sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Indice de preços


Os Preços ao consumidor  registaram uma variação mensal estável de 0,0 por cento entre Setembro e Agosto
 
Bissau,16 Out 15 (ANG)- O Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) de setembro registou uma variação mensal estável de 0,0 por cento em relação ao mês de Agosto, segundo os dados publicados hoje pelo Botetim Mensal do Instituto Nacional de Estatística à que a ANG teve acesso.

O documento sustenta que esta estabilização é divido ao aumento dos preços dos produtos alimentares, nomeadamente bebidas alcoólicas e não alcoólicas, tabaco e estupefacientes. 

Refere que os produtos alimentares e bebidas não alcoólicas tiveram uma alteração positiva de 1,9 por cento, e  que a referida variação teve o seu reflexo  no indice global do consumidor” porque é a função com maior ponderador”.

Acrescenta que as bebidas alcoólicas, tabacos e estupefacientes apresentaram um crescimento de 1,2 por cento e que esta subida tem a ver com o aumento dos preços de bebidas em 2,7 por cento, bebidas artesanais  4,3 por cento   tabacos e estupefacientes em 2,5 por cento.

Em relação aos pães, cereais e carne conforme o INE, registaram-se uma descida, justificada pela baixa de preços de cereais não transformados e dos preços de carne de porco e galinha, resultado da maior oferta destes produtos no mercado.

 "Os preços de peixes aumentaram em 5,5 por cento, devido a menor oferta do referido produto no mercado. Esta menor oferta tem a ver com a redução de actividade de pesca artesanal e industrial", refere o Instituto Nacional de Estática no seu Boletin.

De acordo com o INE, os preços de legumes frescos em frutas ou mancara, legumes em folha, secos, tubérculos e bananas registaram um aumento.
Esclarece  que o referido acréscimo é justificado pela menor oferta no mercado resultante do atraso da pluviometria.

O Boletim do INE refere que os preços dos vestuário e calçados registaram uma descida de -5,8 por cento. Esta descida e justificada pela reduçao dos preços de vestuarios em -3,6 por cento. As roupas e calçados femininas baixaram em -27,5 por cento e roupas e calçado para homens baixaram em menos 14,7 por cento.

Quanto ao índice de inflação subjacente registou-se uma variação mensal negativa de 0,9 por cento, e em relaçao aos produtos frescos um aumento de 6,7 por cento.  ANG/LPG/SG

Segurança alimentar


"O estado da segurança alimentar no mundo é preocupante", considera investigador, Augusto Bock  

Bissau, 16 Out. 15 (ANG) - O Investigador do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa(INEP) e mestre em Segurança Alimentar e Nutrição considerou de preocupante a situação da alimentação no mundo.

Augusto Bock, em entrevista exclusiva à ANG, no quadro do Dia Mundial de Alimentação que se assinala hoje, 16 de Outubro, disse que ainda se continua a cumprir os três paradoxos que não permitem uma boa segurança alimentar, em todo o universo.

Informou que os três paradoxos referenciam em primeiro lugar, que os países com maior potencial agrícola para produzir os bens materiais, são os que sofrem mais o problema de fome, e segundo, os  mais desenvolvidos levam as matérias-primas que proveem dos países pobres  e  quando transformados, são estes a ditar os preços o que dificulta as populações mais atrasadas.

"A abundância de alimentos no mundo e a disparidade na distribuição dos mesmos são a terceira entrave para a erradicação da má nutrição e da fome no mundo”, refere ainda o especialista", salientando que “há países com bastante para consumir enquanto nos países pobres falta muito sustento”.

Para Augusto Bock, a fome não devia existir no mundo mais com tantas desigualdades a nível mundial, no que concerne a divisão de alimentos, a fome está ainda muito longe de ser extinta e o problema da insegurança alimentar vai continuar a persistir principalmente no mundo não desenvolvido.

“Podemos tomar o exemplo do nosso próprio país que tem grandes potencialidades de produção alimentar, mas estamos a sofrer a fome e os preços das nossas matérias-primas não dependem de nós mais sim do comprador”, lamenta.

O Mestre em Segurança Alimentar e Nutrição afirmou ainda que na Guiné-Bissau há alimentos por toda a parte mas que apesar dessa situação há  pessoas que vão para cama sem comer.

Disse entretanto que  está optimista com a política que está a ser   implementada no país.

Adiantou que para se atingir aos objectivos de  segurança alimentar  deve-se fazer muito mais, principalmente ao nível da sensibilização nas zonas rurais.
Aquele nutricionista considerou que o melhor hábito alimentar é respeitar as horas das refeições e variar os alimentos, ou seja “não comer um único tipo de alimento, porque isso não ajuda na saúde”.

Augusto Bock considerou que os guineenses não respeitam o conceito de alimentação equilibrada nem racional, que passa pelo, número de refeições, a quantidade a ingerir e a hora de comer.

“Um indivíduo deve comer cinco vezes por dia, isto é pequeno-almoço, lanche, almoço, lanche e jantar. Mas não é para comer em grande quantidade, mas sim um pouco de cada vez", explicou. ANG/MSC/SG