terça-feira, 4 de outubro de 2016

ONU



Secretário-geral adjunto apela aos guineenses para trabalharem para desenvolvimento do país

Bissau,04 Out 16 (ANG) – O Secretário-geral Adjunto das Nações Unidas, Abdoulaye Mar Dieye pediu hoje aos guineenses para trabalharem para o desenvolvimento do país.   

A saída do encontro com o ministro dos Negócios Estrangeiros, da Cooperação Internacional e das Comunidades, Soares Sambú, o diplomata senegalês disse que, juntos, podem fazer com que a Guiné-Bissau seja um país único e singular, e que se torne na Suíça ou Singapura de África.

Mar Dieye reiterou o empenho da organização de trabalhar em conjunto com as autoridades do país no sentido de “chegar a  bom porto”.

Abdoulaye Mar Dieye visita a Guiné-Bissau com o objectivo de reforçar o apoio da ONU aos esforços em curso no país para a implementação das prioridades de desenvolvimento, no quadro dos objectivos de desenvolvimento sustentável.

A visita decorre numa altura em que se aguarda pelo início de reuniões que possam levar à criação de um governo inclusivo de consenso, acordado sob mediação da CEDEAO, em Setembro. ANG/LPG/ÃC/SG

Política

“PAIGC não negoceia seus valores”, diz Simões Pereira

Bissau,04 Out 16(ANG) - O Presidente do PAIGC disse, este fim-de-semana, que o seu partido não pode negociar os seus princípios e nem valores tendo pedido os 15 dissidentes para voltarem ao partido libertador e apresentar as suas preocupações naquilo que é a linha programática do partido.

Domingos Simões Pereira, que falava em exclusivo á Rádio Sol Mansi (RSM) a margem da reunião ordinário do Conselho Regional do partido em Cacheu, realizado em São Domingos, exortou aos órgãos superiores do PAIGC no sentido de receber os que têm opinião diferente da maioria, numa demosntração de abertura ao diálogo.

“Fizemos questão de mencionar, de uma forma muito clara, que o partido não pode negociar os seus princípios e valores”, afirmou.

Simões Pereira garante que o PAIGC não depende de ninguém porque “no princípio democrático quem decide é o povo”.

“No último pleito eleitoral (realizado em Abril de 2014), o PAIGC foi escolhido como o legítimo representante do povo guineense. Portanto, para o resto da última legislatura existem só duas alternativas; respeitar esta vontade popular ou devolver palavra ao povo guineense.Não poderá haver a terceira alternativa”, defende o líder dos libertadores.

A primeira ronda negocial entre a direcção do PAIGC e o grupo dos 15 marcado para segunda-feira, em Bissau, para a busca de um ponto comum de entendimento,  foi adiado sine die.ANG/RSM

Comunidade internacional

União Europeia e China alertam para urgência do fim da crise na Guiné-Bissau

Bissau,04 Out 16(ANG) – Os embaixadores da União Europeia e da China, alertam que é urgente ultrapassar a crise política que afecta a credibilidade do país e o empenho dos parceiros internacionais.

Na opinião  destes dois dos principais parceiros de cooperação e desenvolvimento da Guiné-Bissau,  o dilema dos doadores, neste momento, é o problema de convivência democrática face aos desafios de combate à pobreza que assola o país.

O embaixador da União Europeia na Guiné-Bissau, Victor Madeira dos Santos em entrevista à Rádio Difusão Portuguesa para África, RDP- África, voltou a defender que o país deve sair deste ciclo vicioso para se lançar em grandes questões do desenvolvimento, que só terão apoios da União Europeia com governos estáveis.

"Nós não podemos é pensar em lançar um apoio orçamental quando não temos estabilidade política nos ministérios, é impossível. Costumo dizer muitas vezes que a União Europeia não tem um botão stop - start, esse é o nosso dilema - de todos os doadores neste momento", afirmou o embaixador da União Europeia na Guiné-Bissau.

O embaixador da China, Wang Hua, em entrevista à Rádio Nacional da Guiné-Bissau-RDN disse que o país precisa de estabilidade e de mais dinâmica governativa para recuperar o tempo perdido.

"Dentro de poucos dias, vamos ter outra oportunidade a nível de cooperação entre a China e Países de Língua Portuguesa e a Guiné-Bissau não pode perder, uma vez mais, oportunidade", descreveu o o embaixador da China.

Aponta como exemplo, o Fórum de Cooperação China África realizado no África Sul, onde se disponibilizou uma verba de 62 biliões de dólares para os países africanos em três anos.
Dos trezentos projectos apresentados até aqui, a Guiné-Bissau obteve o apoio de apenas um projecto de assistência agrícola gratuita.

Por isso, Wang Hua alertou que o país deve aproveitar o Fórum de Cooperação Económica China-CPLP, a realizar no dia 11 de Outubro, em Macau.

O Primeiro-ministro, Baciro Djá é quem vai chefiar a delegação guineense à participar no Fórum de Cooperação Económica China-CPLP. ANG/RFI