terça-feira, 6 de setembro de 2016

Brasil


“A queda de Dilma teve ordem dos EUA”, diz Michel Chossudovsky

Bissau, 06 Set 16 (ANG) - O famoso professor universitário e economista canadiano Michel Chossudovsky explica por que razão a queda de Dilma Rousseff foi ordenada por “Wall Street” e tenta desmascarar “os actores por trás do golpe”, num extenso artigo publicado pela primeira vez em Junho, mas reeditado recentemente.

“O controlo sobre a política monetária e a reforma macroeconómica eram os objectivos últimos do golpe de Estado”, disse. 

As nomeações principais do ponto de vista de Wall Street são o Banco Central, que domina a política monetária e as operações cambiais, o Ministério da Fazenda (Finanças) e o Banco do Brasil”, diz o artigo, destacando que, desde o governo de Fernando Henrique Cardoso, passando por Lula da silva e Temer, Wall Street tem exercido controlo sobre os nomes indicados para liderar essas três instâncias estratégicas para a economia brasileira.

“Em nome de Wall Street e do ‘consenso de Washington’, o ‘governo’ interino pós-golpe de Michel Temer nomeou um ex-CEO de Wall Street, com cidadania dos EUA, para dirigir o Ministério da Fazenda”, diz o artigo, referindo-se a Henrique Meirelles, nomeado em 12 de Maio último. 

Como observa o artigo, Meirelles, que tem dupla nacionalidade,  brasileira e norte-americana, serviu como presidente do FleetBoston Financial (fusão do BankBoston Corp. com o Fleet Financial Group) entre 1999 e 2002 e foi presidente do Banco Central sob o governo de Luís Inácio Lula da Silva, entre 1 de Janeiro de 2003 e 1 de Janeiro de 2011.

Antes disso, o actual ministro brasileiro das Finanças (Fazenda), que volta ao poder sob o governo Temer após ter sido dispensado por Dilma em 2010, também actuou durante  12 anos como presidente do BankBoston nos EUA.

Já o actual presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, nomeado por Temer em 16 de Maio, também tem dupla nacionalidade, brasileira e israelita, e foi economista-chefe do Itaú, maior banco privado do Brasil.

 Segundo o artigo, Goldfajn “tem laços estreitos tanto com o Fundo Monetário Internacional (FMI) como com o Banco Mundial”. 

“Goldfajn já tinha trabalhado no Banco Central do Brasil sob as ordens de Armínio Fraga, bem como durante o mandato de Henrique Meirelles. 

Tem estreitos laços pessoais com o Professor Stanley Fischer, actualmente vice-presidente da Reserva Federal dos EUA, além de ter sido vice-director do FMI e ex-presidente do Banco Central de Israel. 

Desnecessário dizer que a nomeação de Golfajn para o Banco Central foi aprovada pelo FMI, pelo Tesouro dos EUA, por Wall Street e pela Reserva  Federal dos EUA”, afirma o artigo.

Armínio Fraga, por sua vez, foi presidente do Banco Central entre 4 de Março de 1999 e 1 de Janeiro de 2003. Exerceu a função de director de fundos de cobertura (“hedge funds”) durante seis anos na Soros Fund Management (associada ao multimilionário George Soros), e também tem dupla nacionalidade brasileira e norte-americana.

“O sistema monetário do Brasil sob o real (moeda brasileira) é fortemente dolarizado. Operações da dívida interna são conducentes a uma dívida externa crescente. Wall Street tem o objectivo de manter o Brasil numa camisa de forças monetária”, explica o professor Michel Chossudovsky. 

Por isso, afirma o artigo, quando Dilma Rousseff aponta um nome não aprovado por Wall Street para a presidência do Banco Central, a saber, Alexandre António Tombini, cidadão brasileiro e funcionário de carreira no Ministério das Finanças, é compreensível que os interesses financeiros externos se articulem aos interesses das elites brasileiras para mudarem o quadro político no país. 

No início de 1999, na sequência imediata do ataque especulativo contra o real, diz Chossudovsky, o presidente do Banco Central, Francisco Lopez, nomeado em 13 de Janeiro de 1999, a “Quarta-Feira Negra”, foi demitido pouco depois e substituído por Armínio Fraga, cidadão americano e funcionário da Quantum Fund, de George Soros, em Nova Iorque.

“A raposa foi nomeada para tomar conta do galinheiro”, resume o artigo, afirmando que, com Fraga, os especuladores de Wall Street tomaram o controlo da política monetária do Brasil.

Sob a liderança de Lula, a indicação de Meirelles para a presidência do Banco Central do Brasil deu seguimento à situação, diz o artigo, destacando que o nomeado já tinha trabalhado anteriormente como presidente e CEO dentro de uma das maiores instituições financeiras de Wall Street.

 “A FleetBoston era o segundo maior credor do Brasil após o Citigroup. Para dizer o mínimo, Meirelles estava em conflito de interesses. A sua nomeação foi acordada antes da ascensão de Lula à Presidência”, escreve o autor.

Além disso, Meirelles foi um firme defensor do controverso Plano Cavallo da Argentina na década de 1990: “um ‘plano de estabilização’ de Wall Street que causou grandes estragos económicos e sociais”, segundo Chossudovsky. 

De acordo com Michel Chossudovsky, “a estrutura essencial do Plano Cavallo da Argentina foi replicada no Brasil sob o Plano Real, ou seja, a imposição de uma moeda nacional conversível dolarizada. O que este regime implica é que a dívida interna é transformada em dívida externa denominada em dólares”.

Quando Dilma chegou à presidência em 2011, Meirelles foi retirado da presidência do Banco Central. Como ministro da Fazenda de Temer, ele defende a chamada “independência” do Banco Central. 

“A aplicação deste conceito falso implica que o governo não deve intervir nas decisões do Banco Central. Mas não há restrições para as ‘Raposas de Wall Street’”, refere o artigo, acrescentando que “a questão da soberania na política monetária é crucial” e que “o objectivo do golpe de Estado foi negar a soberania do Brasil na formulação da sua política macro-económica”.

De facto, sob o governo Dilma, a “tradição” de nomear uma “raposa de Wall Street” para o Banco Central foi abandonada com a nomeação de Tombini, que permaneceu no cargo de 2011 até Maio de 2016, quando Temer assumiu a presidência interina do país. 

A partir daí, Meirelles, no Ministério das Finanças do governo interino, “indicou os seus próprios comparsas para chefiar o Banco Central (Goldfajn) e o Banco do Brasil (Paulo Caffarelli)”, refere o artigo do Global Research, sublinhando que o novo ministro tinha sido descrito pelosmeios de comunicação social dos EUA como “market friendly” (“amigo do mercado”).

“O que está em jogo através de vários mecanismos – incluindo operações de inteligência, manipulação financeira e meios de propaganda – é a desestabilização pura e simples da estrutura estatal do Brasil e da economia nacional, para não mencionar o empobrecimento em massa do povo brasileiro”, afirma Chossudovsky.

Segundo a tese do famoso professor, “Lula era ‘aceitável’ porque seguiu as instruções de Wall Street e do FMI”, mas Dilma, com um governo mais guiado por um nacionalismo reformista soberano, não pôde ser “aceite” pelos interesses financeiros dos EUA, apesar da agenda política neoliberal que prevaleceu sob o seu governo. 

“Se Dilma tivesse decidido manter Henrique de Campos Meirelles, o golpe de Estado muito provavelmente não teria ocorrido”, afirma o analista.

“Um ex-CEO e presidente de uma das maiores instituições financeiras dos Estados Unidos (e um cidadão dos EUA) controla instituições financeiras importantes do Brasil e define a agenda macro-económica e monetária para um país de mais de 200 milhões de pessoas. 

Chama-se a isto um golpe de Estado... dado por Wall Street”, conclui Chossudovsky.

Michel Chossudovsky, escritor premiado, é professor (emérito) de Economia da Universidade de Ottawa, fundador e director do Centro de Pesquisa sobre a Globalização (CRG) e editor da organização independente de pesquisa e meios de comunicação social Global Research.

 É autor de 11 livros, publicados em mais de 20 línguas. Em 2014, foi premiado com a Medalha de Ouro de Mérito da República da Sérvia pela sua obra sobre a guerra de agressão da OTAN contra a agora desmembrada Jugoslávia.  

ANG/JA

Gabu


Governo entrega infraestruturas às autoridades da Região 

Bissau, 06 de Set. 16 (ANG) - O Governo da Guiné-Bissau procedeu recentemente em Pitche, no Leste a entrega de  infraestruturas sociais nomeadamente  um talho, um matadouro, um armazém e um campo agrícola reabilitado ao Governo regional. 

O Secretário de Estado do Plano e Integração Regional, Doménico Sanca foi quem fez a entrega , e pediu as populações para cuidarem dessas infraestruturas, “ senão de nada servira o investimento despendido pelo PNUD”.

Domenico Sanca sublinhou que os equipamentos incluindo as portas e janelas são propriedades da população local, salientando que os habitantes são os primeiros beneficiários, devendo ser também os primeiros a velar pela sua conservação.

Por sua vez, o Governador da Região de Gabú Mamadu Boy Djalo agradeceu o gesto, salientando que vai beneficiar a população e os utilizadores sobretudo os magarefes, bem como as mulheres vendedeiras de carne que passarão a usufruir de melhores condições de trabalho e higiene.  

Em nome dos beneficiários falou o magarefe, Abdulai Bano que agradeceu o apoio do PNUD, tendo pedido a instalação de frigoríficos e a aquisição de um meio de transporte de carne verde e a construção de um fontenário no matadouro local. 

ANG/MSC/JAM/SG




 


Segurança alimentar


Governo e parceiros traçam estratégias para redução da pobreza 

Bissau, 06 Set 16 (ANG) - O Governo da Guiné-Bissau e os parceiros de desenvolvimento traçaram recentemente uma estratégia de redução da pobreza no país, baseado na gestão de solos e águas, nos sistemas de produção pluvial e na intensificação da produtividade agrícola.

A revelação foi feita pelo ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural, Rui Nené Djata após a assinatura do protocolo de acordo entre o seu ministério , o Programa Alimentar Mundial (PAM) e o Fundo das Nações Unidas Para a Alimentação (FAO).

“O protocolo de acordo rubricado visa a implementação de um sistema de seguimento da segurança alimentar na Guiné-Bissau”, explicou o governante.

Acrescentou que um dos desafios do ministério que dirige é de fomentar novas abordagens de enquadramento camponês assim como melhoramento das técnicas em diferentes sistemas de produção a fim de garantir segurança alimentar e nutricional da população.

Por sua vez, a representante da FAO, Maria do Vale Ribeiro disse que a efectivação do referido sistema vai permitir a elaboração de respostas de modo a contribuir para o melhoramento da situação alimentar e nutricional das populações vulneráveis.

Maria Ribeiro assegurou que o objectivo principal do referido acordo é de reforçar a capacidade do governo no que concerne a segurança e bem-estar do povo.

Segundo a  representante do PAM, Kiyomi kawaguchi , o acordo assinado irá permitir a identificação dos problemas que as camadas mais vulneráveis enfrentam.

Kawaguchi sublinhou que o acto de assinatura de acordo representa o início dos  trabalhos que serão desenvolvidos nas comunidades carenciadas com vista a minimizar o sofrimento das populações.

ANG/Jornal Nô Pintcha

Crise política


Chefes da diplomacia de três países da CEDEAO chegam hoje à Bissau 

Bissau, 06 Set 16(ANG) – Os Chefes da diplomacia da Libéria, Guiné-Conacri e Togo, países da Comunidade Económica de Estados da Africa Ocidental (CEDEAO) são aguardados hoje em Bissau para ajudarem a mediar a crise política que assola o país há mais de um ano.

Segundo uma nota de imprensa do Ministério dos Negócios Estrangeiros guineense, o novo presidente da comissão da CEDEAO, o beninense Marcel de Souza, também integra a missão que se desloca à Bissau no cumprimento das resoluções da 49ª sessão ordinária da conferência dos chefes de Estado e de Governo da CEDEAO que decorreu em Junho, em Dacar, no Senegal.

A cimeira de Dacar, entre outros, instou as partes desavindas na Guiné-Bissau a buscarem o entendimento através do diálogo inclusivo, dentro do respeito pela Constituição do país.

Os chefes de Estado da CEDEAO anunciaram igualmente a vinda a Bissau dos presidentes dos três países (Guine-Conacri, Libéria e Togo) mandatados pela organização para ajudar os guineenses a se entenderem.

Fonte da organização em Bissau disse à Lusa ser possível que os líderes dos três países se desloquem à capital guineense “caso fracasse a missão dos chefes da diplomacia”.

A missão da CEDEAO reúne-se na terça-feira, com o ministro dos Negócios Estrangeiros guineense, Soares Sambú, com o Primeiro-ministro, Baciro Djá e com as direções dos dois principais partidos no Parlamento, PAIGC e PRS.

Ainda na terça-feira, encontra-se com o grupo dos 15 deputados expulsos do PAIGC (Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde).

As audiências terão lugar nos escritórios do gabinete integrado das Nações Unidas para a consolidação da paz na Guiné-Bissau (Uniogbis).

Na quarta-feira, a missão da CEDEAO terá encontros de trabalho com o presidente do Parlamento, Cipriano Cassamá e com o chefe de Estado guineense, José Mário Vaz.

Os chefes da diplomacia deixam Bissau na quinta-feira de manhã.

A classe política guineense e os principais líderes do país não se entendem há mais de um ano, o que tem levado a que o Parlamento estivesse bloqueado.

O atual Governo não consegue fazer aprovar o seu plano de ação há mais de um mês. 

ANG/Lusa

Crise política


Deputados apoiantes do governo tencionam destituir o Presidente do parlamento

Bissau,06 Set 16(ANG) - Os deputados que apoiam o Governo da Guiné-Bissau no Parlamento voltaram a manifestar a pretensão de    avançar com o processo de destituição do líder do órgão, Cipriano Cassamá, que acusam de “atitude deliberada de bloqueio” ao funcionamento do hemiciclo.

Através do porta-voz, Rui Diã de Sousa, os deputados que apoiam o Governo (15 parlamentares expulsos do PAIGC e os 41 deputados do PRS) afirmam que vão tomar as diligências no sentido de destituir Cipriano Cassamá das suas funções.

Falando em conferência de imprensa, Rui Dia de Sousa disse que Cipriano Cassamá “está de má-fé” e tem tido uma “atitude deliberada de bloqueio” ao funcionamento do Parlamento para que desta forma a instituição não se possa renuir para aprovar o Programa do Governo.

Para Diã de Sousa, Cipriano Cassamá, apesar de experiencia parlamentar, por estar no hemiciclo desde 1994, e governativa, “provou não ser capaz” de continuar a ser o líder do Parlamento guineense, por isso, disse, “deve ser destituído”.

Cipriano Cassamá “tem faltado gravemente às suas responsabilidades e quando assim acontece a lei é clara: Diz que pode ser destituído e os mecanismos vão ser acionados para que assim aconteça”, referiu Rui Dia de Sousa, um dos 15 deputados expulsos do PAIGC (Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde).

Por seu lado, Daniel Embaló, vice-líder da bancada parlamentar do Partido da Renovação Social (PRS) anunciou que o grupo de deputados que apoiam o Governo de Baciro Djá vai convocar uma sessão parlamentar “com ou sem o consentimento de Cipriano Cassamá” para fazer aprovar o programa do executivo.

Embalo afirmou que o grupo de deputados que apoiam o Governo constitui-se por maioria de parlamentares, 56 num universo de 102 legisladores que compõem o Parlamento guineense.

ANG/Lusa

Economia/agroindústria



Grupo americano TEKONTROL promete investir na Guiné-Bissau

Bissau, 06 Set 16 (ANG) – O grupo empresarial americano, “TEKONTROL” promete investir a curto prazo, nomeadamente no sector agroindustrial da Guiné- Bissau.

A garantia foi dada segunda-feira pelo seu Presidente, Jimmy Rieks, em declarações à imprensa depois de um encontro com o Chefe de Estado, José Mário Vaz.

De acordo com este operador económico, o grupo recebeu garantias da parte das autoridades guineenses, em particular, do Presidente da República, de que o investimento externo é bem-vindo e que o mesmo pode contar com o “apoio do Estado”.

Segundo o Consultor Especial deste grupo de empresários, Fernando Jorge Ramos, entre cinco e seis fimas dos Estados Unidos de América preveem investir na Guiné-Bissau, em diferentes áreas.

É a terceira visita deste grupo de empresários dos Estados Unidos de América ao país, com o objectivo de identificar as áreas de investimento e sensibilizar os “homens” de negócios da América sobre as potencialidades da Guiné-Bissau.

Durante a sua permanência no país, o grupo de empresários americanos manterá encontros com os responsáveis de vários departamentos públicos e do sector privado guineense. ANG/QC/SG

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Política

PAIGC convicto no acordo com PRS e outras formações políticas
Bissau, 05 Set 16 (ANG) – O PAIGC manifesta-se optimista quanto a um acordo de incidência parlamentar visando a sustentaçao de um eventual executivo de unidade nacional, que governe o país até ao fim da presente legislatura.
Em comunicado à imprensa, à que ANG teve acesso, o libertadores afirmam que o eventual acordo com o PRS iria permitir, entre outros, que se proceda a revisão  da Constituição, da Lei Eleitoral e demais pacotes legislativos.
O PAIGC refere que o momento é crucial para o país devido a crescentes riscos de uma intervenção militar na cena política, caso não haja uma solução, e se a crise politica persistir, impedindo a realização das reformas nos sectores relevantes e ao normal funcionamento das instituições e a garantia dos salários aos servidores de Estado.
‘Por isso decidiu sentar-se a mesa de negociação com o PRS e durante a qual o PAIGC propôs a demissão de Baciro Djá que considera de ilegal e a formação de um Governo Inclusivo como forma da sair desta perigosa crise que afecta o funcionamento da Assembleia Nacional Popular ANP”, lê-se no comunicado.
Entretanto, o PAIGC mostrou-se  preocupado com o facto de o  último Relatório do Secretário-geral das Nações Unidas, apresentado  recentemente aos membros do Conselho de Segurança, optar pela  manutencao de  sanções contra as pessoas envolvidas no golpe de Estado de 12 de Abril de 2012, “quando todos os guineenses sabem que este levantamento de sanções estava já sendo obtido pelo então Governo”.
Igualmente o PAIGC mostrou-se preocupado pela suspensão do apoio orçamental de instituições como o Banco Mundial, Banco Africano de Desenvolvimento(BAD) e a União Europeia à Guiné-Bissau. ANG/LPG/ÂC/JAM