras. Primeiro, uma parte provem do tesouro público, ou seja o dinheiro de todos nós é apoderado por um grupo de pessoas para fazer a  política. E isso se verifica desde a abertura democrática em 1994”, disse.

A fonte do mesmo dinheiro, de acordo com o líder do PUN, pode advir de um grupo de pessoas com  poder de distribuir as florestas do pais, vendendo as madeiras e revertendo os fundos para os seus bolsos para meter na política.

“Ou ainda vendem as licenças de pescas nas zonas proibidas, através de autorização da faina para os navios que hoje em dia são proibidos de pescar em toda a parte do mundo porque têm redes que arrastam todas as espécies de peixes”, disse.

Idriça Djaló explicou que outra fonte de dinheiro tem a ver com o tráfico de drogas, acrescentando que em todos os países do mundo, tanto os mais grandes como pequenos, existem traficantes que decidem que vão viver na marginalidade das leis.

“Levam a cabo actividades perigosas como negócios de drogas e em contrapartida ganham muito dinheiro. Já ouvimos falar de grandes Cartêis e que têm redes espalhadas até as pequenas escalas”, afirmou.

O líder do PUN frisou, a título de exemplo, que a quantidade de drogas aprendidas ultimamente na Guiné-Bissau, já não é a obra de um pequeno traficante do país.

“Quando  falamos de centenas de milhões de euros provenientes de droga é porque existe a cumplicidade da alta esfera do Estado, porque os narcotraficantes não são pessoas loucas, têm responsabilidades como qualquer um”, disse.

Declarou que, quando os traficantes trouxem elevadas quantidades de drogas para o país é porque têm alguma contrapartida, salientando que essa garantia não são dadas por um zé povinho da Guiné-Bissau.

O político sublinhou que o último fonte de dinheiro pode advir de chefes de Estados estrangeiros que pretendem controlar o país e os seus recursos, e podem injectar dinheiro, apostar nas pessoas para chegarem ao poder.

O Líder do PUN afirmou que as consequências de tudo isso leva a classe política dirigente a perder a autoridade de representar, condignamente, o Povo que o elegeu.

“Esses dinheiros investidos na compra da consciência dos eleitores para votarem num determinado partido ou candidato é um perigo sério para a Guiné-Bissau”, disse. ANG/ÂC//SG

Justiça


     Inaugurado  novo portal do Gabinete de Informação de Consulta Jurídica

Bissau 05 dez 19(ANG) – O Ministério da Justiça através do Gabinete de Informação de Consulta Jurídica (GICJU) procedeu hoje numa unidade hoteleira de Bissau, ao lançamento oficial do seu portal na internet que pode ser acessado no  endereço WWW.Gicju-gb.org.

O acto de lançamento teve lugar durante a abertura do seminario de dois dias, sobre a validação de Diplomas  do GICJU e de  Estratégia de Género para Centro de Acesso à Justiça e apresentação do Site.

De acordo com programa do seminário, os participantes vão debater hoje e amanhã Decretos –leis  número 11/2010, bem como 11/ 2011 de 3 de Fevereiro e  o relatório, estratégia do género para Centro de Acesso à Justiça  respectivamente.

 Em representação da ministra da Justiça, Gabriel Umabano indicou que os custos de acesso aos tribunais constituem um dos constrangimentos da justiça na Guiné Bissau, por isso o executivo assumiu a criação do Centro de Acesso à Justiça, para ajudar aos cidadãos que não têm possibilidades económicas para suportar esses custos, com a coordenação do GICJU. 

“Após uma década, todos nós, sobretudo aqueles   cuja actividade profissional se insere no sector da justiça e não só, mas também a nossa população,  reconhece, de modo geral, que o GICJU contribuiu significativamente na melhoria do acesso á justiça no nosso país”, notou.

Gabriel Umabano acrescentou que é nesta senda que o governo pretende continuar, fortificando as instituições, através do reforço do quadro legislativo e da criação de condições materiais para o melhor desempenho da função jurisdicional,mas também dando aos cidadãos com menos condições económicas, a possibilidade de apresentar aos tribunais as suas causas.   
                                                                                 
Para o Director do  Gabinete de Informação de Consulta Jurídica, Sana Canté  o acto  representa uma inovação na definição do quadro legal e administrativa do referido gabinete, adoptando-o de capacidade e personalidade para os desafios actuais, no cumprimento da sua missão de prestar melhor serviço  jurídico, ao cidadão sem condições económicas ou por razões da sua vulnerabilidade social ou cultural.

“O gabinete está votado única e exclusivamente para promover  a justiça, para que todos se sintam iguais em obediências aos estatuído nos artigo 24, 25 e 32 da Constituição da Guiné-Bissau”, afimou.

Sana Canté assegurou que, com estas reformas, o Estado pretende  colocar o melhor serviço e competência ao alcance do cidadão utente, sem violar as competências atribuídas à outras estruturas da administração da justiça,nomeadamente os tribunais, o Ministério Público e os Advogados. 

Em representação do Programa das Nações Unidas para Desenvolvimento PNUD,  Omar Djaló disse que o seminário  se enquadra no processo de evolução de GICJU que desde a sua criação  desempenhou um papel fundamental através dos Centros de Acesso à Justiça, na prestação de informação jurídica.

Para além disso, conforme Omar Djaló, o  GICJU assegurou ainda as condições de acesso ao direito à justiça aos cidadãos, nomeadamente das camadas mais desfavorecidas da população, como é o caso das mulheres, jovens e crianças, sobretudo aqueles provenientes do meio rural,onde muitas vezes a justiça ainda não funciona”, ilustrou.     

Segundo Omar Djaló , citando os dados estatísticos,  o GICJU desde a sua criação, o número das mulheres que procura os seus serviço ronda cerca 23 por cento. Disse que neste contexto é fundamental a elaboração de uma plano consistente para poder prestar serviço adequado as  preocupações. ANG/LPG/ÂC//SG


Presidenciais 2019


                            Nuno Nabian apoia Sissoco Embaló
Bissau, 05 dez 19 (ANG) - Nuno Nabian, líder do terceiro partido mais votado na primeira volta das eleições presidenciais na Guiné-Bissau, o APU-PDGB, assinou terça-feira,em dacar, no Senegal,um acordo de apoio ao candidato Umaro Sissoco Embaló que vai enfrentar Domingos Simões Pereira na segunda volta de 29 de Dezembro.
Em entrevista à RFI, Nuno Nabian afirmou que Umaro Sissoco Embaló é o candidato que pode oferecer a estabilidade à Guiné-Bissau.
"Eu penso que esta minha decisão de apoiar Umaro Sissoko Embaló tem a ver com aquilo que nós sempre dissemos que é a estabilidade na Guiné-Bissau. Sem estabilidade o país não pode avançar. Ele oferece condições para que se possa sentar numa mesa e discutir assuntos fundamentais do país e criar condições para que de facto haja estabilidade", justificou Nuno Nabian.
A segunda volta das presidenciais vai ser disputada a 29 de Dezembro, entre Domingos Simões Pereira, que obteve 40,13% dos votos, e Umaro Sissoco Embaló, que conseguiu 27,65%.
O acordo político refere também que Nuno Nabian vai trabalhar em conjunto com os partidos que o apoiam para assegurar que o seu eleitorado se mantenha coeso, evite dispersão de votos e se consolide em torno de Umaro Sissoco Embaló".

"Em caso de vitória, as partes comprometem-se a trabalhar juntos para promover a concórdia nacional, a unidade nacional e a criar um clima de paz e estabilidade indispensável ao bom desempenho do cargo de Presidente da República", refere-se também no acordo.

O documento tem também as assinaturas, como testemunhas, de Braima Camará, coordenador nacional do Madem-G15, partido que apoia Umaro Sissoco Embaló, Alberto Nambeia, presidente do PRS, que apoiou Nuno Nabian na primeira volta, e de Nuno Nabian, enquanto presidente da APU-PDGB.
A sua chegada à Bissau, Nabian reiterou que assinou um acordo para apoiar o candidato do Madem G-15 e que vai colocar a disposição deste toda a equipa que o acompanhou na primeira volta.
Disse entretanto que, os que são do partido mas que não querem acompanhá-lo nessa decisão podem votar  noutro candidato.
Nabian enfrenta divergências com outros elementos da direcção do partido havendo quem considerasse que o acordo não vincula o APU-PDGB mas apenas ao seu presidente, Nuno Nabian, “porque não se trata de uma decisão tomada por uma instância competente do partido”.
Trata-se de mais um  reforço à candidatura de Umaro Sissoco Embalo, depois do candidato independente derrotado na primeira volta, Carlos Gomes Júnior ter firmado um acordo semelhante, na semana passada.
Por seu lado, a candidatura de Domingos Simões Pereira não para de receber apoios, os mais recentes são de  movimentos de apoio ao José Mário Vaz, Carlos Gomes Júnior e de um grupo de jovens,  ambos votaram, na primeira volta, noutros candidatos.
A campanha eleitoral para a segunda volta começa a 13 de Dezembro e vai decorrer até dia 27 de Dezembro.ANG/RFI

quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

Agências de Notícias Africanas


Federação apela mudanças no funcionamento para salvaguarda das instituições

Bissau, 03 Dez 19 (ANG) – A Federação Atlântica das Agências de Notícias Africanas (FAAPA) apelou as direcções das Agências de Notícias filiais à desfazerem do modelo  tradicional e introduzirem novo sistema de funcionamento económico mais viável para sua sobrevivência como órgãos da comunicação social.

A revelação é do Director Geral da Agência de Notícias da Guiné(ANG), sobre o balanço da sua participação na 5ª Assembleia Geral da FAAPA, realizada entre os dias 29 e 30 de Novembro findo em Rabat/Marrocos.

Salvador Gomes disse que a Assembleia Geral da FAAPA foi antecedida de  realização de um seminário de formação para participantes cujo lema foi “O Modelo Histórico e Único das Agências de Notícias Morreu ,Inventem o vosso Futuro”,.

Explicou que o apelo serve para cada Agência de Notícias descobrir que tipo de modelo deve   adoptar para o seu funcionamento e subsistência, acrescentando que, com a evolução de novas  tecnologias , o modelo até então usado por muitas agências de notícias deixou de ser viável.

“É preciso ser mais criativo, é preciso inovar e diversificar  os produtos a oferecer(texto, som e video), manter a credibilidade e a confiança dos subscritores”, salientou.

Salvador Gomes disse que ficou assente  que as Agências de Notícias devem acompanhar a evolução  tecnológica e ter recursos humanos a altura de produzir textos que interessam aos seus clientes.

 “Os tratamentos factuais que as Agências dão as suas notícias, já estão a ser postos em causa. Já há quem defenda que é preciso fazer mais inclusive produzir informações que mudam a vida nas comunidades. Portanto informações credíveis e de qualidade(confirmadas e verificadas)”, disse.

 Afirmou que o modelo económico da Agência de Notícias da Guiné não pode estar longe das inovações que tem que fazer para sua rentabilidade económica através de  diversificação de produtos a oferecer, à semelhança de outras agências de notícias que tiveram o mesmo percurso que a ANG mas que hoje se desenvolveram em vários aspectos.

Questionado como é que a ANG pode entrar nessa senda, Gomes frisou que tem etapas que deve cumprir, uma vez que ainda se encontra na fase de relançamento porque depois do conflito militar de 1998, devido ao facto de a sede onde funcionava no aquartelamento da Marinha for completamente destruída.

 “Depois do conflito político militar de 7 de Junho de 1998,  fez-se um projecto para o relançamento  da ANG que não se realizou infelizmente. Por isso, a ANG ainda se encontra numa fase de relançamento, ainda sem correspondentes regionais que constituem a “força” de uma agência de notícias.

Salvador Gomes disse que, com o novo Secretário de Estado da Comunicação Social está em perspectiva a elaboração de um novo Plano Estratégico para o desenvolvimento dos órgãos da comunicação social público e então a ANG vai estar contemplada.

Falando de pagamento de quotas anual  na FAAPA no valor de 1000 dólares, Gomes disse que apesar de a ANG estar em dívida, por não ter conseguido pagar nenhuma vez, isto não está a comprometer, por enquanto, a sua participação em acções de formação promovidas em Marrocos, por esta organização  que reúne cerca de 30 agências de notícias  africanas.
Salientou  contudo que está-se a fazer diligências  para que um dia se possa pagar.

A FAAPA foi criada em Outubro de 2014 e representa uma extensão das publicações  de cerca de 30 agências filiadas.

A ANG é membro fundador desta organização sediada em Rabat, Marrocos que, para além de proporcionar estabelecimento de acordos de parcerias entre as agências filiadas, promove, anualmente, acções de  formação para  jornalistas e técnicos de agências de países membros.

Nesse quadro a ANG assinou na última Assembleia Geral um acordo de parceria com a Inforpress, Agência de Notícias de Cabo Verde.

Dos países da CPLP, são membros da FAAPA, para além da ANG e Inforpress, a Agência STP Press, de São Tomés e Príncipe e Angop, de Angola.ANG/MSC/ÂC//SG

Mudanças climáticas


           “Década atual deve ser a mais quente já registrada”, diz  ONU
Bissau, 04 dez 19 (ANG) - A atual década (2010-2019) está destinada a ser a mais quente já registrada na história, adverte a Organização Meteorológica Mundial (OMM) em um relatório anual publicado nesta terça-feira (3).
O documento salienta a aceleração das consequências das mudanças climáticas.
No relatório apresentado no início da Conferência sobre o Clima da ONU (COP25), a OMM indicou que as temperaturas globais superaram nos primeiros 10 meses do ano em 1,1 ºC a média da era pré-industrial (1850-1900). A organização prevê ainda que  2019 será o “segundo ou terceiro ano mais quente”, desde 1850, quando os registros sistemáticos começaram a ser feitos.

Cada uma das últimas quatro décadas foi mais quente que a anterior. Além disso, as emissões provocadas pelo homem devido, por exemplo, aos combustíveis fósseis, a construção de infraestruturas, o aumento dos cultivos e o transporte provavelmente contribuirão para um novo recorde de concentração de dióxido de carbono, o que aumentará o aquecimento, afirmou a OMM.
 Os oceanos, que absorvem parte dos gases do efeito estufa, continuam registrando temperaturas recordes e uma acidificarão maior, o que ameaça os ecossistemas marinhos dos quais bilhões de pessoas dependem para alimentação ou trabalho.

 Em outubro, o nível do mar também alcançou um recorde, alimentado sobretudo pelas 329 bilhões de toneladas de gelo derretido na Groenlândia em um ano.

Milhões de pessoas já sofrem as consequências da mudança climática, o que evidencia que esta não é apenas uma ameaça para as futuras gerações, mas também para as atuais.
No primeiro semestre de 2019 mais de 10 milhões de pessoas foram deslocadas dentro de seus países, segundo o Observatório de Situações de Deslocamento Interno. Deste total, sete milhões o fizeram por causas relacionadas com fenômenos meteorológicos extremos como tempestades, inundações e secas, um número que pode alcançar 22 milhões para o conjunto do ano.
Em 2019 foram registradas secas na América Central e Austrália, ondas de calor na Europa e Japão, assim como supertempestades no sudeste da África e incêndios devastadores no Brasil e na Califórnia (EUA).
"Mais uma vez, em 2019, os riscos ligados ao tempo e ao clima afetaram duramente", disse o secretário-geral da OMM, Petteri Taalas. "As ondas de calor e as inundações que antes aconteciam uma vez por século estão se tornando eventos regulares", advertiu.
Taalas destacou que a pluviometria mais irregular, somada ao crescimento demográfico, representará "desafios consideráveis em termos de segurança alimentar para os países mais vulneráveis". Em 2018, a tendência decrescente da fome no mundo foi revertida, com mais de 820 milhões de pessoas afetadas.
Ao ritmo atual, a temperatura poderia aumentar até 4 ºC ou 5 ºC no fim do século. Mesmo se os países respeitarem seus compromissos atuais de redução das emissões, o aumento poderia superar 3 ºC, enquanto o Acordo de Paris prevê limitar o aquecimento a menos de 2 ºC e, de modo ideal, a 1,5 ºC.
A COP25, que começou na segunda-feira (2) em Madri, tem o objetivo de estimular a luta contra o aquecimento global. "Os Estados não têm desculpas para bloquear os avanços nem recuar quando a ciência mostra que é urgente atuar", reagiu Kat Kramer, da ONG Christian Aid. ANG/RFI/AFP