terça-feira, 19 de novembro de 2019

Presidenciais 2019

Candidato  Umaro Sissoco se compromete à respeitar a Constituição e apoiar o governo eleito na realização do seu programa

Bissau, 19 nov19 (ANG) – O candidato apoiado pelo Movimento para Alternância Democrática MADEM-G15 Umaro Sissoco Embola apresentou hoje, numa das unidades hoteleiras em Bissau, o seu manifesto político para o cargo do presidente da República , que concorre com mais outros 11 candidatos.


No  documento de 33 pâginas, o candidato apoiado pelo Madem G-15 e  outras formações políticas sem assento parlamentar se compromete a respeitar a separação de poderes e a interdependência conforme a Constituição, exercendo a sua magistratura de influência ajudando o Executivo na implementação do seu programa de governação.

A cerimónia de apresentação do manifesto acontece à quatro dias do fim da campanha eleitoral e    traça  as linhas mestras da presidência de Umaro Sissoco embaló, se for escolhido no próximo dia 24 de Novembro como novo Chefe de Estado da Guiné-Bissau.
No acto, o candidato deu parabéns às forças armadas por mais um aniversário e prometeu acompanhar o processo da reforma e de qualificação das forças armadas, caso for eleito o presidente da república.

Umaro Sissoco, segundo o manifesto, pretende  ser um presidente próximo do cidadão, de todas as camadas sociais e de todas as crenças religiosas.

Enquanto Presidente da República  promete ainda  ser  activa, mas também prudente e cooperativa.


Disse que se for eleito Presidente da República fará de tudo para consolidar o Estado de Direito e a  modernização da sociedade guineense.

Garantiu igualmente trabalhar em colaboração com executivo no sentido de o país completar o ciclo eleitoral ou seja  realizar as autarquias, e que para tal não hesitará em marcar a data para  a realização dessas eleições, nunca realizadas no país.

Justificou  que só com a descentralização do poder é que será possível um rápido desenvolvimento das  regiões do interior da Guiné-Bissau.

Embaló assegurou através do manifesto que irá defender a participação activa da Guiné-Bissau na União Africana, CEDEAO e na UEMOA, mas antes valorizar a  convivência guineense no seio dessas organizações, redimensionando-lá de modo a servir melhor os interesses nacionais e não ao contrário, “e preservar a dignidade, independência e soberania conquistada a custa de muito sacríficos”.

Afirmou que prestará uma atenção especial a política externa, no âmbito da função de Presidente da República, e que vai dedicar um esforço permanente em defesa dos  interesses nacionais, da soberania e  dignidade guineense no concerto das Nações.

Na ocasião, o Coordenador do Movimento para Alternância Democrática Braima Câmara acusou o governo de estar a preparar uma fraude eleitoral a favor do candidato do PAIGC, Domingos Simões Pereira.

 Camará relacionou a sua acusação à não  fixação da lista dos potenciais eleitores nos respectivos locais de voto pela Comissão Nacional de Eleições(CNE).

Por isso, instou desde logo os seus fiscais no sentido de não aceitarem que alguém vote sem que o nome conste no caderno eleitoral .

Entretanto, a propósito dessas  reclamações do Madem G-15 para a afixação da lista dos eleitores, a Comissão Nacional de Eleições, na voz de seu porta-voz, Felisberta Moura declarou esta terça-feira que as listas de eleitores só são afixadas após o recenseamento, o que quer dizer que essas reclamações não serão atendidas.

A CNE vai utilizar para as eleições de domingo os Cadernos Eleitorais que haviam sido utilizados nas legislativas de março passado.

ANG/LPG//SG
 

Sociedade/Infância


UNICEF pede acções urgentes para lidar com ameaças aos direitos das crianças

Bissau, 19 Nov 19 (ANG) - O Fundo das Nações Unidas para à Infância (UNICEF) defendeu a necessidade de se desenvolver acções urgentes e uma renovação do compromisso para com direitos da criança, de modo a lidar com ameaças antigas e emergentes aos direitos dos menores.

A informação consta numa nota à imprensa da UNICEF, enviada hoje à ANG, no âmbito de comemoração  dos 30 anos da existência da Convenção sobre Direitos das Crianças (CDC), no âmbito do qual foi apresentado um novo relatório  intitulado : “Convenção sobre Direitos da Criança na Encruzilhada”.

 “Nas últimas três décadas da existência de CDC assistimos um progresso impressionante, na medida em que cada vez mais crianças estão a viver mais tempo, melhor e mais saudáveis”, disse a Directora Executiva da UNICEF Henriqueta Fore citada pelo relatório.

No mesmo documento, Henriqueta Fore explicou que além dos constantes desafios nas áreas de saúde, nutrição e educação, actualmente, as crianças  enfrentam novas ameaças como  alterações climáticas, o abuso online e o cyberbullying. Tendo mostrado que só através da comunicação e novas tecnologias, da acção política e do aumento de recursos é que a visão da Convenção sobre os Direitos da Criança pode tornar uma realidade, em todo o mundo.

Segundo os dados do referido relatório, tem-se registado ganhos históricos em geral para as crianças do mundo desde que a Convenção sobre Direitos da Criança foi adoptada. “No entanto, muitas das crianças mais pobres ainda não estão a sentir esse impacto”, refere o documento.

O relatório analisa as realizações  das últimas três décadas da existência de Convenção sobre Direitos da Criança e indica que, onde há vontade e determinação política, a vida das crianças melhora sempre.

No documento consta que as principais conquistas da CDC nos últimos 30 anos são nomeadamente, a taxa de mortalidade nas crianças que  baixou em  cerca de 60%, a proporção de crianças com idade para estar na escola primária, mas que não  desceu de 18 para 08% como previsto.

“Nos países de baixo e médio rendimento, a probabilidade das crianças mais pobres morrerem de causas evitáveis, antes dos cinco anos, é dobro do que das crianças mais ricas”, refere o relatório.

De acordo com os dados recentes, apenas metade das crianças das famílias mais pobres da África Subsaariana são vacinadas contra o sarampo em comparação com 85% das crianças das famílias mais rica.

Apesar do declínio das taxas de casamento precoce em todo o mundo, as meninas mais pobres de alguns países correm maior risco actualmente do que em 1989.

“A pobreza, descriminação e a marginalização continuam a colocar em risco milhões de crianças mais desfavorecidas, as mesmas estão física fisiologicamente e psicologicamente em maior risco dos impactos da crise climática.

Ainda refere que muito embora mais crianças sejam imunizadas do que nunca, uma desaceleração nas taxas de cobertura de imunização na última década está a ameaçar reverter os ganhos  conquistados na saúde das crianças.

A nota informa ainda que, o número de crianças fora da escola estagnou e que os resultados de aprendizagem para os que estão na escola permanecem baixos.

Para acelerar o progresso e avanço dos direitos das crianças, o documento indica que  é necessário responder a estagnação e retrocesso de alguns desses direitos.

“Para encontrar uma solução sobre direitos das crianças, a UNICEF planeia para os próximos 12 meses iniciar um diálogo global sobre o que é necessário para tornar a promessa da convenção numa realidade para todas as crianças”, refere o documento.

ANG/AALS/ÂC//SG


Presidências 2019


 Padre Domingos exorta autores políticos a respeitarem o Código e Ética Eleitoral

Bissau, 19 nov 19(ANG) – O presidente da Comissão Organizadora da Conferência Nacional para a Reconciliação, padre Domingos da Fonseca exortou aos políticos, sobretudo os candidatos às eleições presidenciais marcadas para  24 de novembro a assumirem uma postura integral de respeito ao compromisso assumido perante o Código de Conduta e Ética Eleitoral.

A exortação foi tornada pública numa conferência de imprensa realizada esta terça-feira, após um retiro realizado nos dias 15 à 17 deste mês em Bula, denominado “Apelo de Bula”.
Domingos da Fonseca disse que as eleições presidenciais marcadas para o próximo domingo(24) são determinantes para a estabilização política, governativa e institucional do país.

“Almeja-se que as eleições decorram num clima de paz, tranquilidade e que sejam livres, justas e transparentes dentro do quadro democrático e de respeito pelos direitos e liberdades fundamentais de todos os cidadãos”, acentuou.

Fonseca exortou ainda a todos os candidatos, partidos políticos, seus apoiantes e forças vivas da Nação a tolerância e não incitamento ao ódio e à violência individual e colectiva, tanto antes assim como depois do processo de publicação dos resultados eleitorais.

Aquele responsável da igreja católica pediu aos concidadãos guineenses o exercício do direito cívico de escolha do mais alto Magistrado da Nação com base numa reflexão livre, consciente e responsável.

Perguntado se ainda é possível a realização da Conferência Nacional para Reconciliação uma vez que a instabilidade política não facilitou a concretização do evento, Domingos da Fonseca disse que está convicto de que é possível realizar a conferência porque será um passo determinante para o futuro do país.

“Já fizemos enorme trabalho e estamos mais de que preparados para materializar o mandato da comissão. É claro que nós não queremos uma conferência falhada, que não nos ajudará a atingir os resultados almejados”, afirmou.

Domingos da Fonseca sublinhou que numa situação de tensão política não é possível realizar a conferência, e que  espera contar com a boa vontade dos actores políticos e dos órgãos da Soberania Nacional, justificando que chegará o momento em que todos terão um olhar fixo na realização desse evento porque o povo espera  que isso se materialize.

Disse ainda que espera que o Povo vai ser capaz de escolher um candidato que lhes garante ser um elo de comunhão entre os guineenses e factor de estabilidade permanente, que para ele, é uma condição absolutamente necessária para que se possa trilhar um caminho de desenvolvimento sustentável.

Doze candidatos perfilam na corrida presidencial cuja votação terá lugar no domingo. Os concorrentes assumiram o compromisso de promover uma campanha sem incitamento ao ódio, nem violência, e sobretudo na base de civismo e ordem para preservar a paz social.

ANG/DMG//SG

Conflito líbio


                       ONU denuncia agravamento da situação e culpa países estrangeiros
Bissau, 19 nov 19 (ANG) - O enviado da Organização das Nações Unidas (ONU) para a Líbia, Ghassan Salamé, denunciou segunda-feira um acentuado agravamento do conflito em Tripoli e responsabilizou a intervenção de vários países estrangeiros. "Os perigos e as consequências directas da interferência estrangeira são cada vez mais evidentes", disse Salamé ao Conselho de Segurança da ONU por videoconferência a partir da Tunísia, citado pela Lusa.
O diplomata afirmou que a crescente presença de mercenários e combatentes de organizações militares estrangeiras está a aumentar a violência e destacou que os ataques aéreos, especialmente o uso de drones (aparelhos aéreos não tripulados), se tornaram um elemento-chave de um conflito que, de outro modo, seria de baixa intensidade.
Segundo a ONU, desde que o marechal líbio Khalifa Haftar avançou com uma ofensiva militar em Abril passado contra Tripoli, sede do governo de acordo nacional líbio estabelecido em 2015 e reconhecido pela organização, registaram-se pelo menos 800 ataques com aeronaves não tripuladas em seu favor.
Ao mesmo tempo, houve cerca de 240 ataques com drones em apoio ao governo de acordo nacional líbio.
Salamé iniciou a sua intervenção condenando o ataque aéreo que hoje atingiu uma fábrica de biscoitos nos subúrbios a sul de Tripoli e que matou pelo menos sete pessoas que ali trabalhavam, deixando outras 30 feridas, segundo o Ministério da Saúde local.
As recentes informações da ONU, por seu lado, indicam que o ataque resultou em 10 vítimas mortais e pelo menos 35 feridos.
As Nações Unidas estão a verificar o que aconteceu no ataque que, segundo Salamé, pode constituir um crime de guerra.
Fontes próximas ao governo apoiado pela ONU atribuíram o bombardeamento aos Emirados Árabes Unidos, aliado do marechal Haftar, que também tem apoio aéreo militar da Arábia Saudita e do Egipto e apoio bélico da Rússia e da França.
O enviado da ONU assegurou que existe o risco de a participação estrangeira no conflito se sobrepor à nacional e que o futuro dos líbios não estará nas suas próprias mãos.
"É do interesse de todos os líbios rejeitar a interferência exterior nos assuntos do seu país e espero o seu apoio para exigir aos atores estrangeiros que cumpram com o embargo de armas e se comprometam a terminar o conflito antes que seja demasiado tarde", afirmou Salamé.
A Líbia é um país imerso num caos político e de segurança desde a queda do governo de Muammar Kadhafi em 2011 e devido a divisões e lutas de poder entre diversas milícias e tribos.
Alguns países estrangeiros têm sido acusados de conduzir uma guerra por procuração naquele território desde o início da ofensiva conduzida pelo marechal Haftar.
Leal a Haftar, o Exército Nacional Líbio é a maior e a mais bem organizada das muitas milícias que existem no território líbio e conta alegadamente com o apoio do Egipto, dos Emirados Árabes Unidos e da Arábia Saudita.
Já do lado do governo de acordo nacional líbio, os apoios apontados surgem do Qatar e da Turquia.
Os combates registados ao longo dos últimos meses já fizeram mais de mil mortos e 120 mil deslocados, de acordo com as Nações Unidas.
ANG/Angop



Justiça


Tribunal Condena detidos na apreensão de 800 quilogramas de cocaína

Bissau, 19 nov 19 (ANG) - O Tribunal Regional de Bissau, Guiné-Bissau, condenou três pessoas a penas de prisão entre 14 e 15 anos no âmbito da "Operação Carapau", que levou à apreensão em Março de quase 800 quilogramas de cocaína. Segundo o acórdão a que a Lusa teve hoje acesso, as três pessoas, duas do Níger e uma do Senegal, foram condenadas a penas de 15 e 14 anos de prisão depois de o Tribunal Regional de Bissau os ter considerado autores materiais de um crime de tráfico de produtos estupefacientes.
O tribunal decidiu também declarar "perdidos a favor do Estado todos os bens apreendidos no âmbito" daquele processo, salientando que o dinheiro apreendido durante a operação servirá para aquisição de motorizadas para a Polícia Judiciária e tribunais de várias regiões do país.
A 08 de Março, a Polícia Judiciária guineense deteve quatro pessoas e apreendeu quase 800 quilogramas de cocaína num camião frigorífico nos arredores de Bissau.
A cocaína foi apreendida a 09 de Março, véspera das eleições, e os quatro detidos são cidadãos da Guiné-Bissau, Senegal e Níger. Um dos cidadãos do Níger é assessor do presidente do parlamento daquele país.
A droga apreendida, que foi incinerada a 14 de Março, tinha como destino o Mali, para depois ser enviada para a Europa e Líbia e um dos suspeitos em fuga tem ligações à Al-Qaeda do Magrebe Islâmico, segundo fontes da PJ.
O tribunal decidiu também que o camião frigorífico deverá ser vendido em hasta pública pela Polícia Judiciária guineense e o valor recebido deverá ser destinado ao "reforço da acção de combate à droga". 
ANG/Angop



Senegal


             Fórum de Dacar procura soluções para a luta anti-terrorista
Bissau, 19 nov 19 (ANG) - O presidente Macky Sall apelou segunda-feira a que a ONU reforce urgentemente os mandatos das operações de paz em zonas assoladas pelo terrorismo, como no Sahel.
Macky Sall falava na  capital senegalesa no âmbito do  sexto Fórum sobre paz e segurança em África, que esta terça-feira termina os seus trabalhos. 
O presidente senegalês, Macky Sall, na abertura do evento advogou o reforço dos mandatos das tropas da ONU no terreno, lançando directamente um apelo à China e à Rússia nesse sentido.
"Não se trata aqui de fazer um processo contra a ONU, mas ela tem que aceitar de reformar a sua forma de funcionar. Isso não depende, bem sei da Secretaria-Geral, depende, antes de mais, é dos próprios Estados, particularmente dos Estados membros do Conselho de segurança.
São eles a poder bloquear quanto à questão dos mandatos.  Precisamos de um mandato robusto no Mali.
A França não é contra, os Estados Unidos, por seu lado, têm uma posição que evoluiu agora. O Reino Unido também está de acordo. É preciso que a Rússia e a China aceitem no que diz respeito ao Sahel que se obtenha um mandato robusto para acabarmos de vez com o que acontece no Sahel.
É urgente uma reforma do sistema das operações de manutenção da paz nas regiões assoladas pelo terrorismo.", disse o presidente senegalês.
O primeiro-ministro francês Edouard Philippe é um dos presentes, chefiando uma delegação de seis ministros.
A questão da luta contra o terrorismo está em cima da mesa ou ainda da nova política migratória de Paris, questões que Edouard Philippe procurou explicar aos responsáveis políticos presentes em Dacar.
"Todos os parceiros têm vocação a estar associados ao G5 Sahel. Os Estados do Sahel, como é óbvio, mas também os Estados costeiros, da Costa do Marfim ao Benim. Mesmo se estes Estados não estão confrontados de maneira directa com a extensão da ameaça terrorista, eles detêm uma parte da solução para a combater”, disse Edouard Philippe.
O Fórum decorre na presença de um vasto rol de entidades do continente negro, mas não só, trata-se de um acontecimento informal, sem resoluções finais.
ANG/RFI

Campanha Eleitoral


Nuno Na Bian exalta importância da votação de domingo para o futuro da Guiné-Bissau

Bissau, 19 nov 19 (ANG) – O candidato do partido Assembleia do Povo Unido (APU-PDGB) às eleições presidenciais de 24 de novembro, disse que este escrutínio será determinante para o futuro do Povo guineense, por isso as pessoas devem ser capazes de escolher a pessoa que vai poder ajudar o país a sair da miséria em que se encontra.

Nuno Gomes Na Bian que falava num comício popular na cidade de Gabu, leste da Guiné-Bissau, disse que a união entre a APU-PDGB e o Partido da Renovação Social (PRS),vai lhe garantir uma  vitória no dia 24 de Novembro.

“Mas se isso não acontecer, estaremos só a espera de quem é que vai nos acompanhar na segunda-volta. Por isso queremos dizer a comunidade internacional que a nossa relação de amizade vai continuar, mas também pedimos que deixem o Povo guineense decidir nas urnas sobre quem é que querem como Presidente da República”, referiu.

Disse para a Comunidade Internacional “não tentar fabricar um chefe de Estado para a Guiné-Bissau”.

Na Bian disse que não se quer um Chefe de Estado que vem hipotecar os recursos do país, salientando que a terra é do povo, por isso os recursos que dela provem deve beneficiar ao povo não o contrário.

Ainda agradeceu ao líder do PRS, pelo apoio que lhe deu tendo se abdicado de ter um candidato presidencial.

Nuno Na Bian afirmou que foi o APU quem ajudou o Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) a conseguir formar um Governo, salientando que podiam unir com o PRS e o Movimento para Alternância Democrática (Madem-G15) para formar uma maioria parlamentar.

“Mas não fizemos isso porque o PAIGC foi vencedor das eleições e não seria justo afastar o partido do poder que conquistou nas urnas, apesar de ter uma minoria para governar. Por isso, avançamos para o acordo de incidência parlamentar para viabilizar a governação”, explicou.

O político afirmou que foi traído pelos libertadores, porque deram-lhes os Ministérios mas proibiram-lhes de nomear pessoas do partido nessas instituições.

O líder da APU-PDGB recordou que durante o debate televisivo mostrou ao candidato apoiado pelo PAIGC que ele não pode ser Chefe de Estado da Guiné-Bissau, porque, segundo ele, se isso acontecer Domingos Simões Pereira será um Presidente da República pior  que José Mário Vaz.

Nuno Na Bian frisou que se for eleito Presidente vai chamar todos os outros candidatos derrotados para ouvir as suas ideias em relação ao progresso do país, tendo prometido dar igualmente um devido respeito aos régulos dando-lhes um estatuto especial como se verifica noutros países da sub-região.

Por seu turno, o líder dos renovadores Alberto Nambeia agradeceu aos apoiantes que compareceram em massa no comício, tendo pedido uma votação massiva no candidato que o PRS apoia, ou seja, em Nuno Na Bian. 


ANG/MSC/ÂC//SG

Campanha Eleitoral


Domingos Simões Pereira apela população de Calequisse para votar no projecto que visa progressão do país

Bissau, 19 Nov 19 (ANG) - O candidato às eleições presidenciais suportado pelo Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo-Verde (PAIGC) apelou  segunda-feira à população do sector de Calequisse, região de Cacheu, à votar no projecto que possa promover o desenvolvimento da Guiné-Bissau.

Domingos Simões Pereira fez o referido apelo durante o seu comício de campanha eleitoral naquela zona norte do país  para as eleições presidenciais prevista para o dia de 24 do corrente mês.

“Não podíamos deixar de estar cá hoje, porque para nós é fundamental esclarecer as dúvidas que possam existir nas cabeças de muitas pessoas. O sector de Calequisse tal como outras partes da Guiné-Bissau também pertence a nação guineense e por isso, cá estamos para mostrar os nossos projectos e para contar com vocês na progressão desse querido país”, disse o candidato Domingos Simões Pereira.

Acrescentou que os guineenses jamais devem permitir que as situações étnicas ou os laços parentescos influenciem as suas decisões no que concerne ao voto, e frisou que um simples voto tem o peso de decidir o destino de um país e de um povo.

O candidato disse  que espera que no dia 24  as pessoas irão votar para ter um ensino educacional de qualidade, hospitais com condições adequados, acesso à água potável, electricidade, para ter estradas em boas condições entre outros bens.

“Fiquei emocionado e satisfeito com o procedimento da população do sector de Calequisse, porque me receberem sem olhar para outros detalhes. Isso significa que realmente entendem o sentido do bem-estar comum e que têm a noção de que o tribalismo não é fundamental para o progresso de um país”, disse.

Simões Pereira afirmou que a Guiné-Bissau é feita de um único povo que é guineense e que os grupos sociais não podem e nem devem desviar o sentido da palavra Povo, tendo sublinhado que os guineenses são iguais perante a lei e que, por essa razão, cada um deve gozar da sua liberdade e dos seus direitos sem qualquer tipo de interferência ou imposição.

Apelou as pessoas à não votarem pelo candidato, mas sim para acabar com a injustiça no seio dos guineenses, tendo justificado que não é justo um certo grupinho estar a gozar dos privilégios enquanto outros sofrem de fome e falta de meios para viverem as suas vidas de forma tranquila.

As mulheres de Calequisse, num gesto de solidariedade, ofereceram  o pano tradicional  “pano di pinti” à esposa do Simões Pereira “para que venha a ser a mãe dos guineenses”, caso o seu marido venha a ser vencedor das eleições presidenciais.

ANG/AALS/ÂC//SG


segunda-feira, 18 de novembro de 2019

Campanha eleitoral


        Líder do PCD promete incentivar investimento no sector educativo

Bissau,18 Nov 19(ANG) – O candidato do Partido da Convergência Democrática às eleições presidenciais de 24 de Novembro disse que, se for eleito chefe de Estado, irá usar a sua influencia junto do Governo para incentivar investimento no sector educativo.

“Hoje é mais um dia de alegria para mim, porque não é a primeira vez que estou a proceder a entrega de carteiras. Já fiz o mesmo acto em todas as regiões do país com a excepção das Ilhas de  Bijágós”, afirmou no sábado, Vicente Fernandes no acto de entrega de carteiras às duas escolas primárias do sector de Pitche, região de Gabú, leste do país, no quadro da campanha eleitoral.

Aquele político sublinhou que o seu partido, em termos materiais, não tem muita coisa para oferecer às populações, mas que  têm um instrumento fundamental para uma pessoa humana, que é a escola.

“Digo isso porque se as crianças forem à escola serão pessoas capazes no futuro, munidos de competências e sabedoria para desenvolver o país”, disse, acrescentando que “isso é o desiderato almejado pelo PCD”.

Vicente Fernandes sublinhou que, quem tem a escola, não é fácil ser enganado e nunca será aliciado por políticos para votar em contrapartida de afinidade étnica.

Afirmou que qualquer pessoa intelectual vai perceber que o seu voto será para o projecto credível para o progresso do país ou seja para a construção de  fábricas, energia eléctrica, estradas, educação, saúde entre outros, salientando que é essa luta que o PCD está a fazer.

“Não devemos votar nos políticos com base em afinidade étnica, ou religiosa”, avisou, frisando que a educação é o maior instrumento de desenvolvimento de um país.

Vicente Fernandes disse que, se for eleito Presidente da República, a sua primeira missão vai ser trabalhar para trazer a paz e estabilidade aos guineenses.

“Nos últimos cinco anos, o José Mário Vaz tentou dividir a raça e religião. Se eu for eleito Presidente da República todos serão iguais perante a Lei e vamos respeitar os usos e tradição de qualquer cidadão”, prometeu.

O líder do PCD declarou que se vencer as eleições presidenciais de 24 de Novembro, será o garante da estabilidade porque irá aplicar as leis no país e meterá na cadeia todos os traficantes de droga e vai acabar com a impunidade.

“Todos os guineenses, ricos ou pobres terão que ter acesso aos tribunais, porque o maior estrangulamento da justiça no país é que as pessoas pobres não têm acesso à justiça porque não têm dinheiro para pagar”, criticou o líder do PCD.ANG/ÂC//SG

Campanha eleitoral


Carlos Gomes Júnior lamenta insuficiência de estabelecimentos de saúde e  ensino no interior do país

Bissau,18 nov 19 (ANG) – O candidato independente às presidenciais de 24 de Novembro, Carlos Gomes Júnior lamentou, no domingo, na região de Bafatá, leste do país, a insuficiência de estabelecimentos sanitários e do ensino, sobretudo no interior do país.

Num comício de campanha eleitoral naquela região, Gomes Júnior disse estar triste por aquilo que viu nas deferentes regiões do país que já visitou no âmbito de caça ao voto, ou seja “um estado da degradação progressiva das regiões e a falta de emprego para juventude guineense”.  

Por isso, o candidato pediu aos eleitores de Bafatá para votarem nele, para que possa ajudar o executivo a solucionar os problemas levantados pela população, relativamente a falta de escolas e de hospitais, entre outros. 

O Presidente do partido Movimento Patriótico Guineense(MPG), José Paulo Semedo,  que apoia a candidatura de Carlos Gomes Júnior,  disse que o Presidente da República é aquele que promove o entendimento entre os órgãos da soberania e quando há problema é o primeiro a defender a Constituição e fiscalizar se todos estão a observar as leis do país.

Semedo acrescentou que é defensor da justiça, dando exemplo que, se alguém for apanhado ou se houver um caso de morte e o Ministério Público, enquanto titular da acção penal, não avançar com a abertura do inquérito para apurar as causas, o Presidente da República insta a referida instituição a prosseguir com averiguação para que os envolvidos sejam traduzidos à justiça.

José Paulo Semedo disse que o candidato independente  Carlos Gomes dispõe dessas características que indicou.

Afirmou que Carlos Gomes Júnior vai ser Presidente de todos os guineenses caso venha ser eleito para as referidas funções e que não vai derrubar nenhum executivo, por respeito à Constituição da República e à vontade popular expressa nas urnas.

Disse que é o candidato da Unidade Nacional, porque, por exemplo se passar à segunda volta do escrutínio com Umaro Sissoco Embalo, os militantes do PAIGC vão votar nele e se for com o Domingos Simões Pereira, os militantes do MADEM-G15 escolherão igualmente o Carlos Gomes.

Para além disso, assegurou que Cadogo Júnior pretende ser Presidente Conselheiro do Governo, ajudando-o a fomentar o desenvolvimento através da implementação do programa de governação, e aquele que solidariza com o povo em caso de algum desastre natural.
Em nome da juventude de Bafatá, Lassana Sanhá disse que votar por camisola, motorizada ou qualquer outros materiais significa hipotecar o futuro do país durante cinco anos, e que por isso aconselha aos jovens a votarem no candidato independente, Carlos Gomes Júnior, para que o Governo possa fazer mais e melhor.

Justificou o pedido de voto para Carlos Gomes pelo trabalho que fez enquanto primeiro-ministro.

Cadi Coiate exortou às mulheres da região de Bafatá a votarem massivamente no candidato Carlos Gomes, para que os seus filhos possam frequentar as aulas com normalidade, sem paralisações.

A camapanha eleitoral que envolve 12 candidatos termina sexta-feira, 22 de novembro. ANG/LPG/ÂC//SG

Presidenciais/2019


Representantes dos candidatos lamentam falta de condições financeiras para  acompanhamento do processo eleitoral

Bissau, 18 Nov 19 (ANG) - Os representantes dos candidatos para as eleições presidenciais de 24 do corrente mês para região de Oio lamentaram este fim-de-semana a falta de condições financeiras para o acompanhamento do processo eleitoral. 

A referida situação foi revelada pelo porta-voz dos referidos representantes Edmerson António da Silva em entrevista exclusiva à Agência de Notícias da Guiné(ANG).

“Já estão sete representantes dos partidos políticos na região de Oio e faltam cinco, se calhar poderão estar cá até amanhã. O certo é que não temos  dinheiro para manter o nosso sustento aqui, porque não recebemos nada por parte da Comissão Nacional de Eleições (CNE) que anteriormente dava um subsídio de 250 mil fcfa mensal para cada representante”, informou.

Acrescentou que o Presidente de Comissão Regional de Eleição da região de Oio informou que a CNE não vai poder dar o subsídio habitual por motivo de falta de financiamento para o efeito.

“Estamos aqui por enquanto, mas não sabemos até quando vamos suportar porque não temos dinheiro para alimentação e muito menos para alugar um sítio para residir, e é óbvio que não poderemos continuar desse jeito”, lamentou o porta-voz.

Questionado se os seus partidos não lhes deram  dinheiro para as suas despesas diárias, respondeu que a CNE é que habitualmente dava o subsídio para os representantes dos partidos políticos.

Por sua vez, contactado pela ANG, o Presidente de Comissão Regional da Região de Oio Amadú Dabó confirmou que a CNE não distribuiu  subsídio aos representantes dos candidatos por  não ter  financiamento para tal.

Sublinhou que, se no caso vierem a ter um financiamento para custear as despesas dos referidos representantes, farão isso com todo o prazer.

“A comunidade internacional incluía sempre nos seus orçamentos o subsídio para representantes dos candidatos, só que infelizmente nestas eleições presidenciais isso não aconteceu. A Comunidade Internacional deixou claro que cada candidato passará a suportar os custos da pessoa que lhe representa”, explicou.

Dabó apela  aos candidatos no sentido de colaborarem para que o processo possa ser um sucesso e explicou que infelizmente a CNE, até aquele momento, não estava  em condições de dar subsídios aos representantes dos candidatos.  ANG/AALS/ÂC//SG

Defesa e Segurança


Ministro Luís Melo pede a militares para não se deixar serem aliciados por políticos

Bissau, 18 nov 19 (ANG) – O ministro da Defesa e Combatentes da Liberdade da Pátria, Lís Silva de Melo pediu sábado  aos militares que não se deixem aliciar por políticos nesta recta final da campanha eleitoral.

Quero, aqui, em nome do governo, apelar às Forças Armadas a prosseguirem o cumprimento das suas atribuições constitucionais, não cedendo a nenhuma tentativa de distracção ou aliciamento, mas mantendo-se firmes e fiéis aos seus desígnios”, disse.

Por sua vez, o chefe das Forças Armadas , Biague Na Ntan, pediu ao Governo para confiar nos soldados e garantiu que os militares estão submetidos à Constituição, pelo que nunca mais irão realizar golpes de Estado.

Vamos respeitar a Constituição da República, submetermo-nos ao poder político. Posso-vos garantir, tranquilizem ao povo da Guiné-Bissau. A partir de hoje nenhum militar vai sair à rua para fazer golpe de Estado”, disse o general Na Ntan.

O responsável militar acrescentou que as suas palavras também se dirigem à comunidade internacional, nomeadamente aos elementos das Nações Unidas e da força de manutenção de paz da África Ocidental (Ecomib), estacionada na Guiné-Bissau desde 2012, na sequência de um golpe de militar.ANG/RFI
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