segunda-feira, 29 de janeiro de 2024

Turismo/”Hotel “DAKOSTA Eco Retreat” no Arquipélago dos Bijagós  promove a cultura e gastronomia local

Bissau,29 Jan 24(ANG) – O empresário guineense Adelino da Kosta, proprietário de um dos maiores emprendimentos hoteleiros nas Ilhas Bijagós denominado “DAKOSTA Eco Retreat”, defende  que aquele empreendimento  contribui na sensiblização e promoção da cultura e gastronomia local.

Em entrevista exclusiva concedida hoje à ANG,  Adelino da Kosta disse que, aquele empreendimento hoteleiro oferece aos turistas que ali frequentam  refeições tipicamente locais.

Disse que  praticam o modelo de turismo que passa por dar aos clientes o que não existe nos seus países de origem, ou melhor fazer-lhes viver a África e as suas ricas tradições.

“A título de exemplo, se um africano visitar hotéis na China, é-lhe oferecido a gastronomia local e a mesma coisa acontece em Itália e noutros países europeis. Nós aqui no DAKOSTA Eco Retreat decidimos fazer a mesma coisa, para promover  os produtos africanos em particular os da Guiné-Bissau”, afirmou.

Segundo Adelino da Costa, os quartos do  hotel do DAKosta Eco Retreat estão decorados com peças e estatuetas tradicionais, não só da etnia bijagós como de outras etnias do país, o  que divulga as potencialidades culturais do país.

“Um turista estrangeiro não deve visitar o nosso hotel e ser lhe  exibido vídeos com conteúdos produzidos na Europa, não. Se for assim  não vale a pena receber os turistas porque não vão levar nada em contrapartida”, salientou.

Perguntado sobre como foi parar ao sector turístico no país, ele que foi boxista, Adelino da Kosta revelou que  aquando do seu regresso  ao país, em  2005,  percorreu as diferentes ilhas para se inteirar das suas potencialidades.

Disse que na companhia da família deixou a Guiné-Bissau em 1988, tendo se emigrado  para Portugal em busca de melhores condições de vida.

Disse que, na altura tinha apenas 9 anos e quando chegaram a Portugal habitavam no bairro das Marianas, em Carcavelos onde trabalhava na Construção Civil.

Adelino da Kosta disse que de Portugal emigrou para os Estados Unidos de América onde prossegiu as suas atividades de boxe.

“Na altura para qualquer praticante desta modalidade nos EUA, a primeira coisa a fazer é ingressar no maior Ginásio de Boxe, denominado de Broklin , aliás por onde passa todos os campeões do mundo, porque se quizer testar a sua capacidade tem que ir onde estão os melhores”, frisou.

“Fui campeão  desta competição  e passei para a fase seguinte que é a eliminatória para os Jogos Olímpicos 2004, onde fui eliminado na quarta posição”, contou Adelino da Kosta.

Adiantou que, depois de deixar de competir, iniciou a fase de formação dos lutadores em técnicas de dar socos e pontapés, tendo em conta que na altua só existiam  lutadores da modalidade de “Jijuds”, ou seja deitar os adversários no chão, através de apertos nas gargantas, mãos e pés.

Informou que, por isso, precisavam de um formador com conhecimentos de técnicas de combate em termos de socos e pontapés, acrescentando que, foi daí que começou a treiná-los nos ginásios onde tinha muitos clientes.

“Então notei que podia aproveitar os clientes de boxe que tinha nos Estados Unidos, que normalmente passavam as suas férias e outros retiros de repouso no Vietnam, Cambodja, Filipinas entre outros, e que nunca tinham o privilégio de chegar um local tão maravilhoso e virgem como  o Arquipélago de Bijagós”, frisou.

 Disse que apartir  daí, convidou dois dos seus clientes que tinham nos Estados Unidos para virem conhecer o Arquipélago de Bijagós, com um programa de treinos, que seria de duas vezes por dia e onde desfrutavam das comidas tradicionais”, explicou.

Sustenta que, por exemplo, na Europa, as pessoas consomem comidas e certos produtos fora do seu tempo, ou seja comem  mangas que são conservadas por muito tempo, acrescentando que na Guiné-Bissau, as frutas são consumidas dentro do seu período normal , o que ajuda muito na saúde.

“Então os turistas que têm muito dinheiro e que querem mais longividade de vida, entendem que não existe melhor lugar, onde podem desfrutar de comidas no seu próprio tempo, para além de respirar um ar puro debaixo de árvores grandes e onde existe total tranquilidade e sentido da noite e com luzes acesas como nas grandes cidades”, frisou.

O empresário afirmou que o foram os primeiros grupos que trouxe para a Guiné-Bissau , que começaram a sensibilizar os seus colegas de que existe um paraíso na Guiné-Bissau, com apenas seis horas de voo para os Estados Unidos.

Adelino da Kosta frisou que, dentro do programa de treinos constava a parte física, ou seja levantar-se de manhã, fazer as caminhadas descalço para sentir aquele magnésio e força da terra, fazer exercícios dentro da água e depois seguida da parte espiritual, onde abordam a parte mística da vida, tais como  como surgiram os homens na terra.

“Ainda penetramos com os homens grandes nas matas onde fazemos as cerimónias tradicionais e desintoxicação do organismo através de banhos com raízes e folhas das plantas”, disse.

Da Kosta sublinhou que essa ligação entre o mundo físico e espiritual, quando se sacrifica uma galinha nos lugares sagrados, constitue uma riqueza enorme que a África tem, em particular a Guiné-Bissau.

“Então foi isso o turismo que praticamos no Arquipélago dos Bijagós, através de transmissão da experiência que temos e foi por isso que recebemos muitos turistas que ainda apreciam muito as nossas comidas tradicionais acompanhadas de vinho de palma doce e fresca, que admiram muito”, explicou.

O DAKOSTA Eco Retreat conta com 33 quartos e emprega cerca de 30 pessoas.ANG/ÂC

Futebol/Selecionador Nacional Baciro Candé pondera abandonar o cargo

Bissau 29 Jan 24(ANG) – O Seleccionador Nacional de Futebol pondera abandorar o cargo  e pode anunciar  a sua demissão a qualquer momento, anuncia o portal Desportivo, O Golo GB.

De acordo com essa plataforma de divulgação de informação desportiva, o motivo da demissão admitida se deve às   criticas a péssima prestação dos Djurtus no Campeonado Africano de Futebol CAN-23, que decorre na  Costa de Marfim.

Os Djurtus não conseguiram alcaçar a tão desejada primeira vitória numa fase final do CAN onde já esteve pela quarta vez consecutiva, e analistas de desporto pedem a sua demissão.

Ainda segundo o Golo GB, nos quatro campeonatos  africano em que a Guiné-Bissau participou, realizou 12 jogos, obtendo três empates, nove derrotas, quatro golos marcados e 19 sofridos.

O Baciro Candé comandou a Guiné-Bissau nas quatro qualificações ás fases finais do CAN, nomeadamente nas copas africanas de 2017, no Gabão, 2019 no Egipto ,2021 nos Camarões e nesta última edição na Costa de Marfim.

ANG/MSC//SG

 

Política/Líder de APU-PDGB exorta políticos sobre necessidade de criar clima de confiança no país

Bissau, 29 Jan 24 (ANG) - O líder da Assembleia do Povo Unido-Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB) exorta a classe política nacional sobre a necessidade de se criar um  clima de confiança no país.

Sem identificar, Nuno Nabian diz  a Guiné-Bissau   enfrenta problemas de vária ordem, que precisam ser resolvidos de modo a evitar o que diz ser “o mal maior”.

De acordo com Jornal “O Democráta”, Nabiam falava no comício popular promovido pelo APU-PDGB e o Partido da Renovação Social (PRS) no fim de semana  na cidade de Bissorã, região de Oio, norte da Guiné-Bissau.

“Apelamos à comunidade internacional para nos ajudar na resolução dos problemas que estamos a enfrentar, porque não podemos deixar o país seguir o caminho que está a andar. Estamos ciente de que é preciso criar um clima de confiança entre os guineenses paraa  promoção do bem comum”, disse Gomes Nabiam.

O líder de APU-PDGB disse que a iniciativa da visitar  Bissorã, visa informar as bases  das duas formações políticas sobre o acordo político para os próximos embates eleitorais assinado à 14 do mês em curso entre as duas formações políticas,e que visa potenciar uma ampla convergência de ideias, de propósitos e de objetivos traduzidos nas bases ideológicas comuns,  e nas propostas de programas das duas formações políticas.

O antigo Primeiro-ministro, Nuno Gomes Nabian, denunciou também a existência de sinais de muita droga no país, afirmando que a Guiné-Bissau passará a ser um palco de tráfico de drogas, se não se esforçar para lutar contra o tráfico de estupefacientes.

“Todos os políticos guineenses querem ser bilionários hoje. Existem muitos sinais de droga no país. Enquanto exercia a função do chefe do governo, trabalhei com os nossos parceiros das Nações Unidas e mais outros, dizendo-lhes que não tínhamos capacidades técnicas para controlar o nosso país contra o tráfico”, referiu Nabiã.

Por seu turno, o líder do Partido da Renovação Social(PRS), Fernando Dias da Costa, criticou o que considera de sequestro  dos suspeitos da alegada tentativa de golpe de Estado no dia 01 de Fevereiro de 2022, tendo revelado que os referidos prisioneiros estão a passar mal nas celas.

“Se o juiz comprovar que o fulano roubou dinheiro, decide a sua condenação para cumprir uma pena determinada por lei, mas se descobrir que a pessoa está a ser caluniada, deve decidir simplesmente absolver o suspeito”, disse criticando que se não for registado este procedimento sobre a situação dos suspeitos do caso 01 de fevereiro, significa que “estamos perante um sequestro de pessoas que estão a passar mal nas celas”, refere o líder do PRS.

Segundo Dias,nas condições que chama de “sequestro” estão  cerca de 40 militares e civis, entre os quais  o antigo Chefe de Estado-maior da Armada, Contra-almirante, José Américo Bubu Na Tchutu, o ex-Chefe de Quadros do Estado-Maior General das Forças Armadas, Brigadeiro-general, Júlio Nhaté, e o aantigo Comandante Adjunto da Brigada Mecanizada, Tenente Coronel Júlio Mam M’Bali.

“Em dezembro de 2022, o Tribunal Regional de Bissau, através de um despacho judicial, adiou o julgamento que havia sido agendado, argumentando que a decisão do adiantamento tinha a ver com a interdição de trânsito em todas as avenidas circundantes do Tribunal, decorrentes das obras e o alarido das máquinas do empreiteiro”, explicou Dias.

Acrecenta que o processo acaba por ser transferido para o Tribunal Militar Regional de Bissau, que, por sua vez, no final de Março de 2023, decidiu remeter para a justiça civil os mesmos autos de envolvidos na alegada tentativa de golpe de Estado de 2022 por se considerar “incompetente à luz da lei guineense” para julgar o caso.ANG/AALS/ÂC//SG

 

Energia/União Europeia constrói maior central fotovoltaica guineense na ilha de Bolama

Bissau,29 Jan 24(ANG) - A União Europeia, através do projeto "Ianda Guiné", em colaboração com a Organização Não Governamental portuguesa TESE, construiu na ilha  de Bolama a maior central fotovoltaica no país, disse à Lusa fonte da ONG.

A Central é sustentada por 1.091 painéis solares de 550 watts, instalados num terreno de 6.500 metros quadrados.

Alfredo Pais, gestor setorial de energia da TESE na Guiné-Bissau, disse à Lusa que a central fotovoltaica de Bolama é sustentada por 1.091 painéis solares de 550 watts, instalados num terreno de 6.500 metros quadrados.

Esses painéis conseguem produzir 600 kwp (quilo-watt pico, unidade de potência que caracteriza os painéis fotovoltaicos) de energia, ainda reforçados com baterias de lítio com capacidade para produzir 1,5 megawatts de energia que poderão alimentar a ilha de Bolama, com cerca de cinco mil habitantes, durante 24 horas.

Para já, o projeto, em fase de testes, instalou 12 quilómetros de cabos elétricos em toda a cidade de Bolama, a partir dos quais algumas zonas do centro histórico já têm iluminação pública.

Capital da então Guiné Portuguesa até 1941, Bolama, como a maior parte das cidades do interior da Guiné-Bissau, depara-se com um fornecimento deficitário de energia elétrica há vários anos.

A central fotovoltaica, construída com um financiamento total da União Europeia, de cerca de três milhões de euros, aguarda apenas pela indicação do Governo guineense para arrancar com o fornecimento de energia à população.

Além da central de Bolama, que Alfredo Pais considera "o grande projeto" da ação "Ianda Guiné", na sua componente "Lus ku Iagu" (Luz e Água), em que intervém a TESE, a iniciativa está também a intervir no domínio da água em Mansoa, Encheia e Sansanbato, localidades no norte da Guiné-Bissau.

A "Ianda Guiné" é uma iniciativa da União Europeia que visa promover soluções conjuntas com as comunidades para os seus problemas e que lhes possam trazer oportunidades económicas.

Alfredo Pais observou que, do ponto de vista técnico, a central de Bolama "já está preparada".

Numa primeira fase, a central vai fornecer energia a cerca de 550 clientes, num preço ainda por definir entre os gestores da infraestrutura, notou Pais.

"Tentamos enquadrar isso com os rendimentos dos agregados familiares e, a partir daí, dimensionamos em função dos orçamentos disponíveis", observou ainda o técnico português, falando em nome da União Europeia e do Ministério da Energia guineense, parceiros do projeto.

Na Guiné-Bissau existem alguns exemplos de projetos semelhantes ao de Bolama que falharam, por má gestão ou por problemas de ordem técnica.

Aladje Adulai Djalo, técnico guineense que trabalha com a TESE, não garante que a central montada na ilha funcione sem problemas, mas afirmou que tiraram referências a partir do passado.

"Dizer que vai funcionar a 100% bem é complicado, mas uma vantagem que nós temos, quando se fala desta central, é que já temos referência de outras centrais", observou Adulai Djaló.

A energia ainda não chegou às casas, mas a população de Bolama já antevê melhorias nas suas vidas, nomeadamente ao nível do comércio, atividades escolares noturnas e segurança pública.

Foi o que disse à Lusa, Paulo Gomes, 68 anos, nascido e criado em Bolama, mas que praticamente deixou de ver energia elétrica na ilha desde que os portugueses deixaram a Guiné-Bissau em 1975, notou.

"Na época colonial havia energia em todo o lado", observou Gomes, para quem a energia elétrica da nova central vai potenciar o desenvolvimento de Bolama, "a região mais atrasada" da Guiné-Bissau.

Dala Baldé, 23 anos, deixou Bissau para tentar formar-se como professora na escola de formação de docentes que existe em Bolama. Até aqui, a jovem estuda através da luz do seu telemóvel e espera mudar essa realidade brevemente, relatou à Lusa.

O problema de Dala Baldé é saber se vai ter dinheiro suficiente para comprar a energia a ser vendida pela central fotovoltaica.

"Estudo com o meu telemóvel (...), porque onde eu moro não temos energia elétrica. Se o projeto lançar a sua energia, não terei condições para pagar a minha renda [de casa], comprar comida e depois pagar a energia elétrica", disse Baldé.

A jovem aproveitou para lançar um apelo às autoridades do país, enfatizando o facto de que "estudar à luz de vela dá problemas na vista".

Dono de um dos poucos restaurantes e albergues na ilha, Nguabi Júnior esfregou as mãos de contentamento com a chegada da energia elétrica que, disse, vai trazer também mais turistas, investidores e novos projetos de desenvolvimento local.ANG/Lusa

 

                 CAN 2023/ Guiné Conacri nas quartas-de-final

Bissau, 29 Jan 24(ANG) - A Guiné Conacri apurou-se para as quartas-de-final do campeonato Africano das Nações de futebol, derrotando a Guiné Equatorial por 1-0 no Estádio Olímpico de Ebimpé em Abidjan, na Costa do Marfim.

Em Abidjan, decorreu o terceiro jogo dos oitavas-de-final do Campeonato Africano das Nações de futebol entre a Guiné Equatorial e a Guiné Conacri.

A primeira parte até foi algo desinspirada visto que nenhuma das equipas conseguiu criar oportunidades para abrir o marcador.

A Guiné Equatorial tinha terminado no primeiro lugar no Grupo A com sete pontos, contabilizando dois triunfos: 4-2 frente à Guiné-Bissau e 4-0 perante a Costa do Marfim, e um empate a uma bola frente à Nigéria. Uma primeira fase impressionante, sobretudo com muitos golos apontados, nove, e apenas três sofridos.

Isto enquanto a Guiné Conacri ficou no terceiro lugar no Grupo C com quatro pontos, contabilizando um triunfo por 1-0 frente à Gâmbia, um empate a uma bola perante os Camarões e uma derrota por 2-0 frente ao Senegal. Os guineenses terminaram na terceira posição devido aos golos apontados, dois contra cinco para os Camarões, visto que no primeiro critério de desempate as duas equipas estavam com uma diferença de golos de -2.

Na segunda parte, a Guiné Equatorial vai passar por todas as emoções. Primeiro, a expulsão de Fede Bikoro aos 55 minutos, que colocou os equato-guineenses a dez contra onze.

Depois o avançado Emilio Nsue, melhor marcador até ao momento com cinco tentos, falhou uma grande penalidade com a bola a bater no poste do guarda-redes Ibrahim Koné.

Por fim, o único golo da partida apontado pelo avançado da Guiné Conacri, Mohamed Bayo, aos 90+8 minutos de jogo.

Esse tento permite à Guiné Conacri seguir em frente na prova, enquanto a Guiné Equatorial, após uma fase de grupos de alto nível, acaba por regressar a casa.

Pela primeira vez na história, a Guiné Conacri venceu um encontro na fase de eliminação direta e apurou-se para os quartas-de-final do Campeonato Africano das Nações de futebol.

Angola já havia garantido o seu lugar nas quartas-de-final ao vencer a Zâmbia por 3-0, enquanto que a RDC venceu o Egipto na grandes penalidades.

Cabo Verde joga hoje contra a Mauritânia.ANG/RFI

               Angola/Cimeira Itália-África discute nova parceria 

Bissau, 29 Jan 24  (ANG) - O desafio de lançar um novo caminho para que o continente africano deixe de ser um espaço de exploração, insegurança e migração em massa é um dos objetivos da Cimeira Itália-África, iniciada domingo, em Roma, com a participação de Angola.

No evento, em que participam vários Chefes de Estado e de Governo africanos, Angola está presente com uma delegação chefiada pelo ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, em representação do Presidente da República, João Lourenço, de acordo com uma nota de imprensa endereçada à ANGOP.

A nota refere que entre outros assuntos, o fórum está a discutir o "Plano Mattei", avaliado anualmente em 2,8 milhões de euros  (1 euro equivale a Kz 900), que pretende "eliminar as causas que levam os emigrantes a abandonar as suas terras, raízes culturais e família para procurar uma vida melhor na Europa”.

O plano, com duração de quatro anos e atualizável e cofinanciado por vários países europeus, inicia este ano e serve para combater a preocupante propagação do radicalismo islâmico.

O mesmo foi apresentado numa conferência de imprensa do Conselho de Ministros pela primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, logo após a sua tomada de posse, em Outubro de 2022. 

O “Plano Mattei” tem, primordialmente, como áreas de ação a cooperação para o desenvolvimento, passando pela promoção de exportações e investimentos, educação e formação profissional, investigação e inovação, saúde, agricultura e segurança alimentar, abastecimento e exploração sustentável dos recursos naturais, proteção ambiental e luta contra as mudanças climáticas.

Além disso, aposta na modernização e no reforço das infraestruturas, incluindo as digitais, bem como a valorização e o desenvolvimento da parceria energética no domínio das fontes renováveis e o apoio ao empreendedorismo, em particular dos jovens e das mulheres.

Segundo o documento, com este evento, a Itália quer que as oportunidades económicas do "continente berço" sirvam aos africanos.

Cinquenta e sete delegações, incluindo líderes da União Europeia, representantes do Banco Mundial e de outras agências de desenvolvimento das Nações Unidas, entre outras entidades, estão presentes na cimeira, que tem como foco principal o "Plano Mattei”, em homenagem ao fundador da petrolífera italiana ENI, Enrico Mattei. ANG/Angop

Irão/ Autoridades negam envolvimento em ataque que matou três soldados dos EUA

Bissau, 29 Jan 24(ANG) – O Irão negou hoje qualquer envolvimento num ataque lançado por milícias pró-Teerão que vitimou três soldados norte-americanos na fronteira Jordânia-Síria, no sábado à noite, e que levou o Presidente norte-americano a prometer retaliação.

“Estas acusações são feitas com um objetivo político que visa inverter as realidades da região”, disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, num comunicado citado pela agência de notícias oficial do Irão, Irna.

As alegações “também demonstram a influência de terceiros, incluindo o regime sionista que mata crianças”, acrescentou Nasser Kanaani, referindo-se a Israel, envolvido numa guerra com o movimento islamita palestiniano Hamas na Faixa de Gaza desde 07 de outubro.

“Os grupos de resistência nesta região estão a responder aos crimes de guerra e ao genocídio cometidos pelo regime sionista”, “não estão a receber ordens” do Irão e “estão a decidir as suas ações com base nos seus próprios princípios”, assegurou ainda o porta-voz.

De acordo com um responsável norte-americano citado pela Associated Press mas que pediu para não ser identificado, além de cinco vítimas mortais, o número de soldados feridos aumentou para 34.

Outros dois funcionários norte-americanos identificaram a base atacada como uma instalação na Jordânia conhecida como Torre 22, localizada ao longo da fronteira com a Síria e utilizada principalmente por tropas envolvidas em aconselhamento e assistência às forças jordanas.

O governo jordano, que não reconhece a existência desta instalação, afirmou que o ataque ocorreu fora da Jordânia, designadamente numa base dos EUA na Síria.

O ministro das Comunicações do Governo do reino, Muhannad Mubaidin, disse à televisão estatal jordana Al Mamlaka que o ataque com um drone visou a base de al-Tanf, no leste da Síria.

O grupo de milícias pró-iranianas Resistência Islâmica no Iraque declarou no domingo que o ataque foi apenas uma “pequena amostra do inferno”.

A milícia al-Nujaba, uma das mais destacadas da Resistência Islâmica no Iraque, congratulou-se com os vários ataques que o grupo lançou nos últimos meses contra posições norte-americanas na Síria e no Iraque.

“Não tenham dúvidas: todos os responsáveis [pelo ataque] irão prestar contas, no momento e da forma que escolhermos”, afirmou no domingo o Presidente norte-americano, Joe Biden, através da rede social X.

O secretário da Defesa norte-americano, Lloyd Austin, assegurou que “serão tomadas todas as medidas necessárias para defender os Estados Unidos, as suas tropas e interesses”.

Os senadores republicanos Lindsey Graham e John Cornyn defenderam no domingo “atacar Teerão”, a capital iraniana, em resposta ao ataque.

Também o candidato à nomeação presidencial republicana, Donald Trump, considerou, na rede social Telegram, o ataque uma “consequência horrível e trágica da fraqueza e rendição de Joe Biden”.

ANG/Inforpress/Lusa

           
Niamey
/Mali, Níger e Burkina Faso abandonam CEDEAO

Bissau, 29 Jan 24 (ANG) - O Burkina Faso, o Mali e o Níger anunciaram domingo a sua saída da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) que acusam de ter traído os seus "princípios fundadores" e de estar "sob influência estrangeira”.

O anúncio foi feito nos três países ao mesmo tempo, através da leitura nos órgãos de comunicação social estatais de um comunicado conjunto.

No Níger, o comunicado foi lido pelo coronel Amadou Abdourahamane, porta-voz da junta militar,

"Assumindo plenamente as suas responsabilidades perante a história e respondendo às expectativas e preocupações das suas populações, os dirigentes do Burkina Faso, do Mali e do Níger decidiram, em plena soberania, retirar com efeitos imediatos os seus países da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental", disse.

No mesmo documento, os líderes das juntas militares acusam a CEDEAO de, "sob influência estrangeira”, ter traído os seus "princípios fundadores".

No Mali, coube ao coronel Abdoulaye Maïga, porta-voz do Governo, dirigir-se à nação, para declarar que "a organização não prestou assistência aos nossos Estados no combate ao terrorismo”.

“Pior ainda, quando decidimos tomar o nosso destino pelas nossas  próprias mãos, a CEDEAO adoptou uma posição inaceitável ao impor sanções ilegais, desumanas e irresponsáveis, violando os seus próprios estatutos”, insistiu.

Os golpes de Estado ocorridos nos três países levaram à imposição de sanções por parte da CEDEAO, que ameaçou levar a cabo uma ação militar no terreno para restabelecer a democracia.

Reagindo em comunicado ao anúncio deste domingo, a CEDEAO fez saber estar aberta para "negociar uma solução”, uma vez que, acrescentou, os três países são "membros importantes para a Comunidade”.

No entanto, a organização admitiu que "continua ciente da situação e fará mais declarações mais tarde dependendo da evolução da situação". 

A CEDEAO defendeu o seu trabalho, afirmando que, "de acordo com as instruções recebidas da Assembleia de chefes de e Estado e de Governo, a Comissão da CEDEAO tem trabalhado arduamente com os países envolvidos com vista a restaurar a ordem constitucional". 

Nas ruas de Ouagadougou, a capital do Burkina Faso, as opiniões dos moradores sobre a decisão dos três países divergem.

Claude Bado, residente em Ouagadougou  diz ser “uma decisão precipitada”, por entender que “se a CEDEAO tivesse pedido a estes países que saíssem era uma coisa, mas sair por conta própria é ousado e não é bom para as populações”.

Para Georges Karama, também de Ouagadougou, "é uma iniciativa notável que a população esperava há muito tempo. Os princípios estabelecidos na criação da CEDEAO já não estão a ser cumpridos. É de saudar esta decisão”.

Desde que passaram a ser governados por juntas militares, o Burkina Faso, o Mali e o Níger estão cada vez mais próximos da Rússia e afastados do Ocidente.

Recentemente, tanto as tropas francesas como a missão de manutenção de paz da ONU foram obrigadas a abandonar o Mali, onde há registo da presença do grupo de mercenários russo Wagner. ANG/Angop

 

sexta-feira, 26 de janeiro de 2024


Ambiente
/Diretora-geral do IBAP aponta a preservação do ecossistema do mangal como um dos desafios prioritários do país

Bissau,26 Jan 24(ANG) – A Diretora-geral do Instituto da Biodiversidade e das  Áreas Protegidas(IBAP), disse que a preservação do ecossistema do mangal constitui um dos desafios do país, em particular da  instituição que dirige.

Aissa Regalla de Barros falava hoje na cerimónia de abertura do 4º Comité da Direção do Projeto Regional “Gestão Sustentável das Florestas de Mangais do Senegal ao Benin”, que decorre entre os dias 26 e 28, em Bissau.

Aquela responsável disse que o Sistema Nacional das Áreas Protegidas cobre atualmente 26,3 por cento do território nacional, tendo como um dos ecossistemas essenciais o mangal.

Regalla informou que o mangal é um ecossistema com alta produtividade, o que levou a criação de um Parque Natural dos Tarrafes de Cacheu, que joga um papel essencial em vários serviços ecossistêmicos.

“É neste contexto que, para poder melhor e harmonizar as diferentes ações levadas a cabo nos últimos anos, no país, decidiu-se criar uma plataforma muito importante denominada "Planta"e que permite coordenar as ações nas zonas de intervenções”, disse.

Afirmou que a plataforma  irá ajudar ainda os atores que intervêm nesse domínio e na definição de eixos estratégicos, nomeadamente, uma forte componente da restauração do mangal, do sistema de informação geográfica, permitindo assim a cartografia das áreas de intervenção bem como outro componente essencial que é a sensibilização das comunidades.

A Diretora-geral do IBAP sublinhou que a Guiné-Bissau ainda não tem uma lei que protege os ecossistemas essenciais, frisando que essa lei permitiria dar orientações sobre como levar a cabo as proteções desse ecossistema.

“Na base dessa lei haverá um ordenamento do ecossistema do mangal, quais são as zonas a serem protegidas e outras que poderão ser utilizadas para agricultura e outras atividades setoriais”, salientou.

Por sua vez, o representante da União Europeia no país, disse que apesar de ser a Delegação da União Europeia no Senegal a gerir este “ambicioso projeto”, que abrange nove países costeiros da África Ocidental, é um gosto testemunhar a realização desta reunião na Guiné-Bissau.

Artis Bertrulis disse que numa era de emergência climática e de erosão sem precedentes da biodiversidade, os apelos e esperanças das novas gerações são cada vez mais focados num futuro sustentável.

Acrescentou que, neste contexto, a responsabilidade da comunidade internacional torna-se significativa e que as  ambições devem permanecer sólidas no que diz respeito à mitigação das alterações climáticas.

“Projetos como  a que estamos a discutir hoje, fazem parte de uma solução global que se compromete a alcançar resultados tangíveis, duradouros e sustentáveis”, salientou Artis Bertulis.

Disse que a União Europeia orgulha-se de poder cooperar com a Guiné-Bissau na conservação dos ecossistemas de mangais, investindo mais de 20 milhões de euros em projetos de agricultura familiar de arroz, de mangal e no fortalecimento das capacidades do IBAP.ANG/ÂC//SG

Política/PR exorta Governo  à fazer recenseamento geral dos funcionários públicos “para garantir credibilidade no país”

Bissau, 26 Jan 24 (ANG) - O Presidente da República (PR)  exortou, na quinta-feira, os membros do Governo a realizar  um “rigoroso controlo” para o apurmento real do número dos funcionários em efetividade de funções na Função Pública, de modo a grantir “mais responsabilidade e credibilidade” à Guiné-Bissau.

De acordo com o Comunicado de Conselho de Ministros à que a ANG teve acesso hoje, a exortação de Umaro Sissoco Embaló foi feita ao abrir a sessão Ordinária da reunião do coletivo ministerial de 25 de Janeiro.

“O Presidente da República exortou os membros do Governo no sentido de se proceder a um rigrosso controlo para o apurmento real do número dos funcionários em efetividade de funções, criando-se assim, pressupostos para um recenceamento geral dos trabalhadores da Administração Pública com responsabilidade e credibilidade requeridas”, refere o comunicado.

Segundo o mesmo documento, na parte deliberativa, o Conselho de Ministros  protelou a aprovação do Projeto de Decreto que cria o Centro de Serviços Integrados dos Transportes, denominado “Guichet Único dos Transportes”, para a próxima sessão, e aprovou a proposta do Cronograma para a Atualização dos Cadernos Eleitorais.

No capítulo das nomeações, o Conselho de Ministros deu anuência a que, por Despacho do Primeiro-ministro, se efetue a movimentação do pessoal dirigente da Administração Pública conforme se indica: para o Ministério da Justiça e dos Direitos Humanos, Helder Romano Cruz Vieira é nomeado Diretor-geral de Identificação Civil, Registos e Notoriado e Cherno Sanó Jaló, Diretor-geral dos Serviços Presionais e Reinserção Social.

Ainda para o mencionado ministério, Domingos Monteiro Correia é nomeado Diretor Nacional da Polícia Judiciária, Fernanda Maria da Costa, Presidente da Comissão Nacional para os Direitos Humanos e Pedro Manuel Gomes nomeado Diretor do Gabinete de Informação e Consulta Jurídica.

Para Ministério de Administração Territorial e Poder Local, Mustafa Soares Cassamá é nomeado Governador da Região de Bafatá, Salomé Augusta Lopes dos Santos Allouche, governadora da região de Biombo, Ramiro Bubacar Embaló, governador da região de Bolama-Bijagós e Braima Camará,  governador da região de Cacheu.

Igualmente para o Ministério de Administração Territorial e Poder Local, Elisa Maria Tavares Pinto é nomeada  governadora da região de Gabu, António Mustafa Jaló, governador da região de Quinará, Martinho Moreira, governador de região de Oio e Aminata Silá, governadora da região de Tombali.

Conforme o Comunicado do Conselho de Ministros, no Ministério das Finanças, Luciana Josina Fernandes Vieira Queta Banjai é nomeada Secretária Nacional do Património do Estado, Doménico Oliveira Sanca, Diretor-geral das Alfândegas, Usna António Quadé, Diretor-geral do Controlo Financeiro, Carfa Embaló, Diretor-geral do Orçamento e Mussuba Canté, Diretora-geral da Supervisão das Atividades de Poupança e Microcrédito.

Ainda para o referido Ministério, Chanceler Pereira é nomeado Diretor-geral das Contribuições e Impostos, Mamadjam Djaló, Diretor-geral dos Concursos Públicos e Geraldino Duarte Fernandes Dias, Comandante de Brigada de Ação Fiscal.

No Ministério da Saúde Pública, Agostinho Mbarco Ndunba é nomeado Diretor -geral de Prevenção e Promoção de Saúde, Alanã António Tambá Nhanque, Diretora-geral de Administração do Sistema de Saúde, Zimânia Cá, Diretora -geral de Saúde Materno Infantil, Ivandro Ismail Carlos Pedreira, Diretor-geral de Estabelecimentos dos Cuidados com Saúde e Quinta Sanhá Insumbo, Presidente do Instituto Nacional da Saúde Pública.

No Ministério dos Combatentes da Liberdade da Pátria, Vanessa Pereira Gomes Nambera é nomeada Diretora-geral do Combatente da Liberdade da Pátria, Tcherno Baldé, Diretor-geral de Assistência e Reinserção Social e Nautan Mancabu, Diretor-geral do Centro de Coordenação da Acção Anti Minas.

No Ministério das Obras Públicas, Habitação e Urbanismo, Luis Miguel da Silva Malú é nomeado Diretor-geral de Infraestruturas de Transportes e Adolfo Ramos, Diretor-geral de Habitação e Urbanismo. ANG/AALS//SG

Saúde Pública/ Ministro diz  que dentro quatro anos o país terá médicos em condições de revolucionar o sistema nacional

Bissau, 26 Jan 24 (ANG) – O ministro da Saúde Pública disse  que dentre de dois à quatro anos, os  médicos especialistas nacionais estarão em condições de  revolucionar o Sistema Nacional de Saúde (SNS).

Domingos Malú falava à margem do encontro com o Presidente do República, no qual disse que nesta perspetiva pode-se reduzir os custos que o Estado tem tido na evacuação médica da população para estrangeiro.

"São médicos clínicos gerais que estão a trabalhar já no sistema. Com vosso apoio conseguiram ter bolsas de especialização para Venezuela e a data de partida é para dia 29 do mês corrente", disse.

Malu disse que são  jovens quadro guineenses que vão assumir a especialização em diferentes áreas de saúde de que o país precisa.

Disse que, enquanto ministro da Saúde Pública, diz ser uma boa oportunidade, e que encontraram o sistema com falta  de especialistas e que constataram muitas evacuações.

O governante sublinhou que,  se o país tiver especialistas em diferentes áreas o Estado poderia  poupar dinheiros que gasta para   evacuações médicas.

Por seu turno, a porta-voz da equipa médica benefiaciária da especialização, Eunice Barai, agradeceu ao Presidente da República pela possibilidade especialização que lhes proporcionou .

Pediu ao Umaro Sissoco Embalo no sentido de continuar a apadrinhar a especilização de quadros da saúde, para o bem do país. ANG/MI//SG     

  

Saúde pública/Presidente da República pede aos técnicos que irão se especializar em Venezuela para dignificarem o país

Bissau 26 Jan 24 (ANG) – O Chefe de Estado pediu aos 80 técnicos da saúde que irão se especializar na República Boliveriana de Venezuela para dignificarem a Guiné-Bissau nas terras de Hugo Chaves comportando como digno filho da Nação de Cabral.

Sissoco Embaló falava na despedida dos referidos  técnicos  e diz que a medicina não é como outros cursos, uma vez que os médicos  se falharem matam pessoas, e acrescenta que é por isso que em outros países os médicos não fazem greves, por serem considerados “soldados de bata branca”.

“Por isso, desejo-vos uma boa viagem e penso que até sexta-feira vamos estar em condições de vos dar bilhetes de passagem que não pode ser um obstáculo ou seja, se há dinheiro para investir em outras coisas temos que investir nos recursos humanos e vocés estão com dívida para com a Guiné-Bissau e a maneira de pagar a dívida é voltar e contribuir para o desenvolvimento do país“,disse.

O Embaixador da Venezuela na Guiné-Bissau disse que, desde o ano passado, que o Presidente Sissoco Embaló e Nicolas Maduro trabalham no sentido de materializar o que se estava a assistir -  a ida dos médicos guineenses para se especializarem em diferentes áreas da medicina.

Frisando que isso mostra os laços de amizade, fraternidade entre os dois países na base do apoio Sul/Sul.

Eldan Rafael Dominguez Forty disse crer que desta maneira a Venezuela contribui para ajudar os irmãos da África neste caso, a Guiné-Bissau, para  quando voltassem possam contribuir para melhorar o sistema sanitário do país para o bem do povo.

“ Em Venezuela já existe uma equipa para receber os nossos irmãos médicos da Guiné-Bissau chefiada pela nossa Ministra da Saúde que serão destribuidos pelas diferentes centros de formação com instalações e todas as condições, e agradecemos ao Presidente Embaló por ajudar a tornar este sonho uma realidade”,salientou o diplomata ANG/MSC//SG



CAN-2023/Comentador desportivo Bacari Indjai aponta desorganização como fator da má prestação dos “Djurtus”

Bissau, 26 Jan 24 (ANG) – O comentador desportivo guineense Bacari Indjai, apontou, quarta-feira, a “desorganização e má preparação”, como sendo os fatores que motivaram a mã prestação dos “Djurtus” no presente Campeonato Africano das Nações (CAN-2023), que  decorre na Costa de Marfim.

Em entrevista exclusivo ao Portal FUT 245, um dia após o regresso da turma nacional ao país, depois da última derrota sofrida contra a Nigéria, Indjai disse  que a organização é fundamental em qualquer competição em que o país participa.

“No nosso caso, é bem diferente, sempre percorremos o caminho contrário em relação as outras seleções”, referiu Indjai.

Para  o comentador, o selecionador Baciro Candé já não tem condições de continuar a dirigir os “Djurtus”, tendo em conta os maus resultados alcançados em sucessivos CANs em que tomou parte.

Sustenta que já não  basta  participar, e diz ser  importante  obter resultados positivos, algo que entende que está longe de acontecer com a presença do mister Candé na testa da Seleção Nacional de Futebol.

“Pela primeira vez perdemos três encontros, na fase final da prova , saimos com o maior número de golos sofridos. Tudo isso indica que é o fim do mister Candé, a frente da nossa seleção”, sustentou Bacari Indjai.

Em 04 participações da Seleção Nacional nas sucessivas provas de CAN, pela primeira vez não pontuou, fruto de três derrotas no grupo “A” que integrava as Seleções da Costa de Marfim, o país anfitriã, Nigéria e Guiné-Equatrial.ANG/LLA//SG


           Mali/Junta militar  anuncia fim do acordo de paz de Argel

Bissau, 26 Jan 24 (ANG) - A junta no poder no Mali anunciou, na quinta-feira à noite, o “fim com efeito imediato” do acordo de paz de Argel, assinado em 2015 com grupos independentistas do norte do país e que era considerado como essencial para estabilizar o Mali.

O acordo de Argel, assinado em 2015 entre o governo maliano e os grupos armados predominantemente tuaregues, tinha restabelecido a paz no norte do Mali até à retoma de hostilidades no ano passado. Esta quinta-feira à noite, na televisão estatal, o coronel Abdoulaye Maïga, porta-voz do governo militar, anunciou o “fim com efeito imediato” desse acordo. O responsável falou de “actos de hostilidade e instrumentalização do acordo por parte das autoridades argelinas” e “mudança de postura de certos grupos signatários”.

O fim do acordo não surpreende porque acontece num ambiente de profunda degradação das relações entre o Mali e a Argélia. Na quinta-feira, o coronel Maïga também leu um comunicado especificamente contra a Argélia, no qual falou “na multiplicação de actos hostis e na interferência nos assuntos internos do Mali por parte das autoridades argelinas”. A junta militar acusa Argel de alojar certos signatários do Acordo de 2015 que considera como “terroristas”.

Por outro lado, o acordo já estava moribundo desde a retoma, no ano passado, das hostilidades entre os grupos independentistas tuaregues do Norte e o governo militar, na sequência da retirada, a pedido da junta, das forças francesas e das forças de manutenção da paz das Nações Unidas.

Por outro lado, o acordo sofreu outro rude golpe, a 31 de Dezembro, quando o líder da junta, o coronel Assimi Goïta, anunciou a implementação de um “diálogo directo inter-maliano”, ou seja, sem a mediação da Argélia.

Argel tem sido o principal mediador nos esforços de paz entre o Mali e os rebeldes tuaregues, cuja campanha separatista no norte lançou o país num conflito violento durante mais de uma década e abriu caminho para o fortalecimento dos grupos jihadistas no Sahel. A violência provocou milhares de mortos e milhões de deslocados e propagou-se ao centro do Mali, ao Burkina Faso e ao Níger.ANG/RFI