quarta-feira, 6 de novembro de 2019

Presidenciais/2019


Presidente de CNE pede  serviço de  comunicação social imparcial e responsável na cobertura das eleições

Bissau, 06 Nov 19 (ANG) - O Presidente da Comissão Nacional das Eleições (CNE) solicitou esta terça-feira aos profissionais de  comunicação social um trabalho isento, imparcial e responsável durante a campanha das eleições presidenciais de 24 de novembro, que hoje cumpre o quinto dia.

 José Pedro Sambu fez esse apelo na cerimónia de abertura de ateliê de capacitação sobre cobertura mediática das eleições destinado aos jornalistas dos órgãos de comunicação social da Guiné-Bissau.

“O ateliê  tem como objectivo principal reforçar a capacidade dos profissionais da imprensa em matéria de cobertura jornalística das eleições, e por outro lado,  potenciar um processo eleitoral credível, transparente e pacífico de modo a contribuir pedagogicamente para que os cidadãos cumpram as suas responsabilidades cívicas e sejam capazes de tomar decisões conscientes”, disse aquele responsável.

O evento é organizado pela CNE, em colaboração com Rede das Comissões Nacionais das Eleições da Comunidade Económica dos Estados da Africa Ocidental (ECONEC).

A Presidente de ECONEC e igualmente Presidente de CNE de Cabo-Verde Maria do Rosário Lopes Pereira Gonçalves pediu seriedade aos dirigentes guineenses e a colaboração da comunidade internacional para que às Eleições Presidências prevista para 24 de Novembro se concretize.

“É o desejo da ECONEC e do mundo que as eleições aconteçam e que sejam pacíficas e ordeiras Por isso, queremos também que o resultado das eleições seja clarificador e que a governação corresponda a vontade colectiva traduzida na maioria dos votos expressos na urna”, desejou Presidente da ECONEC.

Maria do Rosário garantiu que a ECONEC vai fazer de tudo para apoiar a CNE da Guiné-Bissau na condução de um processo eleitoral pacífico, justo, inclusivo e transparente.

“As pessoas têm dificuldades em perceber onde acabam os factos e começam os argumentos e onde acabam verdades de factos e certezas, têm ainda dificuldade de diferenciar a verdade da mentira. É a partir dessas dúvidas que entram os jornalistas para esclarecer as coisas e para sensibilizar a sociedade”, afirmou.

Sublinhou que compete aos jornalistas o trabalho de confirmar e comprovar os factos e os dados lançados no espaço público e igualmente prevenir as situações de conflitos, promover o esclarecimento objectivo da opinião pública sobre o processo e promover um debate político saudável durante e  no período pós-eleitoral.

Durante os dois dias de seminário serão debatidos os  temas: Direitos e Deveres dos Jornalistas no Processo Eleitoral, Regras e Princípios para a Cobertura das Eleições, Responsabilidades dos Profissionais da Imprensa durante o período Eleitoral, Mecanismos de Regulação dos Médias e Riscos, entre outros. ANG/AALS/LPG//SG

Clima


            EUA comunicam oficialmente à ONU saída do Acordo de Paris
Bissau, 06 nov 19 (ANG) - Os Estados Unidos comunicaram formalmente segunda-feira (4) às Nações Unidas sua saída do Acordo de Paris sobre o clima.
A decisão foi anunciada pelo presidente Donald Trump, em 2017.
A confirmação foi feita pelo secretário de Estado americano, Mike Pompeo e dá início ao período para que Washington possa efetivamente concretizar sua saída, que será efetivada um ano depois da notificação, disse Pompeo.
A retirada propriamente dita dos Estados Unidos só ocorrerá em 4 de novembro de 2020, no dia seguinte das próximas eleições presidenciais nos Estados Unidos. O presidente americano, Donald Trump, disputará um segundo mandato.
Para justificar a posição americana, o secretário de Estado americano alegou que o engajamento dos Estados Unidos no acordo representaria “um fardo econômico injusto imposto aos trabalhadores, empresas e contribuintes americanos.”
Ele ainda declarou que o país faz sua parte na luta contras as emissões de gases que provocam o efeito estufa e prometeu que Washington proporia um modelo realista e pragmático nas discussões internacionais sobre o clima.
“Continuaremos a trabalhar com nossos parceiros na luta contra as consequências provocadas pelas mudanças climáticas”, ressaltou o representante do governo americano.
“Os Estados Unidos continuarão a promover a pesquisa, a inovação e o crescimento econômico, reduzindo as emissões e dando a mão para parceiros em todo o mundo”, declarou.
O acordo de Paris, assinado em dezembro de 2015 durante a Cúpula da ONU sobre mudanças climáticas, prevê um esforço coletivo dos países para limitar o aquecimento global em 1,5° em relação aos níveis pré-industriais. 
 A saída dos Estados Unidos é motivo de extrema preocupação, já que o país é o segundo maior produtor mundial de gás de efeito estufa. ANG/RFI

terça-feira, 5 de novembro de 2019

Presidenciais 2019


  Sociedade Civil e Candidatos  assinam Código de Conduta e Ética Eleitoral

Bissau,05 nov 19 (ANG) - O Movimento da Sociedade Civil para Paz Democracia e Desenvolvimento e os candidatos às eleições presidenciais assinaram hoje um Código de Conduta e Ética Eleitoral.

No código os candidatos às eleições presidenciais previstas para 24 de Novembro se comprometeram  a aceitar os resultados das eleições sufragados pelo povo e interpor quaisquer reclamações ou recurso pelas vias consagradas nas leis e aceitar o seu veredicto, entre outros compromissos assumidos.

O referido documento foi assinado pelos  elementos da Célula de Monitorização Eleitoral da Sociedade Civil  e os representantes de sete dos doze candidatos às eleições presidênciais, nomeadamente o candidato Gabriel Fernandes Indi, a represente de Domingos Simões Pereira, Ester Fernandes, de Umaro Sissoco Embalo, Marciano Silva Barbeiro, de Nuno Gomes Nabiam, Augusto Gomes, de Baciro Djá, Umaro Baldé e de Carlos Gomes Júnior, Nadilé Pereira Banjague.

Não compareceram para assinatura deste documento, nem  os representantes nem os candidatos José Mário Vaz, Afonso Té, Idriça Djaló, Iaia Djalo e Mutaro Djabi.

No acto, o Presidente do Movimento da Sociedade Civil para Paz Democracia e Desenvolvimento Fodé Caramba Sanhá disse que o código interpela o bom senso dos candidatos às presidenciais que perfilam para conquistar a mais alta magistratura guineense.

Por isso, disse que com a sua assinatura o povo espera ouvir dos concorrentes apresentação de propostas de bem-estar social e desenvolvimento do país.

Fodé Sanhá solicitou aos candidatos para mostrarem a sua maturidade política e cívica mediante a assinatura do código, em cujos programas o povo está ansioso de ver patenteados as propostas estratégicas que possam reflectir as suas aspirações e de uma Guiné-Bissau estável, por serem elementos fundamentais para o  incremento das reformas estruturantes, a promoção de programas político, económico e social.

Sanhá disse esperar  que o  documento seja para os candidatos  um veículo condutor que permite a interacção entre os vários actores e todas as forças vivas da nação.

O código, conforme ele, reveste de capital importância para os efeitos de balizamento das condutas éticos-sociais, que devem reger os principais actores políticos na disputa de poder político e da governação do país.

 Fodé Caramba Sanhá afirmou que o documento é uma barreira  à violência, às injúrias e ofensas á integridade pública e humana num “fair play” democrático, por isso ,requer a integridade dos implicados, sobretudo a Sociedade Civil, aos candidatos, a CNE e as forças da segurança pública nacional.

Um outro elemento importante, segundo Fodé Sanhá, assenta na observância de eleições livres, justas, credíveis e transparentes, no respeito pelas liberdades, direitos humanos e uma governação responsável.

A Represente da Célula de monitorização das eleições, Elisa Pinto Tavares afirmou que o país vive momentos de incertezas e de muita tensão política mas uma vez, situações críticas, de conflitos eleitorais, susceptível de comprometer o processo, quando deveria ser altura de muita alegria e de festa da democracia.

“As eleições por si só, representam já um desafio para qualquer sociedade democrático, uma vez que tem que escolher aquele que corresponde melhor as expectativas. Dai que exige o maior envolvimento e maturidade de todos no processo para contribuir, nas diversas vertentes, para o seu sucesso , e ganha a democracia e a Guiné-Bissau”, assegurou.
Os trabalhos da Célula, segundo Elisa Tavares, não se resumira  na recolha das informações sobre o processo visam também  contribuir para a melhoria da participação das camadas mais desfavorecidas, nomeadamente mulheres e jovens, para permitir que as eleições sejam mais inclusivas tomando em consideração as pessoas com deficiência.

Por isso, no dia 23,24 e 25 a organização vai colocar no terreno 423 monitores em todo o território nacional que vão enviar para uma sala de operações composta por introdutores de dados, que depois serão analisados por analistas políticos,  entre outros.

Aquela responsável exortou os políticos a fazerem destas eleições das mais exemplares que o país poderá ter, não obstante a tensão política que se vive agora.

“O nosso país nunca  precisou de dar provas de seu civismo como agora. Dos  eleitores em geral sabemos o que esperar, dirigimos as mesas de votos sempre com civismo, vivemos os dias de campanha com civismo” , referiu Elisa Pinto Tavares.

Para  ela, agora falta aos políticos  debaterem com civismo e fazer  a campanha com maior civilidade que se exige de quem quer ser o primeiro magistrado da nação. ANG/LPG//SG

Política





Bissau,05 Nov 19(ANG) – O candidato às presidenciais de 24 de novembro, Umaro Sissoco Embaló,apoiado pelo Movimento para a Alternância Democrática da Guiné-Bissau, disse esta terça-feira que o país "está no chão" e que está muito preocupado com a atual situação.

"Uma coisa que eu sei é que a Guiné-Bissau está no chão, a nossa soberania, a nossa dignidade está no chão. A única pessoa que não tem compromisso com ninguém e que pode falar com qualquer outro estadista na Guiné-Bissau, sem compromisso, é Umaro Sissoco Embaló", afirmou o general na reserva.

Umaro Sissoco Embaló falava aos jornalistas momentos após ter aterrado no aeroporto Osvaldo Vieira, em Bissau, depois de ter estado ausente do país várias semanas.

"Infelizmente hoje estamos a ver nas nossas instituições da República tropas estrangeiras e para mim é uma invasão, independentemente do acordo. Quem é que trouxe essas forças? O Mário Vaz tem essas forças com ele, Domingos Simões Pereira tem, eu enquanto fui primeiro-ministro disse que não, que era guineense e confio nos guineenses, porque os votos que vou pedir é aos guineenses", salientou.

A Guiné-Bissau tem estacionada no país desde 2012 uma força de interposição da CEDEAO, denominada Ecomib, para garantir a segurança e proteção aos titulares de órgãos de soberania guineenses.

Umaro Sissoco Embaló disse também que o foco de instabilidade no país é o Partido Africano para a Independência da Guiné-Bissau (PAIGC) e Domingos Simões Pereira, candidato às presidenciais daquele partido, e falou também do Presidente José Mário Vaz, mas sublinhou que ainda não tinha "elementos".

Nas declarações aos jornalistas, o candidato do Madem-G15 criticou também a atuação do embaixador dos Estados Unidos para a Guiné-Bissau, Tulinanbo Mushingi, que afirmou que a comunidade internacional "não vê nenhuma razão para a mudança do Governo", a 20 dias das eleições presidenciais.

O general criticou também a missão ministerial da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), que esteve no fim de semana no país a avaliar a situação política, por não ter ouvido os candidatos e os partidos políticos.

Questionado sobre a alegada tentativa de golpe de Estado e das acusações de envolvimento feitas contra si pelo primeiro-ministro Aristides Gomes, Umaro Sissoco Embaló disse que não é golpista, nem traficante de droga.

A Guiné-Bissau vive um momento de grande tensão política, tendo o país neste momento dois governos e dois primeiros-ministros, nomeadamente Aristides Gomes e Faustino Imbali.

O Presidente guineense deu posse no dia 31 de outubro a um novo Governo, depois de ter demitido o Governo liderado por Aristides Gomes em 28 de outubro, e afirmou no domingo que a sua decisão "é irreversível".

A União Africana, a União Europeia, a CEDEAO, a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e as Nações Unidas já condenaram a decisão do Presidente de demitir o Governo liderado por Aristides Gomes e disseram que apenas reconhecem o executivo saído das eleições legislativas de 10 de março, que continua em funções.

O Governo de Aristides Gomes já disse que não reconhece a decisão de José Mário Vaz, por ser candidato às eleições presidenciais, pelo seu mandato ter terminado em 23 de junho e por ter ficado no cargo por decisão da CEDEAO.

Uma missão da CEDEAO, que chegou no sábado ao país, reforçou no domingo que a organização apoia o Governo de Aristides Gomes e voltou a ameaçar impor sanções a quem criar obstáculos à realização das presidenciais em 24 de novembro.

Na segunda-feira, o Conselho de Segurança das Nações Unidas ameaçou com novas sanções a todos aqueles que "minem a estabilidade" da Guiné-Bissau.

O Presidente convocou uma reunião do Conselho Superior de Defesa, mas não foram divulgadas conclusões do encontro.ANG/Lusa


Campanha eleitoral/NGN


Nabiam pede  Comunidade Internacional para “não fabricar futuro Presidente” da Guiné-Bissau

Bissau,05 Nov 19(ANG) - O candidato de Assembleia do Povo Unido-Partido Democrático da Guiné Bissau (APUPDG) apoiado pelo Partido da Renovação Social (PRS), Nuno Gomes Nabiam, dirigiu-se  segunda-feira à comunidade internacional pedindo para que “não fabricasse o futuro Presidente” da República da Guiné-Bissau.

O candidato às eleições presidenciais de novembro  fez este pedido durante um comício popular de abertura de campanha eleitoral  na cidade de Bissorã, região de Oio, no norte do país.
Disse  que a união das duas formações políticas à volta da sua candidatura fez com que os seus adversários, inclusive a comunidade internacional, tremessem devido ao peso que tem na sociedade guineense.
Nabiam disse no seu discurso perante milhares de militantes e simpatizantes das formações políticas que o apoiam que o povo guineense é soberano para escolher o “candidato mais preparado” para dirigir a nação nos próximos cinco anos sem problemas, ou seja, capaz de garantir a estabilidade política e governativa.
Disse ser, entre os candidatos que disputam as eleições presidenciais,o único  que reúne as condições necessárias para unir o povo guineense . Disse que será vencedor das presidenciais logo na primeira volta.
O setor de Bissorã é considerado a base política dos renovadores e do próprio candidato.
Nabiam foi eleito deputado naquele setor na lista dos apuanos nas legislativas de março último, razão pela qual escolheu-o para a abertura da sua campanha eleitoral para apresentar o seu projeto político e explicar aos guineenses os motivos da sua candidatura ao “Palácio Cor de Rosa”.
ANG/O Democrata

Campanha eleitoral/BD


            Baciro Djá defende novo comando na Presidência da República 

Bissau,05 Nov 19(ANG) - O presidente do partido Frente Patriótica para Salvação Nacional (FREPASNA), Baciro Djá, disse  segunda-feira que é urgente novo comando na Presidência da República , porque a atual liderança de José Mário Vaz não está a corresponder aos anseios do povo.
O antigo primeiro-ministro  responsabilizou  o povo guineense pelo impasse político vigente no país e que dura há mais de quatro anos, por escolher os atuais dirigentes políticos.
Porém, aconselhou que, desta vez, o povo deve estar atento na escolha de um Presidente da República que  tenha “cultura de Estado e da administração pública”. 
Ao falar na tarde de segunda-feira na abertura da sua campanha às presidenciais numa das unidades hoteleiras de Bissau, Baciro Djá acusou o Presidente José Mário Vaz, candidato independente que concorre a sua própria sucessão, e o candidato Domingos Simões Pereira suportado pelo PAIGC, de pretenderem vender a Guiné-Bissau.
O líder do FREPASNA, partido que o suporta na corrida às presidenciais de 24 de novembro, lamenta o fato de as divergências políticas, “meramente pessoais entre as duas figuras políticas” ter reflexos no aparelho do Estado. Por causa disso, alerta que em caso da vitória de um dos candidatos, neste caso, José Mário Vaz ou Domingos Simões Pereira, “a guerra vai continuar  e a segurança social estará em causa”.
Djá acusa ainda o candidato do PAIGC e o antigo candidato nas presidenciais de 2014, Paulo Gomes, de pretenderem igualmente vender o fosfato de Farim a um país vizinho num valor de quatro milhões de dólares.
Referiu neste particular que a maior parte dos políticos guineenses são comerciantes pelo que os seus interesses estão assentes apenas na obtenção de lucros e tráfico de influência.
Sem dizer como, Baciro Djá garante que, se for eleito, mudará o rumo da história política do país.
O também candidato nas presidenciais de 2019 lamentou a forma como os problemas da Guiné-Bissau estão a ser resolvidos “por um conjunto de Estados” e criticou   a intervenção da comunidade internacional na Guiné-Bissau, que diz estar a ser desrespeitada enquanto país independente e soberano e defende que é urgente um novo comando na presidência da República, “porque José Mário Vaz é mandrião” e responsabiliza-o pela existência, neste momento, de dois governos no país.
O candidato do FREPASNA garantiu que se for eleito, uma das suas apostas será trazer máquinas de cultivo de arroz, porque a população guineense vive geralmente da agricultura.
Disse  que já estabeleceu negociações com um cidadão americano, que não identificou, com mais de 30 clínicas médicas nos Estados Unidos da América para vir resolver o problema da saúde da população guineense. 
ANG/O Democrata 

Relações politico-diplomática


Embaixadores acreditados no país solidários com Governo de Aristides Gomes

Bissau,05 Nov 19(ANG) - Os embaixadores dos diferentes países acreditados no país afirmaram que não há nenhuma razão para derrubar o actual governo uma vez que falta só 20 dias para as eleições presidenciais.

A posição dos diplomatas foi manifestada  segunda-feira pelo embaixador dos Estados-Unidos de América, Tulinado Mussingi após um breve encontro com primeiro-ministro e alguns membros do governo.

“ Não vimos nenhuma razão para mudar o governo uma vez que faltam só 20 dias para as eleições, mas no entanto, daqui até lá, o governo de Aristides vai continuar a trabalhar para o caminho do processo democrático”, salientou.

O diplomata norte americano disse que foram manifestar o apoio dos seus respectivos governos para com o executivo de Aristides Gomes porque acharam que está a preparar as eleições e  vão continuar a trabalhar com este governo até as eleições presidenciais.

Por outro lado, aconselhou o presidente da República cessante e candidato as eleições presidenciais José Mário Vaz a não reunir o Conselho de Defesa porque segundo ele, o actual governo está a trabalhar.

“Qual é definição deste Conselho, qual é a utilidade de reunir o Conselho de Defesa e Segurança? Agora o governo está a trabalhar. Portanto, não há nenhuma razão para começar a confundir o povo”, disse o diplomata americano.

O Presisdente da República cessante convocou segunda-feira uma reunião de emergência do Conselho de Defesa e Segurança e que decorreu a porta fechada e no final não se pronunciou nada à imprensa.

Entretanto, o primeiro-ministro Aristides Gomes sublinhou que as presidenciais devem ter lugar porque é fundamental virar a página para a estabilidade política.

“Estamos simplesmente a interpretar a vontade das populações que foram convocadas para as eleições de 24 de Novembro. Pensamos que as eleições devem ter lugar na data marcada porque é fundamental fazer a viragem da página para que possamos voltar a estabilidade política tão necessária, e trabalharmos para o desenvolvimento do país”, sublinhou.

A missão da CEDEAO reforçou no domingo que a organização apoia o Governo de Aristides Gomes e voltou a ameaçar impor sanções a quem criar obstáculos à realização das presidenciais em 24 de Novembro.

Na segunda-feira, o Conselho de Segurança das Nações Unidas ameaçou com novas sanções a todos aqueles que "minem a estabilidade" da Guiné-Bissau.
ANG/Rádio Sol Mansi

ONU


Conselho de Segurança ameaça com novas sanções contra quem “mina a estabilidade”

Bissau, 05 nov 19(ANG) – O Conselho de Segurança das Nações Unidas declarou segunda-feira que poderá avançar com novas sanções “contra aqueles que minam a estabilidade” da Guiné-Bissau, exigindo o regresso à “conduta ordenada” dos actores políticos.
Num decreto adoptado, o Conselho de Segurança da ONU avisou que o regime de sanções já existente em relação à Guiné-Bissau só voltará a ser reconsiderado se se verificar uma “conduta ordenada” dos actores políticos.
As declarações foram feitas  pela presidente do Conselho de Segurança do mês de Novembro, a inglesa Karen Pierce, numa reunião oficial na sede da Organização das Nações Unidas (ONU) para adoptar um decreto sobre a Guiné-Bissau.
“O Conselho de Segurança recorda a todos os envolvidos que a possível reconsideração do regime de sanções vai depender de uma conduta ordenada dos atores políticos e que vai considerar tomar medidas apropriadas contra aqueles que minam a estabilidade da Guiné-Bissau”, em concordância com resoluções da ONU, disse a diplomata inglesa.
O decreto adotado pelos 15 Estados-membros com assento no Conselho de Segurança prossegue com o pedido de “extrema contenção” a todos os atores políticos referentes a “todas as formas de violência ou incitamento ao ódio” e com o repúdio de qualquer ação política que possa agravar a crise no país.
A ONU mantém sanções à Guiné-Bissau desde o golpe de Estado de 2012.
“O Conselho de Segurança reitera o seu forte compromisso de apoio ao processo de consolidação da paz, estabilidade e desenvolvimento da Guiné-Bissau”, declarou também a representante inglesa.
O Conselho de Segurança da ONU voltou  a chamar a atenção para a “necessidade urgente de manter as eleições presidenciais” em 24 de Novembro de 2019, para garantir uma “transição de poder pacífica”.
A mesma declaração serviu para demonstrar reconhecimento a várias entidades regionais e internacionais que estão a intervir para a mediação do conflito político, como a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), União Africana e União Europeia.
O Conselho de Segurança da ONU mantém consultas internas sobre a Guiné-Bissau desde a semana passada.
O Presidente guineense deu posse no dia 31 de Outubro a um novo Governo, depois de ter demitido o executivo liderado por Aristides Gomes em 28 de Outubro, e afirmou no domingo que a sua decisão “é irreversível”.
A União Africana, a União Europeia, a CEDEAO, a CPLP e as Nações Unidas já condenaram a decisão do Presidente de demitir o Governo liderado por Aristides Gomes e disseram que apenas reconhecem o executivo saído das eleições legislativas de 10 de Março, que continua em funções.
O Governo de Aristides Gomes já disse que não reconhece a decisão de José Mário Vaz, por ser candidato às eleições presidenciais, pelo seu mandato ter terminado em 23 de Junho e por ter ficado no cargo por decisão da CEDEAO.
Uma missão da CEDEAO, que chegou no sábado ao país, reforçou domingo que a organização apoia o Governo de Aristides Gomes e voltou a ameaçar impor sanções a quem criar obstáculos à realização das presidenciais em 24 de Novembro. ANG/Inforpress/Lusa

Campanha eleitoral/DSP


           “Decisão do dia 24 é sobre futuro dos guineenses”,diz DSP

Bissau, 05 nov 19 (ANG) - O candidato às presidenciais do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira, disse domingo (3) que no dia 24 de Novembro os guineenses vão decidir sobre o seu futuro e ambições,
"A decisão de dia 24 de Novembro,  não é uma decisão sobre candidatos, é a decisão sobre a nossa vida, sobre o nosso futuro e sobre as nossas ambições", afirmou Domingos Simões Pereira, num comício no Espaço Verde, em Bissau.
Na sua intervenção, Domingos Simões Pereira falou sobre a festa da democracia, que teve início sábado com o arranque da campanha eleitoral para as presidenciais, mas que há regras e que um democrata as cumpre.
"Para participar nesta festa da democracia tem de ser democrata e aceitar as regras da democracia, tem de se aceitar que o povo é que escolhe e quando o povo escolher a discussão acaba", afirmou.
Domingos Simões Pereira salientou que em democracia escolhe-se com base na comparação de ideias e não com base na cor, etnia e religião.
O candidato pediu também unidade entre os guineenses, porque só assim é possível "lutar contra o subdesenvolvimento, pobreza e todos os males da sociedade".
Aos guineenses, Domingos Simões Pereira prometeu, caso seja eleito no dia 24 de Novembro chefe de Estado, respeitar a dignidade das pessoas que lutara pela independência do país e combater as desigualdades.
"O próximo mandato vai ser dedicado à promoção da igualdade", disse, salientando que é preciso repor a dignidade dos guineenses.
Domingos Simões Pereira esclareceu também que não vai dedicar "nem um segundo" da campanha eleitoral a "falar mal dos outros candidatos".
"Não temos tempo para isso, nem para responder a provocações. Os problemas da Guiné-Bissau são tão profundos que temos de começar a trabalhar desde o primeiro dia. Queremos falar da Guiné-Bissau e dos guineenses", afirmou.
A campanha eleitoral para as presidenciais de 24 de Novembro começou sábado e vai decorrer até 22 de Novembro.
Participam na corrida 12 candidatos aprovados pelo Supremo Tribunal de Justiça. ANG/Angop


Bruxelas


   UE condena decisão israelita de construir novos colonatos na Cisjordânia

Bissau, 05 nov 19 (ANG) -  A União Europeia (UE) condenou hoje a decisão de Israel de permitir a construção de novos colonatos na Cisjordânia e reiterou a ilegalidade desta aprovação, que ameaça a solução de dois estados e a paz na região.
"Em Outubro de 2019, as autoridades israelitas aprovaram a construção de bem mais de 2.000 fogos habitacionais na Cisjordânia ocupada. A posição da União Europeia sobre a política de colonatos de Israel em território palestiniano ocupado é clara e continua inalterada: toda a actividade de colonatos é ilegal à luz do direito internacional e mina a viabilidade da solução de dois estados e as perspectivas de uma paz duradoura, tal como reafirma a resolução 2334 do Conselho de Segurança da ONU", segundo um comunicado.
Bruxelas contestou também a aprovação por Telavive de uma licença para construção de um túnel rodoviário, que passa a oeste de Belém, considerando que "a construção de uma rede rodoviária separada, que liga colonatos e postos avançados uns aos outros e a Israel enquanto contorna localidades e comunidades palestinianas, contribui para a fragmentação da Cisjordânia".
A UE reiterou ainda o pedido para Israel pôr fim a toda a actividade de colonização, "em linha com as suas obrigações enquanto potência ocupante".
ANG/Angop

Presidenciais 2019


  Candidatos e seus representantes confirmam fiabilidade de ficheiros eleitorais
Bissau, 05 nov 19 (ANG) - Uma auditoria solicitada pela Comunidade Económica de Estados da África Ocidental (CEDEAO) garantiu a fiabilidade dos ficheiros eleitorais da Guiné-Bissau que vão ser utilizados nas presidenciais do próximo dia 24, declarou o representante da organização, Blaise Dipló.
Perante a imprensa, numa unidade hoteleira de Bissau, Moussa Abdou, perito informático do Níger, contratado pela CEDEAO, apresentou os resultados da auditoria, perante representantes de 10 dos 12 candidatos às eleições presidenciais, jornalistas e alguns elementos da comunidade internacional.
O perito explicou os procedimentos técnicos que utilizou, na presença de técnicos informáticos guineenses, para auditar os ficheiros eleitorais e no final dos trabalhos concluiu que os dados "são fiáveis e estão intactos" desde as eleições legislativas de Março.
"Os mesmos dados que foram deixados no servidor, durante as legislativas, são os que estão no servidor", declarou, com o braço no ar, em forma de juramento de honra, Moussa Abdou, que agora vai remeter à CEDEAO, na sua sede em Abuja, na Nigéria, as conclusões da peritagem aos ficheiros eleitorais da Guiné-Bissau.
O representante da organização em Bissau, Blaise Dipló, indicou que a sua organização estava a cumprir com uma promessa feita aos candidatos às presidenciais do próximo dia 24, em como os ficheiros seriam auditados e os resultados seriam publicados.
Blaise Dipló afirmou que, "tal como se viu, os ficheiros estão intactos e fiáveis" e pediu que todos os guineenses "retenham na memória que 761.676 eleitores estão habilitados a votar" nas eleições presidenciais.
À sessão de apresentação pública dos resultados da auditoria aos ficheiros eleitorais, faltaram os representantes dos candidatos José Mário Vaz e Carlos Gomes Júnior, ambos independentes. A CNE disse ter enviado o convite para todos.
 Domingos Cá, representante do candidato Afonso Té, pediu à CNE que fizesse chegar a todos os concorrentes os resultados da auditoria aos ficheiros e Ester Fernandes, representante do candidato Domingos Simões Pereira, disse estar satisfeita, não tendo nada a apontar à peritagem feita aos dados eleitorais.
O presidente da CNE, o juiz José Pedro Sambu, voltou a frisar a existência de "todas as condições materiais, logísticas e financeiras" para a votação no próximo dia 24. ANG/Angop



RDC


       Trezentos ataques armados contra agentes de combate ao ebola

Bissau, 05 nov 19 (ANG) -  As autoridades sanitárias da República Democrática do Congo (RDC) registaram nos últimos 11 meses 300 ataques contra agentes de combate ao ebola, resultando em seis mortes e 70 feridos, segundo uma notícia publicada pela AFP, que cita um boletim diário do Ministério da Saúde.

De acordo com o mesmo boletim publicado segunda-feira, 04 de Novembro, na noite de sábado para domingo, um animador implicado no combate à doença, foi morto na província do Ituri (Nordeste).
A 19 de Abril último, um epidemiologista camaronês que trabalhava pela OMS, foi morto num ataque armado contra o hospital universitário de Butembo, província do Kivu-Norte (Leste).
O ebola, que afecta o Leste da RDC, desde Agosto de 2018, está agora confinado nas zonas recuadas do das províncias do Kivu-Norte , Kivu-Sul e do Ituri.
Até 04 de Novembro de 2019, foram registados 2.185 mortos, das 3.274 pessoas infectadas.
A actual epidemia de ebola é a décima que afecta a RDC, desde 1976, e é a segunda mais grave da história, depois daquele que causou 11 mil mortos, na África Ocidental, em 2014. ANG/Angop


segunda-feira, 4 de novembro de 2019

Campanha eleitoral/DSP


"Actual momento político facilita acção do PAIGC " diz Domingos Simões Pereira

Bissau, 04 Nov 19 (ANG)- O candidato do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo-Verde (PAIGC) à eleições presidenciais, Domingos Simões Pereira,disse que o  actual momento  político facilita a acção


do seu partido, porque é herdeiro dum pensamento político, pensamento de Amílcar Cabral.

Simões Pereira que falava  domingo num  comício  de campanha eleitoral para as eleições presidenciais disse que, quem quer herdar Amílcar Cabral tem que falar só numa coisa, aquilo que Cabral ensinou: unidade nacional, unidade de todos as cores, religiões, da raça e de todas as diferenças que existem na Guiné-Bissau, porque isso é que “faz as pessoas serem guineenses”.

"Cabral dizia que para lutar temos que unir, mas quando estamos unidos temos que ter desafios e ser capazes de saber quais são os desafios que vamos  enfrentar, não é enfrentar um desafio onde uns vão juntar para serem melhor que outro", disse Simões Pereira.

Para o candidato dos Libertadores, uma das primeiras responsabilidades que um presidente deve assumir é a capacidade de saber inclinar perante  aqueles que deram a liberdade e sacrificaram suas juventudes para hoje os guineenses terem um nome, uma bandeira e uma nacionalidade.

O segundo elemento  mais importante que deve ocupar agenda dum presidente da república é combater a desigualdade: “um país não pode ir para frente quando existe um grupo que tem oportunidades e outros que se sentem marginalizados”.

“Quem governa é governo, quem legisla é assembleia, quem faz a justiça é o supremo tribunal  e os tribunais sectoriais,  mas o Presidente da República tem que prestar atenção, caso um grupo está sendo marginalizado, porque todos são filhos da Guiné-Bissau e têm os mesmos direitos e oportunidades”,afirmou.

Domingos Simões Pereira disse que hoje  tem que se reconhecer que a sociedade guineense é muito desigual, onde as oportunidades não chegam para todos da mesma forma e que o presidente da república tem que ter ousadia de dizer que as crianças antes de atingirem 6 anos de idade precisam da protecção.

Para Simões Pereira deve existir leis e o presidente da república tem que ter a  coragem de falar com a Assembleia Nacional Popular para criar uma legislação que protege as crianças antes de atingirem seis  anos de idade, “porque quando um criança morre nas mãos da mãe, não pode ser considerado só problema dos seus pais, mas sim da sociedade”.

Para o candidato apoiado pelo PAIGC, a  sociedade guineense continua a ser muito desigual porque as mulheres não têm as mesmo oportunidades que os homens. 

ANG/MI/LPG//SG