terça-feira, 11 de novembro de 2025

França/Festival em Paris defendeu que “nova geração está a cumprir Cabral”

Bissau, 11 Nov 25 (ANG) - Vários artistas “netos das independências” dos países afrolusófonos estiveram reunidos no "Festival Lisboa nu bai Paris", na Gaîté Lyrique, em Paris, a 8 e 9 de Novembro.

Esta é “uma nova geração que está a cumprir Cabral”, declarou a investigadora Luísa Semedo, na conferência que marcou o arranque do evento e que teve como mote o legado de Amílcar Cabral.

O curador do festival, o músico Dino de Santiago, lembrou o poder transformador da cultura em tempos de extremismos, disse que “o público está afinado, mas quem está no poder está desafinado” e lembrou que “é da responsabilidade de cada um ser um Amílcar Cabral” hoje.

Neste programa, gravado ao vivo no dia 8 de Novembro, pode ouvir a conversa que marcou o arranque do “Festival Lisboa nu bai Paris”, na Gaîté Lyrique, em Paris. O festival foi comissariado por Dino d’Santiago que escolheu vários artistas afrodescendentes que têm reinventado, nos últimos anos, a música lusófona. Subiram, assim, ao palco Fattu Djakité, Kady, Nídia & DJ Marfox, Eu.Clides, Umafricana e Soluna, num evento organizado no âmbito dos 60 anos da delegação em França da Fundação Calouste Gulbenkian. 

“Os artistas que vão estar connosco vêm precisamente destes lugares de uma periferia, de uma Lisboa onde ainda temos pessoas que vivem à margem, lugares onde a humanidade reside com menos doçura. Mas, ao mesmo tempo, destes lugares conseguimos trazer bons cheiros e esperança com a música, com a força da cultura para nos elevar”, começou por explicar Dino d’Santiago.

No ano em que a maioria dos países afrolusófonos celebram os 50 anos das suas independências, o evento teve a força de um manifesto cultural, desde logo pelas palavras que marcaram o seu arranque.

“Quando há opressão, há sempre resistência. A cultura, a arte também são uma forma de resistência. Vemos isso a acontecer nos “netos da revolução”. Significa que o trabalho de Amílcar Cabral faz sentido e que ele continua vivo”, considerou a filósofa Luísa Semedo, admitindo que, ao olhar para os nomes do festival, vê-se que “esta nova geração está a cumprir Cabral”.

O “regresso às raízes” é algo assumido por esta geração que valoriza o poder criativo do legado musical e cultural que herdou. O próprio Dino d’Santiago - com os discos “Mundo Nôbo”, “Kriola”, “Badiu” - vai ao encontro da “reafricanização dos espíritos” defendida por Amílcar Cabral, o líder das independências da Guiné-Bissau e Cabo Verde e um dos maiores pensadores do anticolonialismo africano para quem as lutas de libertação eram um acto e um factor de cultura.

“A minha libertação foi quando senti um verdadeiro orgulho de ser cabo-verdiano também”, confessou o músico nascido em Portugal que se reencontrou nas raízes africanas e admitiu, no debate, que os seus discos “são autobiografias da reafricanização do meu espírito”.

Também a directora da delegação francesa da Fundação Calouse Gulbenkian, Teresa Castro, considerou que a cultura e a criação artística têm “esse papel importantíssimo de garantir a libertação dos espíritos” e que o papel da cultura teorizado por Amílcar Cabral é “profundamente actual. Uma das frases que sintetiza esse pensamento está transcrita no mural de Hélder Batalha na fachada da Fundação Amílcar Cabral, na cidade da Praia: “A luta pela libertação não é apenas um acto de cultura, mas também um factor de cultura”.

Quanto ao peso que a arte pode ter em tempos de extremismo e polarização política, Dino d’Santiago lembrou que só é fácil “pilotar” as pessoas se estas tiverem medo, mas que se a coragem imperar é da responsabilidade de cada um ser um Amílcar Cabral. Por outro lado, o músico e activista lembrou que “o público está afinado, quem está no poder é que está desafinado”.

Pode a música ser um antídoto ao racismo e unir o que a história desuniu? Foram 500 anos de colonialismo e isso “nunca será possível reparar”, mas a reconciliação vai-se esboçando com a arte e é a cantar que Dino d’Santiago responde: “Aqui toda a gente é parente. Terra não é só o lugar onde se nasceu, é também o chão que trazemos na mente. Aqui toda a gente é parente, mesmo quando se nasceu doutro ventre, chamamos mãe ao mesmo continente”.

“O público está sempre afinado, por mais que nos tentem desafinar”, sublinhou o curador do Festival "Lisboa nu bai Paris". 

De notar que, entre os artistas convidados para o "Festival Lisboa nu bai Paris", a primeira a subir ao palco no sábado foi a cabo-verdiana Kady, neta de Amélia Araújo, a voz da Radio Libertação no tempo da luta pelas independências, e filha de Teresa Araújo, cantora do histórico grupo Simentera que andou na Escola-Piloto de Conacry e conheceu de perto Amílcar Cabral.

 

Kady admitiu à RFI que se sente “de forma visceral” neta da independência. “Eu cresci a ouvir as histórias de Amílcar Cabral, as histórias da luta. Eu sinto-me muito pertencente a esse mundo. É algo mesmo que está nas veias e é uma honra, uma grande honra”, contou.

 

Por outro lado, a cantora Fattu Djakité admitiu à RFI sentir-se “cem por cento” como “neta de Amílcar Cabral”. “Eu sinto que sou uma representante de Amílcar Cabral porque sou Guiné-Bissau e Cabo Verde. Sinto que tenho dois corações a bater dentro do meu peito que são a Guiné-Bissau e Cabo Verde pelo simples facto de eu nascer na Guiné-Bissau, ir com cinco anos para Cabo Verde e viver lá há trinta anos. Nunca a Guiné-Bissau saiu de mim, falo o meu crioulo muito bem, sei sobre os costumes da Guiné-Bissau e sei também tudo sobre Cabo Verde. Eu sinto que sou o sonho realizado de Amílcar Cabral”, resumiu à RFI Fattu Djakité no final do seu concerto no sábado. ANG/RFI

 

 

Campanha Eleitoral/ Fernando Dias promete libertar detidos “injustamente” se for eleito Presidente da República

Bissau, 11 Nov 25 (ANG) – O candidato presidencial Fernando Dias da Costa prometeu, segunda-feira, libertar todos os cidadãos, civis e militares, que se encontram detidos sem julgamento ou condenação judicial, caso vença as eleições presidenciais, marcadas para o próximo dia 23 de Novembro.

Durante um comício popular realizado na cidade de Bula, região de Cacheu, norte da Guiné-Bissau, o candidato garantiu que, se for eleito, será um Chefe de Estado comprometido com a paz ,o respeito  a separação de poderes.

“A nossa lei maior diz que a Assembleia deve exercer o seu papel sem interferência do Presidente da República, o mesmo se aplica ao Governo e aos tribunais. A magistratura de influência não deve transformar-se em interferência, tal como faz o Presidente Sissoco Embaló”, disse Fernando Dias.

O candidato  disse que Umaro Sissoco  “não tem planos para o país nem expressão social”. Segundo Dias, o Presidente  se faz acompanhar por militares nas suas deslocações, e que, “como carros e motos não votam, ele já perdeu as eleições”.

Apoiado pela coligação PAI–Terra Ranka, liderada pelo PAIGC, Fernando Dias destacou a receção calorosa dos habitantes de Bula e das tabancas vizinhas, garantindo que não fará promessas irrealistas.

Assegurou, no entanto, que os problemas da região serão resolvidos quando for eleito, com o apoio da coligação que, segundo ele, dará continuidade aos projetos pendentes.

O candidato comprometeu-se ainda a unir os guineenses e promover a reconciliação nacional.

“A Guiné-Bissau precisa de liberdade. Nos últimos anos, quem critica o poder é acusado de preparar um golpe de Estado. É tempo de mudar isso”, afirmou.

Por sua vez, Domingos Simões Pereira, líder do PAIGC – partido excluído destas eleições por decisão do Supremo Tribunal de Justiça –, reafirmou o seu apoio a Fernando Dias, sublinhando que a aliança entre o PAIGC e o PRS “é um acontecimento histórico”.

“No dia 23 de Novembro vamos mudar, completamente, a política na Guiné-Bissau. Todos os malandros e os que não têm compromisso com o país serão afastados”, disse Simões Pereira, acrescentando que o apoio ao Fernando Dias  não se deve “à força ou à beleza”, mas sim à capacidade de garantir “a unidade,  democracia e  reconciliação nacional”.

Simões Pereira revelou ainda ter aconselhado ao Fernando Dias a refletir sobre as suas palavras antes de se dirigir à nação, lembrando que “crianças, jovens e adultos esperam um amanhã com esperança”.

O périplo de Fernando Dias pela zona norte do país terminou com um comício em Bula, que reuniu centenas de pessoas, apesar da chuva e do início tardio do evento. ANG/MSC//SG

Eleições Gerais/ Presidente Umaro Sissoco Embaló nega que pretende alterar a Constituição da República se for reeleito

Bissau,11 Nov 25 (ANG) - O Presidente cessante, nega ter  qualquer intenção de alterar a Constituição da República, caso for reeleito para o segundo mandato  de forma a puder concorrer a um terceiro mandato.

Umaro Sissoco Embaló falava , segunda-feira, num comício popular no setor de Prabis, região de Biombo, no âmbito da sua campanha eleitoral para as eleições gerais de 23 de Novembro.

Embaló voltou a defender a unidade nacional, paz e estabilidade para o desenvolvimento.

Antes do encontro com os populares, o Chefe de Estado cessante reuniu-se com representantes do poder tradicional da localidade.

No decurso da visita inaugurou a estrada Bôr/Prabis, cujas  obras de reabilitação foram  financiadas, integralmente, pelo Governo .

Em resposta aos pedidos, o candidato presidencial independente  deu orientações ao ministro das Finanças para se proceder, a partir de hoje, terça-feira, a remoção  dos resíduos em espaços de diversão.

Embaló reafirmou o seu compromisso com a paz e a unidade nacional, rejeitando qualquer forma de tribalismo. “Não posso ser tribalista porque tenho irmãos da etnia Papel”, afirmou.

O Chefe de Estado cessante voltou a condenar as divisões étnicas e se referiu aos nomes de  Agnelo Regala e Geraldo Martins, aos quais acusa de  envolvimento em várias tentativas de golpe de Estado.

Reiterou ainda que os guineenses “vão continuar a viver em paz na Guiné-Bissau”..

Na ocasião, declarou  que Braima Camará será o seu primeiro-ministro para os próximos quatro anos e que Fernando Dias da Costa “não tem condições para assumir o destino do país”.

Encerrando seu discurso, Umaro Sissoco Embaló sublinhou que , na qualidade do “comandante supremo das Forças Armadas”, não vai permitir qie ninguém desafiasse  a autoridade do Estado.

A cerimónia contou com a presença do Primeiro-ministro, Braima Camará, e de várias figuras políticas e comunitárias da região.

O Régulo de Prabis, Adriano Cá apelou a participação massiva da população nas eleições marcadas para o próximo dia 23 de Novembro.

Em nome das mulheres, Gina Cá destacou o cumprimento das promessas feitas por Embaló e pediu que se votasse em Sissoco Embaló e nos  candidatos da Plataforma Republicana-Nô Cumpu Guiné ao cargo de deputados.

Paulo Djú, porta-voz da juventude local, solicitou   a construção de um polo universitário e a remoção de lixo nos espaços destinados a eventos públicos em Prábis. ANG/LPG/ÂC//SG

segunda-feira, 10 de novembro de 2025

Rússia/Governo nega problemas com Lavrov face à ausência do chefe da diplomacia

Bissau, 10 Nov 25 (ANG) - A presidência russa (Kremlin) assegurou hoje estar tudo bem com o chefe da diplomacia, Serguei Lavrov, cuja ausência prolongada do espaço público tem alimentado rumores de que poderá ter caído em desgraça.

Lavrov, que não aparece em público desde o final de outubro, falhou recentemente um acordo com o homólogo norte-americano, Marco Rubio, sobre as modalidades da cimeira Putin-Trump em Budapeste, que foi adiada por tempo indeterminado.

Nos últimos dias, apenas comunicados escritos ou entrevistas em vídeo de Lavrov foram publicados no 'site' do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

A porta-voz do ministro, Maria Zakharova, não fez qualquer anúncio sobre a agenda pública de Lavrov durante a conferência de imprensa semanal na sexta-feira.

"Serguei Viktorovitch [Lavrov] continua a trabalhar ativamente", disse hoje o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, durante o 'briefing' diário telefónico, citado pela agência de notícias France-Presse (AFP).

"Está tudo bem", assegurou Peskov, que classificou como "absolutamente falsas" as especulações de alguns meios de comunicação social sobre uma eventual queda em desgraça de Lavrov.

"Quando houver eventos públicos, irão ver o ministro", prometeu.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, adiou no final de outubro um encontro com o homólogo russo, Vladimir Putin, em Budapeste, poucos dias depois de ter sido anunciado.

Trump, que tinha prometido acabar rapidamente com a guerra entre a Rússia e a Ucrânia no regresso à presidência em janeiro, explicou na altura que não queria discussões com Putin "para nada".

No dia seguinte, os Estados Unidos impuseram novas sanções ao petróleo russo.

A declaração de Trump ocorreu poucas horas após uma conversa telefónica entre Lavrov e Rubio, encarregados de abordar as modalidades da cimeira então prevista em Budapeste.

Sergei Viktorovitch Lavrov, 75 anos, chefia a diplomacia da Rússia desde 2004, tendo sido anteriormente representante de Moscovo junto das Nações Unidas (1994-2004).ANG/Lusa

 

Campanha Eleitoral/Braima Camará defende permanência de “Umaro Sissoco Embaló” no poder “para garantia da paz” no país

Bissau, 10 Nov 25 (ANG) – O primeiro-ministro “Braima Camara” defendeu, domingo, a permanência do candidato “Umaro Sissoco Embaló” no poder, “para a garantia da Paz, União, Estabilidade e o Desenvolvimento”, da Guiné-Bissau.

Braima Camará falava à imprensa, após uma passeata iniciada no centro da cidade de Bissau e terminando no espaço verde de Bairro Ajuda, no âmbito da campanha eleitoral em curso,  para as eleições gerais de 23 de Novembro, da Coligação, “Plataforma Republicana-Nô Cumpu Guiné (PR-NG).

Segundo Camará, apesar da passeata ter decorrido na ausência do candidato Umaro Sissoco Embaló a missão foi cumprida positivamente.

“Fizemos apenas um pequeno aquecimento para ver se fazemos descer calorias e diabete do corpo. Se recordam bem,  todas as outras passeatas já realizadas nesta campanha eleitoral, contaram  com a presença dos líderes do partido ou coligações, conseguimos  atingir a nossa moldura humana, e se púnhamos que o nosso líder Umaro Sissoco Embalo estivesse presente nesta passeata, asseguro-vos que não haveria  espaço para ninguém movimentar”, disse Braima Camará.

Para o primeiro-ministro, a visão de Umaro Sissoco Embaló de criar a Plataforma Repúblicana-Nô Cumpo Guiné trouxe a “união forte” entre os apoiantes de Embaló, e essa união  trouxe a força que irá  conduzir a reeleição  no dia 23 de Novembro.

“A cidade de Bissau, está bastante mudada com infraestruturas modernas, e não temos medo de convidar o Presidente da República Federal da Rússia
“Vladimir Putim” e dos Estados Unidos de América “Donal Trunp”, para visitarem o país. Queremos recordar ainda que a Guiné-Bissau, já tem a sua quota regularizada na Organização das Nações Unidas e na União Africana, e agora a nossa voz é escutada nestas organizações”, disse o PM.

O candidato Umaro Sissoco Embaló, segundo Braima Camará, é um homem pacífico de bom coração, porque, apesar de tanta implicações contra a sua pessoa da parte de outros candidatos, não ordenou a prisão de nenhum candidato como recentemente aconteceu na Tanzânia, porque resolveu perdoar.

ANG/LLA/ÂC//SG     

     


Eleições Gerais
/José Mário Vaz promete libertar presos políticos e restaurar a liberdade de imprensa caso vença eleições

Bissau, 10 Nov 25 (ANG) – O candidato presidencial José Mário Vaz promete, caso  vencer as eleições de 23 de Novembro,  restaurar a liberdade no país, com a soltura de todos os prisioneiros políticos e garantir o regresso da imprensa internacional à Guiné-Bissau.

Falando num comício popular de abertura oficial da sua campanha eleitoral, realizado no sábado, em Bambadinca, região de Bafatá, leste do país, o antigo chefe de Estado prometeu que, sob a sua liderança, “ninguém será preso por motivos políticos” e que “a vingança, o ódio e os ajustes de contas vão terminar”.

 “Comigo no poder, todos podem dormir tranquilos. Ninguém vai bater em ninguém, nem em Domingos Simões Pereira, Braima Camará, Fernando Dias ou Umaro Sissoco Embaló. Vamos unir-nos para desenvolver o nosso país”, declarou.

José Mário Vaz apelou ainda às Forças de Defesa e Segurança, e em particular ao Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, Biagué Na Ntan, para manterem-se afastados da política,  recordando que, durante o seu mandato, o general assegurou-lhe que os militares respeitariam o poder civil e o mandato presidencial até ao fim.

O antigo Presidente destacou que, após perder as eleições anteriores, aceitou os resultados e entregou o poder pacificamente a Umaro Sissoco Embaló.

 “Quando perdi, peguei na mão da minha esposa e saí do Palácio, se Umaro ganhar novamente, vamos o apoiar e se perder deve fazer o mesmo que eu fiz: pegar a mão da sua esposa e deixar o palácio, isso é democracia”, afirmou.

Felicitou os militares por terem respeitado a Constituição e acompanhado Embaló até ao fim do seu mandato.

Entre as promessas eleitorais, José Mário Vaz garantiu que, caso regresse ao poder, o preço da castanha de caju voltará a ser mil francos CFA, e que a batata-doce voltará a ser exportada para o Senegal, e também prometeu melhorar as condições de ensino e investir na agricultura.

 “A nossa economia é a agricultura e a agricultura é a nossa economia”, referiu citando Amílcar Cabral, ao apelar aos cidadãos para valorizarem o trabalho agrícola.

O ex-Presidente lamentou ainda a situação social do país, denunciou a fome que afeta várias regiões do interior. “Não pode haver democracia sem paz, nem paz com fome”, sublinhou.

José Mário Vaz terminou o comício apelando à unidade e ao entendimento entre os guineenses. “O país está perdido porque não queremos respeitar e entender-nos uns aos outros,ninguém virá de fora para construir a Guiné-Bissau se não os seus próprios filhos”, afirmou.ANG/MI/ÂC//SG

   COP30/ Amazónia acolhe as negociações climáticas mais difíceis de sempre

Bissau, 10 Nov 25 (ANG) - Começa hoje a Conferência das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas, COP30, na cidade de Belém em plena Amazónia, no Brasil.

O desafio é claro: evitar o colapso da cooperação mundial sobre o clima. Mesmo que os dados relativos aos progressos alcançados na luta contra o aquecimento global sejam motivo de preocupação.

Apesar de décadas de negociações, compromissos e cimeiras, as emissões globais de gases com efeito de estufa aumentaram um terço desde a primeira reunião, o consumo de combustíveis fósseis continua a crescer e as temperaturas médias mundiais aproximam-se de limiares que os cientistas consideram catastróficos para o planeta.

Simon Stiell, secretário executivo da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas, considera que as reuniões anuais continuam a ser úteis, embora reconheça que é preciso fazer muito mais, e com muito mais rapidez, pois as catástrofes climáticas atingem todos os países.

Desde 1995, as emissões globais aumentaram 34%.

Um relatório recente do World Resources Institute revela que os objectivos de redução das emissões de gases com efeito de estufa até 2035 continuam insuficientes para impedir que as temperaturas globais aumentem mais de 1,5 °C em relação à era pré-industrial — o limite fixado pelo Acordo de Paris de 2015.

As temperaturas médias anuais já ultrapassaram esse limiar em determinados anos, e 2023 e 2024 figuram entre os anos mais quentes de sempre.

Todavia, Simon Stiell afirma que, sem o processo da COP, o mundo estaria hoje a caminho de um aumento de temperatura de 5 °C, em vez dos menos de 3 °C actualmente projectados.

O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, manteve o evento na Amazónia apesar da falta de hotéis e das críticas logísticas, determinado em fazer da floresta o símbolo da urgência climática.

A floresta amazónica, essencial na absorção de gases com efeito de estufa, enfrenta hoje múltiplas ameaças: desflorestação, mineração ilegal, poluição e violência contra comunidades indígenas.

No arranque de nova maratona de negociações, subsistem as questões: consegue ainda o mundo unir-se perante as previsões catastróficas de aquecimento global? Como evitar um choque entre países ricos e em desenvolvimento? E onde encontrar os recursos financeiros para apoiar as nações mais afectadas?

Os Estados Unidos, o segundo maior poluidor do mundo, não estarão presentes.

Resta, contudo, um ponto positivo. Depois de três cimeiras seguidas realizadas em regimes autoritários: Egipto, Emirados Árabes Unidos e Azerbaijão, a sociedade civil deverá, desta vez, no Brasil, ter espaço para se fazer ouvir.ANG/RFI

 

             Etiópia/ União Africana promove 5ª sessão sobre migração

Bissau, 10 Nov 25 (ANG)  - Os trabalhos da 5ª sessão ordinária do Comitê Técnico Especializado (CTE) da União Africana (UA) sobre Migração, Refugiados e Deslocados Internos começaram nesta segunda-feira em Adis Abeba, com a participação de Marrocos.

O programa desta sessão, que decorre sob o tema "Repensando a migração e reorientando a arquitetura humanitária em África", inclui uma reunião de especialistas de 10 a 12 de novembro, seguida de um segmento ministerial nos dias 13 e 14 de novembro.

A delegação marroquina nesta sessão inclui representantes de departamentos relacionados com a migração e da missão permanente do Reino junto da UA.

Esta 5ª sessão visa reformular as narrativas dominantes sobre a migração, passando de uma visão que a considera um fardo para o reconhecimento do seu papel como catalisador do desenvolvimento, da inovação e da integração no continente, ao mesmo tempo que fortalece as respostas humanitárias baseadas nos direitos humanos e promove a visão africana de unidade e crescimento.

O Comitê serve como plataforma para debater questões relacionadas à governança da migração, à proteção de refugiados e à ajuda humanitária em todo o continente.

A participação de Marrocos nesta sessão é uma oportunidade para destacar a experiência pioneira do Reino na governança da migração. ANG/Faapa

   

                  Japão/Ásia enfrenta fenómenos naturais extremos

Bissau, 10 Nov 25 (ANG) – Fenómenos climáticos extremos atingem nos últimos dias várias regiões do continente asiático. O Irão vive a pior seca em décadas, com as barragens a atingirem reservas de água de menos de 3%. Enquanto as Filipinas foram atingidas por um super-tufão, no Japão um sismo fez lançar este domingo um alerta de tsunami.

6,9 na escala de Richter foi a magnitude do sismo registado esta manhã ao largo da região norte do Japão.

De imediato, as autoridades emitiram um alerta de tsunami. Inicialmente, receavam-se vagas de alguma dimensão, o que no entanto, não se confirmou. A costa de MIKAYO foi atingida por um tsunami relativamente fraco, as autoridades japonesas acabaram por retirar o alerta, numa região ainda traumatizada pelos terramotos dramáticos de 2011.

Não muito longe, as Filipinas enfrentam também nos últimos dias fenómenos naturais violentos. Este domingo, a costa leste do país foi atingida por um super-tufão, denominado FUNG WONG. Até ao momento, há registo de pelo menos um morto. A tempestade chegou primeiro a Luçon, a principal ilha filipina, mas o raio de acção cobre praticamente todo o país, já de si devastado por vários tufões na última semana e que obrigaram a evacuar de muitas zonas mais de um milhão de pessoas. 

Já no Médio Oriente, um fenómeno climático de sinal contrário. O Irão vive uma situação de seca extrema sem precedentes. Na capital Teerão, há um século que não chovia tão pouco, a situação é particularmente crítica com os níveis de água nas barragens a descerem a menos de 8 por cento. Na segunda maior cidade iraniana, MASHHAD, as quatro barragens estão com reservas abaixo dos 3 por cento.

O governo iraniano anunciou este sábado que irá proceder a cortes no fornecimento de água à população.ANG/RFI

            Portugal/Relatório alerta para retrocessos na democracia

Bissau, 10 Nov 25 (ANG) – Um relatório do ISCTE avalia a qualidade da democracia em 2025 nos países lusófonos, e Portugal, Cabo-Verde, São Tomé e Príncipe, Brasil e Timor-Leste apresentam regimes democráticos mais estáveis.

 Pelo contrário, Angola, Moçambique e Guiné-Bissau são autocráticos e com "instituições muito débeis e frequentemente violadas".

Angola, Guiné-Bissau e Moçambique: 50 Anos depois das independências, é frágil a democracia nestes três países de língua portuguesa.

É a conclusão do Relatório da Democracia 2025, um estudo do ISCTE, instituto universitário de Lisboa, que analisa a qualidade democrática em diversas regiões do globo.

Numa secção dedicada aos países de língua portuguesa, o relatório assinala que houve avanços e recuos e que nas últimas décadas, todos os países lusófonos evoluíram no sentido da democracia.

Mesmo assim, há três que se distinguem pela negativa:

Em Angola, a investigação identifica um “regime autocrático, monopolizado pelo mesmo partido, o MPLA”, desde a independência que se celebra na próxima terça-feira. O estudo classifica o país como uma autocracia eleitoral, devido ao controlo do jogo eleitoral e às restrições impostas à sociedade angolana desde o fim da guerra civil em 2002.

Guiné-Bissau é também uma autocracia, diz o relatório, mas ao contrário de Angola ,na Guiné a instabilidade política é permanente. Os golpes de Estado e os confrontos entre as diversas facções políticas tornaram-se a forma predominante de chegar ao poder. 

No grupo dos três, ainda Moçambique. A investigação destaca o agravamento das desigualdades económicas e sociais e alerta que as eleições de 2024 foram menos livres e justas do que há uma década, o que revela uma tendência de retrocesso democrático.

Pelo contrário, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe, surgem como exemplos de democracias estáveis nos Países de Língua Oficial Portuguesa. No entanto, uma referência para São Tomé, onde ainda persiste uma instabilidade política que “dificulta o aprofundamento democrático”.

Além de Portugal, no relatório são ainda mencionados o Brasil, que registou com a vitória de Lula da Silva, uma ligeira recuperação democrática, e finalmente Timor-Leste, um caso de durabilidade democrática com práticas eleitorais robustas.

Em síntese, o estudo do ISCTE conclui que no seu conjunto os países de expressão portuguesa superaram as heranças coloniais e autoritárias, mas alguns mostram ainda fragilidades institucionais e ameaças à liberdadade. 

Recomenda, por isso, um reforço das instituições eleitorais, a promoção da transparência e a redução das desigualdades sociais, como passos essenciais para consolidar a democracia no espaço lusófono.ANG/RFI

 

Campanha eleitoral/Candidato presidencial Umaro Sissoco Embaló promete obras de reabilitação de infraestruturas em Bolama/Bijagós

Bissau,  10 nov 25(ANG) – O candidato independente, Umaro Sissoco Embaló  prometeu  reabilitar o Porto de Bolama que se encontra  em avançado estado de degradação.

“Já estamos a dragar o Porto de Bissau, porque pretendemos colocar a Base da Marinha de Guerra Nacional aqui em Bolama”, disse Sissoco Embaló num comício de campanha eleitoral na antiga capital , realizado sábado.

Afirmou que todos viram com os seus próprios olhos que a capital Bissau já tem uma outra imagem, por isso vai vencer as eleições de 23 de Novembro, logo na primeira volta.

“Se alguém for enganado uma, duas e três vezes e se voltou a ser enganado pela quarta vez é porque a própria pessoa está de praga”, disse, salientando que o povo de Bolama não está de praga.

Umaro Sissoco Embalo sublinhou que existem pessoas que vangloriam de que são naturais da Ilha dos Bijagós, tendo questionado sobre o que essas pessoas fizeram para o desenvolvimento do Arquipélago de Bijagós.

“Eles chegaram de construir escolas aqui, ou chegaram de casar uma filha de Bolama? Só aparecem aqui no momento da campanha eleitoral para vos enganar para votarem neles”, frisou.

Umaro Sissoco Embalo salientou que as obras de reabilitação das estradas estão em curso em todas as localidades do país, desde, Rotunda do Aeroporto até São Domingos, em Bafatá, Gabu e outras localidades.

Pede aos populares de Bolama para votarem na continuidade, para lhe  permitir a conclusão dos  seus projetos em prol do desenvolvimento do país.

O candidato independente apoiado pela Plataforma Republicana “Nô Cumpu Guiné”, às presidenciais de 23 de Novembro, Umaro Sissoco Embalo, criticou que Bolama foi votada ao esquecimento durante os 52 anos da independência.

Disse que agora, no seu mandato, os populares daquela região já dispõe da luz elétrica durante 24 horas e prometeu mandar alcatroar 10 quilómetros de estradas em Bolama se for reconduzido para o segundo mandato.

O Governador da região de Bolama Bijagós, Ramiro Bubacar Embaló  disse que muitos projetos já estão em curso naquela região e que outros hão de chegar, para todo o Arquipélago de Bijagós.

Para o Diretor Regional de campanha do candidato às presidenciais pela Plataforma Republicana Nô Cumpu Guiné, Anselmo Mendes, a presença de Umaro Sissoco Embaló no meio dos populares locais, representa a visita de  um  Presidente de referência na história do país.

“Para escrever a história da Guiné-Bissau em cada página existirá uma pessoa a ser levada em conta como referência, no capítulo político, de governação”, disse Anselmo Mendes.

Aquele responsável frisou que, no capítulo de governação, Umaro Sissoco Embaló é uma referência na Guiné-Bissau, pelas realizações por ele feitas em prol do desenvolvimento do país . ANG/ÂC//SG

Eleições gerais/ “Fernando Dias se compromete a devolver dignidade e justiça aos guineenses”, diz  Agnelo Regala

Bissau, 10 Nov 25 (ANG) – O líder do Partido  União Para Mudança, que integra a Coligação PAI Terra Ranka, Agnelo Regala disse que o candidato presidencial Fernando Dias assumiu o  compromisso de  restauração da justiça,  democracia e da ordem constitucional na Guiné-Bissau.

Agnelo Regala falava durante um comício popular realizado sábado no bairro de Lalaquema, no campo de Maracanã, em Bissau, realizado sob o lema: “Com Fernando Dias, a justiça regressa ao país. Basta de medo!”,

 O evento contou com a presença de várias figuras políticas da Coligação PAI Terra Ranka e API-Cabaz Garande, nomeadamente Domingos Simões Pereira, Geraldo Martins, Agnelo Regala, Vicente Fernandes, Cadi Seidi, Califa Seidi, secretário-geral do PAIGC António Patrocínio, Octávio Alves , o diretor da campanha de Fernando Dias, Mário Fambé, Lassana Fati, Danilson Gomes Ié vulgo Nick Gomes, entre outros dirigentes.

O comício ficou marcado  por falhas de corrente elétrica, razão pela qual o candidato ao cargo do Presidente da República, Fernando Dias da Costa  não conseguiu apresentar aos eleitores seus planos para exercício dessa função.

Em nome da coligação PAI Terra Ranka,  Agnelo Regala apelou aos cidadãos para votarem massivamente nas eleições de 23 de novembro, com o objetivo de “vencer a injustiça e pôr fim aos espancamentos”.

Afirmou que o grupo está unido por uma causa: “Queremos mudanças para uma Guiné-Bissau onde nenhuma pessoa seja vítima de perseguição.

Regala reagiu  às declarações do Presidente  Umaro Sissoco Embaló, que prometeu deté-los,após as eleições, por alegado envolvimento  na alegada tentativa de golpe de Estado.

“No dia 24 de Novembro, o Presidente perceberá que não tem poder para prender ninguém, apenas os tribunais o podem fazer”, disse Regala.

Agnelo Regala acrescentou que nunca estiveram envolvidos em tentativas de golpes de Estado
, frisando que a sua única determinação é derrubar, de forma pacífica, o atual regime.”

Destacou que o  projeto político de apoiar Fernando Dias visa “devolver dignidade aos guineenses”, através de uma governação baseada na justiça social, educação de qualidade, saúde acessível e melhores condições de vida, sobretudo para as mulheres e crianças.

“O lugar de uma criança é na escola, e não na rua a vender durante a noite”, enfatizou.

Agnelo Regala concluiu a intervenção  pedindo serenidade e coragem aos cidadãos: “Precisamos de um país verdadeiramente livre. Sem liberdade, não há progresso possível. No dia 23 de Novembro, votem em Fernando Dias para pôr fim aos abusos e devolver a dignidade ao nosso povo”, disse Regala.

 Durante o comício, Siga Batista sublinhou  que “o problema do país é comum” e que a   resposta  e solução devem também ser coletiva.ANG/LPG/ÂC//SG

 

Politica/PAIGC indignado com invasão de homens armados à residência do deputado Djibril Mané

Bissau, 10 Nov 25 (ANG) – O Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo-Verde (PAIGC),disse ter recebido com indignação a notícia da invasão, à residência do deputado e membro de Bureau Político do partido Djibril Mané, por homens armados e encapuzados, ocorrida na madrugada do dia 08  de Novembro.

De acordo com um comunidade do partido, datado de 09 de Novembro, à que a ANG teve acesso hoje,  esta organização política refere citando  testemunhas não identificadas, que  os invasores, sem nenhum mandato de busca, forçaram a entrada em quase todas as dependências da residência, com falso pretexto de estarem a procura de armas.

O PAIGC considera  “vergonhoso e inqualificável”, esse ato, que terá assustado a esposa e as crianças do dirigente do PAIGC.

Na nota, o PAIGC salienta que, perante o ato que considera de “descabido”, ocorrido em plena campanha eleitoral, em que os dirigentes políticos deveriam ser protegidos, vem repudiar com veemência este ato de invasão à casa de um dirigente político, pelo que exige a  abertura de um inquérito para apuramento da verdade e a consequente tradução dos presumíveis autores morais e materiais à justiça.

 O partido exorta  o Ministério do Interior e da Ordem Pública a cumprir, a letra, a promessa de velar pela segurança dos dirigentes políticos, sem exceção, cumprindo o seu dever de garantir a ordem civil, neste período especial que carateriza a campanha eleitoral. ANG/MSC/ÂC//SG

 

sexta-feira, 7 de novembro de 2025

Eleições gerais / Umaro Sissoco Embaló apresenta Manifesto Eleitoral e reafirma compromisso com estabilidade e desenvolvimento da Guiné-Bissau

Bissau, 07 Nov 25 (ANG) - O candidato às eleições presidenciais, Umaro Sissoco Embaló, apresentou nesta sexta -feira,  numa unidade hoteleira de Bissau, o seu Manifesto Eleitoral para um segundo mandato.

O acto foi testemunhado por membros do governo e  lideres dos 19 partidos políticos que integram e Plataforma Repúblicano-Nô Cumpu Guiné,  coligação que suporta a candidatura presidencial de Umaro Sissoco Embaló.

Na ocasião, Sissoco Embaló  reafirmou o compromisso de continuar a servir a Guiné-Bissau, promovendo o desenvolvimento socio-económico sustentável em um ambiente de estabilidade política e paz social.

Reiterou no seu discurso o lema que marcou o seu primeiro mandato, “N’ta prometi e n’ta fasi”, em português, "prometo e faço”.

“Ontem prometi e cumpri. Hoje volto a prometer e vou cumprir. Com união, coragem e fé, construiremos um país digno das próximas gerações”, declarou.

O candidato destacou que a sua recandidatura é movida pela vontade de melhorar as condições de vida da população guineense, sobretudo dos mais vulneráveis.

No seu manifesto, Umaro Sissoco Embaló assumiu o compromisso de garantir boa governação, estabilidade política duradoura, acesso universal à educação e  saúde, redução da pobreza e fortalecimento das infraestruturas rodoviárias e digitais.

Prometeu consolidar a credibilidade interna e externa do Estado, Restauração das autoridades do Estado, realização das grandes reformas estruturantes e um segundo mandato por uma Guiné Bissau resiliente.

Entre os projetos em destaque, Embaló anunciou que está na fase final um estudo de viabilidade para a construção de uma Ponte sobre o rio de Farim, e que decorrem obras de expansão da rede elétrica nacional, incluindo a ligação do segundo cabo submarino “Amílcar Cabral”.

 O candidato também prometeu avançar com a realização das primeiras eleições autárquicas do país.

Apelou à unidade nacional, convidando os cidadãos a se juntarem ao seu projeto político que designou de “Momento patriótico de consolidação da paz e do progresso”.

“A nossa Nação é rica em cultura, recursos e, sobretudo, em gente resiliente e trabalhadora. O futuro depende das escolhas que fazemos hoje. Não podemos permitir o retrocesso”, afirmou.

O candidato presidencial garantiu ainda que continuará a modernizar as Forças de Defesa e Segurança, tornando-as “cada vez mais Republicanas e ao serviço do povo”.

Disse que fará de  tudo o que for necessário para estimular o alcance dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) na Guiné-Bissau, melhorando os indicadores sociais e macroeco
nómicos.

Sobre a alegada tentativa de golpe de Estado, Umaro Sissoco Embaló afirmou que todos os envolvidos serão levados à justiça.

O candidato disse que  a Guiné-Bissau pertence a todos os seus filhos”, pede  para que ninguém  odeie a etnia Balanta”, frisando que apenas algumas pessoas desse grupo etnico  estariam a perturbar a estabilidade nacional.

Umaro Sissoco Embaló reafirmou o desejo de ver os guineenses com melhores salários, saúde, educação e mais oportunidades de emprego, especialmente  os jovens e mulheres. ANG/LPG//SG