terça-feira, 25 de janeiro de 2022

 Prevenção contra coronavirus

No plano individual deve-se  manter o distanciamento físico, usar  uma máscara,  lavar as mãos  regularmente e tossir fora do alcance  dos outros. Façam  tudo isso!

A nossa mensagem às populações e aos governos é clara. Façam tudo isso!"

                                        ( Tedros Adhanom Ghebreyesus - DG da OMS)

Direitos das crianças/AMIC prevê reforço de  sensibilização para incentivar mais denúncias de casos de violação de menores

Bissau, 25 Jan 22 (ANG) -  O administrador da Associação de Amigos da Criança (AMIC),disse que prevêm, para o ano em curso, o reforço do programa de sensibilização, para incentivar a população no sentido de denunciar mais casos de violação dos direitos das crianças.


Fernando Cá  que falava esta terça-feira em entrevista à ANG em jeito de  balanço do ano findo, disse que o ano passado não pode ser considerado de positivo, uma vez que o Centro de Acolhimento da orgabnização recebeu 162 casos de crianças vitimas de violência, número que considerou de elevado.

ʺO balanço do ano findo não pode ser considerado positivo  já que temos 162 casos de crianças vitimas de violências nas familias. Contudo, em termos de trabalhos realizados podemos qualificar o ano findo de positivo, e que orgulhamos como a organização  defende a promoção de direitos da criança, disse.ʺ

O administrador disse que a AMIC pretende continuar na mesma rotina de trabalho, de forma a reforçar mais as acções de  sensibilização.

Acrescentou que, durante os últimos tempos, tem sido notório um despertar de consciência dos cidadãos que ligam para denunciar casos de violações de Direitos de menores, ao contrário dos tempos atrás em que as pessoas deixavam tudo passar.

Fernando Cá realçou que, de tanto falar na sensibilização, têm a certeza de que alguma coisa está a mexer com as pessoas, no sentido de ganhar a consciência sobre a importância da denúncia de violações contra crianças, mesmo que a vítima não seja  da sua familia.

Cá agradeceu, na ocasião, aos  cidadãos que têm estado a denunciar situações de casamento forçado, violação sexual, maus tratos entre outras e garante que  a indentidade do denunciante nunca vai ser  revelado.

 Fernando Cá  pede ao governo para repor o fundo de apoio ao Centro de Acolhimento suspenso. Disse que acrianças acolhidas com necessidade de assistência sanitária são apoiadas por Organizações Não Governamental, inclusivé a Unicef. ANG/MI/ÂC//SG

 

    

 

    Timor Leste/Ramos Horta volta a candidatar-se às eleições presidenciais

Bissau, 25 Jan 22 (ANG) - O antigo Prémio Nobel da Paz, José Ramos Horta, é o candidato do CNRT às eleições presidenciais de Março em Timor Leste.


O ex presidente timorense é o candidato do partido de Xanana Gusmão que já avisou que recomendaria a dissolução do parlamento e eleições legislativas antecipadas.

A primeira volta das eleições presidenciais está agendada para 19 de Março.

O CNRT (Congresso Nacional da Reconstrução Timorense), do antigo primeiro-ministro Xanana Gusmão, apresentou neste domingo a candidatura de José Ramos Horta ao escrutínio.

O antigo Prémio Nobel da Paz que, pelo passado, já tinha apoiado, porém, a Fretilin nas eleições legislativas antecipadas de 2018.

Chefe de Estado entre 2007 e 2012 Ramos Horta chegou a estar na Guiné-Bissau como enviado especial da ONU, tendo sido nomeado em 2013.

Antigo primeiro-ministro e ex chefe da diplomacia ele foi durante décadas o rosto da resistência timorense à ocupação indonésia.

Facto que o levaria a ser consagrado pelo Comité Nobel com o Prémio Nobel da paz, conjuntamente com o bispo D. Ximenes Belo em 1996.

Jornalista de formação Ramos Horta esteve ligado tanto à imprensa escrita, como à rádio e à televisão.

José Ramos Horta alega ter-se deixado convencer pelos muitos pedidos para que voltasse à presidência timorense nos últimos meses.

Timor Leste vive actualmente um clima de contestação política devido à situação no parlamento, sendo contestada a legitimidade de Aniceto Guterres na liderança do hemiciclo, a começar, precisamente, por Ramos Horta.

"Não procurei, não procuro o poder. Não procuro fama ou bens materiais. Decidi, depois de meses de hesitação, de reflexão quando, ao longo de meses, fui recebendo tanto e tantos apelos e solicitações de todo o país. Decidi aceitar concorrer por esta única razão: não defraudar os apelos, as expectativas e as esperanças de tanta gente simples, espalhada pelo país."

Instado a reagir ao facto de o CNRT recomendar que, em caso da sua eleição, dissolva o parlamento Ramos Horta afirmou nada haver de extraordinário no facto de, como em qualquer outro país, os partidos terem "a sua agenda". ANG/RFI

Sociedade Civil/FOSCAO pede CEDEAO para rever sanções impostas ao Mali

Bissau, 25 Jan 22 (ANG) - O Coordenador Nacional de Fórum da Sociedade Civil da África Ocidental (FOSCAO) apelou esta terça-feira a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) para rever as sanções impostas ao Mali, por não cumprimento do calendário eleitoral.

natureza extrema e desproporcionada das sanções que correm o risco de acentuar o sofrimento das populações já duramente atingidas pelas crises sanitárias, de segurança económicas que abalam o Mali.

Guerry Gomes falava em conferência de imprensa esta terça-feira em reação  as sanções económicas e financeiras impostas pelos Chefes de Estado da CEDEAO e da União Monetária da África Ocidental (UEMOA) contra o Mali, nas cimeiras extraordinárias realizadas em Acra, (Gana) a 9 de Janeiro de 2022.

Acrescentou que as referidas sanções são desproporcionadas e serão capazes de acentuar o sofrimento das populações que já sofriam de crises sanitárias e de insegurança que abala o Mali.

“Tal como estão, só irão degradar ainda mais a situação já precária das populações do Mali em todos os aspetos e acentuar o sofrimento anti CEDEAO que parece estar a emerger entre os Povos da África Ocidental” sustentou Gomes.

Aquele responsável frisou que, a vulnerabilidade económica é  terreno fértil para o terrorrismo na região.

“As atuais sanções só empobrecerão ainda mais a população do Mali, em geral, as mulheres e os jovens em particular. Populações empobrecidas cujas condições de vida já são deploráveis apenas as empurrarão para os braços dos recrutadores terrorristas e dos recrutadores de migração irregular”, diz Gomes Lopes.

Apelou à Comissão da referida Comunidade e à Conferência de Chefes de Estados e de Governo para que estabeleçam uma verdadeira cultura de democracia e boa governação nos Estados-Membros da região da África Ocidental, a fim de pôr termo à propensão para manipular Constituições na busca de mais de dois mandatos, que segundo o Fórum, constitui um terreno fértil para golpes militares na região.

Guerry Gomes Lopes convida às autoridades de transição  maliana a propor um período de transição razoável e aceitável, com uma melhor explicação do conteúdo da transição, tendo em conta as profundas aspirações e expetativas do Povo maliano.

FOSCAO convidou ainda  as autoridades de transição a manterem os canais de discussão com a CEDEAO visando  explicar melhor as suas intenções e o seu cronograma de transição, a fim de se chegar à uma solução pacífica.

O fórum apela à CEDEAO e a todos os intervenientes na crise do Mali para assegurarem a paz nesse país, favorecendo métodos de resolução pacíficos de disputas, tais como, bons ofícios, mediação, conciliação e facilitação com base no diálogo, negociação e arbitragem.

O FOSCAO insta a Sociedade Civil africana a apoiar os irmãos e o Povo maliano e a serem atores da paz na crise que abala esse país e a região da África Ocidental, encorajando ao mesmo tempo aos governos da região a levarem a sério a miséria do Povo maliano.

De acordo com o Coordenador Nacional de FOSCAO,  conferência de imprensa com o mesmo propósito terão lugar  em todos os países da Comunidade Económica dos Estados de África Ocidental. ANG/DMG/ÂC//SG

                      Burkina Faso/Quem é Paul-Henri Sandaogo Damiba?

Bissau, 25 Jan 22 (ANG) - O tenente-coronel Paul-Henri Sandaogo Damiba preside o movimento que concretizou o golpe militar, esta segunda-feira, no Burkina Faso.

Desconhecido do grande público, foi nomeado, em Dezembro, como  responsávelpela luta antiterrorista no leste do Burkina e encarregue da segurança em Ouagadougou.

Ele é também autor do livro “Exércitos da África Ocidental e Terrorismo: RespostasIncertas?”, no qual analisa as estratégias antiterroristas na região do Sahel.

O comunicado lido na televisão pública, esta segunda-feira, e que confirmou o golpe militar no Burkina Faso estava assinado pelo tenente-coronel Paul-Henri Sandaogo Damiba, presidente do Movimento Patriótico de Salvaguarda e Restauro. O MPSR foi descrito como "reunindo todas as componentes das forças de defesa e segurança que decidiram pôr fim ao poder de Marc Roch Christian Kaboré a 24 de Janeiro de 2022”.

Paul-Henri Sandaogo Damiba é um tenente-coronel de infantaria do exército do Burkina Faso. A 3 de Dezembro, foi nomeado comandante da terceira região militar do país, responsável pelo dispositivo antiterrorista na zona leste do Burkina e responsável pela segurança da capital Ouagadougou.

A nomeação, feita pelo Presidente Roch Marc Christian Kaboré, aconteceu depois de uma vasta reorganização na hierarquia militar, na sequência do ataque jihadista a Inata, em Novembro, no qual morreram 57 pessoas, nomeadamente 53 soldados. Nessa altura, intensificaram-se as manifestações para exigir mais meios para os militares lutarem contra o terrorismo.

O tenente-coronel é autor do livro “Exércitos da África Ocidental e Terrorismo: Respostas Incertas?”, publicado em Junho, pela editora francesa Trois Colonnes. A obra analisa e questiona as estratégias antiterroristas na região do Sahel.

De acordo com a editora, Paul-Henri Sandaogo Damiba estudou na Escola Militar de Paris, fez um mestrado em Ciências Criminais no Conservatoire National des Arts et Métiers e participou em várias operações antiterroristas entre 2015 e 2019 “enquanto assumia responsabilidades operacionais nas regiões do Sahel e do Norte”.

Em 2019, durante o processo do General Diendéré (condenado a 20 anos de prisão pela tentativa de golpe militar em 2015), Paul-Henri Sandaogo Damiba distanciou-se desse movimento, levado a cabo por elementos do antigo RSP, Regimento de Segurança Presidencial.

De acordo com várias fontes, ele teria convivido, durante a sua formação no exército burquinabê, com o coronel Zoungrana, que foi detido há duas semanas por ser suspeito de estar a preparar um golpe de Estado.ANG/RFI

Golpe de Estado Burkina Faso/Jornalista guineense da RFI considera situação de “perigo” para países vizinhos

Bissau, 25 Jan 22 (ANG) – O jornalista guineense da Rádio France Internacional(RFI) e especialista em assuntos africanos disse que o golpe de Estado consumado no Burkina-Faso já era de esperar devido aos constrangimentos que o país estava a viver desde a saída no poder do ex-Presidente Blaise Campaoré com o agravar da corrupção, desvios de fundos e incapacidade de fazer frente aos grupos Jhiadistas.

Alen Iero Embaló convidado pela ANG a analisar o golpe de Estado ocorrido na segunda-feira, em Burkina Faso e suas repercursões na sub região, disse que, essa situação mostra que a estabilidade nesta zona não é das melhores, sobretudo, no momento em que crescemr os movimentos Jhiadistas.

“No espaço de um ano e meio ocorreram quatro sublevações na região,  duas vezes no Mali, uma na Guiné-Conacri e agora, a mais recente, em Burkina-Faso, isso representa  num perigo para os países da África Ocidental”, salientou.

Um grupo de militares amotinados, dirigido pelo tenente-coronel Paul-Henri Sandaogo Damiba, preside o movimento que concretizou o golpe militar, na segunda-feira, no Burkina Faso.

Alen Iero Embaló disse que, no caso concreto de Burkina-Faso, o país não soube responder aos ataques frequentes de grupos radicais, que mantem sob seu domínio um terço do território, são zonas com ausência total do Estado e onde a politica de desenvolvimento nâo atinge as pessoas que vivem num estado de abandono total.

Embaló acrescentou que as  referidas zonas tornaram-se propícias para o crescimento de redes de terroristas, que  desde 2021 têm atacado o país, mensalmente, provocando  mais de 1 milhão e meio de refugiados.

Segundo Allen, a corrupção ao nìvel do aparelho de Estado e das Forças Armadas aumentou, e há registo de desvios de somas avultadas de fundos do Estado, destinados a  compra de armamentos modernos para os militares para fazerem  face aos Jhiadistas, e, em consequência,   a logística das forças em combate começou a ficar fraca, agravada com a falta de pagamento de salários.

“ Os grupos radicais aproveitam a situação de fragilidde das forças do governo para atacar e matar muitos soldados Burkinabes”, disse.

De acordo com Embalo estas e mais situações vieram a complicar a vida ao Presidente da República que viu a Sociedade Civil colocar  pessoas nas ruas para protestarem contra a incapacidade do presidente de solucionar o problema apesar de muitos fundos disponibilizados  para tal.

“Cerca de 130 mil milhões de francos cfa foram mal geridos pelas chefias militares, em conivência com altos gestores da administração pública”, revelou.

De acordo com o jornalista, foi essa que terá estado na origem de algumas mudanças  nas Forças Armadas, tais como os casos de exoneração do Ministro da Defesa e do Chefe do Estado-maior General da Forças Armadas, feitas pelo Chefe de Estado.

Iero Embaló referiu que todos os chefes militares da zona Norte e os descontentes acusados de estarem numa tentativa de golpe de Estado foram julgados e presos na ultima sexta-feira, e no Domingo os soldados decidiram depôr  o Chefe de Estado através de um Golpe de Estado.

Alen Iero Embaló disse que as ondas de golpes na sub-região e o avanço dos grupos radicais  é um perigo para os países vizinhos, e, segundo ele, com a excepção de Cabo Verde e Senegal, todos os outros países estão em perigo devido as instabilidades crónicas internas: casos de Niger, Costa de Marfim, Guiné-Conacri.

Afirmou  que Mali e Guiné-Conacri  estão a previllgiar a opção interna ignorando, por completo, as resoluções da CEDEAO, o que os torna ainda mais fragilzados. ANG/MSC/ÂC//SG

Burquina Faso/Presidente  demite-se após golpe de Estado militar

Bissau, 25 Jan 22(ANG) – O Presidente do Burkina Faso, Roch Kaboré, demitiu-se hoje após a tomada do poder pelos militares, na sequência do golpe de Estado de domingo.


Numa carta divulgada pela televisão estatal RTB, Kaboré, de 64 anos, disse que se demitia numa carta dirigida ao novo homem forte do país, o tenente-coronel Paul Henri Sandaogo Damiba.

“No interesse da nação, na sequência dos acontecimentos de domingo, decidi demitir-me das minhas funções de Presidente (…), chefe de governo e comandante supremo das Forças Armadas Nacionais. Deus abençoe o Burkina Faso”, escreveu.

A carta de Kaboré, governou aquele país da África Ocidental desde 2015, foi divulgada após os militares terem confirmado na segunda-feira à noite na televisão estatal, através da leitura de dois comunicados, a tomada do poder e anunciado tanto a dissolução do Governo e do parlamento, como a suspensão da Constituição.

Em nome do Movimento Patriótico para a Salvaguarda e Restauração (MPSR), um porta-voz disse que a decisão de derrubar Kaboré foi tomada “com o único objectivo de permitir ao país regressar ao caminho certo e reunir todas as forças para lutar pela sua integridade territorial (…) e soberania”.

“Face à contínua deterioração da situação de segurança que ameaça as fundações da nossa nação, à manifesta incapacidade de Roch Marc Christian Kaboré de unir o Burkina Fase para lidar eficazmente com a situação, e seguindo as aspirações dos diferentes estratos sociais da nação, o MPSR decidiu assumir as suas responsabilidades perante a história”, acrescentou.

Os golpistas também anunciaram o encerramento das fronteiras aéreas e terrestres e o estabelecimento de um recolher obrigatório das 21:00 às 05:00 em todo o país “até nova ordem”.

Por outro lado, asseguraram que tinham tomado o poder “sem derramamento de sangue e sem qualquer violência física contra os detidos, que se encontram num lugar seguro e com respeito pela sua dignidade”.

Os militares, cujo golpe foi condenado pela União Africana (UA) e pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), comprometeram-se a propor, “dentro de um prazo razoável, após consulta das forças vivas da nação, um calendário para o regresso à ordem constitucional”.

O Burkina Faso viveu uma situação tensa no domingo após tiros disparados de manhã cedo em vários quartéis militares na capital e noutras partes do país (Ouahigouya e Kaya), incidentes descritos como o início de um alegado motim para exigir melhorias nas Forças Armadas.

O Governo negou inicialmente ter sido uma tentativa de golpe de Estado e os meios de comunicação locais indicaram que se tratou de um motim para exigir melhorias ao Governo, incluindo mais recursos para combater o terrorismo ‘jihadista’ (do qual as tropas são geralmente o alvo), e a demissão de altos funcionários militares e dos serviços secretos.

A situação de domingo foi precedida por um dia de manifestações não autorizadas no sábado, convocadas por grupos da sociedade civil para expressar um descontentamento social generalizado sobre a insegurança gerada pela violência rebelde e para exigir a demissão de Kaboré.

As organizações internacionais, nomeadamente a União Europeia, União Africana e Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), bem como os EUA, já sublinharam a sua preocupação com os acontecimentos no Burkina Faso e responsabilizaram as forças armadas pela integridade física do Presidente Kaboré.

O Presidente Kaboré, reeleito em 2020 com a promessa de lutar contra os terroristas, tem vindo a ser cada vez mais contestado por uma população atormentada pela violência de vários grupos extremistas islâmicos e pela incapacidade das Forças Armadas do país responderem ao problema da insegurança.

Kaboré liderou o Burkina Faso desde 2015, após uma revolta popular que expulsou o então Presidente, Blaise Compaoré, no poder durante quase três décadas.

Ainda que reeleito em Novembro de 2020 para mais um mandato de cinco anos, Kaboré não conseguiu combater a frustração que tem vindo a crescer devido à sua incapacidade de conter a propagação da violência terrorista no país.

Os ataques ligados à Al-Qaida e ao grupo extremista Estado Islâmico têm vindo a aumentar sucessivamente desde a sua chegada ao poder, reclamando já milhares de vidas e forçando a deslocação de, segundo uma estimativa das Nações Unidas, de 1,5 milhões de pessoas.

Também os militares têm vindo a sofrer baixas desde que a violência extremista começou em 2016. Em Dezembro, mais de 50 elementos das forças de segurança foram mortos na região do Sahel e nove soldados na região centro-norte, em Novembro. ANG/Inforpress/Lusa

 

Cabo Verde/Comandantes das FA consideram “irresponsáveis” e “irreflectidas” as declarações da ministra da Defesa

Bissau, 25 Jan 22(ANG) – Os comandantes das Forças Armadas de Cabo Verde consideram “irresponsáveis” e “irreflectidas” as declarações da ministra da Defesa, Janine Lélis, quando afirmou que a instituição celebra 30 anos aos serviços prestados à pátria.


A acusação foi feita hoje em declarações à Inforpress pelo comandante das Forças Armadas (FA) Álvaro Dantas Tavares, que, em nome dos comandantes das Forças Armadas (FA) e do comandante de brigada, Pedro Pires, manifestou a sua “indignação”, afirmando que já enviaram uma declaração ao primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, e ao Presidente da República, José Maria Neves, a apresentar o seu descontentamento.

“Manifestamos a nossa indignação perante uma atitude da ministra que achamos que é irresponsável e irreflectida e que nos ofende, porque quando ela diz que as Forças Armadas têm 30 anos, quer dizer que nós que lutamos pela independência deste País estamos fora da história”, disse.

Nas comemorações do acto central do Dia das Forças Armadas, em São Vicente, no dia 15 de Janeiro, a ministra Janine Lélis referiu que a instituição celebra 30 anos, em vez de 55 anos mas, segundo Álvaro Tavares Dantas, a criação da instituição foi estabelecida por um decreto governamental de 1988, referindo-se a data de 15 de Janeiro de 1967, quando Amílcar Cabral e grupos de combatentes em preparação militar prestaram juramento de fidelidade na luta pela independência.

Conforme o comandante, esta data, pelo seu simbolismo, foi escolhida como o Dia das Forças Armadas, esclarecendo que é uma questão consensual no seio dos militares que “têm orgulho desta data” que marca o “momento de viragem na história”.

Entretanto, segundo a ministra da Defesa Nacional, “foi com o advento da democracia em 1991 e com a Constituição da República de 1992 que as Forças Armadas de Cabo Verde passaram a ser de facto Forças Armadas de Cabo Verde e a estar ao serviço da nação cabo-verdiana”.

“Consideramos que o pronunciamento da ministra é de uma certa ligeireza, para não dizer mesmo, uma certa leviandade, porque ela não pode mudar a história, já que ela é ministra de Estado e da Defesa. Como que um decreto aprovado pelo Governo, ela afirma, em frente das Forças Armadas, que não é assim?”, questionou.

Na missiva enviada ao Governo e à Presidência da República os comandantes exigem que seja resposta a verdade e que a declaração da ministra seja retirada das páginas oficiais, quer das Forças Armadas, quer do Ministério da Defesa, pedindo ao executivo que anote este facto e reponha a verdade. ANG/Inforpress

 

Regiões/Presidente da República recomenda  construção de  Esquadra Policial em Quinhamel para combater roubos de gado

Bissau, 25 Jan 22 (ANG) – O Presidente da República (PR), recomendou  ao ministro de Estado e de Interior Botche Candé a construção de  uma Esquadra Policial em Quinhamel, sede da região de Biombo, para combater  roubos de gados.

Umaro Sissoco Embaló que falava.no último fim-de-semana,  num comício que assinalou o arranque da Presidência Aberta às regiões, em Quinhamel , na Região de  Biombo, norte do país.

O chefe de Estado disse que durante o seu mandato, a região de Biombo vai beneficiar de contrução de estradas, escolas e hospitais equipados com médicos e professores, em benefício dos populares locais.

“Vou vos garantir que antes de final do ano, o país inteiro beneficirá da energia electrica”, disse o PR.      

O Presidente da República defendeu que  o desenvolvimento do país deve iniciar nas regiões, e para o efeito, prometeu que, no prazo de um mês, o Governo vai prceder a  nomeação de governadores  regionais.

O Chefe de Estado realçou ainda que, durante este ano, será feito um estudo de viabilidade no porto de Piquil, para que  o Governo saiba que tipo de porto pode ser construido naquela localidade.

Na ocasião, o governador da Região de Biombo, Midana Fanda declarou que sua   luta de dia-à-dia  é trabalhar para o desenvolvimento da região , o que o leva a estar sempre em contacto com a  comunidade, para se inteirar das dificuldades que  enfrentam.

Segundo Fanda, a região enfrenta várias dificuldades, e entre as quais  a falta dos médicos e de professores nas escolas públicas.

“Entabulamos contacto com parceiros e numa viagem que efectuamos a Portugal, conseguimos assinar  acordos que futuramente vão benefiar os populares da região de Biombo Em Março deste ano, alguns profissionais portugueses chegarão ao país com a finalidade de formar os técnicos de diferentes Instituições de Estado na região de Biombo”, garantiu o Governador.

Acrescentou que no quadro dessas  diligências junto de parceiros portugueses, conseguiram vagas para formação,em Fevereiro, em Portugal,de alguns elementos dos Bombeiros da Região, que ainda deverão beneficiar de equipamentos para o exercício das suas funções. ANG/LLA/ÀC//SG

              Moçambique/Acidente rodoviário causa 26 mortos e 3 feridos

Bissau, 25 Jan 22(ANG) - Pelo menos 26 pessoas morreram e três ficaram feridas na sequência de um acidente de viação ocorrido na tarde de sábado na província da Zambézia, no centro de Moçambique.


As causas do acidente que envolveu um camião de mercadorias e um transporte de passageiros são ainda desconhecidas. 

Um camião de mercadorias embateu contra um transporte de passageiros e semeou o luto e a dor no distrito de Mopeia, na província da Zambéziam no centro de Moçambique.

Na sequência deste acidente, 26 pessoas tiveram morte imediata e três outras ficaram gravemente feridas, tendo sido transportadas para o o hospital central de Quelimane. Entre os mortos e feridos havia crianças.

As causas do acidente estão ainda por apurar, segundo o chefe de delegação da polícia de trânsito na Zambézia, Atigua José.

"Ainda é um trabalho de peritagem que está sendo feito. Neste momento é prematuro avançar [com as causas], ainda se está a fazer um trabalho e só depois é que iremos chegar à conclusão das reais causas do acidente", explicou o chefe das forças da ordem da Zambézia.

Em Moçambique, os acidentes de viação são uma das principais causa de morte. Em média, pelo menos mil pessoas morrem anualmente nas estradas, segundo dados avançados à Lusa pela Associação Moçambicana para Vítimas de Acidentes de Viação.

O Governo prometeu no final do ano anunciar medidas para travar os altos índices de sinistralidade. ANG/RFI

 

sexta-feira, 21 de janeiro de 2022

   Prevenção contra coronavirus

No plano individual deve-se  manter o distanciamento físico, usar  uma máscara,  lavar as mãos  regularmente e tossir fora do alcance  dos outros. Façam  tudo isso!

A nossa mensagem às populações e aos governos é clara. Façam tudo isso!"

                                        ( Tedros Adhanom Ghebreyesus - DG da OMS)

Dia dos heróis nacionais/PAIGC diz que esta não é a Guiné-Bissau que Cabral sonhava

Bissau, 22 jan 22 (ANG) – O Secretário Nacional do Partido Africano da Independencia da Guiné e Cabo Verde(PAIGC) afirmou quinta-feira que actual Guiné-Bissau não era o que Amilcar Cabral pensava.

Aly Hijazi citado pela Rádio Sol Mansi falava depois da deposição da coroa de flores no Mausolêu do fundador das nacionalidades guineense e cabo-verdiana no Mausoléu dAmura, no quadro das cerimónias comemorativas do Dia dos Heróis Nacionais, assinalado quinta-feira, 20 de Janeiro.

Hijazi  disse que era impensável que o país, até a data presente, podia estar como está em termos de desenvolvimento, frisando que o sonho não era esta.

O politico sublinhou que devido as constantes crises politicas, a Guiné-Bissau não conseguiu ser o que Amilcar Cabral estava a sonhar, salientando que houve tempos em que o nível de desenvolvimento da Guiné-Bissau era comparado  ao do Senegal.

 “Por isso, hoje, 20 de Janeiro é o momento de refletirmos, pensarnos de que esta realidade em que estamos não foi sonhado por nenhum guineense e o que é preciso é o retorno  a legalidade constitucional, justiça e a verdade”, salientou o secretário nacional do PAIGC.

Aly Hijazi disse que são esses os  ingredientes necessários para que um país possa avançar. “Por isso digo que ninguém acredita que, a Guiné-Bissau estaria como está hoje”,lamentou.

O Dia dos Heróis Nacionais, 20 de janeiro, assinala a data de assassinato de Amílcar Cabral, em Conacri, em 1973.ANG/MSC/ÂC//SG

 

Dia dos heróis nacionais/Presidente da República anuncia envio de contingente guineense  para força de alerta da CEDEAO

Bissau, 21 Jan 22(ANG9 – O Presidente da República anunciou quinta-feira que brevemente o país terá um contingente que irá integrar a força de alerta da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).

Umaro Sissoco Embaló falava após a deposição de coroas de flores  nas campas de Amílcar Cabral e de Nino Vieira no aquartelamento dAmura. 

Na ocasião,   o chefe de Estado reconheceu e valorizou  todos os que de uma forma direta ou indireta contribuíram para a libertação  da Guiné-Bissau do  jugo colonial.

Questionado sobre alegadas  reivindicações   de alguns combatentes que dizem que seus sacrifícios de luta não são  reconhecidos pelas autoridades,  respondeu que ninguém vai a luta para trazer factura, mas que sim é um “ato de patriotrismo”.

O Presidente Sissoco pediu aos políticos  para deixarem de politizar a história dos combatentes, “porque durante a luta ninguém recebia salário” e reterou que  o Estado tem um compromisso  e dívida moral   para com os comabtentes da liberdade da Pátria.

Criticou  que a Guiné-Bissau é o único país no mundo onde o número dos antigos combatentes aumenta cada vez mais, em vez de diminuir.

O chefe de Estado guineense disse vai assumir o processo dos antigos combatentes visando a melhoria das suas condições de vida.

ANG/JD/ÂC//SG



Covid-19/Assinado acordo para dar acesso a medicamento antiviral a 105 países pobres

Bissau, 21 Jan 22 (ANG) – Um acordo abrangente foi quinta-feira assinado com a Medicines Patent Pool (MPP), organização de saúde pública apoiada pela ONU, para dar acesso a 105 países de baixo e médio rendimento ao comprimido anti-covid-19 do grupo farmacêutico Merck.


Segundo um comunicado da MPP, várias dezenas de fabricantes de medicamentos genéricos assinaram o acordo.

“É um passo fundamental para o acesso universal a tratamentos contra a covid-19 extremamente necessários, e estamos confiantes (…) em que esses tratamentos tão aguardados estarão rapidamente disponíveis em países de baixo e médio rendimento”, declarou o director executivo da MPP, Charles Gore, citado no comunicado.

O contrato assinado com 27 empresas de todo o mundo surge na sequência do acordo de licenciamento voluntário assinado com a Merck em Outubro de 2021 para facilitar o acesso global, a um preço acessível, ao molnupiravir, o medicamento antiviral oral experimental contra a covid-19 desenvolvido pelo grupo farmacêutico norte-americano, precisou a MPP.

O acordo dá às empresas abrangidas, que cumprem os rígidos critérios da MPP, a autorização para produzir quer os ingredientes, quer o próprio medicamento.

Cinco empresas vão concentrar-se no fabrico dos ingredientes, 13 produzirão ingredientes e produto final e nove apenas o medicamento.

Essas empresas estão sediadas em 11 países: Bangladesh, China, Egipto, Jordânia, Índia, Indonésia, Quénia, Paquistão, África do Sul, Coreia do Sul e Vietname.

Em meados de Novembro de 2021, a gigante farmacêutica Pfizer anunciou um acordo semelhante com a MPP, que permitia aos fabricantes de medicamentos genéricos licenciados fornecer o novo medicamento em associação com o ritonavir (um medicamento utilizado contra o vírus da sida) a 95 países, cobrindo até cerca de 53% da população mundial.

O anúncio pela Merck e pela Pfizer destes tratamentos orais para a covid-19 traz muita esperança ao combate à pandemia que já fez mais de 5,5 milhões de mortos, segundo dados oficiais e, sem dúvida, muitos mais não-contabilizados.

Os dois antivirais atuam diminuindo a capacidade do vírus para se reproduzir, travando assim a doença. Fáceis de administrar, porque podem ser tomados em casa, estes tratamentos representam um complemento às vacinas, que são atualmente a forma mais eficaz de combater a covid-19.

O tratamento com molnupiravir e o tratamento da Pfizer, comercializado com o nome Paxlovid, devem ser feitos nos primeiros três a cinco dias seguintes à manifestação dos sintomas de doença.

Estes medicamentos são mais fáceis de produzir que as vacinas: não necessitam de uma cadeia de frio e podem ser tomados pelo doente na sua casa, embora o facto de deverem ser tomados rapidamente implique que haja testes disponíveis e que o diagnóstico seja confirmado por um médico.

De acordo com os mais recentes dados clínicos, o comprimido da Merck reduz o risco de hospitalização e de morte em 30% entre a população frágil – muito menos do que o laboratório tinha inicialmente anunciado.

O tratamento da Pfizer reduz esse risco em 90%, segundo os ensaios clínicos.

A covid-19 causou 5.553.124 mortes em todo o mundo desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência noticiosa France-Presse (AFP), com base em dados oficiais.

Em Portugal, morreram, desde Março de 2020, 19.447 pessoas e foram contabilizados 2.059.595 casos de infecção, de acordo com a última actualização da Direcção-Geral da Saúde.

A doença respiratória é causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China.

Uma nova variante, a Ómicron, classificada como preocupante e muito contagiosa pela Organização Mundial da Saúde (OMS), foi detectada na África Austral e, desde que as autoridades sanitárias sul-africanas deram o alerta em Novembro, tornou-se dominante em vários países. ANG/Inforpress/Lusa

 

 

 

Política/Comité Central do PAIGC renova  confiança no seu líder, Simões Pereira

Bissau,21 Jan 22(ANG) – O Comité Central do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde(PAIGC), aprovou quinta-feira,  por unanimidade, uma Resolução que renova a confiança desta direção alrgada do partido ao líder desta formação política, Domingos Simões Pereira.

A renovação de confiança ao Simões Pereira acontece numa altura em que, em vésperas de realização do X congresso do PAIGC, várias correntes de opinião , inclusive de alguns dirigentes do partido se insurgem contra a continuidade de Domingos Simões Pereira na liderança do partido.

O Comité central através desssa Resolução apela aos subscritores de uma  Carta Aberta a reconsiderarem as suas posições e que, doravante, passam a observar os mecanismos internos existentes no seio do Partido.

Um grupo de cinco dirigentes, por via dessa Carta Aberta, responsabilizam Domingos Simões Pereira pela perda de mandatos  parlamentares verificada durante os dois mandatos que dirigiu o partido e pela situação de oposição em que o PAIGC se encontra actualmente, entre outras.

Igualmente os Membros do Comité Central aprovaram 3 moções, nomeadamente de Gratidão e Reconhecimento aos Combatentes da Liberdade da Pátria por ocasião do Dia 20 de Janeiro; Moção de felicitações ao autor e compositor  Adriano Ferreira Atchutchi, pela atribuição do Diploma “Fidju di Guiné Bali” pela Universidade Colinas de Boé e de Condenação ao Presidente da República Umaro Sissoco Embaló, pelas “ameaças, tentativas de intimidações e de ingerência nos assuntos internos do PAIGC”.

Segundo Muniro Conté, secretário nacional do PAIGC para  Informação e Comunicação, no seu discurso de encerramento dessa reunião do Comité Central,  Domingos Simões Pereira recomendou o respeito aos compromissos  com os ideais de Amilcar Cabral, como forma de tornar o Partido cada vez mais unido e coeso.ANG/ÂC//SG

 

                      Crise na Ucrânia/EUA e Rússia voltam ao diálogo

Bissau, 21 Jan 22 (ANG) - O chefe da diplomacia americana, Antony Blinken, e o homólogo russo, Sergey Lavrov, reúnem-se esta sexta-feira, 21 de Janeiro, em Genebra, na Suíça, para discutir a crise usso-ucraniana.


 As partes concordaram em manter o diálogo, apesar das diferentes posições e das centenas de milhares de soldados russos concentrados nas fronteiras da Ucrânia. 

O encontro entre Sergei Lavrov e Antony Blinken é o último passo do intenso ballet diplomático que começou há 11 dias, em Genebra, com representantes de ambos os países a tentarem encontrar uma solução para a crise russo-ucraniana 

Os dois chefes da diplomacia concordaram em manter o diálogo, apesar das diferentes posições e das centenas de milhares de soldados russos concentrados na fronteira da Ucrânia. 

Na quarta-feira, o Presidente dos Estados Unidos afirmou, em Washington, que "será um desastre" caso a Rússia decida invadir a Ucrânia e reiterou ameaças de sanções económicas nunca vistas.

Também a presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, disse que a União Europeia "está pronta" para responder a uma intervenção russa na Ucrânia com sanções económicas e financeiras "massivas".Relativamente à adesão da Ucrânia à NATO, Joe Biden considerou que “não é muito provável” no curto prazo. A Rússia tem reiterado que nunca aceitará a integração da Ucrânia na Aliança Atlântica.

A Rússia nega qualquer veleidade belicista na Ucrânia, diz-se ameaçada pelo reforço da NATO na região e assegura que os seus milhares de soldados nas proximidades da fronteira ucraniana não são uma ameaça.

Em Moscovo, a porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros russo, Maria Zakharova, alegou que o discurso dos ocidentais e ucranianos sobre uma iminente invasão russa constituem uma “cobertura para efectuarem provocações em larga escala, incluindo de caráter militar. ANG/RFI

 

 

 

Política/Advogado Octávio Lopes candidato à liderança do PAIGC


Bissau,21 Jan 22(ANG) - O advogado
 Octávio Lopes anunciou quinta-feira que vai ser candidato à liderança do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), cujo congresso se realiza em fevereiro.

"Com muita honra e sentido de missão, e após reunião com o presidente do partido sexta-feira dia 14, torno pública a minha disponibilidade e intenção de ser o primeiro subscritor de uma Moção de Estratégia Global e, consequentemente, candidato à liderança do PAIGC no X congresso ordinário e por inerência de funções candidato ao cargo de primeiro-ministro da Guiné-Bissau", refere o advogado, em comunicado.

O congresso do PAIGC realiza-se entre 17 e 19 de fevereiro, em Bissau.

O candidato vai apresentar uma moção, denominada "Uma Agenda para o Partido e para a Guiné-Bissau", que, refere, é um "instrumento pragmático, com metas e objetivos estratégicos ambiciosos a médio e curto prazo".

No comunicado, Octávio Lopes, antigo assessor jurídico do ex-presidente guineense José Mário Vaz, explica que a curto prazo pretende "assumir a governação do país", antes do final do primeiro trimestre de 2022, que reflita a "vontade do povo expressa nas eleições legislativas de 2019", que o PAIGC venceu.

A médio prazo, o advogado pretende "ganhar as legislativas de 2023 com uma maioria absolutamente inequívoca" e a longo prazo fazer eleger um chefe de Estado apoiado pelo PAIGC.

"Ao estabelecermos este nexo de causalidade entre estas prioridades programáticas, fazemo-lo com a convicção de estar a interpretar e expressar a vontade da maioria silenciosa de militantes, responsáveis e dirigente que reconhece e compreende a necessidade de mudar de direção e a urgência de trilhar um novo caminho que permita ao PAIGC assumir a plenitude das suas responsabilidades com o povo guineense", sublinha.

Octávio Lopes já tinha subscrito uma lista de dirigentes do PAIGC que questionam a liderança do atual presidente do partido, Domingos Simões Pereira, e que inclui nomes como o antigo primeiro-ministro Artur Silva; o ex-secretário de Estado das Pescas Mário Dias Sami; o ex-diretor-geral da Geologia e Minas Gilberto Charifo, e o empresário e atual deputado Hussein Farath.ANG/Lusa