quinta-feira, 29 de dezembro de 2022

 Costa do Marfim/ Quatro condenações a prisão perpétua por atentado em 2016

Bissau, 29 Dez 22 (ANG) -  A justiça condenou hoje na Costa do marfim a prisão perpétua quatro pessoas no caso de um atentado terrorista em Grand Bassam em 2016 que tinha provocado a morte a 19 pessoas.

Foram condenados os cumplices dos mandantes do atentado já que estes últimos se encontram em paradeiro incerto.

Um mandado de captura internacional foi emitido pelo tribunal de Abidjã contra Kounta Dallah, tido como o cérebro do ataque.

A 13 de Março de 2016 três jovens começaram a disparar com kalachnikovs contra turistas presentes na praia de Grand Bassam, antes de visarem as esplanadas de vários restaurantes desta estância balnear marfinense.

Ao todo morreram 19 pessoas.

Os quatro réus presentes foram condenados, pois, a prisão perpétua por o tribunal os ter considerado culpados da autoria do ataque.

Tratara-se do primeiro do género na Costa do Marfim, tendo sido reivindicado pelo ramo da rede Al Qaeda no Magrebe islâmico, AQMI.

Na lista de pessoas que faleceram constavam 9 marfinenses, 4 franceses, 1 libanês, 1 alemã, 1 maliana, 1 nigeriana e 1 macedónia. Ficaram ainda feridas 33 pessoas de várias nacionalidades. ANG/RFI

 

    Covid-19/Especialistas alertam para risco de novas variantes na China

Bissau, 29 Dez 22 (ANG) - Especialistas em saúde alertaram que o aumento de casos de Covid-19 na China, à medida que o país abandona as restrições, poderá ser um terreno fértil para o aparecimento de novas variantes.

Beijing anunciou, na quarta-feira, o fim das quarentenas obrigatórias à chegada ao país, a partir de 08 de Janeiro, no último vestígio da política "zero covid", que, durante quase três anos, manteve a China fechada ao mundo desde que a pandemia começou.

Embora o governo chinês tenha deixado de publicar o número de casos diários, funcionários em várias cidades estimaram que centenas de milhares de pessoas foram infectadas, ao mesmo tempo que hospitais e crematórios estão sobrecarregados em todo o país.

Com o vírus agora livre para circular entre quase um quinto da população mundial, muitos países e especialistas temem que a China se esteja a tornar um terreno fértil para novas variantes.

Cada nova infecção aumenta as hipóteses do vírus sofrer uma mutação, disse Antoine Flahault, director do Instituto de Saúde Global da Universidade de Genebra.

"O facto de 1,4 mil milhões de pessoas serem subitamente expostas ao SARS-CoV-2 cria obviamente condições favoráveis ao aparecimento de variantes", disse à agência de notícias France-Presse (AFP).

Bruno Lina, professor de virologia na Universidade Francesa de Lyon, disse ao jornal La Croix que "dada a intensa circulação do vírus, e portanto o aumento do risco de mutações, um potencial conjunto de vírus poderá emergir da China.

Soumya Swaminathan, que até Novembro foi cientista chefe na Organização Mundial de Saúde (OMS), também disse que uma grande parte da população chinesa está vulnerável, em parte porque muitos idosos não tinham sido vacinadas.

"Precisamos de estar atentos a quaisquer variantes emergentes de preocupação", disse, ao jornal Indian Express.

Em resposta ao aumento de surto de casos, Japão, Índia e Estados Unidos vão exigir testes PCR a todos os passageiros provenientes da China, medida que Antoine Flahault afirmou poder ser uma forma de contornar qualquer atraso na informação proveniente de Pequim.

"Se conseguirmos amostrar e sequenciar todos os vírus identificados em todos os viajantes da China, saberemos quase imediatamente se novas variantes emergem e se espalham" no país, disse Flahault.

Xu Wenbo, chefe do instituto de controlo de vírus no Centro de Controlo e Prevenção de Doenças chinês, afirmou que os hospitais de todo o país vão recolher amostras de doentes e introduzir a informação sequencial numa nova base de dados geral, permitindo às autoridades monitorizar novas estirpes em tempo real.

Mais de 130 novas subvariantes da ómicron foram detectadas na China nos últimos três meses, disse Xu, na semana passada.
Estas incluem XXB e BQ.1, mas BA.5.2 e BF.7 continuam a ser as principais estirpes da ómicron detectadas na China, indicou o responsável chinês.

Uma "sopa" de mais de 500 novas subvariantes da ómicron foi identificada nos últimos meses, sublinhou Antoine Flahault.

"Todas as variantes, quando são mais transmissíveis do que as variantes anteriormente dominantes - tais como BQ.1, B2.75.2, XBB, CH.1 ou BF.7 - representam definitivamente ameaças, porque podem causar novos surtos", disse o epidemiologista.

"Hoje, nenhuma destas variantes parece apresentar novos riscos específicos de sintomas mais graves, mas isso pode vir a acontecer num futuro próximo", acrescentou. ANG/Angop
 

 


  Moçambique
/Detido suspeito no caso de empresário raptado e morto

Bissau, 29 Dez 22 (ANG) - Uma pessoa está detida em conexão com o rapto e homicídio do empresário Hayyum Mamade, cativo há duas semanas e encontrado morto na madrugada de ontem no bairro de Txumene, na Matola, província de Maputo, sul de Moçambique.

A notícia desta detenção doi avançada pelo Serviço Nacional de Investigação Criminal.  

Hayyum Mamade foi raptado no dia 14 de Dezembro e desde essa altura, segundo o Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), que as autoridades moçambicanas trabalhavam para o localizar e encontrar os culpados deste rapto que evoluiu para homicídio após o empresário ter sido encontrado morto na Matola.

"O que nós podemos avançar neste momento é que não temos a causa da morte na medida em a medicina legal está a fazer o seu trabalho. Dizer ainda que o SERNIC desde o primeiro momento em que tivemos o conhecimento deste crime, desdobramo-nos no terreno em busca da localização dos perpetradores deste crime e em conexão com este caso nos detivemos a alguns dias um cidadão", declarou Leonardo Simbine, porta-voz do SERNIC.

O Vice-Presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique, CTA, Vasco Manhiça, reage a este caso de rapto que terminou na morte da vítima, com exigências ao Governo 

"Que medidas energéticas sejam tomadas para parar com estes actos macabros que minam de facto o nosso ambiente de negócios. A CTA irá obviamente pronunciar-se com mais propriedade nos próximos momentos", declarou o empresário.

A onda de raptos que se verifica há 10 anos nas principais cidades moçambicanas, está a forçar o abandono de empresários e suas famílias do país . ANG/RFI

 

Nova Iorque/ONU suspende temporariamente vários programas de ajuda ao Afeganistão

Bissau, 29 Dez 22 (ANG) - A ONU anunciou hoje a suspensão temporária de vários programas de ajuda no Afeganistão, devido à falta de pessoal feminino, depois de os talibãs terem proibido as mulheres de trabalhar em organizações não-governamentais (ONG), segundo a Lusa.

"Alguns programas críticos já tiveram de ser temporariamente suspensos devido à falta de pessoal feminino", de acordo com um comunicado dos chefes das principais agências humanitárias da ONU e outras ONG presentes no Afeganistão.

A participação das mulheres é essencial em "todos os aspectos da resposta humanitária no Afeganistão", uma vez que podem aceder a "populações que os homólogos masculinos não podem alcançar", pelo que a participação em programas de ajuda "não é negociável e deve continuar", acrescentou a mesma nota.

Neste sentido, os responsáveis por programas humanitários no Afeganistão lamentaram que a proibição dos Talibãs "tenha consequências imediatas" num país, onde mais de 28 milhões de pessoas necessitam de assistência para sobreviver.

Desde que os talibãs proibiram as mulheres de trabalhar em ONG e agências internacionais como a ONU, no sábado passado, várias ONG como Save the Children, CARE e Conselho Norueguês para os Refugiados, entre outras, suspenderam os programas no Afeganistão.

A proibição do governo fundamentalista afegão veio dias depois de terem excluído as mulheres da universidade, alargando um veto ao ensino secundário feminino, imposto quando os talibãs chegaram ao poder, em Agosto do ano passado.

Desde então, as mulheres viram os seus direitos restringidos no Afeganistão com restrições como a segregação de género em locais públicos, a imposição do véu e a obrigação de serem acompanhadas por um parente masculino em viagens longas.

ANG/Angop

 

quarta-feira, 28 de dezembro de 2022

            Vaticano/Papa pede oração pelo seu antecessor Bento XVI

Bissau, 28 Dez 22 (ANG) - O Papa Francisco revelou, esta quarta-feira, que o seu antecessor, Papa Bento XVI, está “muito doente” e pediu aos fiéis uma “oração especial”.

“Gostaria de pedir a todos vós uma oração especial pelo Papa emérito Bento XVI, que, em silêncio, está a sustentar a Igreja. Recordemo-lo. Está muito doente, pedindo ao Senhor que o console e ajude, neste testemunho de amor à Igreja, até ao fim”, afirmou Francisco no final da audiência geral desta quarta-feira, no Auditório Paulo VI.

Sublinhe-se que Bento XVI, conhecido como Joseph Ratzinger antes de se tornar Papa, tornou-se, em 2013, o primeiro Papa a demitir-se em cerca de 600 anos. Desde então, o antigo sumo pontífice, de 95 anos, tem vivido no Vaticano.

Na altura do anúncio da renúncia, o Papa explicou que não se sentia em condições para responder aos desafios de um mundo em rápida mudança.

Ratzinger foi o primeiro alemão a chefiar a Igreja Católica em muitos séculos, a 19 de Abril de 2005. A 13 de Março de 2013, duas semanas após a renúncia do papa teólogo, a Igreja Católica elegeu Francisco, primeiro papa do hemisfério sul.ANG/Angop

 

Pescas/Ministro perspetiva para 2023 “a melhoria  das infraestrura  do setor para maior satisfação das necessidades do país”

Bissau, 28 Dez 22 (ANG) - O ministro das Pescas disse esta quarta-feira que perspetiva para 2023 a melhoria das infraesturas do  setor, de modo a assegurar melhor adequação dos seus serviços as necessidades do país.

A revelação de Orlando Mendes Vieigas  foi feita no quadro de entrevistas aos membros do Governo, em jeito de balanço das atividades desenvolvidas pelos diferentes ministérios no decurso de 2022.

“O Ministério das Pescas prevê  igualmente a obtenção da certificação dos produtos de pescas da Guiné-Bissau com vista a exportação  para o mercado Europeu, através da  acreditação do Laborátório Nacional de Pescas, e ainda o abastecimento regular  do mercado nacional em pescado, e a assinatura de mais acordos de  parcerias nomeadamente  entre o Ministerio das Pescas e as  de Portugal e da Galíza(Espanha)”, revelou o governante.

Vieigas acrescentou que ainda têm em manga, a aquisição de novos equipamentos, reabilitação do Centro de Formação Profissional Pesqueira de Bolama, implementação de reformas do quadro legal do Ministério das Pescas, organização de uma Mesa Redonda com os parceiros Técnicos e Financeiros , acreditação e certificação do laboratório do Centro de Investigaçaõ Pesqueira Aplicada (CIPA), entre tantos outras perspectivas

Mendes Vieigas disse também que pretendem construír um Porto de Pescas Indústrial no futuro e a aquisição de equipamentos modernos e meios navais para patrulheiros de grande porte, drones e helicópteros para fiscalização marítima.

“Concluiu-se que existe uma motivação e engajamento dos atores públicos e privados no relançamento do sector das pescas. Existe também a política de consolidação e alargamento da parceria público-privada para o financiamento do nosso ministério”, frisou Orlando Mendes Vieigas.

O ministro das Pescas disse que, ao longo de 2022, enfrentaram certas dificuldades, e indcicou, a título de exemplo, a morosidade no desbloqueio de fundos de apoio sectorial pelo Ministério das Finanças, a insuficiência de equipamentos e materiais adequados para a fiscalização marítima, a insuficiência de câmaras frigoríficos de conservação do pescado, e falta de fundos de maneio, entre outros.

“No domínio das pescas, o Governo promove o desenvolvimento das capacidades institucionais que facilitam a implementação de políticas e medidas capazes de contornar os obstáculos que podem interferir, negativamente, no desenvolvimento do setor”, referiu aquele governante.

Sustentou que o Governo recorreu a capacitação institucional  para contornar os obstáculos do setor das pescas relativos a exploração e gestão sustentáveis dos recursos haliêuticos, a necessidade de  aumento das receitas do setor, e de incentivar o desenvolvimento sustentável das fileiras das pescas, a valorização dos recursos humanos do setor através de execução de programas ou ações de capacitações e implementação do Plano Estratégico de Desenvolvimento das Pescas.

Orlando Mendes Vieigas destacou  que, no decorrer de 2022, o Ministério das Pescas conseguiu realizar algumas visitas à diferentes zonas do país tendo-se inteirado  das situações  com que se deparam as pessoas ligadas as actividades pesqueiras, implementou  o período de repouso do mar, 1ª Edição 2022, iniciou a construção das sedes do Centro de Investigação Pesqueira Aplicada(CIPAS) e de Fiscalização e Controlo de Actividades de Pescas(FISCAP) e do Laboratório de Controlo de qualidade do pescado.

Segundo Vieigas, ainda em 2022 foi possivel a assinatura de memorandos com a  Galíza(Espanha), no domínio de reforço de capacidades intitucionais e com  o Fundo das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) para a garantia da segurança alimentar e o desenvolvimento da Aquacultura. ANG/AALS/ÂC//SG

    Genebra/Crise alimentar em África pode ser mais "aguda" em 2023

Bissau, 28 Dez 22 (ANG) - A organização humanitária Médicos Sem Fronteira
s (MSF) alertou terça-feira (27) para o risco de as crises de insegurança alimentar ocorridas este ano em vários países africanos, agudizadas devido às alterações climáticas, inflação ou conflitos, poderem explodir "agudamente" em 2023.

Para a organização MSF, "o ano 2023 representa uma continuação e mesmo um possível agravamento das possíveis crises de insegurança alimentar que foram anunciadas em 2022", disse hoje José Mas, director adjunto de operações da organização, numa entrevista à Efe.

Neste sentido, a MSF coloca o foco tanto nos países do Sahel, como Mali, Burkina Faso e Nigéria, como também no Corno de África, incluindo a Somália, Etiópia, Sudão e Sudão do Sul.

Mais de 35 milhões de pessoas passam fome na África Ocidental e Central devido à persistente insegurança e ao aumento dos preços no rescaldo da guerra na Ucrânia e da covid-19, de acordo com os últimos números da Organização das Nações Unidas (ONU).

Os países da África Oriental, entretanto, estão a sofrer a pior seca dos últimos 40 anos, que tem vindo a afectar cerca de 20,2 milhões de crianças na Etiópia, Quénia e Somália, um número que duplicou nos últimos cinco meses, segundo a ONU.

"Estamos a preparar-nos para responder a possíveis emergências nutricionais que possam resultar destas crises alimentares", disse.

A organização ainda não detectou "situações generalizadas de fome" num país, contudo, alertou para "zonas localizadas com indicadores muito alarmantes".

No final de Setembro, a MSF relatou uma crise "catastrófica" de desnutrição no noroeste da Nigéria, uma área que é frequentemente atacada por homens armados.

A organização não-governamental (ONG) salientou que muitas destas crises humanitárias são exacerbadas por conflitos, tais como a guerra entre o governo federal etíope e a província do norte de Tigray - que chegou a um acordo de paz em 02 de Novembro após dois anos de combates - e o terrorismo no norte de Moçambique.

"A guerra não só tem um impacto directo nas pessoas, com mortes, ferimentos e violência sexual, mas também indirectamente, causando deslocamentos forçados ou restringindo o seu acesso aos serviços de saúde", de acordo com o trabalhador humanitário.

Para 2023, Mas salientou também os efeitos da covid-19 nos sistemas médicos de países com conflitos antigos, como a República Democrática do Congo (RDC) ou a República Centro-Africana (RCA), onde a pandemia interrompeu as campanhas de vacinação de rotina.

Em toda a África subsariana, vê-se "de novo em cima da mesa doenças, como o sarampo, que são evitáveis através da vacinação", lamentou. ANG/Angop

 

Comércio/"Antigos feirantes serão  priorizados na ocupação do novo Mercado Central  de Bissau”, diz advogado da empresa Djaló Petro Service  

Bissau, 28 Dez 22 (ANG) - O advogado da Djaló Petro Service, empresa que assume a gerência do Mercado Central de Bissau declarou hoje  que os antigos feirantes terão a prioridade na reocupação do renovado imóvel , inaugurado, segunda-feira, pelo Presidente da República,Umaro Sissoco embaló.

Alcibíades Alves Gomes dos Santos falava  em entrevista à ANG sobre as condições de acesso as dependências do Mercado Central de Bissau para ativdidade comercial.

“As primeiras condições têm haver com a prioridade. A empresa responsável pela gestão  do Mercado de Bissau foi sempre clara ao dizer que a preferência é para os antigos ocupantes cujos nomes estão na lista que a Câmara Municipal entregou a administração da empresa que venceu o concurso para a gestão da Feira de Praça que é Djaló Petro Service”, disse.

O advogado disse que, por isso, em várias ocasiões, a empresa Djaló Petro Service fez questão de esclarecer  que os antingos feirantes gozam do  “direito de preferência”.

”Quanto a isso penso que não resta menor dúvida. Vamos lutar para o esclarecimento deste assunto para que não haja especulação em relação a isto”, salientou.

Alcibíades Santos acrescentou que a administração da empresa elaborou, previamente,  um termo e as condições para o efeito.

Disse que as pessoas que vão ocupar o novo “Feira de Praça” podem dirigir-se  à  administração da empresa e avançar com as suas pretenções para serem resgistradas para depois lhes serem  entregues os termos e condições numa ficha a preencher já com indicações do  preço estabelecido no acordo firmado entre a Câmara Municipal de Bissau e a empresa gestora do mercado.

 

Segundo Alcibiades Alves Gomes dos Santos , o referido acordo estabelece que, por cada metro quadrado deve  ser pago 35 mil francos cfa, com margem de oscilação.

“È um preço diferente do praticado antes do  incêndio  ocorrido no mercado , porque  fez-se  um grande investimento  pelo Estado, no valor de 4 mil milhões de francos CFA, para sua   reabilitação”, disse Gomes dos santos, acrescentando que, na sua inauguração, “o Presidente da República disse que o mercado tem que pagar  si mesmo”.

Realçou que é preciso que as pessoas que vão ocupar o mercado tenham a  consciência de que a situação do mercado agora é outra, com condições que exigem mais cuidados, em termos de limpeza, recolha de lixo, segurança entre outras .

O advogado da Djaló Petro Service disse que a outra condição a estabelecer vai ser a segurança civil obrigatória,  porque o Mercado foi destruido pelo incêndio  e as pessoas que lá estavam até hoje não conseguiram recuperar nem 1 franco CFA.

“A empresa e a  Câmara Municipal estão preocupados com aquela situação e decidiram que têm que introduzir a  questão de Seguros, para que seja assumida  os encargos para com eventuais danos que possam vir a surgir”, disse.

Segundo  aquele responsável, independentemente da condição de preferência à antiguidade, há outras condições que a administração do Centro Comecial está a exigir para as pessoas terem acesso aos cacifos, tálios e lojas dentro do Mercado.

Questionado sobre o início da atividade no mercado, Alcibíades disse que já se encontra aberto  e que todas as pessoas que têm cacifos podem se dirigir à administração para que  possam reocupar os seus lugares.

Pede a Associação dos feirantes para se optar pelo   diálogo, porque a empresa responsável pela administração do Mercado comprou a dívida na ordem de 4 mil milhões de franco CFA.

“Este tipo de investimento exige sempre a tranquilidade e paz para se poder gerir o mercado e pagar aquilo que o Estado tomou para reconstruir o mercado e também conseguir  ganhos”, salientou.

Disse que a empresa está disposta a chegar ao consenso com os ocupantes  do Mercado Central.

A porta voz das mulheres vendedeiras,  Antónia da Silva Costa  disse estar muito preocupada com situação do mercado, porque como antigos ocupantes,  há 16 anos à espera da sua reabilitação, nem foram  chamados para participarem na cerimónia da sua inauguração.

“De surpresa, mandaram-nos dizer que não vamos mais sentar-se aqui nos passeios a frente do mercado e isso nos estranhou. Se alguém me disse que não há problemas vou lhe dizer que não é verdade, porque deviamos sair daqui para ocupar os nossos lugares dentro do mercado”, disse.

Antónia Costa disse  que dispõem de informações segundo as quais os preços para reocupação do mercado vão ser   exorbitantes , e alega que sofreram perdas devido ao incêndio, por duas vezes, do mercado mas que não tiveram nenhuma compensação .

Antónia diz que não são  justos  os preços estipulados para se ter acesso as dependências do mercado para suas atividades comerciais. “Se pagarmos esses preços não vamos ter de comer com os nossos filhos e resolver outros assuntos”, disse. ANG/MI/ÂC//SG     

  Angola/Jornalista da Rádio Despertar deixa Luanda por motivos de segurança

Bissau, 28 Dez 22 (ANG) - O jornalista Cláudio Pinto deixou Angola após ameaças que culminaram na agressão à sua mulher, e os agressores também ameaçaram o filho bébé do jornalista.

Uma semana depois da manifestação dos jornalistas angolanos pela liberdade de imprensa e contra as agressões à profissionais, o radialista da emissora independente, Rádio Despertar ,Cláudio Pinto, abandonou Angola por questões de segurança.

Há três meses, o jornalista foi alvo de ameaças por desconhecidos que culminaram com agressões físicas à sua mulher que foi ferida por duas vezes na sua residência e na via pública, com arma branca. Os supostos meliantes, ameaçaram, igualmente, matar o filho de tenra idade do casal. Apesar das queixas feitas a polícia, estão ainda por identificar os supostos agressores.

Na altura, o o activista angolano Dito Dali que esteve em contacto com o jornalista, explicou à RFI que "agentes não identificados - mas ele (Cláudio Pinto) alega que são agentes dos serviços de inteligência - usaram uma chave profissional e entraram no interior da casa, encontraram a esposa e começaram a brutalizar.

 

Os mesmos informaram a esposa que fizeram aquela acção para que o marido dela se calasse e deixaram uma carta, carta essa que não está disponível ao público".

 

Cláudio Pinto,temendo pela vida e para proteger a sua família, anunciou nas redes sociais que decidiu abandonar Angola. A difícil decisão do jornalista reanimou o debate no seio dos jornalistas e da sociedade angolana sobre a impunidade de quem ameaça e agride os profissionais da comunicação social no país.

O Presidente João Lourenço, que apoiou a manifestação de jornalistas pela liberdade de imprensa, é confrontado entretanto, com a falta de esclarecimentos das agressões a jornalistas por parte dos seus departamentos ministeriais. ANG/RFI

 

Suíça/Alto-comissário da ONU pede aos talibãs para reverterem restrições

Bissau, 28 Dez 22 (ANG) – O alto-comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Turk, condenou terça-feira o aumento das restrições dos direitos das mulheres no Afeganistão, pedindo ao regime talibã a sua reversão imediata.

Na semana passada, as autoridades talibãs suspenderam a educação universitária para mulheres, provocando indignação internacional e manifestações nas cidades afegãs, sobretudo depois de terem anunciado a exclusão de mulheres em atividades de organizações não governamentais (ONG).

“Nenhum país pode desenvolver-se ou sobreviver social e economicamente com metade da sua população excluída”, disse o alto-comissário da ONU em comunicado.

“Este recente decreto das autoridades terá consequências terríveis para as mulheres e para todo o povo afegão”, acrescentou Turk, alegando que proibir as mulheres de trabalhar para ONGs as privará de rendimentos e do direito de “contribuir positivamente” para o desenvolvimento do país.

Apesar de inicialmente terem prometido um Governo mais moderado, respeitando os direitos das mulheres e das minorias, quando assumiram o poder, no ano passado, os talibãs implementaram uma interpretação estrita da lei islâmica.

O regime talibã já baniu as meninas do ensino fundamental e médio, afastaram as mulheres da maioria dos empregos e ordenaram que usassem indumentária própria.

“Mulheres e meninas não podem ver os seus direitos negados. As tentativas das autoridades de relegá-las ao silêncio e à invisibilidade não terão sucesso – apenas prejudicarão todos os afegãos, aumentarão o seu sofrimento e impedirão o desenvolvimento do país”, insistiu Turk. ANG/Inforpress/Lusa

 

Covid-19/Japão, Índia e Estados Unidos impõem restrições a viajantes chineses

Bissau, 28 Dez 22 (ANG) - O fim das restrições de viagens de e para a China está a inquietar muitos países que recebiam visitantes chineses antes da pandemia, levando Japão, Índia e Estados Unidos, assim como outros Estados, a imporem novas medidas como testes PCR de quem vem da China à chegada aos seus territórios.

Logo após o anúncio do fim da quarentena obrigatória para quem chega ao território chinês, definida pelo regime de Xi Jinping para 8 de janeiro, milhões de chineses precipitaram-se para os sites de viagens, com estas empresas a registaram dez vezes mais de reservas do que no ano anterior com os principais destinos a serem Macau, Hong Kong, Japão, Tailândia e Coreia do Sul.

O anúncio do fim das restrições acontece numa altura em que a pandemia de covid-19 não está de todo controlada, estimando-se que cerca de 250 milhões de pessoas na China estejam infectadas, com hospitais e crematórios a rebentar pelas costuras e com muitos chineses a não terem acesso a medicamentos como o paracetamol, que servem para atenuar a febre.

Esta situação está a inquietar países em todo o Mundo, especialmente os países mais desejados para as viagens dos chineses como Japão, onde o primeiro-ministro, Fumio Kishida, assumiu haver "uma preocupação crescente" com a chegada destes turistas exigindo um teste PCR negativo a quem chegue da China. Outros países seguiram esta tendência, como a Índia ou a Malásia.

Já os Estados Unidos lamentaram "a falta de dados transparentes" sobre este novo surto da pandemia, com o país a preparar-se também para impor restrições a todos os visitantes que venham da China.

Em 2019, 150 milhões de turistas chinesesviajaram pelo Mundo e no ano seguinte, o primeiro ano da pandemia, apenas 20 milhões se deslocaram ao estrangeiro. Apesar de ter sido possível viajar nos últimos três anos a partir da China, as deslocações eram fortemente desencorajadas pelas autoridades de Pequim que limitaram os slots de voos nos aeroportos e proibiram excursões em grupo ao exterior. ANG/RFI

 

  Filipinas/Novo balanço aponta para pelo menos 25 mortos nas inundações

Bissau, 28 Dez 22 (ANG) - Pelo menos 25 pessoas morreram nas inundações ocorridas no dia de Natal, nas Filipinas, indicaram hoje, num novo balanço, as autoridades.

Dezenas de milhares de pessoas foram forçadas a fugir de casa, depois de a chuva torrencial ter deixado submersas várias localidades e autoestradas, cortando as festividades natalícias, neste país de maioria católica.

Mais de 81 mil pessoas procuraram refúgio nos centros de acolhimento, indicou a agência de gestão de catástrofes filipina, numa altura em que prosseguem os esforços para ajudar as populações mais atingidas.

Além das vítimas mortais, 13 das quais registadas na província de Misamis Ocidental, na ilha de Mindanau, no sul do arquipélago, a agência disse que 26 pessoas continuam desaparecidas e nove ficaram feridas.

As previsões meteorológicas apontaram para uma continuação da chuva, moderada a forte, durante o dia e na quinta-feira, nas regiões central e sul, devido à presença de uma zona de baixa pressão proveniente da costa, com a possibilidade de evoluir para depressão tropical.

"Inundações e aluimentos de terra desencadeados pela chuva são possíveis", explicou o instituto de meteorologia filipino.
Por outro lado, as autoridades disseram que estão a decorrer operações de reconhecimento aéreo na zona de Misamis Ocidental para avaliar a extensão dos danos.

As condições meteorológicas começaram a agravar-se no final da semana passada nas Filipinas, um dos países do mundo mais vulneráveis às catástrofes naturais e quando grande parte dos 110 milhões de habitantes se preparavam para festejar o Natal.  ANG/Angop

 

terça-feira, 27 de dezembro de 2022

Recursos Naturais/Titular da pasta destaca avanços registados na implementação do projeto de Energia da OMVG

Bissau 27 Dez 22 (ANG) – O ministro dos Recursos Naturais considerou hoje de satisfatório o desempenho das suas funções, durante cerca de seis meses, destacando avanços registados na implementação do projeto de Energia da OMVG que abrange quatro países.

“Se não fosse por causa da situação particular das nossas zonas pantanosas já teríamos luz elétrica através deste projeto, o que seria  grande avanço na melhoria de vida da população nestes países “,disse Dionísio Cabi  aos órgãos públicos de informação em jeito de balanço das actividades levadas a cabo durante o ano em curso e sobre as perspetivas para  2023.

“Desde que assumi o cargo deparei com um conjunto de problemas que tinham que ser solucionados, e daí começei a dar passos em função do que fizera o meu antecessor com o objectivo de solucionar passo à passo os desafios alencados”, salientou.

Cabi qualificou contudo o balanço de positivo uma vez que foi dado um avanço significativo no que tem a ver  com o projeto da energia da Organização para Aproveitamento da Bacia do Rio Gâmbia (OMVG) destinado aos quatro países da sub-região nomeadamente Guiné-Bissau, Senegal, Guiné Conacri e Gâmbia.

Uma outra realização segundo Dionísio Cabi, são as pesquisas para  a confirmaçáo da existência ou não do petróleo no solo guineense, com a emissão de quatro licenças de prospeção.

Salientou que deu-se ainda a celeridade para a resolução dos problemas pendentes na área da Areia Pesada de Varela e da exploração de Bauxite de em Boé, no Leste da Guiné.

Explicou  que o governo decidiu rescindir os contratos de prestação de serviço com a Bauxite Angola e com a empresa russa Photo SARL, por falta de cumprimento do acordo por parte destas empresas, e com a perspetivas de em 2023 ver estes setores  serem relançados para a melhoria da vida socioecónomico das populações.

Dionísio Cabi frisou que para que estes projetos e mais outros possam ser realizados, precisa-se de regulamentar o setor com novas leis, e segundo ele, até Janeiro de 2023 vai se concluir o processo para que tudo fique mais claro em termos do cumprimento dos direitos e deveres contratuais.

Cabi admite que, se o sector de exploração mineral for bem trabalhada pode vir a mudar as condições de vida dos guineenses.

Relativamente a exploração do Fosfato de Farim, Cabi explicou que a situação esta mais avançada, sublinhando que o atraso foi causado pela pandemia da Covid-19 que levou a empresa a parar, durante dois anos.

“Hoje está-se a trabalhar no sentido de retoma das ações nas minas de fosfato de Farim. Para retomar o processo o Governo entendeu, por bem, harmonizar o contrato ou algumas cláusulas no documento com as leis da União Económica e Monetária Oeste Africana(UEMOA).

Disse  que, na primeira semana de Janeiro de 2023, vai chegar à Bissau um grupo de juristas que  vai prestar assistência ao Governo nas negociações desse  contrato.

“Vamos tomar em conta a população local que é a prioridade, através de um estudo ambiental  e em benefícios locais, através de construção de casas, escolas, hospitais e outras infraestruturas sociais“, disse.

Dionisio Cabi falou igualmente da lei da regulamentação das pedreiras que depois da escavação são abandonadas pelas empresas deixando enormes valas no chão, o que diz serem  prejudiciais para as pessoas e o meio ambiente.

Uma vez regulamentada a exploração dos recursos, tudo o que uma empresa irá fazer numa determinada zona, deve, inclusivê,  contribuir para a melhoria da vida da população local  atingida pelo impacto da exploração.
ANG/MSC/ÂC//SG

Recenseamento eleitoral/GTAPE anuncia registo de 246.450 mil eleitores em duas semanas

Bissau,27 Dez 22(ANG) – O Diretor-geral do Gabinete Técnico de Apoio ao Processo Eleitoral(GTAPE), anunciou que foram recenseados 246.450 eleitores em duas semanas(10 à 24 de Dezembro), numa previsão total de 844.087 mil eleitores em todo o território nacional.

Gabriel Gibril Baldé falava em conferência de imprensa realizada hoje no balanço de duas semanas de recenseamento eleitoral para as eleições legislativas antecipadas de 04 de junho de 2023.

Segundo os dados anunciados pelo diretor-geral do GTAPE, na região de Tombali foram recenseados 21.888 numa previsão de 52.679 eleitores, enquanto que em Quinará 13.382 eleitores foram registados numa estimativa de 33.377.

Gabriel Gibril Baldé disse que na região de Oio foram recenseados 33.180 eleitores numa previsão de 121.463, em Biombo 21.888 numa estimativa de 53.445, Bolama Bijagós 7.034 numa estimativa de 19.207 eleitores, na região de Bafatá foram recenseados 25.449, numa previsão de 108.580.

Informou que em Gabu foram recenseados 35. 021 numa estimativa de 109, 597, em Cacheu 32,666 numa previsão de 110.0178, no Sector Autônimo de Bissau 55.942 numa estimativa de 235. 722 eleitores, totalizando 246. 450 em todo o território nacional.

O  diretor-geral do GTAPE disse que já estão a ultimar os preparativos visando o envio das equipas que irão proceder os trabalhos de recenseamento na diáspora.

“O processo de recenseamento na diáspora exige cumprimento de vários requisitos dentre os quais a preparação de documentação das pessoas a serem enviadas”, frisou Gabriel Gibril Baldé.

Informou que, ainda hoje os elementos que irão compor as brigadas de recenseamento na diáspora serão submetidas ao teste de avaliação seguido de três dias de formação, após a qual os nomes dos brigadistas serão remetidos  ao Ministério dos Negócios Estrangeiros para efeitos de pedidos de  vistos de viagem.

Aquele responsável voltou a afirmar que o recenseamento é obrigatório para todos os cidadãos, salientando que, quando o processo completar um mês, vai determinar em parceria com o Ministério do Interior a proibição de viagens as pessoas que não recensearam.

Entretanto, segundo uma nota à imprensa do GTAPE, à  que a ANG teve acesso hoje, o Gabinete Técnico  de Apoio ao Processo Eleitoral (GTAPE) já dispõe de kits de recenseamento para  círculos de diáspora, nomeadamente África e Europa.

Segundo a nota, para Círculo Eleitoral 22, nomeadamente África, serão enviados um total de 6 kit, Senegal 2, Mauritânia 1, Gâmbia 1, Guiné-Conacri 1, e Cabo Verde 1.

Para o Círculo eleitoral 23, concretamente a Europa,  a Alemanha 1, Portugal 2, Espanha 2, França 2, Inglaterra 2, Bélgica, Holanda e Luxemburgo 1.ANG/ÂC//SG

   Comércio/Presidente da República inaugura Mercado Central de Bissau

Bissau,27 Dez 22(ANG) – O Presidente da República presidiu na segunda-feira, dia 26, a inauguração do Mercado Central de Bissau, um edifício de três pisos contando com 360 lugares para venda e com capacidade para  albergar 480 comerciantes.

Umaro Sissoco Embaló pediu na ocasião o bom uso do empreendimento comercial,  cuja gestão vai estar sob a alçada da empresa Djaló Petro Services.

O chefe de Estado afirmou que serão as receitas do próprio mercado que vão  liquidar a dívida de quatro biliões de francos CFA contraída no Banco da África Ocidental (BAO) para a construção do edifício comercial.  

O Presidente da República teceu
duras críticas à Câmara Municipal de Bissau (CMB) enquanto responsável pela higiene e saneamento básico da cidade.

"A nossa capital nunca ficou tão suja como ela é neste momento. Nesta altura Bissau é das cidades menos limpas da nossa costa oeste africana. Isto não pode continuar assim, as pessoas têm que ter a cultura de dizer eu não sei fazer".

Ùmaro Sissoco Embalo recomendou ao ministro do Interior e da Ordem Pública e aos polícias municipais para não permitirem instalação de  bares improvisados nas artérias de Bissau.

O presidente da Câmara Municipal de Bissau, Fernando Mendes, disse que a sujidade que se verifica neste momento na capital tem a ver com a quadra festiva.

"A capital recebeu muita gente que veio das regiões para passar o Natal e entrada do novo ano em Bissau, aglomerando cerca de um milhão de pessoas, cada um pode produzir diariamente, no mínimo, 500 gramas de lixo", disse.

Para a gestão durável da Feira de Praça, o Governo lançou um concurso público internacional, o qual foi ganho pela empresa "Diallo Petro Services Sarl", da vizinha República da Guiné-Conacri.

Segundo Fernando Mendes, conforme o contrato feito, a referida empresa passa a assumir a responsabilidade de restituir o crédito concedido pelo BAO.

"Os antigos ocupantes do mercado requalificado vão ser prioritários na distribuição dos lugares" garantiu Fernando Mendes.

Conforme os cálculos feitos, a empresa gestora deverá pagar ao banco durante 30 anos a dívida de 04 mil milhões de francos cfa.

O mercado construido na época colonial,ficou fechado durante  16 anos devido aos bombardeamentos de que foi alvo durante a guerra de 07 de Junho 1998, tendo sido reabilitado um ano depois, mas, em 2006, um incêndio voltou a destruí-lo por completo. ANG/ÂC//SG

       Covid-19/Presidente chinês defende medidas para proteger vidas

 Bissau, 27 Dez 22 (ANG) – O Presidente chinês, Xi Jinping, defendeu segunda-feira que têm de ser adotadas medidas para “proteger efetivamente a vida das pessoas”, já que o país está a enfrentar um grande surto de infeções de covid-19.

As declarações, avançadas pela televisão estatal chinesa, constituem os primeiros comentários públicos do líder chinês desde o súbito abandono, no início de dezembro, das rígidas medidas anti-covid-19 que estavam em vigor desde 2020.

Três anos após o aparecimento dos primeiros casos do coronavírus que provoca a doença covid-19, em Wuhan (centro da China), o país enfrenta uma explosão de casos.

Muitos hospitais estão sobrecarregados, as farmácias referem ter grande escassez de medicamentos para a febre, enquanto muitos crematórios adiantam estar a ter um fluxo invulgarmente alto de corpos para serem cremados.

“A China enfrenta uma nova situação novos desafios em termos de prevenção e controlo da covid-19”, disse Xi Jinping, citado pela televisão estatal CCTV.

“Temos de realizar uma campanha de saúde patriótica mais direcionada […] e construir uma muralha sólida contra a epidemia”, acrescentou, sem avançar a que medidas específicas se referia.

A China anunciou oficialmente apenas seis mortes por covid-19 desde que as restrições foram suspensas, mas o número foi considerado bastante aquém da realidade por muitos especialistas, já que grande parte dos idosos na China não foram vacinados contra a doença.

Alguns cientistas temem que possa estar a ocorrer na China uma nova mutação do coronavírus, à semelhança do que sucedeu com a variante Omicron, e admitem que pode ser uma combinação de variantes ou algo completamente diferente.

“A China tem uma população muito grande e a imunidade é limitada. E isso parece ser a causa pela qual poderemos assistir a uma explosão de uma nova variante”, disse Stuart Campbell Ray, especialista em doenças infecciosas da Universidade Johns Hopkins, citado pela agência norte-americana Associated Press.

O país de 1,4 mil milhões de habitantes e abandonou a política “zero covid”. Embora as taxas reportadas de vacinação sejam elevadas, os níveis de reforço são mais baixos, especialmente entre as pessoas mais velhas.

As vacinas nacionais provaram ser menos eficazes contra infeções graves do que as versões ocidentais de RNA mensageiro. Muitas foram administradas há mais de um ano, o que significa que a imunidade diminuiu. ANG/Inforpress/Lusa