sexta-feira, 10 de setembro de 2021

 

Covid-19/ Portugal envia mais 76 mil  vacinas para a Guiné-Bissau

Bissau,10 Set 21(ANG) - Portugal envia esta sexta-feira para a Guiné-Bissau um novo lote de 76 mil  vacinas contra a Covid-19 acompanhadas de material de administração do medicamento da AstraZeneca, informa a Lusa que cita um comunicado da Secretaria de Estado dos Negócios Estrangeiros e Cooperação portuguesa.

As vacinas vão ser entregues às autoridades guineenses pela embaixada de Portugal em Bissau e são acompanhadas de seringas e agulhas, refere ainda a nota distribuída às redações.

Com esta segunda remessa de vacinas que Portugal já ofereceu à Guiné-Bissau 100 mil doses de vacinas. Em julho passado Portugal entregou 24 mil vacinas.

As ofertas enquadram-se no âmbito de plano de ação da resposta sanitária à pandemia da covid-19 entre Portugal e os países africanos lusófonos e Timor-Leste.

À luz daquele plano Portugal comprometeu-se em doar pelo menos 5% das suas vacinas àqueles países.

As vacinas vão chegar à Guiné-Bissau numa ação conjunta do ministério dos Negócios Estrangeiros, através do Camões - Instituto da Cooperação e da Língua, embaixada de Portugal em Bissau e o Ministério da Saúde, através da Direção-Geral da Saúde (DGS).ANG/Lusa 

 


Diplomacia
/Umaro Sissoco Embaló termina visita de 4 dias às principais instituições da UE

Bissau, 10 Set 21 (ANG) – O Chefe de Estado,Umaro Sissoco Embaló, terminou quinta-feira a visita de quatro dias que efectuava à Bélgica e instituições da União Europeia.

O chefe de Estado foi recebido nas três principais instituições da União Europeia e esteve reunido com o presidente do Parlamento Europeu, David Sassoli, com o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, e ainda com os comissários europeus das Pescas e das Parcerias Internacionais.

A ministra dos Negócios Estrangeiros, Suzi Barbosa, disse, em entrevista à agência de notícias Lusa, que a visita foi “bastante positiva”. 

"O senhor Presidente foi recebido pelos presidentes das instituições europeias. Sem dúvida que uma visita às instituições na União Europeia tem sempre um impacto muito grande, não só pela visibilidade, mas também pela cooperação que temos com a União Europeia, que é o principal parceiro da Guiné-Bissau a nível multilateral", começou por dizer Suzi Barbosa, que acompanhou Umaro Sissoco Embaló na visita.

Suzi Barbosa falou ainda sobre as principais conclusões provenientes das reuniões realizadas em Bruxelas: “Está em processo a finalização do PIN, que é o Programa Indicativo Nacional da Guiné-Bissau com a UE, que não é assinado há muitos anos”.

Só para se ter uma ideia, o anterior exercício não foi assinado. E nós pensamos dentro em breve, depois desta visita, assiná-lo por fim. Costuma ser um importante pacote de projectos e esperemos que desta vez ainda tenha uma melhoria, porque nós prometemos nas reuniões que tivemos hoje melhorar e intensificar as relações de cooperação entre a UE e a Guiné-Bissau”, disse ainda.

As declarações foram dadas à margem de uma cerimónia de "reinauguração" da embaixada da Guiné-Bissau em Bruxelas.

Umaro Sissoco Embaló encerrou  a sua visita à Bruxelas com uma deslocação à Organização dos Estados de África, Caraíbas e Pacífico cujo secretário-geral é o diplomata angolano Georges Chikoti. Umaro Sissoco Embaló apelou a que sejam repensadas as relações do bloco com a União Europeia.

 

"Quis também aproveitar esta oportunidade para, através da minha vinda à sede da nossa organização, saudar o magnífico trabalho feito e o caminho que juntos temos percorrido desde a decisão da Guiné-Bissau ao acordo Georgetown, a 16 de Junho de 1975, que nos permitiu atingir juntos muitos dos objectivos então traçados", começou por dizer o presidente da Guiné-Bissau.

Umaro Sissoco Embaló falou ainda sobre os novos desafios, de que é exemplo a pandemia de Covid-19.

"A parceria intra, ACP, nos domínios da educação e da cultura, em particular, a cooperação sul-sul, as relações entre a ACP e a União Europeia devem ser repensadas, melhoradas, diversificadas, envolvendo novos instrumentos e actores, tendo sempre em conta os nossos interesses comuns com o surgimento de novos desafios, tais como a actual pandemia da Covid-19 e, sobretudo, as mudanças climáticas e as calamidades naturais cada vez mais frequentes", rematou. ANG/RFI

 

 

 

UA/Presidente da Comissão  destaca êxitos da organização e alerta para desafios

Bissau, 10 Set 21(ANG) – O presidente da Comissão da União Africana, Moussa Faki Mahamat, destacou no Dia da União Africana os sucessos da organização, mas alertou para os desafios da covid-19, das instabilidades políticas e da violência ‘jihadista’ no continente.

“Os êxitos alcançados até aqui só podem ser referidos à sombra dos desafios, que são muitos, diversos e que se acumulam na nossa jornada. Eles obrigam-nos a reconfigurar permanentemente a nossa estratégia de acção”, referiu o presidente da Comissão da UA num comunicado hoje divulgado pela organização.

Entre os desafios enfrentados, Faki Mahamat, que preside a organização desde 2017, destacou a covid-19, que considerou “aterradora pela sua forte capacidade de desafiar os tradicionais protocolos de prevenção e tratamento desenvolvidos por laboratórios de investigação e a sua capacidade de matar”.

Da mesma forma, o também antigo primeiro-ministro do Chade referiu que “o panorama da vida política” em África “foi muito perturbado pelas instabilidades políticas resultantes de alterações inconstitucionais, mas, acima de tudo, pelos repetidos e cada vez mais ameaçadores ataques por grupos ‘jihadistas’ que operam em vastas áreas do continente”.

Para enfrentar estes desafios, o presidente da Comissão da UA sugeriu que é necessário haver “resoluções e engenho para encontrar soluções cada vez mais apropriadas” que garantam o progresso e os objectivos da Agenda 2063.

O Dia da União Africana celebra-se no dia 09 de Setembro e assinala a assinatura da Declaração de Sirte, nesse dia em 1999.

Na Declaração de Sirte, os líderes Estados-membros da Organização da Unidade Africana (OUA) pediram o estabelecimento de uma União Africana para acelerar o processo de integração no continente.

A União Africana foi criada a 11 de Julho de 2000 e reúne actualmente 55 estados-membros, incluindo os lusófonos Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique e São Tomé e Príncipe.ANG/Inforpress/Lusa

 

 

quinta-feira, 9 de setembro de 2021

 Prevenção contra coronavirus

No plano individual deve-se  manter o distanciamento físico, usar  uma máscara,  lavar as mãos  regularmente e tossir fora do alcance  dos outros. Façam  tudo isso!

A nossa mensagem às populações e aos governos é clara. Façam tudo isso!"

                                        ( Tedros Adhanom Ghebreyesus - DG da OMS)


Comunicação social
/Director-geral da RDN acusa Rádio Capital FM de estar ao serviço de alguém para denigrir sua imagem

Bissau, 09 Set 21 (ANG) – O Director-geral da Rádiodifusão Nacional(RDN) acusou a Rádio Capital de estar a fazer serviço encomendado para denigrir a sua imagem.

Mama Saliu Sané que falava esta quinta-feira,em conferência de imprensa, reagia  à uma notícia difundida pelo referido órgão de comunicação social, segundo a qual o chefe de redação e director de informação da RDN se demitiram por causa de má gestão de fundos colocados a disposição da direcção da RDN.

Sané  disse estar indignado com a Rádio Capital FM por este nunca lhe ter contactado para confirmar qualquer acusação  sobre a sua pessoa, frisando estar farto de ser atacado pelos colegas de profissão.

Saliu Sané afirmou que recebeu um pedido de demissão  conjunta do Chefe redação,  Huco Correia  e do diretor de informação Iaiá Baldé, no qual os dois justificaram a decisão se demitir com  as falhas que se verificaram na redação com reflexos nos serviços noticiosos, a falta de colaboração dos colegas  jornalistas e também a falta de condições de trabalho.

O Director-geral da RDN disse contudo que não aceitará o pedido de demissão dos dois, porque não são os visados pelo que aconteceu, a não ser que os mesmos venham a declarar que não interessados em voltar a exercer o cargo.

Aquele responsável justificou  que a RDN carece, actualmente, de meios materiais, desde viaturas para transporte do pessoal até  equipamentos de trabalho.

Acrescentou que desde a sua chegada pela segunda vez, como responsável máximo da RDN sempre atendeu todos os problemas dos funcionarios: problemas financeiros, saúde e de meios materiais.

Questionado sobre a compra de emissoras por 37 milhões respondeu que não faz parte da gerência  e o montante que viu nos documentos é de 27 milhões, tendo afirmado que recebeu os aparelhos que já foram pagos antes da sua vinda.

Saliu Sané contou  que tudo aconteceu  há três dias, em que não compareceu o jornalista que devia apresentar  o bloco alargado das 19H00, pelo que não houve o noticiário, apenas músicas e indicativo de notícias.

Disse que o notíciário das  20H00   foi lido com ligeiro atraso  pelo ele próprio, quando se deu conta de que não estava a ser respeitado a pontualidade de apresentação do jornal das 20H00.

Acrescentou que depois de noticiário ligou para o director de informação para saber da falha, este disse que não sabe, porque ninguém lhe informou, logo pediu aos dois para apresentarem por escrito tudo o que terá aconteceu em  48 horas.

Disse que, por seu espanto, os dois lhe apresentaram um pedido de demissão conjunta, em vez de apontar o responsável por essas falhas de apresentação do notíciário das 19H00 e das 20H00.

Disse que foi nessas circunstância que ouviu a Rádio Capital FM a noticiar que os dois jornalistas da RDN se demitiram por má gestão do órgão, citando “fontes ligadas à RDN”. ANG/JD/ÂC//SG

 

 

 


Transportes terrestres
/Motoristas elogiaram o governo pela  reinstalação de semáforos na avenida CLP de Bissau

Bissau, 09 Set 21 (ANG) – Alguns motoristas da Capital Bissau manifestaram as suas satisfações pela a  iniciativa do  governo, de reinstalar   Semáforos  na Avenida Combatentes de Liberdade de Pátria(ACLP).

Numa auscultação feita hoje pela Agência de Notícias da Guiné (ANG) relativamente ao assunto, o motorista de transporte público “toca-toca” Calilo Seide, disse que a recolocação dos novos Semáforos vai reduzir os  acidentes que se verificam  na  ACLP, acrescentando ainda que irá facilitar o entendimento entre os motoristas e  peões na hora de atravessar  a estrada.

Bubacar Abdu Bari, que também trabalha como  motorista de transporte público de “toca-toca” de Cuntum Madina, disse que, apesar de a sua linha de trabalho não beneficiar dos referidos semáforos,  apela aos colegas que operam na Avenida Combatentes da Liberdade da Pátria  a respeitarem as sinalizações dos semáforos.

O motorista de automóvel privado Ricardo Silva e o taxista Bruno Nunes Mendes,  defenderam que o governo deve aplicar  sanções  pesadas aos   motoristas que desrespeitassem  as sinalizações dos semáforos.

Os dois ainda pedem sanções pesadas contra  aqueles que  conduzem embriagados e que acabam por provocar acidentes que  destroem   os semáforos.

 “Estamos contentes com essa iniciativa do governo, porque a partir de já, a Avenida Combatentes de Liberdade da Pátria estará mais organizada em termos de circulação de peões e motoristas de transportes públicos assim como privado. A recolocação de novos semáforos vai ainda dar menos trabalhos aos policias  de trânsito na Avenida Combatentes de Liberdade da Pátria e até ao Aeroporto Internacional Osvaldo Vieira”, sustentou os respectivos motoristas.

O governo procedeu quarta-feira a apresentação pública de novos semáfores acabalos de recolocar, e que deverão, dentro em breve, entrar em funcionamento.

Os anteriores semáfores, inoperacionais há cerca de nove anos,foram, na sua maioria, destruidos na sequência de vários acidentes de viação em que as viaturas se chocam contra  os  semáforos.ANG/LLA/ÂC//SG     

      


Visita à Bruxelas
/Presidente da República exorta os guineenses a não exportar  problemas internos do país para o exterior

Bissau,09 Set 21(ANG) – O Presidente da República aconselhou aos guineenses para não exportarem os problemas internos da Guiné-Bissau para o exterior, afirmando que um bom filho é aquele que preserva a boa imagem do seu país.

Umaro Sissoco Embaló que falava, quarta-feira num encontro com a comunidade guineense residente na Bélgica e Luxemburgo, disse que a Guiné-Bissau é o único país do mundo onde os seus cidadãos se deslocam para a sede da União Europeia neste período de pandemia, realizando marchas com slogans   de “mentiras”.

“Os promotores das referidas marchas têm a consciências de que pagam aos inocentes para participarem nas marchas. A título de exemplo não vos paguei para tomarem parte nesse encontro, vocês estão aqui com a vossa livre consciência para virem ouvir o vosso Presidente, a pessoa que vos representa”, disse.

Umaro Sissoco Embaló perguntou aos guineenses presentes na reunião, se podem imaginar desde quando um chefe de Estado da Guiné-Bissau não visitou  Bruxelas, acrescentando que, frequentemente, todos os outros países visitam regularmente aquele país onde está sedeada a União Europeia.

O Presidente da República reconheceu contudo que existem guineenses pobres mas com dignidade, frisando que não existe país no mundo sem regras, tendo reconhecido que a Guiné-Bissau se depara com dificuldades de todos  géneros e que, o mais critico, é a falta de hospitais e médicos qualificados.

O chefe de Estado disse na ocasião que muitos  médicos  do país  necessitam de acualizações técnicas, reconhecendo que muitos foram abandonados depois de voltarem dos seus estudos.

“Estou apenas há um ano na Presidência da República, mas, felizmente, temos a cultura de ambição, de ver a Guiné-Bissau ir para a frente como o Senegal e outros países, e como um povo digno com autoestima e virtudes, que os guineenses perderam nos últimos tempos”, salientou.

O Presidente da República sublinhou  que são os próprios guineenses que fazem mal à Guiné-Bissau.

O Presidente da República Umaro Sissoco Embaló encontra-se desde segunda-feira, dia 06 do corrente mês, em visita de  quatro dias à Bruxelas( Bélgica).ANG/ÂC//SG

 

 

 

 

  Covid-19/França naturaliza mais de 12.000 trabalhadores da “linha da frente”

Bissau, 09 Set 21(ANG) – A França atribuiu a nacionalidade a mais de 12.000 trabalhadores estrangeiros que estiveram na “linha da frente” durante a epidemia de covid-19, anunciou hoje o Ministério do Interior francês.

“Estes trabalhadores da linha de frente têm respondido pela nação. É normal que a nação dê um passo em direcção a eles. Dou as boas-vindas aos nossos novos compatriotas à nacionalidade francesa”, disse a ministra delegada da Cidadania no Ministério do Interior, Marlène Schiappa, num comunicado citado pela agência France-Presse.

Em Setembro de 2020, o Governo facilitou o procedimento de naturalização para profissionais de saúde estrangeiros, trabalhadores de segurança ou de manutenção, e de estabelecimentos de bens essenciais ou que prestaram ajuda domiciliária mobilizados durante a crise sanitária.

Uma das medidas foi a redução do período mínimo de residência no país para obtenção da nacionalidade francesa de cinco para dois anos.

No âmbito dessa medida, foram apresentadas 16.381 candidaturas em toda a França e 12.012 estrangeiros tornaram-se franceses, segundo o gabinete da ministra delegada.

No total, 61.371 pessoas adquiriram a nacionalidade francesa em 2020, menos 20% do que no ano anterior.

A pandemia de covid-19 em França provocou mais de 115.000 mortos em 6,8 milhões de casos de infecção com o vírus SARS-CoV-2, que provoca a doença.

A nível global, a doença fez mais de 4,5 milhões de mortos desde que o vírus foi detectado pela primeira vez, em Dezembro de 2019.ANG/Inforpress/Lusa

 

 


Visita à Bruxelas
/Presidente da República qualifica de “boas” as relações existentes entre Guiné-Bissau e União Europeia  

Bissau, 09 Set 21 (ANG) – O Presidente da República disse que a sua visita de trabalho às instituições da União Europeia ilustram excelentes relações de cooperação entre esta instituição europeia a  Guiné-Bissau.

Umaro Sissoco Embaló falava num encontro que manteve com Jorge Chicoty Secretário-geral da Organização do Estado da África, Caraíbas e Pacifico (OEACP), em Bruxelas.

Disse que  aproveitou a oportunidade de visita à sede de OECPA para saudar o que diz ser “magnifico trabalho” feito numa caminhada feita desde a adesão da Guiné-Bissau ao acordo de Jortão,à 16 de Julho de 1975, e que permitiu o país atingir muitos objectivos traçados.

O chefe de Estado realçou a parceria Intra-ACP nos domínio da educação e na cultura, em particular, e a cooperação Sul-Sul.

ʺAs relações entre ACP e União Europeia devem ser repensadas, melhoradas, e diversificadas, envolvendo novos instrumentos tendo, como sempre, em conta,  os interesses comuns do surgimento de novos desafios, tais como o combate a pandemia do coronavírus e sobretudo as mudanças climáticas, as calamidades naturais frequentes particularmente nas Caraíbas e no Haiti, onde se registou mais um trágico terramoto com enormes perdas humanas e materiais”, referiu Sissoco Embaló.

O chefe de Estado guineense recomenda a organização o reforço da capacidade de agir e de se afirmar como organização internacional dos países de ACP no concertos das nações e nas resoluções dos problemas que afectam o mundo na sua globalidade.

Felicitou Uhuru Kenyatta, Presidente em exercício OEACP pelo seu firme engajamento no cumprimento dos objectivos traçados pela conferência dos chefes de Estado e governo, de Nairobi, na implementação da agenda do presidência Kenyatta.

Disse que o acordo Jortão renovado nas negociações aponta pelos inúmeros desafios e interrogações sobre o futuro da parceria com a União Europeia.

Realçou que as legitimas preocupações que ainda se levantam  e as necessidades adicionais, discussões e clarificação sobre a forma e as modalidades da nova parceria exigem a mais ampla concertação e maior solidariedade entre os Estados membros e uma coesão reforçada com vista a garantir o sucesso das acçoes conjuntas no presente e no futuro.

ʺA questão da exploração sustentável e financeiramente equitativa dos recursos haliêuticos dos nossos respectivos países e a problemática do fluxo migratória devem merecer particular destaque na nossa agenda”, referiu o Presidente  Umaro Sissoco Embaló.ANG/MI/ÂC//SG

         

       

 

 

  

Brasil/Centrais sindicais pedem abertura imediata do processo de destituição de Bolsonaro

Bissau, 09 Set 21(ANG) – Quatro das cinco maiores centrais sindicais brasileiras publicaram um comunicado conjunto pedindo a abertura imediata do processo de destituição do Presidente do país, Jair Bolsonaro, após os seus polémicos discursos no 07 de Setembro.

“Foi deplorável a participação do Presidente Jair Bolsonaro nos actos antidemocráticos realizados no dia que deveríamos comemorar o 199.º aniversário da Independência do Brasil. É inquestionável que o objectivo do Presidente e de seus apoiantes é dividir a Nação, empurrar o país para a insegurança, o caos e a anarquia”, diz o documento.

O comunicado, assinado pelos presidentes da Força Sindical, da União Geral dos Trabalhadores (UGT), da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB) e da Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST), argumenta que os discursos do chefe de Estado configuram “crime tipificado na Constituição brasileira – crime de responsabilidade -, no qual ele deve ser enquadrado imediatamente, abrindo-se o processo de ‘impeachment'”.

Em causa estão as polémicas ameaças feita por Bolsonaro na terça-feira, Dia da Independência do Brasil, em que a desafiou a justiça brasileira ao afirmar que “não mais cumprirá” decisões do juiz do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e acrescentou que “nunca será preso”.

O chefe de Estado brasileiro ameaçou ainda outros juízes brasileiros, em dois discursos que fez para milhares de apoiantes nas cidades de Brasília e São Paulo, e frisou que aquela manifestação popular representava um ultimato aos três poderes.

“O seu único interesse [de Bolsonaro] é permanecer aferrado ao poder mesmo que isso signifique romper a legalidade democrática, visto que é cada vez mais evidente seu isolamento político e a perda de apoio popular, em suma, seu projecto de reeleição escorre entre os dedos”, sustentaram as centrais sindicais.

Nesse sentido, as centrais apelaram aos “sectores políticos democráticos, sociedade civil, o mundo da ciência e da cultura, os trabalhadores e suas entidades sindicais” que saiam à Avenida Paulista, em São Paulo, no próximo domingo, num ato pela destituição de Bolsonaro.

As centrais sindicais brasileiras juntam-se assim às manifestações que o Movimento Brasil Livre (MBL) realizará no domingo contra Jair Bolsonaro. Apenas a Central Única dos Trabalhadores (CUT) não participará nos protestos na Avenida Paulista.

Também hoje, várias figuras políticas da oposição criticaram o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, a quem compete abrir um eventual processo de destituição, por não dar andamento ao afastamento do actual chefe de Estado.

“Eu lamento que ele [Lira] não tenha compromisso com a democracia, porque, se tivesse, estaria colocando em pauta o ‘impeachment’ de Jair Bolsonaro. Lamento sinceramente a postura, a atitude e o descompromisso do presidente da Câmara Federal com a democracia brasileira”, afirmou João Doria, governador de São Paulo e aspirante a candidato à Presidência do Brasil em 2022.

Também a presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Gleisi Hoffmann, afirmou que Arthur Lira “não pode continuar naturalizando os actos antidemocráticos e os crimes de Bolsonaro contra a Constituição”.

“Esperava do presidente da Câmara uma atitude firme, a Casa não pode ser apequenar desse jeito. Abra o ‘impeachment’, é o que o povo quer”, apelou Gleisi na rede social Twitter.

Já o deputado do PT Paulo Pimenta informou que o seu partido e outras seis formações políticas encontram-se a preparar um novo pedido de destituição contra Bolsonaro, que se juntam aos mais de 120 pedidos já entregues contra o actual mandatário. ANG/Inforpress/Lusa

Golpe de Estado/CEDEAO suspende Guiné-Conacri e pede libertação imediata de Alpha Condé

Bissau,09 Set 21(ANG) - Os líderes dos Estados-membros da CEDEAO suspenderam quarta-feira a Guiné-Conacri dos seus órgãos de decisão e decidiram enviar uma missão ao país, apelando para a libertação do Presidente,Alpha Condé detido num golpe de Estado no domingo.

A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) “decidiu suspender a Guiné-Conacri de todos os seus órgãos de decisão e solicita que estas decisões sejam aprovadas pela União Africana e pelas Nações Unidas”, disse o ministro do Negócios Estrangeiros do Burkina Faso, Alpha Barry, após uma cimeira realizada por videoconferência.

De acordo com o governante, citado pela agência France-Presse (AFP), uma “missão de alto nível” será enviada para a Guiné-Conacri na quinta-feira para “discutir com as novas autoridades”.

Segundo Barry, após esta missão, que tem, atualmente, uma duração indeterminada, a CEDEAO “irá rever as suas posições”.

O chefe da diplomacia do Burkina Faso referiu ainda que os líderes da organização regional “exigiram o respeito pela integridade física do Presidente Alpha Condé”, e a “libertação imediata” do chefe de Estado e de todos os que foram presos.

Alpha Barry apelou ainda aos militares para “colocarem em prática um processo que permita um regresso rápido à ordem constitucional normal”.

Alpha Condé, que governou a Guiné-Conacri desde 2010 até ao passado domingo, foi derrubado e preso por membros do Grupo das Forças Especiais do Exército do país, liderado pelo tenente-coronel Mamady Doumbouya, que justificou o golpe como uma ação para criar as condições para o Estado de direito.

Os golpistas dissolveram as instituições de Estado do país no passado domingo. Foi instituído um recolher obrigatório noturno, e a Constituição do país e a Assembleia Nacional foram ambas dissolvidas.

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, condenou “qualquer tomada de poder pela força das armas”.

A Guiné-Conacri realizou eleições presidenciais no passado dia 18 de outubro, na qual Condé concorreu a um controverso terceiro mandato, impedido pela Constituição do país, e após a realização de um referendo em março de 2020 para alterar a Carta Magna, aprovado com 91,5% dos votos.

Condé venceu as presidenciais com 59,5% dos votos, segundo os resultados homologados pela Comissão Nacional Eleitoral Independente (CENI) do país; e Diallo, cujo partido denunciou a existência de uma “fraude em larga escala”, teve 33,5% dos boletins escrutinados.

Diallo acabou por se autoproclamar vencedor das eleições, o que levou as forças de segurança a sitiar a sua casa em 20 de outubro, proibindo todas as entradas e saídas. Oito dias mais tarde, as forças de segurança retiraram o cerco, após a CEDEAO, a União Africana (UA) e a ONU terem exigido esse levantamento.

A Guiné-Conacri, país da África Ocidental, que faz fronteira com a Guiné-Bissau, é um dos mais pobres do mundo e enfrenta, nos últimos meses, uma crise política e económica, agravada pela pandemia de covid-19.

Além da Guiné-Conacri, integram a CEDEAO o Benim, Burquina Faso, Cabo Verde, Costa do Marfim, Gâmbia, Gana, Guiné-Bissau, Libéria, Mali, Níger, Nigéria, Senegal, Serra Leoa e Togo.ANG//Lusa

 


Transportes terrestres
/”A reinstalação dos semáforos em Bissau garante a circulação ordeira dos utentes rodoviários”, diz ministro dos Transportes

Bissau,09 Set 21(ANG) – O ministro dos Transportes e Comunicações disse que a reinstalação dos semáforos na Avenida Combatentes da Liberdade da Pátria vai garantir uma circulação ordeira, fluída e dar mais segurança, quer aos veículos como aos peões.

Augusto Gomes, em declarações à imprensa, na quarta-feira, durante o acto de demonstração dos novos semáforos recolocados junto a rotunda da Chapa de Bissau, disse que o acto constitui uma responsabilidade do governo através das instituições vocacionadas na matéria da circulação rodoviária.

“O acto de hoje é simbólico, trata-se de demonstração  como o produto pode ser útil à Guiné-Bissau.Vamos puder amadurecer tudo através de um processo de formação dos técnicos vocacionados para a gestão dos semáforos para igualmente formar a nossa população e os motoristas”, salientou.

O governante sublinhou que cada uma das estruturas envolventes,  o Ministério dso Transportes e Comunicações através da Direcção Geral de Viação e Transportes Terrestres, o Ministério do Interior, da Administração Territorial através da Câmara Municipal de Bissau e os parceiros do governo, ou seja as associações dos transportadores, são convidados  a cumprirem o seu papel na sensibilização para uma boa utilização das sinalizações.

Questionado  como foi possível recuperar os semáforos que estiveram inoperacionais há muitos anos, aquele responsável respondeu que o governo não pode ficar indiferente perante um problema, frisando que têm que ter capacidades de passar por cima deles.

“Criamos aqui uma situação de  continuidade quando estamos convencidos de que um serviço é útil para as populações. O  nosso foco é nas populações e para isso vamos fazer todo o possível para lhes dar maior conforto e segurança na vias públicas”, disse.

Perguntado sobre quanto é que o governo investiu na reinstalação dos semáforos, Augusto Gomes disse que o executivo ainda não investiu nada, tendo em conta que o projecto está na fase de domosntração a ser levado a cabo por um parceiro.

Por sua vez, o Presidente da Câmara Municipal de Bissau, disse que o projecto de recolocação dos semáforos se enquadra na política de dar a capital uma outra imagem.

Luís Enchama prometeu na ocasiãoa aplicação de  multas pesadas conforme a lei para qualquer condutor que destruir  os postos dos semáforos.

A título de exemplo, revelou que o autor do derrube do monumento Macky Sall junto a Chapa de Bissau foi identificado e obrigado a custear a sua recuperação.

Os semáforos da Avenida Combatentes da Liberdade da Pátria estavam inoperacionais há mais de oito anos, a maioria deles devido a despistes de viaturas que se embatem contra os postes de semáforos. ANG/ÂC//SG

 

  Covid-19/OMS pede a países ricos “moratória” na terceira dose de vacinas

Bissau, 09 Set 21(ANG) – A Organização Mundial da Saúde pediu quarta-feira aos países com taxas elevadas de vacinação contra a covid-19 que não avancem com uma terceira dose até final do ano, para reduzir a desigualdade mundial na distribuição de vacinas.

“Há um mês eu apelei para uma moratória global das doses de reforço pelo menos até ao fim de Setembro para permitir vacinar as pessoas de maior risco no mundo que ainda não receberam a primeira dose. Hoje eu apelo a uma extensão da moratória pelo menos até final do ano para permitir que cada país possa vacinar pelo menos 40% da sua população”, afirmou o director-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Em conferência de imprensa a partir da sede da organização em Genebra, Tedros Adhanom Ghebreyesus admitiu que a terceira dose é necessária para grupos de maior risco, como doentes imunodeprimidos ou que não estão a produzir anticorpos, mas salientou que não há prova científica do seu benefício em pessoas saudáveis e vacinadas.

“Por agora não queremos ver desperdício de vacinas de reforço para pessoas saudáveis totalmente vacinadas”, alertou o responsável da OMS, ao avançar que os países de alto e médio rendimento absorveram mais de 80% do total dos cerca de 5,5 biliões de doses administradas em todo o mundo.

Segundo Tedros Adhanom Ghebreyesus, o objectivo global da OMS é que cada país vacine pelo menos 10% da sua população até ao fim deste mês, 40% até ao fim do ano e que 70% da população mundial esteja imunizada até meados do próximo ano.

“Nenhum dos países de baixo rendimento atingiu estes objectivos” de vacinar 10% ou 40% da sua população, lamentou Tedros Adhanom Ghebreyesus.

De acordo com o director-geral da OMS, essa baixa taxa de vacinação deve-se, em parte, ao facto de os fabricantes de vacinas “estarem a dar prioridade ou estarem legalmente obrigados a cumprir, por acordos bilaterais, com os países ricos”, o que faz com que os países mais pobres fiquem “privados das ferramentas para proteger as suas populações”.

“Tem havido muita conversa sobre a equidade das vacinas, mas muita pouca acção. Os países ricos prometeram doar mais de um bilião de doses, mas menos de 15% destas doses foram materializadas. Não queremos mais promessas. Nós só queremos as vacinas”, salientou Tedros Adhanom Ghebreyesus.

Em Portugal, em 01 de Setembro, a Direcção-Geral da Saúde (DGS) recomendou uma dose adicional da vacina contra a covid-19 para pessoas imunossuprimidas com mais de 16 anos, prevendo a vacinação de menos de 100 mil utentes nos centros de saúde.

“Fizemos hoje a actualização da norma, incluindo uma dose adicional – uma nova oportunidade de vacinação – para pessoas com imunossupressão e mais de 16 anos e essa administração da dose é feita sob orientação e prescrição do médico assistente”, adiantou na ocasião à Lusa a directora-geral da Saúde.

A covid-19 provocou pelo menos 4.583.765 mortes em todo o mundo, entre mais de 221,81 milhões de infecções pelo novo coronavírus registadas desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

Em Portugal, desde Março de 2020, morreram 17.826 pessoas e foram contabilizados 1.050.719 casos de infecção confirmados, segundo dados da Direcção-Geral da Saúde.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detectado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e actualmente com variantes identificadas em países como o Reino Unido, Índia, África do Sul, Brasil ou Peru. ANG/Inforpress/Lusa

 

Eleições em Marrocos/ Partido islâmico no poder sofre pesada derrota para os liberais

Bissau, 09 Set 21 (ANG) - O partido Justiça e Desenvolvimento (PJD), formação política islâmico-moderada no poder, acreditava num terceiro mandato, mas os eleitores trocaram-lhe as voltas, segundo apontam dados provisórios das eleições decorridas quarta-feira para a escolha de novo parlamento e novos líderes regionais.

O PJD sofreu uma contundente derrota naseleições legislativas, depois de mais de uma década a governar o país.

Na frente da corrida ficou o liberal RNI (Grupo Nacional Independente), que conquistou 97 lugares dos 395 na Câmara dos Representantes, seguido do PAM (Partido Autenticidade e Modernidade), principal partido da oposição, com 82 lugares. A seguir ficou o Partido Istiqlal, de centro-direita, com 78 lugares e, por fim, o PJD com 12, caindo do primeiro para o oitavo partido mais votado.

As eleições decorreram de forma normal, à excepção de algumas queixas do PJD e de outro partido minoritário que alegavam compra de votos e suborno de eleitores.

Os resultados finais devem ser conhecidos ainda esta quinta-feira, no entanto, segundo os analistas o aumento da taxa de participação (que rondou os 50,35%) deveu-se ao facto de os eleitores votarem, em simultâneo, para as eleições legislativas, autárquicas e regionais.

Recorde-se que em 2011, o país adoptou uma nova Constituição que atribuiu grandes prerrogativas ao parlamento e ao governo, num estado em que o rei Mohamed VI ainda é detentor de um grande poder.

Será o monarca que terá de nomear um novo chefe de governo para o comando do executivo pelo período de 5 anos. O próximo chefe de governo sucederá a Saad-Eddine El Othmani. ANG/RFI

 

 

quarta-feira, 8 de setembro de 2021

  Prevenção contra coronavirus

No plano individual deve-se  manter o distanciamento físico, usar  uma máscara,  lavar as mãos  regularmente e tossir fora do alcance  dos outros. Façam  tudo isso!

A nossa mensagem às populações e aos governos é clara. Façam tudo isso!"

                                        ( Tedros Adhanom Ghebreyesus - DG da OMS)


Ensino
/Rede de Associações Estudantis exige anulação  do ano lectivo nas escolas que não  cumpriram o programa

Bissau, 08 Set 21 (ANG) – A Rede das Associações Estudantis do país exigem das autoridades a anulação do ano lectivo 2020/21 nas escolas que não conseguiram cumprir com o programa escolar.

Segundo a  Rádio Sol Mansi, a exigência foi feita pelo presidente da referida Rede, Fode Dabó esta quarta-feira, em conferencia de imprensa, no dia em que se  comemora o Dia Internacional da Alfabetização. .

ʺA Rede das Associações Estudantis defende e vai continuar a defender para que seja anulado o ano lectivo, parcialmente, nas escolas que não têm condições para que seja  validado o ano lectivo.O governo pode saber isso só se for as escolas fazer um  inquérito nesse sentido”, disse.

Fodé Dabó pediu ao governo para se  empenhar para garantir o normal funcionamento do ano lectivo que se avizinha nas escolas públicas e criar mecanismos para que o sector da educação não seja mais uma vez confrontado com sucessivas greves. ANG/MI/ÂC//SG

 

Brasil/Oposição critica discursos de Bolsonaro e volta a defender  sua destituição

Bissau, 08 Set 21(ANG) – Políticos que fazem oposição ao Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, criticaram-no duramente pelas ameaças que lançou ao poder judiciário do país na terça-feira e voltaram a defender a destituição do mandatário.

Entre eles está o governador de São Paulo e rival político de Bolsonaro, João Doria, que, pela primeira vez, se manifestou publicamente a favor do ‘impeachment’ do chefe de Estado.

“A minha posição é pelo ‘impeachment’ do Presidente Jair Bolsonaro. Depois do que ouvi hoje, ele claramente afronta a Constituição”, afirmou Doria no Centro de Operações da Polícia Militar (Copom), onde acompanhou as manifestações agendadas para o 07 de Setembro, Dia da Independência do Brasil.

“Até hoje nunca havia feito nenhuma manifestação pró-impeachment, mantive-me na neutralidade, entendendo que até aqui os factos deveriam ser avaliados e julgados pelo Congresso, mas depois do que assisti e ouvi hoje, em Brasília, sem sequer estar ouvindo, ele, Bolsonaro, claramente afronta a Constituição, ele desafia a democracia e empareda o Supremo Tribuanl Federal”, acrescentou, citado pela imprensa, João Doria, que pretende concorrer às presidenciais de 2022.

Também Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul e que partilha com Doria o mesmo partido político – Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB)- defendeu a saída de Bolsonaro do poder na rede social Twitter.

“Inflação, desemprego, apagão de energia, desmatamento da Amazónia, pandemia… Esses deveriam ser os inimigos do Presidente do Brasil, e não outros brasileiros. Mas Bolsonaro se engana: nossas cores e nosso país não têm dono. Iremos defender os brasileiros e a democracia que ele ataca. Foi um erro colocar Bolsonaro no poder. Está cada vez mais claro que é um erro mantê-lo lá”, escreveu.

Bolsonaro causou indignação na terça-feira ao desafiar a justiça brasileira, ao afirmar que “não mais cumprirá” decisões do juiz do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e ao acrescentar que “nunca será preso”.

O chefe de Estado brasileiro ameaçou ainda outros juízes brasileiros, em dois discursos que fez para milhares de apoiantes nas cidades de Brasília e São Paulo, e frisou que aquela manifestação popular representa um ultimato aos três poderes.

“Essas ameaças de tom golpista tentam demonstrar força, mas, ao contrário, só revelam a fraqueza e o desequilíbrio de quem as faz. Mostram desprezo às leis e à Constituição. Tentam provocar o caos para tirar o foco dos reais problemas do país e da total incapacidade de resolvê-los”, disse o governador do Ceará, Camilo Santana.

“A última vez que um Presidente da República resolveu ‘enquadrar’ e colocar nos ‘eixos’ juízes do Supremo foi em 16 de Janeiro de 1969, sob a ditadura”, avaliou, por sua vez, o governador do Maranhão, Flávio Dino.

Já a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva, que concorreu à Presidência do Brasil em 2018, ao lado de Bolsonaro, declarou que o actual mandatário “sempre demonstrou não ter limites, mas Brasil o limitará, sem dúvida”.

“Não vamos abrir mão da democracia por causa de um delírio ditatorial. Não adianta recorrer a uma suposta coragem para desafiar as instituições. Ele não passa de um autoritário irresponsável. Chega!”, acrescentou, no Twitter.

Também a presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Gleisi Hoffmann, se posicionou sobre as manifestações mobilizadas por Bolsonaro, argumentando que “demonstram o pavor” do chefe de Estado em relação aos vários inquéritos de que é alvo no Supremo.

Jair Bolsonaro é actualmente alvo de quatro inquéritos no STF e um na Justiça Eleitoral pelos seus ataques ao sistema eleitoral, por divulgar um documento sigiloso, por defender a difusão de mensagens antidemocráticas, por uma suposta ingerência na Polícia Federal e por alegada prevaricação na compra de vacinas contra a covid-19.  ANG/Inforpress/Lusa