segunda-feira, 19 de dezembro de 2022

   Recenseamento eleitoral/GTAPE regista em sete dias 103.542 eleitores

Bissau,19 Dez 22(ANG) – O Diretor-geral do Gabinete Técnico de Apoio ao Processo Eleitoral(GTAPE), revelou que foram recenseados 103.542 eleitores em sete dias(10 à 17) e que prevê-se o registo  de  844.087 eleitores em todo o território nacional.

Gabriel Gibril Baldé falava no domingo, em conferência de imprensa sobre o balanço dos sete dias de recenseamento eleitoral para as eleições legislativas antecipadas de 04 de Junho de 2023.

Segundo os dados anunciados pelo diretor-geral do GTAPE, na região de Tombali foram recenseados 9.357 numa estimativa de 52.679 eleitores, em Quinara 6.920 contra a previsão de 33.377, na região de Oio, 13.445 numa previsão de 121. 463 eleitores.

Informou ainda que na Região de Biombo foram recenseados 2.147 eleitores contra a previsão de registo de  53. 445 eleitores, em Bolama Bijagós 4.099 eleitores na previsão 19. 207, em Bafatá foram recenseados 8.797 numa estimativa de 108.580, em Gabu 15.283 numa previsão de 109.597, Cacheu 16.628 contra 110.017 previstos e no Sector Autónimo de Bissau 26.866 numa previsão de 235.722, totalizando 103.542 eleitores.

Gabriel Gibril Baldé sublinhou que são dados muito encorajadores tendo em conta as dificuldades, de vária ordem, deparadas no arranque do processo.

O diretor-geral do GTAPE apontou dificuldades de manejo, pelos brigadistas, dos computadores, bem como o comportamento das máquinas e diz haver fraco desempenho das comissões setoriais instaladas ao nível nacional

 “São aspectos que vamos melhorar na próxima fase do processo”, garantiu.

O ministro de Administração Territorial e Poder Local que presenciou o acto, salientou que, pelos dados anunciados, está convicto de que o processo está no bom caminho.

Fernando Gomes disse ser normal haver dificuldades e fraca participação popular na primeira semana de recenseamento.

 “Apesar de todos esses problemas, conseguimos recensear 103.542 eleitores num período de uma semana e se pegamos nesse número e multiplicar por oito semanas dá uma previsão de mais de 844 mil que é mais ou menos o número de eleitores que se prevê para as eleições legislativas”, disse.

O governante afirmou que não há razões para  alarme tendo em conta que o processo está no bom caminho, e parabenizou  a equipa do GTAPE pelos trabalhos que estão a fazer com apoios de outras instituições.

O presidente da República, Umaro Sissoco Embaló anunciou na passada sexta-feira, o 04 de Junho de 2023 como nova data para a realização das eleições legislativas antecipadas, inicialmente previstas para 18 de Dezembro em curso. ANG/ÂC//SG

 

 

     Tunísia/Oposição exige demissão de Kais Said depois de "fiasco" eleitoral

Bissau, 19 Dez 22 (ANG) - As eleições legislativas na Tunísia foram um “fiasco”, com uma abstenção a bater recordes e a ultrapassar os 90%.

No domingo, o jornal Maghreb titulava “O falhanço" depois de a afluência às urnas ter ficado pelos 8.8%.

A oposição coligada na Frente de Salvação Nacional, exige a demissão do Presidente tunisino que acusa de não ter “a partir deste momento” legitimidade, além de estar numa posição de extrema fragilidade nas negociações com o FMI, cujo empréstimo é crucial para a economia do país.

A taxa de participação na primeira volta das eleições legislativas tunisinas foi de 8.8%, a mais baixa taxa de participação eleitoral no país desde a revolução de 2011, que tirou do poder o ditador Zine el Abidine Ben Ali e deu início à chamada Primavera Árabe.

O líder da coligação da oposição Ahmed Nejib Chebbi sublinha que “92% da população virou as costas ao processo ilegal que abafa a constituição” do país, numa alusão ao processo iniciado a 25 de Julho de 2021 pelo actual presidente tunisino, ao ter dissolvido o parlamento, demitido o primeiro-ministro e de ter concentrado em si próprio todos os poderes.

A segunda volta ainda não tem data definida.ANG/RFI

 

                     Mundial futebol/Argentina arrecadou terceiro título

 Bissau, 19 Dez 22 (ANG) - A Selecção Argentina venceu o Campeonato do Mundo de futebol que decorreu no Qatar, derrotando a França na final por 4-2 na marcação das grandes penalidades.

Terceiro título mundial, terceira estrela na camisola, para a Argentina que venceu o Mundial que decorreu em território qatari.

A França entrou no Estádio Lusail Iconic em Lusail com o título de Campeão do Mundo arrecadado em 2018 na Rússia.

Os franceses no entanto não entraram bem no encontro e a posse de bola era da Argentina que colocou uma forte pressão sobre a defesa francesa.

Aos 23 minutos, essa pressão acabou por ditar uma grande penalidade a favor dos argentinos, após uma falta do avançado Ousmane Dembélé sobre o extremo Ángel Di María.

Lionel Messi, capitão da Argentina, abriu o marcador apontando o sexto golo na prova.

A vencer por 1-0, a ‘Albiceleste' vai continuar a pressionar a França e vai apontar um segundo tento aos 36 minutos com um golo apontado por Ángel Di María, extremo da Juventus.

Os ‘Bleus’ estavam perdidos e Didier Deschamps fez uma aposta audaciosa, fazendo sair Ousmane Dembélé e Olivier Giroud, substituídos por Marcus Thuram e Randal Kolo Muani aos 41 minutos de jogo.

A aposta não surtiu efeito nos primeiros minutos e no intervalo os argentinos venciam por 2-0.

Mas a França nunca desiste. Aos 79 minutos, quando tudo parecia perdido, Randal Kolo Muani, avançado do Eintracht Frankfurt, lançado em profundidade, foi travado com uma falta de Nicolás Otamendi, defesa do SL Benfica. O árbitro não teve dúvidas e assinalou uma grande penalidade.

Aos 80 minutos, Kylian Mbappé não falhou a oportunidade e reduziu o marcador para 2-1.

A Selecção Francesa estava numa boa dinâmica e Kylian Mbappé bisou aos… 81 minutos! Em apenas um minuto, a França empatou o encontro a duas bolas.

O empate permaneceu até ao fim dos 90 minutos.

No prolongamento, a Argentina voltou a estar por cima até marcar um terceiro tento aos 109 minutos, na segunda parte do prolongamento, apontado novamente pelo avançado do Paris Saint-Germain, Lionel Messi.

Mas o jogo ainda estava longe do final! Aos 116 minutos, Kylian Mbappé rematou à baliza e o defesa Gonzalo Montiel parou a bola com o braço. Grande penalidade assinalada pelo árbitro polaco Szymon Marciniak.

Kylian Mbappé, avançado do Paris Saint-Germain, apontou o terceiro tento na partida, empatando novamente o jogo, a três bolas, que foi até ao fim dos 120 minutos.

Na marcação das grandes penalidades, a ‘Albiceleste’ venceu a França por 4-2

Lionel Messi, Paulo Dybala, Leandro Paredes e Gonzalo Montiel não falharam e marcaram as respectivas grandes penalidades.

Do lado francês, Kylian Mbappé e Randal Kolo Muani marcaram, enquanto Kingsley Coman e Aurélien Tchouaméni falharam.

A Argentina arrecadou o terceiro título mundial, vencendo por 4-2 a França na marcação das grandes penalidades após o empate a três bolas no fim do tempo regulamentar e do prolongamento.

Lionel Scaloni, seleccionador da Argentina com 44 anos, é o treinador mais jovem a vencer um Mundial.

Do lado do palmarés individual, Enzo Fernández, médio do SL Benfica de 21 anos, foi eleito melhor jovem do torneio, Emiliano Martínez, guarda-redes do Aston Villa, foi eleito melhor guarda-redes, Kylian Mbappé, avançado do PSG, arrecadou o troféu de melhor marcador com 8 golos apontados na prova, e Lionel Messi, capitão da Argentina, foi eleito melhor jogador do torneio.

Por fim, no que diz respeito ao Palmarés do Campeonato do Mundo, eis todos os vencedores:

Brasil - 5 triunfos

Itália e Alemanha - 4

Argentina - 3

Uruguai e França - 2

Inglaterra e Espanha – 1

ANG/RFI

sexta-feira, 16 de dezembro de 2022

Comunicação Social/Ministério de tutela nega aumento de valor monetário para obtenção de alvará para exercício da atividade de radiodifusão

Bissau,16 Dez 22(ANG) – O Ministério da Comunicação Social diz, em comunicado, que não há qualquer aumento de valor monetário para a obtenção de alvará para o exercício da atividade de radiodifusão.

O comunicado enviado hoje à ANG refere que o Ministério da Comunicação Social, tendo em conta o seu caráter provisório,  nunca fixou um valor para atribuição de  licenças.

“Existe um novo documento de licenciamento, Alvará, que é concebido ao operador mediante o pagamento de um valor fixado através de um despacho conjunto dos Ministérios da Comunicação Social e  das Finanças, em cumprimento da decisão do plenário do Conselho de Ministros sobre essa matéria”, refere  o comunicado.

Os Ministérios da Comunicação Social e das Finanças através de um despacho conjunto de 18 de Outubro deste ano, determinaram a aplicação de novas taxas para a obtenção de licenças de rádio e televisão, com valores considerados “exorbitantes”, por várias correntes de opiniões nacionais.

No comunicado, o Ministério da Comunicação Social diz que as especulações que se fazem sobre o assunto, evidenciam, por um lado, o desconhecimento total dos fundamentos da implementação da referida disposição.

“Por outro lado, demonstra a existência de uma clara instrumentalização de algumas organizações sociais, ONGs, e Sindicatos, visivelmente atreladas a alguma formação política com a única finalidade de provocar a instabilidade no país”, disse.

O comunicado acrescenta que, decorridos perto de 30 anos, depois da introdução dessa prática, e tendo em consideração que o pacote de leis aprovado em 2013 não contempla a concessão de alvará para o exercício da atividade audiovisual e da imprensa escrita, o Executivo entendeu, por bem, dotar o sector de um quadro legal, concedendo aos operadores licenças definitivas mas duráveis e mediante novas condições.

“Compreende-se perfeitamente, que se queira, manifestamente, reforçar a presença de algumas rádios como atores da vida política e pública do país vestidas de cores partidárias, em franco desrespeito ao estatuto editorial apresentado para a sua legalização. ANG/ÂC//SG

Comunicação Social/Representante da fundação Konrad Addenauer recomenda cumprimento  da deontologia profissional

Bissau, 16 Dez 22 (ANG) – A Representante da Fundação Konrad Adenauer(FKA), defende que para minimizar a situação das populações deve-se produzir informações que respeitem  o espírito  da deontologia profissiional.

Catarine Hauptmann falava à imprensa, quinta-feira, após o  encerramento do seminário organizado pela fundação que representa em parceria com  o Centro de Estudos de Ciências e Tecnológias de Informação (CESTI) e que juntou jornalistas dos três países da sub-região:  Gâmbia, Guiné-Bissau e Senegal.

O seminário de partilha e troca de experiências sobre o Papel dos Media para Segurança Transfronteiriça e Estabilidade de Sene-Gâmbia decorreu em Ziguinchor, Sul do  Senegal , entre 13 e 15 do Dezembro.

"Para nós o jornalismo é grande ator para a promoção da democrácia. É neste domínio que trabalhamos com a fundação, e o jornalismo é considerado como o quarto poder”, disse.

Hauptmann disse que  Senegal tem várias localidades fronteiriças com a Guiné-Bissau e Gâmbia, bem como  zonas de conflito em vários níveis, frisando que,  para a segurança transfronteiriça, da circulação de informação válida por todo lado, é de extrema importância,  a tranquilização da população e prevenção do conflito ou  sua resolução.

Defendeu  que é dever do jornalista  ter em conta no terreno, a deontologia profissional.

 “Aqui temos uma parte de jornalistas que têm consagrado  a deontologia profissional. As  comunicações que foram facultadas servem para a  partilha de conhecimentos com   jornalistas de muitos anos de exercício em zonas de conflito do Sul do Senegal”, disse .

 Aquela responsável prometeu fazer chegar as recomendações dos participantes do seminário à Fundação para serem analisadas, a fim de se avaliar  a necessidade de haver  mais formação aos profissionais dos três países.

 ANG/MI/ÂC//SG

Política/Presidente da República fixa  04 de Junho como nova data para legislativas antecipadas

Bissau,16 Dez 22 (ANG) -  O presidente da República, Umaro Sissoco Embaló anunciou esta sexta-feira o 04 de Junho de 2023 como nova data para a realização das eleições legislativas antecipadas, inicialmente previstas para 18 de Dezembro em curso.

O decreto que anuncia a nova data das legislativas convocadas devido a dissolução do parlamento no passado dia 16 de Maio, foi lida por António Oscar (Kankan)Barbosa, Porta-voz da presidência da República, e numa altura em que decorre o sexto dia do recenseamento dos eleitores, um processo de dois meses.

Em declarações à RDP-África, o presidente do PAIGC,Domingos Simões Pereira diz que a data foi marcada numa altura em que a Comissão Nacional de Eleições, órgão encarregue da organização e fiscalização das eleições se depara com a situação de caducidade dos seus membros, pelo que, segundo diz, “pairam muitas dúvidas sobre o processo”.

O líder do PAIGC disse esperar que a Comissão Permanente da Assembleia Nacional Popular encontre soluções para a clarificação d
a situação da CNE. ANG//SG

Política/Comité Central do PAIGC elege António Patrocínio Barbosa da Silva novo Secretário Nacional do partido

Bissau,16 Dez 22(ANG) - O Comité Central do PAIGC elegeu quinta-feira, sob proposta do Presidente do Partido, o novo Secretário Nacional, na pessoa de António Patrocínio Barbosa Da Silva, substituindo nas funções  Aly Hijazi.

De acordo com as resoluções do CC do PAIGC, à que a ANG teve acesso, após a sua eleição, o novo Secretário Nacional apresentou na reunião Extraordinária do Bureau Político do mesmo dia, a proposta dos seus  Secretários de  Departamentos, tendo os mesmos sido eleitos pela plenária.

Com este acto electivo o Secretariado do PAIGC passou a ter a seguinte composição: Secretario Nacional, António Patrocínio, Secretário do  Departamento dos Assuntos Políticos e Estratégicos, Abdu Sambú, Secretária do Departamento da Administração, Finanças e Patrimônio, Tomásia Manjuba. 

As funções de Secretário para o Departamento de Informação e Documentação foram confiadas ao Jornalista e Jurista  Francisco  Muniro Conté, as de Secretário para o Departamento das Relações Internacionais, ao Paulo Silva, e Maria de Lurdes Vaz é a nova Secretária para o Departamento dos Combatentes da Liberdade da Pátria, Cultura e Lazer.

Para a pasta de  Secretário para o Departamento dos Assuntos Jurídicos e Parlamentares foi confiada ao Jurista  Lassana Seide.

Na passada quarta-feira o BP já tinha aprovado a  composição dos 24 Membros da Comissão Permanente,tendo essa equipa sido  confirmada, através de votação, pelo Comité Central do partido. ANG/ÂC//SG

    República Centro-Africana/ Últimos soldados franceses deixaram Bangui

Bissau, 16 Dez 22 (ANG) -  Os últimos militares franceses deixaram a capital, Bangui, da República Centro-Africana,na quinta-feira, 15 de Dezembro e o campo militar vai ser agora devolvido às autoridades centro-africanas.

O último grupo de 47 militares deixou a República Centro-Africana num Avião Cargueiro das forças aéreas em direcção a Libreville no Gabão.

Esta é a conclusão dos 18 meses previstos para a saída dos militares franceses do país. Em Abril de 2021, Paris tinha suspendido a cooperação militar com a República Centro-Africana devido à presença dos mercenários russos de Wagner no país africano.

Já em Outubro passado, ficaram apenas 130 soldados que tinham apenas uma missão logística.

As chaves do campo de Bangui-M'Poko foram entregues, na terça-feira 13 de Dezembro, ao Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas Centro-Africanas, o general Zéphirin Mamadou.

Antes da saída definitiva dos militares franceses, o Presidente Faustin-Archange Touadéra, vários ministros e a líder da Minusca, Valentine Rugwabiza, fizeram uma visita às instalações.

As autoridades centro-africanas vão ter de decidir em breve quem vai ocupar o campo de M'Poko. A França deseja que seja a Minusca - Missão Multidimensional Integrada das Nações Unidas para a Estabilização da República Centro-Africana - a ocupar as instalações, mas também é possível que sejam os homens da Wagner que ocupem o espaço, aliás já tinham um espaço dedicado no aeroporto.

Uma última solução poderiam ser as forças ruandesas presentes no país devido à Minusca mas também no âmbito de uma colaboração bilateral, o que seria um sinal forte da presença dessa força na República Centro-Africana. ANG/RFI

 

 

             Guerra/Ucrânia descarta cessar-fogo no Natal e Ano Novo

 Bissau, 16 Dez 22(ANG) – As autoridades ucranianas descartaram quinta-feira a possibilidade de fazer um cessar-fogo no país no Natal e Ano Novo, alegando que a trégua só seria possível se as forças russas concordassem em abandonar o território.

“Não haverá um cessar-fogo completo do lado ucraniano até que não haja uma única força de ocupação na área”, afirmou, em conferência de imprensa, o general do exército Oleksi Gromov, citado pela agência de notícias Unian.

“A situação na frente não mudou significativamente”, lamentou antes de referir que as forças ucranianas conseguiram avançar cerca de 1,5 quilómetros em direção à localidade de Kreminna, na região de Lugansk.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, sugeriu à Rússia que retirasse as suas tropas da Ucrânia neste Natal, mas a medida foi totalmente rejeitada pela presidência russa (Kremlin).

“Ninguém apresentou qualquer proposta. Este assunto não está na agenda”, disse, na quarta-feira, o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov.

O responsável russo indicou que a principal tarefa das forças armadas russas “é proteger” as populações das áreas ocupadas e garantiu que “a operação militar especial vai continuar”.

A Rússia invadiu a Ucrânia em 24 de Fevereiro e, apesar das medidas de contra-ataque, Moscovo continua a manter o controlo sobre cerca de 18% do território, incluindo a península da Crimeia, que foi anexada em 2014.

Neste momento, 17,7 milhões de ucranianos precisam de ajuda humanitária e 9,3 milhões necessitam de ajuda alimentar e alojamento.

Desde o início da guerra, já morreram 6.755 civis e há pelo menos 10.600 feridos, de acordo com a ONU que sublinha que estes números estão muito aquém dos reais. ANG/Inforpress/Lusa

 


                  EUA
/Joe Biden assegura apoio à Agenda 2063

Bissau, 16 Dez 22 (ANG)– O Presidente norte-americano, Joe Biden, anunciou, quinta-feira, que o seu governo vai trabalhar com o Congresso, nos próximos três anos, na mobilização de USD 55 mil milhões, para promover as prioridades da Agenda 2063.

A Agenda 2063 é o plano mestre de África para transformar o continente em potência global do futuro e promover o seu desenvolvimento de forma inclusiva e sustentável.

Trata-se de um conjunto de iniciativas propostas e actualmente em implementação pela União Africana, adotadas a 31 de Janeiro de 2015, em Adis Abeba, Etiópia, por altura da 24ª Assembleia Ordinária dos Chefes de Estado e de Governo da organização continental.

Segundo o estadista norte-americano, que falava na Cimeira de Chefes de Estado, no quadro da Cimeira EUA-África, esse pacote representa o compromisso abrangente do seu país para com o povo africano, as suas infra-estruturas, a agricultura, a segurança e os sistemas sanitários.

Joe Biden manifestou o interesse dos EUA de incrementarem uma parceria estratégica com os africanos em todas as áreas, sublinhando que estão comprometidos em ajudar os Estados de África na avaliação do financiamento necessário para terem economias sustentáveis.

De acordo com Biden, os povos de África são indispensáveis para a promoção de um mundo mais livre, próspero e seguro, daí ser urgente a tomada de medidas decisivas e conjuntas.

Por isso, anunciou estão a liderar um esforço global para levar a cabo acordos equitativos e oferecer alívio da dívida para créditos globais.

"Estamos a solicitar ao Congresso que dê um crédito de USD 21 mil milhões ao FMI, para dar o acesso necessário ao financiamento aos países de baixo e médio rendimento", referiu.

Conforme o Presidente norte-americano, os EUA estão dispostos a apoiar os projectos de desenvolvimento, de forma resiliente, para contraporem, sobretudo, eventuais crises mundiais futuras.

Noutro domínio, reiterou que o seu país apoia integralmente as reformas da ONU, sobretudo a intenção de incluir na organização Estados africanos como observadores permanentes.

"África tem que ter voz em todas as salas onde são discutidos os desafios globais e em todas as instituições onde as decisões são tomadas", declarou Biden, que apelou, por outro lado, à União Africana para aderir ao grupo do G20, como membro permanente.

Na visão do estadista, a democracia é o melhor instrumento que os Estados dispõem para fazerem face aos enormes desafios, pelo que os EUA vão continuar a trabalhar para combater os retrocessos democráticos, por meio da sua iniciativa em África.

Anunciou, a esse respeito, que o seu governo vai trabalhar com o Congresso para investir USD 75 milhões, visando reforçar uma governação transparente e responsável, bem como facilitar o registo de eleitores e apoiar as reformas constitucionais.

De igual modo, avançou que, por meio de um programa piloto de três anos,avaliado em USD 100 milhões, o Departamento de Defesa dos EUA trabalhará com os parceiros africanos para impulsionar reformas e construir ou desenvolver as suas capacidades de segurança.

Joe Biden advertiu aos líderes africanos, entretanto, que o sucesso de toda a estratégia avaliada no âmbito da Agenda 2063 e da Cimeira de Washington não será alcançado apenas com comunicados, mas com uma verdadeira actuação dos Estados.

"Precisamos de passar os nossos compromissos do papel para a prática,a fim de se refletirem na vida das pessoas", apelou Joe Biden, que se mostrou ansioso e disponível para visitar África.

"Tenho muita vontade de conhecer-vos a todos e visitar os vossos países", rematou o anfitrião da Cimeira de Líderes EUA-África. 

Além da Cimeira dos Chefes de Estado, que discutiu as parcerias estratégicas para a Agenda 2063, o último dia da Reunião de Cúpula EUA-África foi marcado pela abordagem de dois painéis, "Parcerias Multilaterais com a África para Encontro Global" e "Promoção da Segurança Alimentar e Resiliência dos Sistemas Alimentares".

A Cimeira de Washington, uma iniciativa do Presidente Joe Biden, apoiada pela União Africana, decorreu de 13 a 15 de Dezembro, com a participação de mais de 49 líderes africanos, incluindo o Chefe de Estado angolano, João Lourenço, e influentes homens de negócios.

Durante os dois primeiros dias, vários eventos foram realizados, com destaque para o Fórum da Juventude e o Congresso Anual da Eximbank, que contou com mais de 100 participantes.

Na quarta-feira, decorreu o Fórum de Negócios, encontro em que o Presidente de Angola interveio no painel relacionado com o tema "Construindo um Futuro Sustentável: Parcerias para Financiar Infraestruturas Africanas e a Transição Energética". ANG/Angop

 

               EUA-África/ UA pede acção conjunta contra o terrorismo

Bissau, 16 Dez 22 (ANG) – O presidente da União Africana (UA), Macky Sall, afirmou quinta-feira, em Washington, que África deseja partilhar cinco prioridades da sua agenda com os Estados Unidos da América, com particular detaque para o combate ao terrorismo.

Ao intervir na Cimeira de Chefes de Estado, enquadrada na reunião de Cúpula EUA-África, o também Presidente do Senegal explicou que a primeira prioridade da parceria afro-americana é a manutenção da paz, segurança e luta contra o terrorismo, de maneira global.

"Desejamos que o combate contra o terrorismo em África faça parte da luta global contra esse flagelo, que constitui uma ameaça à paz e segurança internacional", expressou.

Segundo o presidente da UA, os estados africanos esperam por um forte envolvimento de Washington nessa questão vital, para que o Conselho de Segurança (CS) da ONU coloque o tema do terrorismo em África no mesmo quadro de mecanismos de segurança colectiva da Carta Universal das Nações Unidas.

Saudou, a esse respeito, a decisão do Presidente norte-americano, Joe Biden, de apoiar a participação de África como membro permanente do grupo do G20 e do CS das Nações Unidas. 

Conforme Macky Sall, a segunda linha da parceria estratégica tem a ver com eixo alterações climáticas, crises sanitárias e o direito de saque especial ou suspensão das dívidas contraídas pelos Estados africanos.

Solicitou, por isso, uma acção solidária internacional em relação a matéria do perdão da dívida, por forma a assegurar-se os esforços de resiliência e de relançamento das economias africanas.

A propósito desse assunto, o Presidente dos EUA, Joe Biden, anunciou na quinta-feira, em Washington, que o seu país está a liderar um esforço global para levar a cabo acordos equitativos, a fim de oferecer alívio da dívida para créditos globais. 

"Estamos a solicitar ao Congresso que dê um crédito de USD 21 mil milhões ao FMI, para dar o acesso necessário ao financiamento aos países de baixo e médio rendimento", referiu Biden.

Entretanto, no quadro da parceria estratégica com os EUA, Macky Sall disse que África tem como terceiro pilar de actuação o envolvimento dos americanos na construção de infra-estruturas, como estradas, caminhos-de-ferro, centrais eléctricas e infra-estruturas digitais.  

Referiu que África precisa de USD 96 mil milhões, até 2030, para financiar as suas necessidades, pelo que exige uma transição equitativa em termos competitivos, para ter  acesso universal à electricidade, cuja falta afecta mais de 600 milhões de africanos.

Outro pilar importante na estratégia de cooperação, segundo o presidente da UA, é ganhar a batalha da soberania alimentar, pelo que o continente solicita dos EUA a adoção de medidas urgentes para facilitar o acesso aos fertilizantes e outros produtos agrícolas. 

"Queremos trabalhar com os EUA para melhorar a produção em África, com base num investimento massivo", precisou Macky Sall, durante o encontro que contou com a participação do Presidente Joe Biden.

De igual modo, disse, África apela aos EUA para um trabalho conjunto susceptível de assegurar uma governação mundial mais justa e pacífica, tendo solicitado o levantamento das sanções impostas ao Zimbabwe.

Os EUA impuseram sanções financeiras e de viagens à elite política, militar e económica do Zimbabwe, bem como a empresas ligadas ao Estado, há cerca de duas décadas.

A medida deveu-se a violentas apreensões em massa de terras de propriedade de brancos, alegadas fraudes eleitorais e violações dos direitos humanos, pelo antigo Presidente da República daquele país africano, Robert Mugabe (falecido).

O Zimbabwe foi considerado, até a altura da independência do governo colonial, em 1980, uma das economias mais promissoras da África. 

Actualmente, regista deficiências no seu sistema de saúde, fornecimento de água, transporte e a nível das infraestruturas públicas. 

Além da Cimeira dos Chefes de Estado, que discutiu as parcerias estratégicas para a Agenda 2063, o último dia da Reunião de Cúpula EUA-África foi marcado pela abordagem dos painéis, "Parcerias Multilaterais com a África para Encontro Global" e "Promoção da Segurança Alimentar e Resiliência dos Sistemas Alimentares".

A Cimeira de Washington, uma iniciativa do Presidente Joe Biden, apoiada pela União Africana, decorreu de 13 a 15 de Dezembro, com a participação de mais de 49 líderes africanos, incluindo o Chefe de Estado angolano, João Lourenço, e vários homens de negócios.

Durante os dois primeiros dias, vários eventos foram realizados, com destaque para o Fórum da Juventude e o Congresso Anual da Eximbank, que contou com mais de 100 participantes.

Na quarta-feira, decorreu o Fórum de Negócios, encontro em que o Presidente de Angola interveio no painel relacionado com o tema "Construindo um Futuro Sustentável: Parcerias para Financiar Infra-estruturas Africanas e a Transição Energética". ANG/Angop

 

Washington/EUA dizem que “sucesso significativo” foi alcançado na cúpula de líderes da África

Bissau, 16 Dez 22 (ANG) - Os EUA demonstraram "sucesso significativo" na consecução de seus objectivos durante uma cúpula de três dias com líderes africanos, disse quinta-feira o secretário de Estado, Antony Blinken.

"Fizemos um progresso significativo e tangível em todas as nossas prioridades esta semana, aproveitando o impulso que geramos nos últimos dois anos", disse Blinken a repórteres no encerramento da cúpula na capital do país.

Acrescentou que "a América não vai ditar as escolhas da África. Ninguém mais deveria. O direito de fazer essas escolhas pertence aos africanos, e somente aos africanos. Mas vamos trabalhar incansavelmente para expandir as suas escolhas".

O diplomata sustentou que, embora acredite que Washington alcançou "sucesso significativo" na realização de seus objectivos, "o julgamento final deve ser nos próximos dias, nas próximas semanas, nos próximos meses".

Os comentários encerram uma cúpula marcada pela assinatura de vários acordos multilaterais em diversas áreas, do espaço à segurança alimentar, e o anúncio de que o governo Biden investirá, em parceria com o Congresso, pelo menos 55 bilhões de dólares em África nos próximos três anos.

No total, 49 líderes africanos participaram da cúpula, além do chefe da União Africana (UA).

 Na quinta-feira, Biden deu o seu apoio à adição da UA ao G-20, o grupo multilateral de potências globais que se concentra em questões relacionadas à economia global.ANG/Angop

 

quinta-feira, 15 de dezembro de 2022


Saúde Pública
/ “Com a saída da Brigada Médica Sem fronteiras Guiné Bissau passou a registar um aumento ligeiro da taxa de mortalidade neo-natal”, diz ministro da saúde

Bissau, 15 Dez 22 (ANG) – O Ministro da Saúde Pública revelou que, com o fim das operações  da Brigada Médica Sem Fronteiras, a Guiné-Bissau voltou a registar um aumento ligeiro da taxa de mortalidade neo-natal.

Em declarações conjunta, esta quarta-feira, aos órgãos de comunicação social públicos, em jeito de balanço das atividades realizadas em  2022, Dionísio Cumba disse que a principal  causa de mortalidade nos menores tem a ver com a falta da ar, e diz ser  uma situação da responsabilidade das mães, pelo que a intervenção deve começar por aí, por forma a reduzir o nivel de mortes de crianças.

Reconcheceu que a população
tem dificuldades de acesso aos cuidados de saúde primários, sobretudo para diagnóstico pré-natal, e diz que alguns partos ocorrem fora de cuidados médicos.

Dionísio Cumba relaciona o aumento do número de mortes de  crianças à emigração dos médicos guineenses formados pela Brigada Médica Sem Fronteiras,  e à falta de  condições de trabalho em algumas estruturas sanitárias.

Segundo o ministro da Saúde, a média da mortalidade por cada 100 nados é quase de 50 por cento, de acordo com os dados fornecidos pelo hospital Nacional Simão Mendes.

Para inverter essa situação, Dionísio Cumba disse que contatou  um grupo de neonatólogos italianos, que dispõe de um projecto de dez anos, que, para além da assitência  medica vai incluir a componete de formação local.

“Uma missão de avaliação deste grupo deixou o pais recentemente, e vai apresentar  relatorio aos seus financiadores para análise,  e, em caso de aprovação, o projeto vai ser executado em todas as regiãos do país”, disse Dionísio Cumba.

Instado a falar sobre os equipamentos de hemodiálise explicou que aquando da visita do Presidente  Umaro Sissoco Embaló ao Brasil,  o seu homólogo prometera ajudar com cadeiras de hemodiálise para responder à alguns situações de emergência, promessa que Cumba acredita poder ser honrada pelo novo presidente brasileiro Luís Inácio Lula da Silva.

Para além do Brasil, disse que o governo do Irão, da Turquia e de Portugal haviam manifestado a intensão de apoiar as autoridades sanitárias nacionais para que os doentes de hemodiálises possam ser tratados  internamente.

“O terreno já está disponível para construção de um centro de internamente e acolhimento para tratamento de doentes que vêm das regiãos, no  hospital  Simão Mendes”, explicou Dionísio Cumba.

Relativamente a fábrica de oxigénio, o ministro da saúde nega a sua privatização, e diz que a sua gerência foi entregue à uma entidade para garantir a sua manutenção e reparação, em caso de avaria.

“Não é possivel garantir o fundo de manutenção, na ordem de 25 milhões de fcfa, por ano, no ministério das finanças”, disse.

A manutenção requerida para essa fábrica é  assegurada por uma empresa portuguesa de nome “Sis Advance”,contratada para o efeito.

No âmbito desse contrato, o Hospital Simão Mendes compra oxigénio a 20 mil fcfa por garrafa, e outras estruturas hospitalares regionais também compram, diz Donísio, num “valor simbólico” e mesmo não tendo denheiro são lhes fornecido o oxigénio para depois pagarem.

Em relação à alegadas atribuições  da  Junta Médica à pessoas que não têm qualquer tipo de problema de saúde, o ministro da Saúde disse ser uma questão do passado.

Referiu que em 2019 fazia parte da equipa de avaliação da Junta e que na altura tinha mais  de 1000 processos,mas que na verdade, como médico ficou envergonhado, com o fato de os próprios  médicos serem complices dessa situação. “Foram encontrados processos aprovados que não têm nenhuma ligação clínica”, disse.

“Hoje em dia, quem administra o processo de Junta Médica, depois da nossa aprovação é a Direcção geral de Saúde de Portugal,porque após a sua validação pela comissão nacional todas as informações ligadas ao caso são introduzidas numa plataforma para serem anailisadas em Portugal”, explicou.

Relativamente a falta de pessoal que se regista em  algumas  estruturas sanitárias, Dionísio Cumba afirmou que as vezes não é bem assim.

Disse que o problema é o incumprimento de  compromissos da parte dos  técnicos, porque “pouca gente está disposta a trabalhar fora de Bissau”.

Para resolver essa situação,Dionísio Cumba defende a realização de concurso para colocação de pessoas em função da necessidade de cada centro. ANG/LPG//SG