segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

Religião e política


Imames de diferentes Mesquitas de Bissau apelam guineenses à não dividirem por questões  étnicas e religiosas  

Bissau, 02 Dez. 19 (ANG)- Os imames de três Mesquitas Centrais  de capital Bissau  nomeadamente de Cupelom, Pefine e Attadamun lançaram hoje um apelo aos guineenses no sentido de não deixarem que as questões étnicas e religiosas os dividirem.

Imame Mamadu Sello Djaló
O apelo foi lançado pelos imames das Mesquitas acima mencionadas numa auscultação feita pela Agência de Notícias da Guiné face ao indícios da influência religiosa e étnica no processo de votação da primeira volta das eleições presidenciais realizada no dia 24 de novembro último no país.

O imame de Mesquita Central de Bairro de Pefine, Mamadu Lamine Cissé disse que os guineenses são iguais e que apesar de cada pessoa ser livre de fazer a sua escolha,  o poder é um dom divino,tendo sublinhado que por isso, cabe a cada cidadão um pensar no benefício do país e não nas divisões étnicas e religiosas.

“Mesmo tendo problemas entre nós por causa dos candidatos às presidenciais, isso não adiantará em nada, porque só o Deus sabe quem será o vencedor das eleições presidenciais. Assim sendo, jamais devemos deixar de priorizar a Guiné-Bissau e o Povo guineense”, aconselhou Cissé.

Acrescentou que a Guiné-Bissau é de todos os guineenses e que por esse motivo, necessita de apoio de todos para ter paz, tranquilidade a fim de seguir o rumo ao desenvolvimento esperado pelo próprio Povo.

Imame Mamadu Lamine Cissé
Por sua vez, o ex-imame de Mesquita Central do Bairro de Cupelom, Mamadu Selo Djaló disse que a votação é um acto de sigilo e que por isso, cada pessoa deve simplesmente votar onde pretende, sem motivo para manifestações que podem provocar problemas.

“Somos todos iguais, mas cada pessoa tem a sua preferência, digo isso porque não vou votar numa pessoa só porque o fulano tal quer que o meu voto seja dessa pessoa, mas sim vou votar com base nas ideias construtivas que pode incentivar o bem de todos. A Guiné-Bissau deve ser privilegiado pelos guineenses  na base de união entre os mesmos”, referiu Djaló.

Para o imame de Mesquita Central de Attadamun, Mamadu Iaia Djaló, o islão é uma religião universal no qual não há divisão das etnias e das pessoas, mas sim, há apenas o poder de Deus para resolver qualquer que seja a situação.

“Nesse mundo é que podemos construir a nossa vida, existe três poderes que são de religião, sangue e pátria. Só nos cabe escolher entre os três poderes qual é o mais importante para o futuro de um país e qual promoverá a união no seio dos guineenses”,diz Iaia Djaló.
Imame Mamadu Iaia Djaló 

Sustentou que só o Deus sabe quem será o vencedor das eleições presidenciais e que por isso, os homens não devem e nem podem fazer algo para mudar a vontade de Deus.

Lançou um pelo ao Povo guineense no sentido de trabalharem sempre para promoção da união uma vez que o mesmo segundo ele, só dá mais força para sucesso de um país.~

Segundo os dados anunciados pela Comissão Nacional de Eleições(CNE) concernente à primeira volta de eleições presidenciais,os dois candidatos que vão concorrer a segunda volta, nomeadamente, o candidato Úmaro Sissoco Embaló, da religião muçulmana, venceu nas regiões de Bafatá e Gabú cuja maior parte da população são muçulmanas e o candidato suprotado pelo PAIGC, Domingos Simões Pereira é cristão e venceu nas regiões de Biombo, Quinará, Oio, Tombali, Bolama Bijágós  e no Sector Autónimo de Bissau cuja maioria são cristãos.ANG/AALS/ÂC


Alterações climáticas


   “Guerra contra a natureza precisa terminar”, afirma secretário geral da ONU

Bissau,02 Dez 19(ANG) - O mundo precisa parar uma "guerra contra a natureza" e encontrar mais vontade política para combater as mudanças climáticas, disse o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, domingo, às vésperas da cimeira mundial de duas semanas sobre o clima em Madrid, noticiou o site UOL.
Em todo o mundo, condições climáticas extremas, causando de incêndios florestais a inundações, estão relacionadas com o aquecimento global causado pelo homem, o que exerce pressão sobre a cúpula para reforçar a aplicação do Acordo de Paris de 2015 sobre a limitação do aumento das temperaturas.
"Nossa guerra contra a natureza deve terminar, e sabemos que é possível", disse Guterres antes da cúpula, que vai de 2 a 13 de Dezembro.
"Nós apenas temos que parar de cavar e perfurar e aproveitar as enormes possibilidades oferecidas pelas energias renováveis e as soluções baseadas na natureza".
Reduções nas emissões de gases estufa que foram acordadas até o momento no Acordo de Paris não são suficientes para limitar o aumento da temperatura em uma meta entre 1,5 e 2 graus Celsius acima dos níveis pré-industriais.
Muitos países nem cumprem esses compromissos, e falta vontade política, disse Guterres.
O presidente Donald Trump começou a retirar os Estados Unidos do Acordo de Paris, enquanto o desmatamento da bacia amazónica está acelerando, e a China se inclinou para a construção de mais fábricas de carvão.
Setenta países se comprometeram a atingir uma meta de "neutralidade de carbono" ou "neutralidade climática" até 2050.
Isso significa que eles equilibrariam as emissões de gases de efeito estufa, por exemplo, usando tecnologia de sequestro de carbono ou plantio de árvores.
Mas Guterres disse que essas promessas não são suficientes.ANG/Angop

Giaba/Libéria


Organização aconselha jornalistas a serem diligentes na publicação de informações verdadeiras e verificadas

Bissau 02 Dez 19 (ANG) – O Grupo de Acção Intergovernamental contra o Branqueamento de Capitais na África Ocidental denominado (Giaba), recomendou aos jornalistas dos países da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), a serem entre outros diligentes na publicação de informações verdadeiras e verificadas no exercício das suas funções profissionais.

De acordo com as recomendações saídas no seminário regional de formação sobre Crimes Económicos en Financeiros destinados aos jornalistas membros dos 15 estados membros da CEDEAO, que decorreu entre os dias 26 à 28 de Novembro em Monrovia /Libéria,  os participantes decidiram ainda que o Giaba continue com  acções de formação do género para os profissionais de comunicação social.

 A colaboração com organizações parceiras casos da Transparência Internacional ,Amnistia Internacional e outros, para chamar ainda mais atenção ao Governo contra o abuso de jornalistas e enfatizar a liberdade de imprensa e permitir o acesso dos profissionais de imprensa às visitas de advocacia a dignitários do governo dos Estados membros, foram outras recomendações do seminário.

“Os jornalistas devem entre outros ter um clima de confiança com fontes relevantes e especializadas em diferentes tópicos, ser ético nas suas actividades profissionais e ser precisos nas suas reportagens, através do acesso a documentos oficiais verificados casos das sentenças judiciais entre outros”, recomendou os participantes.

Os jornalistas recomendaram ainda mais esforços para cruzar informações com os serviços de segurança de forma a relatar problemas com base em investigações de instituições de segurança.

Afirmam que, os profissionais de comunicação social, devem gozar de um certo nível de protecção bem como trabalhar numa rede que os protege contra abusos, a título a de Jornalistas Especializadas na Luta contra Branqueamento de Capitais e Financiamento do Terrorismo para poderem ter um conhecimento profundo de infracções praticadas ,a fim de fazer os esforços para combate-los.

Os jornalistas do Estado membro da CEDEAO, afirmam que a deficiência do sistema judicial na legislação e falta de vontade política dos Estados-Membros constituem obstáculos na luta contra o flagelo em causa, bem como a falta de redes de segurança para o jornalismo de investigação o que dificulta a qualidade e reduz o número de reportagens sobre crimes económicos e financeiros.

O workshop contou com a presença de mais de 40 jornalistas de diferentes órgãos de comunicação social público e privados dos 15 Estados da CEDEAO e membros do Secretariado do Giaba. ANG/Mikail Silva Cabral (enviado da ANG à Monróvia(Líberia).


Cooperação


União Europeia apoia CEDEAO na promoção da Paz, Segurança e Estabilidade na Guiné-Bissau

Bissau, 02 dez 19 (ANG) – A União Europeia apoia a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) na promoção da Paz, Segurança e Estabilidade na Guiné-Bissau.

A propósito, segundo um comunicado da União Europeia, a  que Agência de Notícias da Guiné teve acesso hoje, a organização comunitária europeu, através de uma parceria vai disponibilizar 25,2 milhões de euros para assegurar a presença das forças de paz da ECOMIB instalada na Guiné-Bissau.

“As forças de ECOMIB desempenham um papel central e reconhecida na garantia da paz e da segurança no país”, destacou o documento.

Para celebrar a parceria entre as duas organizações, a embaixadora da UE no país, Sónia Neto e o representante especial da CEDEAO,  Blaise Diplo  convidam o Povo guineense, as autoridades, os parceiros nacionais e internacionais, a sociedade civil a participarem na marcha pela Paz no próximo dia 08 de dezembro, com itinerário  da rotunda do Aeroporto e termina no jardim da Assembleia Nacional Popular.

O objectivo primordial desta parceria é poder contribuir para a normalização e estabilização da situação política na Guiné-Bissau.

“Através da parceria entre UE, CEDEAO, a ECOMIB está presente no desde 2012, contribuindo para a estabilidade e para o reforço do processo democrático nomeadamente a realização das eleições legislativas e presidenciais 2018/2019”, refere o documento.ANG/LPG/ÂC


África de Sul


               Tribunal recusa recurso de Zuma em caso de corrupção

Bissau,02 Dez 19(ANG) - Um tribunal sul-africano rejeitou este fim de semana, , um recurso do antigo chefe de Estado Jacob Zuma, que pretende evitar o julgamento por corrupção num caso de venda de armamento, noticiou a Reuters.
O Tribunal de Pietermaritzburg, numa breve declaração, anunciou que o "pedido de Zuma foi rejeitado".
O tribunal tomou a mesma posição em relação ao pedido que tinha sido formalizado pela empresa de defesa e electrónica francês Thales, que está implicado no mesmo processo.
Zuma, no poder entre 2009 e 2018, foi acusado de ter recebido dinheiro da Thales (245 mil euros) por ter favorecido um contrato de armamento, em 1999, incluindo a construção de navios de guerra.
Apesar de o pedido ter sido recusado hoje, Jacob Zuma e a empresa Thales podem ainda recorrer a instâncias superiores sul-africanas.ANG/Angop

Presidenciais 2019:




Bissau,02 Dez 19(ANG) - O presidente da Comissão Nacional de Eleições (CNE) da Guiné-Bissau admite "intentar uma ação judicial" contra o Presidente cessante por insinuar "falsidades e calúnias". José Mário Vaz está fora da corrida presidencial.

"As insinuações, falsidades e calúnias, proferidas nas declarações do candidato José Mário Vaz são apenas manobras de diversão, contudo, a CNE pondera intentar uma ação judicial, com vista a salvaguardar o seu bom nome e dos seus membros", referiu em comunicado divulgado à imprensa, José Pedro Sambú, presidente da CNE.

O Presidente cessante da Guiné-Bissau e candidato às eleições presidenciais realizados no domingo passado (24.11), José Mário Vaz, disse na quinta-feira (28.11) que aceita os resultados, mas salientou que a CNE sabe "perfeitamente" quem deveria estar na segunda volta.

José Mário Vaz não passou à segunda volta das eleições presidenciais na Guiné-Bissau, tendo obtido 12,41% dos votos.

"O candidato José Mário Vaz, bem sabe que os atos administrativos praticados pela CNE na decorrência do processo eleitoral podem ser impugnados por via judicial, à luz do contencioso eleitoral e nos termos permitidos por lei", salienta José Pedro Sambú.

No comunicado, o presidente da CNE exorta os "guineenses a manterem-se coesos e unidos em torno dos pilares da democracia pluralista, banindo do seu seio pessoas mesquinhas, que de forma inconfessa, querem perturbar e aniquilar as conquistas irreversíveis da democracia no pleno do século XXI e no contexto das sociedades modernas". ANG/Lusa


Desporto/futebol:




Bissau,02 Dez 19(ANG) - O empresário de futebol guineense, Wilson Pereira Batista, foi eleito este sábado, o novo presidente do Sport Bissau e Benfica, para um mandato de 5 anos, sucedendo no cargo o Francisco Sofia.
Pereira Batista disputava a liderança do clube com o presidente cessante, Francisco Sófia, mas que desistiu no decorrer da assembleia geral, isto em nome de coesão interna no clube, fato que foi aplaudido de pé por todos os presentes no ato que teve lugar na sede do clube em Bissau.
Num universo de 122 votos apurados pela comissão organizadora da assembleia, Pereira Batista obteve 121 votos dos associados de um dos maiores clubes da Guiné-Bissau.
Nas suas primeiras declarações à imprensa, após o eleitoral, o novo líder dos encarnados da Guiné-Bissau, Wilson Pereira Batista promete devolver identidade e alma ao clube durante os 5 anos do seu mandato.
"Vou tentar dar o meu máximo para poder implementar tudo aquilo que está no meu manifesto eleitoral, porque é um clube que bem conheço, por isso não é coisa estranha para mim", argumentou Pereira Batista.
Batista de 44 anos diz que o fator organização será um elemento primário nos próximos tempos para tornar o clube mais acessível e mais atraente não só aos sócios, mas também aos futuros projetos que o possa tornar cada vez maior e melhor clube da Guiné-Bissau.
Pereira, que chefiou o departamento de futebol do Benfica na então direção liderado pelo empresário português, Sérgio Marques, promete também adotar o clube de uma equipa competitiva, recheado de jogadores com nível elevado que coaduna com a grandeza do Sport Bissau e Benfica, uma equipa capaz de devolver a esperança aos adeptos e sócios do clube.
Na sua curta declaração à imprensa, Francisco Sofia diz que, com o Wilson Pereira Batista na liderança do clube, o Benfica vai tornar mais unido e forte para enfrentar futuros embates nas competições onde está inserido, com destaque para o campeonato nacional da primeira divisão.
De recordar que Francisco Sofia assumiu a presidência do clube em 2018, mas recentemente foi destituído pelos sócios há menos de um ano, devido crise na sua direção e maus resultados da equipa, que antecipou a sua saída da presidência do clube.
Segundo informação na posse da Rádio Jovem, a nova direção do Benfica toma posse entre quinta ou sexta-feira da semana em curso.ANG/Rádio Jovem

Presidenciais 2019




Bissau,02 Dez 19(ANG) - O antigo primeiro-ministro e ex-presidente do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) Carlos Gomes Júnior anunciou no último fim de semana o seu apoio, na segunda volta das presidenciais da Guiné-Bissau, ao candidato Umaro Sissoco Embaló.

 
Carlos Gomes Júnior também participou como candidato na primeira volta das presidenciais, realizada a 24 de novembro, tendo obtido 2,66% dos votos.

"O meu apoio é sem reservas e representa o meu desejo de ver a magistratura suprema entregue a alguém que pode unir os guineenses para os grandes desafios que nos esperam", afirmou Cadogo, como é conhecido na Guiné-Bissau, durante a cerimónia de assinatura do acordo realizada numa unidade hoteleira de Bissau.

Segundo Carlos Gomes, a sua "consciência" guiou-o para "apostar em mais um jovem".

"Umaro Sissoco Embaló é aquele que nas circunstâncias atuais melhor pode aglutinar sinergias para tirar o país da situação em que se encontra", salientou.

Na sua declaração, Carlos Gomes Júnior sublinhou a sua "profunda ligação ao PAIGC", partido que dirigiu durante 12 anos.

"Para quem não sabe, durante sete anos estive longe do país e nenhum dirigente me contactou ou tentou saber como a minha família vivia", disse.

Em relação a Umaro Sissoco Embaló, Carlos Gomes Júnior afirmou que foi seu conselheiro político e foi a primeira pessoa que o pôs em contacto com vários líderes africanos.

"Infelizmente só sabemos estragar e denegrir a imagem das pessoas", disse.

O acordo de apoio político foi assinado entre Carlos Gomes Júnior e Braima Camará, em representação de Umaro Sissoco Embaló, que está fora do país, e é o coordenador nacional do Movimento para a Alternância Democrática (Madem-G15), partido criado a partir de um grupo de dissidentes do PAIGC.

"Não tenho dúvidas nenhuma de que hoje é um dia histórico. O apoio de Carlos Gomes Júnior é um apoio invejável. Qualquer candidato na Guiné-Bissau gostaria de ter este apoio", afirmou Braima Camará.

Questionado sobre se Umaro Sissocó Embaló também vai receber o apoio do Presidente cessante, José Mário Vaz, que também não passou à segunda volta, Braima Camará afirmou que as negociações "vão no bom caminho" e que o seu apoio vai tornara-se uma realidade.

A segunda volta das presidenciais da Guiné-Bissau, marcadas para 29 de dezembro, vão ser disputadas por Domingos Simões Pereira, apoiado pelo PAIGC, e por Umaro Sissoco Embaló.ANG//Lusa


sexta-feira, 29 de novembro de 2019

Cultura


                           Artista guineense expõe obras sobre Angola

Bissau,29 Nov 19(ANG) - O artista guineense Nú Barreto tem em exposição, até 29 de Janeiro, no Espaço Luanda Arte (ELA), em Luanda, uma mostra no âmbito da residência artística denominada ?Angola AIR?.

O trabalho é uma abordagem diferente entre a fotografia, a pintura, o desenho, as instalações e as colagens, privilegiando materiais do uso quotidiano.

O foco da exposição recai para assuntos relacionados com o nepotismo e a corrupção. Com 13 telas, Nú Barreto chama a atenção também para a lacuna da vida social face ao futuro caótico em flagrante.
Nú Barreto nasceu em 1966, em São Domingos, região de Cacheu, no norte da Guiné-Bissau. Instalou-se em Paris, em 1989, onde vive e trabalha actualmente.
Interessa-se, inicialmente, pela fotografia, tendo realizado formação na Ecole de Photografie 4AEP, em Paris, em 1993.
Concluiu os seus estudos na École Nationale des Metiers d’Image, em Paris, em 1996.
Artista pluridisciplinar, procura interpelar o espectador através das suas pinturas, fotografias, desenhos e vídeos.
Dentre outras acções, faz da condenação dos actos de opressão do mundo o tema principal da sua obra, denunciando, em particular, a miséria e o sofrimento que atingem o continente africano.
Tem realizado exposições em França, em Portugal, em Espanha, em Macau e nos Estados Unidos da América.ANG/Angop

Presidenciais 2019





Bissau, 29 nov 19 (ANG) - O Presidente cessante da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, disse quinta-feira que não foi reeleito por ter demitido o primeiro-ministro Aristides Gomes, em cumprimento da Constituição que "obriga à demissão" do Governo quando há formação de uma nova maioria.

"Foi isso que me custou a reeleição como Presidente da República", afirmou José Mário Vaz.

O Presidente cessante falava aos jornalistas na sua sede de candidatura às eleições presidenciais do passado domingo, em Bissau, onde fez uma declaração à imprensa de cerca de 15 minutos, sem direito a perguntas.

"Num atentado à nossa soberania, a CEDEAO [Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental] foi ludibriada a fim de ditar limitações ilegais ao mandato do chefe de Estado, apesar da lei eleitoral da Guiné-Bissau ser clara e inequívoca ao estabelecer que o mandato termina com a realização de eleições, que se devem realizar entre os dias 23 de outubro e 25 de novembro", afirmou José Mário Vaz.

Segundo o Presidente cessante, a "comunidade de interesses" violou a Carta da Organização das Nações Unidas e "impediu o cumprimento do ditame constitucional que obriga à demissão do Governo minoritário quando a dinâmica constitucional dá lugar à formação de uma nova maioria, celebrada um mês antes das eleições" de domingo (reunindo o Madem, PRS e APU).

Na declaração, José Mário Vaz agradece também às forças de defesa e segurança pelo "comportamento republicano".

"A acalmia, o sossego, a liberdade, a paz social e a tranquilidade interna conquistadas nos últimos cinco anos são um legado comum das forças de defesa e segurança e do chefe de Estado", disse, pedindo aos militares e à polícia para continuarem naquele "timbre".

Aos jovens, o Presidente cessante pede para continuarem a combater a corrupção e a "comunidade de interesses", que impede a soberania, aconselhando-os a desenvolver o setor agrícola, o turismo e a pesca artesanal, que "podem dar de comer a todos os guineenses e dar emprego aos jovens" e ser o motor da economia.

"Assim, os nossos recursos marinhos e a nossa riqueza mineral permaneceriam como a reserva económica e estratégica para gerações futuras e evitaria a cobiça e a ganância que podem provocar a instabilidade política no nosso país patrocinada pela comunidade de interesses", afirmou.

José Mário Vaz não passou à segunda volta das eleições presidenciais na Guiné-Bissau, marcadas para 29 de dezembro, tendo obtido 12,41% dos votos.

A segunda volta das presidenciais vai ser disputada entre Domingos Simões Pereira e Umaro Sissoco Embaló.

Domingos Simões Pereira, apoiado pelo Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC, no poder), foi o candidato que obteve maior percentagem de votos, 40,13%, não conseguindo mais de metade para vencer à primeira volta.

Umaro Sissoco Embaló, apoiado pelo Movimento para a Alternância Democrática (Madem-G15), foi o segundo mais votado e obteve 27,65% dos votos.ANG/Lusa


Classe castrense





Bissau,29 Nov 19)ANG) - O Chefe da divisão dos assuntos sociais e relações públicas do Estado Maior General das Forças Armadas advertiu a classe castrense a não imiscuir nos assuntos políticos, caso contrário o sujeito será castigado conforme gravidade da infracção cometida.
 
Quintino Napoleão dos Reis fez advertência esta quinta-feira, durante a visita dos 12º finalistas da Universidade Lusófona da Guiné ao Estado Maior General das Forças Armadas da Guiné-Bissau.

Não devemos imiscuir na política. Somos apartidários, não temos partido e nem ala. Portanto, quem violar a lei tem que ser castigado conforme a gravidade da infracção que cometeu, ou mostrando ser indisciplinado, então, o seu lugar é no cemitério, como tinha avisado o chefe do Estado-maior, General Biague Na N´tan”, avisa Quintino.

O responsável disse ainda que, as Forças de Defesa e Segurança vão, assegurar igualmente a segundo volta das eleições presidenciais marcadas para 29 de Dezembro de 2019.

“Já passou a primeira volta das eleições presidenciais realizadas a 24 de Novembro de 2019, como tinham escutado de um comando único na Defesa e Segurança que foi constituído para assegurar as eleições, de igual modo, vamos fazer na segunda volta marcada para dia 29 de Dezembro deste ano”, assegurou o Chefe da Divisão.ANG/Rádio Sol Mansi


Presidenciais 2019


 Presidente cessante José Mário Vaz aceita resultados apresentados pela CNE

Bissau 29 nov 19(ANG) – O Presidente da Republica cessante disse que aceita os resultados eleitorais das eleições presidenciais realizadas no passado domingo, 24 de Novembro 2019 a fim de contribuir para pacificação  das sociedade, mas disse que a CNE sabe perfeitamente quem deve estar na disputa da segunda volta.

José Mário Vaz reagia esta quinta feira aos resultados provisórios gerais apresentado quarta-feira pela Comissão Nacional de Eleições(CNE).

“A Comissão Nacional de Eleições (CNE) e a sua equipa estão na posse de todos os dados das eleições presidenciais e sabem perfeitamente quem realmente deveria estar nesta disputa da segunda volta”, vincou o chefe de Estado cessante perante centenas de apoiantes, na sua Directoria Nacional de Campanha em Bissau.

José Mário Vaz disse que apesar de algumas irregularidades, continua fiel aos ideais da paz, da democracia e da liberdade que sempre lhe nortearam a aceitar quaisquer resultados que sejam publicados pelo órgão de gestão eleitoral, neste caso a Comissão Nacional de Eleições.

Indicou o atraso na publicação dos cadernos  eleitorais, funcionamento de mesas de votos e o aparecimento de urnas com votos previamente preenchidos como algumas irregularidades detectadas no processo.

Por outro lado, José Mário Vaz  felicitou todos os candidatos que participaram nestas eleições  e desejou boa sorte  aos  dois que vão disputar a segunda volta marcada  para 29 de Dezembro.

Agradeceu igualmente ao Povo guineense pela forma cívica e pacífica  que participaram nestas eleições presidenciais.

Quanto ao seu futuro, José Mário Vaz  sublinhou que vai  regressar ao sector privado de onde saiu para política, mas prometeu  continuar a servir o país e o povo.

“Ao transferir a faixa presidencial ao meu sucessor, facto inédito na Guiné-Bissau, ao fim de 46 anos, farei com orgulho, pois será um marco na democracia da Guiné-Bissau. Eu sairei de cabeça erguida, com a missão cumprida e caminharei pelas ruas desta nossa terra com a consciência tranquila, em paz, porque não matei, não roubei,não menti, não torturei, não violei direitos e cumpri o meu dever  enquanto Presidente da Republica”, assegurou.

Prometeu estar na linha da frente em defesa daquilo que conseguiu durante os cinco anos do mandato, relativamente a perseguição, prisão arbitrária e ódio entre outros males que disse ter combatido.ANG/LPG/ÂC

Greve/Saúde


Funcionários contratados do Hospital Nacional Simão Mendes ameaçam suspender os serviços mínimos

Bissau, 29 Nov 19 (ANG) –O sindicato dos funcionários contratados do Hospital Nacional Simão Mendes (HNSM), que estão a observar desde o passado dia 11 do corrente mês, uma greve de  15 dias, ameaçam suspender os serviços mínimos caso o patronato não cumprir com as suas exigências.

Em entrevista exclusiva á Agência de Notícias da Guiné (ANG), o porta-voz da Comissão Negocial de sindicato dos funcionários do Hospital Simão Mendes, Nanhacra Sami revelou que, na última ronda negocial com o patronato, exigiram a liquidação dos cinco meses de dívidas em atraso, assim como outros pontos alencados no caderno reivindicativo.

Aquele sindicalista, afirmou que depois de reivindicação feita pelos funcionários contratados e técnicos de saúde, o patronato iniciou o pagamento do mês de setembro ou seja um dos cinco meses, à apenas uma parte dos trabalhadores, tendo prometido liquidar os restantes nos próximos tempos o que não aconteceu até a data presente.

 “Mas em breve o Sindicato convocará uma reunião com os seus associados,  para tomar uma posição perante a situação e tudo indica que se tudo continuar como está, irão suspender os serviços mínimos em todos os serviços que compõe aquele estabelecimento hospitalar”, sustentou o Porta-Voz.

O sindicalista acrescentou ainda que, depois de terem constatado esta situação, convocaram uma reunião de imediato com o Director de Hospital Nacional Simão Mendes, para inteirarem de motivo que está a impedir o pagamento de restantes técnicos de saúde.
“E este por sua vez, informou-nos que o governo está a carecer no momento de meios financeiros, mas fará de tudo para liquidar a dívida com os restantes funcionários que ainda não recebem o mês de Setembro”, disse o Sindicalista.

Explicou que o Director Geral do Hospital Simão Mendes alegou que por motivo de falta de dinheiro, é que está á condicionar o atraso no comprimento de acordo existente entre ambas as parte, e ao mesmo tempo autorizou o estágio com direito ao ordenado, a alguns estudantes de curso de contabilidade, provenientes de Centro de Formação Profissional (CIFAP).

“E nos aqui dando os nossos esforços, salvando vidas humanas, levamos tempos sem receber e o governo tem ainda coragem de nos dizer que carece de meios para cumprir com as nossas exigências”, sustentou Nanhacra.ANG/LLA/ÂC

quinta-feira, 28 de novembro de 2019

Saúde

 África de Sul prepara o lançamento de novo tratamento contra VIH sida

Bissau,28 Nov 19(ANG) - A África do Sul, considerado o país mais afectado pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV), prepara-se para lançar no mercado um novo tratamento, mais eficaz do que os existentes, anunciou hoje à Lusa o ministro da Saúde.
O tratamento denominado TLD, que será lançado em 01 de Dezembro, por ocasião do Dia Mundial da Sida, é considerado pelas autoridades sul-africanas, citadas pela agência France-Presse, "a maneira mais rápida de reduzir a carga viral".
O tratamento foi apresentado quarta-feira pelo ministro da Saúde da África do Sul, Zweli Mkhize, em KwaZulu-Natal, a província daquele país mais afectada pelo vírus
O TLD combina num único comprimido três drogas anti-retrovirais: tenofovir disoproxil, lamivudina e dolutegravir.
O medicamento é apoiado financeiramente pela Unitaid, uma organização internacional para a saúde global, cujo director de operações, Robert Matiru, disse tratar-se de "um tratamento altamente eficaz", que permite "uma supressão de vírus muito mais rápida" do que outros e causa "menos efeitos colaterais".
É esperado que o tratamento seja lançado a um preço acessível, (de cerca de 75 dólares por ano e por pessoa) e que permita que cerca de cinco milhões de pessoas infectadas na África do Sul iniciem ou possam continuar o tratamento.
Na África do Sul 7,7 milhões de pessoas vivem com HIV, 4,8 milhões das quais a receber terapia anti-retroviral.
A maior taxa de prevalência da doença regista-se em pessoas dos 15 aos 49 anos.
Segundo a Unitaid, 10% das mortes por sida e 15% das novas infecções por HIV em todo o mundo ocorrem na África do Sul.ANG/Angop

Presidenciais 2019/Segunda volta

   CNE anuncia início de campanha eleitoral no próximo dia 13 de Dezembro

Bissau, 28 nov 19 (ANG) – A Comissão Nacional de Eleições (CNE), anunciou o início da campanha eleitoral da segunda volta das eleições presidenciais no dia 13 de dezembro e termina no dia 27 do mesmo mês, de acordo com o cronograma eleitoral.

Em conferência de imprensa realizada hoje, a Secretária Executiva Adjunta e porta voz da CNE, Felisberta Moura Vaz, disse que o encontro com a imprensa serviu para esclarecer a comunidade nacional e internacional das falhas detectadas nos resultados das regiões 1 e 2, nomeadamente Tombali e Quinará, sublinhando ainda que o facto foi registado só nos “slides” de apresentação de resultados, afirmando contudo, que não afecta os resultados eleitorais.

Felisberta Moura Vaz afirmou que todas as candidaturas já dispõem em versão eletrónica dos “slides” corrigidos.

“A CNE quer informar de que, ao transpor o ficheiro (tabela) com a totalização de dados de Quinará, região 2, por falha técnica copiou-se a tabela com os resultados de Tombali, Região 1”, revelou.

Aquela responsável informou que, caso persistir as dúvidas, os dados poderão ser consultados no Departamento de Estatística e Informática da CNE. 

No que tange ao pagamento de subsídios aos Membros Não Permanentes na CNE e nas CRE´s nas eleições legislativas de março e nas presidenciais de 24 de Novembro, Felisberta Moura Vaz informou que a CNE não tem actualmente nenhuma dívida em termos de subsídios a ninguém.

“As diligências estão patentes nas cartas endereçadas ao governo, que neste momento está a fazer um grande esforço para o pagamento dos referidos subsídios, que poderá acontecer a breve trecho”, explicou.

Acrescentou que o pagamento dos Membros Não Permanentes que era assumido pela comunidade internacional, frisou que,  nestas duas últimas eleições, decidiu-se deixar de assumir esse encargo.

Moura Vaz disse que a CNE encoraja os beneficiários, nomeadamente, Membros Não Permanentes a se mantiverem serenos porque o governo está preocupado e interessado em resolver a situação.ANG/DMG/ÂC