quarta-feira, 22 de janeiro de 2025

      Regiões/ Liceu Regional de Biombo depara com falta de professores

Biombo, 22 jan 25 (ANG) – O Liceu regional de Biombo, em Quinhamel depara com falta de professores nas disciplinas como matemática, física, Química e Educação Visual desde o inicio do ano lectivo 2024/2025.

Em entrevista  ao correspondente regional da ANG, sobre greve de três dias decretada pelo Sindicato Nacional dos Professores (Sinaprof), o Director do referido Liceu Nando Carlitos Có disse que  os professores que lá trabalham não aderiram a paralisação.

Nando Carlitos Có destacou o desempenho dos professores, que apesar das suas situações de não efectivo, continuam a trabalhar para que  os alunos possam aprender.

Por seu turno, o diretor do Liceu louvou o trabalho feito da pintura do referido Liceu, contudo lamentou que é com a receita Interno da propina pagas pelos alunos.

A aluna Carlita Carlitos Dju de 9º ano, disse que sem professores não é possível aprender as matérias e cumprir com o programa lectivo.

“Sou aluno do 9º ano e não tenho professores e isso vai refletir na nossa aprendizagem", afirmou Carlita Carlitos Dju, que estuda no referido Liceu público.

Por outro lado disse que além disso, pagam as propinas de que são sujeitos, bem como compram as camisolas, não obstante não existem os professores para dar aulas.ANG/MN/LPG/ÂC

Regiões/ Coordenador do Centro SOS Crianças Talibés de Bafatá considera de “preocupante” situação de “mininos mendigos”

Bafatá, 22 jan 25 (ANG) – O Coordenador do Centro SOS  Crianças Talibés de Bafatá considerou de “preocupante” a situação das crianças que mendigam nas ruas dessa cidade leste do país.

Em declarações ao correspondente regional da ANG, em Bafatá, Malam Baio criticou o facto de existir pessoas que utilizam a religião para os benefícios pessoais.

Disse que, vários meninos são colocados nas ruas e outros deslocam para diferentes sectores que fazem parte da região de Bafatá para pedir esmola.

“Os ganhos obtidos pelas crianças revertem sempre para os mestres corânicos ou cada criança é obrigado a trazer para casa no mínimo 500 francos CFA por dia” afirmou, tendo questionado se aquele mestre tiver 10 crianças quanto e que vai arrecadar em 30 dias.

Malam Baio informou que a religião recomenda que caso o mestre corânico não consegue garantir a alimentação das crianças que ensina a leitura do alcorão, deve fechar a escola  devolver os meninos junto das suas respetivas
famílias e de seguida serem inscritos na outra escola corânica sem que esteja obrigados a mendigar nas ruas, como acontece.

Para superar este problema, Malam Baio apontou o reforço de capacidade em todos os sentido, defendendo a introdução de estudos corânicos no currículo escolar.ANG/WP/LPG/ÂC

Combate ao terrorismo/Níger, Burkina Faso e o Mali vão criar uma força conjunta contra terrorismo

Bissau,22 Jan 25(ANG) - O chefe de defesa do Níger anunciou na noite de terça-feira que vai ser criada uma força regional composta por 5 mil soldados do Níger, Burkina Faso e Mali para combater combater em conjunto o terrorismo na sua região. Estes três países que decidiram no ano passado sair da CEDEAO e formaram a Aliança dos Estados do Sahel pretendem deste modo garantir a sua segurança pelos seus próprios meios.

Numa mensagem difundida ontem à noite na televisão estatal, o Ministro nigerino da Defesa, Salifou Mody, explicou que esta nova força vai dispor dos seus próprios meios aéreos, equipamentos bem como recursos de inteligência e que iria cobrir a totalidade do território dos três países que no ano passado assinaram um pacto de defesa mútuo ao formar a Aliança dos Estados do Sahel (AES).

Ao referir que "a força unificada da AES está quase pronta, com um efectivo de 5.000 pessoas", o governante nigerino referiu que "é só uma questão de semanas até que esta força não seja visível no terreno".

"Estamos no mesmo espaço, enfrentamos os mesmos tipos de ameaças, incluindo esta ameaça de grupos criminosos. Era preciso unir esforços", disse o general Mody ao considerar que esta opção "é nova, é original e é segura para o espaço dos três países e para as suas populações".

De acordo com o Ministro nigerino da Defesa, algumas operações conjuntas contra grupos jihadistas já foram realizadas de forma pontual, nomeadamente na "zona das três fronteiras", onde os ataques são particularmente numerosos.

Os três países da Aliança dos Estados do Sahel constituem um vasto território de 2,8 milhões de quilómetros quadrados que enfrenta constantes ataques de grupos jihadistas ligados à Al-Qaeda ou ao grupo Estado Islâmico há mais de uma década.

Durante este período, a violência tem vindo a agravar-se depois dos golpes militares destes últimos anos no Mali, Burkina Faso e Níger. De acordo com a ONU, os ataques provocaram 2,6 milhões de deslocados na região.

Apesar de a França estar militarmente presente na região há décadas e apesar dos seus contingentes terem sido reforçados em 2013 no âmbito da operação Serval e em seguida Barkhane, os ataques dos jihadistas e de outros grupos criminosos não conseguiram ser impedidos.

Os golpes militares que a partir de 2021 ocorreram no Mali, Burkina Faso e Níger, marcaram uma mudança radical da sua estratégia, cada uma das juntas que tomaram o controlo desses países decidindo prescindir da presença militar francesa nos seus respectivos territórios, antes de oficializar a sua intenção de sair da CEDEAO em Janeiro do ano passado.

Com esta decisão, efectiva a partir do próximo dia 29 de Janeiro, os países da AES pretendem definitivamente virar costas à CEDEAO que acusam de estar ao serviço dos interesses da França, antiga potência colonial.

Ainda recentemente a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental pediu aos três países sahelianos para voltarem atrás nesta decisão, mas depois de chegarem ainda no passado a ameaçar com uma intervenção militar, alguns países da CEDEAO mostram agora sinais de que poderiam aproximar-se senão mesmo juntar-se à Aliança dos Estados do Sahel.

Tal é o caso do Togo, cujo ministro dos Negócios Estrangeiros, Robert Dussey, garantiu no começo deste mês que o seu país poderia juntar-se à Aliança, argumentando que as populações seriam a favor desta eventualidade.

No Gana, cujo Presidente John Dramani Mahama, eleito no final do ano passado, convidou para a sua posse o chefe da junta do Burkina Faso, antes de receber, há dias, o primeiro-ministro do Mali, não dá sinais de animosidade para com os parceiros da AES.

Estes dois países têm vindo, como aqueles que compõem a AES, a enfrentar problemas de segurança.

A posição do Senegal que no ano passado elegeu um novo Presidente e um novo chefe do governo também tem vindo a evoluir, pelo menos relativamente à presença militar da França. Em finais do passado mês de Novembro, o Presidente do Senegal, Bassirou Diomaye Faye disse que a "soberania" do seu país "não era compatível com a presença de bases militares" da França no seu território.ANG/RFI

Itália/Polícia prende cidadão marroquino ligado ao Estado Islâmico em Nápoles

Bissau, 22 Jan 25(ANG) - As forças de segurança italianas detiveram hoje de madrugada em Nápoles (centro-sul de Itália) um cidadão marroquino, alegadamente ligado à organização terrorista Estado Islâmico, que já tinha manifestado intenção de efetuar um atentado com arma branca.

divisão especial DIGOS da polícia estatal italiana adiantou num relatório preliminar que entre os potenciais alvos estavam elementos da comunidade judaica de Nápoles.

Os investigadores, que estão a examinar as possíveis ligações de outras pessoas ao principal suspeito, com cerca de 30 anos, pediram para o manter sob custódia enquanto aguardam novas investigações, informa a agência noticiosa AdnKronos.

Por seu lado, a agência noticiosa italiana ANSA adianta que o suspeito é acusado de vários crimes relacionados com terrorismo, com base em múltiplas provas circunstanciais de que era membro do grupo Estado Islâmico e que divulgava todo o tipo de informação e propaganda através da Internet.ANG/Lusa

Médio Oriente/Hamas saúda "heróica operação de esfaqueamento" em Telavive

Bissau,22 Jan 25(ANG) - O grupo islamista Hamas celebrou o ataque com faca que deixou quatro feridos em Telavive na terça-feira, sublinhando que esta é uma resposta à incursão militar israelita em Jenin, na Cisjordânia, que já provocou nove mortos.

"Saudamos a heróica operação de esfaqueamento que ocorreu esta tarde [de terça-feira] em Telavive, demonstrando mais uma vez que a maré da resistência continuará e crescerá enquanto a ocupação [israelita] e os seus crimes continuarem", disse o Hamas num comunicado.

"Esta operação surge como uma resposta natural após a agressão da ocupação [israelita] ter deixado dezenas de mártires e feridos em Jenin, passando uma mensagem eloquente de que o sangue paga-se com sangue e que a mão da resistência atacará com todas as forças e profundamente esta entidade usurpadora", referiu a nota.

Por volta do meio-dia de terça-feira, as forças especiais israelitas invadiram a cidade de Jenin e o campo de refugiados que tem o mesmo nome, onde vivem cerca de 14 mil pessoas, numa incursão militar que poderá durar meses, disse o exército israelita, que afirma querer manter a segurança dos israelitas na Cisjordânia.

Posteriormente, quatro pessoas ficaram feridas num ataque com uma faca em Telavive, de acordo com os serviços de emergência israelita Magen David Adom (MDA) e a polícia.

As vítimas são dois jovens de 24 e 28 anos, que ficaram com ferimentos moderados no tronco, um homem de 59 anos e outro jovem de 24 anos, ambos com ferimentos ligeiros. De acordo com as autoridades israelitas, o agressor foi morto.

O Hamas disse que ações como esta não darão segurança a Israel ou aos seus colonos, mas "pelo contrário, serão um pesadelo que os irá perseguir e que abalará os seus alicerces", apelando ainda aos palestinianos a se levantarem contra as tropas e as milícias de colonos.

Estes episódios, na Cisjordânia e em Telavive, ocorreram no terceiro dia do acordo de cessar-fogo entre Israel e o Hamas na Faixa de Gaza.ANG/Lusa

Conflito Médio Oriente/Israel vai permitir que milicianos feridos do Hamas saiam para tratamento

Bissau,22 Jan 25(ANG) - Israel vai permitir que cerca de 50 milicianos do Hamas feridos na Faixa de Gaza saiam diariamente para o Egito por razões médicas, como parte do acordo de cessar-fogo, noticia hoje o jornal israelita Haaretz.

Segundo uma investigação publicada hoje pelo meio de comunicação liberal, o governo israelita aprovou que, a partir da segunda semana do acordo e até ao final da primeira fase de 42 dias, "os membros feridos do Hamas serão autorizados a viajar para o Egito para receber tratamento médico, acompanhados por um máximo de três pessoas que não precisam de ser familiares".

"Nos termos do acordo, o serviço de segurança [nacional], Shin Bet, manterá o poder de veto sobre a identidade dos membros do Hamas que deverão ser tratados no Egito, bem como sobre os seus acompanhantes", refere o relatório.

Os membros feridos do Hamas entrarão no Egito através da fronteira de Rafah, no sul da Faixa de Gaza, que se encontra encerrado desde o início de maio, quando Israel se apoderou militarmente do posto fronteiriço na sequência da invasão terrestre do sul de Gaza.

Na quarta-feira, o diário árabe Asharq al-Awsat noticiou que será a Autoridade Nacional Palestiniana (ANP), sob o comando do Presidente Mahmoud Abbas, a controlar a passagem de Rafah após a guerra, mas o gabinete do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, negou a informação e disse que a "gestão técnica" já está a ser efetuada por habitantes de Gaza "não filiados no Hamas".

"As tropas continuam a cercar a passagem [de Rafah] e ninguém passa por ela sem controlo prévio, supervisão e aprovação do exército e do Shin Bet", recorda o comunicado, acrescentando que o controlo dos trabalhadores palestinianos na zona será efetuado por uma força de vigilância das fronteiras da União Europeia (UE).

"A única intervenção prática da Autoridade Nacional Palestiniana [no posto fronteiriço] é o carimbo de registo nos passaportes, que, segundo o acordo internacional existente, é a única forma de permitir que os habitantes de Gaza deixem a Faixa de Gaza", acrescenta. 

Terça-feira, o chefe do Estado-Maior de Israel reivindicou que as suas forças mataram cerca de 20 mil elementos do Hamas durante a guerra de 15 meses na Faixa de Gaza contra o grupo islamita palestiniano.

"A ala militar do Hamas foi seriamente afetada. A maioria da liderança da organização foi morta", declarou o general Herzi Halevi num discurso televisivo, horas depois de ter anunciado que iria abandonar o cargo no início de março.

O comandante das Forças de Defesa de Israel (FDI) justificou a demissão com as falhas de segurança que permitiram o ataque do Hamas em 07 de outubro de 2023 em solo israelita, que provocou o atual conflito.

Halevi disse que cessará funções em 06 de março, quando concluir as investigações sobre o ataque do grupo extremista palestiniano contra Israel, que desencadeou uma guerra de 15 meses, interrompida no domingo por um acordo de cessar-fogo.

Na primeira fase de 42 dias, o acordo prevê a troca de reféns detidos na Faixa de Gaza por palestinianos presos em Israel.

O conflito em curso foi desencadeado por um ataque sem precedentes do Hamas em solo israelita, em 07 de outubro de 2023, que fez cerca de 1.200 mortos e mais de duas centenas de reféns.

Após o ataque do Hamas, Israel desencadeou uma ofensiva em grande escala na Faixa de Gaza, que provocou cerca de 47 mil mortos, na maioria civis, e um desastre humanitário, desestabilizando toda a região do Médio Oriente.ANG/Lusa

terça-feira, 21 de janeiro de 2025

Dia dos Heróis Nacionais/ PAIGC volta a ser impedido de homenagear Amílcar Cabral no Mausoléu Amílcar Cabral

Bissau, 21 jan 24 (ANG) – O Partido Africano da Independência da Guiné Cobo Verde(PAIGC) voltou a ser impedido de  ceder às instalações do Estado Maior General das  das Forças Armadas para homenagear Amílcar Cabral e outros combatentes.

Califa Seidi, um dos vices Presidente do partido, disse que nas últimas horas receberem informação, através de correspondência, de que  a delegação do PAIGC não pode ter acesso ao local.

O mausoléu de Amílcar Cabral  está nas instalações do Estado Maior General das  das Forças Armadas em Amura e lá estão sepultados os restos mortais de Amílcar Cabral, fundador das nacionalidades  guineense e cabo-verdiana.

 Afirmou que, ontem, segunda-feira foi 20 de janeiro e toda gente sabe, foi neste dia que assassinaram barbaramente em Conacri o Amílcar Cabral. Então desde lá, o PAIGC  e próprio Estado da Guiné-Bissau considera 20 de janeiro como Dia dos Heróis Nacionais.

Califa Seidi afirmou que homenagem ao Amílcar Cabral não será beliscada por este impedimento, porque mesmo estando nas suas respetivas casas ou na sede do partido podem homenagear Amílcar.

“Temos muitos heróis que lutaram pela liberdade e independência da Guiné-Bissau e Cabo Verde, por isso mesmo, nós não podemos de forma alguma deixar passar está data sem redermos  homenagem aquele que foi obreiro principal  da nossa independência, que é Amílcar Cabral”, disse Califa Seidi.

Informou que, a data também  é o culminar de uma série de actividades realizadas no âmbito do centenário de Amílcar Cabral, frisando que, como se lembram  foi a 20 de janeiro de 2024 que iniciou tudo um processo da celebração do Centenário do nascimento de Amílcar Cabral.

“Então, estamos satisfeito com tudo o que foi feito durante a comemoração dos 100oanos de Cabral, que teve o seu ponto mais alta no dia 12 de setembro de 2024, em Bafatá na sua casa natalícia, então de facto todos os guineenses celebraram com certa dignidade o centenário de Amical Cabral. Não só na Guiné-Bissau, mas também em tudo mundo. Tudo o mundo mesmo celebrou 100 anos de Amílcar Cabral”,  afirmou.

O vice Presidente do PAIGC disse que, esta celebração demonstra que a dimensão de Amílcar Cabral, ultrapassa os países que lutou para suas libertação, ou seja é uma dimensão multifacetada, daí que é motivo de satisfação por aquilo que tem sido a celebração mais digna feita pelas entidades, instituições e países.

“Nós sempre inspiramos nos pensamentos de Amílcar Cabral, tanto nas ações revolucionárias, na arma de teoria de Amílcar. Portanto com a sua morte todos pensavam, sobretudo o regime colonial, que ia acabar com o PAIGC e com luta, pelo contrário inspirou e motivou ainda mais os combatentes e deram de facto aquele golpe final no mesmo ano em que foi assassinado pelo  colonialismo em 1973 e em 1974 foi apenas o ano de formalização da independência, proclamada em 1973.

Embora, conforme   Califa Seidi,  muitos dizem que a independência foi 1974, por ser o ano que o colonialismo português reconheceu o Estado da Guiné Bissau, salientando que, não o Estado da Guiné-Bissau já tinha sido reconhecido por maioria dos  países ao nível do Sistema da Nações Unidas.

Adiantou que, Portugal tinha só que acompanhar, porque não tinha outra alternativa se não aceitar a independência e o Estado da Guiné Bissau.

“Por isso que nós pensamos que o PAIGC vai  inspirar sempre nos ideais de Amílcar Cabral. Ele fundou o partido,  porque tinha ideia clara de que era necessário criar um partido e não uma Frente ou Movimento de libertação, apesar das exigências que isso implicava na altura, que é a mesma coisa que criar um Movimento, razão pelo qual ele, Cabral, dizia que o PAIGC não é para a independência, mas sim o PAIGC é da independência”, revelou Califa Seidi.

Instado a falar se vão inspirar nas ideias de Amílcar Cabral para lutar pela consolidação da democracia, o vice presidente do PAIGC disse que sim, alegando que é  por isso, que estão a homenageá-lo e que ninguém lhes pode impedir.

Questionado ainda  sobre o facto dos ideais de Amílcar Cabral, dos quais é a liberdade e justiça, mas que no entanto o PAIGC continua a reclamar pela  liberdade e justiça, Califa Seidi disse que de facto há pessoas que pretendem sequestrar esta independência e essa liberdade, prometendo que vão continuar a  lutar para reconquista da independência e para resgatar a liberdade alcançada.

“Porque Amílcar Cabral lutou até a morte. Ele não quis ser amarado. Se tivesse aceite talvez não estaria morto, mas recusou porque estamos a lutar para libertarmos das amaras do colonialismo português e de tudo que era impedido de fazer como um povo livre”, sustentou o vice Presidente do PAIGC.

 Acrescentou que  agora também não podem de forma alguma, qualquer que seja circunstância, deixar  de lutar pela liberdade que neste momento alguns estão a tentar  privar-lhes desse valor conquistado através de uma luta árdua.ANG/LPG/ÂC

Regiões/ Coordenador do  Movimento Cívico  “Bissorã Rumo a  Mudança” preocupado com más condições das estradas

Bissorã, 21 jan 25 (ANG)  - O Coordenador do Movimento Cívico de Bissorã “Bissorã Rumo a Mudança” no sector com o mesmo, na região de Oio, norte do país, manifestou-se preocupado sobre as  más condições de estrada que liga o referido sector a Porto de Barros.

Segundo o despacho do correspondente regional da ANG, a distância entre o sector de Bissorã e o porto de Barros é de 27 quilómetros.

Devido as más condições da estrada local, Ussumane Djaló  disse que custo de transporte para  população residente nesta zona  é muito elevado, que chegam a  pagar 5000 mil francos CFA.

“Estes valores são cobrados por motoristas, às pessoas que querem participar na Feira Popular (lumo) realizada no sector de Bissorã e que neste momento não há uma viatura de transporte para o porto de Barros”, lamentou o Coordenador do Movimento Cívico de “Bissorã Rumo a Mudança”.

A referida zona conta com 3 secções, nomeadamente de sessão de  Brufa, Lador e Forol.

Por isso, Ussumane Djaló pediu ao Governo para melhorar as condições dessa estrada para  minimizar o sofrimento dos  populares.ANG/ AD/LPG/ÂC

Regiões/Grupo Compuduris de Paz, (San-Bontche),  da região de Oio realiza palestra alusiva ao Dia dos Heróis Nacionais

Bissorã, 21 jan 25 (ANG) -  O coordenador do Grupo “Compudures de paz” de sector de Mansaba região de Oio, norte do país, realizaram uma palestra, alusiva ao Dia dos Heróis Nacionais, assinalado no dia 20 de janeiro.

A referida palestra, segundo o despacho do correspondente regional da ANG, na região de Oio, decorreu no sector de Mansaba e sob  o lema “Imigração clandestina”.

O tema foi honrado por Vladimir Cuba e durante o qual defendeu a realização de mais eventos para sensibilizar os jovens sobre as consequências de imigração ilegal.

Na ocasião, António Tchuda  disse estar preocupado com aumento do número de jovens que optam por imigração irregular em busca de melhores condições de vida.

Tchuda disse que, a maioria dos jovens  morreram na tentativa de chegar a Europa via ilegal.

Exortou ao executivo no sentido de trabalhar para garantir o emprego aos jovens como forma de reduzir a perda das suas vidas na tentativa de chegar a Europa a todo custo.

Destacou a figura de Amílcar Cabral na luta pela libertação do povo guineense e cabo-verdiana.

O dia  de 20 de janeiro é data em que assinala o assassinato de Amílcar Cabral, aquele que foi considerado o fundador das nacionalidades guineense e cabo verdiana.ANG/ AD/LPG/ÂC

Política/"País corre risco de entrar na situação de não Estado" diz Domingos Simões Pereira

Bissau, 21 Jan 25 (ANG) – O líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde(PAIGC), igualmente Coordenador da Plataforma da Aliança Inclusiva PAI Terra Ranka, disse que o país está a correr risco num dado momento aproximar-se de uma situação de não Estado, uma vez que não tem instituições pelo facto de estarem ultrapassados sem legitimidade para funcionar.

Domingos Simões Pereira falava à imprensa numa mensagem alusiva ao Dia dos Heróis Nacionais, assinalado no Domingo, 20 de janeiro.

“As instituições estão todos ultrapassados sem legitimidades  para poderem funcionar, o presidente da República tem só quarenta e um dias para repor as referidas instituições a funcionar, nomeadamente a Assembleia Nacional Popular, Supremo Tribunal de Justiça e outras que vêm a seguir como Comissão Nacional de Eleições e outras, para permitir criar condições e que através de diálogo vai ser encontrado consensos necessários para poder repôr  Estado de direito democrático na Guiné-Bissau.

Disse que, mesmo em quarenta e um dias ainda existe prerrogativas que a Constituição confere ao Presidente da República e que ainda pode aproveitar para contribuir de alguma forma e corrigir o problema que o próprio e as pessoas que o acompanham estão a criar.

"Se aquilo acontecer com a intervenção dos partidos políticos, Sociedade civil e todos atores ativos do país vamos dar um passo e sair do imbróglio em que estamos mergulhados, e quando a comunidade internacional vir, seja CEDEAO, CPLP e outras organizações que interessam a situação da Guiné-Bissau  vão encontrar um quadro facilitado onde vão poder facilmente ajudar a consolidar resultados de elementos que conseguimos, "disse.

Aquele líder disse que, na realidade e de acordo com as leis e a Constituição da República do país, ninguém tem condições de fixar a data das eleições incluindo o Presidente da República que não tem a competência legal para fixar eleições, uma vez que,  para o fazer  é preciso prazo de noventa dias e que à ele só restou quarenta e um dias.

Por  outro lado, disse ter a certeza que, o Umaro Sissoco Embalo nos momentos realíssimos que tem, conta para sua pessoa que melhor coisa que tem para fazer é respeitar a Constituição da República, a lei e o calendário que sabe que decorre de aplicação das normas do país.

Simões Pereira chamou atenção as pessoas no sentido de que existe um antes e vai ter um depois do dia vinte e sete de Fevereiro próximo o dia em que vai terminar o mandato do Presidente da República Umaro Sissoco Embalo.

“Séria bom que todos respeitássemos as normas para permitir que saíssemos da situação em condições de normalidade, uma vez que uso de força não vai resolver sempre o problema”, frisou.

Para aquele político, a responsabilidade maior de toda a situação vai ser do povo guineense que deve levantar para exigir respeito à seu direito, a escolha de forma livre, sublinhando que para além do conselho que está dar ao Presidente da República a outra parte tem de ser para o povo, porque tem que mobilizar suas forças e estarem determinados para fazer com que as coisas aconteçam.

"Chegou a altura de facto para levantarmos e dizer que se os nossos direitos não são respeitados, vamos levantar para tomarmos o poder que a lei coloca nas nossas mãos e fê-lo funcionar”, disse o líder do PAIGC.ANG/MI/ÂC

Regiões/Comerciantes da cidade de Gabú pedem apoio do PR para minimizar danos provocados pelo incêndio
no Mercado Central local

Bissau, 21 Jan 25 (ANG) - Os comerciantes do Mercado Central de Gabú, leste do país, lançaram esta segunda-feira um apelo ao Presidente da República (PR) no sentido de usar a sua influência para lhes ajudar à minimizar os danos provocados pelo Incêndio que consumiu parte da Feira local na madrugada no dia 18 do corrente mês, causado por um curto circuito.


O apelo foi feito pelo porta-voz dos mencionados comerciantes Amadu Embaló durante uma visita que o Presidente da República Umaro Sissoco Embaló efectuou ao sector de Gabú em jeito de solidariedade para com as vítimas do incêndio.

“Estávamos bastante triste com o acontecido, mas a presença do Presidente da República nos servirá de uma alavanca para levantar o nosso ânimo no que tange ao futuro do nosso comércio a nível da região de Gabú”, disse Amadu Embaló.

O porta-voz contou que, o incêndio queimou por completo 11 armazéns e que foram verificados danos em 29 cacifos no qual conseguiram tirar alguns produtos e outros acabaram por danificar  também.

Amadu explicou que, a Polícia de Ordem Pública de Gabú, equipa de Proteção Civil, Segurança de Estado, Associação das Mulheres Vendedeiras e vizinhos do Mercado Central conseguiram prestar  “um grande apoio” para conter o incêndio.

“Nós comerciantes arcamos com perdas incalculáveis neste incêndio, ou seja temos um segredo, as vezes tomamos os produtos nas mãos de grossistas para vender e tirar os nossos lucros. Mas com essa situação não estaremos a altura de pagar os produtos e muito menos de tirar os lucros, com certeza tudo vai complicar se não conseguimos um apoio financeiro”, lamentou.

Por sua vez, o Presidente da República prometeu diligenciar no sentido de dar urgentemente o apoio financeiro às vítimas do incêndio no Mercado Central de Gabú.

Por outro lado, Umaro Sissoco Embaló garantiu que vão iniciar as obras de melhoramentos das estradas de Pirada e Gabú de forma à facilitar o escoamento de produtos com finalidade de ajudar a população e de aumentar também as receitas do Estado.ANG/AALS/ÂC

 

Dia dos Heróis Nacionais/Presidente da República culpa PAIGC pela má situação que vive os Combatentes da Liberdade da Pátria

Bissau, 21 Jan 25 (ANG) – O Presidente da República (PR) Umaro Sissoco Embaló, culpou este Domingo, o Partido Africano da Independência de Guiné e Cabo Verde (PAIGC), pela má situação que vivem os Combatentes da Liberdade da Pátria.

A acusação de Umaro Sissoco Embalo foram proferidas no acto de deposição de coroas de flores no Mausoléu de Amílcar Cabral  para assinalar as celebrações do Dia dos Heróis Nacionais (20 de janeiro).

Ao falar a imprensa no acto,  o Chefe de Estado guineense Umaro Sissoco Embaló, lançou duras crítica aos libertadores, pela situação precárias dos antigos combatentes, desde independência do país.

Apontou por outro lado, o total esquecimento dos mesmos pelo PAIGC, e que diz, que ainda exige o reconhecimento dos veteranos de guerra volvidos os 51 anos da independência.

O Presidente da República, questionou por outro lado, se os Combatentes da Liberdade da Pátria não são pessoas que morrem, frisando que, porque a cada ano, o número de antigos combatentes aumenta significativamente, e que o assunto merece ser analisado..

No que se refere as ondas de greves registados nos últimos tempos na Função Pública, o Presidente da República Umaro Sissoco Embaló, disse que deu orientação ao executivo liderado pelo Rui Duarte Barros, para pôr fim a situação.

Segundo Embaló, é hora de pôr fim nas paralisações na Função Pública, acrescentando por outro lado que, em caso vier a deixar o cargo em novembro de corrente ano, o seu substituto será pessoa da sua preferência.ANG/LLA/ÂC    

EUA/Da saudação nazi às promessas. A tomada de posse de Trump por pontos

Bissau,21 Jan 25(ANG) - O republicano Donald Trump tomou posse como o 47.º presidente norte-americano, numa cerimónia que decorreu na segunda-feira, em Washington D.C., que ficou marcada pela presença de políticos internacionais populistas e de extrema-direita. Foram várias as promessas feitas pelo magnata, que prometeu atacar a "elite corrupta e radical" do país, ao mesmo tempo que assegurou que "a idade de ouro da América começa agora".

A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, foi a única líder dos 27 Estados-membros da União Europeia (UE) presente na tomada de posse, onde também estiveram nomes como o presidente da Argentina, Javier Milei, uma delegação dos Patriotas pela Europa, encabeçada pelo líder da terceira maior força política do Parlamento Europeu, Santiago Abascal (Vox espanhol), e altos responsáveis do executivo do presidente chinês, Xi Jinping. Empresários e multimilionários também não perderam a cerimónia, nomeadamente o dono da rede social X (Twitter), da Tesla e da SpaceX, Elon Musk, o presidente da Meta, Mark Zuckerberg, e o fundador da Amazon, Jeff Bezos.

Os antecessores de Trump, Joe Biden e Barack Obama - que não esteve acompanhado pela mulher, Michelle -, Bill Clinton e George W. Bush não faltaram.

Os momentos altos

Tentativa de beijo torna-se viral

A cartola alongada desenhada por Eric Javits e envergada por Melania Trump está a correr o mundo. Além de lhe ter tapado metade do rosto e de ter dado azo a ‘memes’, o acessório foi o grande protagonista do momento em que Trump e a esposa se ‘beijam no ar’, mantendo o casal à distância.

Melania, de 54 anos, foi ainda comparada a desenhos animados e a personagens de filmes, como o astuto vilão da McDonald's, o Hamburglar, Spy vs. Spye ou Stanley Ipkiss. Mas há mais: houve até quem dissesse que se vestiu adequadamente "para o funeral da América".

Musk acusado de fazer saudação nazi (por duas vezes)

Elon Musk, que liderará o Departamento de Eficiência Governamental, criado pelo governo de Donald Trump, foi acusado de fazer a saudação nazi durante o seu discurso, que se seguiu à tomada de posse do 47.º presidente dos Estados Unidos.

O bilionário, que agradecia aos presentes, bateu com a mão direita no peito, que ergueu, com o braço estendido - assemelhando-se ao gesto popularizado por Adolf Hitler. Repetiu, depois, a saudação, ao virar-se. O momento ficou eternizado em vídeo, que poderá ver aqui.

Trump presta juramento sem colocar a mão sobre a Bíblia

Donald Trump não colocou a mão sobre a Bíblia quando prestou juramento durante a sua tomada de posse. Ao invés, Melania Trump segurava a Bíblia pessoal do marido, que lhe foi oferecida pela mãe, e a Bíblia que o presidente Abraham Lincoln usou para prestar juramento, em 1861.

Saliente-se, contudo, que não há qualquer exigência legal para que o presidente coloque a mão sobre a Bíblia, apesar de ser uma prática usual.

De qualquer modo, o magnata não deixou de agradecer a um poder divino, ao ter considerado que foi “salvo por Deus para tornar a América grande de novo”.

“O caminho para recuperar a nossa república não tem sido fácil, isso posso dizer-vos. Aqueles que desejam travar a nossa causa tentaram tirar-me a liberdade e, na verdade, tirar-me a vida. Há apenas alguns meses, num belo campo da Pensilvânia, uma bala assassina atravessou a minha orelha, mas eu senti, nessa altura, e acredito, ainda mais agora, que a minha vida foi salva por uma razão”, reforçou.

Os indultos, as promessas e as ordens executivas

Novo presidente perdoa 1.500 atacantes do Capitólio...

O novo presidente dos Estados Unidos assinou na noite de segunda-feira um decreto a perdoar as cerca de 1.500 de pessoas condenadas pelo ataque de 6 de janeiro de 2021 ao Capitólio.

O decreto surgiu pouco depois de o republicano ter anunciado que exerceria o seu poder de indulto logo no primeiro dia em funções, tal como tinha prometido durante a campanha eleitoral.

"Isto é para 6 de janeiro, para os reféns, cerca de 1.500 pessoas que serão completamente perdoadas", disse.

A decisão surgiu horas depois de cerca de 50 membros da organização ultranacionalista 'Proud Boys' terem marchado pelas ruas de Washington, exigindo o perdão dos seus membros presos.

...e assina ordem executiva para retirar os Estados Unidos da OMS

Trump assinou também uma ordem executiva para retirar os Estados Unidos da Organização Mundial de Saúde (OMS), um organismo que tinha criticado duramente pela forma como lidou com a pandemia.

"A OMS defraudou-nos", acusou, na segunda-feira, justificando a retirada com a diferença entre as contribuições financeiras dos Estados Unidos e da China para a organização.

No texto, Trump pediu que as agências federais "suspendam a futura transferência de quaisquer fundos, apoios ou recursos do governo dos EUA para a OMS" e orientou-as para "identificar parceiros norte-americanos e internacionais de confiança" capazes de "assumir as atividades anteriormente realizadas pela OMS".

Sublinhe-se que a saída dos Estados Unidos poderá obrigar a OMS uma grande reestruturação e prejudicar os esforços globais de saúde pública, incluindo a vigilância e a resposta a surtos.

Estados Unidos voltarão a sair do Acordo de Paris sobre o Clima

O líder anunciou ainda que voltará a retirar os Estados Unidos do Acordo de Paris sobre o clima, prejudicando os esforços mundiais para travar o aquecimento global.

Trump fez este anúncio no seu discurso de tomada de posse, no Capitólio, no qual também prometeu aumentar a produção de petróleo dos Estados Unidos e eliminar os subsídios criados pelo seu antecessor, o democrata Joe Biden, para a compra de veículos elétricos.

Trump restitui pena de morte a nível federal

Entre as ordens executivas que Trump assinou, há uma que restabelece a pena de morte a nível federal, ainda que Biden tenha comutado as sentenças de morte de todos os prisioneiros que se encontravam no corredor da morte, à exceção de três. A ordem de Trump também obriga à aplicação da pena de morte em qualquer caso em que alguém seja condenado por assassinar um agente da autoridade ou se um migrante sem documentos for condenado por um crime elegível para essa punição.

Canadá e México são os primeiros alvos da guerra comercial

O presidente dos Estados Unidos abriu a frente de uma guerra comercial, confirmando intenção de impor tarifas de 25% sobre os produtos do Canadá e México, a partir de 1 de fevereiro.

"Estamos a considerar [tarifas] na ordem dos 25% sobre o México e o Canadá, porque eles deixam muita gente (...) entrar [nos Estados Unidos], e muito fentanil também", disse, poucas horas depois da sua tomada de posse.

O republicano anunciou durante a campanha a intenção de introduzir rapidamente direitos aduaneiros de 25% sobre todos os produtos provenientes do México e do Canadá, se estes países não travassem o fluxo de droga e de imigrantes ilegais para os Estados Unidos.

Trump promete (novamente) controlar Canal do Panamá e rebatizar Golfo do México...

Donald Trump prometeu assumir o controlo do Canal do Panamá, rebatizar o Golfo do México e reforçar a tributação dos países estrangeiros, confirmando intenções já expressadas para o segundo mandato na Casa Branca.

No seu discurso na cerimónia de tomada de posse, Donald Trump sublinhou que o objetivo do acordo e o espírito do tratado em relação ao Canal do Panamá "foram totalmente violados", prometendo assumir controlo desta infraestrutura marítima vital para o comércio global.

"E o mais importante, a China opera o Canal do Panamá, e nós não o demos à China, demos ao Panamá. E vamos tomá-lo de volta", justificou.

Noutra intenção já anteriormente expressada, Trump confirmou também que, em breve, vai mudar o nome do Golfo do México para "Golfo da América".

… E expulsar "milhões e milhões" de imigrantes ilegais

O responsável assegurou que expulsará "milhões e milhões" de imigrantes ilegais, um dos principais focos da sua campanha eleitoral.

"Primeiro, declararei o estado de emergência na nossa fronteira sul" com o México, disse o presidente, acrescentando que enviará o Exército para patrulhar essa região.

"Todas as entradas ilegais serão imediatamente bloqueadas e iniciaremos o processo de devolução de milhões e milhões de estrangeiros criminosos para onde vieram", acrescentou.

Entretanto, a nova equipa da Casa Branca já anunciou que Trump vai terminar com o mecanismo CBP One - uma aplicação móvel da era Biden que permitiu dar entrada legal a quase um milhão de imigrantes através de entrevistas 'online', autorizando os solicitantes de asilo e outros migrantes a agendar horários para se apresentarem em pontos de entrada na fronteira entre o México e os Estados Unidos.

O novo presidente também anunciou que designará os cartéis de tráfico de droga como "organizações terroristas estrangeiras", invocando uma lei de 1798 contra Inimigos Estrangeiros, dando "poder total" às agências federais para "eliminar a presença de todos os gangues estrangeiros e redes criminosas que trazem o crime devastador para solo dos Estados Unidos".

Trump emitiu ainda ordens executivas para reformular as políticas de imigração, pondo fim ao acesso ao asilo e à cidadania por direito de nascimento.

Magnata quer levar bandeira norte-americana a Marte

Donald Trump afirmou que pretende levar a bandeira norte-americana ao planeta Marte durante a sua administração, alcançando "novos e gloriosos horizontes".

"Perseguiremos o nosso destino manifesto nas estrelas, lançando astronautas americanos para plantar 'as estrelas e as listas' [da bandeira dos Estados Unidos] no planeta Marte", declarou, sem fornecer detalhes.

Trump reconhecerá apenas "dois géneros"

O presidente assinou uma ordem executiva que obriga a sua administração a "reconhecer" apenas "dois géneros", prometendo "acabar com a ilusão dos transgéneros".

A ordem executiva visa "defender as mulheres do extremismo ideológico de género e restaurar a verdade biológica no Governo federal", disse um funcionário aos jornalistas sob condição de anonimato, acrescentando que a identidade sexual dos indivíduos passaria a ser definida exclusivamente pelos gâmetas que produzem.

"O que estamos a fazer hoje é afirmar que a política dos Estados Unidos é reconhecer dois géneros: masculino e feminino", disse a mesma fonte, citada pelas agências internacionais.

O responsável pretende também abolir as ajudas federais aos programas de apoio à diversidade na administração, por considerar que os Estados Unidos estão ameaçados por uma "invasão" de ideias progressistas.

E quanto às guerras?

Trump revoga sanções contra colonos israelitas na Cisjordânia...

O novo presidente dos Estados Unidos revogou uma ordem executiva emitida pelo antecessor, Joe Biden, que punia os colonos israelitas acusados de violência contra os palestinianos na Cisjordânia ocupada.

Mal tomou posse na segunda-feira, o Presidente republicano anulou o texto adotado em fevereiro de 2024, que tinha sido a condição prévia para a aplicação de sanções financeiras a vários colonos, incluindo um indivíduo acusado de instigar um motim na cidade palestiniana de Huwara, a sul de Nablus, que levou à morte de um civil palestiniano.

Na altura, Joe Biden denunciou como intolerável a violência dos colonos israelitas, que descreveu como uma "séria ameaça à paz, à segurança e à estabilidade" na região.

...e pressiona Putin a negociar acordo de paz com a Ucrânia

Trump convocou pela primeira vez Vladimir Putin para encontrar um acordo de paz com a Ucrânia, sob pena de a Rússia correr o risco de ser destruída. Antes, ao felicitar o 47.º Presidente dos Estados Unidos, o líder russo também prometeu procurar uma "paz duradoura" com Kyiv.

Ao regressar à Sala Oval para assinar uma série de ordens executivas, Donald Trump reafirmou que "tinha de falar com o presidente Putin (...), que ficará muito feliz por pôr fim a esta guerra".

Pela primeira vez, no entanto, Trump pressionou claramente Putin a encontrar uma solução para a guerra, ao considerar que a Rússia estará a caminhar para o desastre se se recusar a negociar e a selar um cessar-fogo ou um acordo de paz com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

"Zelensky quer fazer um acordo. Não sei se Putin o quer, se calhar não quer. [Mas] devia. Acho que ele está a destruir a Rússia ao não encontrar um acordo", disse.ANG/Lusa