sexta-feira, 14 de novembro de 2025

Desporto-futebol/Amistoso entre  “Guiné-Bissau” e “Angola” marcada para  terça-feira  cancelado por  questões logísticas

Bissau, 14 Nov 25 (ANG) – O encontro amistoso de futebol entre as seleções de Angola e Guiné-Bissau, previsto para a próxima terça-feira(18)em Luanda foi cancelado por questões logísticas e também , disse a ANG uma fonte da Federação de Futebol da Guiné-Bissau(FFGB).

 “O  encontro foi cancelado por falta de meios logísticos para suportar este encontro amigável, devido a preparação do encontro Angola/Argentina marcada para esta sexta-feiira, em Luanda, e ainda devido ao envolvimento das autoridades guineenses em campanha eleitoral”, disse.

A Guiné-Bissau está em campanha eleitoral para eleições gerais do próximo dia 23, em que deverão ser eleitos novo presidente da república e 102 deputados para a Assembleia Nacional Popular(parlamento).  ANG/LLA//SG

quinta-feira, 13 de novembro de 2025


Eleições gerais
/Presidente da Plataforma Política das Mulheres defende maior inclusão feminina na vida política nacional

Bissau, 13 Nov 25 (ANG) - A Presidente da Plataforma Política das Mulheres da Guiné-Bissau, Silvina Tavares, defendeu hoje  a necessidade de uma mudança de estratégia para garantir uma participação mais efetiva das mulheres na vida política e nos espaços de decisão do país.

Em entrevista exclusiva ANG, sobre o papel das Mulheres no atual processo eleitoral em curso no país,  Tavares sublinhou que a presença feminina é fundamental para a consolidação da democracia,  promoção da igualdade de gênero e o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

“A ausência da mulher em qualquer ato torna o processo muito mais complicado, porque elas são dinamizadoras e protagonistas em qualquer sociedade. Está cientificamente provado que a presença da mulher impulsiona qualquer atividade”, afirmou.

Apesar do papel ativo das mulheres nas campanhas eleitorais, a dirigente da Plataforma lamentou que o seu esforço nem sempre seja recompensado. “As mulheres participam massivamente e redobram os seus esforços, mas, no final, não são nomeadas nem colocadas como cabeças de lista. Alegam que não têm capacidade financeira, mas há partidos que financiam candidatos homens. O mesmo deveria acontecer com as mulheres”, criticou.

Silvina Tavares defendeu  que as mulheres devem demonstrar internamente, dentro dos seus partidos, as suas competências e capacidade de liderança, para ocupar cargos de destaque.

“É preciso mudar a estratégia. As mulheres têm que mostrar que merecem estar nos lugares-chave”, frisou, lamentando que, embora representem a maioria da população, continuam a ser marginalizadas.

A líder da Plataforma Politica das Mulheres da Guiné-Bissau recordou que, após a aprovação da Lei da Paridade em 2018, o número de deputadas no parlamento nas eleições de 2019 aumentou.

“Tínhamos 11 deputadas, mas em 2023 o número reduziu. E nas eleições de 2025, o cenário é ainda mais preocupante: num total de 102 deputados, apenas uma mulher, Adja Satu Câmara Pinto é cabeça de lista”, destacou.

Tavares considerou “inadmissível” que muitas mulheres sejam colocadas como suplentes e acabam por não exercer funções diretivas.

A Presidente da Plataforma Politica das Mulheres defendeu, por isso, a revisão da Lei da Paridade, para que esta defina, claramente, a posição das mulheres nos cargos eletivos e também nas nomeações públicas e privadas.

Apesar das dificuldades, a presidente da Plataforma Política das Mulheres garantiu que a luta pela igualdade de gênero vai continuar.

“Promover a mulher é promover uma geração e uma sociedade. Tudo o que uma mulher faz, ela pensa nos seus filhos, irmãos e no país. É por isso que as mulheres devem ser colocadas nos lugares-chave, para caminhar, lado a lado, com os homens rumo ao desenvolvimento nacional”, concluiu.ANG/LPG//SG

Eleições Gerais/Presidente de RENAJ pede a concorrentes eleitorais para evitarem uso de linguagens que incitam divisão étnica

Bissau, 13 Nov 25 (ANG) - O Presidente da Rede Nacional de Associações Juvenis (RENAJ) apelou esta quinta-feira aos candidatos às eleições gerais do próximo dia 23  para não fizerem o uso de linguagens que incitem  a divisão das etnias ou grupos religiosos.

Abulai Djaura falava em entrevista exclusiva  à Agência de Notícias da Guiné(ANG) sobre a  Campanha Eleitoral em curso no país.

“A Guiné-Bissau é um país laico, com diversidades culturais em  que  a convivência pacifica  entre diferentes etnias é visível. Isso constitui um valor bastante rico e que deve ser preservado”, disse Djauara.

Disse que os políticos devem contribuir para a união nacional, através dos seus discursos e incentivar aos jovens para  um futuro que possa contribuir para o progresso da Nação guineense e do seu povo.

Abulai Djaura sublinhou que a juventude é uma camada determinante no processo eleitoral e no processo de desenvolvimento da Guiné-Bissau, razão pela qual os programas políticos de governação devem sempre incluir o bem-estar dos jovens.

“Os jovens são sempre usados como descartáveis durante o processo eleitoral, tendo em conta a situação de carência com que  se deparam. Isso é bastante triste”, lamentou o Presidente de RENAJ.

Disse que antes deste processo eleitoral, a RENAJ desenvolveu  campanhas de sensibilização aos jovens no sentido de não se deixarem ser manipulados pelos políticos.

Disse que, infelizmente,  a situação de precariedade acaba por obrigar os jovens a permitirem serem corrompidos.

Abulai Djauara disse que se o  Estado da Guiné-Bissau não optar pela promoção juvenil com base nas suas competências, vai correr o risco de ter maior número de emigração juvenil nos próximos tempos, que, diz,  prejudicará o destino do país porque  os  jovens são a força do progresso de qualquer Nação. ANG/AALS//SG


Eleições Gerais
/Candidato Sissoco Embaló  promete devolver o brilho colonial à cidade de Bissorã

Bissau, 13 de Nov 25 (ANG) – O candidato independente Umaro Sissoco Embaló prometeu que a cidade de Bissorã, na região de Oio, “voltará a ser como nos tempos dos colonos portugueses”.

Embaló fez a promessa num comício popular de campanha eleitoral realizado em Bissorã.

Disse que o governo vai proceder à reabilitação das principais vias urbanas, e prometeu que “cinco quilómetros de asfalto serão suficientes para alcatroar toda a cidade”.

Embaló destacou ainda que os trabalhos de eletrificação estão em andamento e que, até Dezembro, Bissorã estará “totalmente iluminada, como Bissau e outras regiões que já dispõem de energia elétrica”.

Sisso Embaló revelou também que o Primeiro-ministro, Braima Camará  colocará em funcionamento, no dia 27 de Novembro, um furo de água destinado a abastecer a população local.

“A água servirá para o consumo humano e para o uso doméstico. A população pediu três coisas: luz, água e estradas e serão garantidas, depois veremos onde construir a universidade, e o hospital também será construida”, afirmou Embaló.

Por sua vez, o diretor nacional de campanha da Coligação Plataforma Republicana para a região de Oio, Nuno Gomes Nabiam, expressou confiança na vitória da Coligação, e reconheceu que Bissorã enfrenta  dificuldades em setores básicos.

“O hospital de Bissorã está em condições deploráveis, não há água, e as pessoas ainda recorrem às bolanhas para obter água isso não pode continuar.

No próximo Governo estaremos ao lado do Presidente e do Primeiro-ministro para trabalhar pela reconstrução da cidade de Bissorâ”, prometeu Nabiam. ANG/MI//SG

                   Brasil/Novo recorde de emissões de CO2 em 2025

Bissau, 13 Nov 25 (ANG) - As emissões de dióxido de carbono oriundo das energias fósseis deverá atingir um novo recorde em 2025 e vai ser "praticamente impossível” limitar o aquecimento planetário a menos de 1,5°C. O alerta é dado pelo Global Carbon Project, um estudo que junta 130 cientistas, numa altura em que decorre a COP30, Conferência das Nações Unidas sobre o Clima, no Brasil.

De acordo com o estudo do Global Carbon Project, em 2025, as emissões de CO2 oriundas do carvão, do petróleo e do gás serão 1,1% superiores ao ano passado e deverão atingir 38,1 mil milhões de toneladas. Ou seja, “é mais do que a média da progressão anual dos últimos dez anos que era de 0,8%” e estas emissões são agora 10% mais elevadas do que em 2015, o ano do acordo de Paris que se comprometeu em limitar o aquecimento global a 2°C ou 1,5°C relativamente ao período pré-industrial.

Pierre Friedlingstein, da Universidade britânica de Exeter e que dirigiu o estudo, diz que é “praticamente impossível” respeitar as metas do Acordo de Paris. As contas da derrapagem climática mundial mostram que para se limitar o aquecimento a 1,5°C, só se poderiam emitir mais 170 mil milhões de toneladas de CO2, o que corresponde a apenas quatro anos de emissões ao ritmo actual.

O falhanço não é uma surpresa e já foi reconhecido pela ONU e pelos participantes desta COP. Agora, o objectivo é que a derrapagem seja temporária, mas o temporário pode contar-se em décadas. Antes da COP de Belém, a ONU estimou que, a continuar ao mesmo ritmo, o aquecimento global será de 2,3 a 2,5°C até ao final do século.ANG/RFI

 

EUA/Congresso  aprova acordo orçamental e põe fim a 43 dias de paragem do Governo

Bissau, 13 Nov 25 (ANG) – A Câmara dos Representantes do Congresso dos Estados Unidos aprovou um acordo que põe fim ao maior encerramento do Governo na história do país, que se prolongou por 43 dias, após desacordos entre republicanos e democratas.

 


A Câmara aprovou esta quarta-feira o projeto de lei que o Senado havia apresentado na segunda-feira para reabrir o Governo com uma votação de 222 a favor, incluindo os votos favoráveis de seis democratas, e 209 contra, com dois republicanos a juntarem os votos à rejeição do projeto.

 

A medida será agora encaminhada para o Salão Oval, onde o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, convocou a imprensa às 21:45, hora local (02:45 em Lisboa), para assinar o acordo em frente às câmaras e pôr fim ao maior encerramento da história do país. 

 

Os deputados à câmara baixa do Parlamento norte-americano regressaram à capital do país esta semana, após quase oito semanas de ausência, para aprovar um acordo que parece ter antagonizado ainda mais as posições de democratas e republicanos.

 

Os democratas queriam inscrever no acordo a prorrogação do financiamento da Lei dos Cuidados Acessíveis, conhecida por Obamacare - que consiste num seguro de saúde proporcionado aos agregados com baixos rendimentos -, termina no final do ano e que acabou por ficar fora deste projeto de lei, com o compromisso republicano de ser discutido separadamente. 

 

Atendendo a algumas reações entre os republicanos, porém, o compromisso pode ser esquecido. "Avisámos-vos há 43 dias, por experiência própria, que paralisações do Governo não funcionam", declarou o deputado Tom Cole, presidente republicano da Comissão de Apropriações da Câmara. 

 

"Nunca alcançam o objetivo anunciado. E agora adivinhem? Vocês ainda não alcançaram esse objetivo e não vão alcançá-lo", completou Cole, numa referência ao Obamacare. 

 

Se a paralisação tinha revelado as divisões entre os dois partidos dentro do Congresso, a separação das posições ficou ainda mais clara quando os legisladores debateram o projeto de lei de despesas imediatas no plenário da Câmara, com os republicanos a acusarem os democratas de usarem o sofrimento causado pelo bloqueio das despesas para prevalecerem numa disputa política.

 

"Eles sabiam que isso causaria sofrimento e mesmo assim fizeram-no", afirmou o presidente da Câmara dos Representantes, Mike Johnson.

 

Em contrapartida, os democratas acusam os republicanos de terem apressado a aprovação de benefícios fiscais no início do ano que, segundo dizem, beneficiam principalmente os mais ricos, para, agora, imporem um projeto que "deixa as famílias à mercê do destino, sem nenhuma garantia de que haverá alguma vez uma votação para prorrogar os créditos fiscais para ajudar as pessoas comuns a pagar os seus cuidados de saúde", nos termos do deputado democrata por Massachusetts, Jim McGovern.

 

Por outro lado, o líder democrata Hakeem Jeffries deixou claro que os democratas não vão desistir da prorrogação do Obamacare, mesmo que a votação deste projeto não tivesse sido favorável neste aspeto particular. "Esta luta não acabou", afirmou Jeffries. "Estamos apenas a começar", acrescentou.

 

A Câmara dos Representantes não se reunia em sessão legislativa desde 19 de setembro, dia em que aprovou uma medida de curto prazo para manter o Governo em funcionamento quando o novo ano orçamental começou, em outubro.

Mike Johnson mandou então os legisladores para casa depois dessa votação e remeteu para o Senado a responsabilidade de conseguir um acordo que garantisse o financiamento da Administração, pelo menos, até ao final de janeiro, dizendo que os republicanos da Câmara tinham feito o seu trabalho.

 

Este acordo foi alcançado pelo Senado na passada segunda-feira com a adesão de oito senadores, sete democratas e um independente. A lei que Trump irá agora assinar financia três projetos de lei de despesas anuais e prorroga o restante do financiamento do Governo até 30 de janeiro.

 

Em troca, os republicanos prometeram votar até meados de dezembro a prorrogação do financiamento dos subsídios de saúde, mas não há garantias de que a promessa venha a ser cumprida.

ANG/Inforpress/Lusa

 

Costa do Marfim/OIM alerta apara “terríveis” violações dos direitos humanos em El-Fasher no Sudão

Bissau, 13 Nov 25 (ANG) - A Diretora-Geral da Organização Internacional para as Migrações (OIM), Amy Pope, alertou para violações alarmantes dos direitos humanos em El-Fasher, no norte do Sudão, região assolada pela violência desde que a cidade foi tomada por forças paramilitares no final de outubro, segundo um relatório publicado na terça-feira, 11 de novembro de 2025.

A Sra. Pope denunciou "a extrema insegurança e as terríveis violações dos direitos humanos, incluindo massacres e violência étnica e sexual em El-Fasher", lamentando também o acentuado aumento do deslocamento populacional.

"A crise em El Fasher é resultado direto de quase 18 meses de cerco, que isolaram as famílias, impedindo-as de ter acesso a alimentos, água e cuidados médicos", afirmou o diretor da instituição.

Segundo a representante da ONU, apesar dos esforços da OIM no terreno, a persistente insegurança e a diminuição dos suprimentos estão limitando significativamente o alcance da ajuda. "Sem acesso seguro e financiamento urgente, as operações humanitárias correm o risco de serem interrompidas, justamente quando as comunidades mais precisam de apoio", alertou ela.

Entre 26 de outubro e 9 de novembro, aproximadamente 38.990 pessoas fugiram dos combates no estado de Kordofan do Norte, segundo o relatório, que citou riscos "alarmantes" à segurança, como detenções arbitrárias, saques, agressões físicas e violência de gênero.

Diante de uma onda de violência, o Tribunal Penal Internacional (TPI) alertou, em 3 de novembro, que as "atrocidades" cometidas em El-Fasher provavelmente constituem crimes contra a humanidade.ANG/Faapa

    

ONU/Secretário-geral pede sistema financeiro mais inclusivo para desenvolvimento
de África

Bissau, 13 Nov 25 (ANG) - O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, defendeu, quarta-feira, em Nova Iorque, um sistema financeiro internacional mais inclusivo para melhor atender às necessidades dos países em desenvolvimento, particularmente na África.

"Chegou a hora de reformar a arquitetura financeira global para que ela reflita o mundo atual e atenda melhor às necessidades dos países em desenvolvimento, particularmente na África", enfatizou o chefe da ONU durante uma coletiva de imprensa conjunta com o presidente da Comissão da União Africana, Mahmoud Ali Youssouf, realizada por ocasião da 9ª Conferência Anual UA-ONU.

Ele observou que o progresso no continente africano "é dificultado por um sistema financeiro global desatualizado e desigual", acreditando que esse sistema deve ser reformado para se tornar "mais inclusivo, representativo, justo e eficiente".

“Essa abordagem envolve dar aos países em desenvolvimento um papel mais significativo nas instituições financeiras internacionais, triplicar a capacidade de empréstimo dos bancos multilaterais de desenvolvimento e aliviar o peso da dívida por meio de novos instrumentos que reduzam o custo do capital”, explicou o alto funcionário da ONU.

Segundo ele, trata-se também de reduzir os custos de empréstimo, estender os prazos de vencimento, alinhar o serviço da dívida à capacidade de pagamento e acelerar a liquidação da dívida soberana dos países com dificuldades financeiras.

O Sr. Guterres também indicou que a África precisa de investimento para beneficiar plenamente da revolução da energia limpa, observando que a energia solar e eólica são atualmente as fontes mais baratas e de crescimento mais rápido da história.

Ao falar sobre a crise climática, o Secretário-Geral da ONU afirmou que os países desenvolvidos têm um imperativo moral de agir, reduzindo a lacuna de ambição climática para manter o aumento da temperatura global em 1,5 graus Celsius e duplicando o financiamento para adaptação para pelo menos 40 bilhões de dólares este ano.

O Secretário-Geral da ONU também mencionou a disponibilização de pelo menos 300 mil milhões de dólares anualmente para a mitigação e adaptação às alterações climáticas e a mobilização de 1,3 biliões de dólares anualmente até ao final de 2025 para satisfazer as necessidades dos países em desenvolvimento.

Ele concluiu defendendo um programa de justiça climática que “traga equidade, dignidade e oportunidades para comunidades que, como muitas na África, estão na linha de frente da crise climática”. ANG/Faapa


       ONU/ Juiz queniano eleito para Tribunal Internacional de Justiça

Bissau, 13 Nov 25 (ANG - O Conselho de Segurança da ONU, juntamente com a Assembleia Geral, elegeu a juíza queniana Phoebe Okowa para o Tribunal Internacional de Justiça (TIJ) na quarta-feira.

A Sra. Okowa substitui o juiz somali Abdulqawi Ahmed Yusuf, cuja renúncia entrou em vigor em 30 de setembro de 2025.

Após quatro rodadas de votação, a juíza queniana obteve 106 votos na Assembleia Geral e oito no Conselho de Segurança. Seu principal concorrente foi o juiz de Serra Leoa, Charles Chernor Jalloh, que recebeu 79 e 7 votos, respectivamente.

Somente os candidatos que obtiverem maioria absoluta, tanto na Assembleia Geral (pelo menos 97 votos) quanto no Conselho de Segurança (pelo menos 8 votos), vencem a eleição.

Criada em junho de 1945 pela Carta das Nações Unidas, a CIJ é o principal órgão judicial da ONU e se destaca por ser o único órgão principal da Organização que não está sediado em Nova Iorque, mas sim no Palácio da Paz, em Haia, nos Países Baixos.

É composto por 15 juízes eleitos para um mandato de nove anos pela Assembleia Geral e pelo Conselho de Segurança, que realizam a eleição simultaneamente em duas câmaras separadas. ANG/Faapa

    

 

Eleições Gerais/ Candidato JBV promete construção de  um hospital de raiz em Bambadinca se for eleito

Bissau,13 Nov 25(ANG) – O candidato independente às eleições presidenciais de 23 de Novembro, João Bernardo Vieira  (JBV) prometeu, quarta-feira,   caso for eleito novo Presidente da República, a construção de um hospital de raiz no sector de  Bambadinca, região de Bafatá, leste do país.

Vieira que discursava num comício popular de campanha eleitoral disse que o atual hospital do sector de Bambadinca foi herdado do colonialismo português e que  já se encontra em avançado estado de degradação.

João Bernardo Vieira referiu   que um país sem boas estradas, hospitais, escolas e alimentação e energia elétrica não pode alcançar um desenvolvimento almejado.

O político disse que devido as condições das estradas as viagens  para Bambadinca acabam por durar mais tempo.

O candidato ouviu das mulheres de Bambadinca, pela voz de Muna Baldé as dificuldades que enfrentam nas atividades de venda de produtos que cultivam, cujos lucros aplicam na educação de seus filhos.

Muna Baldé pediu ainda a construção de um hospital em Bambadinca e diz que o cento de saúde já não oferece condições de atendimento sanitário, e não tem camas nem água potável.

 “Se uma grávida for lá para dar luz o marido ou familiar tem que levar  água para a limpeza do centro depois do parto”, informou.

Muna ainda pediu investimento na agricultura e na educação ao próximo governo,  e sustenta que ninguém sobrevive sem boa alimentação e saúde.ANG/JD/ÂC//SG

 

Política/Governo  considera de “gratuitas  e sem sentido”  declarações do candidato  Fernando Dias de que Executivo quer raptar certos lideres políticos

Bissau, 13 Nov 25 (ANG) – O Governo através do Ministro dos Negócios Estrangeiros, Cooperação Internacional e das Comunidades, Carlos Pinto Pereira considerou  de “gratuitas e sem sentido”, as afirmações do candidato ao cargo de Presidente da República, Fernando Dias da Costa, de que o Executivo pretende recrutar mercenários nigerianos para raptar alguns lideres políticos, sem mencionar nomes.

Pinto Pereira reagiu à essas declarações, quarta-feira, numa conferência de imprensa, na qual questionou  como é possível envolver o nome de um país amigo em atividades absolutamente ilegais e contrárias ao espirito de cooperação que existe na sub-região.

“Por isso, desmentimos, categoricamente, a afirmação do candidato as eleições presidenciais Fernando Dias e das pessoas que o passaram esta informação. O recurso a este  tipo de argumento demonstra  o desespero total. Queremos informar ao Governo da Nigéria que a Guiné-Bissau não tem rigorosamente nada a ver com as declarações em causa e nunca contatou nenhuma identidade neste país principalmente mercenários “,disse o governante.

Carlos Pereira  convida ao governo nigeriano a levar ao extremo as declarações de Fernando Dias e se necessário colocá-lo no tribunal para ir provar o que diz.

Caía como também é conhecido criticou ao líder do PAIGC Domingos Simões Pereira por alegado envolvimento no que chamou  de montagem para amanhã vir a fazer de vitima ,frisando que é inaceitavél que ele, ouvindo estas declarações ,não as ter desmentido imediatamente. ANG/MSC/AC//SG

quarta-feira, 12 de novembro de 2025

Eleições gerais/CNE considera de “infundadas” informações  segundo as quais as eleições de 23 de Novembro terão 4200 mesas de votos em vez de 3087

Bissau, 12 Nov 25(ANG) – A Comissão Nacional de Eleições(CNE), considera de “infundadas e sem nexo” as informações proferidas pelo antigo primeiro-ministro e Secretário-geral do Partido Forças Unidas para o Desenvolvimento da Nação Guineense, segundo as quais  as  eleições de 23 de Novembro vão ter  4200 mesas de votos  contra os 3087 das eleições de 2023.

Em Nota à Imprensa, divulgada hoje e assinada pelo membro da sua Assessoria de Imprensa, Abduramane Djaló, à que a ANG teve acesso, a CNE confirma haver um  acréscimo de  apenas 199 Mesas de Assembleia de Votos de 2023 para 2025, e refere que esse acréscimo resultou das duas atualizações dos cadernos eleitorais.

 Na apresentação pública do Manifesto Eleitoral do candidato Fernando Dias, terça-feira, Artur Sanhá disse que nas eleições legislativas de 5 de Junho de 2023 havia 3087 Mesas de Assembleia de voto e que este ano vão funcionar  4200, para denunciar um acréscimo  de 1113 assembleias de voto.

Sanhá questiona sobre a localização dessas novas mesas de voto ou seja das alegadas 1113 .

Na Nota a CNE contradiz dizendo  que nas eleições legislativas de  2023, havia 3529 Mesas de Assembleias de Voto e que nas eleições gerais do próximo dia 23 vão estar abertas  3728. ANG/ÂC//SG

Eleições gerais/Candidato Baciro Djá declara que vai priorizar agricultura  como motor do desenvolvimento se for eleito

Bissau, 12 Nov 25(ANG) - O candidato presidencial apoiado pela Frente Patriótica para a Salvação Nacional (FREPASNA), Baciro Djá, afirmou terça-feira que a agricultura será a alavanca do desenvolvimento nacional, caso vença as eleições de 23 de Novembro.

O político prometeu ainda a construção de uma ponte flutuante sobre o rio de Farim  e a disponibilização de tratores agrícolas para apoiar os produtores locais.

A promessa foi feita durante um encontro com anciãos, mulheres e jovens da aldeia de Bricama, setor de Farim, na região de Oio, uma localidade isolada devido a um braço de rio que dificulta a circulação de viaturas e o acesso à cidade de Farim.

Atualmente a travessia é feita passando por uma pequena ponte de madeira, com cerca de 300 metros, utilizada apenas por peões e motorizadas.

Segundo Djá, “a única forma de libertar a população de Bricama do isolamento e da pobreza é através da construção da ponte e de investimentos na agricultura”.

O candidato criticou práticas de compra de votos, afirmando que “não é com doações de arroz ou dinheiro que se resolve o problema das comunidades”.

“Se vocês me derem o voto, as minhas promessas serão cumpridas, porque é a única forma de vos ajudar a sair da pobreza. A agricultura é fundamental para o vosso sustento, e não digo isso apenas por querer votos”, declarou.

Durante o comício, Baciro Djá denunciou a distribuição de bens por outros candidatos e criticou o apelo da coligação PAI-Terra Ranka, liderada pelo PAIGC, para que os seus apoiantes votassem em Fernando Dias da Costa nas presidenciais e que anulassem  o voto nas legislativas.

“Isso é um crime político. Depois de Deus, fui eu quem colocou Domingos Simões Pereira na liderança do PAIGC. Em 2019, Fernando Dias apoiou Umaro Sissoco Embaló, na segunda volta, enquanto eu apoiei Domingos. Agora que o PAIGC foi impedido de concorrer, decidiram apoiar Fernando Dias em vez de mim”, referiu o líder da FREPASNA.

Na aldeia de Fafaco, Djá disse que, se for eleito, irá criar condições para a conservação de  legumes e frutas locais, e prometeu melhores condições para a comercialização dos produtos agrícolas.

O candidato também prometeu convocar novas eleições simultâneas caso vença as presidenciais, para permitir a participação de todos os candidatos excluídos no atual processo.

“Se eu ganhar as presidenciais de 23 de Novembro, vou convocar novas eleições para que todos os pretendentes possam participar. Só eu farei isso, não Fernando Dias, que não tem maturidade política nem influência internacional”, afirmou.


Baciro Djá iniciou uma digressão de dois dias pela região de Oio, no norte do país, onde realiza encontros com eleitores para reforçar o apelo ao voto nas presidenciais e legislativas.
ANG/RSM

 

COP30/ ONU lança plano de arrefecimento sustentável que pode reduzir emissões em 64%

 

Bissau, 12 Nov 25 (ANG) – A ONU lançou na cimeira mundial do clima no Brasil   um plano de arrefecimento sustentável para combater o calor extremo que poderá reduzir em 64% as emissões de gases poluentes até 2050.

 

De acordo com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, autor do plano, a procura por arrefecimento pode triplicar nos próximos 25 anos devido ao aumento da população, a ondas de calor extremas mais frequentes e ao aumento de famílias de baixos rendimentos.

 

O programa propõe uma "rota de arrefecimento sustentável" que ajude a refrigerar os espaços sem agravar a crise climática.

 

Soluções energeticamente eficientes e baseadas na natureza, como telhados e espaços verdes, e tecnologias de baixo consumo, através de ventiladores e sistemas híbridos de ar condicionado, poderão ajudar nesta tarefa, reduzindo as emissões poluentes em 64%, evitando até 37 mil milhões de euros em custos de energia e infraestruturas e melhorando o acesso ao arrefecimento para três mil milhões de pessoas, de acordo com a ONU.

 

O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente salienta que apenas 54 países têm políticas abrangentes sobre refrigeração sustentável.

 

As maiores lacunas encontram-se em África e na região Ásia-Pacífico, onde se prevê o maior crescimento da procura de arrefecimento.

 

Ondas de calor são os eventos climáticos mais mortíferos

Segundo as Nações Unidas, as ondas de calor são os eventos climáticos mais mortíferos, causando centenas de milhares de mortes todos os anos, especialmente em áreas urbanas onde o efeito de "ilha de calor" pode elevar as temperaturas em 5 a 10 graus.

 

O fenómeno é provocado, entre outros fatores, pela falta de vegetação, substituída por superfícies que absorvem e retêm o calor, como o asfalto e o betão, pela falta de sombra e pela libertação do calor produzido pelos veículos e pelo ar condicionado.

 

A cimeira mundial do clima (COP30) decorre em Belém, no Brasil, até 21 de novembro. ANG/Inforpress/Lusa

 


Eleições Gerais
/ Candidato Umaro Sissoco Embaló diz que ganha eleições na primeira volta e   indigita seu sucessor em 2031

Bissau 12 Nov 25 (ANG) – O Chefe de Estado cessante Umaro Sissoco Embaló afirmou terça-feira que a sua reeleição esta garantida logo na primeira volta das eleições gerais de 23 de Novembro, para terminar a obra iniciada e que será ele quem vai escolher o seu sucessor na Presidência em 2031.

Embaló falava num comício popular de campanha eleitoral no Bairro de Lála-Quema, em Bissau.

Disse que  ele não pode ser tribalista nem divisionista, porque cresceu num ambiente onde não existe raça nem etnia.

O candidato disse conhecer os problemas do Bairro de Impantcha(Lala-Quema), e promete a abertura de  estradas e construção de fontenários para que os citadinos do bairro possam ter água potável.

O candidato afirmou que já há fundos   para a construção da segunda via rodoviária em Bissau .

“O nosso objetivo é estabilizar e desenvolver o nosso país que não precisa de divisão. Por isso, a minha equipa tem pessoas de todas as etnias e religião e tenho  irmãos e irmãs da étnia papel”, disse.

Sissoco Embaló disse não estar em conflito com o candidato Fernando Dias, porque este não tem expressão eleitoral.

Disse que o seu adversário na corrida presidencial está a combater as pessoas que estão a apoiar a sua candidatura  com uma parte do PAIGC, e que no dia em que Domingos Simões Pereira sair dessa formação politica, o Agnelo Ragala, Geraldo Martins e outros vão sair também.

“Digo isso porque estas pessoas estão no partido só por oportunismo”, afirmou Embaló.

 Umaro Sissoco Embaló referiu que a Guiné-Bissau já faz parte do concerto das nações graças a sua diplomacia e que “não deve ser entregue a uma pessoa qualquer”.

Por seu turno, o Primeiro-ministro Braima Camará elogiou o Chefe de Estado “pelo seu espirito de unir todos os guineenses sem exceção”.

Camará disse que condena  a tribalização da sociedade, e todas as narrativas tribalistas que as pessoas querem introduzir no debate politico.

Sem citar os nomes, Camará acrescentou  que essas pessoas  não possuem argumentos nem honra, por isso estão a recorrer  pelo caminho de tribalização da sociedade guineense.

Salientou que, Umaro Sissoco Embalõ  não vai cair nesta armadilha, uma vez que todas as etnias da Guiné-Bissau são irmãos e convivem  na base da união.

Braima Camará disse que o  mandato de Umaro Sissoco Embaló será renovado no próximo dia 23 de Novembro e que dentro de seis  meses toda a Guiné-Bissau será eletrificada.

Disse que se juntou ao Embaló para que possa concluir o trabalho iniciado em prol do desenvolvimento do país.

A candidata para  o cargo de  deputada,  da Plataforma República “Nô Kumpo Guiné” Joelma Cubala Na Bian elogiou a participação popular no comício  e a comissão organizadora pelos resultados alcançados .

Juelma Na Bian declarou que, se merecer a confiança dos eleitores vai fazer mais do que a construção de uma escola e do mercado para a população do circulo eleitoral nº25. 

A campanha eleitoral cumpre hoje o 12º  dos 21 dias de duração, para as eleições legslatvas e presidenciais de 23 de Novembro, concorridos por 12 candidatos presidenias 13 partidos e uma coligação para as legislativas. ANG/MSC/ÂC//SG

 

         Regiões/ ONG promove ateliê sobre conservação de mangal

Quinará, 12 Nov 25 (ANG) - A organização não-governamental Wetlands International reuniu, terça-feira, em Buba, diversos atores locais num ateliê dedicado à apresentação do projeto de conservação e gestão do mangal na Guiné-Bissau, desenvolvido no âmbito da iniciativa Mobilising Mangrove Breakthrough (MMB).

De acordo com o despacho do Correspondente regional da ANG de Quinará, o Projecto é orçado em cerca de 30 milhões de dólares, a iniciativa deverá abranger todo o território nacional até  2030.

O encontro teve como objetivo apresentar a proposta do projeto e promover a troca de contributos entre os participantes, visando uma gestão sustentável dos ecossistemas costeiros do país.

Na abertura dos trabalhos, o coordenador nacional da Wetlands International, Raúl Joaquim Jumpé destacou a importância do evento, sublinhando que o mangal é um ecossistema marinho vital que deve ser conservado e explorado de forma racional.

 “A preservação do mangal é essencial para garantir que as gerações futuras possam beneficiar deste importante recurso natural”, afirmou.

Jumpé alertou ainda para a forte pressão que o mangal enfrenta ao longo da costa guineense, em consequência da exploração intensiva ligada à pesca e à agricultura.

“Se não forem tomadas medidas urgentes, os impactos poderão ser devastadores para as comunidades que dependem desses recursos”, advertiu.

A governadora da região de Tombali, Maimuna Silla, que presidiu a sessão de abertura, reforçou a relevância do mangal para a vida das populações, apelando a colaboração entre administradores regionais e organizações da sociedade civil para o controlo da  exploração do mangal.

A responsável denunciou casos de extração e transporte ilegal de produtos do mangal para países vizinhos e pediu às forças de segurança que reforcem a proteção desses ecossistemas.

O projeto, segundo a organização promotora, não se limita a componente ambiental, pretende  igualmente apoiar as comunidades locais, contribuindo para a melhoria das suas condições de vida.ANG/ RC/LPG//SG