quarta-feira, 26 de junho de 2024

Saúde pública/LGDH exorta Governo disponibilização de fundos para melhor funcionamento do hospital Simão Mendes

Bissau, 26 Jun 24 (ANG) – O segundo vice-presidente da  Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH), pediu hoje ao Governo para disponibilizar fundos ao Hospital Nacional Simão Mendes(HNSM) para melhorar a “situação caótica” em que se encontra aquele maior centro hospitalar do país.

Edmar Nhaga fez este pedido numa conferência de imprensa para falar sobre situação dos hospitais da Guiné-Bissau, principalmente do Simão Mendes, num momento em que o sindicato do sector, agrupado na Frente Social cumpre a quarta vaga de greve, que  paralisou, por completo, o funcionamento daquela instituição sanitária mais procurada do país.

“Reconhecemos que os sindicatos têm o direito de fazer a greve como um direito constitucional que os assiste e tendo em conta o não cumprimento, por parte do Governo, das suas exigências ou falta de interesse do Executivo de se sentar com os sindicatos numa negociação séria “,disse.

Nhaga disse que as vagas de paralisação no setor da saúde podem ser evitadas, e sublinha  que quem acaba pagando a fatura são os cidadãos que recorrem aos centros de saúde e hospitais.

Salientou que a greve está a decorrer num momento em que a situação no HNSM  continua na mesma ou seja, não existe máquinas para fazer ecografia uma vez que o que existe não funciona corretamente, falta pelicula de RX e   reagentes.

O segundo vice-presidente da LGDH acrescentou que o laboratório está fechado,  faltam bolsas de sangue no Banco de Sangue e sem contar que os serviços mínimos, que  quase não existem no Hospital Nacional Simão Mendes, uma vez que não existe respostas as demandas dos cidadãos e as urgências estão a funcionar com um único médico, o que ,segundo diz, não é suficiente.

Aquele responsável aponta como exemplo de situação caótica de Simão Mendes os serviços da medicina com 14 salas, das quais  seis se encontram fechadas porque chovem e não têm condições para internar doentes.

 “Tendo em conta a gravidade da situação, a  LGDH não podia ficar de braços cruzados sem chamar a atenção sobretudo ao Governo, no sentido de voltar a alocar fundos, para  permitir que o HNSM tenha medicamentos essenciais básicos de que precisa, que consiga pôr a fábrica de oxigênio em funcionamento para melhor atender a população”, frisou.

Edmar disse desconhecer o motivo de não funcionamento da fábrica de oxigênio, financiado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e revela que que  a única fábrica que está a prestar serviços aos utentes é de um privado.

Nhaga frisou que o patronato deve criar condições para um diálogo franco com os sindicatos, para estabelecer o modelo do serviço mínimo a ser prestado.

Aos sindicatos em greve  a LGDH pede o cumprimento da lei relativamente a prestação de “Serviço Mínimo”, e sustenta que  são os cidadãos mais carenciados que recorrem ao hospital Simão Mendes.

“O direito a greve não pode pôr em causa de uma forma não razoável  outros direitos fundamentais das pessoas”, disse.. ANG/MSC/ÂC//SG


Economia
/Preços das moedas para quarta-feira, 26 de junho de 2024

MOEDA

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452.250

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83.500

85.250

Dirham dos Emirados Árabes Unidos

165.500

168.500

Fonte:BCEAO

Rússia/Governo anuncia o bloqueio de 81 órgãos de comunicação social da UE

Bissau, 26 Jun 24 (ANG) - A Rússia anunciou na terça-feira o bloqueio da difusão no seu território de 81 órgãos de comunicação social europeus, incluindo órgãos franceses como Le Monde, Libération, Radio France, ou ainda a agência noticiosa AFP, em "retaliação" à decisão da União Europeia em Maio de bloquear o acesso de quatro órgãos estatais russos.

"Contramedidas foram introduzidas sobre o acesso do território russo aos meios de comunicação de países membros da UE" que “divulgam sistematicamente informações falsas sobre o desenrolar” da operação militar especial na Ucrânia, anunciou hoje o Ministério dos Negócios Estrangeiros russo num comunicado, em que rejeita a responsabilidade destas restrições sobre Bruxelas.

Na lista dos operadores sancionados divulgada pela diplomacia russa, figuram órgãos franceses como Le Monde, Libération, Radio France e a AFP, os órgãos portugueses Público, RTP Internacional, Expresso e Observador, bem como o Der Spiegel da Alemanha, os espanhóis El Mundo e El País, bem como a televisão italiana RAI.

Esta decisão acontece poucas semanas depois de a União Europeia ter aprovado, no dia 17 de Maio, sanções contra quatro órgãos russos -Voice of Europe, Ria Novosti, Izvestia e Rossiïskaïa Gazeta -, acusados por Bruxelas de difundir propaganda pró-Kremlin, isto depois de já ter proibido no começo do ano de 2022, vários órgãos de comunicação russos ou considerados pro-russos, como Russia Today, em resposta à ofensiva russa na Ucrânia.

No pacote de sanções adoptado em Maio, os 27 também consideraram a possibilidade de "se proibir o financiamento russo dos meios de comunicação social, das ONG e dos partidos políticos da UE".

Na sequência destas decisões, Moscovo ameaçou com medidas de retaliação. Nesta terça-feira, Moscovo responsabilizou Bruxelas por esta escalada mas disse que “se as restrições impostas aos meios de comunicação social russos forem levantadas, a parte russa também reconsiderará a sua decisão em relação aos operadores de meios de comunicação social mencionados”.ANG/RFI

 

Moçambique/ Presidente Nyusi diz que insurgentes sofreram “as maiores baixas de todos os tempos”

Bissau, 26 Jun 24 (ANG) - O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, disse, terça-feira, que os grupos armados que protagonizam ataques na província de Cabo Delgado “sofreram as maiores baixas de todos os tempos” em confrontos com as forças governamentais e as tropas ruandesas, em Maio.

O chefe de Estado discursava nas cerimónias centrais alusivas ao 49 anos da independência nacional, as últimas em que participa como Presidente por estar a concluir o último de dois mandatos.

Foi na Praça dos Heróis, em Maputo, que acolheu as cerimónias centrais da celebração dos 49 anos da independência nacional, que o Presidente de Moçambique falou em “centenas e centenas” de insurgentes que “ficaram fora de combate” em Maio, na província de Cabo Delgado, no norte do país.

Nessas zonas, as forças de defesa e segurança, na companhia das forças amigas do Ruanda, os terroristas sofreram as maiores baixas de todos os tempos, portanto, centenas e centenas caíram no chão, ficaram fora de combate”, afirmou Filipe Nyusi.

O chefe de Estado apelou à união de todos na luta contra o terrorismo que já fez mais de 4.000 mortos em sete anos.

O grande desafio é controlarmos o terrorismo que perturba alguns distritos de Cabo Delgado. Sobre este desafio temos firme convicção de que se estivermos unidos vamos vencer”, acrescentou.

Nestas celebrações dos 49 anos de independência, foram distinguidos 900 cidadãos nacionais com a Medalha de Veterano da Luta de Libertação de Moçambique em reconhecimento pela sua participação na luta de libertação nacional.

A rebelião armada em Cabo Delgado começou em Outubro de 2017, com ataques reclamados por movimentos associados ao grupo extremista Estado Islâmico. O último grande ataque deu-se a 10 e 11 de Maio, à sede distrital de Macomia, com cerca de uma centena de insurgentes a saquearem a vila, provocando vários mortos e fortes combates com as Forças de Defesa e Segurança de Moçambique.

O Presidente de Moçambique, Filipe Nyusi, afirmou em 16 de Junho que a acção das várias forças de defesa permitiu acabar com “praticamente todas” as bases dos grupos terroristas que operam em Cabo Delgado, que se limitam agora a “andar no mato”.ANG/RFI

 

Haia/Mandados de detenção do TPI contra Chefe de Estado-Maior e antigo Ministro da Defesa da Rússia

Bissau, 26 Jun 24 (ANG) - O Tribunal Penal Internacional (TPI) anunciou  terça-feira ter emitido mandados de detenção contra o Chefe de Estado-Maior Russo, Valeri Guérassimov, e contra Serguêi Choïgou, antigo Ministro da Defesa, por alegados crimes de guerra e crimes contra a Humanidade na Ucrânia.

"Como eu destaquei em várias ocasiões, nenhum indivíduo, em qualquer lugar do mundo, deve sentir que pode agir com impunidade", disse hoje em comunicado Karim Khan, procurador do TPI.

Já no ano passado, esta entidade tinha emitido um mandato de captura contra o Presidente russo e contra o seu comissário para os Direitos da Criança pelo suposto crime de guerra de deportação de crianças da Ucrânia para a Rússia, antes de emitir igualmente mandados de detenção contra dois proeminentes oficiais russos no passado mês de Março por alegados crimes de guerra.

Valeri Guérassimov e Serguêi Choïgu, em funções como ministro da Defesa até Maio e doravante chefe do Conselho de Segurança russo, são ambos acusados de serem responsáveis por crimes de guerra por estarem alegadamente por detrás de ataques contra alvos civis.

Eles são nomeadamente suspeitos de serem responsáveis por ataques efectuados pelas forças russas contra as infraestruturas eléctricas ucranianas entre 10 de Outubro de 2022 e 9 de Março de 2023. Neste sentido, o Tribunal considera que "os danos civis acessórios esperados (desses alegados ataques) teriam sido claramente excessivos em relação à vantagem militar esperada".

Em reacção, o Kremlin considerou imediatamente "insignificantes" estes novos mandatos de captura.

Por sua vez, a Presidência ucraniana saudou uma "decisão importante" que "deixa claro que a justiça pelos crimes russos contra os ucranianos é inevitável", Volodymyr Zelensky acrescentando ainda que "aguarda ansiosamente outros mandados de prisão para privar a Rússia do seu sentimento de impunidade", que "alimentou os crimes russos durante décadas".

Apesar de o Tribunal Penal Internacional não dispor de meios coercitivos para fazer aplicar as suas decisões, e apesar de nem a Rússia, nem outros países como os Estados Unidos ou Israel, terem ratificado o Tratado de Roma que instituiu esta entidade em 2002, esta jurisdição pode teoricamente conta com a colaboração dos seus 124 Estados-membros.

Neste sentido, depois de o Tribunal Penal Internacional ter emitido o seu mandado de captura contra Vladimir Putin, este último reduziu as suas deslocações ao estrangeiro, viajando apenas para países não-signatários do Tratado de Roma. ANG/RFI

    França/ Debate sem consensos a quatro dias das eleições legislativas

Bissau,26 Jun 24 (ANG) - Em França, a quatro dias da primeira volta das eleições legislativas antecipadas, os representantes dos três blocos politicos principais, extrema-direita, coligação de esquerda e campo presidencial confrontaram os seus programas politicos, revelando a forte polarização do debate politico nas questões de imigração, poder de compra, e segurança. Rescaldo de um debate entre três blocos sem consensos.

Imigração e segurança foram os temas que geraram maior tensão no primeiro debate da campanha das legislativas francesas. Jordan Bardella, líder da extrema-direita, afirmou querer limitar o número de entradas legais no território nacional a 10 000 por ano e impedir que os estrangeiros em situação irregular tenham acesso a cuidados de saúde gratuitos. 

A medida do candidato da União Nacional que gerou mais tensão no debate prevê que os franceses que tenham dupla nacionalidade não possam aceder a certos empregos na função publica. Uma medida "estigmatizante" para 3,5 milhões de franceses, realçou Gabriel Attal, acusando Bardella de considerar que as pessoas com "dupla-nacionalidade" têm, na realidade, "meia-nacionalidade".

À esquerda, Manuel Bompard sugeriu que "em vez de denegrir" os imigrantes, Jordan Bardella deveria "agradecer-lhes, porque têm empregos que os franceses não querem assumir e que contribuem para a economia".

Relativamente ao poder de compra, o representante da Nova Frente Popular, coligação de esquerda, defendeu a necessidade de bloquear os preços de produtos de primeira necessidade e aumentar o salário mínimo para 1600€ (actualmente de 1 539€).

Propostas criticadas por Gabriel Attal, que lembrou que "ao contrário dos seus adversários", ele "é primeiro-ministro e não quer mentir". "a diferença com os seus adversários" é que ele "é primeiro-ministro e não quer mentir". O candidato do campo presidencial prometeu não aumentar os impostos para os franceses, e apontou para a irresponsabilidade da ideia de Jordan Bardella. Este último propôs a exoneração do imposto sobre o rendimento para todos os franceses com menos de 30 anos... Uma medida que o incluiria também a ele, que tem 28 anos, apontou Attal. 

Bardella respondeu com sarcasmo às criticas do Primeiro-ministro, a quem se referiu como "senhor professor".

Neste debate, ficaram de lado as questões internacionais como as guerras na Faixa de Gaza e na Ucrânia, os jornalistas do canal televisivo privado TF1 argumentando com "a falta de tempo". 

As últimas sondagens dão vitoria ao partido da extrema-direita, da União Nacional, seguido pela coligação de esquerda Nova Frente Popular. A aliança presidencial ficaria em terceiro lugar.

Neste contexto, a ausência de maioria absoluta é um dos cenários principais, o que causaria uma crise, sem possibilidade de governar, nem recorrer a uma outra dissolução do Governo antes de Julho de 2025. ANG/RFI

UE/Acordo preliminar aponta António Costa como presidente do Conselho Europeu

Bissau, 26 Jun 24 (ANG) - Os seis chefes de Governo e de Estado da União Europeia -
que, no Conselho Europeu, estão a negociar os cargos de topo - alcançaram um acordo preliminar com os nomes de António Costa para a liderança do Conselho Europeu, o de Ursula von der Leyen para um segundo mandato na Comissão Europeia e o da primeira-ministra da Estónia, Kaja Kallas, para chefe da diplomacia comunitária.

 Roberta Metsola também deverá ser reconduzida no cargo de presidente do Parlamento Europeu, apesar de não fazer oficialmente parte do pacote por não ser escolhida pelo Conselho Europeu.

Este é um acordo partidário, alcançado pelos dirigentes do Partido Popular Europeu, dos sociais-democratas e dos liberais. Ou seja, é um acordo preliminar e não final, pelo que só poderá ser confirmado e aprovado na cimeira de líderes esta quinta e sexta-feira, em Bruxelas. Os nomes terão de ser aprovados por maioria qualificada, ou seja, pelo menos 15 países, o que representa 65% da população europeia.

Carlos Zorrinho, antigo eurodeputado socialista português, reage com satisfação ao anúncio dos acordos entre os três maiores partidos políticos europeus em torno destas nomeações. Para ele, trata-se de "uma resposta equilibrada no momento em que a União Europeia tem que ter esse tipo de posição de equilíbrio e de consistência.”

RFI: Como reage ao acordo preliminar sobre os os cargos de topo nas instituiçoes europeias, que confirmam António Costa como futuro presidente do Conselho Europeu?

Carlos Zorrinho, antigo eurodeputado socialista português: “Em primeiro lugar, é muito importante que tenha havido alguma serenidade na indicação destes nomes que esperamos que se venham a confirmar. Neste momento político, para a União Europeia é muito importante que haja uma perspectiva de consolidação da visão europeísta. Recordo que este acordo deve ter sido baseado também na audição de outros grupos… Apresenta três candidatos das três maiores forças, duas porque o ECR, neste momento, já tem mais algum peso no Parlamento Europeu do que o “Renew” [Renovadores], mas as três grandes forças europeístas: o Partido Popular Europeu, que indica a continuidade da presidente da Comissão Europeia, os socialistas e democratas que indicam a presidência do Conselho Europeu e o grupo liberal “Renew” que indica uma candidata para a política externa.

Depois, é importante que tenhamos a experiência de Ursula von der Leyen, depois do mandato que, globalmente, foi positivo à frente da União Europeia. Termos um presidente do Conselho Europeu que tem uma grande reputação, muita experiência, talvez dos membros do Conselho Europeu - até há muito pouco tempo - mais antigos, com mais anos de Conselho Europeu, com mais dossiers, em que foi muito activo e decisivo na negociação, representando também um país do Sul e, portanto, Portugal, que é algo também que é relevante. E temos alguém nos assuntos externos que vem de um país que está muito directamente envolvido neste momento, pela proximidade também nalguns dos conflitos geopolíticos e geoestratégicos que temos que resolver.

Espero que seja aprovada com facilidade esta proposta na reunião formal do Conselho porque penso que é uma resposta equilibrada no momento em que a União Europeia tem que ter esse tipo de posição de equilíbrio e de consistência.”

Para António Costa, o calcanhar de Aquiles teria sido a operação Influencer? Essa teria sido uma das reservas, por exemplo, do presidente polaco relativamente a ele? Acha que esta situação ficou a pesar sobre o "timing" dos anúncios destas nomeações? Que havia, de facto, reticências relativamente ao caso do ex-primeiro-ministro português por causa deste escândalo de corrupção ao qual o nome dele esteve associado a dada altura ?

“Neste processo em concreto, não estive muito envolvido, mas estive muito envolvido, como presidente da delegação portuguesa no Parlamento Europeu, por exemplo, nas negociações de 2019, de 2014, e tenho consciência - devemos todos ter consciência - que há muitas negociações, há muitas declarações que servem para ganhar espaço, para ganhar algumas vantagens ou desvantagens porque é isso mesmo. É um processo negocial entre 27 países, entre várias famílias políticas. Penso que nunca esteve em causa a partir de determinado momento, sobretudo, a partir do que foi revelado em Portugal sobre a não constituição como arguido de António Costa em nenhum processo. Penso que nunca esteve em causa politicamente a sua nomeação, como também nunca esteve em causa a unidade que é decisiva dos socialistas e democratas em torno do seu nome.

Agora, certamente, algumas coisas foram conhecidas na imprensa: a declaração do primeiro-ministro croata, a declaração de Donald Tusk e outras coisas mais. Outras certamente não foram conhecidas, mas têm a ver com o processo negocial que é algo que é muito complexo porque estamos a escolher três pessoas. Teremos também que escolher, penso que será Roberta Metsola, pelo menos na primeira parte do mandato, a candidata ao Parlamento Europeu, mas estamos a escolher quatro pessoas a partir de uma base de 27 países, multiplicado depois por, enfim, vamos ver quantas famílias políticas se constituem, mas sete ou oito famílias políticas e 720 eurodeputados que vão depois ter que validar tudo o que for escolhido. Ou praticamente tudo, o Presidente do Conselho, não. Portanto, esta complexidade justifica isso e a necessidade também de haver uma história mediática, isso faz parte.” ANG/RFI

 


Agricultura
/Governadora de Gabu pede  populares para apostarem na lavoura para combater a fome

Bissau, 26 Jun 24 (ANG) – A Governadora da Região de Gabu pediu aos populares locais para apostarem na lavoura, como forma de combater a fome  que afeta  as diferentes comunidades da Região.

Elisa Tavares Pinto que falava no âmbito de uma visita à  comunidade de Sona-Cunda, disse que  estão a visitar as bolanhas para acompanhar as mulheres, com o objetivo de encorajá-las a se empenharem mais nas actividaes de lavoura.

"Quem quer ver as mulheres empoderadas, motivadas para trabalharem naquilo que lhes dão rendimentos tem que vir ao terreno para lhes dar mais força.Assim vai ser possível  mobilizar  outras para se aderirem à cooperativa, para melhor poderem se desenvolver , em termos de qualidade e produzirem mais. A cooperativa está para  ajudar as mulheres, e depois que conhecemos o seu empenho vim se juntar à elas para dar-lhes mais força",disse.

A governante disse que a cooperativa alugou um trator para trabalhar e que o governo vai colaborar para que a cooperativa possa  responder as demandas das mulheres.

“Queremos reforçar a capacidade das mulheres no sentido de poderem sustentar as suas famílias, mandar seus filhos para a escola, cuidar da saúde dos seus filhos com resultado dos seus trabalhos”, disse  Elisa Pinto..

Apelou aos populares da região a se dedicarem mais ao trabalho de lavoura, porque está-se  na época da chuva .

"Venham para os lugares, vamos lavrar porque Deus nos deu terras e chuva, se deixamos escapar o que vamos fazer. Estamos aqui para mostrar as pessoas que nós também queremos ter a fartura e acabar com a fome.Sentados em casa não podemos acabar com a fome”, disse .

A Presidente da Cooperativa Camponesa da Região de Gabu, Adama Candé disse que levaram um tractor para as mulheres de Sona-Cunda produzirem arroz em grandes quantidades.

O equipamento foi alugado com a  contribuição das mulheres camponesas e de algumas  individualidades que não revelou.

Adama disse que  depois de Sona-Cunda a máquina vai seguir para a  comunidade de Boinhe com o mesmo objectivo.

Aquela responsável apelou as mulheres a se empenharem mais, e diz que a iniciativa representa  um grande esforço da Governadora, para que as mulheres possam ter as suas próprias economias.

Em nome da comundade, Fatu Sanhá  pediu para que, no próximo ano, seja disponibilizado mais cedo o trator  para que possam lavrar grande quantidade  antes de entrada da muita àgua nas bolanhas. ANG/MI//SG  

Cooperação/Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros de Portugal anuncia construção da Escola portuguesa em Bissau

Bissau, 26 Jun 24(ANG) – O Secretário de Estado  dos Negócios Estrangeiros e de Cooperação de Portugal (SENEC) anunciou que o seu país vai construir uma Escola Portuguesa no país, afim de criar mais projetos de desenvolvimento do ensino, nomeadamente  a nível de mestrado, da Língua e  Cultura.

Nuno Sampaio que falava à imprensa após o encontro com o Chefe de Estado guineense, iniciou na terça-feira uma visita de três dias ao país.

“O meu primeiro encontro foi com Umaro Sissoco e informei-lhe que Portugal está   disponível para trabalhar , em colaboração  com o Executivo guineense no reforço de cooperação em diversas áreas, mormente na  educação, saúde, Justiça, na defesa e outras”, salientou.

Lembrou que Portugal é o primeiro cooperante em termos bilaterais com a Guiné-Bissau e disse que trouxe uma mensagem do  Governo do seu país, que  está muito empenhado no acordo de mobilidade  da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa(CPLP) e no funcionamento do mesmo em termos consulares, de forma mais adequada.

O diplomata português referiu que a nível multilateral a Guiné-Bissau é um parceiro da CPLP e da lusofonia  que Portugal valoriza muito.

Reiterou  que para o ano a Guiné-Bissau vai assumir a presidência rotativa da CPLP.

“Portugal como membro da União Europeia(UE), servirá de ponte entre África e a UE e em particular a Guiné-Bissau, na captação de mais projetos de desenvolvimento”, referiu. ANG/JD/ÂC//SG


Cooperação/Guiné-Bissau e Gâmbia reúne Comissão Mista para delinear áreas de cooperação

Bissau, 26 Jun 24 (ANG) – Os técnicos de diferentes instituições da Guiné-Bissau e da Gâmbia vão sentar-se a partir de hoje e durante três dias, no âmbito da reunião da IV Comissão Mista, para definir  as áreas de cooperação a incrementar.

De acordo com o Programa de trabalho desta reunião, à que a ANG teve acesso,no primeiro dia  serão concluídos os textos e as propostas de acordos a serem aprovados.

Na quinta-feira,  as delegações dos dois países deverão validar os textos de acordos que deverão ser submetidos a assinatura dos chefes das duas delegações.

Segundo o documento, ainda na quinta-feira, vão ser assinados alguns acordos de cooperação, pelos ministros dos Negócios Estrangeiros, Cooperação Internacional e das Comunidades dos dois países, nomeadamente, Carlos Pinto Pereira e Mamadou Tangara, e seguidamente será lido o Comunicado Final do evento, e realizada uma visita de cortesia às altas autoridades da Guiné-Bissau, atco que culminará com um jantar oficial, visita ao Primeiro-ministro, entre outras atividades.

Na sexta-feira (28 de Junho) será efetuada uma visita de cortesia ao Presidente da República , antes da partida da delegação gambiana.

Integram as duas delegações representantes dos Ministérios da Defesa, da Justiça, do Interior, da Educação, da Comunicação Social, dos Transportes, dos Recursos Naturais, das Finanças, da Economia, da Administração Territorial, do Turismo e da Cultura e Desportos. ANG/AALS/ÂC//SG

       Desporto/Guinés-Liga prossegue hoje com jogos da 26ª Jornada

Bissau,26 Jun 24(ANG) - A Liga Guineense dos Clubes de Futebol marcou para esta quarta-feira (26), o início da vigésima sexta jornada do Campeonato Nacional da Primeira Divisão (Guinés-Liga, após paragem para a realização dos jogos da segunda eliminatória da taça de Guiné.

De acordo com o portal desportivo Fut 245, essa rodada 26 reserva o grosso número de jogos para a capital Bissau, com destaque para  SB Benfica/ FC Pelundo e  CDR Gabu/ SC Bafatá.

Hoje,  pelas 16 horas e 15 minutos, o líder da prova Sport Bissau e Benfica vai medir forças com o FC Pelundo, no estádio Lino Correia, em Bissau.

Mais tarde, pelas 18 horas e 45 minutos, a União Desportiva Internacional de Bissau recebe no mesmo palco a visita do CF os Balantas.

Os Estivadores dos Portos de Bissau viajam até a linha de fronteira, para desafiar os Tigres de Fronteira de São Domingos, pelas (16H15), no municipal de São Domingos.

No leste do país, no duelo entre os vizinhos , no campo Leandro Vaz, em Gabu, o Clube Desportivo e Recreativo da Gabu vai medir forças com o seu similar Sporting Clube de Bafatá, pelas 16 horas e 15 minutos.

Já na quinta-feira (27), o campeão nacional, FC Canchungo se desloca até a capital Bissau para desafiar o FC Cuntum, às (16H15), no Lino Correia.

Mais tarde, no mesmo palco, o Sporting Clube da Guiné-Bissau defronta o Arados FC Nhacra, pelas 18 e 45 minutos.

A ronda termina na sexta-feira (28), com o jogo entre Flamengo de Pefine e FC Sonaco, pelas (16H15) e, pelas 18 horas e 45 minutos, Binar FC e Tigres de Fronteira de São Domingos entram em cena para fechar a jornada.ANG/FUT 245

Arábia Saudita/Um guineense entre os peregrinos que morreram em Meca

Bissau,26 Jun 24(ANG) - Um cidadão da Guiné-Bissau está entre as mais de mil pessoas que morreram durante a peregrinação anual à cidade de Meca, em consequências das altas temperaturas .

Informações avançadas pela imprensa internacional citadas pela DW-África indicam que  os egípcios representam mais de metade  das vítimas mortais . 

A maioria viajava fora das delegações oficiais e ficou exposta ao calor sufocante. Mas também foram registadas vítimas de outras nacionalidades como Paquistão, Índia, Jordânia, Indonésia, Irão, Senegal ou Tunísia.

Segundo o Ministério da Saúde da Arábia Saudita, os peregrinos "caminharam longas distâncias" debaixo do sol, "sem abrigo nem conforto e entre eles encontravam-se vários idosos e pessoas que sofriam de doenças crónicas".

Em declarações à DW, o coordenador do Alto Comissariado para a Peregrinação da Guiné-Bissau, Siradjo Bari, conta que um cidadão guineense que saiu da Bélgica está entre as vítimas mortais.

"Os peregrinos que saíram da Guiné-Bissau estão todos são e salvos; tiveram febre e outras situações, mas ninguém morreu. No entanto, os nossos irmãos que saíram da Bélgica na quota da Guiné-Bissau sofreram uma baixa; uma pessoa morreu", adianta  Siradjo Bari.

"As informações que nós temos é que alguns estão afetados pela gripe e outras doenças passageiras, por causa da aglomeração, mas no geral todos estão bem", informou.

A peregrinação à cidade santa de Meca é um dos cinco pilares do Islão que um muçulmano deve cumprir pelo menos uma vez na vida.

Nos últimos anos, a peregrinação tem sido marcada por eventos trágicos do género. No ano passado, pelo menos 240 pessoas morreram; não há dados específicos sobre a causa dessas mortes. Em 2015, um episódio de pisoteamento em massa matou mais de 2.200 peregrinos. Em 2006, um tumulto numa ponte provocou a morte de mais de 300 pessoas. Em 1990, 1.426 peregrinos morreram sufocados num túnel.

As autoridades de alguns países estão a tomar medidas após a divulgação das mortes de peregrinos. O Governo do Egito retirou licenças de operação de 16 empresas de turismo e encaminhou-as ao Ministério Público, acusando-as de terem responsabilidade pelas mortes de peregrinos egípcios em Meca. 

Na terça-feira, as autoridades senegalesas anunciaram a introdução de testes voluntários de despistagem à Covid-19 e a reintrodução do uso de máscaras no aeroporto internacional à chegada dos peregrinos vindos da Arábia Saudita.

O Ministério da Saúde do Senegal suspeita que várias mortes de fiéis foram causadas por doenças do foro respiratório, como a Covid-19.ANG/DW-África

 

terça-feira, 25 de junho de 2024

Política/Candidatos dos Inconformados a liderança do PRS falam em  promover a unidade do partido e nacional caso vençam eleições

Bissau, 25 Jun 24 (ANG) - Os dois candidatos à cargo de Presidente do Partido da Renovação Social(PRS),ala dos  Inconformados, Félix Nandunguê e Ribana Inquec  foram unânimes no desejo de   promover a unidade do partido e nacional em caso de vitória no  Congresso extraordinário, marcado para  29 de Junho, em curso.

Félix Nandunguê e Ribana Inquec falavam no âmbito da entrega oficial das suas candidaturas, feitas hoje na sede da Comissão Organizadora do Congresso dos Inconformados.

Félix Nandunguê, disse que a reconquista da confiança granjeada pelos  anteriores líderes do PRS, nomeadamente Koumba Yalá, Alberto Nambeia e  demais camaradas é o principal motivo da sua candidatura.

“É necessário ter a capacidade de trabalhar em equipe, de modo a poder dirigir uma formação política, sem que haja  guerrinhas internas, muito menos o refúgio de algumas pessoas em outros partidos políticos”, disse Nandunguê.

Sustentou que o PRS tem por dever, dar a sua contribuição para o desenvolvimento da Guiné-Bissau, e que, por isso, a paz deve existir para se promover o progresso nacional.

Este dirigente do PRS da ala dos Inconformados vai ao congresso com o lema:  “Felix Unificador”, que diz significar o  “simbolo da unidade nacional e do progresso comum”.

O outro candidato, Ribana Inquec disse que pretende  consolidar problemas internos do partido para depois promover a unidade nacional.

“Um partido deve ser feito na base de união, coesão e Unidade Nacional. Tendo estes ferramentais pode-se avançar para a conquista do poder com a finalidade de desenvolver o país”, disse Inquec .

Adiantou  que,  em  caso de vitória no congresso vai criar um ambiente de paz,   fazer reformas profundas no PRS e proporcionar   mais oportunidades para a camada juvenil.

Ribana disse que vai ao congresso com o lema “PRS Participativo e Inclusivo”. Para esse congresso já são conhecidos três candidatos ao cargo de presidente do partido. O outro é Aladje Sonco.ANG/AALS//SG

Política/Comissão para Gestão Transitória do Partido da Renovação Social reafirma realização de Congresso  e defende  que os Estatutos é único caminho a seguir

Bissau, 25 Jun 24 (ANG) – A Comissão para Gestão Transitória do Partido da Renovação Social, na voz de Augusto Poquena, disse que os Estatutos é único caminho a seguir para a reposição da legalidade no partido.

Em conferência de imprensa segunda-feira, em Bissau, Poquena disse que estão a defender  uma causa justa .

A ala dos Inconformados reagia assim aos resultados da reunião do Conselho Nacional do PRS, ala Fernando Dias da Costa, cujas resoluções determinaram a retirada de Confiança Política aos integrantes do movimento dos Inconformados.

Disse que, enquanto altos dirigentes, não estão despostos a ver as pessoas violarem o estatuto para tentar minar a democracia no seio do partido, e que o único caminho a seguir é os estatutos.

O Grupo coordenado por Ibraima Sori Djaló acusa Dias, na qualidade de Presidente interino, e seus seguidores, de violação dos Estatutos por não realização do Congresso após as legislativas antecipadas de Junho do ano passado, para legitimar o cargo de presidente do partido e outros órgãos.

Na reunião do Conselho Nacional de sábado, Dias pediu aos Inconformados para tomarem parte no congresso previsto para o próximo dia 28 mas Augusto Cabi pediu hoje a  direção interina do partido no sentido de mudar de estratégia e se juntar a eles, para irem um único Congresso, “porque são todos do mesmo partido.

 Cabi disse que não vão aceitar ir para para o caminho que  o presidente interino de PRS quer os levar, o de se juntar ao PAIGC que diz que no passado matou os seus militantes.

Este dirigente  Inconformado disse que o problema no seio dos renovadores  começou quando Fernando Dias foi exonorado como Ministro de Administração Territorial, e daí quer que todos entrassem em  guerra contra  o Presidente da República.

Roberto Metcha considerou de provocação o facto de o  líder interino do PRS ter marcado  o congresso extraordinário para  28 de Junho, no espaço Gardete, o mesmo que os Inconformados devem utilizar para o Congresso extraordinário de 29 de Junho.

Dias negou recentemente ter recebido qualquer dinheiro do Chefe de Estado e exigiu que sejam apresentadas provas de doação desse dinheiro ao PRS.

"Eu enquanto mandatário do partido junto do Tribunal tenho muitas informações que partilhei com Fernando Dias, e me disse que recebeu do Presidente da República 300 milhões de fcfa, e que outros 100 milhões vieram mais tarde da Presidência”, revelou Metcha.

 “Cabe ao orgão interno do partido saber como foi a gestão desse dinheiro e como foi utilizado. Reafirmo que, ao contrário daquilo que ele está a dizer, que não é verdade, um colega, que não vou mencionar, recebeu o dinheiro e o entregou", revelou Roberto Metcha.

Comissão para Gestão Transitrória do Partido da Renovação Social, garantiu que nada vai impedir o Congresso extraordinário e declara que nos dias 27, 28, 29 e 30 do corrente mês, o espaço Gardete estará disponível só para a referida comissão organizar o Congresso.ANG/MI//SG