segunda-feira, 11 de maio de 2026

          Regiões/ Futebol Clube de Canchungo recebe Licença da CAF

Canchungo, 11 mai 26 (ANG) – O Presidente da Federação de Futebol da Guiné-Bissau(FFGB),  entregou, no passado fim de semana, ao Futebol Clube de Canchungo, a Licença da Confederação Africana de Futebol (CAF).

Em declarações à imprensa, segundo o despacho do Correspondente da ANG na região de Cacheu, Carlos Alberto Mendes Teixeira disse que a referida Licença da CAF  vai permitir ao FC de Canchungo, participar na Liga dos Campeões Africanos, caso vença o Campeonato Nacional este ano.

“O Futebol Clube de Canchungo é um dos Clubes que ganhou muito com a minha Direção, porque beneficiou de um Estádio Sintético, um título de Campeão Nacional, uma Taça da Guiné e uma Super Taça da Guiné”, enalteceu.

Teixeira afirmou que o desenvolvimento do futebol é um processo longo e o que não foi feito em 50 anos, não pode ser feito em 04 anos do seu mandato, pelo pediu  paciência à todos os simpatizantes e os adeptos do futebol.

O Presidente da FFGB, disse que estão em curso as obras de construção de um Centro Técnico Desportivo, em Nhacra, região de Oio, no norte do país,  um estudo para a construção de um campo de futebol 08, em Bubaque e mais dois Projetos de construção de campos de futebol 07 e 08, nas escolas, para a formação física e mental dos jovens .

Na ocasião, o Vice-Presidente do Futebol Clube de Canchungo, Faustino Paulo Mango reiterou que  um dos principais objetivos do Clube de Canchungo é vencer o Campeonato Nacional de Futebol nesta época desportiva 2025/2026, para poder representar ao país na Liga dos Campeões Africanos.

A cerimónia de entrega da Licença da CAF ao FC de Canchungo decorreu no  Estádio "Saco Vaz", em Canchungo, antes do jogo entre o Futebol Clube de Canchungo e o Massaf de Cacine, partida que a formação local venceu por
duas bolas a zero. ANG/ AG/LPG//SG

Côte D`Ivoire/ EIU observa estabilização global do Índice de Democracia apesar das fragilidades persistentes na África Subsariana

 

Bissau, 11 de Mai 26 (ANG) – O Índice de Democracia de 2025, publicado pela Economist Intelligence Unit (EIU), relata uma estabilização da democracia no mundo após oito anos consecutivos de declínio, ao mesmo tempo que observa a persistência de fragilidades institucionais em diversas regiões, particularmente na África Subsaariana.

 

Segundo o relatório enviado à AIP na segunda-feira, 11 de maio de 2026, pela organização CIVIS-CI , a pontuação média global do Índice de Democracia subiu de 5,17 em 2024 para 5,19 em 2025, marcando uma ligeira recuperação considerada o primeiro sinal de estabilização em quase uma década.

 

Os autores do relatório, no entanto, destacam uma exceção notável nos Estados Unidos, onde a democracia teria se deteriorado desde a posse do presidente Donald Trump em janeiro de 2025.

 

O estudo revela que aproximadamente 75% dos países avaliados registraram uma melhora ou estabilidade em seu índice democrático entre 2024 e 2025. A América Latina e o Caribe, em particular, encerraram nove anos consecutivos de declínio regional, graças aos progressos observados em diversos países, incluindo a Bolívia, com a organização de eleições consideradas livres e justas.

Na África subsaariana, o relatório indica que a situação permanece mista. A região ainda é dominada por regimes autoritários e híbridos, que representam aproximadamente 85% dos sistemas políticos do continente. No entanto, alguns países têm apresentado avanços democráticos.

Senegal e Malawi alcançaram, portanto, o status de "democracias imperfeitas". Em relação ao Senegal, o relatório destaca as reformas adotadas em 2025 para fortalecer a transparência e o combate à corrupção, incluindo uma lei de proteção a denunciantes e melhor acesso à informação pública.

O Índice também observa um aumento no ativismo político juvenil na África, particularmente no Quênia e em Madagascar, onde protestos liderados por movimentos da Geração Z resultaram em mudanças políticas e governamentais.

Ao mesmo tempo, o documento relata um ressurgimento de golpes militares em todo o continente. Guiné-Bissau e Madagascar sofreram quedas significativas em seus índices de democracia após tomadas de poder pelos militares, enquanto Gabão e Guiné iniciaram um retorno ao governo civil.

Segundo os autores do relatório, os desafios de segurança, as crises institucionais e as dificuldades relacionadas com a sucessão política em vários estados africanos continuam a enfraquecer as instituições democráticas.

Criado em 2006, o Índice de Democracia da EIU avalia anualmente 167 países e territórios com base em cinco critérios: processo eleitoral e pluralismo, funcionamento do governo, participação política, cultura política e liberdades civis.ANG/Faapa

    

 Médio Oriente/Irã exigiu fim da guerra e desbloqueio de ativos em proposta julgada ‘inaceitável’ por Trump

Bissau, 11 Mai 26 (ANG) - O Irã, em resposta à proposta dos EUA, pediu o fim da guerra em toda a região, inclusive no Líbano, além do desbloqueio dos ativos iranianos congelados, informou nesta segunda-feira (11) o Ministério das Relações Exteriores.

 “A única coisa que exigimos foram os direitos legítimos do Irã”, declarou o porta-voz do ministério, Esmaïl Baghai, durante a coletiva semanal. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, considerou a proposta iraniana  “totalmente inaceitável”.

 

Teerã reivindica, em particular, “o fim da guerra na região”, o fim do bloqueio americano aos portos iranianos e “a liberação dos ativos pertencentes ao povo iraniano, que estão injustamente bloqueados há anos”, acrescentou. O Irã denunciou “exigências excessivas” dos EUA, equivalentes a uma capitulação, segundo a imprensa oficial iraniana.

Segundo o Wall Street Journal, oIrã cita em sua resposta negociações sobre o programa nuclear em um prazo de 30 dias. O país está disposto a diluir parte de seu urânio enriquecido e a transferir o restante para um “país terceiro”, mas recusa o desmantelamento de seus equipamentos e uma moratória de 20 anos sobre seu processo de enriquecimento de urânio.

 

Trump afirmou em sua rede social Truth Social que tomou conhecimento da resposta dos “chamados representantes do Irã”. “Não gostei — totalmente inaceitável”, escreveu o presidente americano. A proposta é “legítima e generosa”, reagiu Esmail Baghai, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã.

 

De acordo com a imprensa oficial iraniana, a resposta de Teerã trata da segurança da navegação noEstreito de Ormuz e exige o fim do conflito, especialmente no Líbano, onde Israel mantém sua campanha militar apesar de uma trégua separada anunciada em 16 de abril, alegando querer neutralizar o Hezbollah, aliado do Irã.

 

Mais de 2.700 pessoas, incluindo crianças, socorristas e jornalistas, foram mortas pelo Exército israelense no Líbano desde 2 de março. As esperanças de uma solução para o conflito em um futuro próximo parecem pequenas. Apenas uma rodada de negociações foi realizada, em 11 de abril, em Islamabad, por meio da mediação do Paquistão.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou no domingo que a guerra contra o Irã não terminou, citando a necessidade de retirar de Teerã seus estoques de urânio enriquecido e de privar as milícias aliadas ao Irã de capacidades militares.

Os ministros da Defesa do Reino Unido e da França vão copresidir, na terça-feira, uma reunião por videoconferência com seus homólogos de países dispostos a contribuir para uma missão de segurançano Estrito de Oruz, com o objetivo de discutir as contribuições militares de cada um, anunciou Londres no domingo.

Teerã advertiu no mesmo dia que haverá uma “resposta decisiva e imediata” das Forças Armadas em caso de envio de forças francesas e britânicas ao Estreito de Ormuz, após o anúncio de Paris e Londres sobre o deslocamento de navios militares à região.

O presidente francês Emmanuel Macron, porém, afirmou na noite de domingo que a França “jamais considerou” um “envio” ao estreito. Cerca de 40 países envolvidos devem aproveitar a reunião de terça-feira para discutir e definir suas contribuições militares para a missão defensiva destinada a reabrir e garantir a segurança do Estreito de Ormuz quando as condições permitirem, informou o Ministério da Defesa britânico em comunicado.

Em meados de abril, vários países envolvidos indiretamente no conflito disseram estar dispostos a estabelecer uma “missão neutra” para garantir a segurança da passagem, durante uma conferência copresidida em Paris pelo presidente francês Emmanuel Macron e pelo primeiro-ministro britânico, Keir Starmer.

O objetivo é “acompanhar e proteger os navios mercantes que transitarem pelo golfo”, declarou Macron, enquanto Starmer mencionou uma força “pacífica e defensiva”. Os Estados Unidos e o Irã, partes envolvidas diretamente no conflito, não participaram dessas negociações.

Londres já anunciou o pré-posicionamento no Oriente Médio, sem mais detalhes, de um destróier, o HMS Dragon, até então estacionado no Mediterrâneo oriental. Paris, por sua vez, anunciou em 6 de maio o envio ao golfo do porta-aviões Charles de Gaulle.

Durante a reunião de terça-feira, “nosso papel será garantir que não fiquemos apenas nas palavras, mas que estejamos prontos para agir”, afirmou o ministro britânico da Defesa, John Healey, que copresidirá o encontro com a ministra francesa Catherine Vautrin.

O bloqueio do Estreito de Ormuz por Teerã, estratégico para o transporte marítimo, especialmente de hidrocarbonetos, abalou a economia mundial, e cerca de 1.500 navios e 20 mil tripulantes estão retidos na região.

O Estreito tornou-se um dos principais focos de tensão entre Estados Unidos e Irã, e confrontos esporádicos ocorrem ali apesar do cessar-fogo em vigor desde 8 de abril entre os dois países.

Washington mantém, por sua vez, um bloqueio aos portos iranianos desde 13 de abril, enquanto as negociações seguem sem avanço. No domingo, um navio de transporte foi atingido ao largo da costa do Catar. O Irã afirmou que a embarcação “ostentava bandeira americana e pertencia aos Estados Unidos”, sem reivindicar explicitamente o ataque.

Estados Unidos e países do Golfo pediram na quinta-feira ao Conselho de Segurança da ONU que exija que o Irã pare de “impedir” a navegação no estreito. Um projeto de resolução nesse sentido foi apresentado por Washington e Bahrein, mas a Rússia, aliada de Teerã, indicou que está pronta para bloquear o texto. ANG/RFI/Com agências

África do Sul/Possibilidade de impeachment volta a ameaçar presidente Ramaphosa por caso de dinheiro roubado

Bissau, 11 Mai 26 (ANG) - O Tribunal Constitucional da África do Sul reabriu recentemente a possibilidade de um processo de impeachment contra o presidente Cyril Ramaphosa, envolvido em um grande escândalo de dinheiro roubado.

A corte reverteu uma votação parlamentar que havia se posicionado contra a destituição do presidente.

A Assembleia Nacional, então dominada pelo partido ANC do presidente, rejeitou em 2022 um relatório parlamentar que concluía que Ramaphosa "pode ter cometido" atos ilícitos. Ele era suspeito de acobertar um roubo em sua fazenda Phala Phala, no nordeste do país, onde centenas de milhares de dólares em espécie foram furtados.

A votação dos deputados, que bloqueou um possível processo de impeachment, "é inconstitucional, inválida e foi anulada", afirmou a presidente do Tribunal Constitucional, Mandisa Maya, que analisava uma queixa apresentada pelo partido de extrema esquerda EFF.

A decisão também determina que o relatório seja "encaminhado a uma comissão de impeachment", com poderes investigativos mais amplos.

Caso o novo relatório da comissão recomende o impeachment, o processo precisará ser aprovado por uma maioria de dois terços na Assembleia Nacional para ser aplicado. O presidente Cyril Ramaphosa, aos 73 anos e no cargo desde 2018, teria cogitado renunciar quando o escândalo veio à tona, segundo relatos da imprensa.

Nesta sexta-feira, a presidência declarou que "respeita a decisão do Tribunal Constitucional". "O presidente Ramaphosa tem cooperado integralmente com as diversas investigações conduzidas sobre o assunto", indicou um comunicado de seu gabinete. "O presidente Ramaphosa reafirma que ninguém está acima da lei."

Ao contrário de 2022, quando o ANC detinha 57 por cento das cadeiras no Parlamento, o partido não possui mais maioria absoluta na Casa. Com apenas 40% dos assentos desde as eleições de 2024, o partido foi forçado a formar uma aliança temporária com adversários de longa data, como a Aliança Democrática (DA), de centro-direita, que detém 21% dos votos parlamentares.

A reviravolta legal ocorre em ano eleitoral, com eleições municipais marcadas para 4 de Novembro. O ANC, partido de Nelson Mandela, pode perder ainda mais terreno em grandes cidades como Joanesburgo para a Aliança Democrática (DA), ou Durban para o Partido MK, do ex-presidente Jacob Zuma, que tem uma presença particularmente forte na região.

O mandato de Cyril Ramaphosa também está chegando ao fim. Um congresso do ANC está marcado para Dezembro de 2027 para eleger o novo líder do partido, o que pode forçá-lo a renunciar à presidência caso uma ala da oposição vença.

Nenhum chefe de Estado sul-africano completou seu segundo e último mandato desde as primeiras eleições livres no país, em 1994.

No escândalo conhecido como "Phala Phala", o presidente admitiu um roubo, mas negou as acusações de um ex-chefe da inteligência de que teria sequestrado os ladrões para encobrir o crime. Ele afirmou ter denunciado o furto à polícia e explicou que o dinheiro veio da venda de 20 búfalos por US$ 580 mil.

A promotoria retirou as acusações de lavagem de dinheiro e corrupção neste caso em outubro de 2024, concluindo que não havia "nenhuma perspectiva razoável de condenação".

Cyril Ramaphosa é um ex-ativista antiapartheid que se tornou um rico empresário antes de retornar à política e se tornar presidente, em 2018. Ele possuía uma propriedade luxuosa chamada "Phala Phala", que incluía uma mansão, uma fazenda de gado e uma reserva de caça.

Em fevereiro de 2020, ladrões, provavelmente em conluio com um funcionário da casa, invadiram a residência. O presidente estava no exterior. Os invasores roubaram maços de dólares escondidos em um sofá.

Nenhum boletim de ocorrência foi registrado, e Cyril Ramaphosa afirma ter informado o serviço de segurança presidencial. O caso permaneceu desconhecido do público por mais de dois anos. O escândalo veio à tona em junho de 2022 com uma denúncia apresentada por Arthur Fraser, ex-chefe da inteligência e rival do presidente. Uma investigação policial foi então iniciada, seis meses antes de uma importante reunião do partido governista ANC, que decidiria se Ramaphosa seria reeleito líder do partido e, potencialmente, presidente do país.

De acordo com a denúncia, "mais de US$ 4 milhões" foram roubados. Alega-se que dinheiro sujo foi trazido "ilegalmente" para o país por um assessor em nome de Cyril Ramaphosa.

"O presidente ocultou o crime da polícia e das autoridades fiscais", continua a denúncia feita por Fraser, acusando o chefe de Estado de usar sua equipe de segurança para caçar os ladrões e detê-los” – comprando, assim, seu silêncio. Um pequeno partido, o Movimento de Transformação Africana (ATM), apresentou uma moção de censura.

Cyril Ramaphosa nunca negou manter grandes somas de dinheiro em sua casa. Em uma declaração oficial apresentada à comissão parlamentar que investiga o caso, ele explicou que o dinheiro veio da venda de 20 búfalos, no valor total de US$ 580 mil.

Dois meses antes do roubo, um empresário sudanês "foi até a fazenda. (...) Ele escolheu os búfalos que lhe interessavam e pagou em dinheiro vivo", segundo alegou.

O funcionário responsável pela venda, às vésperas de suas férias de fim de ano, "não se sentiu à vontade” para deixar o dinheiro no cofre, ao qual vários funcionários têm acesso, e achou mais seguro escondê-lo debaixo das almofadas de um sofá.

"Nunca roubei dinheiro e nunca roubarei", jurou Cyril Ramaphosa.

Ele também negou ter "perseguido" os ladrões.

Um relatório parlamentar sobre o caso concluiu que o presidente "pode ter cometido (...) violações e condutas impróprias". Este é o relatório que a Assembleia Nacional rejeitou em uma votação, que foi invalidada nesta sexta-feira pela Justiça.

"É difícil aceitar que um estrangeiro carregando US$ 580 mil simplesmente chegasse no Natal", enfatiza o relatório. E o fato de o dinheiro ter ficado guardado por meses em um sofá, em vez de ser depositado em um banco, continua sendo um "fator preocupante".

O comprador dos búfalos mencionados por Cyril Ramaphosa, Hazim Mustafa, confirmou a transação e o valor envolvido a diversos veículos de imprensa britânicos. Ele afirmou estar pronto para "colaborar com o sistema judiciário" e admitiu não ter se dado conta de que estava lidando com o chefe de Estado sul-africano. ANG/RFI/AFP

 

sexta-feira, 8 de maio de 2026

Regiões /Projeto de Gestão, Supervisão e Eficácia do sistema educativo nacional e o Instituto da Educação da Universidade de Lisboa diagnosticam necessidades da região de Cacheu

Cacheu, 08 Mai 26(ANG) – Uma delegação do Projeto de Gestão, Supervisão e Eficácia do sistema educativo guineense e o Instituto da Educação da Universidade de Lisboa realizaram , quarta-feira, uma visita de trabalho à Direção Regional da Educação de Cacheu no âmbito do diagnóstico nacional do sistema do ensino da Guiné-Bissau.

Segundo o despacho do Correspondente da ANG na Região de Cacheu, à  saída do encontro com o Diretor Regional da Educação de Cacheu, Inspectores escolares e diretores das escolas públicas, a professora do Instituto da Educação da Universidade de Lisboa Marta Mateus D´almeida declarou que o diagnóstico permitirá sustentar propostas de formação continua dos inspectores escolares e a revisão dos respetivos instrumentos de trabalho.

Marta D´almeida, acrescentou que após o levantamento de dados nas 11 regiões do país, será possível identificar as necessidades específicas da cada zona para apoiar a melhoria do sistema educativo nacional.

As visitas conjuntas às regiões das duas delegações têm como finalidade  a recolha de  informações sobre a realidade e o contexto do sistema educativo nas escolas e direções regionais de educação do país.

Segundo o Inspector Coordenador da Educação de Cacheu, Apio Octaviano Bomba Gomes, na reunião havida entre as duas delegações  foram identificadas várias necessidades, nomeadamente de formação contínua para os inspectores, disponibilização de equipamentos informáticos às escolas e armários para arquivos.

A Região de Cacheu é a quarrta abrangida pela visita , após  Bubaque, Bissau e Biombo.

O projeto de Gestão, Supervisão e Eficácia do Sistema Educativo Nacional é financiado pela União Europeia e gerido pelo Camões- Instituto da Cooperação da Língua.

ANG/AG/LPG//SG

Saúde/Representante do Programa Nacional de Luta Contra o Paludismo anuncia inicio de distribuição de mosquiteiros para 4 e 9 de Junho

Bissau, 08 Mai 26 (ANG) – A Representante do Programa de Luta Contra o Paludismo na Guiné-Bissau, anunciou hoje o início da nova campanha de distribuição de mosquiteiros para os dias 4 e 9 de Junho.

Em declarações à imprensa, Banumia Pires Gonçalves  disse que  a entrega das senhas para o levantamento dos mosquiteiros será feita de 22 à 31 deste mês.

“O Ministério da Saúde Pública (MSP), tem desenvolvido várias campanhas de sensibilização  das comunidades sobre como evitar a doença, mas as orientações deixadas pelos nossos técnicos não são acatadas a 100 por cento pelas comunidades”, disse a Representante do Programa Nacional de Luta Contra o Paludismo.

 Banumia disse que os habitantes de Bissau são os mais incumpridores das medidas de prevenção do paludismo, e que a doença ainda causa “muita  preocupação”  ao Ministério da Saúde Pública.

Defendeu que  é preciso trabalhar na base de união, para estancar a problemática do paludismo no país, cumprindo as orientações de técnicos de saúde sobre recomendações para se evitar águas paradas e lixos acumulados perto das habitações e todas as outras práticas que facilitam a reprodução de mosquitos.

Aquela responsável apelou o uso adequado dos mosquiteiros para se proteger das picadas dos mosquitos.

“Temos  informações  de que as tendas que distribuímos para a população são aproveitadas pelas nossas mães e irmãs para a protecção de  produtos cultivados nas hortas. Isso não ajuda os trabalhos de prevenção que temos feito a nível nacional”, disse Banumia  Pires Gonçalves. ANG/LLA//SG 

  

 

Dia Mundial de Segurança Social/ INSS reitera necessidade de alargamento da proteção social aos trabalhadores informais

Bissau, 8 Mai 26(ANG) – O Instituto Nacional de Segurança Social(INSS), celebrou hoje o Dia Mundial da Segurança Social, numa cerimónia marcada por reflexões sobre os desafios do sistema nacional de proteção social e a necessidade de alargamento da cobertura aos trabalhadores do setor informal.

A data é celebrada sob o lema: “Cada cidadão dibidi protegi si cabeça na segurança social sobre doenças, acidente na si cau di tarbadju ku Bedjisa”

As celebrações da data ,organizadas pelo Instituto Nacional de Segurança Social,  coincidiram com o encerramento das Jornada Africana de Prevenção de Riscos nos Locais de Trabalho.

Na ocasião, a ministra da Administração Pública, Trabalho, Emprego e Segurança Social, Assucénia Donate de Barros afirmou que a celebração da data não deve limitar-se à simples evocação da existência do serviço, mas servir como momento de reflexão sobre os diferentes sistemas de segurança social e os desafios específicos da Guiné-Bissau.

Assuncénia  de Barros  reconheceu que o país continua distante da realidade internacional em matéria de cobertura social, estimada em pouco mais de três por cento da população, mas reiterou  que o Governo mantem  o alargamento da proteção social  nas suas prioridades.

“A segurança social é uma questão de dignidade humana e os trabalhadores devem ter garantias em situações de acidente de trabalho, doença, reforma ou morte”, salientou a governante.

Defendeu igualmente que o sistema não deve ser encarado apenas como um mecanismo financeiro ou administrativo, mas sim como um instrumento de proteção social baseado na solidariedade interjecional
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A ministra recomendou o reforço das campanhas de sensibilização, sobretudo junto da juventude, para que os cidadãos compreendam a importância de contribuir para o sistema desde cedo.

Assuncénia Donate de Barros  destacou  que o novo Código de Trabalho passou a incluir os trabalhadores domésticos no regime contributivo, garantindo-lhes direitos semelhantes aos de outros trabalhadores.

Na ocasião, o Diretor-geral do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS), Bamba Coté, alertou para a fraca cobertura da segurança social no país, revelando que menos de quatro por cento da população ativa beneficia atualmente do sistema.

Segundo o responsável, a situação exige  esforços na mobilização e sensibilização da população para aderir ao sistema contributivo.

Bamba Coté explicou que a maioria dos cidadãos exerce atividades no setor informal e  que, por isso, permanece fora do sistema de proteção social.

Para inverter este cenário, Coté anunciou a realização de campanhas de sensibilização, a revisão dos textos legais sobre segurança social e a organização, em breve, de um Fórum Internacional destinado à formulação de uma política nacional de proteção social mais abrangente.

Segundo José António Mendes Pereira,   do Gabinete Jurídico do INSS, a Organização Internacional do Trabalho instituiu o dia 8 de Maio como data de reflexão para todas as instituições responsáveis pela administração dos sistemas de proteção social.

“A previdência social se dirige, essencialmente, à um grupo específico de trabalhadores contribuintes, enquanto que a segurança social possui um alcance mais amplo, permitindo ao Estado apoiar também os cidadãos sem capacidade contributiva, mas que necessitam de proteção social”, disse José António Mendes Pereira. ANG/LPG/ÂC//SG

Obituário/Governo lamenta  em comunicado que acolheu com “profunda dor e tristeza” a notícia da morte do ex-Secretário de Estado do Tesouro

Bissau, 08 Mai 26(ANG) – O Governo lamenta, em comunicado,  que acolheu com “profunda dor e tristeza”, a notícia de falecimento do ex-Secretário de Estado do Tesouro, Mamadú Baldé, ocorrido no  dia 07 de Maio, em Lisboa(Portugal).

 “Nesta hora de dor e de consternação, o Governo aproveita a circunstância para endereçar as suas mais sentidas condolências aos familiares do malogrado”, lê-se no comunicado do  Executivo assinado pelo ministro da Presidência do Conselho de Ministros e dos Assuntos Parlamentares, Usna António Quadé.

O comunicado destaca que em vida e enquanto membro do Governo, o malogrado  sempre procurou dar o melhor de si, revelando-se um servidor aplicado na prossecução dos objectivos da governação do país, particularmente no sector das Finanças Públicas.

Tendo em conta as funções desempenhadas ao longo do percurso da sua vida política nacional, dedicada à gestão das Finanças Públicas, o Governo delibera, nos termos da alínea c) do número 1 do artigo 12º do Decreco-Lei número 1/2020, de 27 de agosto, que o funeral de Mamadú Baldé seja realizado com honras fúnebres de Estado.

Formado em Finanças e Gestão, Mamadu Baldé foi quadro sénior do Banco Central dos Estados da África Ocidental (BCEAO), instituição onde desempenhou diversas funções de relevo. Mais tarde, foi chamado a colaborar na estruturação da Empresa de Electricidade e Águas da Guiné-Bissau (EAGB), durante o período em que João Aladje Mamadu Fadia esteve à frente do Ministério das Finanças Públicas, entre 2020 e 2022.

Licenciado em Contabilidade pelo Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Lisboa (ISCAL).Baldé Iniciou a sua carreira como técnico profissional no Banco Central da Guiné-Bissau (BCGB), onde exerceu várias funções, destacando-se como diretor de Estrangeiro.

Integrou o Conselho de Administração do BCEAO e o Conselho de Orientação da Agência UMOA. Foi igualmente Assessor do Ministro das Finanças para Assuntos Bancários, cargo que deixou para assumir a Direção-Geral do Tesouro e da Contabilidade Pública.

Exerceu ainda as funções de diretor-geral da EAGB. Entre julho de 2022 e agosto de 2023, e o cargo de Secretário de Estado do Tesouro, função que voltou a assumir no atual governo.ANG/ÂC//SG

 

Regiões/ Esquadra da Polícia de Ordem Pública de Prábis beneficia de uma viatura Todo-terreno

Prábis, 08 Mai 26(ANG) – A Esquadra de Polícia de ordem Pública do setor de Prábis, Região de Biombo recebeu quinta-feira uma viatura Todo-terreno de marca Ford FX4 para minimização das suas dificuldades de movimentação.

A entrega do móvel foi feita pelo Administrador de setor de Prábis,Mamadú Turé, que na ocasião disse que esse gesto das autoridades regionais vai minimizar as dificuldades de deslocação que aquela instância policial enfrenta no cumprimento da sua missão de garantir segurança à população.

A POP de Prábis, segundo Turé, nunca teve uma viatura à disposição, para realização dos seus movimentos  diários.

Turé agradeceu a colaboraçao dos moradores de Prábis com a polícia local,e disse que tem  ajudado  muito na redução da delinquência juvenil  e da  criminalidade naquela localidade..

 Por sua vez, o representante do Comissário Nacional da Policia de Ordem Pública (POP), o Superintendente Adilson Soares Sambú, agradeceu ao governo regional  pela oferta dessa viatutra, tendo almejado que haja mais apoios à esta Esquadra para fazer face às inúmeras dificuldades que enfrenta.


Sambú, apelou o bom uso da viatura e diz que vai ser muito útil para o combate  à criminalidade que tem sido verificado no setor de Prábis.

 O Chefe de Tabanca, Feliciano Doutor Salavano também agradeceu o gesto do administrador, e elogiou a decisão do novo Comandante da POP, Victor Cá, que depois de uma reunião com a comunidade local,  proibiu a circulação de menores nas ruas depois das 22H00. ANG/MN/JD/ÂC//SG

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Religião/ Alto Comissário para Peregrinação pede aos peregrinos guineenses para rezarem pela paz no país 

Bissau, 08 Mai 26(ANG) - O Alto Comissário  para a Peregrinação à Cidade Santa de Meca apelou, quinta-feira, aos mais de 600 peregrinos guineenses para rezarem pela paz, estabilidade e tranquilidade no país durante a peregrinação islâmica deste ano.

Infali Conté fez o  apelo  na cerimónia de encerramento dos trabalhos de  formação destinados  aos fiéis inscritos para o Hajj 2026.

Coté disse aos candidatos à peregrinação à cidade Santa de Meca  que os seus comportamentos vão refletir   a imagem da Guiné-Bissau no estrangeiro, pelo que devem demonstrar  uma postura baseada no espírito religioso, disciplina e respeito durante toda a estadia na Arábia Saudita.

Por sua vez, o médico ao serviço do Alto Comissariado para a Peregrinação, Tumane Baldé, garantiu que os problemas de saúde registados entre os peregrinos são, na sua maioria, ligeiros.

Baldé disse que  os casos mais frequentes estão relacionados com a hipertensão arterial, mas que a situação clínica geral dos participantes é estável.

Dados apresentados durante a formação revelam  que mais de  300 mulheres integram o grupo de guineenses inscritos para viajar à Cidade Santa de Meca, representando a maioria dos participantes.

A formação organizada pelo Alto Comissariado teve como objetivo preparar os peregrinos sobre questões religiosas, sanitárias e comportamentais antes da partida para a Arábia Saudita.

A partida para a Meca está prevista para o dia 10 de Maio e regresso à Bissau para o dia 01 de Junho de 2026.ANG/ÂC//SG

 

 

 

Sociedade/Governo procede a entrega de “cesta básica” à mais 900 pessoas necessitadas

Bissau, 08 Mai 26(ANG) - A ministra da Mulher e Solidariedade Social, Khady Florence Dabó Correia presidiu quinta-feira, em Bissau, o ato oficial de entrega de “cesta básica” à mais de 900 pessoas em situação de vulnerabilidade.

De acordo com a página do Ministério da Mulher e Solidariedade Social no Facebook, a iniciativa foi promovida pelo Governo guineense, com o apoio da Liga Mundial Islâmica, e envolveu  diversas entidades religiosas, o Embaixador da Guiné-Bissau na Arábia Saudita, Dino Seide, e o Representante da Liga Mundial Islâmica, Abdullah Khaled Alotheimin.

Na sua intervenção, Khady Correia  destacou que a ação representa uma resposta concreta às dificuldades de  muitas famílias, sobretudo no Sector Autónomo de Bissau, de acesso à bens alimentares essenciais.

Sublinhou  que a iniciativa vai além do apoio imediato, contribuindo diretamente para a redução da vulnerabilidade social e para o reforço da coesão comunitária.

A governante apresentou  à Liga Mundial Islâmica o agradecimento  do Governo pelo apoio dado aos necessitados  e pelo papel desta instituição na promoção de ações humanitárias no país ao longo dos anos.

Khady Florence Dabó Correia reafirmou o empenho do Governo na promoção de  políticas sociais inclusivas, com foco na proteção dos grupos mais vulneráveis, nomeadamente mulheres, crianças, idosos e pessoas em situação de risco.

A cesta básica é constituída de 25 kg de arroz, cinco quilos de açucar e cinco litros de óleo alimentar. ANG/ÂC//SG

 


Suíça
/Surto de Hantavírus "não é o início de uma epidemia, nem de uma pandemia" – OMS

 

Bissau, 08 Mai 26(ANG) - A Organização Mundial da Saúde (OMS) assegurou quinta-feira que o surto de hantavírus registado num navio de cruzeiro, que já causou três mortes, não constitui neste momento o início de uma epidemia, nem de uma pandemia.

 

"Não é o início de uma epidemia. Não é o início de uma pandemia, mas é a ocasião ideal para recordar que os investimentos na investigação sobre agentes patogénicos como este são essenciais, pois os tratamentos, os testes de rastreio e as vacinas salvam vidas", afirmou a diretora interina de Prevenção e Preparação para Epidemias e Pandemias da OMS, Maria Van Kerkhove.

 

Em declarações à imprensa em Genebra, Maria Van Kerkhove afirmou que o hantavírus não é um coronavírus: "É um vírus muito diferente, que já existe há bastante tempo, nós conhecemo-lo. Por isso, quero ser clara: isto não é o início de uma pandemia como a da covid-19".

 

"Trata-se de um surto num navio, num espaço confinado, com cinco casos confirmados até ao momento", acrescentou.

O diretor de operações de alerta e resposta a emergências sanitárias, Abdi Rahman Mahamud, acrescentou que as autoridades estão convictas de que o surto "permanecerá contido se as medidas de saúde pública forem aplicadas e se todos os países demonstrarem solidariedade".

 

Os dois especialistas falavam na primeira conferência de imprensa organizada pela OMS desde o início desta crise.

 

 

"Até ao momento, foram notificados oito casos, incluindo três óbitos. Cinco desses oito casos foram confirmados como sendo causados pelo hantavírus, enquanto os outros três são considerados suspeitos", tinha declarado anteriormente o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

 

Tedros Adhanom Ghebreyesus sublinhou que, "tendo em conta o período de incubação do vírus (da estirpe dos) Andes, que pode atingir seis semanas, é possível que sejam notificados mais casos", acrescentou.

 

Não existe vacina nem tratamento específico contra este vírus, que pode ser contraído através do contacto com roedores e cuja estirpe dos Andes, detetada em passageiros infetados, é a única conhecida por casos de transmissão entre humanos.

 

O cruzeiro onde foram registados os casos e as mortes zarpou de Ushuaia, na Patagónia, a 01 de Abril, com destino a Cabo Verde pelo que os investigadores querem determinar se o contágio aconteceu em terra (na Argentina, Chile ou Uruguai) através de roedores ou já a bordo.

 

O primeiro passageiro a apresentar sintomas (febre, dor de cabeça e diarreia ligeira) foi um holandês de 70 anos que adoeceu a 06 de abril e é considerado o paciente zero. O homem morreu a bordo do navio no dia 11 de abril.

 

Treze dias depois, o seu corpo foi desembarcado em Santa Helena (ilha remota no Oceano Atlântico sul que faz parte do território britânico), juntamente com o da sua mulher, uma holandesa de 69 anos.

 

A mulher também apresentou sintomas, mas voou para Joanesburgo, África do Sul, a 25 de Abril, onde ia embarcar num voo para os Países Baixos. Morreu no dia seguinte e a sua infeção por hantavírus foi confirmada a 04 de Maio.

Segundo a empresa de navegação, um total de 30 passageiros - incluindo o corpo do paciente zero - desembarcou do navio de cruzeiro em Santa Helena.

 

Entretanto, a 02 de Maio, um cidadão alemão morreu a bordo após ter apresentado os primeiros sintomas a 28 de Abril e um outro passageiro suíço, que também desembarcou em Santa Helena, foi hospitalizado em Zurique e testou positivo.

 

Mais três casos suspeitos foram desembarcados na quarta-feira do navio 'MV Hondius' em Cabo Verde - dois tripulantes britânicos e holandeses que estavam doentes e um caso de contacto assintomático - e transferidos por voos médicos que partiram de Praia.

 

Os hantavírus são transmitidos aos humanos através de roedores selvagens infetados que excretam o vírus na saliva, urina e fezes.

ANG/Inforpress/Lusa