terça-feira, 18 de abril de 2023

      Sudão/Comitiva diplomática dos EUA atacada  - Secretário de Estado

Bissau, 18 Abr 23 (ANG) - Uma comitiva diplomática dos Estados Unidos no Sudão foi atacada na segunda-feira, mas ninguém ficou ferido, disse hoje o secretário de Estado norte-americano.

"Posso confirmar que uma comitiva diplomática norte-americana ficou sob fogo" no Sudão, na segunda-feira, disse Anthony Blinken.

"Todo o nosso pessoal encontra-se são e salvo", mas este é um "ato irresponsável", acrescentou o responsável, no final de uma reunião de dois dias dos ministros dos Negócios Estrangeiros do Grupo dos sete países mais industrializados do mundo (G7) na cidade japonesa de Karuizawa.

Os confrontos entre o exército regular sudanês do general Abdel Fattah al-Burhane e as forças paramilitares do antigo aliado general Mohamed Hamdane Daglo, conhecido como "Hemedti", já causaram pelo menos 185 mortos e 1.800 feridos, desde sábado, indicou a ONU.

O enviado da ONU Volker Perthes disse aos jornalistas que os dois lados estão a utilizar tanques, artilharia e outras armas pesadas em áreas densamente povoadas.

Também jatos de combate e fogo antiaéreo iluminam e disputam os céus, enquanto nas ruas de Cartum há corpos à espera de serem resgatados devido aos confrontos marcados por tiros e explosões.

Milhares de pessoas permanecem desde então nas suas casas ou em outros abrigos, com os mantimentos a esgotarem e vários hospitais a serem forçados a encerrar os serviços.

Face à tragédia em curso, diplomatas de diferentes países tentaram sem êxito negociar uma trégua, e o Conselho de Segurança da Nações Unidas foi convocado para discutir a crise. ANG/Lusa

 

          Lisboa/PR de Cabo Verde inicia hoje visita a Portugal

Bissau, 18 Abr 23 (ANG) - O Presidente da República de Cabo Verde, José Maria Neves, inicia hoje uma visita a Portugal durante a qual participa na cimeira da Energia e do Clima, que decorre em Portalegre, divulgou a Presidência cabo-verdiana, citada pela Lusa.

Em comunicado, a Presidência da República de Cabo Verde refere que José Maria Neves é convidado para encerrar, na quinta-feira, a quinta edição do Energy & Climate Summit, para abordar o tema Economia Circular.

Trata-se de um evento realizado pelo Fórum da Energia e Clima, Organização Não-Governamental (ONG) de conservação ambiental que reúne todos os países da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), em parceria com o Instituto Politécnico de Portalegre (IPP) e a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo, no âmbito do projecto de educação ambiental Guardiões.

A visita de José Maria Neves a Portugal inicia-se hoje, segundo a Presidência, com uma deslocação à Associação Luso Cabo-Verdiana de Sintra (ACAS) e prossegue no dia seguinte com uma reunião do chefe de Estado com o Presidente da Câmara de Sintra, Basílio Horta, dia em que encerra o Fórum Imigração, que marca o 20.º aniversário daquela associação.

Ainda na quarta-feira, o Presidente cabo-verdiano vai ser recebido no Paços do Concelho de Portalegre pela presidente da Câmara Municipal, Fermelinda Carvalho, e terá um encontro com os estudantes cabo-verdianos do IPP.

De acordo com dados do Governo de Cabo Verde, vivem na Europa quase meio milhão de cabo-verdianos, de várias gerações e com outras nacionalidades, dos quais cerca de 360 mil em Portugal. ANG/Angop

 

 Diplomacia/G7 promete fazer pagar "preço alto" aos países que apoiam Rússia

Bissau, 18 Abr 23 (ANG) - Os ministros dos Negócios Estrangeiros do G7 prometeram hoje que os países fornecedores de assistência à Rússia, no âmbito da guerra na Ucrânia, vão pagar "um preço alto".


A declaração dos chefes da diplomacia do Grupo dos sete países mais industrializados do mundo (G7), divulgada no final de uma reunião, em Karuizawa, no Japão, apontou também para o reforço da aplicação das sanções em vigor contra a Rússia.

"Não pode haver impunidade para crimes de guerra e outras atrocidades tais como os ataques da Rússia contra civis e infraestruturas civis críticas", disseram.

Os ministros concordaram em continuar a dar o máximo apoio à Ucrânia e consideraram "inaceitável" o anúncio de Moscovo da intenção de enviar armas nucleares para a Bielorrússia, de acordo com o documento.

O Japão foi o país anfitrião da reunião por exercer a presidência rotativa do G7, de que faz parte juntamente com Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália e Reino Unido.

A UE também participa no G7.

Esta reunião ministerial deverá preparar uma cimeira de líderes do G7, em maio, em Hiroshima. ANG/Lusa

segunda-feira, 17 de abril de 2023

      Cooperação/Bissau e Ruanda assinam acordo de superação de vistos

Bissau, 17 Abr 23 (ANG) – As Repúblicas da Guiné-Bissau e do Ruanda assinaram hoje, em Bissau, um acordo de superação de vistos entre os dois países.

O  acordo foi  assinado pelo ministro dos Negócios Estrangeiros de Ruanda e a Secretária de Estado da Cooperação Internacional da Guiné-Bissau, Udé Fati, no âmbito da visita de algumas horas à Guiné-Bissau do chefe de Estado do Ruanda Paul Kagame.

No âmbito dessa visita ,o Chefe de Estado guineense Úmaro Sissoco Embaló, condecorou o seu homólogo de  Ruanda  com a medalha Amílcar Cabral, a mais alta distinção do país.

Em declarações à imprensa, o Chefe de Estado Guineense saudou o Presidente ruandês e sua comitiva pela visita à Guiné-Bissau.

 Umaro Sissoco Embaló destacou que o processo que culminou com a assinatura do acordo de superação de vistos entre os dois países foi iniciado aquando  da sua visita ao Ruanda, há um ano.

O chefe de Estado da Guiné-Bissau saudou ainda o
s apoios  que o Presidente Kagame tem dado a Guiné-Bissau.

Disse que continua a contar muito com a experiência de Ruanda para fazer avançar a Guiné-Bissau.

Por sua vez, o Presidente da República de Ruanda, Paul Kagame agradeceu o  gesto do chefe de Estado guineense de lhe  condecorar com a medalha  Amílcar Cabral, que diz ser uma honra.

Kagame disse que a medalha  recebida vai encorajá-lo ainda mais no sentido de continuar a pensar no progresso e na melhor forma de desenvolver o continente africano.

Paul Kagame revelou ter discutido com o seu homólogo guineense a possibilidade de ceriação de uma Fundação sólida para desenvolvimento dos dois países.

“Vamos trabalhar para criar um ambiente propício para que a juventude possa tirar  proveito dessa Fundação, por forma a alcançarem os seus objectivos”, afirmou o Presidente Ruandês.

Felicitou ao  chefe de Estado Úmaro Sissoco Embaló na sua qualidade de  Presidente em exercício da Comunidade Económica dos Estados da Africa Ocidental CEDEAO, sobretudo devido os esforços que tem dispendido para que haja segurança e   estabilidade na  sub-região.

Kagame defendeu a conjugação de esforços entre os dois estadistas para o reforço dos laços de cooperação e de amizade entre Guiné-Bissau e  Ruanda.

Segundo o programa Paul Kagame deve depositar uma corôa de flores no mausoleu Amilcar Cabral, na fortaleza de Amura, em Bissau, e mais tarde ser-lhe-á oferecido um jantar pelo seu homólogo Sissoco Embaló, antes de deixar Bissau. ANG/LPG/ÂC//SG

Nova greve no ensino público /Presidente da Associação dos Alunos do Liceu Rui Barcelos pede entendimento entre Governo e os sindicatos

Bissau, 17 Abr 23 (ANG) – O Presidente da Associação dos Alunos do Liceu Dr.Rui Barcelos da Cunha pediu hoje um entendimento entre o Governo e os sindicatos, para que escolas públcas pudessem recuperar seus créditos.

Kelvin Madjido Sambú reagia em declarações à ANG sobre mais uma paralisação no ensino público nacional.

Disse  que durante os dois últimos anos não houve paragem prolongada das aulas nas escolas públicas, como acontecera nos anos anteriores em que a greve durou quase todo o ano letivo.

O Sindicato Nacional dos Professores(Sinaprof) decretou uma greve  de 05 dias ou seja entre 17 e 21 de Abril, nas escolas públicas do país, exigindo do Governo, entre outras, a conclusão do pagamento das dívidas aos professores de novos ingressos e contratados dos anos 2018/2022, a aplicação na integra do Estatuto da Carreira Docente e a colocação dos professores novos ingressos e contratados formados em diferentes escolas de formação dos professores, de acordo com as vagas e necessidades existentes.

Madjido Sambú disse que as sucessivas greves nas escolas públicas  fizeram com os pais e encarregados de educação  perdessem a confiança  nas escolas do Estado, o que, segundo Sambú, terá  levado aos  país e encarregados da educação a transferirem os seus educandos para escolas privadas.

“Nos últimos dois anos, devido a não interrupção das aulas, os alunos estavam  a voltar para  escolas públicas pouco a pouco, e se assim continuar podemos vir a recuperar o número de  estudantes que tínhamos”, disse.

Aquele responsável sublinhou que no Liceu Rui Barcelos da Cunha, se matriculava uma média de sete mil alunos, a cada ano lectivo, mas que agora não é fácil encontrar 1000 alunos.

“As escolas privadas estão a levar à melhor, o que é inaceitável num país que quer atingir objetivos nesta área fundamental para o avanço de qualquer Nação”, desabafou.

Neste liceu verificou-se  fraca presença de alunos  mas Sambú diz que não pode  confirmar se essa situação se deve  adesão à greve por parte dos professores ou se se deve ao hábito que virou uma tradição – falta de presença da maioria de alunos nos primeiros dias de retoma de aulas após férias escolares.

Luntam Sanha, aluno de 9º ano do Liceu Agostinho Neto e igualmente responsável fiscal da Associação dos Alunos da referida escola, disse que entraram só um tempo hoje, em vez dos cinco habituais e diz que  a presença dos professores e alunos é muito fraca.

Na ronda feita nas primeiras horas da manhã de hoje pelo repórter da ANG junto às escolas Kwameh Nkrumah, Agostinho Neto, Samora Moisés Machel, Rui Barcelos da Cunha e Salvador Allende constatou-se o funcionamento normal das aulas com os professores presentes dando aulas .

ANG/MSC/ÂC//SG

Educação/SINAPROF  exige  ao governo a liquidação  de 85% das  dívidas com professores

Bissau, 17 Abr 23 (ANG) – O Sindicato Nacional dos Professores (SINAPROF), iniciou uma greve de 5 dias,(17 à 21) do mês corrente, exigindo ao Governo a satisfação de, pelo menos,  85% das reivindicações relacionadas à dívidas aos professores, e 100 por cento das reivindicações relacionadas à questões administrativas.

O Presidente do referido sindicato,Domingos Carvalho, em  entrevista exclusiva concedida esta segunda-feira à Agência de Notícias da Guiné(ANG), disse que, no caderno reivindicativo entregue ao governo constam 19 pontos, e dentre os quais, exigem o pagamento das dívidas e melhoria das condições de trabalho aos professores, sobretudo no que tem a ver com a higiene, segurança no ambiente escolar, produção de materiais didáticos para os professores e alunos, e aquisição de secretárias para professores.

Domingos Carvalho disse ainda que a sua organização está a exigir o pagamento de dois meses da dívida salariais referentes à grelha salarial diferenciada (carga horária) aos professores beneficiários, cujo o valor disponibilizado e confirmado pelo governo através do Primeiro-ministro é de 500.000.000,00 FCFA.

De acordo com Carvalho, o SINAPROF ainda está a reivindicar o pagamento progressivo dos restantes meses referentes à carga horária, que diz ter sido  “subtraída ilegalmente” pelo ex-Primeiro-ministro, Aristides Gomes, em 2019 até Março de 2023.

“Queremos a aplicação na íntegra do Estatuto da Carreira Docente sem descriminação na atribuição dos subsídios de giz e isolamento, contagem do ano de serviço que se aplica no pagamento de diuturnidade”, frisou, sustentando que reivindicam ainda a revisão dos currículos escolares em todos os níveis e harmonização dos conteúdos, progressão e reclassificação dos professores segundo o Estatuto da Carreira Docente.

Avançou que o pagamento de retroativos aos professores reclassificados que saíram em diferentes anos e escolas de formação de professores, conclusão de pagamento aos professores contratados e novos ingressos do ano letivo 2018/2019; 2019/2020; 2020/2021 e 2021/2022 nos diferentes bancos, e conclusão de efetivação dos professores de novos ingressos do ano letivo 2019/2020 e 2020/2021 e sua publicação são os pontos constados no caderno reivindicativo entregue.

Carvalho acrescentou a exigência de conclusão do pagamento de retroativo aos professores afetados pelo Despacho do ex-Primeiro-ministro, Carlos Correia, datado de 13 de Maio de 2016, a redução do número dos alunos nas salas de aulas para 36  entre outras.

Aquele responsável disse que fizeram muitas  diligências a fim de evitar a paralisação no setor educativo, e diz que, inclusive, tomaram a iniciativa de envolver as organizações parceiras do  setor e outras vocacionadas na resolução de conflitos sociais e políticos, nomeadamente, a Associação dos Pais e Encarregados da Educação, Confederação Nacional das Associações Estudantis da Guiné-Bissau, Movimento da Sociedade Civil e Carta-21.

Citou ainda outras organizações, que segundo diz, são importantes na resoluções de conflitos sociais e políticos, como, Líderes Religiosos (Padres, Imames, Pastores) e a Rede Nacional das Associações das Escolas Privadas.

Domingos Carvalho disse que o sindicato tem  vontade e interesse   ao “diálogo aberto e franco” com o governo.

Apela a adesão massiva dos  professores  a greve “sem medo de nada e de ninguém”, e diz que  o SINAPROF está treinado para defender, na mesa negocial, tudo que pode prejudicar os professores em greve.

Carvalho declarou que  caso não houver nenhuma evolução durante estes primeiros dias de greve, vão continuar a luta. ANG/DMG/ÂC//SG

Cooperação/Presidente da República de Rwanda chega hoje à Bissau para visita de trabalho de algumas horas

Bissau,17 Abr 23(ANG) – O Presidente da República do Rwanda, Paul Kagame chega hoje à Bissau para uma visita de trabalho e de amizade de algumas horas.

De acordo com uma Nota Informativa do Gabinete de Comunicações e Relações Públicas da Presidência da República, enviada à ANG, à sua chegada à Bissau, Paul Kagame será recebida com honras militares, depois assinará o Livro de Honra e será condecorado pelo Presidente da República Úmaro Sissoco Embaló.

O Programa da visita ainda refere que  os dois chefes de Estado prestarão declarações conjuntas à imprensa às 13H10 horas e seguirão para a Fortaleza de Amura para a deposição de coroas de flores no mausoléu  Amílcar Cabral.

Para  às 19h20 horas, está previsto que o Presidente da República Úmaro Sissoco Embaló ofereça um jantar ao seu homólogo visitante Paul Kagamé.

 A Guiné-Bissau e Rwanda estabeleceram no quadro de uma visita à Kigali, realizada em março do ano passado pelo Presidente Umaro Sissoco Embaló, onde assinaram "vários acordos de interesse comum nos domínios ", do Turismo, Comércio e Educação.ANG/ÂC//SG

 

Legislativas antecipadas/”PRS será o partido mais votado na capital Bissau”, diz Florentino Mendes Pereira

Bissau,17 Abr 23(ANG) – A cabeça de lista do Partido da Renovação Social(PRS), nas eleições legislativas antecipadas de 04 de junho, Florentino Mendes Pereira diz que os renovadores vai  ser o partido mais votado    no Sector Autónimo de Bissau.

“Vamos vencer as eleições na capital Bissau, porque nós do PRS conhecemos a importância das legislativas”, salientou Florentino Mendes Pereira no ato de investidura das Direções Nacional, Regional e Setorial da campanha do PRS, realizado, no sábado, em Bissau.

O candidato do PRS ao cargo do primeiro-ministro, sem indicar quem são, diz que as pessoas estão a “tratar de forma leviana” o processo político nacional muito sério.

“As eleições legislativas tem como finalidade entregar o destino do país a quem tem competência para governar, nos próximos quatro anos. As pessoas estão a brincar uns aos outros porque têm dinheiro de proveniência duvidosa, arroz entre outros meios”, criticou Mendes Pereira.

Mendes Pereira diz que as eleições de 04 de Junho significa a escolha do partido que irá resolver os problemas do país, concretamente nos sectores da educação, saúde, infra estruturas de transformação agrícolas entre outros.

“Como é possível que um país com potencialidades agrícolas não possa desenvolver-se e não dispõe de máquinas de transformação interna do produto estratégico da sua economia que é a castanha de caju”, salientou.

Por sua vez, o Diretor Nacional da campanha do PRS, Augusto Manjur, disse que o clima político reinante aponta para a necessidade de partidos políticos concorrentes encetarem os preparativos para o embate político do dia 04 de junho.

“Para esse desiderato, o PRS mais uma vez é convocado para conceder estratégias e meios susceptíveis de garantir na contenda um resultado eleitoral plausível e positiva”, salientou.

Aquele responsável disse que à Diretoria Nacional de Campanha foi incumbida a missão única de garantir uma maioria parlamentar do partido nas eleições de 04 de Junho de 2023.

A Diretoria Nacional de Campanha do PRS é constituída pelo Presidente Augusto Manjur, pelo Adjunto do Diretor Nacional, Roberto Mbesba, tendo como 1º Secretário, Domingos Malú e 2ª Secretária, Luciana Queta Banjai. ANG/ÂC//SG




Literatura
/Domingos Simões Pereira lança “KUMUS – A PONTE ATÉ NÓS MESMOS”

Bissau,17 Abr 23(ANG) -  Domingos Simões Pereira, presidente do PAIGC entrou pela primeira vez no domínio de ficção ao lançar sábado, em Lisboa, o seu primeiro romance  e diz ser “uma pausa na efervescência  da vida política no seu país”.

Intitulado KUMUS- A PONTE ATÉ NÓS MESMOS”, o livro aborda vários momentos do que tem sido o trajeto pessoal e político do recém doutorado em Ciências Políticas.

"Chega uma altura em que sentimos a necessidade de dizer para o mundo que a nossa vida não se resume a isso. Não se resume àquelas discussões quase que existenciais que vão acontecendo nessa realidade, que nós tentamos também não nos esquecermos de viver", salientou em declarações a Lusa,em Lisboa. 

Uma vida "feita de vários encontros, desencontros, de paixões e daquilo que nos vai rodeando e que, portanto, nós vamos partilhando", acrescentou.

Domingos Simões Pereira contou que sempre escreveu e a escrita representa "sempre uma terapia".

"Sempre que questões me afligiram e senti-me quase que num labirinto, eu encontrei na escrita uma forma de libertação, uma forma de sair desse quadro e projetar-me para outros espaços", explicou.

Embora nunca tivesse pensado em publicar, afirmou que esta sua primeira obra de ficção resulta de escritos que foi produzindo ao longo do tempo e que "coincide em vários momentos" com o que foi a sua trajetória, e em que acompanha também uma geração, da qual faz parte, "que testemunhou o fim do período colonial e que acompanhou a transição para a fase pós colonial".

"Esta fase pós colonial em que, infelizmente, novos fantasmas voltaram a ganhar vida. Fantasmas relacionados com as diferenças étnicas. Voltamos a questionar as nossas religiões, não dando conta que as religiões mais importantes que existem na Guiné são todas, foram todas trazidas de fora", adiantou.

"Estamos num processo de formação de elítes e, em vez de essas elítes resultarem, seja de uma melhor escolarização, seja de uma maior acumulação de riquezas, essas elites são definidas por outros tipos de valores", lastimou o líder partidário.

Domingos Simões Pereira, de 59 anos, nasceu em Farim, norte da Guiné-Bissau, e estudou Engenharia Civil e Industrial na Ucrânia, no tempo da antiga União Soviética, tendo mais tarde completado o mestrado na mesma área em Fresno, nos Estados Unidos.

Concluiu recentemente o doutoramento em Ciência Política na Universidade Católica Portuguesa.

Além dos dois mandatos à frente da CPLP, desempenhou várias funções governativas, tendo sido primeiro-ministro da Guiné-Bissau entre 03 de julho de 2014 e 20 de agosto de 2015.

"KUMUS -- A PONTE ATÉ NÓS MESMOS - Estórias e sonhos em duas vidas paralelas", da Nimba Edições.ANG/Lusa

 

Desporto-futebol/Bocundji Cá defende “fim de linha” para Baciro Candé nas funções de selecionador nacional

Bissau,17 Abr 23(ANG) - O ex-capitão da seleção nacional de futebol da Guiné-Bissau, Bocundji Cá, não concorda com a continuidade do selecionador nacional Baciro Candé no comando técnico dos (Djurtus).

A ideia do Bocundji Cá foi registada no passado dia (14.04), numa entrevista concedida ao programa desportivo “Na Linha de Golo”, da Rádio Popular FM, acompanhada pelo repórter do Portal Desportivo FUT 245.

Eu acho que o Mister Baciro Candé é o melhor treinador na história da Guiné-Bissau, porque conseguiu levar-nos três vezes ao (CAN), mas para conservar o seu bom nome, ou seja, para não faltar-lhe o respeito no futuro, deve colocar o seu cargo à disposição. Ao meu ver, a nossa seleção precisa de um novo técnico para demonstrar a ambição do país que é de apurar para os oitavos de final do (CAN) ou chegar ainda mais longe“, disse.

Questionado sobre o afastamento de muitos jogadores da seleção nacional de futebol sem uma explicação clara, Bocundji Cá, foi peremtório na sua reposta, afirmando que ele e muito dos seus colegas que iniciaram esse projeto para que hoje a nossa seleção esteja neste patamar, não são respeitados pela Federação de Futebol da Guiné-Bissau (FFGB).

Prosseguiu, afirmando que, alguns membros da atual direção do comitê executivo do órgão não jogaram e nem conhecem, no fundo, o futebol, mas, há de chegar o dia em que tudo isso vai acabar.

Perante essa revolta, o antigo “pivô” dos (Djurtus) afirmou  que a partir de agora, é imperativo o país apurar-se para os oitavos de final, ou seja, sonhar além , porque, diz, a qualidade não falta aos nossos jogadores.

A qualidade não falta aos nossos jogadores, por isso é imperativo sonhar mais alto, incutindo o espírito competitivo nos nossos atletas, preparar os estágios  duma forma séria a porta fechada e realizar os jogos particulares antes das competições oficiais”, sustentou Bocundji Cá.

Nessa entrevista com o jornalista, Aladje Seidi, o excapitão da turma nacional reafirmou a sua vontade de dirigir a Federação de Futebol da Guiné-Bissau num futuro próximo.

Bocundji Cá demitiu-se das suas funções do diretor executivo das camadas de formações da seleção nacional de futebol local, alegando  interferência de algumas pessoas no exercício das suas funções.ANG/FUT 245

           Rússia/Opositor  Kara-Murza condenado a 25 anos de prisão

Bissau, 17 Abr 23 (ANG) - Um tribunal de Moscovo condenou hoje o ativista da oposição e jornalista russo Vladimir Kara-Murza a 25 anos de prisão por várias acusações, incluindo alta traição, noticiou a imprensa internacional.

Após um julgamento à porta fechada, o tribunal anunciou que julgou Kara-Murza culpado de "alta traição", de espalhar "informações falsas" sobre o exército russo e trabalho ilegal para uma "organização indesejável", segundo um jornalista da agência de notícias AFP.

O opositor foi condenado a uma pena cumulativa de 25 anos numa colónia penal, que implica condições de prisão mais rígidas.

Citada por agências de notícias russas, uma das suas advogadas, Maria Eismont, anunciou que Kara-Murza vai apelar da sentença, denunciando ainda "graves violações de procedimento" durante o julgamento.

Na sua última declaração, realizada na semana passada, Kara-Murza disse que continua orgulhoso de enfrentar o Presidente russo, Vladimir Putin, e a sua decisão de enviar tropas para a Ucrânia.

“Eu sei que chegará o dia que as trevas que cobrem o nosso país irão se dissipar”, declarou Kara-Murza em mensagens publicadas nas redes sociais e nos meios de comunicação da oposição russa.

“E, então, a nossa sociedade abrirá os olhos e estremecerá quando perceber os crimes terríveis que foram cometidos em seu nome”, afirmou.

Vladimir Kara-Murza, um proeminente ativista da oposição que sobreviveu duas vezes a envenenamentos que foram atribuídos ao Kremlin, está preso há um ano.

O opositor negou as acusações, que considerou de cunho político, e comparou os processos judiciais que enfrenta aos julgamentos durante o Governo do ditador soviético Josef Estaline.

As acusações contra Kara-Murza também estão relacionadas ao discurso que realizou em 15 de março de 2022 na Câmara dos Representantes do Arizona, em que denunciou a guerra da Rússia na Ucrânia.

Os investigadores russos acrescentaram a acusação de traição quando o opositor já estava sob custódia.

A Rússia adotou uma lei que criminaliza a divulgação de “informações falsas” sobre os seus militares logo após o envio de tropas para a Ucrânia em 24 de fevereiro de 2022.

As autoridades estão a usar a lei para eliminar as críticas ao que o Kremlin classifica como “operação militar especial” na Ucrânia.

Kara-Murza era próximo do líder da oposição russa Boris Nemtsov, que foi morto perto do Kremlin em 2015.

O opositor sobreviveu a envenenamentos em 2015 e 2017, os quais atribuiu ao Kremlin. As autoridades russas negaram qualquer responsabilidade.

Outra figura proeminente da oposição, Ilya Yashin, foi condenada a oito anos e meio de prisão no final do ano passado sob a acusação de desacreditar os militares russos. ANG/Lusa

 

  Sudão/Adensam-se os combates entre as forças regulares e os paramilitares

Bissau, 17 Abr 23 (ANG) -  Nestes últimos três dias, de acordo com o sindicato oficial dos médicos, morreram 97 civis, dos quais metade em Cartum, devido aos combates entre o exército e as forças paramilitares.


Estes dados não incluem  todas as vítimas, o sindicato dos médicos referindo que muitas vítimas não conseguem chegar aos hospitais no meio dos confrontos, sendo que por outro lado, nenhum dos beligerantes comunicou sobre as suas respectivas baixas.

Hoje de manhã, tiros e explosões continuaram a abalar Cartum, epicentro dos combates que decorrem desde sábado no Sudão. 

Em causa está a rivalidade entre os dois generais que protagonizaram o golpe de Estado de 2021, o comandante do Exército, Abdel Fatah al Burhan, homem forte do poder, e o general Mohamed Hamdan Daglo, chefe das Forças de Apoio Rápido, forças que integram antigos milicianos da guerra do Darfur.

Apesar de ambas as partes reivindicarem dominar a situação, não se consegue saber o que se passa ao certo. As Forças de Apoio Rápido anunciaram ter tomado o controlo do aeroporto bem como da televisão pública e ter entrado no palácio presidencial, o que as forças governamentais desmentem.

Estas últimas, por sua vez, afirmam continuar a ter nas suas mãos o seu quartel geral, um dos principais pontos nevrálgicos do poder, onde actualmente continuam combates acesos, indicam testemunhas locais.

Segundo Atenas, dois cidadãos gregos estão a ser tratados depois de terem sido feridos ao tentar sair da igreja ortodoxa da capital sudanesa. 15 pessoas continuam bloqueadas dentro do edifício religioso em redor do qual também decorrem combates.

Por seu lado, a Organização Mundial da Saúde refere que "vários dos nove hospitais de Cartum, que recebem civis feridos, ficaram sem sangue" e sem equipamentos. Médicos indicam também que há cortes de electricidade nas salas de operações e que os pacientes já "não têm nada para beber nem para comer". Os raros comércios ainda abertos avisam que vão ficar rapidamente sem nada se não receberem abastecimento nos próximos dias.

Este fim-de-semana, numa altura em que se contabilizam milhões de sudaneses a precisar de ajuda humanitária, o Programa Alimentar Mundial (PAM) anunciou a suspensão das suas actividades naquele país, depois de três dos seus trabalhadores terem sido mortos nos combates que também decorrem no Darfur, no oeste.

Esta situação não deixa de causar alarme no seio da comunidade internacional, nomeadamente junto do Conselho de Segurança da ONU que se reúne esta tarde à porta fechada precisamente para abordar esta questão.

Depois de a Liga Arabe, a União Africana e a França terem apelado para que se ponha fim às hostilidades e que se previna toda e qualquer escalada, hoje foi a vez de os chefes da diplomacia da Grã Bretanha e dos Estados Unidos, reunidos em cimeira do G7 no Japão, de apelar para o "fim imediato" das violências. Contudo nada indica, para já, que os beligerantes pretendam fazer uma trégua. ANG/RFI

 

  França/ Partidos e sindicatos reagem à promulgação da reforma das pensões

Bissau, 17 Abr 23 (ANG) - O presidente francês, Emmanuel Macron, promulgou na noite de sexta-feira a polémica lei sobre a reforma das pensões, após a validação de partes essenciais do texto pelo Conselho Constitucional.

Este acontecimento está a provocar as mais diversas reacções por parte dos partidos políticos e dos movimentos sindicais.

Poucos esperavam uma acção tão rápida por parte do governo. Foi às 3h28 da noite de sexta-feira para sábado que o Presidente francês, Emmanuel Macron, decidiu promulgar a polémica lei sobre a reforma das pensões, que preconiza a passagem da idade mínima para a reforma dos 62 para os 64 anos de idade, prometida em campanha.

Apesar de dispor de quinze dias para a promulgar, o mandatário decidiu não esperar e agiu horas após a validação de partes essenciais do texto pelo Conselho Constitucional. Desta forma, o texto deve entrar em vigor no dia 1 de Setembro.

Na sexta-feira à noite a primeira-ministra, Elisabeth Borne, havia defendido o apaziguamento entre o governo e a oposição ao declarar que não há "nenhum vencedor, nenhum perdedor", e que o governo queria "prosseguir a consulta com os parceiros sociais".

Porém a promulgação nocturna complicou a situação e deixou o governo numa posição delicada.

Desde então as reacções por parte da população, dos partidos da oposição e sindicatos continuam a multiplicar-se, com inúmeras manifestações a eclodir durante a madrugada nas principais cidades do país.

grupo intersindical anunciou que tencionava continuar a sua mobilização e que recusava a reunião proposta por Emmanuel Macron antes de 1 de Maio, data do Dia do Trabalho.

Enquanto os partidos mais à esquerda reagiram prontamente ao acontecimento, apelando à manutenção das manifestações, por outro lado, alguns dos principais líderes da direita limitaram-se a reagir à decisão do Conselho Constitucional.

Jean-Luc Mélenchon, um dos principais líderes da esquerda, diz que Macron “queria intimidar toda a França durante a noite”, numa mensagem publicada no Twitter.

O primeiro secretário do Partido Socialista (PS), Olivier Faure, acredita que esta promulgação expressa foi proposital e feita para causar um certo impacto, e apelou a manter as manifestações.

Fabien Roussel, patrão do Partido Comunista Francês, não poupou palavras e chamou o governo de “ladrões”, convocando a população às ruas para o dia 1 de Maio.

Marine Tondelier, chefe do partido verde EELV (Europa Ecologia - Os Verdes), reagiu energicamente, categorizando o acto de “provocação”, acusando o presidente de querer fracturar o país.

Marine Le Pen, figura-chave da direita radical, sente que o “destino político da reforma das pensões não está selado”. O presidente do partido “Os Republicanos”, Eric Ciotti, apelou a todas as forças políticas para que aceitassem a decisão do Conselho Constitucional.

Franck Riester, ministro delegado encarregado das relações entre o governo e o Parlamento, contrariou as acusações por parte da oposição e afirmou que as promulgações costumam ser feitas logo após a decisão do Conselho Constitucional.

Julien Troccaz, líder do movimento sindical “Sud-Rail” não parece convencido, e estima que esta decisão pode sepultar o mandato de Emmanuel Macron. Sophie Binet, número um da CGT, também acredita que “o presidente não pode governar o país enquanto não retirar esta reforma”.

De acordo com a AFP, que afirma ter consultado várias fontes no seio do executivo, o chefe de Estado deverá pronunciar-se no início da próxima semana. Ele irá reunir-se com os executivos da maioria na segunda-feira no Palácio do Eliseu. ANG/RFI

 

  Rwanda/Presidente Kagame promete apoio militar ao Benim contra terrorismo

Bissau, 17 Abr 23 (ANG) - O presidente do Rwanda, Paul Kagame, encontrou-se no sábado com o seu homólogo do Benim, Patrice Talon, e prometeu apoio militar ao país contra o avanço do terrorismo pela fronteira norte, a partir do Burkina Faso.


As autoridades do Burkina Faso não estão a conseguir conter uma insurreição de extremistas islâmicos que está a ganhar terreno, precisamente através das fronteiras setentrionais de quatro países costeiros da África Ocidental, Benim, Togo, Ghana e Côte d’Ivoire.

O Benim já tinha anunciado no ano passado que estava em conversações sobre cooperação militar e logística com o Ruanda, cujas tropas já foram destacadas pelo Presidente Kagame para combater os ataques em Moçambique e na República Centro-Africana.

"Estamos prontos para trabalhar com o Benim para evitar tudo o que possa acontecer na zona em torno das suas fronteiras", afirmou hoje o Presidente ruandês, em Cotonou, numa conferência de imprensa com o seu homólogo Talon. "Não haverá limites" no que "será feito em conjunto para enfrentar os desafios de segurança que são necessários", garantiu.

"Iremos tão longe quanto possível, se necessário (...) O Benin enfrenta a insegurança que vem do Sahel e a ameaça é real no norte do Benim", disse o Presidente deste país.

O chefe de Estado do Benim disse que esta cooperação incluiria "supervisão, treino, formação" e "destacamento conjunto" de tropas, sem mais pormenores.

A retirada do exército francês do Mali, devido ao aumento das tensões com a junta militar no poder desde o golpe de Estado neste país, e a instabilidade no Burkina Faso levaram o Ocidente a reorientar a sua ajuda para os países costeiros do Golfo da Guiné para impedir a propagação para sul dos ataques terroristas que espalham violência e morte no Sahel.

Benim, Togo e Côte d’Ivoire já sofreram ataques nas zonas fronteiriças, que atribuíram aos 'jihadistas', enquanto que o Ghana aumentou recentemente a presença militar ao longo da sua fronteira norte. ANG/Angop

 

Bélgica/Comissão Europeia rejeita acusação de Lula de que EUA e a UE  estão a ajudar a prolongar o conflito

Bissau, 17 Abr 23 (ANG) - A Comissão Europeia rejeitou hoje as acusações feitas pelo Presidente do Brasil, Lula da Silva, de que a União Europeia (UE) e os Estados Unidos da América (EUA) estejam a ajudar a prolongar o conflito na Ucrânia, segundo a Lusa.

"Não é verdade que os EUA e a UE estejam a ajudar a prolongar o conflito. A verdade é que a Ucrânia é a vítima de uma agressão ilegal, uma violação da Carta das Nações Unidas", sustentou o porta-voz do executivo comunitário para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança, Peter Stano, em conferência de imprensa, em Bruxelas.

Peter Stano acrescentou que "é verdade que a UE, os EUA e outros parceiros estão a ajudar a Ucrânia na sua legítima defesa".

A outra opção, segundo prosseguiu o porta-voz, era "a destruição da Ucrânia".

Luiz Inácio Lula da Silva defendeu no sábado, no final de uma visita à República Popular da China, que os Estados Unidos devem parar de "encorajar a guerra" na Ucrânia e a União Europeia deve "começar a falar de paz".

"No que diz respeito a iniciativas de paz, a UE apoiou-as muito antes de Presidente russo, Vladimir Putin decidir lançar esta carnificina contra a população ucraniana (...), a resposta foi a agressão infortuna de Fevereiro do ano passado", frisou o porta-voz da Comissão Europeia.

Peter Stano reconheceu que desde o início da invasão vários países apresentaram propostas para a paz e houve convites para Moscovo voltar à mesa das negociações, mas, afirmou o representante, "todas as ofertas foram recebidas com uma escalada da guerra" pelo Presidente da Federação Russa.

Os 27 Estados-membros da UE apoiam "a paz o mais depressa possível", afirmou Stano, destacando, porém, é necessário lembrar que "é a Rússia e só a Rússia a responsável pela agressão ilegítima e sem provocações contra a Ucrânia".

"Não há dúvidas sobre quem é o agressor e quem é a vítima", reforçou.

Por isso, a Ucrânia "é que tem de definir sob que condições quer a paz", disse o porta-voz.

A ofensiva militar russa no território ucraniano, lançada a 24 de Fevereiro do ano passado, mergulhou a Europa naquela que é considerada a crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). ANG/Angop

sexta-feira, 14 de abril de 2023

Saúde Pública/Curandeiro tradicional diz que  falta de financiamento  está a dificultar a progressão da  medicina tradicional no país

Bissau, 14 Abr 23 (ANG) – O curandeiro tradicional guineense, Pedro Saúde Maria diz que a falta de financiamento para aquisição de aparelhos para produção de medicamentos feitos a base de plantas tem estado  a dificultar a progressão da medicina tradicional na Guiné-Bissau.

Em entrevista  ao Jornal Nô Pintcha, inserida na edição de quinta-feira(13) do semanário estatal ,  Saúde Maria apela ao Governo e à  organizações que trabalham ligados à saúde pública, para financiarem projetos que prevêm aquisição de equipamentos para transformação de plantas em medicamentos devidamente doseados destinados ao trataento de várias patologias.

 “Caso o meu projeto for financiado,  a medicina nacional vai poder  contar com medicamentos tradicionais transformados em comprimidos, injeções e pomadas, para ajudar no combate de algumas doenças que assolam a nossa sociedade”, disse o curandeiro.

Pedro Maria afirma que o país  dispõe de plantas capazes de tratar almaródia, lepra, tifóide, diabetes, hipertenção arterial, A,B, colo aberto, tuberculose e demais problemas de saúde que afectam a sociedade guineense.

“Durmi várias vezes nas matas, em busca de medicamentos para  tratamento de alguns pacientes”, revelou o velho curandeiro.

O uso de plantas medicinais para  tratamento de vários problemas que afetam a sociedade, diz o Pedro Maria, vem duma época muito longínqua, e por essa razão, o curandeiro apela aos guineenses para que respeitassem  essa tradição, e apoiassem a criação de  uma clínica de medicina tradicional no país.

 “Não digo que devemos abandonar o tratamento científico, mas uma simples planta, de fácil acesso, pode currar muitas doenças”, diz Pedro Saúde Maria, em entrevista ao Nô Pintcha. ANG/LLA//SG