quarta-feira, 29 de abril de 2020


Covid-19/IATA agrava previsão de perdas para seis mil milhões na aviação em África

Bissau, 29 abr 20 (ANG) - A Associação Internacional do Transporte Aéreo (IATA) reviu em alta a previsão de perdas para as companhias africanas, estimando agora uma quebra de seis mil milhões de dólares e a perda de metade dos empregos devido à pandemia.
"As companhias da região africana podem perder seis mil milhões de dólares em receitas de passageiros, quando comparado com 2019, o que é mais 2 mil milhões de dólares do que o estimado no início do mês", diz a associação que representa os transportadores aéreos.
"As perdas de empregos na aviação e nas indústrias relacionadas pode crescer para 3,1 milhões de dólares, o que é metade dos 6,2 milhões de empregos que existem na região neste sector, sendo que a estimativa anterior era de 2 milhões de empregos", acrescenta-se na nota divulgada em Amã, a capital da Jordânia.
Entre as estimativas da associação do sector para esta indústria que está a ser fortemente afectada pelas restrições à movimentação de pessoas e bens no âmbito do combate à propagação da pandemia da Covid-19, a IATA salienta ainda a queda de 51% do tráfego aéreo, que aprofunda a previsão inicia de uma queda de 32% nas viagens, o que no conjunto, faz com que o contributo da aviação para o PIB da região caia de 56 mil milhões de dólares para 28 mil milhões de dólares, quando a previsão anterior era de 17,8 mil milhões de dólares.
"Estas estimativas são baseadas num cenário de restrições severas às viagens durante três meses, com um levantamento gradual das restrições nos mercados internos, seguidos de [uma acção semelhante a nível] regional e intercontinental", explica a IATA.
Entre os países mais afectados estão a África do Sul, seguida da Nigéria, Etiópia e Quénia, numa lista onde aparecem também os lusófonos Moçambique, que deverá enfrentar uma redução de 1,4 milhões de passageiros, que resulta numa perda de 130 milhões de dólares em receita, que coloca 126 mil empregos em risco e uma contribuição de 200 milhões de dólares para a economia moçambicana.
Em Cabo Verde, um dos países onde o turismo mais tem influência na economia, a IATA estima que haja uma redução de 2,2 milhões de passageiros, que vão originar uma perda de 200 milhões de dólares em receita, 46.700 empregos e 480 milhões de dólares de contribuição para o PIB do arquipélago.
Perante este cenário, a IATA defende um conjunto de medidas, entre as quais se incluem o apoio financeiro directo ao sector, a atribuição de empréstimos e garantias do Estado e apoio ao mercado de títulos de dívida corporativa, bem como um alívio fiscal.
"As companhias aéreas em África estão a lutar pela sobrevivência", resumiu o vice-presidente da IATA com o pelouro da África e Médio Oriente, Muhammad Al Bakri, acrescentando que "várias companhias aéreas colocaram o pessoal em licença sem vencimento ou anunciaram já a intenção de cortar empregos, e outras vão seguir-se se um alívio financeiro urgente não for concedido".
O número de mortes provocadas pela Covid-19 em África subiu para 1.521 nas últimas horas, com quase 35 mil casos da doença registados em 52 países, segundo as estatísticas mais recentes sobre a pandemia no continente.
De acordo com o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana (África CDC), nas últimas 24 horas o número de mortos subiu de 1.467 para 1.521, enquanto as infecções aumentaram de 33.273 para 34.915.
O número total de doentes recuperados subiu de 10.091 para 11.309.ANG/Angop




   Covid-19/ Cruz Vermelha lança campanha de sensibilização em Canchungo

Bissau,29 Abr.20(ANG) – A Cruz Vermelha da Guiné-Bissau lançou terça-feira a sua campanha de sensibilização e prevenção de coronavirus no mercado de Canchungo bem como em todos os bairros que compõe aquele sector da região de Cacheu, norte do país.

Em declarações à imprensa no acto acto de lançamento da referida campanha, o Coordenador do Projecto Covid-19 da Cruz Vermelha da Guiné-Bissau disse que a organização iniciou actividades de sensibilização sobre a prevenção do coronavirus desde 27 de Março em diferentes bairros da capital Bissau.

Daniel Vieira afirmou que, havendo a necessidade de expandir a suas acções para as regiões do país, decidiram escolher o sector de Canchungo, na região de Cacheu e Biombo respectivamente para fazerem algumas intervenções no quadro de prevenção do coronavirus.

“Hoje estamos aqui em Canchungo para testemunhar o lançamento do projecto de campanha de sensibilização, financiado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância(Unicef), e que irá abranger, para além do mercado, todos os bairros de Canchungo”, disse.

Daniel Vieira sublinhou que os voluntários da Cruz Vermelha vão iniciar os trabalhos de sensibilização no Mercado, para depois seguiram para o Bairro de Djará sobre os métodos de prevenção de Covid-19.

Disse que o projecto terá a duração de dois meses  e na qual consta várias actividades de sensibilização tanto porta-a-porta, de massa comunitária assim como através de teatros.

Adiantou que vão usar diferentes materiais, dentre as quais, viaturas equipadas com microfones, que vão emitir músicas e passar  mensagens sobre formas de prevenção em  diferentes bairros.

Aquele responsável informou ainda que vão usar igualmente os moto-carros para atingir populações situadas em localidades de difícil acesso por carro.

 “Dispomos ainda de cartazes, megafones que vamos usar igualmente durante a campanha no terreno”, explicou, acrescentando que todos os voluntários seleccionados para a campanha são oriundos do sector de Canchungo.

Por sua vez, o Vice-coordenador de Saúde da região de Cacheu, disse que o projecto é bem vindo e chegou no bom momento, salientando que os responsáveis sanitários locais acolhem com agrado a iniciativa da Cruz Vermelha da Guiné-Bissau.

Ericson Falcão sublinhou que a Cruz Vermelha, desde sempre, é um parceiro incansável, frisando que, com a chegada da pandemia, foi o primeiro parceiro que decidiu apoiar as instituições sanitárias no domínio da prevenção.
.ANG/ÂC//SG




         Covid-19/África ultrapassa os 1.500 mortos em quase 35 mil casos

Bissau, 29 abr 20 (ANG) - O número de mortes provocadas pela Covid-19 em África subiu para 1.521 nas últimas horas, com quase 35 mil casos da doença registados em 52 países, segundo as estatísticas mais recentes sobre a pandemia naquele continente.
De acordo com o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana (África CDC), nas últimas 24 horas o número de mortos subiu de 1.467 para 1.521, enquanto as infecções aumentaram de 33.273 para 34.915.
O número total de doentes recuperados subiu de 10.091 para 11.309.
O norte de África mantém-se como a região mais afectada pela doença e já ultrapassou os mil mortos (1.004) em 13.986 casos registados.
Na África Ocidental, há 218 mortos e 8.824 infecções.
A África Austral contabiliza 107 mortos, em 5.369 casos de Covid-19.
A pandemia afecta 52 dos 55 países e territórios de África, com cinco países – África do Sul, Argélia, Egipto, Marrocos e Camarões - a concentrarem cerca de metade das infecções pelo novo coronavírus e mais de dois terços das mortes associadas à doença.
O Egipto regista 359 mortos e ultrapassou os cinco mil infectados (5.042), a África do Sul conta 93 mortos e 4.996 doentes infectados, enquanto Marrocos totaliza 165 vítimas mortais e 4.252 casos e os Camarões contabilizam 59 mortos e 1.806 infectados.
O maior número de vítimas mortais regista-se na Argélia (437), em 3.649 doentes infectados.
Entre os países africanos lusófonos, Cabo Verde lidera em número de infecções, com 113 casos, e mantém o registo de um morto.
Moçambique tem 76 casos declarados da doença e a Guiné-Bissau regista 78 casos de infecção pelo novo coronavírus, com um morto, incluindo o primeiro-ministro no poder e mais três membros do seu Governo.
Angola tem 27 casos confirmados de Covid-19 e dois mortos e São Tomé e Príncipe, o último país africano de língua portuguesa a detectar a doença no seu território, regista 11 casos positivos.
A Guiné Equatorial, que integra a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), tem 315 casos positivos de infecção e um morto, segundo o África CDC.
A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de Covid-19 já provocou mais de 215 mil mortos e infectou mais de três milhões de pessoas em 193 países e territórios.
Mais de 840 mil doentes foram considerados curados.ANG/Angop




     Justiça/PGR entrega pedido de demissão ao Presidente Sissoco Embaló

Bissau, 29 abr 20 (ANG)- O Procurador-Geral da República , Ladislau Embassa, entregou terça-feira ao chefe do Estado, Umaro Sissoco Embaló, o pedido de demissão do cargo, alegando cumprir com "a ética republicana".
Em breves declarações aos jornalistas, a saída do encontro com Umaro Sissoco Embaló, Ladislau Embassa disse ter apresentado a sua demissão, lembrando que tinha sido nomeado para "um período específico", que terminaria com a tomada de posse de um novo chefe de Estado.
O juiz do Supremo Tribunal de Justiça, Ladislau Embassa foi nomeado Procurador-Geral da República em Julho de 2019 pelo então chefe do Estado guineense, José Mário Vaz, cumprindo com as recomendações dos líderes da Comunidade Económica de Estados da África Ocidental (CEDEAO), que tem mediado a crise política no país.
Questionado sobre se aceita continuar no cargo se for convidado pelo atual Presidente da Guiné-Bissau, Ladislau Embassa não respondeu, mas confirmou que irá retomar as suas funções de juiz.ANG/Angop



       Costa do Marfim/Ex-primeiro-ministro condenado a 20 anos de prisão

Bissau, 29 abr 20 (ANG) - O antigo primeiro-ministro e ex-presidente do parlamento da Cote Ivoire, Guillaume Soro, foi hoje condenado, por um tribunal de Abidjan, a 20 anos de prisão por desvio de fundos públicos e branqueamento de capitais.
Guillaume Soro, que se declarou candidato às eleições presidências de Outubro e vive exilado em Paris, foi também privado dos seus direitos políticos durante cinco anos e terá de pagar uma multa de 4,5 mil milhões de francos CFA (cerca de 6,8 milhões de euros).
Em causa, está segundo o tribunal, a compra, com dinheiros públicos, da sua casa, em Abidjan, no valor de 1,5 mil milhões de francos CFA (cerca de 2,3 milhões de euros), em 2007, quando era primeiro-ministro do país.
O tribunal determinou igualmente o arresto da casa.
Guillaume Soro e os seus advogados não estiveram presentes na audiência, no tribunal correcional de Abidjan, que decorreu hoje, apesar de Tribunal Africano dos Direitos Humanos e dos Povos (ACHPR, na sigla em inglês) ter decretado a suspensão do mandado de detenção de que o ex-líder rebelde era alvo desde dezembro.
O ACHPR, com sede na Tanzânia, ordenou, na quarta-feira, à Costa do Marfim que suspendesse o mandado de detenção contra Guillaume Soro e libertasse os seus 19 apoiantes e familiares detidos há quatro meses.
O tribunal deu ao Estado da Costa do Marfim 30 dias para executar a sentença, adiantando que a decisão não é passível de recurso.
O advogado do Estado costa-marfinense, Abdoulaye Ben Méité, defendeu, na sexta-feira, que a data para o julgamento tinha sido fixada muito antes da decisão do ACHPR, considerando que esta não determinava o levantamento da acusação, mas apenas a suspensão do mandado de detenção emitido contra Soro.
Na sessão de hoje, foi emitido um novo mandado de detenção contra Guillaume Soro, o que impedirá o líder do partido Gerações e Povos Solidários (GPS) de se candidatar às eleições presidenciais marcadas para outubro.
O coletivo de advogados de Guillaume Soro considerou, no início da semana, que o calendário da audição não deixa dúvidas de que se trata "de uma tentativa de execução política em forma de farsa judicial".
"O único objetivo desta audiência precipitada é tornar Guillaume Soro inelegível para se candidatar às eleições, numa sentença a proferir em segredo, à porta fechada, em violação de todas as regras de direito e de procedimento e a pretexto de acusações fantasiosas, caluniosas e altamente contestadas", defenderam os advogados de Soro.
Antigo aliado do Presidente da Costa do Marfim, Alassane Ouattara, que ajudou a chegar ao poder durante a crise pós-eleitoral de 2010-2011, Guillaume Soro tornou-se primeiro-ministro e presidente da Assembleia Nacional, antes de ter entrado em conflito com o chefe de Estado no início de 2019.
Na origem do afastamento entre os dois, estiveram, segundo analistas, as ambições presidenciais de Guillaume Soro.ANG/Angop.


terça-feira, 28 de abril de 2020


Política/Presidentes da República e da CNE discutem  possível realização de eleições legislativas antecipadas

Bissau, 28 abr 20 (ANG) – O Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló e José Pedro Sambú, Presidente da Comissão Nacional das Eleições (CNE) discutiram a possibilidade de realização das eleições legislativas no país.

A revelação  foi feita por José Pedro Sambú  segunda-feira após o encontro com  Umaro Sissoco Embaló

Sambú  disse que discutiram também os apetos técnicos e financeiros fundamentais que a sua instituição está a enfrentar.

Disse que o resto compete ao Presidente da República, referindo-se  a decisão de eventual realização das eleições legislativas antecipadas no país.

 Umaro Sissoco Embaló ameaçou, na semana passada dissolver a Assembleia Nacional Popular (ANP) e o país avançar para as eleições legislativas antecipadas ,caso prevaleça o que considera ser um bloqueio ao funcionamento do parlamento e consequentemente do governo.

O Governo enfrentou dificuldades para entregar o seu programa de governação  ao parlamento, e na impossibilidade de o entregar directamente ao presidente da ANP, conforme manda a lei, o programa acabou por ser entregue a primeira secretária da ANP, Adja Satú Camará.

A razão de não receber o programa está relacionada a acusação de que  o governo chefiado por Nuno Gomes Na Bian carece de ligitimidade, por não resultar das últimas eleições legislativas.

Sissoco Embaló reafirmou  segunda-feira  a intenção  de dessolver a ANP caso persista o bloqueio que impeça a aprovação do Programa do Governo,  numa altura em que foi reconhecido pela Comunidade Económica dos Estados África Ocidental (CEDEAO) como o vencedor das presidenciais de 29 de dezembro último.

A CEDEAO, na mesma ocasião, ordenou a nomeação, até 22 de maio, de  um novo primeiro-ministro e novo governo na base dos resultados das legislativas de março de 2019, ganhas com uma maioria simples pelo PAIGC .ANG/DMG//SG

Covid-19/ “Mundo devia ter ouvido melhor OMS em Janeiro”, diz director-geral

Bissau, 28 abr 20 (ANG) – O director-geral da OMS afirmou segunda-feira que o mundo devia ter ouvido melhor quando foi declarada emergência global de saúde em Janeiro passado, frisando que os países que seguiram as orientações da organização estão melhor do que os que as ignoraram.

Em conferência de imprensa a partir de Genebra, Tedros Ghebreyesus frisou que a Organização Mundial de Saúde declarou a 30 de Janeiro “o nível mais alto de emergência global” quando o surto do novo coronavírus estava concentrado na China e só havia “82 casos” fora daquele país asiático.

“O mundo devia ter ouvido com atenção nessa altura, quando só havia 82 casos e nenhuma morte fora da China. Todos os países podiam ter desencadeado todas as medidas de saúde pública possíveis. E isso basta para atestar a importância de ouvir os conselhos da OMS”, declarou.

Tedros Ghebreyesus acrescentou que os procedimentos aconselhados pela OMS em Janeiro antes de ser declarada a pandemia da covid-19 – “encontrar casos, testar, isolar e rastrear contactos” – são baseados na “melhor ciência e provas disponíveis” .

“Podem ver que os países que os seguiram estão hoje numa posição melhor do que outros. Isso é um facto”, afirmou, ressalvando que cabe aos países “aceitar ou rejeitar” o que a OMS diz.

“Não temos mandato para obrigar os países a aplicar o que aconselhamos”, reconheceu, frisando que “cada país assume as suas próprias responsabilidades”.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 206 mil mortos e infetou quase três milhões de pessoas em 193 países e territórios.

Perto de 810 mil doentes foram considerados curados.

Em Portugal, morreram 928 pessoas das 24.027 confirmadas como infectadas, e há 1.357 casos recuperados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detectado no final de Dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China. ANG/Inforpress/Lusa



Covid-19/Governo prolonga horário de circulação das pessoas  para  14 horas

Bissau, 28 Abr 20 (ANG)- O Governo  decidiu  segunda-feira prolongar o horário de circulação de pessoas e abertura dos mercados das 07H00 às 14 horas , em vez de das 07h00 as 12H00, tendo o executivo proibido igualmente o transporte dos passageiros em motorizadas, noticiou a rádio África FM.

 “Acabamos de discutir a regulamentação do prolongado estado de emergência ,o que irá em termos resumidos se concretizar na alteração de algumas medidas tomadas anteriormente ,entre eles a medida de restrição que dantes estava limitada até as 11 horas ,neste momento foi aumentado para as 14 horas e as restantes medidas, quase no seu todo, vão manter-se”,disse Serifo Jaquité.

Chamou a atenção aos proprietários das motorizadas que transportam as pessoas de que devem deixar de o fazer ,frisando que o Estado de Emergencia vai manter até o dia 11 de Maio .

O Ministro da Presidcência do  Conselho de Ministros informou ainda que o Governo decidiu fixar o preço minimo para compra da castanha de caju e que a decisão será anunciada pelo Ministro do Comercio ainda hoje, 28 Março,bem como as medidas que deverão ser seguidas durante a campnha de caju de 2020.

NG/MSC//SG

UEMOA/”A Guiné-Bissau precisa de 18,8 bilhões de FCFA para implementar estratégia de resposta eficiente em termos de saúde”,diz PR

Bissau, 28 abr 20 (ANG) – O Presidente da República disse que as necessidades financeiras para que o país possa implementar uma estratégia de resposta eficiente em termos de saúde são atualmente estimadas à 18,8 bilhões de FCFA , citando o orçamento feito pela equipa interministerial pela coordenação das ações de combate a pandemia.

Umaro Sissoco Embaló falava  segunda-feira aquando da sua intervenção na Sessão Extraordinária da Conferência dos Chefes de Estado e de Governo da União Económica Monetária da África Ocidental (UEMOA) por videoconferência.

Sissoco Embaló afirmou que estes recursos vão permitir melhorar, significativamente, o sistema de saúde do país, a fim de poder responder, de forma eficaz, aos desafios que são necessários para erradicar o covid-19.

Disse que o país atualmente apresenta deficiências significativas em termos de infraestruturas de saúde e de pessoal técnico especializado.

Segundo o Presidente, o governo já iniciou negociações com várias instituições internacionais, nomeadamente o Fundo Monitário Internacional (FMI), Banco Mundial, Banco Africano para o Desenvolvimento (BAD) e BADEA para poder beneficiar de apoio financeiro para enfrentar os riscos sanitários e outros desafios no plano económico e social.

Umaro Sissoco Embaló informou ainda que a crise desta pandemia poderá ter consequências graves a nível económico e social para os Estados membros da UEMOA, particularmente a Guiné-Bissau.

“A economia do nosso país depende muito das exportações de caju. Com as medidas restritivas tomadas no plano mundial, os nossos clientes tradicionais, ou seja, os importadores ainda não se manifestaram, visto que neste período, todos os contratos já deveriam ter sido concluidos e a fase de colheita iniciada”, frisou Embaló.

Disse preocupar com o aproximar da época das chuvas e com o andamento da campanha agrícola, e que mais esforços financeiros podem vir a ser necessários para apoiar os produtores.

“As nossas projeções macroeconómicas indicam que o Produto Interno Bruto (PIB) real esperado é de 5,6% em 2020, e demonstram um declínio de 1,9% e o deficit orçamental chegaria à 9,9 do PIB.

Sublinhou que, para consolidar a paz e a estabilidade no país é preciso prestar atenção especial à demanda social e impulsionar ações eficientes para garantir uma rápida recuperação económica após crise.

O chefe de Estado guineense sustentou  que a necessidade de intervenção social é estimada em 16,3 bilhões de FCFA e o custo de financiamento da recuperação económica é estimada em 102,5 bilhoes de FCFA, acrescentando que levando em consideração as necessidades de financiamento social, económica e sanitária o país deve mobilizar recursos até 137,64 bilhões de FCFA. ANG/DMG//SG

Caju/Governo anuncia fixação do preco base por quilograma em 375 fcfa

Bissau, 28 Abr 20 (ANG) –  O Ministro  de Comercio e Indústria anunciou hoje que o preço de compra da castanha de caju, principal produto de exportação da Guiné-Bissau, junto do produtor é de 375 fcfa.

António Artur Sanhá que falava em conferência de imprensa, disse ser um preço juisto e equilibrado, tendo em conta os condicionalismos da presente conjuntura mundial, apesar de não fizeram ainda a abertura da campanha.

Aqule governante informou ainda que o Chefe de Estado deu orientações ao governo para  conseguir uma saída económica e financeira, para viabilização e salvamento da presente campanha , 2020.

Sanhá disse que, para a fixação deste preço coube à   Agência Nacional de Cajú (ANCA) germinar um total de cinco proprostas, tomando em consideraçoes a posição atual do mercado internacional.

Salientou  que as medidas de confinemento e de restriçóes da liberdade de circulação de quarentena são todas incompatíveis  com a natureza da campanha de cajú, e que, por isso, o governo levou tempo em consultas permanentes com todos os atores da fileira de caju.

O ministro de comércio e Indústria denunciou  que algumas pessoas levaram às populações arroz imprório para o consumo humano, e prometeu que não haverá negociações com os infraoares. “Quem for apanhado, directamente para cadeia”, disse.

Por sua vez, em repesentação da Associação Nacional dos Agricultores da Guiné (ANAG) Jaime Bolis Gomes pediu aos agricultores para nao venderem suas castanhas menos de preço anunciado.

Aconselhou ao governo a criar fundos para empresários para que  a comissao de salvação da presente campanha de cajú criada a nível do sector privado, possa realmente salvar a campanha.

Presentes na conferência de imprensa estiveram  os atores da fileira de cajú desde os produtores ANAG e Ropa, ANCA, CCIAS, CDC, ANIN, ANIE, Associação Nacional de Transportadores de contentores, de Afretadores Marítimos e dos pequenos comerciantes. ANG/JD//SG  

Brasil/Juiz do Supremo Tribunal Federal  determina abertura de inquérito contra Bolsonaro



Bissau,  28 Abr 20 (ANG) – Um juiz Supremo Tribunal Federal do Brasil determinou segunda-feira à noite a abertura de um inquérito para investigar as acusações de interferência em processos judiciais contra o Presidente Jair Bolsonaro, feitas pelo ex-ministro da Justiça Sergio Moro.

“A análise da petição formulada pelo Senhor Procurador-Geral da República revela práticas alegadamente delituosas que teriam sido cometidas pelo senhor Presidente da República em contexto que as vincularia ao exercício do mandato presidencial, circunstância essa que afastaria a possibilidade de útil invocação, pelo Chefe do Poder Executivo da União, da cláusula de ‘imunidade penal temporária’”, lê-se na decisão do juiz Celso de Mello, citada por vários órgãos brasileiros.

Na mesma nota, Celso de Mello apontou que a Polícia Federal tem 60 dias para interrogar Sergio Moro, ex-ministro da Justiça brasileiro.

Na sexta-feira à noite, o procurador-geral da República (PGR) brasileiro, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de um inquérito para apurar as acusações feitas por Sergio Moro, contra Jair Bolsonaro.

O pedido entregue ao STF aponta a eventual ocorrência dos crimes de “falsidade ideológica, coação no curso do processo, advocacia administrativa, prevaricação, obstrução de Justiça, corrupção passiva privilegiada, denúncia caluniosa e crime contra a honra”.

No documento, Augusto Aras afirma que, caso as declarações de Moro não se comprovem, poderá caracterizar-se o crime de denúncia caluniosa.

No pedido, o PGR sugere ao STF que, antes de deliberar sobre a abertura do inquérito, recolha o depoimento de Moro, para que ele preste formalmente esclarecimentos sobre os possíveis crimes envolvidos na conduta do chefe de Estado, e possa apresentar provas dessas interferências.

Em causa estão as declarações feitas na manhã de sexta-feira por Sergio Moro, que acusou o Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, de estar a fazer “interferência política na Polícia Federal”, na sequência da demissão do ex-chefe da Polícia Federal do país Maurício Leite Valeixo, publicada em Diário Oficial da União.

Moro, que junto com as acusações apresentou a sua demissão, afirmou que Bolsonaro exonerou a liderança da Polícia Federal porque pretende ter acesso às investigações judiciais, algumas das quais envolvem os seus filhos ou aliados.

“O Presidente disse-me, mais de uma vez, expressamente, que ele queria ter uma pessoa do contacto pessoal dele [para quem] ele pudesse ligar, [de quem] ele pudesse colher informações, [com quem] ele pudesse colher relatórios de inteligência. Seja o director [da Polícia Federal], seja um superintendente”, declarou Sergio Moro.

O ex-juiz declarou que o Presidente brasileiro lhe disse pessoalmente que queria mudar o chefe geral da Polícia Federal porque estava preocupado com investigações em curso no STF, que podem envolver os seus filhos ou aliados políticos, e queria ter acesso a relatórios sigilosos sobre investigações.

Bolsonaro, por sua vez, negou a acusação de interferência feita por Moro, disse que o delegado Valeixo foi exonerado porque pediu para deixar o cargo e frisou que é atribuição do Presidente do Brasil escolher quem deve ser o chefe da Polícia Federal. ANG/Inforpress/Lusa

 UEMOA/ Umaro Sissoco Embaló anuncia que Guiné-Bissau vai ocupar o posto de 2º vice-presidente do BOAD

Bissau, 28 abr 20 (ANG) – O Presidente da República afirmou que o país vai ocupar o cargo de 2ª vice-presidente do Banco Oeste Africano para o Desnvolvimento (BOAD) depois da Cimeira de Yamoussoukro, Costa de Marfim, a ser realizada em Julho próximo.

Umaro Sissoco Embaló fez esta afirmação  segunda-feira após a Sessão Estraordinária da Conferência dos Chefes de Estado e de Governo da União Económica Monetário da África Ocidental (UEMOA) por vídeoconferência.


O Presidente da República disse que quem vai ocupar este cargo em nome da Guiné-Bissau, vai representar o país e não os seus interesses pessoais.

“Sabemos que o BOAD financia muitos projectos. E um dos  papéis da pessoa que vai ocupar esse posto é de facilitar para que o país possa obter dividendo porque está com falta de infraestrturas sobretudo de estradas”,revelou.

Mostrou-se preocupado com o aumento dos casos de novo coronavírus(COVID 19) no país, esperando que o governo  redobre o esforço na prevenção da pandemia.

O Chefe de Estado afirmou que o país vai receber esta terça-feira mais medicamentos e outros materiais para fazer face ao novo coronavírus.

Sissoco Embaló reafirmou a possibilidade de fazer  eleições legislativas antecipadas caso houver bloqueio na Assembleia Nacional Popular (ANP), confirmando  que este assunto está na mesa.

Na mesma ocasião o ministro das finanças, Aladje Mamadu Fadia esclareceu que o governo está a mobilizar fundos para que os bancos possam ter meios para financiar a presente campanha de caju, cujo o preço base por quilogramas é fixado em 375 francos.

O anúncio foi esta terça-feira feita pelo ministro do Comércio, Artur Sanhá. ANG/DMG//SG

Africa do Sul/Vírus expõe desigaildades”,diz Ramaphosa

Bissau, 28 abr 20 (ANG) - O presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, afirmou segunda-feira que a pandemia de covid-19, provocada pelo novo coronavírus, está a realçar as desigualdades no país, 26 anos depois do fim do regime do 'apartheid'.

Num discurso ao país, no dia em que se assinala o Dia da Liberdade com um feriado nacional que relembra as primeiras eleições democráticas no país, em 1994, Ramaphosa alertou que as disparidades duradouras entre ricos e pobres na África do Sul estão a ser sublinhadas pela luta contra a covid-19.

"Algumas pessoas têm conseguido suportar o confinamento devido ao coronavírus em casas confortáveis, com frigoríficos completamente abastecidos, cuidados médicos privados e ensino 'online' para os seus filhos", afirmou o chefe de Estado sul-africano num discurso transmitido na televisão, acrescentando que "para milhões de outros, este tem sido um mês de miséria".

As desigualdades no país da África Austral foram também sublinhadas pelo Nobel da Paz e antigo arcebispo Desmond Tutu.

A África do Sul "não é o país justo e equitativo que deveria ser", afirmou Tutu, numa declaração emitida pela sua fundação.

"O vírus fez ao país um terrível favor ao expor os alicerces insustentáveis sobre os quais foi construído e que devem ser corrigidos urgentemente", defendeu o antigo arcebispo.

A África do Sul comporta o maior número de infecções pelo novo coronavírus no continente, com pelo menos 4.546 casos e 87 mortes registadas.

Durante o dia de hoje, os profissionais de saúde iniciaram o rastreio e a despistagem da doença em várias zonas de Joanesburgo, especialmente em zonas pobres com elevada densidade populacional.

As autoridades preveem também a realização de testes na província de Cabo Ocidental, que inclui a Cidade do Cabo e que concentra o maior número de casos de covid-19.

Após vários anos de combate a doenças como a tuberculose e o HIV, a África do Sul apresenta experiência no despiste e no combate de doenças infecciosas, tendo já realizado perto de 170.000 testes desde o início da pandemia de covid-19.

Actualmente, a África do Sul tem 28 mil trabalhadores do sector da saúde encarregues de localizarem contactos de pessoas infectadas, de modo a conter a propagação da doença.

Mais de 200 médicos oriundos de Cuba chegaram hoje ao país para apoiar o combate à pandemia.

Segundo os dados mais recentes, África contabiliza 31.933 casos da doença em 52 países africanos, tendo 1.423 dos infectados morrido. Já o número total de doentes recuperados cifra-se em 9.566.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 206 mil mortos e infectou quase três milhões de pessoas em 193 países e territórios.

Perto de 810 mil doentes foram considerados curados.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detectado no final de Dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa 4,5 mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), encerraram o comércio não essencial e reduziram drasticamente o tráfego aéreo, paralisando sectores inteiros da economia mundial.ANG/Angop

Covid-19


Governo doa cheque de 25 milhões de francos CFA aos órgãos de Comunicação Social do país

Bissau, 28 Abr 20 (ANG)- O Governo doou um cheque de 25 milhões de francos CFA aos Órgaos de Comunicação Social do País para ajudar nas actividades jornalisticas de informação e sensibilização neste periodo de pandemia de Covid-19.

A entrega do cheque foi feita hoje pelo Secretário de Estado da Comunicação Social, Conco Turé a presidente do Sindicato Nacional dos Profissionais de Comunicação Social e Técnicos, Indira Correia Baldé.

Turé  revelou que o Ministério das Finanças decidiu financiar 30 milhões para a Secretaria de Estado da Comunicação, dos quais cinco milhões de fcfa foram  disponibilizados  para actividades de sensibilização no quadro do combate ao coronavírus levadas a cabo pelo Centro Nacional de Comunicação Social Educativa/Formação Multimédia .

Segundo Conco Turé, o governo financiou a Secretaria de Estado da Comunicação Social com base no pedido de financiamento feito pelas organizações da Comunicação Social de modo a  poderem fazer os seus trabalhos de uma forma mais adequada”,  explicou aquele responsável.

 “Hoje fizemos a entrega formal do cheque ao Sindicato dos Profissionais da Comunicação Social e ao Conselho Nacional da Comunicação Social para que os mesmos encarreguem da destribuição do dinheiro”,referiu o governante.

Por sua vez, a Presidente do SINJOTECS,a Indira Correia Baldé disse que os jornalistas têm a responsabilidade de passar as informações credíveis, responsáveis e objectivas, com  finalidade de satsfazer a Opinão Pública na base dos factos de modo a evitar notícias falsas.

Correia Baldé agradeceu ao governo pelo gesto e prometeu fazer de tudo para que os profissionais da Comunicação Social estejam mais empenhados na luta contra Covid-19 na Guiné-Bissau.

Em representação do Conselho Nacional da Comunicação Social, Meta Camará agradeceu igualmente o gesto do governo e prometeu diligenciar-se mais para fazer com que os órgaos de Comunicação Social tenham mais financiamentos.

Meta Cmará considerou o momento de acçaõ e não de palavras, tendo acrescentado que brevemente vão distribuir o dinheiro para os órgãos de Comunicação Social da Guiné-Bissau, nomeadamente os órgãos públicos, privados e comunitários. ANG/AALS//SG

segunda-feira, 27 de abril de 2020

Prevenção contra Coronavírus

Não permita que o Medo, Pânico ou a Negligência te entregue ao Coronavírus. Sair sem necessidade pode te levar a isso. Fique em Casa.

O Cronovírus anda de pessoa à pessoa. Não consegue viver para fazer estragos(matar) fora do ser humano. Evita a contaminação, lavando sempre as mãos bem com sabão.

Beba sempre água para evitar que sua garganta fique seca.

Garganta húmida leva o vírus directamente para o estômago, aí morre, por força de sucos gástrico produzidos pelo estômago.

Evite lugares onde haja muita gente. Afaste-se de alguém que tosse.

Recomendações médicas de Prevenção contra Coronavírus//ANG


 Bissau,27 Abr 20 (ANG) - O Centro de Operações de Emergência da Saúde da Guiné-Bissau anunciou no domingo a primeira vítima mortal de covid-19 no país, que pertencia às forças de segurança, e aumentou para 53 o número de casos.

"Trata-se de um alto funcionário do Ministério do Interior", disse aos jornalistas o médico Dionísio Cumba, presidente do Instituto Nacional de Saúde, na conferência de imprensa diária para fazer o balanço da evolução da doença no país.

Segundo o médico, a vítima mortal entrou no Hospital Nacional Simão Mendes na sexta-feira e morreu no sábado ao final do dia.

"Ainda não foi identificada a cadeia de transmissão da vítima mortal, mas teve contactos com muitas pessoas. Vai ser um caso difícil de investigar", salientou Dionísio Cumba.

O Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, prolongou no domingo o estado de emergência no país para até 11 de maio no âmbito do combate à pandemia do novo coronavírus.

O Presidente guineense justificou a decisão de prolongar por mais duas semanas o estado de emergência por considerar que o "país ainda não está em condições de afirmar ter o controlo de toda a situação".

No âmbito do combate à pandemia, as autoridades guineenses encerraram as fronteiras, bem como serviços não essenciais, incluindo restaures, bares e discotecas, e locais de culto religioso.

Foram também impostas medidas de restrição de circulação, que só autorizam as pessoas a sair de casa entre as 07:00 e as 12:00 para abastecimento de bens essenciais.

Umaro Sissoco Embaló declarou pela primeira vez o estado de emergência no país em 28 de março.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 200 mil mortos e infetou mais de 2,9 milhões de pessoas em 193 países e territórios.

Perto de 800 mil doentes foram considerados curados.

Por regiões, a Europa soma mais de 122 mil mortos (mais de 1,3 milhões de casos), Estados Unidos e Canadá mais de 56 mil mortos (mais de 980 mil casos), Ásia mais de 7.900 mortos (perto de 200 mil casos), América Latina e Caribe mais de 7.900 mortos (mais de 160 mil casos), Médio Oriente mais de 6.200 mortos (mais de 152 mil casos), África mais de 1.370 mortos (mais de 30 mil casos) e Oceânia 108 mortos (cerca de oito mil casos).ANG/Lusa