sexta-feira, 22 de junho de 2018

PR/balanço


Presidente da República destaca importância de “esforço interno” na nomeação de um primeiro-ministro e governo inclusivo 

Bissau,21 Jun 18(ANG) – O Presidente da República afirmou que em nenhum momento sentiu a pressão da Comunidade Internacional para nomear o atual primeiro-ministro, Aristides Gomes e seu governo de inclusão.

“Tudo foi construído, sem sombra de dúvidas, entre nós os guineenses. Foi nós os guineenses que conseguimos dialogar e pôr de lado tudo o que nos dividia na altura, e com intervenção de figuras importantes do país: o Bispo de Bissau, Plataforma das Mulheres e a Sociedade Civil”, salientou o Presidente da República durante uma entrevista coletiva à imprensa nacional.

José Mário Vaz acrescentou que não foi por causa da Comunidade Internacional que conseguimos resolver esse problema, mas sim com os esforços internos dos guineenses e que hoje estamos felizes com a estabilidade que vivemos.

Perguntado sobre alegações de corrupção que evocou para demitir o Governo de Domingos Simões Pereira e que até então o Ministério Público não confirmou, José Mário Vaz respondeu que ele, na qualidade de chefe de Estado recebe muitas informações diárias sobre diversos assuntos de governação.

“Na base disso fiz muitas chamadas de atenção à comunidade nacional sobre desvios de procedimentos no aparelho de Estado. Aí já não compete ao Presidente da República tomar decisões fora da sua competência”, disse.

José Mário Vaz referiu , a título de exemplo, que,  se fechar o perímetro a volta da Praça dos Heróis Nacionais,  parar todas as viaturas e questionar as pessoas que estão dentro desse perímetro das suas funções, poucos vão dizer que são ministros, secretários de Estado ou Directores Gerais, mas sim, simples funcionários, em carros de luxo.

 “Mas se acompanharem essas pessoas para verem as suas casas, vão com certeza constatar vivendas que nem os grandes empresários conseguem ter ao longo das suas vidas. Casas melhores que o Palácio da República”, disse.

“É só para ver como é que a corrupção é terrível para o país e para os guineenses em geral e está a corroer a economia da Guiné-Bissau”, sustentou salientando que compete ao poder judicial resolver esses problemas.

“Tenho informações que algum trabalho já está a ser feito e que  o Tribunal de Contas já colocou informações no Ministério Público e até agora nada foi resolvido. E como isso não compete ao Presidente da República, porque existe a separação de poderes e nada posso fazer e estou igualmente a aguardar como todos”, disse. 

ANG/ÂC//SG


Política


Presidente da República enaltece obras realizadas ao longo dos quatro anos de  mandato

Bissau,21 Jun 18(ANG) – O Presidente da República enalteceu as obras realizadas no país ao longo dos quatro anos do seu mandato, contrariando a versão de algumas pessoas segundo a qual não houve o salto qualitativo do país, desejado pelo povo.

Em entrevista coletiva concedida aos órgãos de comunicação social nacional e estrangeira sobre o balanço dos quatro anos do seu mandato, José Mário Vaz disse que de facto houve algumas realizações importantes.

“Se olharem para a Avenida Combatentes da Liberdade da Pátria e Amílcar Cabral vão ver hotéis novos. Se forem para o interior do país vão ver a estrada Buba/Catió quase no fim. Se continuarem ainda pelo Sul vão ver muitas pistas rurais em reabilitação. Se forem para o Hospital Nacional Simão Mendes verão que estão a ser fornecidos as refeições para os doentes”, indicou.

O Presidente da República sublinhou que a maioria das casas no interior do país está coberta de zinco, com painéis solares, pessoas com suas próprias viaturas e motorizadas fruto da boa campanha de caju  do ano passado.

Disse que, hoje em dia, o país conta com mais escolas e famílias disponíveis a financiar estudos dos seus filhos, salientando que ao nível da agricultura nota-se que está a ser feito muitos trabalhos com o surgimentos de novas propriedades agrícolas.

“Recentemente, visitei algumas localidades do interior do país e muitos chefes de família me disseram, Presidente, graças à boa campanha de castanha de caju, hoje temos poderemos  dar pequeno-almoço, almoço e jantar aos nossos filhos e temos uma qualidade de vida nunca vista no passado”, disse.

Instado a dizer sobre a alegada suspensão de apoios da Comunidade Internacional durante a crise política que assola o país nos últimos três anos, o Presidente da República disse que o país vive de três coisas,  nomeadamente de ajuda externa, dos seus recursos internos e de investimentos ou seja empréstimos.

“ Pelo que sei, a comunidade internacional nunca virou costas à Guiné-Bissau, porque os apoios continuam e espero que vão continuar. Às vezes, as pessoas pensam que o país perdeu muito com a Comunidade Internacional nos últimos anos. Mas, de facto, o que o país não conseguiu foi  trazer os investidores estrangeiros”, explicou.

Disse que a Guiné-Bissau continua a beneficiar de apoios do Banco Mundial e o seu programa de cooperação com o Fundo Monetário Internacional continua no bom caminho .

“Nós guineenses é que estamos a fazer muito pouco para o nosso país e temos de confiar sempre nos outros para resolver os nossos problemas. Precisamos de fazer muito mais para o nosso país e não continuar eternamente a estender as mãos. Hoje em dia todos os países do mundo estão com problemas. É por causa disso que as ajudas de desenvolvimento diminuíram drasticamente no mundo”, referiu José Mário Vaz. 

ANG/ÂC//SG



quinta-feira, 21 de junho de 2018

Política


“Nunca tomei uma decisão contra a Lei magna do país”, diz José Mário Vaz

Bissau,21 Jun 18 (ANG) – O Presidente da República afirmou que nunca tomou uma decisão que vai contra a Lei magna do país ao longo dos quatros anos do seu mandato.

José Mário Vaz, ao ser abordado sobre a sua alegada interferência nos assuntos de governação numa entrevista coletiva concedida à imprensa nacional, sobre o balanço dos quatro anos do seu mandato, disse que quando os desafios críticos que o país enfrenta não estão a ser correspondidos é obrigado a tomar certas decisões.

“Queria ir mais longe. O Presidente da República nunca tomou uma decisão contrária a Lei magna do país. Todas as decisões tomadas por mim respeitam a Constituição da República. Nós não interferimos de ânimo leve mas infelizmente muitas pessoas desconhecem poderes do Presidente da República”, considerou.

José Mário Vaz reiterou que o Presidente da República pode presidir tantas vezes o Conselho de Ministros quando entender, indicando que são um dos poderes do chefe de Estado.

“É verdade que a nossa atual Constituição da República é feita à imagem de uma figura e que agora não está na Presidência da República. A Constituição dá esses poderes ao chefe de Estado e tenho evitado exerce-lo para não entrar em problemas”, disse.

Declarou que nunca interferiu em assuntos de governação, a não ser  intervir em ocasiões ou situações críticas que precisam de ser resolvidas.

Instado a esclarecer sobre o que está na origem das divergências com o Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) e se foi por causa disso que não nomeou Augusto Olivais ao cargo do primeiro-ministro com base em Acordo de Conacri, José Mário Vaz negou haver  quaisquer conflitos com os libertadores, frisando que, pelo contrário serviu esse partido em momentos difíceis com muito orgulho.

“A verdade seja dita, não tenho e nunca teve divergências com o PAIGC, antes pelo contrário servi esse partido em momentos difíceis com muito orgulho. Eu era militante ativo do PAIGC e fiz tudo ao meu alcance para o ajudar. Não vou aceitar dizer que tenho divergências com este partido porque se hoje estou sentado nesta cadeira presidencial foi graças ao PAIGC”, vincou.

O chefe de Estado recordou que para ser candidato às presidenciais de 2014, fora escolhido, antes, nas primárias do PAIGC, entre nove candidatos do partido que disputavam o lugar.

“Por isso, gostaria de dizer aos guineenses, aos militantes desse partido e os jornalistas de que em nenhum momento estive em divergências com o PAIGC, antes pelo contrário estou aqui em defesa dos interesses do país graças ao PAIGC que me apoiou”, reconheceu.

Em relação a não escolha de Augusto Olivais para o cargo do primeiro-ministro como um dos três nomes recomendados no Acordo de Conacri, o Presidente da República referiu que, para nomear um chefe do governo é preciso ter duas coisas importantes: essa pessoa deve ter capacidades de fazer passar o Programa do Governo e Orçamento Geral de Estado, na Assembleia Nacional Popular (ANP).

“Infelizmente após o diálogo com as partes signatárias do Acordo de Conacri e outros parceiros, nós sentimos que o Augusto Olivais não reunia consenso para fazer aprovar na ANP, os dois instrumentos importantes de governação. Foi por essa razão que ele não foi nomeado primeiro-ministro da Guiné-Bissau”, afirmou.  

ANG/ÂC//SG