quarta-feira, 30 de outubro de 2019

Política


Novo Primeiro-ministro  diz que prioriza realização de eleições presidenciais na data marcada

Bissau,30 out 19 (ANG) O novo primeiro-ministro, Faustino Fudut Imbali, nomeado por um decreto que a CEDEAO considera “ilegal”definiu terça-feira como prioridades do seu governo realizar eleições presidenciais em 24 de Novembro, combater a corrupção e tráfico de droga e garantir paz e estabilidade no pais.

No seu discurso de tomada de posse, na Presidência da República , o chefe do governo referiu que o seu executivo “ terá como principal missão a realização de eleições presidências, marcadas para 24 de Novembro”.

“Eleições que, por imperativo da nossa função como chefe do governo seremos intimados a levar a cabo, com a maior isenção possível e transparência, imparcialidade, liberdade, sapiência e sempre imbuído de sentido de Estado e de responsabilidade.

O primeiro-ministro salientou também que “ o diálogo será a palavra de ordem no relacionamento do governo com os partidos políticos e com os candidatos às eleições presidenciais”.

O Presidente da República cessante  e candidato às presidenciais de novembro, José Mário Vaz demitiu no segunda-feira o governo liderado pelo Aristides Gomes, após uma reunião do Conselho de Estado, justificando a decisão com o que considera “ uma grave crise política” que põe em causa “o normal funcionamento das instituições da república” e nomeou terça feira Faustino Imbali para o substituir.

Aristides Gomes não acata a decisão, que  vários juristicas consideram de “ilegal”,  e conta com apoio da CEDEAO que em comunicado na terça-feira declara apoio total ao Aristides Gomes e seu governo.

O prolongamento da estada de José Mário Vaz, cujo mandato terminou a 23 de junho , na presidencia da República foi objecto de um consenso alcançado na cimeira de chefes de Estados e de Governos da CEDEAO, realizada em Junho passado, em Abuja, na Nigéria.

A cimeira decidiu que José Mário Vaz, não obstante a caducidade do seu mandato, permaneceria no poder até a eleição do novo presidente da República mas sem poderes para produzir decretos presidenciais, e que o governo permaneceria em funções até as presidencias de novembro.

ANG/Lusa

Presidenciais 2019


               Portugal apela a “que nada impeça a realização das eleições

Bissau, 30 out 19 (ANG) -  O Governo português vê "com muitíssima preocupação" a situação política na Guiné-Bissau e reitera o apelo a "que nada impeça a realização da eleição presidencial" prevista para 24 de Novembro, disse terça-feira, em Bruxelas, o ministro dos Negócios Estrangeiros
Em declarações aos jornalistas, à margem de uma conferência internacional de solidariedade com a crise migratória e refugiados na Venezuela, Augusto Santos Silva, reagindo ao anúncio da demissão do governo da Guiné-Bissau pelo Presidente da República, José Mário Vaz, na segunda-feira à noite, apontou que a posição de Portugal "é inteiramente clara" e a sua principal preocupação é que haja "estabilidade" no país.
"O processo eleitoral na Guiné-Bissau e o processo de estabilização na Guiné-Bissau tem no próximo dia 24 de Novembro um momento muito importante, que é a realização da eleição presidencial. Está marcada para 24 de Novembro e, havendo necessidade de uma segunda volta, haverá uma segunda volta no fim de Dezembro. Do ponto de vista do Governo português, nada deve impedir a realização das eleições presidenciais na Guiné-Bissau", declarou.
Santos Silva lembrou que "a Guiné-Bissau já realizou no dia 10 de Março as eleições legislativas", das quais saíram "uma assembleia nacional e um governo, que tem governado", enquanto "o Presidente da República da Guiné-Bissau entretanto terminou o seu mandato e foram marcadas eleições presidenciais para 24 de Novembro".
Insistindo que "essas eleições devem ser realizadas", o chefe de diplomacia observou que "compete naturalmente ao governo assegurar, nos termos constitucionais, a realização dessas eleições, a organização dessas eleições".
O ministro afirmou que o Governo tomou nota "do decreto segunda-feira) publicado pelo Presidente da República da Guiné-Bissau, cujo mandato terminou no passado mês de Junho, que foi prolongado nas condições acertadas em cimeira de chefes de Estado e de Governo da Comunidade de Estados da África Ocidental (CEDEAO)", mas entende "que a campanha eleitoral para a eleição presidencial já está a decorrer e não há nenhuma razão para que as eleições presidenciais deixem de realizar-se".
"E esse é o nosso objectivo essencial porque, mais uma vez, a Guiné-Bissau tem recursos muito importantes, tem programas de cooperação com vários países, a começar por Portugal, que são também muito importantes para o desenvolvimento da Guiné-Bissau, e nós precisamos de interlocutores, precisamos de estabilidade na Guiné-Bissau. Essa estabilidade tem de ser conseguida também com a eleição do próximo presidente da República e, portanto, o nosso apelo é que nada impeça a realização da eleição presidencial", reforçou.
A terminar, Augusto Santos Silva apontou que Portugal está "naturalmente" a concertar-se "com os restantes parceiros, seja no âmbito da CPLP, seja no âmbito das Nações Unidas, da União Europeia, seja em ligação muito próxima com a União Africana e com a CEDEAO", para contribuir "para que haja uma solução política o mais rápida possível a esta questão que agora surgiu".
O Presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, demitiu na segunda-feira à noite o Governo liderado pelo primeiro-ministro, Aristides Gomes, segundo um decreto presidencial enviado à imprensa na sequência de uma reunião do Conselho de Estado. 
ANG/Angop

Meio Ambiente


Conselheiro do Presidente da ANP defende criação da lei que impede construções nas zonas húmidas no país

Bissau,30 out 19 (ANG) - O Conselheiro do Presidente da Assembleia Nacional Popular (ANP) para as áreas das pescas, agricultura e turismo defendeu a criação de uma lei que impede construções das habitações e de outras estruturas em zonas húmidas do país.

foto Arquivo
Mário Dias Sami que falava terça-feira na abertura de um ateliê de informação destinado aos parlamentares da Guiné-Bissau sob o tema: “Conservação da zona marinha e costeira da Guiné-Bissau: problemática e desafios” justificou a criação da legislação com a proliferação de construções nos últimos tempos, em zonas húmidas da capital Bissau.

O evento foi organizado pelo Instituto da Biodiversidade e das Áreas Protegidas (IBAP).
Disse que a invasão de todas as zonas consideradas de reservas ambientais em todo o território nacional se  deve ao que chamou de “ inexistência” do Estado” nos últimos anos.

Mário Sami disse que hoje em dia, o homem transformou-se num grande predador da natureza e do meio ambiente, devido a maus hábitos e costumes, razão pela qual apela aos deputados, em parceria com os peritos na matéria, para criarem uma legislação para a protecção do meio ambiental.

Em representação do presidente da ANP, a segunda secretária daquele órgão legislativo, Gabriela Fernandes assegurou que a preservação da casta e dos seus recursos continua a ser um grande desafio para a Guiné-Bissau.

Reconheceu que, de facto, os ecossistemas costeiros estão sujeitos à múltiplas pressões, tais  como a pesca ilegal, pressão demográfica e turismo, bem como os desafios relacionados com os sectores emergentes, como a prospecção e a exploração de petróleo e gás em “off shore”.

“Se não tomarmos cuidado em relação a essas diferentes pressões, corremos o risco de minar a base produtiva do nosso país, incluindo os recursos naturais”, avisou.

Nesse contexto, Gabriela Fernandes afirmou que os parlamentares têm um desafio que passa pela urgência de aperfeiçoar o sistema jurídico nacional para melhor se conciliar com o imperativo do desenvolvimento económico e social, mas também a exigência de conservação dos recursos naturais.

Por seu lado, o Director-geral do Instituto da Biodiversidade e das Áreas Protegidas, Justino Biai, realçou a pertinência da realização do seminário e disse que a protecção das zonas costeiras deve merecer uma atenção especial dos guineenses.

Porque, conforme a sua avaliação, a zona costeira da sub-região e, em especial, da Guiné-Bissau experimenta actualmente, uma evolução acelerada, marcada por um aumento demográfico crescente, níveis de poluição cada vez mais acentuados e uma exploração desenfreada e descontrolada dos recursos naturais, com destaque para os recursos haliêuticos.

Justino Biai disse que, sendo um país essencialmente costeiro e insular, há uma grande necessidade de perenizar as políticas públicas e fazer convergir os esforços de todos os actores para uma melhor conservação do ambiente.

O Director executivo da Parceria Regional para a Conservação da Zona Costeira e Marinha, Ahmed Senhoury disse que apesar da riqueza, as áreas costeiras e marinhas da África Ocidental enfrentam múltiplos desafios.

Segundo ele, estas áreas estão sob enorme pressão de factores  como a exploração excessiva de recursos haliêuticos bem como a exploração não acautelada de recursos petrolíferos. 

ANG/LPG/ÂC//SG

História


         Primeira “pátria” do Homem moderno situou-se a sul do rio Zambeze

Bissau, 30 out 19 (ANG) - A primeira "pátria" do Homem moderno situou-se a sul do rio Zambeze, numa área correspondente ao Botsuana, Namíbia e Zimbabwe, onde o "Homo sapiens" viveu há 200 mil anos antes de migrar 70 mil anos mais tarde.
Vista do rio Zambeze
A localização da “pátria ancestral” do Homem moderno é descrita num estudo terça-feira publicado na revista científica Nature, segundo a Lusa.
“Sabíamos há muito tempo que o Homem moderno surgiu em África há cerca de 200.000 anos, mas ignorávamos, até agora, onde se situava precisamente esta pátria”, afirmou, em conferência de imprensa, a autora principal do estudo, Vanessa Hayes, do Instituto Garvan de Investigação Médica de Sydney, na Austrália.
O estudo teve por base a genealogia genética, tendo analisado 200 genomas mitocondriais (marcadores genéticos da linhagem materna) das populações que vivem actualmente na Namíbia e África do Sul, região considerada como um dos berços do Homem moderno.
Testes de ADN (material genético) revelaram a presença rara da origem materna mais antiga, ainda hoje partilhada por estas populações.
Ao compararem os genomas mitocondriais, os cientistas conseguiram isolar um antepassado comum, que era um antigo Khoisan, povo de caçadores-recoletores que subsiste em África.
Segundo o estudo, todos os homens que vivem actualmente em África e fora de África partilham este mesmo antepassado.
Os Khoisan, primeira comunidade humana moderna, terão vivido na mesma região durante 70 mil anos, uma vez que o genoma (informação genética) permaneceu inalterado.
A comunidade terá prosperado nesta região situada ao sul do rio Zambeze, que partia da actual Namíbia, atravessava o norte do Botswana e seguia até ao Zimbabwe.
Actualmente um deserto, chamado Kalahari, a região foi húmida e verdejante há milhares de anos. Análises geológicas e modelos climáticos permitiram concluir que teve um grande lago, duas vezes maior do que o lago Vitoria, na África Oriental.
Com as mudanças climáticas, a região tornou-se mais seca e as populações começaram a migrar em direcção ao nordeste e ao sudoeste. As primeiras deslocações abriram caminho à futura migração dos homens modernos para fora de África.
Algumas populações, no entanto, adaptaram-se à seca, sendo que os seus descendentes ainda hoje são caçadores-recoletores como os primeiros humanos.
ANG/Angop



Demissão do Governo/reações


"O decreto emitido pelo Presidente cessante não tem nenhuma correspondência constitucional" diz a LGDH

Bissau, 30 out. 19 (ANG) – A Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH) disse em comunicado que o Decreto emitido pelo Presidente cessante não tem nenhuma correspondência constitucional, por consubstanciar uma violação flagrante e grosseira da Constituição, dos demais quadros normativos do país e da resolução da Cimeira da CEDEAO de 29 de Junho deste ano.

Presidente da LGDH
Segundo a nota à imprensa à que ANG teve acesso hoje, a Liga condenou também o acto do Presidente da República cessante que considera de subversão da ordem constitucional vigente para proteger interesses inconfessos.

No comunicado, a Liga apela ao Presidente da República cessante para conformar a sua conduta com os ditames da Constituição e da lei, lembrando a classe política guineense que os direitos políticos têm limites e não podem ser exercidos sistematicamente contra os interesses do povo.

Alerta à comunidade internacional sobre os riscos de uma possível alteração da Ordem Constitucional em relação aos desafios da reforma institucional do Estado e de combate à criminalidade organizada e transnacional.

Ainda no documento, a organização que defende os direitos do homem realça a postura republicana das forças de Defesa e Segurança, encorajando-as a garantirem a ordem e a tranquilidade pública, mantendo-se equidistante dos interesses político-partidários.

Apelou também ao povo guineense para se manter calmo e sereno, mas vigilante na defesa dos valores da paz,  unidade nacional e da coesão social neste momento tão crucial da vida do país.

"Com a aprovação do programa de governação, o Governo consolidou a sua legitimidade democrática e entrou em funcionamento pleno, ao contrário do Presidente da República cessante cujo mandato expirou em 23 de Junho e, em consequência, deixou de gozar da legitimidade para o exercício pleno das suas funções, sendo que a sua continuidade à frente da nação, se resume ou deve resumir-se, única e exclusivamente, às representações protocolares do Estado", explicou LGDH.

A Liga considera acção do presidente de uma tentativa de alteração da ordem constitucional, que já vem sendo enunciado de algum tempo para cá, o que não passa de manobras políticas para encobrir e dar protecção aos interesses inconfessos instalados e alheios ao anseio do povo guineense.

Por isso, a Liga diz  que o referido decreto pode mergulhar o país numa nova crise, susceptível de comprometer o processo eleitoral em curso. 

ANG/MI/LPG/ÂC//SG

EUA


        Primeira votação para destituir Trump realiza-se na quinta-feira

Bissau, 30 out 19 (ANG) -  A Câmara dos Deputados dos Estados Unidos votará pela primeira vez na próxima quinta-feira em plenário uma resolução para formalizar a investigação com vista a destituir do Presidente Donald Trump e permitir audiências públicas, anunciou terça-feira Nancy Pelosi, citada pela Lusa.
"Apresentaremos esta semana na Câmara uma resolução que reafirma a investigação em curso", escreveu a presidente da Câmara dos deputados, a democrata Nancy Pelosi, numa carta enviada ao seu grupo parlamentar.
O texto "estabelece o procedimento para audiências abertas aos cidadãos americanos" e "declara os direitos garantidos ao Presidente e sua defesa", acrescenta a mesma fonte.
Os republicanos exigem há semanas uma votação formal para marcar o início da investigação anunciada no final de Setembro e conduzida à porta fechada por comissões da Câmara, de maioria democrata.
A oposição está a tentar determinar se o Presidente republicano abusou do seu poder por razões pessoais quando pediu à Ucrânia que investigasse o seu rival democrata na corrida à Casa Branca Joe Biden.
A Casa Branca denunciou uma "caça às bruxas" e recusa-se a cooperar na investigação.
As acusações "infundadas", argumenta Nancy Pelosi, mostram que a Casa Branca procura justificar "a sua operação sem precedentes de ocultação" dos factos.
Nenhum calendário foi definido para a investigação dos democratas contra Donald Trump.
A votação será realizada em sessão plenária e, se a sua acusação for aprovada, o Senado, com maioria republicana, terá de organizar o "julgamento" de Donald Trump.
A resolução, que será submetida a votação em comissão na quarta-feira e provavelmente será aprovada na câmara baixa, "autoriza a publicação de transcrições de audiências" e "apresenta os procedimentos necessários para transmitir evidências à comissão judicial ", segundo Pelosi.
"Estamos a tomar esta iniciativa para eliminar qualquer dúvida para que o Governo de Trump possa se recusar a transmitir documentos, impedir audiências de testemunhas, ignorar conjunções devidamente autorizadas ou continuar a obstruir a Câmara dos Deputados", afirmou a democrata. 
ANG/Angop

Demissão do governo/reacções


           CPLP reitera seu apoio ao “governo legítimo” de Aristides Gomes

Bissau,30 out 19 (ANG) – A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) reiterou seu apoio ao governo legitimo da Guiné-Bissau, presidido pelo Primeiro-ministro Aristides Gomes, que saiu das eleições consideradas livres, justas e transparentes.

Em comunicado, a organização lamenta atitude do Presidente Mário Vaz, uma vez que falta três semanas das eleições presidenciais marcadas para 24 de novembro de 2019.

Segundo a nota, a decisão de demitir um governo legítimo, a pouco mais de vinte dias das eleições presidenciais por Decreto do Presidente da República da Guiné-Bissau, preocupa á CPLP e a Comunidade Internacional em geral, para além de contribuir para o agravamento de um clima de crispação e instabilidade politica que deverá ser rapidamente ultrapassado.

O documento refere que a Presidência da CPLP repudia os atos de violência observados durante a manifestação no passado dia 26 do corrente mês e congratulou com a decisão do governo da Guine Bissau de iniciar um inquérito independente para apurar as responsabilidades.

A Presidência da CPLP apela às instituições do Estado guineense, aos partidos políticos e a população que mantenham calma e a serenidade de toda e qualquer actuação que pode causar qualquer prejuízo a adequada e atempada preparação do acto do processo eleitoral de 24 de novembro.

ANG/VFC/LPG/ÂC//SG  

Reino Unido


                    UE aceita adiar Brexit até 31 de Janeiro 2020
Bissau, 30 out 19 (ANG) - Os 27 países membros da União Europeia, aceitaram esta segunda-feira adiar pela terceira vez o Brexit para 31 de janeiro 2020, mas tal pode suceder antes, se o parlamento britânico aprovar o acordo de saída de Boris Johnson.
Foi há quase 100 anos atrás a última vez que o Reino Unido foi a eleições no mês de dezembro e é provável que tal volte a acontecer novamente este ano.
O novo adiamento do Brexit para 31 de janeiro de 2020 foi anunciado esta segunda-feira (28/10) hoje pelo presidente do conselho Europeu, Donald Tusk, que afirmou que a extensão a 31 de Janeiro é "flexível", o que permite a realização de eleições antecipadas, que podem ser decisivas para o processo que se prolonga há quase três anos.
O governo de Boris Johnson quer ter uma maioria no parlamento, que lhe permita ratificar o dito acordo, mesmo antes de 31 de janeiro de 2020 como previsto pelo artigo 50° do Tratado de Lisboa, segundo o qual o Reino Unido pode sair da União Europeia no primeiro dia do mês posterior à aprovação do acordo pelo parlamento britânico.
oposição espera derrubar o partido Conservador e chegar ao poder, tendo como opções renegociar o Brexitrealizar um referendo ou revogar a saída da União Europeia.
O debate está agora na data do escrutínio: o governo quer eleições a 12 de dezembro, liberais-democratas e nacionalistas escoceses a 9 do mesmo mês, uma diferença de três dias, que pode ser importante, para garantir o voto dos estudantes antes de começarem as férias do Natal.
As sondagens são actualmente favoráveis a Boris Johnson, mas nas últimas eleições legislativas britânicas realizadas em dezembro, em 1923, o partido Conservador não conseguiu uma maioria absoluta, resultando num governo minoritário.
Algo que Boris Johnson vai querer evitar a todo o custo porque o país voltaria ao impasse político em que está agora.
Inicialmente previsto para 29 de março, o Brexit foi adiado para 12 de abril e posteriormente para esta quinta-feira 31 de outubro, mas a meados deste mês o Reino Unido solicitou um terceiro adiamento, aceite esta segunda-feira (28/10) pelos 27 países membros da União Europeia.
Boris Johnson chegou a afirmar que preferia "estar morto numa vala" do que pedir uma nova extensão.
ANG/RFI

Justiça


Guiné-Bissau acolhe Conferência Internacional sobre Organização e Gestão da Justiça Criminal

Bissau, 30 out 19 (ANG) – A Guiné-Bissau acolhe a Conferência Internacional sobre Organização e Gestão da Justiça Criminal que será presidida pela ministra da Justiça e dos Direitos Humanos, Rute Monteiro.

Ministra da justiça 
Segundo um comunicado à imprensa do Projecto de Apoio à Consolidação do Estado de Direito (PACED) à que a ANG teve acesso, o evento decorre durante todo o dia de quinta-feira numa unidade hoteleira, em Bissau e visa debater os novos desafios na prevenção e combate à formas de criminalidade complexas, nomeadamente, a criminalidade organizada e a de cariz económico-financeiro, e contará com a intervenção de especialistas internacionais e nacionais.

O PACED tem como objectivos a afirmação e consolidação do Estado de Direito nos PALOP e Timor-Leste, como também a prevenção e luta contra a corrupção, o branqueamento de capitais e a criminalidade organizada, em particular o tráfico de estupefacientes.

Esta conferência se enquadra nas atividades promovidas no âmbito do PACED nos Países Africanos da Língua Oficial Portuguesa (PALOP) e Timor-Leste, e resultam de uma parceria com o Ministério da Justiça e dos Direitos Humanos da Guiné-Bissau, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), o Conselho Superior da Magistratura Judicial, a Procuradoria-Geral da República e a Polícia Judiciária, além da Associação Sindical da Magistratura Judicial da Guiné-Bissau (ASMAGUI).  

“As actividades concentram no reforço da capacidade institucional das autoridades competentes ao nível legislativo, executivo e judiciário, promovendo o intercâmbio, a partilha de conhecimentos e de boas práticas”, indica o comunicado que realça a importância de as actividades da investigação criminal e da administração da justiça serem acompanhadas por estratégias de organização e gestão dos serviços e dos procedimentos.

O projeto tem um orçamento global de 8,4 milhões de euros, sendo 7 milhões de euros financiados pela União Europeia ao abrigo do 10° Fundo Europeu de Desenvolvimento e 1,4 milhões pelo Camões (Instituto da Cooperação e da Língua) com duração até dezembro deste ano e previsível extensão até ao final de 2020.

A referida conferência, conforme a nota, foi antecedida de um seminário formativo de três dias, centrado no reforço das capacidades e da integridade do sistema judicial e do sistema de investigação criminal, destinados aos magistrados judiciais, magistrados do Ministério Público, policias de investigação criminal, funcionários judiciais e elementos da Célula Nacional de Tratamento de Informações Financeiras da Guiné-Bissau.

Esta actividade do PACED já decorreu em Angola, Cabo Verde, Moçambique e Timor-Leste, tendo São Tomé e Príncipe solicitado a sua realização em 2020. 

ANG/DMG/LPG//SG

terça-feira, 29 de outubro de 2019

Política


Comissão Permanente do PAICG condena  o que diz ser  “tentativa de golpe de Estado”  de José Mário Vaz

Bissau,29 out 19 (ANG) – A Comissão Permanente do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) condenou   sem equívocos,  o que diz ser “ mais uma tentativa de golpe de estado”, perpetrado por  José Mário Vaz e  seus sócios e associados.

Foto Arquivo de uma das reuniões da C. permanente do PAIGC 
No comunicado da comissão permanente desta formação politica  à que a ANG teve aceso, o PAIGC encoraja à todas as instâncias do poder democrático,sobretudo o governo,a ignorar o que diz ser  distracção e vontade de comprometer o processo de normalização da vida politica e social”, devendo prosseguir com os actos de governação,principalmente relativos à preparação das eleições presidências marcadas para 24 de novembro.

Este órgão do PAIGC qualificou  o decreto presidencial que demite o governo de Aristides Gomes, de “nula,inexistente e inválida”,porque é “ ilegal e inconstitucional”.
 Ainda considera que o referido decreto “é  um atentado ao Estado de direito democrático, à paz e estabilidade” , assim como uma afronta a comunidade internacional.

Exorta as Forças de Defesa e Segurança a respeitarem a lei e o Estado de Direito Democrático, e não permitirem a sua instrumentalização, a favor de uma “intenção ditatorial já caduca e inexistente”.

No documento, o PAIGC requer a comunidade internacional, nomeadamente a Comunidade dos Estados África Ocidental (CEDEAO),a  assumir as suas responsabilidades, assitindo o povo guineense na manutenção da ordem interna e da estabilidade,o que passa necessariamente pela remoção das forças de bloqueio,sua responsabilização e sancionamento internacionais.

O partido liderado por Domingos Simões Pereira convoca aos seus  militantes e simpatizantes e ao povo guineense em geral para  uma luta “para extirpar” de uma vez por todas as “forças do mal” que diz ter impedido o funcionamento do Estado de direito e consolidação da paz e estabilidade

No comunicado o PAIGC acusa o presidente cessante e candidato presidencial de lançar ondas de protesto para semear a desordem e o caos,servindo deste como expediente para travar o processo de preparação das eleições presidências marcadas para 24 de novembro.

Acrescenta que José Mário Vaz , empurrado para o desespero e a cegueira de um politico frustrado e absolutamente perdido,acompanhado dos seus acólitos, decidiu agravar a lista de crimes cometidos contra a nação guineense.

ANG/LPG//SG

Política


Governo responsabiliza José Mário Vaz por todas as consequências da sua “tentativa de desestabilização do país”

Bissau, 29 out 19 (ANG) – O governo liderado por Aristides Gomes responsabilizou hoje o Presidente da República cessante e candidato as presidenciais de novembro e todos os partidos políticos da minoria parlamentar pelas consequências que poderão resultar destas suas “tentativas de desestabilização do país”.

 A reacção do Executivo foi tornado público após uma reunião extraordinária do Conselho de Ministros, e se refere a demissão do governo decretado por José Mário Vaz segunda-feira a noite mas que foi  rejeitada pela CEDEAO, entidade que medeia a crise política na Guiné-Bissau instalada em 2015 com a demissão do Governo  do PAIGC, dirigido por Domingos Simões Pereira.

O colectivo ministerial repudia em comunicado o que considera ser intenção do presidente cessante de instalar um “clima de desordem total”, contribuindo assim para  interromper o processo das eleições presidenciais, previstas para 24 de novembro.

 O Conselho de Ministros exorta as Forças da Defesa e Segurança no sentido de se manterem equidistantes da situação prevalecente e  assumirem a sua natureza republicana, reconhecida e louvada pelo povo e pela comunidade internacional.

Ainda exorta as forças de segurança  no sentido  assumirem as suas responsabilidades no actual contexto, garantindo a ordem e segurança necessárias ao normal funcionamento dos departamentos governamentais.

O governo dirigido por Aristides Gomes reiterou a sua determinação de prosseguir, em colaboração com a Comunidade internacional, a organização e realização das  eleições presidenciais previstas para  24 de novembro, e a implementação do seu Programa de Governação , aprovado pela maioria dos deputados, a 15 de outubro em curso.

Dirigindo-se à população do país, em particular aos habitantes  de Bissau, o Governo apela para que se mantenham  calmos e serenos evitando actos susceptíveis de pôr em causa o clima  de estabilidade e paz por todos almejado.

Em relação aos incidentes de sábado, decorrente da marcha não autorizada de partidos da oposição, o executivo defende um inquérito internacional sob auspícios das Nações Unidas e da  CEDEAO para se apurar as circunstâncias da morte  do cidadão Demba Baldé, apresentado pelos organizadores da marcha como a vitima mortal da violência policial contra  os que contestavam  o processo eleitoral em curso. 

 ANG//SG

Demissão do Governo/reações


 CEDEAO  nega queda de  governo de Aristides Gomes por decreto “ilegal”

Bissau, 29 out 19 (ANG) – A Comunidade Económica dos Estados da Africa Ocidental(CEDEAO) declarou hoje em comunicado que apoia o governo liderado por Aristides Gomes e que não aceita a sua demissão por decreto que diz ser “ilegal” produzida pelo presidente cessante, José Mário Vaz, na noite de segunda-feira.

A organização sub-regional diz que o governo de Aristides Gomes é quem vai realizar eleições  e que vai sancionar todos aqueles que se  opuseram às decisões da Cimeira de Chefes de Estados e de Governo da Organização realizada  a 29 de Junho, em Abuja, na Nigeria.

Nesta cimeira ficou decidida que josé Mário Vaz , fora de mandato, permanecera nas funções até a investidura de novo presidente de república, mas sem poderes para produzir decretos presidenciais.

A organização pede as forças de defesa e segurança para manterem a ordem possibilitando o normal funcionamento das instituições. Apela aos actores políticos para prosseguirem as suas actvidades  sob a liderança do actual governo.

A CEDEAO reitera que, com a Comunidade Internacional, têm investido para o bem da Guiné-Bissau, razão pela qual não vão aceitar atitudes que impedem a realização de eleições em novembro.

A decisão da CEDEAO veio ao conhecimento público numa altura que em que o presidente da República cessante e candidato presidencial nomeia faustino Fudut Imbali, novo Primeiro-ministro.

Imabali é dirigente do PRS, a terceira força politica do país, a luz das legislativas de março passado.

Entretanto, foi o Movimento para a Alternância Democrática (Madem G-15) segundo o seu dirigente, Aristides Ocante da Silva, que havia sido contactado para indicar o primeiro-ministro., na qualidade de segunda força politica mais votada nas lesgislativas passadas. 

ANG//SG

Demissão do governo/reações


Silvestre Alves diz que josé Mário Vaz não tem legitimidade para decretar demissão de governo 

Bissau, 29 out 19 (ANG) – o comentador político da rádio difusão nacional lamentou a atitude do Presidente da Republica em demitir o governo liderado por Aristides Gomes e disse que isto tem a ver com falta de consciência da situação em que país está e das contingências em que está sujeito.

foto Arquivo
Silvestre Alves sustenta que o Presidente da República não tem nenhuma legitimidade para derrubar o governo, porque o seu mandato cessou, apesar de haver uma decisão politica da CEDEAO de permanecer no poder.

Contudo, segundo ele, é legítimo a Assembleia fazer o que fez no mês de Junho no sentido de o afastar e substituí-lo por Cipriano Cassama, aliás o João Bernardo Vieira teve consciência em 1994,de, no momento em que  apresentou a sua candidatura,  entregar o poder à senhora Carmem Pereira.

Perante esta situação disse que CEDEAO tem algo a dizer, até mesmo que se admita que os poderes de José Mário Vaz tenha sido de alguma forma prolongados e não seu mandato, e que isso não dá direito ao  aproveitamento por  outros  titulares  gozassem do mandato, como foi o caso do Conselho de Estado.

Disse ainda que o presidente, no fim do seu mandato, não pode criar uma instabilidade geral.

Por isso, Silvestre Alves considerou  o Decreto presidencial de um golpe de  Estado, porque efectivamente baralha a situação e nem se quer  será capaz de formar a nova maioria.

Alves acrescentou que, se por ventura,  o Aristides Gomes for promotor da grave crise política, o presidente, ao demitir o governo, deve convidar ao PAIGC para indicar o nome do primeiro-ministro, e se esta formação politica não estiver em condições é que pode solicitar o segundo partido, mas isso prova que há uma premeditação.

Perguntado sobre as declarações proferidas segunda-feira pelo primeiro-ministro segundo as quais ele não aceitaria a decisão do candidato josé Mário Vaz disse ser natural que haja uma resistência da parte de Aristides Gomes por ser uma decisão ilegítima.

José Mário Vaz, cujo mandato presidencial expirou desde 23 dfe junho passado decidiu segunda-feira demitir o governo elagando haver “grave crise política.

 A decisão viola os  consensos alcançados em junho passado, na cimeira de chefes de Estados e de Governos da Comunidade de  países da Africa Ocidental(CEDEAO), segundo o qual ele permaneceria no poder até a eleição de novo presidente da República mas sem poderes para produzir decretos presidenciais.

Na mesma ocasião ficou decidido que o governo resultante das legislativas de março passado estaria em funções até a eleição do novo Presidente da República. 

ANG/LPG//SG

Presidências 2019


                     MGD declara apoio ao Domingos Simões Pereira  

Bissau, 29 out 19 (ANG) - Movimento Guineense para o desenvolvimento (MGD) declarou o seu apoio politica a candidatura de Domingos Simões Pereira nas eleições presidências marcadas para 24 de novembro.

De acordo com a nota da Comissão Política Nacional (CPN) e Conselho Nacional (CN) do movimento Guineense para o Desenvolvimento à que a ANG, teve acesso “Simões Pereira é o candidato que oferece as melhores condições para garantir uma maior estabilidade política e governativa para a Guiné-Bissau, respeitar a constituição da Republica e assegurar a independência institucional".

No documento, o MGD apelou à todos os seus militantes e simpatizantes em geral, tanto no país como na diáspora, para apoiarem, de uma forma massiva e patriótica, a candidatura presidencial de Domingos Simões Pereira.

O MGD disse que acompanha com preocupação, a tensão política no país, incluindo a marcha que decorreu no sábado que culminou com perda de vida de um cidadão num alegado confronto com os agentes da polícia de ordem pública.

Por isso, apelou ao Ministério do Interior e as autoridades judiciais à investigarem este acontecimento trágico e consequentemente levar à justiça todos os implicados.

Aconselha aos actores políticos e candidatos a privilegiarem o diálogo no sentido de garantir um ambiente propício para  eleições justas, livres e transparentes.

O Movimento Guineense para Desenvolvimento saudou os esforços do Supremo Tribunal da Justiça pela sua seriedade, profissionalismo e celeridade na análise de todas as candidaturas.

0 MGD é um dos partidos sem assento parlamentar, liderado pelo jornalista Umaro Djau.

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