segunda-feira, 26 de junho de 2023

           Angola/ Crise económica provoca aumento da tensão social

Bissau, 26 Jun 23 (ANG) – O aumento de preços dos produtos alimentares básicos, aliado a subida do preço da gasolina, a desvalorização da e a crescente inflação, despoletou uma tensão social em Angola,  nos últimos dias.

A moeda nacional, o Kwanza, desvalorizou no último mês em cerca de 27% e o mercado vive o momento de escassez de divisas que são fundamentais para importação de produtos alimentares e outras mercadorias básicas para o normal funcionamento do sector produtivo dependente do exterior.

Nos últimos dias multiplicar-se as manifestações contra a subida do preço da gasolina e o aumento do custo de vida em todo o país. Ontem foram convocadas mais marchas de rua, na Região da Lunda Sul e na Província do Kuando Kubango.

No Kuando Kubango, a marcha foi protagoniza por mais de mil ex-militares da Guarda Presidencial (UGP), que reclamam os seus salários suspensos depois do seu afastamento dos efectivos da Casa Militar do Presidente da República, que consideram injusta.

O atraso no pagamento dos salários da função pública no último mês, por alegada falta de tesouraria, criou uma desconfiança no seio da população angolana em relação o desempenho económico do Executivo do Presidente João Lourenço, que deverá tomar medidas urgentes para inverter a crescente impopularidade do seu regime. ANG/RFI

 

sexta-feira, 23 de junho de 2023

Ambiente/Governo institui a comissão interministerial para minimizar efeitos provocados pela chuva

Bissau, 23 Jun (ANG) – O Governo instituiu uma Comissão Interministerial com mandato para analisar e propor ao Conselho de Ministros na próxima sessão, um conjunto de medidas com caráter urgente para a mitigação dos efeitos nefastos provocados pela intensidade da chuva.

A decisão consta no comunicado de Conselho dos Ministros do dia 22 de Junho do ano corrente, presidido pelo Primeiro-ministro Nuno Gomes Nabiam, a ANG teve acesso, hoje, no qual foi aprovado  o relatório de visita às zonas húmidas de risco a nível de Sector Autônimo de Bissau.

Nessa reunião o  Conselho dos Ministros deliberou agraciar o Representante do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Tjark Marten Egenhof, em fim da missão no país, com medalha de Mérito, Co
operação e Desenvolvimento.ANG/MI/ÂC//SG

Ambiente/Oceanógrafo disse que ainda há tempo para repensar o estudo sobre Parque Mbatonha  

Bissau, 23 Jun 23 (ANG) – O oceanógrafo guineense Francisco Gomes Wandar diz que ainda há tempo para repensar o estudo sobre o Parque Mbatonha, envolvendo a sociedade civil, técnicos e moradores que são vítimas dos efeitos nefastos do espaço.

Em entrevista à RDP/África esta, sexta-feira, o Oceonófrago Francisco Gomes Wandar disse que nada está perdido, porque    capacidade técnica para ralhar o tema e que há  tempo para  corrigir os danos.

Revelou que a cidade de Bissau é  uma zona costeira e está a volta do rio Geba, onde existem várias zonas húmidas e circundantes e diz que  atualmente a extensão urbana avançou-se sobre as zonas húmidas, causando a inundação no Parque Lagoa de Mbatonha e noutras localidades.

Informou que o próprio governo deu autorizaçao para construção no  espaço desde  Janeiro deste ano, mas que os ambientalista haviam alertado sobre o aumento da inundação, caso as obras foram executadas, porque aquela zona sempre nas épocas das chuvas inundam, mas que não foram escutadas.

O Governo  reunido em Conselho de Ministros, na quinta-feira, criou  uma comissão interministerial para  realizar e propostar na próxima sessão do colectivo ministerial, as medidas que permitirão solucionar os efeitos nefastos das inundações.

A referida comissão irá fazer a análise da área turística, o que deve ser feito perante um estudo de ocupação do espaço, não só naquela área mas em todas as zonas húmidas da capital  Bissau. ANG/JD/ÂC//SG

 

    
Tempo
/Meteorologia prevê para esta sexta-feira chuva fraca à moderada

Bissau, 23 jun 23 (ANG) – O Instituto Nacional de Meteorologia da Guiné-Bissau(INM.GB), prevê esta sexta-feira a ocorrência de chuva fraca à moderada, por vezes fortes no leste e Sul acompanhada de trovoadas.

A informação consta no Boletim Meteorológico elaborado  quinta-feira (22 de junho) e válido até hoje, 23 do corrente mês.

Indica  que haverá vento moderado de Sudoeste com a velocidade de até 19 km/h no continente com rajadas que podem atingir 40 km/h e no mar até 30 km/h.

O mesmo Boletim avança ainda que a visibilidade vai ser  boa, mas reduzida no momento da chuva.

As temperaturas máximas nas zonas Centro, Norte e Leste, de acordo com o documento, variam de 32ºC (em Bissau), à 36ºC (em Pirada), e as mínimas variam de 24ºC (em Boé), à 27ºC (em Bissau e Cacheu).

Nas zonas Sul e Ilhas, as temperaturas máximas devem variar de 30ºC (em Bubaque) à 32º (em Buba) e as mínimas  de 25ºC (em Buba) à 27º (em Bolama e Bubaque). ANG/DMG/ÂC//SG

   

 


Reconhecimento
/Organizações da Sociedade Cívil homenageiam “Tjark Egenhoff” pela boa prestação no país

Bissau, 23 Jun 23 (ANG) – As principais Organizações da Sociedade Cívil da Guiné-Bissau prestaram, quinta-feira, homenagem ao cessante Representante de Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) “Tjark Egenhoff”, pela boa prestação que teve no país.

Presente na cerimónia, o Secretário-executivo da ONG “Tiniguena”, Miguel de Barros assegurou que o processo de transformação do país deve ser  feito pelos guineenses, acrescentando  que o papel das autoridades competentes é construir as bases de trabalho que permitam trazer à compreensão para o espaço público e influenciar os programas ao serviço do país.

Para o homenageado Representante do PNUD, que recentemente terminou a sua missão na Guiné-Bissau “Tjark Egenhoff”, todas as organizações internacionais, devem dar espaço à organizações da Sociedade Cívil, e assim como à outras instituições que trabalham para a construção da democracia justa no país.

“A Guiné-Bissau precisa de um olhar acompanhante e crítico, que possa incluir discussões para o encontro de uma solução conjunta, que futuramente pode beneficiar o seu povo”, disse Tjark Egenhoff.

Segundo o responsável, a mudança é possível na Guiné-Bissau, realçando ainda que os desafios de dia a dia enfrentados, constituem os motivos de desmotivação, mas acredita que os guineenses são fortes e batalhadores para combate-los e mudar o destino do país.

Tjark Egenhoff diz esperar  que a sua organização continue a prestar apoios necessário à Guiné-Bissau, como forma de ajudá-la a superar as dificuldades que enfrenta.

“É possível mudar o afastamento que os guineenses viveram ao longo do tempo com as Organizações das Nações Unidas (ONU) para o bem do país, aconselho-vos a nunca desistir, porque sim existe um caminho para sonhar.  

 “Tjark Egenhoff” durante a sua estada no país, trabalhou no sentido da redução da pobreza, consolidação da democracia e no reforço do estado de direito, com particular destaque para o fortalecimento das organizações da Sociedade Civil e do Espaço Cívico, entre outras ações.ANG/LLA/ÂC//SG      

 

CAN 2023/ “É imperativo Candé mudar o “chip” da convocatória para a próxima edição da prova”, diz Júlio Lusa

Bissau,23 Jun 23(ANG) - A seleção de futebol participa no princípio em 2024, e pela quarta vez consecutiva, na Taça das Nações Africanas (CAN’2023), a realizar-se na Costa do Marfim, graças ao apuramento alcançado no sofá no grupo A da fase de qualificação para a competição no último domingo, após a vitória da Nigéria no reduto da Serra Leoa por 3-2.

Os “Djurtus” vão novamente marcar a presença na maior competição de futebol em África, onde nunca conseguiram apurar-se para a segunda fase nas últimas três edições realizadas no Gabão 2017, Egito 2019 e nos Camarões 2021.

Nas três anteriores edições da prova organizada pela Confederação Africana de Futebol (CAF), entidade que gere o futebol no continente africano, a Guiné-Bissau não conseguiu alcançar uma vitória. Na primeira, em 2017, a seleção nacional empatou 1-1 no jogo inaugural da prova e perdeu os restantes dois jogos, somando um ponto na tabela classificativa.

Embora eliminada na fase de grupos, a Guiné-Bissau conseguiu fazer dois golos na prova por intermédio de Juary Soares e Piqueti Djassi.

Em 2019, a seleção nacional de futebol foi novamente eliminada da fase de grupos, após as derrotas contra os Camarões e o  Gana, terminando em quarto e último lugar do grupo e sem golos marcados.

Já em 2021, a Guiné-Bissau foi eliminada na fase do grupo e somou apenas um ponto, graças ao empate 0-0 frente ao Sudão.

Dados oficiais indicam que a Guiné-Bissau tem somente dois golos marcados nas suas três fases finais na CAN e está a 707 minutos sem marcar um golo na competição. 

Embora conseguisse a proeza de apurar-se de forma consecutiva para a competição, até agora não conseguiu alcançar a primeira vitória na prova.

Convidado pela secção desportiva do Jornal O Democrata, para abordar mais uma qualificação da Guiné-Bissau para fase final do CAN, o comentador desportivo, Júlio Lusa, apelou ao selecionador nacional, Baciro Candé, para mudar o “chip” na convocatória dos jogadores que serão selecionados para a próxima competição a realizar-se entre janeiro e fevereiro de 2024, na Costa do Marfim.

“Reconhecemos os feitos alcançados pela equipa técnica para a qualificação da Guiné-Bissau, mas aquilo representa somente 20 por cento. O selecionador nacional, Baciro Candé, tem um problema sobre o estudo da participação da seleção nacional na fase final do CAN” disse, salientando que a Guiné-Bissau deve mudar o “chip” sobre a sua participação na fase final da prova”.

“Fica evidente que a própria estrutura da seleção nacional de futebol tem carência em termos de leques nas convocatórias, uma vez que não tem variedade. Os atletas que são convocados regularmente são evidentes que todos os três setores, nomeadamente setor defensivo, intermediário e ofensivo, têm carência e devemos fazer uma renovação. Temos jogadores que têm um percurso a nível do clube. Temos jogadores que em cada época desportiva não alcançam mais de 90 minutos e o selecionador nacional sabe disso, incluindo a cúpula da Federação de Futebol do país (FFGB)” disse.

Segundo as explicação de Júlio Lusa, entre 25 a 26 jogadores frequentemente selecionados por Baciro Candé, poucos deles são titulares nos respetivos clubes , uma situação que reflete na produção da seleção nacional.

Lusa lembrou que no jogo da quinta jornada do grupo entre São Tomé e Príncipe e a Guiné-Bissau, na semana passada, que terminou com o triunfo da seleção nacional, os pupilos de Baciro Candé realizaram uma partida fraca, sem identidade, sem fio do jogo, sem caudal ofensivo, sem domínio e sem grande posse de bola.

“Candé deve abrir outros mercados onde poderá angariar mais jogadores. Há um desaparecimento inexplicável de Steve Ambri e Panutche Camará das listas dos convocados. Será que existe uma mega-ruptura com jogadores que atuam no campeonato francês como Alexandre Mendy, Joseph Mendes e talvez possamos abrir as portas da seleção aos jogadores que atuam na zona norte da Europa? Tudo isso, não tem explicação”, questionou à Lusa.

“Baciro Candé é selecionador de todos os filhos da Guiné-Bissau que estão disponíveis para jogar pela seleção e depois esta falta de recuperação dos jogadores que na primeira fase declinaram o convite para jogar pelo país,está a ser uma doença crónica para a federação de futebol, embora não seja coadjuvado pelo Governo. Continuamos a ter bons jogadores que atuam nos campeonatos europeus como Roger Fernandes, Leandro Sanca, Beto e Wilson Manafá. Se na primeira fase soubermos que o jogador não tem uma ponte que lhe permita uma ligação com o país, é preciso adotar outro tipo de mecanismo para convencê-lo”, acrescentou.

Lusa, que acompanhou o percurso de Baciro Candé desde que assumiu o cargo em 2016, afirma que é imperativo o selecionador nacional universalizar o critério da convocatória da seleção nacional, tal como fazem os  restantes selecionadores pelo mundo fora.

Embora exija mudança no “chip” na convocatória da seleção nacional, Lusa realçou o trabalho feito pela equipa técnica da seleção nacional liderada por Baciro Candé, que permitiu a Guiné-Bissau estar presente nas últimas três edições do CAN. Graças ao desempenho de Candé, a seleção nacional conseguiu entrar na lista dos países que participaram de forma consecutiva nesta maior competição de futebol em África.

Durante a longa entrevista ao Democrata, Lusa enalteceu o trabalho de Candé, mas lamentou o silêncio do executivo face a conquista que a Guiné-Bissau alcançou para estar novamente no CAN”2023. Segundo o comentador desportivo, a postura adotada pelo governo é muito desmotivante.

A 34ª edição da competição terá lugar, pela primeira vez após 40 anos, na Costa do Marfim. De acordo com o regulamento, qualificam-se para a fase final do CAN”2023, a ser disputada de 23 de junho a 23 julho de 2024, as duas primeiras equipas classificadas de cada grupo.

O CAN”2023 vai contar com a participação de 24 seleções africanas, entre os quais a Guiné-Bissau.

Embora falte uma jornada para o encerramento da fase de qualificação para a prova, a seleção nacional já garantiu o apuramento, assegurando o segundo lugar no grupo A. A seleção nacional vai participar pela quarta vez na competição.

A Guiné-Bissau já venceu São Tomé e Príncipe por uma bola sem resposta na abertura da data-FIFA de apuramento.ANG/O Democrata


    EUA
/Todos os cinco passageiros submarino Titan declarados mortos

Bissau, 23 Jun 23 (ANG) - A Guarda Costeira dos Estados Unidos confirmou na quinta-feira que os cinco tripulantes do submarino Titan, que efectuava uma expedição até aos escombros do Titanic, estão mortos.

Esta notícia surge após quatro dias de buscas.

Desaparecido no Atlântico desde domingo, o caso do submarino Titan terá tido um desfecho catastrófico. A OceanGate, empresa proprietária do submersível, disse na quinta-feira que os cinco passageiros a bordo estavam “infelizmente desaparecidos”, lamentando a “perda de vidas”.

“Esses homens eram verdadeiros exploradores que compartilhavam um espírito distinto de aventura e uma profunda paixão por explorar e proteger os oceanos do mundo. Os nossos corações estão com essas cinco almas e todos os membros de suas famílias durante esse período trágico.”

Entre os tripulantes encontravam-se o director executivo e fundador da OceanGate, Stockton Rush, o empresário britânico Hamish Harding, o renomado mergulhador francês Paul-Henri Nargeolet, o bilionário paquistanês Shahzada Dawood e seu filho Suleman Dawood.

John Mauger, contra-almirante da Guarda Costeira dos Estados Unidos afirmou que um veículo de mergulho robótico implantado em um navio canadiano descobriu um campo de destroços do submersível Titan na manhã de quinta-feira no fundo do mar a cerca de 488 metros da proa do Titanic, e a 4 quilómetros abaixo da superfície, em um canto remoto do Atlântico Norte perto dos escombros do Titanic.

Uma anomalia acústica foi detectada pelos sistemas da Marinha de Guerra norte-americana neste domingo. Depois de inúmeras análises os especialistas chegaram à conclusão nesta quinta-feira que o ruído era “consistente com uma implosão ou explosão nas proximidades de onde o submersível estava a operar quando as comunicações foram perdidas”.

De acordo com os relatórios mais recentes da entidade, os destroços encontrados sugerem que a embarcação teria sofrido uma “implosão catastrófica”. O órgão público sublinha ainda que o veículo operado remotamente (ROV), utilizado para auxiliar nas buscas dos destroços do submarino, deve continuar as buscas pelas partes adicionais do Titan.

Esta notícia foi recebida pelos familiares, que estão de luto.ANG/RFI

 

França/Macron quer tributação para combater fome e alterações climáticas

Bissau, 23 Jun 23 (ANG) - O presidente francês, Emmanuel Macron, apelou hoje à criação de impostos internacionais sobre transações financeiras, bilhetes de avião e transportes marítimos para financiar a luta contra as alterações climáticas e a pobreza.

"Ajudem-nos a encontrar todos os países que hoje não têm o ITF (imposto sobre transações financeiras) e que hoje não têm um imposto sobre os bilhetes de avião. Ajudem-nos na mobilização junto à Organização Marítima Internacional, em Julho, para que haja tributação internacional", declarou Emmanuel Macron numa entrevista aos 'media' France Info, RFI e France 24.

"A tributação internacional aplicada por um único país não funciona", acrescentou Macron, pouco antes do final da cimeira para um Novo Pacto Financeiro Global, que acontece desde a quinta-feira em Paris.

O presidente francês não descartou completamente a defesa de um imposto solidário sobre a riqueza (ISF) a nível global para financiar a luta contra as mudanças climáticas, depois de o abolir em grande parte em França.

"Removi parte do ISF em França porque fomos quase os únicos a aplicá-lo", explicou.

É preciso um "ISF climático global"? Penso que precisamos de um imposto internacional que financie" a luta contra as alterações climáticas, acrescentou Emmanuel Macron.

O chefe de Estado francês reafirmou, em tom de brincadeira, que a França está na vanguarda "em matéria de fiscalidade", já que tem impostos próprios sobre transações financeiras e sobre bilhetes de avião.

"Quem mais fez isso? Ao redor de nós, quase ninguém. Não funciona quando fazemos sozinhos, porque acabámos por ser punidos, os fluxos financeiros vão para outro lugar", disse.

"O sector dos transportes marítimos não é de todo tributado (...). Deve ser tributado, mas não só os intervenientes franceses", insistiu o chefe de Estado, apelando a outros países ocidentais e à China que adoptem este projecto em discussão.

Emmanuel Macron elogiou também os progressos "muito concretos" da cimeira -- organizada pelo chefe de Estado francês -, em particular sobre a reestruturação da dívida da Zâmbia e o pacto para uma transição energética "justa" com o Senegal.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou na quinta-feira a decisão de enviar aos países pobres 100 mil milhões de dólares (92 mil milhões de euros) dos Direitos Especiais de Saque (DES), espécie de moeda de reserva da instituição.

"E nós, franceses, vamos deslocar 40% do nosso direito especial de saque. Já está decidido", anunciou o presidente Macron. ANG/Angop
    

 

ONU/Secretário-geral  defende mecanismo de alívio da dívida aos países vulneráveis

Bissau, 23 Jun 23 (ANG) - O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, pediu quinta-feira que se crie um novo mecanismo de alívio da dívida externa para os países mais vulneráveis, considerando que o actual sistema financeiro é disfuncional.


"Uma das etapas concretas (para uma nova arquitectura mundial) é criar um mecanismo de alívio da dívida, com reembolsos mais prolongados no tempo e juros mais baixos, especialmente no que diz respeito a investimentos feitos para combater o aquecimento global", declarou António Guterres na abertura da Cimeira para o Novo Pacto Financeiro, em Paris.

A conferência decorre entre hoje e sexta-feira entre o Palácio Brongniart, o Palácio do Eliseu, a sede da UNESCO e também a sede da OCDE, que se situam em Paris, e conta com a participação de cerca de 100 delegações de diferentes países, dezenas de chefes de Estado e de Governo, assim como empresas multinacionais.

O secretário-geral da ONU salientou que a actual arquitectura financeira já não serve as populações no século XXI no objectivo de encontrar novas soluções para estimular a economia global e combater o aquecimento global através do desenvolvimento sustentável.

"A arquitectura financeira está ultrapassada, disfuncional e injusta. Ela não responde ao Mundo do século XXI", indicou, dando como exemplo os 52 países no Mundo que estão em incumprimento porque não conseguem pagar a sua dívida externa ou mesmo o facto de muitos países africanos gastarem mais no reembolso da dívida do que em cuidados de saúde.

Para António Guterres, estas são "regras imorais" para as populações dos países menos desenvolvidos, com o ex-primeiro-ministro português a defender um "novo Bretton Woods", referindo-se ao sistema que regulou a seguir à II Guerra Mundial as relações financeiras entre os estados do Ocidente e levou à criação do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional.

Em discussão  quinta e sexta-feira está, segundo esperam muitos líderes africanos e muitos líderes da América do Sul presentes em Paris, novos mecanismos de redução da dívida soberana entre Estados, mas também a nível das grandes instituições financeiras como o FMI e o Banco Mundial. ANG/Angop

 

Espanha/Mundo pode atingir 1.300 milhões de diabéticos em 2050 devido às desigualdades

Bissau, 23 Jun 23(ANG) – Os casos de diabetes no mundo podem chegar a 1.300 milhões em 2050, mais do dobro do que em 2021, caso não sejam planeadas estratégias eficazes, alertam novos estudos sobre a doença.

Espera-se que as taxas padronizadas de diabetes aumentem em todos os países nas próximas três décadas, realçam uma série de estudos publicados pelo The Lancet e The Lancet Diabetes and Endocrinology.

Espera-se que o aumento de casos desta doença se deva ao aumento da diabetes tipo 2, que será causado pelo aumento da prevalência de obesidade e mudanças demográficas.

Em 2021, existiam 529 milhões de pessoas com diabetes e a diabetes tipo 2 representava 90% de toda a prevalência desta doença, que se prevê que seja também responsável pelo possível aumento de casos, até 1.300 milhões, em 2050.

Além disso, “o racismo estrutural sofrido por grupos étnicos minoritários e a desigualdade geográfica experimentada por países de baixo e médio rendimento estão a acelerar o aumento das taxas de diabetes, doenças e mortes em todo o mundo”, apontou o The Lancet.

As taxas de diabetes entre grupos étnicos minoritários em países de alto rendimento, como os Estados Unidos, são 1,5 vezes mais altas do que em brancos.

Além disso, as taxas de mortalidade por esta doença em países de baixo e médio rendimento são o dobro do que nos países de alto rendimento.

A pandemia de covid-19 também ampliou a desigualdade na diabetes, sendo que pessoas com diabetes são 50% mais propensas a desenvolver uma infecção grave e duas vezes mais propensas a morrer, especialmente se pertencerem a grupos étnicos minoritários.

As estimativas indicam que mais de três quartos dos adultos com diabetes viverão em países de baixo e médio rendimento até 2045, dos quais menos de 1 em cada 10 receberá cuidados abrangentes baseados em diretrizes.

Actualmente, a taxa de prevalência global é de 6,1%, tornando a diabetes uma das 10 principais causas de morte e incapacidade.

Por região, a taxa mais alta é de 9,3% no norte da África e Médio Oriente, e deve subir para 16,8% em 2050, enquanto na América Latina e Caraíbas estima-se que crescerá para 11,3%.

A diabetes foi especialmente evidente em pessoas com 65 anos ou mais em todos os países, registando uma taxa de prevalência de mais de 20% para esse grupo demográfico em todo o mundo.

“A rápida taxa de crescimento da diabetes não é apenas alarmante, mas também um desafio para todos os sistemas de saúde em todo o mundo, especialmente considerando que esta doença também aumenta o risco de doença cardíaca isquémica e acidente vascular cerebral”, realçou Liane Ong, uma das investigadoras da Universidade de Washington.

A diabetes tipo 2 é habitualmente associada à obesidade, falta de exercício ou dieta inadequada, mas outros factores como genética, barreiras sociais e financeiras dentro do sistema estrutural de um país, desempenham um papel, especialmente naqueles de baixo e médio rendimento.

Outro estudo concentra-se em possíveis intervenções e destaca a importância de parcerias equitativas, construção da capacidade e confiança da comunidade, mudança do ecossistema e melhoria do ambiente de prática clínica.

ANG/Inforpress/Lusa

 

Rússia/Kremlim quer "relações construtivas" em África e afasta acusações de Macron

Bissau, 23 jun 23 (ANG) – O Kremlin comprometeu-se hoje a desenvolver "relações construtivas" em África, afastando as críticas do Presidente francês, Emmanuel Macron, de que a Rússia é "uma potência desestabilizadora" na região.


"A Rússia está a desenvolver relações amigáveis e construtivas [com os países africanos] baseadas no respeito mútuo", afirmou o porta-voz da Presidência russa, Dmitri Peskov, aos jornalistas.

Estas relações "não são e não podem ser dirigidas contra países terceiros", sublinhou.

Desde o início da invasão da Ucrânia, a Rússia tem procurado reforçar os seus laços económicos e diplomáticos com África, competindo em alguns países com a França, antiga potência colonial do continente.

No final de julho, a Rússia vai organizar uma segunda cimeira Rússia-África em São Petersburgo (noroeste), uma forma de demonstrar o seu entendimento com os seus parceiros africanos, apesar do conflito na Ucrânia.

Uma delegação de chefes de Estado africanos também visitou a Rússia no passado fim de semana, defendendo o fim da guerra junto de Vladimir Putin e apresentando propostas que o Kremlin considera "muito difíceis de implementar".

A Rússia está a tentar atrair os líderes africanos para o seu campo, afirmando ser um baluarte contra o imperialismo e acusando o Ocidente de usar sanções para bloquear as exportações de cereais e fertilizantes russos, que são essenciais para muitos países.

Em entrevista aos meios de comunicação franceses France 24, Franceinfo e Radio France International, Emmanuel Macron afirmou que a Rússia "é uma potência desestabilizadora em África através de milícias privadas que desempenham um papel predatório e abusam da população civil", numa aparente referência ao envio de mercenários do Grupo Wagner para vários países, incluindo o Mali, a Líbia e a República Centro-Africana (RCA).

"Esta situação foi documentada pelas Nações Unidas na RCA, às mãos da milícia Wagner", disse, referindo-se ao grupo mercenário detido pelo oligarca Yevgeni Prigozhin, próximo do Presidente russo, Vladimir Putin.

Macron não excluiu a possibilidade de manter conversações com Vladimir Putin, se a oportunidade surgisse e as condições fossem adequadas. ANG/Lusa

 

quinta-feira, 22 de junho de 2023

Legislativas antecipadas/DG de INACEP confirma publicação dos resultados eleitorais no Boletim Oficial dia 20 do corrente mês

Bissau, 22 jun 23 (ANG) – O Diretor-geral da Imprensa Nacional (INACEP) confirmou que recebeu o  documento  da Função Pública no dia 19, segunda-feira, para  efeitos de publicação dos resultados eleitorais de 4 de junho passado, e que prontamente foram publicados no Boletim Oficial, na terça-feira, dia 20 do corrente mês.

Em entrevista exclusiva à Agência de Notícias da Guiné, Paulino Mendes disse que os referidos resultados foram publicados no 3º Suplemento, nº 24, de 15 de Junho deste ano.

“Nesta data consta a data de publicação e é a data também de envio ou de remessa de Função Publica para a INACEP e que no entanto o documento chegou a gráfica só no dia 19 de Junho deste ano”, afirmou Paulino Mendes.

Paulino Mendes mostrou-se surpreso com a notícia veiculada pela a Agência Lusa que cita  fonte oficial junto da INACEP ,segundo a qual a Imprensa Nacional não procedeu a publicação dos resultados eleitorais por falta de meios, e acrescenta que  a fonte referiu que a instituição recebeu o documento para o efeito da publicação desde a semana passada.

Mendes negou terem recebidos os documento na semana passada, mas sim no dia 19, segunda-feira, e que os resultados eleitorais foram  publicados na terça-feira, seguida de sua distribuição, na quarta-feira.

“A alegada informação de falta de meios não constitui  verdade porque se fosse, talvez até hoje não teríamos publicado o documento em causa no Boletim Oficial e também não há ninguém que depois desembolsou  alguma quantia para suportar o encargo”, disse.

Aquele responsável, disse lamentar não saber onde é que uma agência como a Lusa conseguiu esta informação, informando  que a sua instituição não tem porta-voz  nem um responsável pela comunicação, mas sim de  um diretor que já tem experiência de lidar  com a comunicação social, para além de não ter sido contatada por nenhum jornalista ou outra pessoa que fosse para falar sobre a referida matéria.

Acrescentou que esse tipo de informação  desacredita própria Lusa por utilização de fontes poucos credíveis, acrescentando que  entidades como a Lusa não deve entrar em situações   de boatos, frisando que a Agência portuguesa devia  contatar-lhe para dar explicações  sobre o atraso ou não da publicação dos resultados no Boletim Oficial.


Mendes disse
 depois da publicação do documento, no dia 21, quarta-feira, fizeram  questão de distribui-los às entidades oficiais que costumam recebê-los conforme a regra.

De acordo com o Diretor, o documento chegou à INACEP e veio com  caráter de urgência, mas não era possível a sua publicação no mesmo dia 19, porque chegou tarde e também tinha que cumprir com algumas tramitações dentro da instituição.

“As referidas tramitações passam pelos serviços de orçamento, plano, levantamento de materiais no armazém, depois  para corte, paginação no serviço de Boletim Oficial, revisão, montagem e transporte onde as chapas são queimadas e depois para a máquina para  efeitos de impressão”, informou.

Mendes disse que apesar de o documento chegar à INACEP no dia 19  prontificaram publicá-lo no dia seguinte porque  era de caráter de urgência. ANG/DMG/ÂC//SG    


Cooperação/”China se disponibiliza para garantir segurança  aos   países da África Ocidental ”, diz Embaixador Gu Ce

Bissau, 22 Jun 23 (ANG) – O Embaixador da República Popular da China no país manifestou, quarta-feira, a disponibilidade do seu país de  colaborar com os países da África Ocidental, sob ameaça de terrorismo, para que haja garantia de segurança  e estabilidade sub-regional.

Gu Ce declarou essa disponibilidade à margem de um jantar oferecido  aos amigos da Embaixada da China em Bissau, no qual destacou a boa cooperação entre Bissau e Pequim.

Para justificar a sua afirmação, descreveu várias obras realizadas na Guiné-Bissau, na quadro da cooperação entre os dois países, com destaque para a construção do porto de pesca de Alto Bandim  e entrega ao governo de uma unidade de transformação e conservação do pescado oferecido por uma  empresa chinesa de pescas e dos  projecto da Escolas de Amizade Chino  Guineense, tanto em Bissau assim como  nas regiões, obras já concluídas e entregues ao Executivo.

Gu Ce felicitou na ocasião ao governo pela  forma como decorreu as eleições legislativas do passado dia 04 de Junho, considerados livres, justas e transparentes, e aos partidos políticos pela forma como reagiram perante os resultados.

Ce disse  que a proposta de paz  global apresentada pelo governo  chinês sobre a Guerra na Ucrânia coincide com a dos líderes africanos que se deslocaram recentemente a Ucrânia e Rússia para ajudar na resolução do conflito em curso entre os dois países.

“As nossas proposta de paz e de estabilidade já deram  fruto em alguns países que estiveram em conflito, tal como Arábia Saudita e  Irão”, afirmou.

Disse que, a ida dos líderes africanos aos dois países em conflito dignifica a China e África, e que  evidência os esforços para alcançar a paz na Ucrânia.

O Embaixador da China na Guiné-Bissau diz que sem a paz no mundo não há desenvolvimento e que sem o desenvolvimento o mundo não pode permanecer pacífico.

“E é nessa base que a China apresentou uma  iniciativa para a construção conjunta de um futuro melhor para a humanidade, resolvendo os conflitos através de negociações para alcançar a paz”, disse.

A guerra mais sangrenta, diz o diplomata, está a acontecer na Ucrânia e já acarretou falta de cereais e provocou aumento de preço dos produtos alimentares, com  impacto em todo o mundo,  e de modo particular na  vida dos guineenses.

Neste contexto, Gu Ce defende uma solução política e pacífica para a guerra em curso na Ucrânia, através de propostas apresentadas pelos líderes africanos que visitaram a Ucrânia e Rússia, com o objetivo de contribuir para que haja paz entre os dois país em conflito,  e reitera  que as propostas de paz africanas  são iguais àqueles que a China apresentou  para a paz mundial.

“Por exemplo, todos os países devem respeitar a soberania de outro países e assegurar o fluxo de cereais para exportação, troca de prisioneiros de guerra e retoma das negociações”, salientou o diplomata.ANG/LPG/ÂC//SG

Religião/Diocese de Bissau prepara comemoração do centenário do seu primeiro Bispo, Dom Settimio Arturo Ferrazzetta

Bissau, 22 jun 23(ANG) – A Diocese de Bissau e de Verona/ Itália estão a preparar a homenagem ao seu primeiro Bispo, Dom Settímio Arturo Ferrazzetta, no seu centésimo aniversário de nascimento, no dia 8 de Dezembro deste ano.

A informação foi avançada quarta-feira pelo padre Paulo Araújo de Pina, um dos elementos da comissão inter-diocesana criada para o efeito, numa  conferência de imprensa.

Aquele responsável religioso disse que foi agendada várias atividades básicas para os dias, 08 e 09 de Dezembro próximo, como a recolha de fundos, informações sobre a vida e obra de Dom Settímio.

 O padre Paulo Pina revelou ainda que a  comissão está encarregue de   informar  a abertura oficial dos eventos.

Lembrou que Dom Settímio Arturo Ferrazzetta entrou na Guiné-Bissau no dia 6 de Maio de 1955 e foi nomeado o primeiro Bispo da Guiné-Bissau, a 21 de Março de 1977 pelo Papa Paulo IV. Estava em Bôr entre 1955 e 1956, depois mudou para Cumura.

No levantamento militar de 7 de Junho de 1998 Arturo Ferrazzetta  lutou de modo heróico para a paz e reconciliação nacional, desejo que não conseguiu realizar antes de sua morte  à  27 de Janeiro de 1999, aos 74 anos de idade.

A vida de Dom Settímio Arturo Ferrazzetta e outros confrades na Guiné-Bissau, é tida  como uma “providência e graça de Deus” para o povo guineense.

Settimio Ferrazzetta foi o fundador do único centro de tratamento de lepra no país. ANG/JD/ÂC//SG

Desporto/"A legalização da equipa de futebol de Mindará é um passo gigantesco para o início de atividades enquanto equipa de futebol", diz José Alves Té

Bissau, 22 Jun (ANG) – O Presidente da Equipa de Futebol de Mindará disse que a legalização da equipa de futebol daquele bairro, representa um passo gigantesco dado para que daqui pela frente começarem a fazer suas atividades enquanto equipa de futebol.

José Alves Té que falava hoje a saída da escritura de legalização da Equipa de Futebol de Mindará, disse que vão continuar a regularizar a situação junto da Federação de Futebol, frisando que, a partir disso vão preparar-se para disputar  campeonato dependendo do nível em que estarão inserida.

“Já existia a Equipa de Mindará, mais nada é melhor que fazer cumprir essa formalidade de poder ter esse acto para que hoje toda a gente fica a saber que é legalizado a equipa de futebol de Mindará”, sublinhou.

Alves Té disse que esse ato deve  orgulhar à todos  os filhos de Mindará, acrescentando que, hoje já têm um documento que diz que a Equipa de Mindará está legalmente constituída.

 Segundo  aquele responsável, Mindará é um bairro onde sempre saiu bons e excelentes jogadores, pelo  que esse ato representa um marco para todos os moradores do bairro.

“Vamos  resgatar e fazer o bairro voltar ao lugar onde estava em tempos anteriores no futebol”, disse José Alves Té. ANG/MI/
ÂC//SG

Sociedade/Ministro da Administração Territorial pediu ao novo Rei Felupe engajamento na resolução de conflitos sobre  posse de terra

Bissau,22 Jun 23(ANG) – O ministro da Administração Territorial e Poder Local, Fernando Gomes pediu ao  novo Rei Felupe, para se engajar na resolução definitiva dos conflitos sobre  posse de terra naquela localidade.

Lamine Abudu Djata, assumiu quarta-feira o trono como Rei "Kayaku" (reino) de Karuhay (capítal Político e sagrado) localizado na seção de Suzana, após 20 anos da morte do antecessor .

O ato de tomada de posse foi testemunhado pelas autoridades nacionais através do ministro de Administração Territorial e Poder Local, Fernando Gomes, acompanhado de governador da Região de Cacheu e de administrador do setor de São Domingos.

.De acordo com o povo Felupe, o "Ay-au" (Rei), é uma figura masculina, orientadora de todos os atos sociais ou políticos e, portanto, é o líder espiritual supremo da sociedade felupe. Tendo como uma das funções, regular e zelar pela paz e coesão social no seio das comunidades pertencentes ao perimetro de sua jurisdição.

Para além da presença massiva dos populares da zona, o poder tradicional do Senegal também fez-se representar.

O reino de Karuhay que volta a ser reinado a partir de quarta-feira por Lamine, cujo o poder se  estende desde Bulol, na foz do rio Cacheu, passando por algumas zonas de Casamance (sul do Senegal) e vai até ao rio Gâmbia. ANG/ÂC//SG

 

Caju/República Popular da China perspectiva montagem da indústria de transformação da castanha na Guiné-Bissau

Bissau, 22 Jun 23 (ANG) - A República Popular  da China manifestou o interesse em montar  indústrias de transformação da castanha de caju na Guiné-Bissau, com a finalidade de permitir exportação do produto acabado para

 a China.

A informação foi revelada esta quarta-feira pelo primeiro vogal da Agência Nacional de Caju (ANCA-GB), Mustafa Seidi Bari, ao discursar  num encontro de confraternização  promovido pela Embaixada da República Popular da China no país com a ANCA-GB.

“É a primeira vez que se assiste à um encontro entre  amigos da Embaixada da China na Guiné-Bissau e os profissionais da Agência Nacional de Caju. Por isso, gostaríamos de agradecer o embaixador chinês e a sua equipa pelo gesto brilhante de promover este encontro com a finalidade de podermos avançar nos assuntos relacionados a  cooperação no domínio de comercialização da castanha de caju”, salientou aquele responsável.

Bari disse que o documento sobre comercialização da castanha de caju entre a China e Guiné-Bissau vai ser traduzido em língua mandarim num espaço de curta duração, de modo a permitir com que o serviço alfandegário da República Popular da China possa o compreender  e também  permitir a acreditação da castanha naquele país.

“Na realidade, apenas um empresário chinês pode comprar toda a castanha de caju da Guiné-Bissau. Por isso, a cooperação com a China neste domínio será uma mais-valia para o país e também vai permitir com que a nação guineense viva fora das situações de chantagens de Vietnam e da Ìndia que outrora foram potenciais compradores deste  produto”, afirmou Mustafa.

O encontro que decorreu na embaixada da República Popular da China em Bissau, foi antecedido de um passeio por diferentes dependências desta representação diplomática, e culminou com um jantar e diversão. ANG/AALS/ÂC//SG