segunda-feira, 18 de maio de 2020


       Macron e Merkel apresentam iniciativa franco-alemã para Europa
Bissau, 18 mai 20 (ANG) - O presidente francês e a chanceler alemã realizam hoje, 18, uma videoconferência e apresentam depois, em conferência de imprensa conjunta, uma "iniciativa franco-alemã" no contexto da crise do coronavírus, disse a Presidência francesa. Emmanuel Macron e Angela Merkel "vão reunir-se por videoconferência". No final desta reunião, por volta das 17h (16h em Angola), irão realizar uma conferência de imprensa conjunta e publicarão uma declaração conjunta apresentando uma iniciativa franco-alemã, disse o Palácio do Eliseu.
Esta iniciativa vai concentrar-se na saúde, recuperação económica, transição ecológica e digital, bem como na soberania industrial.
Em Berlim, a chancelaria informou que Angela Merkel e Emmanuel Macron irão reunir-se e realizar uma conferência de imprensa "sobre uma iniciativa franco-alemã em relação à recuperação económica da Europa".
Numa conversa telefónica em 08 de Maio, marcando o 75.º aniversário do fim da Segunda Guerra Mundial, os dois líderes enfatizaram a necessidade "mais imperativa do que nunca" para o envolvimento europeu.
A Comissão Europeia (CE) deverá apresentar em 27 de Maio em Bruxelas as suas propostas do orçamento plurianual da União Europeia para 2021-2027 e do fundo de recuperação da economia europeia no quadro da crise da covid-19.
O fundo de recuperação, por muitos classificado como um novo 'Plano Marshall' para a Europa, é considerado o grande instrumento da União Europeia para ultrapassar a crise da covid-19, que, segundo estimativas da Comissão Europeia, provocará uma contracção recorde de 7,7% do Produto Interno Bruto da zona euro este ano e de 7,4% no conjunto da União.
Uma cimeira europeia deverá ser convocada para negociar a capacidade de endividamento, o uso de fundos e os termos dos reembolsos, informou a Comissão.
"Uma reunião física é necessária perante os desafios", referiu a CE.
O Parlamento Europeu terá então de aprovar este novo instrumento económico.
Segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 313.500 mortos e infectou mais de 4,6 milhões de pessoas em 196 países e territórios.
Mais de 1,6 milhões de doentes foram considerados curados.
Em Portugal, morreram 1.218 pessoas das 29.036 confirmadas como infectadas, e há 4.636 casos recuperados, de acordo com a Direcção-Geral da Saúde.
A doença é transmitida por um novo coronavírus detectado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.ANG/Angop



Bissau,18 Mai 20(ANG) - O vice-presidente da “Comissão Eventual de Revisão da Constituição”, Rui Diã de Sousa, reagiu este sábado,  com estranheza à posição do Presidente da República, Úmaro Sissoco Embaló,  em criar uma nova comissão para liderar, por noventa dias, a revisão da Constituição da República iniciada em 2014.

Rui Diã de Sousa disse que não há razões para se duvidar da antiga comissão, porque “é uma estrutura multidisciplinar”.

Lassana Seide, deputado do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), frisou que a Constituição não é uma novidade, porque não pode existir nenhum Estado sem uma Constituição.

 “Os trabalhos da revisao não foram concluídos devido à questões logísticas”, revelou, assegurando que de todos os títulos previstos para serem revistos na Constituição,  apenas dois não tinham sido concluídos. Lembrou que a comissão incluiu toda a franja da sociedade guineense, sobretudo a sociedade civil, as confissões religiosas, os partidos políticos, bem como outras  áreas de interesse social.

Seide apelou, por isso, à transparência na revisão da Constituição da República, lembrando que os elementos que integravam a anterior comissão foram indicados pelas respetivas instituições.  

Assinalou que a criação da nova comissão não passa de um meio para criar um campo para cimentar  conflitos políticos na Guiné-Bissau. Seide defende que limites constitucionais devem ser observados.

Lassana Seide criticou a posição da Comunidade Económica dos Estados da  África Ocidental (CEDEAO) que, na visão do PAIGC, não deveria intervir, nem indicar a forma como a revisão deverá ser feita, sobretudo ao sugerir que deverá ser “por via de um referendo”.

O presidente Umaro Sissoco Embaló criou na semana passada uma nova comissão para a revisão constitucional, com alegações de que teria sido  recomendado pelo Acordo de Conacry, subscrito pelos principais partidos políticos do país, apesar de várias criticas sobre a iniciativa que a Lei magna reserva aos deputados. ANG/O Democrata




     Covid-19/África do Sul regista maior aumento diário de infecções
Bissau, 18 mai 20 (ANG) - A África do Sul anunciou no domingo 1.160 novos casos de contaminação pelo novo coronavírus, o balanço diário mais elevado desde o registo do primeiro caso em Março, indicou o Ministério da Saúde.
 No total, o país contabiliza 15.515 casos da covid-19. A província turística do Cabo ocidental reúne cerca de 60% dos casos. Foram assinalados mais três óbitos, elevando o total para 263 mortos.
A economia mais industrializada de África regista o maior número de casos entre os países do continente, seguida pelo Egipto (11.719 casos, incluindo 612 mortos).
A população da África do Sul está confinada desde 27 de Março.
O Governo desencadeou uma estratégia de testes em massa, que até ao momento abrangeu 460.873 pessoas.
Mas diversos especialistas sanitários assinalaram os limites desta estratégia de testes massivos, pelo facto de os resultados apenas serem conhecidos após duas semanas, contra apenas três dias registados anteriormente.
Em África, há 2.735 mortos confirmados, com mais de 82.500 infectados em 54 países, segundo as estatísticas mais recentes sobre a pandemia no continente.
A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 313.500 mortos e infectou mais de 4,6 milhões de pessoas em 196 países e territórios.
Mais de 1,6 milhões de doentes foram considerados curados.
Os Estados Unidos da América são o país com mais mortos (89.207) e mais casos de infecção confirmados (quase de 1,5 milhões).
Por regiões, a Europa soma mais de 166 mil mortos (quase 1,9 milhões de casos), Estados Unidos e Canadá mais de 95.000 mortos (mais de 1,5 milhões de casos), América Latina e Caribe mais de 28.700 mortos (mais de 500 mil casos), Ásia mais de 12.100 mortos (mais de 355 mil casos), Médio Oriente mais de 8.100 mortos (quase 280 mil casos), África 2.735 mortos (mais de 82.500 casos) e Oceânia com 126 mortos (quase 8.400 casos).
A doença é transmitida por um novo coronavírus detectado no final de Dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.ANG/Angop



sexta-feira, 15 de maio de 2020

Prevenção contra Coronavírus

Não permita que o Medo, Pânico ou a Negligência te entregue ao Coronavírus. Sair sem necessidade pode te levar a isso. Fique em Casa.

O Cronovírus anda de pessoa à pessoa. Não consegue viver para fazer estragos(matar) fora do ser humano. Evita a contaminação, lavando sempre as mãos bem com sabão.

Beba sempre água para evitar que sua garganta fique seca.

Garganta húmida leva o vírus directamente para o estômago, aí morre, por força de sucos gástrico produzidos pelo estômago.

Evite lugares onde haja muita gente. Afaste-se de alguém que tosse.

Recomendações médicas de Prevenção contra Coronavírus//ANG

Confrontos em Bjimita/LGDH  apela ao Ministério Público  abertura urgente de  inquérito

Bissau, 15 Mai 20 (ANG) – A Liga Guineense dos Direitos Humanos(LGDH), lamentou  os confrontos entre os populares da comunidade de reino de Bijimita e  Cufongo, no sector Quinhamel e apela ao Ministério Público a abertura urgente de um inquérito  tendente a identificação e consequente tradução à justiça dos autores morais e materiais destes actos que considera “hediondos”  que continuam ainda a monte.

O apelo vem expressa numa nota da LGDH feita dia 14 do corrente mês à que a ANG teve acesso hoje.

O conflito de posse de terra entre populares das duas aldeias, ambas da região de Biombo degenerou em actos de violência gratuita que culminou com a morte de duas pessoas.

De acordo com as informações recolhidas pelas Células de Alerta Precoce da LGDH, tudo aconteceu no dia 13 do Maio de 2020 quando  membros das duas aldeias se envolveram em discussões violentas sobre a posse da um plantação de cajueiros tendo um dos envolvidos provocado um disparo de uma espingarda da caça tradicional  vitimando  mortalmente os senhores Nfama Augusto Malú e Nteque Indi, de 20 e 28 anos de idades.

Para a Liga os confrontos intercomunitários com desfechos dramáticos têm sido frequentes na Guiné-Bissau sobretudo nos períodos de campanha de caju, alimentados pelo ciclo vicioso da impunidade reinante no país. ANG/MI/ÂC//SG


Covid-19/Governo anuncia diligências para vinda de médicos cubanos e ingleses para ajudar no combate  pandemia

Bissau,15 Mai 20(ANG) - O governo  anunciou que a Comissão Interministerial de Acompanhamento de Prevenção de Covid-19 está a desenvolver ações para fazer vir ao país uma equipa de médicos cubanos e com a possibilidade de poder contar ainda com apoio de médicos ingleses no terreno.
O anúncio foi feito pelo porta-voz do governo, Mamadu Serifo Jaquité, depois da reunião ordinária do Conselho de Ministros de quinta-feira, 14 de maio de 2020. 
Em declarações aos jornalistas, no Palácio do governo, Jaquité indicou que foi analisada também a necessidade de atualizar as autorizações de circulação e livres trânsito, tendo sido instruído o ministro do Interior, Botche Candé, a invalidar as anteriores e, em substituição, emitir novas. 
Na sequência de novas medidas que autoridades nacionais estão a dotar, no âmbito do combate à pandemia de Covid-19, Jaquité informou que o executivo instruiu o ministro da Administração Territorial e Poder Local, Fernando Dias, a encerrar o vazadouro a céu aberto de Antula, periferias de Bissau, e estudar a possibilidade de abrir outro em Safim, a 16 quilómetros da capital.
O plenário governamental propôs ao primeiro-ministro que seja reestruturada a Comissão Interministerial de Combate a Covid-19, de acordo com as recomendações do relatório de avaliação apresentado e declarar abertura oficial da campanha de comercialização da castanha de caju 2020, a 18 de maio em curso.
No capítulo das nomeações, o Conselho de Ministros deliberou que, por despacho de primeiro-ministro, seja efetuada a movimentação do pessoal dirigente da Administração Pública. Na sequência dessa deliberação, Usna António Quadé foi nomeado diretor-geral de Controlo Financeiro, Vencã Mendes foi confirmado ao cargo do diretor-geral das Contribuições  e Impostos, funções que vinha desempenhando  interinamente, Doménico Oliveira Sanca, diretor-geral das Alfândegas e Carlos Gomes, Tesoureiro Geral. 
A nível do Ministério do Interior, Malam Sambú vai ocupar o cargo do Secretário-geral, Coronel Ana Camará, diretora-geral da logística e património, Tenente-Coronel Alassana Djaló, diretor-geral da Migração e Fronteiras e o Brigadeiro-General Sadjo Sissé, Comandante Geral da Guarda Nacional. ANG/O democrata



                    Covid-19/Eslovénia declarou fim da epidemia
Bissau, 15 mai 20 (ANG) - A Eslovénia tornou-se no primeiro país da União europeia a proclamar, na noite de quinta-feira, 14 de Maio, ter vencido a epidemia do novo coronavírus.
 Nas últimas duas semanas foram confirmados menos de sete novos casos diários.
A Eslovénia, ao proclamar o fim da epidemia de Covid-19, reabriu também as suas fronteiras, não obstante algumas medidas preventivas continuarem em vigor.
O primeiro-ministro Janez Jansa tinha afirmado na terça-feira que "hoje a Eslovénia tem a melhor situação cliníca da Europa, o que nos permite por termo ao estado de epidemia", segundo a agência noticiosa francesa AFP.
As fronteiras deste Estado da Europa central vão reabrir a todos os cidadãos do bloco dos 27, os outros devem continuar a cumprir um período de quarentena.
A Eslovénia faz fronteira com a Itália, um dos países mais severamente afectados pela pandemia, mas também com a Croácia e a Áustria.
Desde o início do mês de Abril os cidadãos europeus ao chegarem à Eslovénia deveriam cumprir um período de isolamento de pelo menos sete dias.
Com dois milhões de habitantes o país registou 1 500 casos de Covid-19 e 103 óbitos.
A partir da próxima semana os centros comerciais e os hotéis com uma capacidade até 30 camas vão poder voltar a abrir as portas.
O porte da máscara continuará a ser obrigatório, bem como o respeito do distanciamento social e a proibição de aglomerações públicas.
De acordo com a rádio pública eslovena ao declarar o fim da epidemia o governo evita prolongar até ao fim de Junho, de forma automática, um plano de ajuda às empresas e à população. Estas medidas expirariam no final deste mês de Maio.ANG/RFI


    Covid-19/Número de infecções de coronavirus  aumenta para 913 

Bissau,15 Mai 20(ANG) - O número de casos da covid-19 na Guiné-Bissau aumentou quinta-feira para 913, mantendo-se os três mortos e os 26 recuperados, segundo os dados divulgados pelo Centro de Operações de Emergência de Saúde (COES) guineense.

Segundo Dionísio Cumba, coordenador do COES, das últimas análises realizadas pelo Laboratório Nacional de Saúde Pública referente a novos casos suspeitos, 77 deram positivo.

“No total, a Guiné-Bissau conta com 913 casos confirmados, os recuperados mantêm-se nos 26 e os óbitos também”, disse.

O Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, prolongou na segunda-feira, pela terceira vez desde março, o estado de emergência na Guiné-Bissau até 26 de maio e impôs o recolher obrigatório, na sequência do aumento de infeções por covid-19 no país.

No âmbito do combate à pandemia, só é permitida a circulação de pessoas entre as 07:00 e as 14:00 e o período de recolher obrigatório é observado entre as 20:00 e as 06:00 em todo o território nacional.

Em África, há 2.475 mortos confirmados, com quase 72 mil infetados em 54 países, segundo as estatísticas mais recentes sobre a pandemia naquele continente.

Entre os países africanos que têm o português como língua oficial, a Guiné-Bissau lidera em número de infeções (913 casos e três mortos), seguindo-se a Guiné Equatorial (439 casos e quatro mortos), Cabo Verde (315 casos e duas mortes), São Tomé e Príncipe (231 casos e sete mortos), Moçambique (107 casos) e Angola (45 infetados e dois mortos).

O país lusófono mais afetado pela pandemia é o Brasil, com mais de 13.100 mortes e cerca de 189 mil infeções.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 297 mil mortos e infetou mais de 4,3 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

Mais de 1,5 milhões de doentes foram considerados curados.ANG/Lusa 



Covid-19/ Campanha de comercialização de caju arranca segunda-feira na Guiné-Bissau

Bissau,15 Mai 20(ANG) - A campanha de comercialização da castanha de caju na Guiné-Bissau arranca na segunda-feira, segundo um comunicado divulgado quinta-feira no final da reunião do Conselho de Ministros guineense.

O Conselho de Ministros decidiu "proceder à abertura oficial da campanha de comercialização da castanha de caju de 2020 no dia 18 de maio em Bissau, sob presidência do primeiro-ministro", refere um comunicado governamental.

No final de abril, o Governo liderado pelo primeiro-ministro Nuno Nabian, nomeado pelo Presidente Umaro Sissoco Embaló, já tinha fixado o preço base de compra do quilograma da castanha de caju ao produtor em 375 francos cfa (cerca de 0,57 euros), mas tinha salientado que só autorizaria a sua comercialização no final do estado de emergência declarado devido à pandemia provocada pelo novo coronavírus.

A castanha de caju é o principal produto de exportação da Guiné-Bissau, representa cerca de 90% das exportações feitas pelo país.

Mais de 80% da população do país depende direta ou indiretamente da campanha de comercialização do caju.
O Fundo Monetário Internacional tem alertado as autoridades guineenses para a necessidade de diversificar a economia, demasiado dependente deste fruto.

O país produz anualmente cerca de 350 mil toneladas de castanha de caju, embora a exportação não ultrapasse as 200 mil toneladas.

O Presidente guineense, Umaro Sissoco Embaló, prolongou na segunda-feira o estado de emergência até 26 de maio e decretou o recolher obrigatório entre as 20:00 e as 06:00, bem como o uso obrigatório de máscara, no âmbito do combate à pandemia de covid-19.

Além daquelas medidas, os guineenses também só estão autorizados a sair de casa entre as 07:00 e as 14:00.ANG/Lusa



Desporto/Bocundji Cá quer ser Presidente da Federação de Futebol da Guiné-Bissau

Bissau,15 Mai 20(ANG) - O antigo futebolista guineense, Bocundji Ca, revela a ambição de ser presidente da Federação de Futebol da Guiné-Bissau (FFGB) no futuro próximo, para continuar a dar a sua contribuição no processo do desenvolvimento do desporto rei no país.

"Sem dúvida, tenho ambição de ser presidente da Federação, mas não é minha prioridade imediata, porque tenho tempo pela frente e neste momento estou a fazer um trabalho de base com minha academia de futebol e futuramente chegarei lá", declarou Bocundji Cá.

Numa entrevista exclusiva à Rádio Jovem Bissau, no jornal desportivo, Cá afirma que sonha fazer história como dirigente desportivo a frente do órgão que gere o futebol nacional.

O antigo médio defensivo do Stade de Reims da França, foi um dos grandes obreiros da participação da Guiné-Bissau, pela primeira vez, no Campeonato Africano das Nações 2017, disputado no Gabão, embora não tenha disputado depois nenhum dos três jogos da seleção na prova, sendo que a sua não utilização na maior competição do futebol africano continue a suscitar debate no país.

Confrontado com a situação mais uma vez, Cá escusou-se de abrir o jogo para explicar o sucedido, embora tenha assumido que alguma coisa de errado tenha acontecido durante a participação do país na maior competição africana de futebol.

"Só tenho a dizer aos meus irmãos guineenses que devemos deixar de lado o que aconteceu no Gabão em 2017, porque eu sei o que houve na altura e os responsáveis carregam essa vergonha neste momento em Bissau", argumentou Cá.

Visivelmente desapontado, o antigo capitão da seleção nacional afirma que os guineenses vivem de intriga, inveja e ódio, numa alusão à crise interna na estrutura do organismo que gere o futebol nacional, com particular destaque para o balneário da seleção.

Durante a entrevista, Cá falou de vários assuntos, nomeadamente da sua infância em Bissau, o seu percurso como futebolista profissional em França e momentos que viveu na seleção nacional.

Nasceu no bairro de Bandim, Zona 7, em Bissau, no seio de uma das famílias mais pobres da comunidade, que nem sempre tinha o que comer. Antes de chegar a França, Cá sempre viveu com a mãe, vendedora de legumes, frutas e óleo de palma, nas feiras de Bissau, que assim garantia o sustento de uma grande família.

Em França, fez toda formação como futebolista no Nantes FC e chegou à equipa principal com apenas 17 anos de idade. Teve ainda passagens pelos Tours, Nancy, Stade de Reims, Châteauroux, Paris FC e Bastia.ANG/Rádio Jovem



Covid-19: Número de mortos em África sobe para 2.556 em mais de 75 mil casos

Bissau, 15 mai 20 (ANG) -  O número de mortos da covid-19 em África subiu quinta-feira para os 2.556, com mais de 75 mil infectados em 54 países, segundo as estatísticas mais recentes sobre a pandemia naquele continente.
De acordo com o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana (África CDC), nas últimas 24 horas, o número de mortos subiu de 2.475 para 2.556, enquanto os infectados com covid-19 passaram de 72.336 para 75.447.
O número total de doentes recuperados aumentou de 25.268 para 27.227.
O norte de África mantém-se como a região mais afectada pela doença, com 1.340 mortos e 24.990 infectados pela covid-19.
Na África Ocidental há 465 mortos e 22.204 infecções, enquanto a África Austral contabiliza 257 mortos e regista 13.884 casos, quase todos concentrados num único país, a África do Sul (12.739).
Seis países – África do Sul, Argélia, Egipto, Marrocos, Nigéria e Gana – concentram cerca de metade das infecções pelo novo coronavírus e mais de dois terços das mortes associadas à doença.
O Egipto é o país com mais mortos (571) e tem 10.829 casos, seguindo-se a Argélia, que regista 529 mortos e 6.442 infectados.
A África do Sul tornou-se o terceiro com mais mortos (238), continuando a ser o país do continente com mais casos da covid-19, com 12.739 infectados.
Marrocos totaliza 188 vítimas mortais e 6.607 casos, a Nigéria tem 167 mortos e 5.162 casos, enquanto o Gana tem 24 mortos, mas é o quinto país com mais casos (5.530).
Na quarta-feira, o Lesoto anunciou a primeira infecção com a covid-19 e, assim, continua apenas sem notificar casos da doença o território da República Saarauí, que integra a União Africana, mas que não é reconhecido como país pelas Nações Unidas.
Entre os países africanos lusófonos, a Guiné-Bissau é o que tem mais infecções, com 913 casos, e regista três mortos.
Cabo Verde tem 315 infecções e dois mortos e São Tomé e Príncipe regista 231 casos e sete mortos.
Moçambique conta com 115 doentes infectados e Angola tem 48 casos confirmados de covid-19 e dois mortos.
A Guiné Equatorial, que integra a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), tem 522 casos positivos de infecção e seis mortos, segundo o África CDC.
A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 302 mil mortos e infectou quase 4,4 milhões de pessoas em 196 países e territórios.
Mais de 1,5 milhões de doentes foram considerados curados.ANG/Inforpress/Lusa


Covid-19/MSF pede resposta urgente ao aumento “dramático” de casos de infeção em Bissau
Bissau, 15 mai 20 (ANG) - A Organização Médicos Sem Fronteiras(MSF) apela a uma resposta urgente e a «uma melhor coordenação e uma ampliação de esforços de todos os envolvidos na resposta à pandemia»,face ao aumento “dramático” do número de casps da Covid-19 em Bissau.
No comunicado enviado quinta-feira aos órgãos de comunicação, a Organização Médicos Sem Fronteiras pediu uma resposta concertada das autoridades para fazer face ao aumento «dramático do número de casos da Covid-19» no país.
De acordo com o documento, a Guiné-Bissau é um dos países mais atingidos, em termos de casos per capita no continente africano. O número de pessoas infectadas pelo novo coronavírus aumentou 15 vezes nas duas últimas semanas, passando de 54 casos, a 30 de Abril, para mais de 836 casos positivos.
A chefe de missão da MSF em Bissau, Mónica Negrete, explica que o aumento dramático revela que o vírus continua a propagar-se rapidamente nas comunidades, apesar das medidas adoptadas pelas autoridades.
Outro elemento preocupante é o número de profissionais de saúde do Hospital Nacional Simão Mendes que contraíram a Covid-19 e que estão impossibilitados de trabalhar.
A organização humanitária internacional refere que tem estado a apoiar os profissionais de saúde e pacientes, tem auxiliado o centro de atendimento telefónico Covid-19 e disponibilizou duas equipas para fazer o rastreamento de contactos e monitorização de casos suspeitos.
Porém, a MSF reconhece que é necessário reforçar as medidas ao nível da capital e das outras regiões do país.
A Organização apela a uma resposta urgente e uma melhor coordenação dos esforços de todos os envolvidos, autoridades, profissionais de saúde e comunidades, na resposta à pandemia.
A Guiné-Bissau prolongou esta semana o estado de emergência, até 26 de Maio e decretou o recolher obrigatório, bem como o uso obrigatório de máscaras.O país regista actualmente 913 casos e três óbitos associados à Covid-19.ANG/RFI



           OMS alerta para agravamento da situação alimentar em África
Bissau, 15 mai 20 (ANG) - A directora regional da Organização Mundial da Saúde (OMS) para África, Matshidiso Moeti, alertou quinta-feira para o agravamento que a Covid-19 está a provocar na situação alimentar no continente africano, onde mais de 200 milhões de pessoas estão subnutridas.
 Durante uma conferência de imprensa online, em que participaram peritos da OMS do Ruanda e do Programa Alimentar Mundial (PAM), sobre a Covid-19 em África, Matshidiso Moeti considerou a situação alimentar no continente "uma questão urgente".
"A pandemia de Covid-19 está a agravar a situação", disse.
Igualmente presente na referida conferência, o directora regional do Programa Alimentar Mundial (PAM) para a África Ocidental e Central, Chris Nikoi, afirmou que, se nada for feito, muitos milhares de pessoas poderão ficar sem capacidade de se alimentar por causa do impacto da Covid-19.
A produção alimentar será "seriamente afectada" se muitas pessoas forem infectadas pela doença, advertiu.
Para Chris Nikoi, "é preciso encontrar um balanço entre as pessoas circularem e não difundirem nem apanharem o vírus".
Matshidiso Moeti reiterou a necessidade de medidas que evitem a propagação da doença: "Uma das principais medidas para prevenir a Covid-19 é evitar as reuniões em massa. O princípio é manter uma distância sempre que possível e incentivar a utilização de barreiras como as máscaras".
A especialista reconheceu que "o impacto e propagação da Covid-19 não é o mesmo em todas as zonas dos países" e adiantou que a OMS está a trabalhar com alguns Estados e a pedir-lhes que "analisem os dados e levantem as restrições em áreas onde o risco é mínimo".
Ao mesmo tempo, alertou para a necessidade dos serviços prosseguirem o tratamento de doenças crónicas, como a obesidade ou a diabetes.
Tal como aconteceu na semana passada, Matshidiso Moeti foi várias vezes questionada pelos jornalistas que participaram online no evento sobre o chá com propriedades alegadamente curativas que o Governo de Madagáscar está a promover.
"A OMS trabalha há muitos anos com o sector da medicina tradicional em África. Trabalhamos muito para facilitar a colaboração e para incorporar a medicina tradicional nos sistemas nacionais de saúde", disse.
E assegurou: "Qualquer medicamento, incluindo esse chá de Madagáscar, terá de ter os seus efeitos cientificamente testados e é isso que estamos a encorajar".
"Quando celebrarmos a eficácia deste medicamento, ou outro, será com base nos resultados obtidos em ensaios clínicos", disse.
Para já, a responsável sublinhou que não há ainda qualquer sinal de evidência do produto.
Em África, há 2.475 mortos confirmados, com quase 72 mil contaminados em 53 países, segundo as estatísticas mais recentes sobre a pandemia naquele continente.ANG/Angop




Política/Proposta de revisão da Constituição é para ser apresentada no parlamento

Bissau, 15 mai 20 (ANG) - O Presidente  Umaro Sissoco Embaló, disse quinta-feira que a proposta de revisão constitucional que pediu é para ser apresentada pelos partidos que o apoiam no parlamento.
"A iniciativa da revisão constitucional, todos sabemos que é da competência dos deputados e não do Presidente da República", afirmou Umaro Sissoco Embaló, na cerimónia de tomada de posse da comissão de revisão constitucional, que criou esta semana por decreto presidencial.
Segundo o chefe Estado, a comissão vai apresentar um "esboço de um projeto de revisão da Constituição" para "posterior envio para discussão e adopção por órgãos competentes, sem prejuízo da sua subscrição por um terço dos deputados do Madem-G15, do Partido da Renovação Social e da Assembleia do Povo Unido-Partido Democrático da Guiné-Bissau".
O Madem-G15 (Movimento para a Alternância Democrática), o Partido da Renovação Social (PRS) e o líder da Assembleia do Povo Unido-Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB), Nuno Nabian, nomeado primeiro-ministro por Umaro Sissoco Embaló, apoiaram a sua candidatura à presidência do país.
A Constituição da Guiné-Bissau estabelece que os "projectos de revisão serão submetidos à Assembleia Nacional Popular por pelo menos um terço dos deputados em efectividade de funções".
O Presidente guineense nomeou terça-feira os elementos para integrar e apoiar a Comissão Técnica para a Revisão Constitucional, que será coordenada pelo jurista e advogado guineense Carlos Joaquim Vamain, e pela antiga presidente do Supremo Tribunal de Justiça, Maria do Céu Monteiro.
No seu discurso de hoje, Umaro Sissoco Embaló disse que "há uma necessidade urgente de estabilização" das instituições do país e que isso passa pela "revisão" da Constituição da República, "racionalizando-a com a criação de mecanismos que permitam a estabilidade governativa".
"Isto porque, segundo várias opiniões, a nossa Constituição da República tem constituído um dos obstáculos para a nossa descolagem rumo ao desenvolvimento", frisou.
Em Abril, a Comunidade Económica de Estados da África Ocidental (CEDEAO) reconheceu Umaro Sissoco Embaló como Presidente da Guiné-Bissau e instou as autoridades e classe política guineenses no sentido de encetarem diligências para promover a revisão constitucional dentro de seis meses, antecedida de um referendo.
A Guiné-Bissau tem vivido desde o início do ano mais um período de crise política, depois de Sissoco Embaló, dado como vencedor das eleições pela Comissão Nacional de Eleições, se ter autoproclamado Presidente do país, apesar de decorrer no Supremo Tribunal de Justiça um recurso de contencioso eleitoral apresentado pela candidatura de Domingos Simões Pereira.
Na sequência da sua tomada de posse, o Presidente guineense demitiu o Governo liderado por Aristides Gomes, apesar deste manter a maioria no parlamento, e nomeou para o cargo Nuno Nabian, que formou um Governo com o Madem-G15 (líder da oposição), PRS e elementos do movimento de apoio ao antigo Presidente guineense, José Mário Vaz, e do antigo primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior.
A CEDEAO, que tem mediado a crise política na Guiné-Bissau, reconheceu Umaro Sissoco Embaló como vencedor da segunda volta das eleições presidenciais do país e pediu a formação de um novo Governo até 22 de maio com base na Constituição e nos resultados das legislativas de Março de 2019.
Domingos Simões Pereira, líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), não aceitou a derrota na segunda volta das presidenciais de Dezembro e considerou que o reconhecimento da vitória do seu adversário é "o fim da tolerância zero aos golpes de Estado" por parte da CEDEAO.
A União Europeia, União Africana, ONU, Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) e Portugal elogiaram a decisão da organização sub-regional africana por ter resolvido o impasse que persistia no país, mas exortaram a que fossem executadas as recomendações da CEDEAO, sobretudo a de nomear um novo Governo respeitando o resultado das últimas legislativas.
O Supremo Tribunal de Justiça remeteu uma posição sobre o contencioso eleitoral para quando forem ultrapassadas as circunstâncias que determinaram o estado de emergência no país, declarado no âmbito do combate à pandemia provocada pelo novo coronavírus.ANG/Angop