segunda-feira, 27 de março de 2017

Presidência Aberta




Presidente da República satisfeito  com a recepção em Quinara
 
Buba, 27 Mar 17 (ANG) - O Presidente da República mostrou-se satisfeito e agradeceu a população da Região de Quinara pelo "acolhimento caloroso" de que foi alvo sexta-feira em Buba, no âmbito da Presidência Aberta que tem levado a cabo nas regiões do pais.

"Haviam dito que a vossa recepção seria fraca, no entanto constatei que afinal estavam errados”, disse José Mário Vaz perante o delírio da multidão, tendo justificado a  razão de só agora poder visitar as regiões, desde que foi eleito, com a sobrecarga de sua agenda.

O chefe de Estado explicou que o seu objectivo é apenas  desenvolver o pais, tendo adiantado que o seu sonho de transformar a Guiné-Bissau num paraíso continua firme por forma a resgatar o respeito de que os guineenses outrora gozavam.

Disse apostar na juventude guineense para a realização do referido sonho e revelou que tal implica, entre outros, paz e estabilidade, na correcta aplicação dos recursos e no desenvolvimento do sector agrícola através da sua mecanização.

"A Guiné-Bissau neste momento está em paz, apesar de forças  pretenderem fazer o contrário, mas creio que a população guineense não vai aceitar isso", disse José Mário Vaz perante a moldura  humana que encheu quase toda a avenida principal daquela cidade.

Criticou o facto de as pessoas, pouco tempo depois de assumirem o cargo na administração pública, já conseguem recursos para fazer *grandes construções*. Avisou que não vai dar tréguas no combate aos desvios de fundos públicos, os quais segundo JOMAV devem ser aplicados no desenvolvimento dos sectores da Educação, Saúde, Agricultura e Infra-estruturas.

A concluir a sua intervenção voltou a frisar a necessidade de todos se empenharem na produção agrícola com vista a alimentar o pais. "Agora é tempo de pôr em prática o projecto *Mon na Lama*", exortou para depois lembrar  que chegou o tempo do pais trabalhar para sair da dependência de outros, em termos de produtos alimentares, nomeadamente o arroz.

O comício de Buba ficou marcado com fortes ataques desferidos pelo Combatente da Liberdade da pátria, Luís Oliveira Sanca contra o líder do PAIGC, Domingos Simões Pereira a quem responsabiliza pela crise actual, "devido a sua política de fazer o que lhe apetece sem consultar os órgãos do partido".
ANG/JAM/SG


sexta-feira, 24 de março de 2017

Dia Mundial Contra Tuberculose




“ Um em cada quatro casos da doença ocorre em África”, diz Director Regional de Saúde

Bissau, 24 Mar 17 (ANG) – “Um em cada quatro novos casos de tuberculose ocorre em África, que conta também com 16 dos 30 países que têm o fardo mais elevado da doença”.

Estes números foram avançados em mensagem pela Directora Regional da Organização Mundial de Saúde para África, Matshidiso Moeti, por ocasião do Dia Mundial de Luta Contra a Tuberculose que hoje se assinala.

De acordo com esta mensagem lida pela Representante do FNUAP, em representação da OMS no acto nacional comemorativo, que teve lugar no Bairro Militar, aqui em Bissau, a alta responsável da Organização Mundial da Saúde acrescentou que a tuberculose continua a ser uma das dez principais causas de morte no mundo.

“Cada um de três casos casos de VIH associado à tuberculose encontra-se na região africana e 81 por cento dos doentes notificados de tuberculose conhecem o seu estado  serológico para o VIH”, lê-se na mensagem da Directora Regional da OMS.

Matshidiso Moeti lembrou que em 2014, os países da região da África concordaram em reduzir as mortes por tuberculose em 75 por cento e de novos casos desta doença em 50 por cento, até 2025.

De  acordo com esta responsável , para atingir estas mestas, os países e os parceiros precisam de aumentar esforços para “alcançar, tratar e curar todos os doentes com tuberculose, sobretudo as populações mais pobres e mais vulneráveis”.

Ainda, como recomendação, a Directora Regional da OMS para África exorta a união de esforços para alcançar a cobertura universal de saúde, envolvendo “mais do que apenas os ministérios de saúde”.

Por outro lado, disse que é preciso “levar a luta contra a tuberculose para um nível mais avançado, tirando partido do poder da inovação”.

“ Os países agora estão já a utilizar telemóveis e outros dispositivos para registar e comunicar as notificações de casos. Esta é uma forma mais eficiente de tratar oportunamente os doentes e de saber quem são, os que não vêm às consultas”, exemplificou.

Por fim, a Directora Regional da OMS para África apelou aos governos e outros actores,  à “unirem para pôr fim a tuberculose”. Mas, para isso, afirma que é preciso investir mais nos serviços de saúde.

E, promete que a Organização Mundial da Saúde (OMS) vai continuar a dar apoios aos países, no reforço dos sistemas de saúde  para alcançar os objectivos  preconizados.

De acordo com as Nações Unidas, em Novembro deste ano terá lugar em Moscovo, Rússia, a Primeira Conferência Ministerial Mundial da OMS sobre Tuberculose, que será seguida, em 2018, de uma Reunião de Alto Nível da ONU sobre esta doença.

Este ano, o Dia Mundial da Luta contra a Tuberculose tem como lema:” Unir para acabar com Tuberculose:Não deixe ninguém atras”.

A cerimónia  comemorativo nacional foi presidido pelo Secretário Geral do Ministério da Saúde, António Sila.
 ANG/QC/SG   

Tuberculose




“Doença mata 85 em cada 100 mil habitantes no país”, diz SG do Ministério da Saúde

Bissau, 24. Mar. 17 (ANG) – O Secretário Geral do Ministério da Saúde afirmou,  hoje que, segundo as estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS), relativo ao estudo feito em 2015, 85 em cada 100 mil habitantes na Guiné-Bissau morrem de  tuberculose.

António Guilherme Sila avançou estes dados na cerimónia de comemoração do Dia Mundial da Tuberculose, no Bairro Militar, aqui em Bissau, sob o lema: “ Unir para acabar com a Tuberculose: Não deixe ninguém atrás”.

De acordo com o responsável sanitário,  o mesmo relatório fala de uma taxa de notificação de todas as formas de Tuberculose de 124 por cem mil residentes e com uma taxa de incidência de 373 por mil pessoas.

Perante estes números, afirma António Sila, “ o fardo da tuberculose ainda continua muito preocupante” na Guiné-Bissau.

Assim, segundo ele, com o propósito de melhorar a saúde das populações e de favorecer o acesso universal  aos cuidados, enquadra-se na luta contra a Tuberculose e  Sida, a aplicação da política de gratuitidade de tratamento para os pacientes.

 Igualmente, para fazer face a esta doença, Guilherme Sila informou que, para além de 256 camas disponíveis no país para o internamento, prevê-se, ainda a contrução, nos proximos tempos,  duma enfermaria para a Tuberculose Multiresistente aqui em Bissau.

Para o Coordenador do Programa Nacional de Luta Contra Tuberculose, a escolha do Bairro Militar para assinalar o acto é justificada pelo facto de ser onde mais casos se registaram  nos últimos cinco anos, ou seja, 875 doentes.

Por isso, Miguel Camara apelou aos residentes deste mais populoso bairro  da capital a recorerem aos estabelecimentos de saúde, caso houver situações de tosse que ultrapassam três semanas.

Em nome da comunidade local, falou Sabana Embaló que apelou o empenho de “todos” na luta para a   erradicação da tuberculose  no Bairo Militar e na Guiné-Bissau.

Para além dos populares da zona, a cerimónia contou com as presenças, entre outras, dos embaixadores de Cuba e da Venezuela,  da Representante do FUNUAP, em representação da OMS, que, na ocasião, leu a mensagem da Directora Regional da Saúde para África, segundo o qual “ um em cada quatro novos casos de tuberculose ocorre em África”.
ANG/QC/SG