terça-feira, 8 de fevereiro de 2022


Política
/PAIGC condena tentativa para impedir realização  do seu X congresso previsto para fim deste mês

Bissau, 08 Fev 22 (ANG) – O PAIGC condenou esta terça-feira o que diz ser “tentativas do Regime” para obstruir  e impedir a realização  do seu X congresso, previsto para decorrer entre 17 e 20 do mês em Curso.

Em comunicado à imprensa enviado à ANG, o partidfo liderado por Domingos Simões Pereira diz que tem registado evidências/manobras para  obstruir  o processo de preparação  do X congresso do partido, com proibições  das conferências  de base, atravês do Decreto de estado de Alerta,“cheio de vícios” assim como uma “duvidosa Providência Cautelar”, interposto por um “suposto  militanrte” visando o adiamento do congresso.

O partido ainda reagiu ao ataque à Rádio Capital FM ocorrido segunda-feira , para condenar e refutar  as explicações das autoridades policiais segundos as auqis se trata de um “acto isolado”.

Trata-se do segundo ataque armado à Rádio capital FM, uma entidade privada cujos os profissionais sofreram ferimentos, alguns graves, para além de prejuízos decorrentes da danificação de equipamentos causados pelos invasores armados e encapuzados, com uniforme militar.

O PAIGC apela à comunidade internacional para intervir, no âmbito de bons ofícios,  para  travar o que diz ser “onda de violência que vem sendo perpetrada pelo Regime”.

Ainda no comunicado assinado pelo Secretário nacional do PAIGC, Aly Hijazi, o partido declara que concorda com a decisão da Comissão Permanente  sobre a necessidade de realização de um “inquérito independente”  para o apuramento da verdade dos factos que possam consubstanciar um golpe de Estado, em referência à tentativa de golpe de Estado de terça-feira, 01 de Fevereiro, que segundo o Governo provocara 11 mortos entre militares, para-militares e civís.

O Governo criou, por despacho do primeiro-ministro, e para efeitos de responsabilização criminal dos autores morais e materiais envolvidos na referidfa tentativa de golpe de Estado, uma comissão interminesterial de inquérito chefiado pelo ministro do Interior e da Ordem Pública, Botche Candé.ANG//SG

Caso avião retido no aeroporto/Ministério Público decide arquivar o processo por falta de dados criminais

Bissau,08 Fev 22(ANG) – A Procuradoria-geral da República decidiu arquivar o processo de investigação relacionado com o avião airbus A340 retido no aeroporto Osvaldo Vieira, por “não encontrar nenhum objecto ilícito de crime ou que possa interessar a investigação”.

“A Procuradoria Geral da República informa que, no âmbito do caso Aeronave A340 C5-AST estacionada no Aeroporto Osvaldo Vieira, o Ministério Público, depois da demorada busca e aprensão feita pelas autoridades judiciárias no interior da mesma em Dezembro último, sem encontrar objecto ilícito de crime ou que possa interessar a investigação, decidiu arquivar o processo”, disse o Ministério Público em Nota Informativa enviada hoje à ANG.

No documento, o  Ministério Público diz que a referida investigação durou oito horas, dirigida por esta instituição, e que contou igualmente com a participação de  agentes  da Polícia Criminal, nomeadamente a Polícia Judiciária, da Ordem Pública e da Guarda Nacional, e  dos representantes do Governo e da Empresa proprietária da Aeronave em causa.

No âmbito desse processo(aeronave A340 C5-AST), segundo o Mnistério Público, um oficial do Ministério do Interior aguarda julgamento, por indícios de crimes de falsificação intelectual de documentos e de simulação de crime.

No âmbito do combate ao tráfico de drogas, o Ministério Público revela  que oito cidadãos foram acusados de crimes de associação criminosa, branqueamento de capital, posse ilegal de arma e de drogas de alto risco, e que os respectivos processos ja foram igualmente remetidos para julgamento.

As investigações sobre o Airbus A340 foram solicitadas pelo Governo e   provocaram  crispações no relacionamento entre o Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló e o Primeiro-ministro, Nuno Gomes Nabiam. As duas altas figuras do Estado  se posicionaram em lados diferentes perante as  suspeitas levantadas a volta do aparelho.ANG/ÂC//SG

 


Assalto a Rádio Capital FM
/Sinjotecs diz que o ato revela falta de segurança para profissionais da midia na Guiné-Bissau

Bissau, 08 Fev 22 (ANG) – O Presidente do Sindicato Nacional dos Jornalistas e Técnicos da Comunicação Social (Sinjotecs),considerou hoje o ataque a Rádio Capital por homens armados de um ato “macabro”, que revela a falta de segurança em que os profissionais da mídia exercem as suas actividades.

Indira Correia Balde reagia numa conferência de imprensa ao sucedido e disse que o país está perante uma ameaça clara do exercício do jornalismo livre e independente, e que está em curso uma campanha contra a liberdade de imprensa e de expressão,  que o sinjotecs  repúdia.

“Por isso, estamos aqui a pedir de viva voz a Comunidade Internacional que dê a cara e que contiue a acompanhar a Guiné-Bissau e sobretudo os profissionais da midia porque um dia  podem ser selenciados, e isso é muito triste e perigoso, uma vez que vivemos num país democrático e a base da democrácia em qualquer Nação é a voz da sua população que usa os orgãos da comunicação social para expressar”,disse.

Baldé disse que o acto de segunda-feira aconteceu  com a Rádio Capital mas que amanhã pode acontecer com qualquer outro orgão, pelo que urge declarar um “basta” para acontecimentos de género.

 Aquela responsável defendeu  que os profissionais das midias não podem continuar a ser sacrificados só pelo facto de estarem nesta profissão, por isso é necessário segurança e protecção à todos e aconselha à quem se sentir incomodado com o trabalho dos jornalistas que vá aos tribunais, tal como acontece no mundo civilizado.

Correia Baldé disse lamentar com estranheza a reação do Estado através do Ministério do Interior que considera o ocorrido de um “ato isolado”.

“Acto isolado à luz do dia com armas do Estado”, disse tendo pedido uma investigação séria e que, desta vez, chegue ao fim, e que responsabiliza os culpados pelo incidente.

A Presidente da Associação das Mulheres Profissionais da Comunicação Social (Amprocs), considerou o ato de “bárbaro”.

Paula Silva de Melo declarou que a organização que dirige lamenta profundamente o acontecido e manifesta solidariedade  aos funcionários da referida Rádio, particularmente aos feridos.

A Amprocs apela as autoridades competentes no sentido de encontrarem e traduzir a justiça os responsáveis desse “ato inadmissível num Estado de Direito e Democrático”.

Apela ainda as autoridades a assumirem as suas responsabilidades de garantir protecção e segurança da população em geral e neste caso especifico aos jornalistas, sobretudo durante o exercicio de sua profissão.

Sustenta que  o direito à informação e a liberdade de expressão estão consagrados na Constituição da República da Guiné-Bissau.

O ataque de segunda-feira à Radio Capital foi a segunda contra esta estação privada de comunicação social tendo deixado 5 feridos entre os quais um em estado considerado crítico, para além da destruição dos equipamentos desta estação emissora.ANG/MSC/ÂC//SG

 

       Assalto a Rádio Capital/LGDH  pede demissão do Ministro do Interior  

Bissau, 08 Fev 22 (ANG) – A Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH)  exigiu hoje  a demissão imediata do Ministro do Interior, por   “manifesta incapacidade de garantir a ordem , segurança e  tranquilidade pública ao país”.

Em conferência de imprensa esta terça-feira, o presidente da Liga, Augusto Mário da Silva sustentou que essa incapacidade do ministro do Interior deu azo a instalação de um clima de terror e caos na Guiné-Bissau.

A organização de defesa dos Direitos humanos reagia assim ao ataque à rádio capital FM levado a cabo, segunda-feira, em Bissau, por um grupo de homens armados com uniforme militar que destruiu os equipamentos da estação emissora tedo provocado ferimentos aos profissionais que se encontravam nesta estação emissora privada.

Para Augusto Mário trata-se de um atentado à liberdade de imprensa, que visa semear terror no país e silenciar as vozes dissonantes, para melhor instalar um  regime ditatorial na Guiné-Bissau.

O presidente da LGDH sublinhou que o ataque  aconteceu passados 18 meses depois da mesma estação emissora ter sido assaltada e destruída por um grupo armado,  que continua  impune, à sombra de uma “justiça selectiva e inoperante”.

Augusto Mário da Silva  sustentou que uma imprensa livre é a “espinha dorsal” de uma democracia pluralista e do Estado de Direito, e acrescenta  que o guineense se encontra  perante sinais de retrocessos nas conquistas democraticas com contornos imprevisíveis.

“Condenamos sem reservas este ato bárbaro que visa silenciar um dos espaços que simboliza o pluralismo e a liberdade de expressão. A Rádio Capital tem sido alvo previlegiado de assaltos, perseguisões e ameaças , desde a instalação do regime vigente.

A liga exige as autoridades judiciais, em especial ao Ministério Público a abertura de um competente inquérito transparente e conclusivo para traduzir a justiça os autores morais e materiais deste ato que classifica de “cobarde” e sem precedentes no país.

A organização  manisfesta a sua  solidariedade para com a Rádio Capital e encorajando aos seus profissionais a reerguerem com coragem e resiliências o que considera de “importante instrumenrto de consolidação de democracia e do Estado de Direito”.

O Presidente da LGDH apelou a população para  mobilizar fundos que permitirão a rápida reconstituição e retoma de funcionamento da Rádio em causa, e manifesta a sua “firme e inabalavél determinação” em denunciar, sem tréguas, todas as acções que pôem em causa a liberdade de imprensa e de expressão na Guiné-Bissau.

Augusto Mário da Silva encoraja ao povo guineense a manter-se firme, vigilante e determinado a combater quaisquer atos que ponham em causa os alicerces da paz,  unidade nacional e  coesão social.

A rádio Capital FM foi segunda-feira, e pela segunda vez, atacada com tiros de armas de fogo por um grupo de homens armados e com uniforme militar, que destruiram os equipamentos da estação: computadores, consoletes e emissores  e provocaram ferimentos em cinco jornalistas e técnicos, alguns em estado considerado grave.

Fontes desta estação emissora muito crítica  ao regime revelam que uma jornalista   da rádio,Maimuna Bari partiu a perna e se encontra hospitalizada e num  estado inconsciente. ANG/MSC/ÂC//SG

 

PAM/Treze milhões de pessoas passam fome no Corno de África devido à seca

Bissau, 08 Fev 22(ANG) – Treze milhões de pessoas estão a passar fome na Etiópia, Quénia e Somália na sequência da seca no Corno de África, a pior desde 1981, alertou hoje o Programa Mundial de Alimentos (PMA) da ONU.

“Esta situação requer intervenção humanitária imediata e apoio contínuo às comunidades para construir a sua resiliência para o futuro”, disse o director do PMA para aquela região africana, Michael Dunford.

Após três estações chuvosas consecutivas, mas como menos quantidade de chuva do que o habitual, as colheitas de milhões de agricultores estão destruídas e muitos animais domésticos morreram, obrigando as famílias a abandonarem as suas casas e causando um aumento dos conflitos intercomunitários.

“As colheitas estão destruídas, o gado está a morrer e a fome está a aumentar à medida que a seca recorrente atinge o Corno de África”, disse Dunford.

O PMA alertou hoje que este cenário pode piorar nos próximos meses, pois as previsões indicam que continuará a chover abaixo da média.

De acordo com esta organização da ONU, as taxas de desnutrição são altas e continuarão a crescer se medidas urgentes não forem tomadas no sul e sudeste da Etiópia, sudeste e norte do Quénia e centro e sul da Somália.

O PMA teme uma crise humanitária como a que ocorreu em 2011, quando 250.000 pessoas morreram de fome na Somália, por isso insistiu que “é essencial uma assistência imediata” para evitar tal calamidade.

O governo queniano identificou a seca como uma “emergência nacional” em setembro de 2021 e a Somália declarou um “estado de emergência humanitária” um mês depois. ANG/Inforpress/Lusa

 

 

 Ataque à Rádio Capital/Ministério do Interior diz ser “ato isolado”

Bissau,08 Fev 22(ANG) - O ataque de segunda-feira à Rádio Capital, em Bissau, é um “ato isolado” e não está relacionado com a tentativa de golpe de Estado da semana passada, disse o comissário-adjunto da Polícia de Ordem Pública, Salvador Soares.

"Na verdade, o que aconteceu foi um assalto à Rádio Capital, como todos nós sabemos. Há um grupo de pessoas que foram para a rádio, dispararam alguns tiros e danificaram alguns materiais da rádio e fugiram", afirmou o coronel Salvador Soares.

Segundo o comissário-adjunto da Polícia de Ordem Pública, foi um "ato isolado".

"Aconteceu, nós fomos para lá, mas antes da chegada das forças de ordem, já tinham abandonado a rádio", disse.

O comissário-adjunto disse também que as forças de segurança estão no local e que uma equipa da Polícia Judiciária está na rádio a fazer um "levantamento".

Nas declarações aos jornalistas, o coronel apelou à população para que, se acontecer alguma situação anormal, que comunique imediatamente à polícia para que esta possa atuar, sublinhando que as forças de ordem estão a realizar patrulhamentos de 24 horas na cidade.

"Queremos que a informação chegue em tempo recorde, para agirmos em tempo recorde", disse.

"A recomendação que temos é que todo o mundo volte às suas atividades normais", disse.

Questionado pelos jornalistas sobre se tinha indicação da existência de feridos, o coronel afirmou  não ter, no momento, essa informação, mas que fontes da direção da Rádio Capital confirmaram à Lusa a existência de cinco feridos.

Este é o segundo ataque às instalações daquele meio de comunicação social depois de um outro, em 26 de julho de 2020, quando foi destruído praticamente todo o material.

Na altura, a Liga Guineense dos Direitos Humanos denunciou o ataque à rádio, considerada crítica do regime na Guiné-Bissau, como "um ataque à liberdade de imprensa", levado a cabo por pessoas que "querem instalar a prepotência e o caos na Guiné-Bissau".

O ataque à rádio surge quase uma semana depois de uma tentativa de golpe de Estado no país.ANG/Lusa

 

ONU/Rússia e China opõem-se  a sanções unilaterais defendidas pelos Estados Unidos

Bissau, 08 Fev 22(ANG) – A Rússia e a China defenderam segunda-feira que apenas sanções do Conselho de Segurança das Nações Unidas são legais, criticando a imposição “unilateral” de sanções por países como os Estados Unidos.

“Apenas as sanções do Conselho de Segurança são legais” e representam “uma ferramenta importante para responder às ameaças no mundo”, sustentou o vice-embaixador russo na ONU, Dmitry Polyanskiy, durante um debate no Conselho de Segurança.

A Rússia, que preside a este importante órgão em Fevereiro, iniciou segunda-feira um debate sobre as questões humanitárias e as consequências não intencionais das sanções.

Sem mencionar a crise na Ucrânia, que já levou Estados Unidos e União Europeia a ameaçar Moscovo com sanções em caso de invasão ao país vizinho, o diplomata russo aludiu às sanções “unilaterais” que “impedem a manutenção da paz” e são uma “interferência à soberania dos Estados”.

“Este golpe [sanções] é usado na Síria, Bielorrússia, Cuba, Venezuela, Irão, Afeganistão, Birmânia e Mali”, referiu.

Na mesma toada, o embaixador chinês na ONU, Zhang Jun, frisou que “sanções unilaterais coercivas são uma grande fonte de preocupação”, porque “apenas agravam o equilíbrio de poder”.

Os países que utilizam [as sanções] estão viciados nestas como “numa droga”, atirou, apelando para que “desistam imediatamente”.

Numa referência à Coreia do Norte, o diplomata asiático apontou que as sanções da ONU geram “graves consequências humanitárias”.

Há mais de um ano que Pequim e Moscovo apelam ao levantamento de sanções a Pyongyang por parte do Conselho de Segurança, pedidos que têm sido rejeitados pelos países ocidentais.

A embaixadora norte-americana na ONU, Linda Thomas-Greenfield, defendeu que a situação humanitária na Coreia do Norte é responsabilidade do próprio país.

“O principal obstáculo para enviar ajuda humanitária à Coreia do Norte é o encerramento das fronteiras decidido por este país e não as sanções internacionais”, defendeu.

A diplomata também se mostrou contra o argumento de que as sanções unilaterais são ilegais.

“Os Estados Unidos rejeitam categoricamente essa posição”, vincou.

Linda Thomas-Greenfield denunciou o bloqueio exercido “com demasiada frequência” por certos membros do Conselho de Segurança sobre o “trabalho de rotina” relativo a sanções, de forma a impedirem o envio de indivíduos ou a renovação de grupos de especialistas responsáveis pela monitorização das medidas da ONU.

Em Janeiro, após os testes sucessivos de mísseis norte-coreanos, China e Rússia bloquearam um pedido dos EUA para sancionar cinco norte-coreanos acusados de ajudarem na proliferação de armas.

Desde agosto, a Rússia também impediu a renovação do grupo de especialistas da ONU encarregado da República Centro-Africana, argumentando que a composição daquela equipa não era suficientemente diversificada geograficamente.

Estão atualmente em vigor em todo o mundo 14 regimes de sanções, afetando países como Líbia, Iémen, Mali, Sudão ou Somália, ou grupos ‘jihadistas’ como o Estado Islâmico ou a Al-Qaida.

ANG/Inforpress/Lusa

 

Ataque à Rádio Capital/Madem G15 condena e diz  que o acto é um “inaceitável” atentado contra o Estado de Direito

Bissau,08 Fev 22(ANG) – O Movimento para Alternância Democrática(Madem G15), condenou o ataque à Rádio Capital FM, ocorrido segunda-feira em Bissau e diz  que o acto se traduz num sério e inaceitável atentado aos elementares valores do Estado de Direito.

A Rádio Capital FM foi esta segunda- feira objecto de novos ataques de homens armados que destruiram os equipamentos encontrados na redação, e provocaram ferimentos em alguns  jornalistas e técnicos.

Em comunicado à imprensa à que a ANG teve acesso hoje, o partido coordenado por Braima Camará reiterou ainda a sua  condenação ao  que considera de “ignóbil ataque à soberania guineense e aos elementares princípios estruturantes da democracia”, em referência a tentativa de golpe de estado ocorrida terça-feira passada(01).

Ainda por via deste comunicado, o Madem G15 lamentou e refutou as afirmações segundo as quais este partido responsabilizou o PAIGC pelos actos ocorridos, no  dia 01 de Fevereiro, frisando que isso não corresponde, nem de perto e nem de longe, a verdade.

De acordo com o comunicado, trata-se de notícia “infundada, descabida e sem nexo”.

O Madem G15 ainda   condenou a referência do seu coordenador Braima Camará, de “forma criminosa e irresponsável” numa lista de supostos autores morais da tentativa de  golpe de Estado de terça-feira, 01 de Fevereiro, em que, segundo essa formação política, os autores  fazem crer que a lista é da autoria de uma comissão de inquérito independente.

O Partido da Unidade Nacional(PUN), condenou igualmente o ataque armado contra a Rádio Capital FM, ocorrido segunda-feora, em Bissau.

 “Há 1 ano e meio, aquando da agressão contra as instalações da Rádio Capital, o Partido da Unidade Nacional-PUN, publicou um comunicado para manifestar o seu repúdio e chamar a atenção das autoridades para descobrir e punir os responsáveis”, refere o partido liderado por Idriça Djaló que acrescenta que repetiu-se ,segunda-feira o acto ignóbil mas com maior gravidade, devido à  utilização de armas de guerra e ferimentos causados a  jornalistas.

O PUN exorta as autoridades judiciárias a assumirem, com mais responsabilidade, a tarefa de investigar e levar à justiça os autores morais e materiais deste crime.

O partido  reitera o seu compromisso de defender, de forma intransigente, os valores democráticos, nomeadamente a integridade física e moral dos cidadãos guineenses, a liberdade de expressão e a liberdade de imprensa.ANG/ÂC//SG

 

 

 

 

 

                 Quénia/Virulento incêndio destrói parque nacional

Bissau, 08 Fev 22 (ANG) - Vários guardas florestais e voluntários lutam desde sábado contra as chamas e os fortes ventos para controlar um incêndio que varre o Parque Nacional de Aberdare, no centro do Quénia, anunciaram as autoridades.


O incêndio começou na noite de sábado (5) e "alastra-se muito rapidamente", relatou um responsável do Serviço de Vida Selvagem do Quénia (KWS, na sigla em inglês), a agência estatal que administra os parques nacionais.

O fogo devora "o pasto. Está a espalhar-se e tem muito vento", disse este funcionário, que pediu para não ser identificado por não estar autorizado a falar à imprensa.

"Mobilizamos a comunidade e o nosso pessoal na região e, no domingo, eles fizeram o que podiam (...) Mas ficaram sobrecarregados", completou.

O parque ficou famoso em 1952 porque a Elizabeth II, então princesa britânica que visitava o Quénia, soube que o seu pai, rei George VI, havia falecido. Ela estava hospedada no Hotel Treetops, construído numa árvore na selva de Aberdare.

A Rhino Ark, uma ONG queniana de protecção da natureza, informou no Twitter que mobilizou helicópteros para avaliar a extensão do incêndio.

Localizado a cerca de 100 quilómetros ao norte da capital, Nairobi, o parque tem cachoeiras espectaculares, exuberantes florestas de bambu e uma grande variedade de animais selvagens, como leopardos, elefantes e rinocerontes-negros.ANG/Angop

 

Sublevação militar/Governo nega existência de lista com nomes de supostos autores morais do ataque ao palácio do governo

Bissau,08 Fev 22(ANG) – O Governo negou  a existência de uma lista com nomes de pessoas supostamente implicadas no “trágico acontecimento”  de 01 de Fevereiro, que provocou a morte à 11 pessoas,entre militares, paramilitares e civis.

“O gabinete do Porta Voz do Governo, tomou o conhecimento de uma lista falsa, posta a circular nas redes sociais e contendo 20 nomes de pessoas supostamente implicadas  no trágico acontecimento envolvendo o ataque terrorista de 01 de Fevereiro contra as instituições da República e as vidas dos mais altos responsáveis da Nação”, refere  o Governo em comunicado à imprensa à que a ANG teve acesso hoje, assinado pelo seu Porta Voz Fernando Vaz.

No comunicado, o Governo afirma que pretensos “activistas”, conhecidos pela reiterada prática de disseminação de mentiras nas redes sociais, pretendem, falsamente, associar alguns nomes como sendo fornecidos e denunciados pelo Porta Voz do Governo, facto que não corresponde a verdade e que aqui se denuncia com veemência.

“Pela irresponsabilidade e extrema gravidade de que se reveste tal acto repugnante, inscrito na estratégia de terra queimada, adotada por alguns actores, visando a implosão do país através da intriga, do incitamento ao ódio e à violència física e verbal, o Gabinete do Porta Voz do Governo vem esclarecer ainda que não existe qualquer lista de pessoas visadas pela Comissão de Inquérito. O Executivo expressa o mais veemente repúdio pelos métodos subversivos de contra-informação usados pelos inimigos da Guiné-Bissau e do seu Povo”, lê-se no comunicado.

O  Porta-Voz do Governo diz serem  as “falsas denúncias e listas postas a circular nas redes sociais”  da exclusiva responsabilidade dos bloguistas que as inventam e as veiculam.

O Gabinete do Porta Voz do Governo  alerta a população em geral para que não se deixe  convencer pelo o que diz ser  “campanhas de manipulação e desinformação desonestas, imorais e irresponsáveis” que vêm sendo difundidas nas redes sociais por certos actores políticos “sedentos de sangue”, fazendo perigar a paz e a estabilidade social da Guiné-Bissau.

A referida lista publicada nas redes sociais contem nomes de altas figuras políticas, governamentais e das forças armadas do país.ANG/ÂC//SG

Covid-19/"Impacto da pandemia  sentir-se-á durante décadas", diz OMS

Bissau, 08 Fev 22 (ANG) - O director geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou esta segunda-feira que o impacto da pandemia de Covid-19 será visível durante décadas.


“O impacto da pandemia de Covid-19 sentir-se-á durante décadas, especialmente entre os grupos mais vulneráveis. Quanto mais se prolongar a pandemia, piores serão esses impactos”, considerou, em conferência de imprensa após uma reunião com os países da Commonwealth.

As consequências “devastadoras” da pandemia “vão muito além da própria doença”. “(A pandemia) agravou as desigualdades económicas, sociais e sanitárias em todo o mundo”, acrescentou.

O responsável frisou ainda ser “fundamental” que os países “colaborem ainda mais para ajudar os países a vacinar 70% da sua população até meados deste ano, a fortalecer os sistemas de saúde e a trabalhar numa recuperação económica inclusiva”.

Para os países da Commonwealth, onde apenas 42% da população conta com o esquema vacinal primário completo, ficaram estabelecidas sete prioridades: “Promover a saúde para todos, fortalecer a segurança sanitária mundial, promover ambientes saudáveis, melhorar a saúde dos grupos vulneráveis, reformar a aprendizagem permanente, construir uma associação de dados e criar espaço para a inovação”.ANG/Angop 

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022

  Prevenção contra coronavirus

No plano individual deve-se  manter o distanciamento físico, usar  uma máscara,  lavar as mãos  regularmente e tossir fora do alcance  dos outros. Façam  tudo isso!

A nossa mensagem às populações e aos governos é clara. Façam tudo isso!"

                                        ( Tedros Adhanom Ghebreyesus - DG da OMS)

Ataque à Radio Capital FM/Sinjotecs considera “inadmissível” incidente que pôs em perigo vida dos profissionais

Bissau, 07 Fev 22(ANG) -  O vice-presidente do Sindicato Nacional de jornalistas e Técnicos da Comunicação Social para o sector público, Fátima Tchuma Camará considerou inadmissível os ataques com arma de fogo contra a Rádio Capital FM registados esta, segunda-feira, em Bissau.

Segundo Thuma Camará, o ataque visa fazer calar os órgãos de comunicação social, o que, segundo diz, não será possivel porque o nível da “ação-cidadã” existente no país já permite que todos conheçam os seus direitos e deveres”

“Se se fizer calar  esta rádio outras vão continuar a emitir.Hoje em dia já não há quem não tenha a consciência dos seus direitos e deveres enquanto cidadão”, sustentou.

Disse  que o assalto e destruição da rádio não podem fazer as pessoas calarem-se. “Se Deus quiser esta rádio vai ser erguida e voltará a estar em funcionamento”, disse.

Tchuma renovou o apelo aos órgãos de comunicação social de informar, educar e sensinbilizar as populações, pediu que o exercício da profissão fosse de acordo com as leis que o  regulamentam, observando o princípio do contraditório.

Tchuma Camará, jornalista sénior da Rádiodifusão nacional e Correspondente da RDP/África pede a quem  se sentir lezado com  a imprensa  que recorra a justiça.

O ataque desta segunda-feira, perpetrado por homens armados e com uniforme militar provocou a destruição de emissores e computadores da estação que emite criticas mais ousadas  contra  decisões e atuações do Presidente  da República e do governo , através do Programa matinal “Frequência Activa” ,em que os ouvintes são convidados a opinar sobre a vida política e social da Guiné-Bissau, iniciativa que alguns observadores consideram de   exercício de liberdade de expressão.

“Esta rádio dá voz aos que não têm voz”, disse Fátima Tchuma Camará, vice-presidente do Sindicato dos Jornalistas e Técnicos da Comunicação Social para o setor público.

A mesma rádio foi, há dois anos, objecto de ataque destruidor por um grupo de homens fardados, e deixou de emitir  por algum tempo. O caso está na justiça mas os “atacantes” ainda não foram descobertos. ANG//SG

 

          Comunicação social/ Rádio Capital FM sofre novo ataque destruidor

Bissau,07 Fev 22(ANG) – A Rádio Capital FM foi esta segunda- feira objecto de novos ataques de homens armados que destruiram os equipamentos encontrados na redação, e provocado ferimentos em alguns  jornalistas e técnicos.

Segundo a Rádio Sol Mansi que cita Mustafá Queita, administrador dessa rádio , um grupo de homens armados com fardamento militar insurgiu na rádio e fez disparos contra os computadores, os estudos e  emissores, deixando esses equipamentos completamente danificados.

 A invasão provocou pânico e na tentativa de fuga três profissionais desta estação emissora sofreram ferimentos que necessitaram de assistência médica.

 Contatado pela ANG,Sumba Nansil, jornalista e diretor executivo da CFM não avançou mais permonores sobre o ataque  mas prometeu falar mais tarde quando recolher mais informações sobre o sucedido.

A ANG falou igualmente com um dos jornalistas da Rádio Capital, Ansumane Sow que confirmou ter ficado  ferido, em consequência  desse  ataque.

A 26 de julho de 2020, homens armados não identificados e com uniformes da Guarda Nacional da Guiné-Bissau atacaram as instalações da Rádio Capital FM e destruíram os equipamentos de transmissão.

A Capital FM tem sido, no período da manhã, a líder da audiência com a apresentação do seu programa “Frequência Activa”, atravês da qual os seus ouvintes, na maioria das vezes,  fazem “criticas ousadas” contra o Presidente da República e membros do actual Governo.ANG/ÂC//SG

 

 

 

        Sublevação militar/Governo cria comissão interministerial de inquérito

Bissau , 07 Fev 22(ANG) – O Governo criou  recentemente, por Despacho do Primeiro-ministro,Nuno Gomes Nabiam, uma comissão interministerial  de inquérito para apurar a  verdade dos fatos,  relacinados ao  ataque ao Palácio do Governo,ocorrido no passado dia  01 de Fevereiro,  e  que culminou na morte de 11 pessoas.

No despacho, o governo prometeu que os culpados serão responsabilizados, tanto os autores morais como materiais desse “acto ignóbil”, que o executivo considera “um atentado à democracia e as instituições da República”.

Segundo o despacho, com data de  03 de Fevereiro, a Comissão é presidida pelo Ministro de Estado do Interior e da Ordem Pública, e integrada pelos ministros das  Finanças, da Justiça e dos Direitos Humanos, da Defesa e dos Combatentes da Liberdade da Pátria, Turismo e Artesanato, Comunicação Social, Administração Territórial , da Saúde Pública e das Obras Públicas, Construção e Urbanismo. 

O documento determina  que a comissão terá que apresentar  um relatório sobre os trabalhos de inquéritos feitos, na próxima reunião do Conselho de Ministros.ANG/JD/ÂC//SG

Sublevação militar/Brasil manifesta preocupação com  tentativa do golpe armado na Guiné-Bissau

Bissau,07 Fev 22(ANG) – A tentativa debelada do golpe armado na Guiné-Bissau foi motivo de extrema preocupação para o Brasil,revela uma nota à imprensa da Missão deste país junto à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa(CPLP), enviada hoje à ANG.


A nota condena qualquer acto de tomada de poder pela violência, tendo acrescentado que o o governo brasileiro solidariza-se com as famílias das vitimas do ataque e manifesta apoio ao Presidente Umaro Sissoco Embaló na preservação da normalidade institucional no país.

No passado dia 01 de Fevereiro, um grupo de homens armados atacou com armas pesadas e AK-47, o palácio do governo onde decorria a reunião extraordinária do Conselho de Ministros presidido pelo Presidente da República.

Segundo o Governo, a ataque resultou em 11 mortos entre militares, para militares e civis.ANG/ÂC//SG

 

              Covid-19/China fecha cidade com 3,5 milhões de pessoas

 Bissau, 07 Fev 22(ANG) – A cidade chinesa de Baise, com 3,5 milhões de habitantes, foi colocada sob quarentena, depois de terem sido diagnosticados dezenas de casos de covid-19, quando o país recebe os Jogos Olímpicos de Inverno.

Desde a noite de domingo na China, os moradores não podem sair da localidade e os que vivem nas áreas designadas de risco, onde foram descobertos casos, estão proibidos de sair das suas casas, anunciaram as autoridades locais.

A cidade, que fica a cerca de 100 quilómetros da fronteira com o Vietname, na província de Guangxi, notificou 44 casos locais de covid-19. Foram ainda detectados vários outros casos entre viajantes oriundos do exterior.

Os residentes vão ser submetidos a testes em massa.

A China mantém uma política de “zero casos”, que envolve a imposição de restrições nas entradas no país, com quarentenas de até três semanas, e testes em massa e medidas de confinamento selectivas quando um surto é detectado.

Apesar de o surto em Baise parecer irrisório, face a outros locais no mundo, as autoridades chinesas mantêm vigilância máxima, numa altura em que Pequim recebe os Jogos Olímpicos de Inverno, onde todos os participantes estrangeiros estão confinados numa bolha sanitária, isolada do resto da capital chinesa.

Baise está localizada a cerca de 2.500 quilómetros de Pequim.

Em Dezembro, 13 milhões de habitantes foram colocados em quarentena na cidade de Xian, no centro da China.

Nas últimas 24 horas, a China diagnosticou 79 casos de covid-19, incluindo 34 casos importados.

Separadamente, mais de 300 casos positivos foram contabilizados na “bolha sanitária” dos Jogos Olímpicos, desde 23 de Janeiro.

A covid-19 provocou pelo menos 5,723 milhões de mortes em todo o mundo desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse, divulgado no sábado.

A doença é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detectado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China.

A variante Ómicron, que se dissemina e sofre mutações rapidamente, tornou-se dominante do mundo desde que foi detectada pela primeira vez, em Novembro, na África do Sul. ANG/Inforpress/Lusa

 

                           Justiça/Polícia Judiciária tem novo Diretor-geral 

Bissau,07 fev 22(ANG) - O jurista Domingos Monteiro Correia foi nomeado novo Diretor- geral da Polícia Judiciária, segundo um despacho do Ministério da Justiça citado pela agência Lusa.

“É o Dr. Domingos Monteiro Correia nomeado diretor nacional da Polícia Judiciária”, refere-se no despacho, datado do dia 02 de Fevereiro.

O jurista substitui no cargo Teresa Alexandrina da Silva, que foi nomeada Ministra da Justiça, na última remodelação governamental.

Domingos Monteiro Correia era desde 2018 o diretor nacional adjunto da Polícia Judiciária guineense. ANG/Lusa