sexta-feira, 8 de maio de 2026


Suíça
/Surto de Hantavírus "não é o início de uma epidemia, nem de uma pandemia" – OMS

 

Bissau, 08 Mai 26(ANG) - A Organização Mundial da Saúde (OMS) assegurou quinta-feira que o surto de hantavírus registado num navio de cruzeiro, que já causou três mortes, não constitui neste momento o início de uma epidemia, nem de uma pandemia.

 

"Não é o início de uma epidemia. Não é o início de uma pandemia, mas é a ocasião ideal para recordar que os investimentos na investigação sobre agentes patogénicos como este são essenciais, pois os tratamentos, os testes de rastreio e as vacinas salvam vidas", afirmou a diretora interina de Prevenção e Preparação para Epidemias e Pandemias da OMS, Maria Van Kerkhove.

 

Em declarações à imprensa em Genebra, Maria Van Kerkhove afirmou que o hantavírus não é um coronavírus: "É um vírus muito diferente, que já existe há bastante tempo, nós conhecemo-lo. Por isso, quero ser clara: isto não é o início de uma pandemia como a da covid-19".

 

"Trata-se de um surto num navio, num espaço confinado, com cinco casos confirmados até ao momento", acrescentou.

O diretor de operações de alerta e resposta a emergências sanitárias, Abdi Rahman Mahamud, acrescentou que as autoridades estão convictas de que o surto "permanecerá contido se as medidas de saúde pública forem aplicadas e se todos os países demonstrarem solidariedade".

 

Os dois especialistas falavam na primeira conferência de imprensa organizada pela OMS desde o início desta crise.

 

 

"Até ao momento, foram notificados oito casos, incluindo três óbitos. Cinco desses oito casos foram confirmados como sendo causados pelo hantavírus, enquanto os outros três são considerados suspeitos", tinha declarado anteriormente o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

 

Tedros Adhanom Ghebreyesus sublinhou que, "tendo em conta o período de incubação do vírus (da estirpe dos) Andes, que pode atingir seis semanas, é possível que sejam notificados mais casos", acrescentou.

 

Não existe vacina nem tratamento específico contra este vírus, que pode ser contraído através do contacto com roedores e cuja estirpe dos Andes, detetada em passageiros infetados, é a única conhecida por casos de transmissão entre humanos.

 

O cruzeiro onde foram registados os casos e as mortes zarpou de Ushuaia, na Patagónia, a 01 de Abril, com destino a Cabo Verde pelo que os investigadores querem determinar se o contágio aconteceu em terra (na Argentina, Chile ou Uruguai) através de roedores ou já a bordo.

 

O primeiro passageiro a apresentar sintomas (febre, dor de cabeça e diarreia ligeira) foi um holandês de 70 anos que adoeceu a 06 de abril e é considerado o paciente zero. O homem morreu a bordo do navio no dia 11 de abril.

 

Treze dias depois, o seu corpo foi desembarcado em Santa Helena (ilha remota no Oceano Atlântico sul que faz parte do território britânico), juntamente com o da sua mulher, uma holandesa de 69 anos.

 

A mulher também apresentou sintomas, mas voou para Joanesburgo, África do Sul, a 25 de Abril, onde ia embarcar num voo para os Países Baixos. Morreu no dia seguinte e a sua infeção por hantavírus foi confirmada a 04 de Maio.

Segundo a empresa de navegação, um total de 30 passageiros - incluindo o corpo do paciente zero - desembarcou do navio de cruzeiro em Santa Helena.

 

Entretanto, a 02 de Maio, um cidadão alemão morreu a bordo após ter apresentado os primeiros sintomas a 28 de Abril e um outro passageiro suíço, que também desembarcou em Santa Helena, foi hospitalizado em Zurique e testou positivo.

 

Mais três casos suspeitos foram desembarcados na quarta-feira do navio 'MV Hondius' em Cabo Verde - dois tripulantes britânicos e holandeses que estavam doentes e um caso de contacto assintomático - e transferidos por voos médicos que partiram de Praia.

 

Os hantavírus são transmitidos aos humanos através de roedores selvagens infetados que excretam o vírus na saliva, urina e fezes.

ANG/Inforpress/Lusa

 

 

EUA/Trump diz que reunião com Lula foi 'muito boa' e promete novos encontros bilaterais

 

Bissau, 08 Mai 26 (ANG) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu nesta quinta-feira (7) com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca, em Washington, com quem abordou temas como comércio, segurança e cooperação econômica entre os dois países.

O encontro, seguido de um almoço, durou cerca de três horas e foi definido por Trump como “muito bom”.

“Acabo de concluir minha reunião com Luiz Inácio Lula da Silva, o muito dinâmico presidente do Brasil. Discutimos muitos temas, incluindo comércio e, especificamente, tarifas. A reunião foi muito boa”, escreveu o presidente americano, na sua rede Truth Social.

Trump também afirmou que representantes dos dois governos voltarão a se reunir para discutir pontos considerados estratégicos nas negociações bilaterais. “Nossos representantes devem se reunir para discutir alguns elementos-chave.

 

Novos encontros serão agendados nos próximos meses, se necessário”, acrescentou o republicano, que pousou sorridente para as fotos ao lado do líder brasileiro.

 

A reunião começou por volta de 11h30, no horário local, e Lula deixou a Casa Branca cerca de três horas depois. Ele concederia uma entrevista coletiva na embaixada do Brasil em Washington, antes de voltar a Brasília.

Participaram da reunião, do lado brasileiro, o presidente Lula, os ministros da Fazenda, Dario Durigan; de Minas e Energia, Alexandre Silveira; das Relações Exteriores, Mauro Vieira; da Justiça e Segurança Pública, Wellington César, e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa.

Do lado americano, estiveram presentes Donald Trump, a chefe de gabinete da Casa Branca, Susie Wiles, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, o vice-presidente, JD Vance, o secretário de Comércio, Howard Lutnick, e a representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer.

Segundo integrantes da comitiva, a reunião durou cerca de uma hora e vinte minutos. O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, faz parte da comitiva brasileira, mas não participou dos encontros na Casa Branca.

Após a conversa no Salão Oval, Lula e Trump seguiram diretamente para um almoço bilateral, iniciado às 12h40. O encontro reservado reuniu apenas seis participantes e durou quase uma hora e meia.

Essa é a sexta vez que o presidente Lula visita a Casa Branca ao longo de seus mandatos. O encontro desta quinta-feira ocorre poucos dias depois de uma conversa telefónica entre Lula e Trump, realizada na última sexta-feira (1º). ANG/RFI

 

 

Quénia/Governo prevê início de produção comercial de petróleo até para final de 2026

Bissau, 08 Mai 26 (ANG) – O Quénia planeja iniciar oficialmente sua produção comercial de petróleo até o final de 2026, anunciou na quarta-feira o Secretário de Estado de Energia e Petróleo, Opiyo Wandayi.


Em discurso perante o Senado queniano, o Sr. Wandayi destacou que esta medida representa um grande avanço para o país da África Oriental, que busca fortalecer sua independência energética e reduzir sua dependência das importações de combustível.

O funcionário do governo indicou que o projeto petrolífero de South Lokichar, no condado de Turkana (noroeste do Quénia), deverá começar com uma capacidade de produção de cerca de 20.000 barris por dia, antes de atingir gradualmente 50.000 barris por dia, observando que esses volumes ainda são insuficientes para garantir a rentabilidade de uma refinaria comercial de grande escala por si só.

“Os parâmetros económicos do setor petrolífero mostram que uma refinaria viável requer uma produção entre 300.000 e 500.000 barris por dia”, afirmou o Sr. Wandayi, enfatizando que o Quénia está priorizando uma abordagem regional para o refino de petróleo bruto, a fim de otimizar custos.

O ministro defendeu, portanto, o projeto de construção de uma refinaria regional em Tanga, na Tanzânia, por acreditar que essa opção oferece maiores perspectivas económicas.

As autoridades quenianas consideram esta iniciativa uma alavanca estratégica para estimular a industrialização e fortalecer a segurança energética em toda a África Oriental. ANG/Faapa

 

Alemanha/Oceanos alcançam segunda temperatura mais alta da história em Abril

 

Bissau, 08 Mai 26(ANG) - Os oceanos fora dos círculos polares registaram em Abril a segunda maior temperatura desde que há registos, a que se acrecenta previsões favoráveis ao surgimento do fenómeno El Niño, informou o Serviço de Mudança Climática de Copernicus (C3S).

 

Segundo um relatório publicado na quinta-feira pelo C3S, a temperatura média da superfície do mar (TSM) em Abril de 2026 em águas oceânicas fora dos círculos polares, entre os 60° de latitude sul e os 60° de latitude norte, atingiu os 21 graus, o segundo valor mais alto historicamente registado para esse mês.

 

A TSM mais elevada em abril foi registada em 2024, durante o último fenómeno de El Niño, indicou o relatório da entidade gerida pelo Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo (ECMWF na sua sigla inglesa).

 

Abril também foi marcado por fenómenos meteorológicos extremos, como ciclones tropicais no Pacífico, inundações no Médio Oriente e no centro-sul da Ásia, e secas que afetaram o sul de África.

 

Cheias repentinas atingiram grande parte da península Arábica, enquanto zonas do Irão, Afeganistão, Arábia Saudita e Síria sofreram inundações generalizadas e deslizamentos de terra, que provocaram vítimas mortais.

 

“Abril de 2026 reforça o sinal claro de um aquecimento global sustentado. As temperaturas da superfície do mar atingiram níveis quase recorde”, afirmou Samantha Burgess, responsável estratégica de clima no ECMWF.

 

Segundo Burgess, este aumento gerou “ondas de calor marinhas generalizadas”, com o gelo marinho do Ártico a níveis muito abaixo da média, e a Europa a registar “fortes contrastes de temperatura e precipitação”, tudo indicadores de um clima “cada vez mais marcado pelos extremos”.

 

O mês passado foi o terceiro Abril mais quente a nível mundial, com uma temperatura média do ar à superfície de 14,89 graus, 0,52 graus acima da média de abril do período 1991-2020, segundo o conjunto de dados ERA5.

 

O Abril mais quente registado foi em 2024 e o segundo mais quente em 2025. ANG/Inforpress/Lusa

 

Brasil/Lula diz sair ‘muito otimista’ de conversa com Trump na Casa Branca

Bissau, 08 Mai 26 (ANG) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que não discutirá sobre as eleições de 2026 com líderes estrangeiros, propôs 30 dias para resolver impasse comercial com os EUA e disse ter tido “química” com Donald Trump, durante reunião na Casa Branca na quinta-feira (7).

Após o encontro em Washington, Lula disse que saiu “muito otimista” da reunião e avaliou que houve uma conexão positiva entre os dois líderes. Em uma coletiva de imprensa realizada na embaixada brasileira, o presidente brincou ao definir a relação construída com Trump como um caso de “amor à primeira vista”. Houve “aquele negócio da química” entre os dois, disse.

Segundo o líder brasileiro, apesar das diferenças políticas e comerciais, o foco das conversas foi encontrar caminhos práticos para avançar em temas considerados prioritários para os dois países. “O importante é o principal, o resto é secundário”, disse.

Boa parte da conversa foi dedicada às tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos, especialmente diante da investigação aberta por Washington com base na chamada Seção 301, mecanismo legal que pode resultar em novas tarifas contra produtos brasileiros.

Lula reconheceu que houve divergências entre as equipes ministeriais dos dois países, mas afirmou ter proposto um prazo de 30 dias para que os ministros tentem encontrar uma solução técnica antes de uma nova conversa presidencial.

Segundo o presidente, os americanos apresentaram questionamentos sobre práticas comerciais e tributárias brasileiras, mas o governo brasileiro considera que parte das acusações “não tem procedência”.

Lula afirmou que prefere resolver o impasse pela negociação e disse ter saído confiante de que os dois governos conseguirão avançar.

Questionado por um jornalista do Washington Post sobre possíveis tentativas de interferência estrangeira nas eleições brasileiras, Lula respondeu de forma direta. “Se ele tentou interferir nas eleições brasileiras, ele perdeu, porque eu ganhei as eleições”, afirmou.

 

O presidente disse considerar inadequado que líderes estrangeiros tentem influenciar processos eleitorais em outros países, que representa, segundo ele, uma ameaça à soberania nacional. As eleições brasileiras são um “assunto brasileiro”, alegou, e não serão discutidas com presidentes estrangeiros.

“Quem vai decidir a eleição brasileira é o povo brasileiro”, reiterou.

O presidente também afirmou que apresentou a Trump propostas brasileiras para cooperação internacional no combate ao crime organizado e ao tráfico de armas e drogas.

Segundo Lula, o governo brasileiro lançará já na próxima semana um novo plano nacional de segurança pública, focado principalmente no enfraquecimento financeiro das organizações criminosas. Ao comentar o avanço das facções, Lula argumentou que grupos criminosos passaram a atuar como grandes estruturas internacionais.

“Eles hoje viraram, em alguns casos, empresas multinacionais”, explicou.

O presidente também defendeu a retomada territorial pelo Estado e afirmou que “o território de uma cidade, de um bairro, é do povo, não é de crime organizado, não é de facção criminosa”.

Lula revelou ainda que propôs uma maior integração regional no combate ao crime organizado, incluindo a criação de uma base em Manaus voltada ao enfrentamento do tráfico nas fronteiras amazônicas.

Questionado sobre a possibilidade de os Estados Unidos classificarem o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas, Lula garantiu que o tema não foi discutido durante a reunião com Trump.

Na coletiva, Lula voltou a defender a diplomacia como principal ferramenta para resolver conflitos internacionais e reforçou sua oposição a soluções militares. O presidente frisou que acredita “muito mais no diálogo do que na guerra” e declarou que não possui “vocação belicista”, mas sim “vocação de diálogo”.

Lula afirmou que deixou claro para Trump que os dois têm visões diferentes sobre conflitos internacionais, especialmente em relação ao Irã. “Olha, o Trump não vai mudar o jeito dele ser por causa de uma reunião que durou três horas comigo.”

Segundo o presidente brasileiro, ele alertou o americano de que uma escalada militar contra o Irã poderia gerar consequências maiores do que Washington imagina. Ele comentou, ainda, que Trump demonstra acreditar que “a guerra já acabou”. “Não é o real. Mas ele acha”, declarou.

Ele também afirmou estar "disposto" a discutir temas como Irã, Cuba e Venezuela com os Estados Unidos. Lula relatou ter colocado o Brasil à disposição para atuar como mediador em conflitos internacionais e entregado a Trump uma cópia do acordo negociado em 2010 entre Brasil, Turquia e Irã sobre o programa nuclear iraniano. 

Lula também comentou o interesse americano em minerais críticos e terras raras brasileiras, mas afirmou que o país não pretende repetir o modelo histórico de exportar apenas matéria-prima.

“O Brasil não quer repetir o que aconteceu com a prata, com o ouro, com minério de ferro”, disse.

Segundo o presidente, o Brasil está aberto a parcerias internacionais, inclusive com os Estados Unidos, desde que os investimentos incluam processamento industrial e geração de riqueza dentro do território brasileiro.

O líder petista voltou a defender uma reforma no Conselho de Segurança da ONU, alegando que a estrutura atual, em que apenas os cinco membros permanentes têm poder efetivo de decisão sobre guerras e conflitos internacionais, não representa mais a geopolítica mundial.

“A geopolítica de 2026 não é a geopolítica de 1945. O mundo é outro”, sublinhou.

Ele criticou o poder de veto exercido pelos membros permanentes do Conselho e comentou que, desta forma, países como o Brasil acabam limitados a discursos sem capacidade real de decisão.

“O Brasil só pode gritar. O Brasil só pode fazer discurso”, declarou, ao comentar os impasses diplomáticos envolvendo conflitos internacionais e a guerra em Gaza.

“Os Estados Unidos vetam. A China veta. A Rússia veta. Então, é preciso que eles se coloquem de acordo para a gente mudar”, acrescentou. ANG/RFI

 

quinta-feira, 7 de maio de 2026

Sociedade/Governo e a UNICEF promovem debate sobre a proteção das Crianças e Meninas Adolecentes no país

Bissau, 07 Mai 26 (ANG) – O Governo e o Fundo das Nações Unidas para Infância (UNICEF), promoveram hoje, um encontro de alto nível com os parceiros, para reforçarem, as normas que protegem as crianças e meninas adolescentes.

O evento, acontece depois do país ter participado, na recente Cimeira de Dakar “para a Proteção das Meninas Adolescentes na África Ocidental e Central”.

Ao presidir a cerimónia de abertura do referido encontro, a ministra da Mulher e Solidariedade Social (MMSS) Kady Florence Dabo Correia, comprometeu que o Governo irá engajar na criação de políticas e espaços de concertações, para garantir segurança, saúde e a educação, para as meninas adolescentes da Guiné-Bissau.

Segundo a ministra, o mesmo será feito com os rapazes, para permiti-los a ter uma masculinidade positiva, acompanhado do mesmo nível da informação fornecidas as meninas, realçando
que só assim, o combate a violência do género pode ser vencida.

“Apesar de já havia existido leis que protegem os menores, recentemente, também foi criado um Código de Proteção Integral da Criança, e esse Código será submetido a sua apreciação e aprovação no Conselho de Ministros, e a partir da sua aprovação, passará a ser um documento real, que possui normas que protege as crianças guineenses”, informou a ministra.

De acordo com a governante, o novo Código possui um artigo que defenderá, os procedimentos admitidas para a adoção de uma crianças guineenses no exterior, e segundo a ministra, é um dos importantes ponto acrescentando neste novo Código.

Em representação dos participantes de Cimeira de Dakar, que visa adotar medidas para a proteção das Meninas na África Ocidental e Central, Nhamana Juoquim Sobana descreveu que, de acordo com a experiência adquirida na Cimeira que juntou 24 países da África Ocidental e Central, recomendaram o Governo a fazer da educação, assim como do uso de tecnologia de forma adequada, o bem estar das crianças guineense, como prioridades das prioridades.

“Porque acreditamos que investir nas meninas, é investir no futuro de um país, razão pela qual, depois do nosso regresso de Dakar, criamos um projeto que denominamos “MEDELÉ” que já iniciou os seus trabalhos no domínio de empreendedorismo, porque achamos que quando uma menina comece a empreender, não beneficia somente do aumento económico de si próprio, mas sim, contribui também para o aumento económico do seu país”, defendeu Nhamana.

Para o representante do Fundo das Nações Unidas para Infância na Guiné-Bissau (UNICEF) Inoussa Kabore, muitas raparigas adolescentes no país e assim como na Sub-região, continuam a enfrentar desafios insignificativo, nomeadamente o acesso limitado à educação, aos serviço de saúde e de protecção, e bem como a oportunidade para desenvolverem as competências necessárias para prosperar.

No seu ponto de vista, estes desafios, não só afetam apenas as raparigas, também têm impacto nas famílias, nas comunidades e no desenvolvimento nacional como um todo.ANG/LLA/ÂC


Pescas/ “Período de Repouso Biológico de 2026 foi mais rentável comparativamente aos anos anteriores”, diz DG do INFISCAP-IP

Bissau, 07 Mai 26(ANG) – O Diretor-geral do Instituto Nacional de Fiscalização e Controlo das Actividades de Pescas(INFISCAP-IP), considerou o “Período de Repouso Biológico” deste ano mais  rentável em termos de apreensão de navios e pirogas, em comparação com os anos anteriores.

Em entrevista exclusiva  hoje à ANG, Braima Baldé  afirmou que as operações de fiscalização das águas territoriais do país, durante o “Período de Repouso Biológico”, resultou na apreensão de seis navios e vários pirogas que tentaram violar o processo do fecho do mar, nos três Postos de Fiscalização, instalados nas zonas Norte, Centro e Sul.

Aquele responsável frisou que a falta de meios financeiros constitui uma das maiores dificuldades com que se depara o INFISCAP, para responder as demandas e despesas de operações de fiscalização.

“O INFISCAP é uma instituição meramente operacional, porque, de um momento para outro, pode receber informações da existência de navios piratas no alto mar e sem meios não pode enviar os seus operativos para colmatar a situação”, salientou.

Em termos de recursos humanos,  Braima Baldé disse que o INFISCAP está bem servido porque dispõe de operativos com muita experiência no sector de fiscalização marítima.

Perguntado sobre quantas vedetas de fiscalização dispõe atualmente o INFISCAP, conformou a existência de três em estado operacional, nomeadamente Ocante Bnum, Ndjamba Mané e Okimka Pampa.

Disse que, para além das três vedetas dispõe ainda de cinco botes, sendo que  um foi colocado no Posto de Cacheu, um em Cacine e os restantes três estão aqui em Bissau.

O Período de Repouso Biológico decorreu entre 01 e 31 de Janeiro deste ano, e cada vez que é declarado o  mar é  interditado à prática pesqueira industrial. ANG/ÂC//SG

 

Colômbia/ Embaixador de Marrocos na ONU reafirma compromisso do seu pais com cooperação Sul-Sul e triangular

Bissau, 07 Mai 26 (ANG) - O Embaixador e Representante Permanente de Marrocos junto às Nações Unidas, Omar Hilale, reafirmou, quarta-feira, em Santa Marta, Colômbia, o forte e duradouro compromisso do Reino com a cooperação Sul-Sul e triangular, que  descreveu como um “componente essencial da diplomacia real”.

Ao discursar na abertura da reunião ampliada da Mesa do Comité de Alto Nível das Nações Unidas sobre Cooperação Sul-Sul, presidida por Marrocos, o Sr. Hilale destacou que a estratégia de cooperação Sul-Sul de Marrocos, iniciada pelo Rei Mohammed VI, constitui "um ato de constante solidariedade" com os países do Sul Global.

Nesse contexto, ele especificou que "Marrocos há muito defende uma estratégia de cooperação Sul-Sul orientada para a ação, baseada na solidariedade, particularmente com seus irmãos africanos e com os países da América Latina, do Caribe e do Pacífico, notadamente por meio da atuação da Agência Marroquina de Cooperação Internacional".

À este respeito, o embaixador destacou a centralidade da cooperação Sul-Sul e triangular quatro anos antes do prazo da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, num contexto global marcado por tensões geopolíticas, riscos climáticos crescentes e diminuição da ajuda oficial ao desenvolvimento.

Além disso, o diplomata marroquino observou que o comércio Sul-Sul representa agora mais de um terço do comércio mundial e está crescendo mais rapidamente do que o comércio Norte-Sul.

Este encontro de três dias, a convite da Agência de Cooperação Presidencial da Colômbia, do Escritório das Nações Unidas para a Cooperação Sul-Sul e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) neste país latino-americano, constitui uma importante oportunidade para fortalecer o papel da cooperação Sul-Sul e triangular na arquitetura global do desenvolvimento.

Os trabalhos desta conferência se concentrarão, em particular, no projeto de uma Aliança Global para a Cooperação Sul-Sul e Triangular, sob a égide do Escritório das Nações Unidas para a Cooperação Sul-Sul, apresentado como um passo importante para fortalecer a coordenação internacional. ANG/Faapa

 

               Zimbábue/ Acidente de ónibus deixa pelo menos 17 mortos

Bissau,, 07 Mai 26 (ANG) - O número de mortos no acidente na estrada Harare-Nyamapanda, envolvendo um ônibus que fazia o trajeto da Cidade do Cabo, na África do Sul, com destino ao Malawi, subiu para 17.

Segundo o porta-voz da polícia do Zimbábue, Paul Nyathi, cerca de 45 outros feridos permanecem hospitalizados em hospitais provinciais, onde foram internados para receber os cuidados necessários.

Ele garantiu que as autoridades estão agora trabalhando com o governo do Malawi para identificar as vítimas e repatriar os corpos, aguardando a identificação e os exames post-mortem.

O ônibus transportava 63 passageiros no momento do acidente, que está sendo investigado.

Os relatórios preliminares indicam que o ônibus, que viajava em alta velocidade em condições de baixa visibilidade, saiu de uma estrada mal conservada e capotou várias vezes até parar completamente. ANG/Faapa

         Economia / FMI desembolsa 1,6 milhões de dólares à Guiné-Bissau

Bissau, 07 Mai 26 (ANG) – O Fundo Monetário Internacional (FMI), prevê o desembolso de 1,6 milhões de dólares para a Guiné-Bissau, no âmbito da 11ª revisão do acordo de concessão de crédito celebrado em Janeiro de 2023 e que se prolonga até ao final de 2026.

Segundo o comunicado da organização citado pelo Gabinete de Assessoria de Imprensa do Primeiro-ministro, a decisão de desembolso resultou dos trabalhos de avaliação que uma missão  do Fundo Monetário Internacional, liderada por Niko Hobdri, realizou,  em Bissau, de 21 a 29 de Abril, sobre as políticas macroeconómicas para a 11ª revisão do acordo.

“O Fundo Monetário Internacional (FMI) e a Guiné-Bissau chegaram ao acordo sobre as medidas a adotar pelo país para o desembolso de mais 1,6 milhões de dólares ( 1,37 milhões de euros)”, refere o comunicado.

Após a aprovação pelo Conselho Executivo do (FMI), a Guiné-Bissau terá acesso a esse montante (1,6 milhões de dólares), elevando para 58,8 milhões de dólares o total de desembolso previsto ao abrigo do acordo, desde 2023.

O FMI explica no comunicado que o acordo alcançado para a 11ª revisão “reflete “forte desempenho” do programa e o compromisso contínuo das autoridades com politicas macroeconómicas prudentes, disciplina fiscal e reformas estruturais voltadas para preservar a estabilidade macroeconómica e apoiar o crescimento inclusivo.

Refere  que a equipa do Fundo que esteve em Bissau concluiu que “todas as metas do programa para o final de Março de 2026 foram alcançadas”, especificando que as autoridades guineenses “atenderam à todos os critérios quantitativos de desempenho, metas indicativas, marcos estruturais, bem como todos os critérios de desempenho contínuo até agora, refletindo o compromisso com a agenda de reformas.

O FMI estima que o crescimento económico do país em 2025 tenha permanecido  em 5,8 por cento, apoiado por uma “produção agrícola robusta”, especialmente exportações de caju, e “sólidos investimentos privados”. ANG/LPG//SG

Religião/Alto-Comissariado para Peregrinação e  Ecobank formalizam parceria que permita disponibilização de cartão multibanco pré-pago aos  peregrinos guineenses

Bissau, 07 Mai 26 (ANG) - O Alto-Comissariado para a Peregrinação (ACP) e o Banco Ecobank na Guiné-Bissau formalizaram uma parceria estratégica para a disponibilização de cartões multibanco pré-pagos aos peregrinos guineenses que vão para a Cidade Santa de Meca com a finalidade de cumprir o 5º pilar do islão.

"Com o cartão pré-pago, os peregrinos poderão gerir os seus gastos com autonomia, aceder ao seu dinheiro de forma segura e, acima de tudo, concentrar-se totalmente na dimensão espiritual da sua jornada", afirmou Idrissa sebre, quem representou a directoria-geral da Ecobenk na cerimónia.

Idrissa Sebre reiterou o apoio da instituição bancária ao sucesso da edição 1447/2026 do Hajj.

Para activar o cartão, cada peregrino deverá despender no  mínimo  150 mil francos CFA.

Trata-se do 2º ano que os peregrinos vêm facilitados as suas preocupações

relacionadas ao  pagamento das despesas na Arábia Saudita.

O Alto Comissário para a Peregrinação Cheick Infali Cotê, disse entretanto que a introdução destes cartões reflecte o empenho da organização para modernizar,  simplificar e conferir maior segurança às transações financeiras dos peregrinos durante a estadia na Arábia Saudita.

O Alto Comissariado para a Peregrinação, informou que, dos 751 lugares disponíveis, correspondentes à quota da Guiné-Bissau, mais de 85 por cento dos candidatos já cumpriram todas as condições necessárias para a viagem.

ANG/AALS/ÂC//SG

 

Agricultura/Produção de castanha de caju em queda devido ao envelhecimento dos pomares

Bissau,07    Mai 26(ANG) – O Engenheiro Florestal Constantino Correia disse, em entrevista a Radiodifusão Nacional que a  produção de castanha de caju está  em queda devido ao envelhecimento dos pomares, e cita o    ciclo produtivo prolongado das plantas e stress hídrico como estando na origem da situação.

Constantino Correia abordava os principais desafios que afetam um dos sectores mais relevantes da economia nacional, a produção de castanha de caju, sendo que uma parte significativa dos cajueiros se encontra em fase avançada do seu ciclo produtivo, o  que , segundo o técnico está a comprometer os níveis de rendimento.

Correia  afirmou ainda que a situação é agravada pela irregularidade das chuvas, factor que contribui para o aumento do stress hídrico e a consequente redução da produtividade.

Perante este cenário, Constantino Correia defende uma intervenção mais activa do Instituto de Investigação Agrária, sublinhando que a instituição poderá desempenhar um papel determinante na mitigação dos impactos.

Para tal, considera fundamental que a instituição passasse a beneficiar, de fato, de fundos de repartição de rendimentos do sector, conforme previsto, para poder   reforçar a investigação e o apoio técnico aos produtores.

Também em declarações à emissora pública-RDN, Jaime Boles, presidente da Associação Nacional dos Agricultores alertou para o desaparecimento progressivo de cajueiros, atribuindo o fenómeno à descontinuidade na implementação das orientações estabelecidas no antigo projecto de reorganização dos pomares de caju. ANG/JD/ÂC//SG



 

Brasil/ Justiça da Inglaterra nega último recurso de mineradora BHP e abre caminho para indemnizações

Bissau, 07 Mai 26 (ANG) - O Tribunal de Apelação da Inglaterra decidiu  quarta-feira (6) negar mais um recurso apresentado pela BHP contra a condenação que a responsabiliza pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG),no Brasil,  ocorrido em 2015

Com essa decisão, o processo avança para a etapa de definição das indemnizações às vítimas do maior desastre ambiental da história do Brasil.

É a segunda vez que a mineradora anglo-australiana tem um pedido de recurso rejeitado e, na prática, trata-se do último caminho regular para tentar derrubar a decisão na Justiça britânica.

Ao negar esse novo pedido, a Justiça mantém o entendimento de que a BHP,a ccionista da Samarco ao lado da Vale, tem responsabilidade pelo desastre que matou 19 pessoas, devastou comunidades inteiras e contaminou a bacia do rio Doce até o Oceano Atlântico.

A condenação da BHP foi estabelecida em novembro de 2025, ao final de um longo julgamento conduzido pelo Tribunal Superior da Inglaterra entre outubro de 2024 e março de 2025. Naquela ocasião, aJustiça britânica concluiu que a mineradora tinha conhecimento dos riscos associados à barragem e falhou em agir para evitá-los.

Segundo a decisão, o rompimento da estrutura era previsível e evitável. O tribunal considerou que a empresa atuou com negligência e imprudência.

Ao analisar o pedido de apelação, o Tribunal foi categórico ao afirmar que os argumentos apresentados pela BHP não tinham chance real de êxito. O juiz Peter Fraser, relator da decisão, afirmou que não há base razoável para questionar a forma como a juíza de primeira instância avaliou as alegações da mineradora.

“Não aceito que qualquer dos fundamentos relativos à responsabilidade da BHP pelo rompimento da barragem seja razoavelmente defensável”, escreveu o magistrado, afastando a possibilidade de que o caso justifique uma nova análise.

Com o encerramento da discussão sobre a responsabilidade da empresa, o processo entra agora na chamada Fase 2. Nessa etapa, o foco passa a ser a avaliação das perdas sofridas por indivíduos, comunidades, empresas e municípios atingidos, além da quantificação das indemnizações devidas.

A audiência dessa fase está marcada para começar em abril de 2027. Estão em jogo reparações para centenas de milhares de vítimas.

“Nossos clientes esperaram mais de uma década por justiça, enquanto a BHP buscou todas as vias processuais para evitar a responsabilização; essas vias agora estão fechadas”, declarou, em comunicado, o advogado Jonathan Wheeler, sócio do escritório Pogust Goodhead, que defende o caso Mariana na Inglaterra. “Estamos focados em garantir a indemnização a que centenas de milhares de brasileiros têm direito há muito tempo”, afirmou.

O rompimento da barragem de Fundão, em 5 de Novembro de 2015, liberou cerca de 40 milhões de metros cúbicos de lama e rejeitos de mineração. Além das mortes confirmadas, o desastre teve efeitos sociais, ambientais e económicos profundos e prolongados em dezenas de municípios de Minas Gerais e do Espírito.  Santo.ANG/RFI