domingo, 9 de julho de 2023

Coreia do Norte/ Governo critica descarga de água de Fukushima aprovada pela AIEA

Bissau, 09 Jul 23 (ANG) - A Coreia do Norte criticou hoje a Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) por dar luz verde ao plano do Japão para descarregar água tratada da central nuclear de Fukushima.


Num comunicado de imprensa do Ministério da Protecção Ambiental, Pyongyang considera irracional o comportamento da AIEA, afirmando que "apoia e facilita activamente a descarga projectada pelo Japão de água poluída por energia nuclear",  é o que "inimaginável".

A descarga de água terá "um impacto negativo fatal sobre a vida humana, a segurança e o ambiente ecológico", considerou o regime norte-coreano.

O plano que deverá iniciar-se este ano, suscitou inquietação nos vizinhos do Japão, levando a China a interditar algumas exportações alimentares, dando origem a manifestações sábado na Coreia do Sul, em plena visita do director-geral da AIEA, Rafael Grossi.

Os deputados da oposição sul-coreana mobilizaram-se igualmente contra o plano de Tóquio, com alguns a encetar mesmo uma greve de fome.

Grossi deverá encontrar-se hoje com membros da oposição no parlamento.

O organismo de controlo nuclear das Nações Unidas aprovou o plano do Governo japonês para se livrar após tratamento e diluição de cerca de 1,33 milhões de toneladas de água contaminada, armazenada num local da central que em breve ficará saturado.

A central nuclear foi devastada por um acidente provocado por um sismo e consequente tsunami em 2011.

A AIEA considerou hoje que o projecto "satisfaz as normas internacionais de segurança" e que terá um impacto "insignificante na população e no meio ambiente".

Após um encontro hoje entre Grossi e o ministro sul-coreano dos Negócios Estrangeiros, Park Jin, o director da AIEA assegurou que a agência continuará na central de Fukushima para garantir a segurança "a cada etapa do processo", escrevendo na rede social Twitter que "o que agora começa é mais importante do que o trabalho desenvolvido até ao presente". ANG/Angop

 

   Senegal/ Ousmane Sonko exige figurar entre candidatos às presidenciais

Bissau, 09 Jul 23 (ANG) - O opositor senegalâs Ousmane Sonko, actualmente sob prisão domiciliar em Dacar, ameaçado de ineligibilidade devido a várias condenações da justiça, em entrevista ao canal televisivo France 24, alega, no entanto, continuar na corrida rumo às eleições presidenciais.

Um escrutínio no qual não vai figurar o chefe de Estado cessante, como Macky Sall anunciou esta semana.

O opositor senegalês Ousmane Sonko em declarações ao canal televisivo France 24 alega que Macky Sall teria abdicado de nova candidatura devido "à pressão do seu povo".

Sonko, bloqueado pelas autoridades na sua casa de Dacar desde os finais de Maio, tinha-se escusado até ao momento em prestar declarações.

O dirigente oriundo da Casamança, província do Sul do Senegal, fronteiriça com a vizinha Guiné-Bissau, reagiu ao discurso de Macky Sall da noite de segunda-feira durante o qual Macky Sall anunciou não se voltar a candidatar à presidência do país em Fevereiro do próximo ano, após dois mandatos na chefia do país.

"Muitos felicitaram o presidente cessante por ter meramente respeitado a Constituição deste país. É triste para África" declarou Ousmane Sonko. "E alguns mesmo falaram em "excepção senegalesa" quando a Mauritânia, Cabo Verde, o Gana, o Níger, a Nigéria, recentemente, e muitos outros países africanos têm tendência em dar o exemplo com alternâncias democráticas onde os presidentes cessantes não se voltam a candidatar respeitando a Constituição", acrescenta o opositor senegalês.

Para Ousmane Sonko, « não há nada de excepcional ». « O atraso a fazer este anúncio provocou muitos prejuízos no Senegal. Se o presidente da república tivesse desde o início dito, de forma clara, como o fez quando anunciou pretender disputar um segundo mandato, que era o seu derradeiro, e que, por inerência, não tinha o direito de se candidatar a outro, não estaríamos neste ponto" sublinhou o opositor.

« Na realidade o presidente Macky Sall não abdicou por ser um democrata, ele desistiu, antes de mais,  por causa da pressão do seu povo, mas recuou porque teve também a pressão internacional », declarou Ousmane Sonko. ANG/RFI

 

sexta-feira, 7 de julho de 2023


Infraestrutura
/Governo lança 1ª pedra para construção de Complexo Habitacional em Safim

Bissau, 07 jul 23 (ANG) – O governo, através do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS) procedeu hoje ao lançamento da 1ª pedra para a construção de um Complexo habitacional, na localidade de Ghaighai, setor de Safim, região de Biombo.

A cerimónia foi presidida pelo Presidente da República que na sua intervenção disse que o projeto vai contribuir para uma mudança qualitativa das condições de habitação da população.

Umaro Sissoco Embaló afirmou que o INSS que é o promotor deste projeto vai poder criar uma nova fonte de receita e garantir o aumento das pensões dos reformados.

Embaló declarou a  sua disponibilidade de apoiar a concretização de mais projetos sociais desta natureza, e promete acompanhar de perto os trabalhos da obra.

“Animamos sempre da vontade de tudo fazer para criar melhores condições de vida e o bem estar para o povo guineense”, salientou o Presidente da República, sustentando que o complexo contempla diferentes tipos de habitações e outros serviços básicos que o Estado garante ao cidadão, nomeadamente, infraestruturas sanitárias, educacionais, espaço de laser  entre outros. 

Sissoco Embaló citou algumas realizações feitas ao longo do seus três anos de mandato, entre os quais, a reabilitações de infraestruturas rodoviárias, educacionais, salientando que todas estas realizações têm um único propósito de promover e servir o interesse coletivo. 

Convidou a comunidade local para proteger e conservar as referidas infraestruturas porque serão os maiores beneficiários do investimento.

Para o ministro da Administração Pública, Trabalho, Emprego e Segurança Social, Cirilo Mama Saliu Djaló a viabilidade deste projeto imobiliário é mais uma prova inequívoca da credibilidade do governo da iniciativa presidencial perante parceiros técnicos e financeiros.

“Isto é demonstração do impacto positivo da magistratura do Presidente da República ao logo dos seus três anos de mandato, em que, para além deste projeto, o país beneficiou de elevado número de infraestruturas, sejam elas rodoviárias, pescatórias, educacionais e agora no setor imobiliário”, frisou Cirilo Djaló.

Assegurou  que o projeto visa criar condições habitacionais para os cidadãos e melhorar as prestações de serviços aos utentes do sistema da Segurança Social .

O governante disse que o projeto imobiliário ao cargo do INSS é uma iniciativa que se enquadra na estratégia do governo de promoção da política habitacional.

 Cirilo Mama Saliu Djaló disse que  o seu Ministério decidiu apoiar e acompanhar esta política imobiliária com objetivo de garantir habitações de qualidades capazes de se reverter na melhoria de vida, tanto dos pensionistas assim como dos beneficiários ativos e os cidadãos guineenses residentes na diáspora.

Djaló frisou ainda que não basta construir ou oferecer oportunidades para ter habitações seguras e de qualidades para os futuros beneficiários, e diz que é preciso também uma mudança profunda na sua gestão para que o investimento que está sendo feito tenha o devido retorno nos melhores prazos possíveis.

“Constitui uma tarefa desafiante para o INSS  conseguir inquilinos à altura, dispostos a adquirirem  imobiliários com os preços que vieram a ser determinados”, destacou.

O programa imobiliário de construção de um Complexo de habitacional implementado pelo Instituto Nacional de Segurança Social conta com o financiamento do Banco Atantic, num montante não revelado e será implementado numa área de 10 hectares, com 200 unidades divididas em T3,T4 e Duplex R+1.

Na primeira fase, as residências T3 e T4 serão construídas numa área de 225 m² cada e as residências duplex R+1 numa área de 250 m²  cada. E estas residências serão batizadas  com nomes de lugares históricos do país, nomeadamente, Duplex R+1 com 80 unidades será chamada Boé, T4 com 60 unidades vai denominar-se de Morés e T3 igualmente com 60 unidades  terá o nome de Cassacá.

As obras com a duração de 24 meses vai ser executada pala empresa Simmo Luxury.ANG/DMG/ÂC//SG       

ANCA/”Mercado cninês vai  tornar-se uma oportunidade para exportação da nossa castanha de caju”, diz Vogal de Conselho de Administração da instituição

Bissau, 07 Jul 23 (ANG) – O primeiro Vogal do Conselho de Administração da Agência  Nacional do Caju da Guiné-Bissau (ANCA-GB) revelou que está em curso uma ofensiva diplomática para tornar o mercado chinês numa “grande oportunidade” para a exportação de castanha de caju do pais

Mustafá Seide Bari falava em entrevista ao Jornal Nô Pintcha, e acrescenta que  o governo da Guiné-Bissau solicitou às autoridades de Pequim a abertura do seu mercado para aquisição da castanha guineense solicitação que, diz Bari, recebera uma reação satisfatória.

Mustafá Bari disse que as autoridades chinesas inclusive se disponibilizaram para prestar assistência técnica necessária para permitir a entrada do produto ao seu mercado.

Aquele responsável realça que a República Popular da China pode surgir como alternativa para o produto estratégico guineense devido à vários fatores, nomeadamente, por ser o maior mercado mundial e fazer ponte para abastecer o merccado regional.

Sublinhou que a próposito, o Governo chinês enviou às autoridades de Bissau questionários para responder em língua mandarim e que se encontra neste momento em tradução na Embaixada da Guiné-Bissau em Pequim, e que será remetida às autoridades alfandegárias daquele país.

Bari explicou que depois dessas formalidades uma missão técnica das Alfândegas da China visitará a Guiné-Bissau para proceder ao levantamento e conhecer os procedimentos de exportação e reconhecer os serviços administrativos da ANCA e o modelo de certificação que emite para a exportação.

Afirmou  que o governo chinês já nomeou um delegado do Ministério de Comércio Internacional do seu país junto à sua Embaixada em Bissau para tratar do assunto da castanha de caju.

“A qualidade da castanha de caju da Guiné-Bissau é natural e única do mundo, porque seus pomares não contém produtos químicos como acontece em muitos países”, salientou acrescentando que a amêndoa guineense tem um sabor natural e é mais saudável. ANG/MI/ÂC//SG    

 

CEDEAO/63ª Conferência dos Chefes de Estados e de Governos realiza-se no Domingo, em Bissau, com a integração regional na agenda

Bissau,06 Jul 23(ANG) – A 63ª Conferência dos Chefes de Estado e do Governo da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental(CEDEAO), vai decorrer no Domingo,  em Bissau com as questões ligadas a integração regional como uma das agendas mais importantes da reunião.

Na agenda das discussões desta 63ª Conferência dos Chefes de Estado e do Governo da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental(CEDEAO), estarão ainda a realização de eleições para assinalar o fim  dos poderes transitórios resultantes de golpes militares no Mali, Guiné Conacri e Burkina Faso.

Segundo a MAP(Agência de Notícias Marroquina) que cita o  Presidente da Costa de Marfim, Alassane Ouatarra, deseja-se a realização de eleições dentro do prazo proposto para que estes países tenham regimes e dirigentes eleitos democraticamente.

Ouatarra terá dado essa declaração após um encontro que manteve com o Representante Especial do Secretário Geral da ONU para África Ocidental, Leonardo Santos Simão.

Para o chefe de Estado marfinense, as eleições são “um imperativo para toda a África Ocidental, em particular para a Costa de Marfim, país vizinho destas três nações, nomeadamente Mali, Burkina Faso e Guiné Conacri e que tem apoiado todos os esforços de saída da crise.

Os chefes de Estados da CEDEAO irão discutir ainda muitos pontos ligados a integração regional para torná-las mais efetiva, de forma a melhorar as condições de vida das populações na sub-região.

A luta contra o terrorismo no espaço e a eleição do novo Presidente da organização Oeste Africana serão outros assuntos a serem tratados. ANG/ÂC//SG

 

UEMOA/ Chefes de Estados e de Governos debatem sábado em Bissau situação económica e financeira da organização   

Bissau, 07 jul23 (ANG) – Os chefes de Estados e de Governos da União Económica e Monetária da África de Oeste debatem, este sábado, na cimeira de Bissau, a situação económica e financeira da organização.

Segundo o jornal Nô Pintcha, que cita o comunicado da UEMOA, nessa cimeira,  para além da análise da situação económica e financeira e as  perspetivas do desenvolvimento para 2040, os chefes de Estados vão ainda definir as orientações gerias da política da União, nos termos do artigo 17 do tratado da organização.

De acordo com o semanário estatal, essa reunião vai ainda juntar membros do Conselho de Ministros estatutários e  chefes das instituições da União.

A organização integra oito países e tem como presidente em exercício o chefe de Estado do Níger, Mohamed Bazoum.

Os presidentes do Mali, República de Guiné e do Burkina Faso não estarão presentes devido as sanções impostas aos seus  países, na sequência de golpes de Estados registados nesses países, atualmente sob regimes militares.

ANG/LPG//SG

Turismo/Comissão preparatória da 2ª Assembleia Geral da ASOPTS-GB toma posse

Bissau,07 Jul 23(ANG) – A Comissão Preparatória da 2ª Assembleia Geral da Associação dos Operadores Turísticos e Similares da Guiné-Bissau(ASOPTS-GB), foi empossada, quinta-feira, e é presidida pela empresária Milanca da Costa.

Em declarações à imprensa no ato de posse, o Presidente da ASOPTS-GB, Jorge Paulo Cabral dirigiu votos de sucesso  aos empossados e desejou  que o evento decorresse  de forma isenta, livre e transparente.

Aquele responsável diz ser esse ato de posse a primeira etapa importante para a realização satisfatória da 2ª Assembleia Geral da organização, cuja data  será fixada brevemente pelo seu Conselho Social que agrupa a Direcção, a Assembleia Geral e Conselho Fiscal.

Perguntado pela ANG da sua expectativa com a realização da 2ª Assembleia Geral da ASOPS-GB, Jorge Paulo Cabral disse que o evento visa reestruturar a organização e dota-la de mais dinâmica para enfrentar novos desafios.

Anunciou ainda que vai candidatar-se para sua própria sucessão a testa da organização para os próximos quatro anos.

A Presidente da Comissão Preparatória da 2ª Assembleia Geral da ASOPTS-GB, Milanca da Costa agradeceu aos associados pela confiança depositada na sua pessoa para a chefia da comissão.

Aquela responsável pediu aos membros da Comissão para redobrarem esforços para que os objetivos traçados pelos estatutos da ASOPTS-GB possam ser cumpridos.

A ASOPTS-GB foi fundada em 15 de setembro de 2018 e contava com mais de 300 associados antes da Covid-19 e actualmente os dados estão em actualização.ANG/ÂC//SG

                                   

  
Política/”Nigéria deverá assumir a próxima presidência da CEDEAO”, diz PR

Bissau, 07 Jul 23 (ANG) - O Presidente da República e em exercício da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), Umaro Sissoco Embaló, disse hoje que a Nigéria deverá ser o próximo país a assumir a presidência rotativa da organização regional.

Em entrevista à Lusa e RDP, por ocasião do final do mandato da Guiné-Bissau à frente da CEDEAO, Umaro Sissoco Embaló fez um balanço positivo da presidência da organização e adiantou que a Nigéria deverá assumir a presidência, no final da cimeira de chefes de Estado e de Governo, que se realiza domingo, em Bissau.

"De um modo geral é complicado fazer uma auto-avaliação, mas aquilo que me consta é que os meus homólogos disseram que foi um bom desempenho, sobretudo com uma dinâmica e termos participado em várias mediações de paz, que é o espírito da CEDEAO", disse.

O chefe de Estado salientou que "infelizmente" a organização não conseguiu concluir os processos de transição na Guiné-Conakry, Mali e Burkina Faso durante o seu mandato.

"De resto penso que desempenhamos a nossa presidência com grande êxito e não esqueça que é a primeira vez que um país lusófono presidiu a esta grande organização regional e isso é muito importante para a Guiné e Cabo Verde, mas também para a lusofonia", afirmou Umaro Sissoco Embaló.

Questionado sobre a sua deslocação à Rússia e à Ucrânia no âmbito da presidência da CEDEAO, o Presidente guineense explicou que o espírito da organização é a "paz", referindo que decidiu ir aos dois países "manifestar que a África hoje não é só pedir, mas que também participa na busca de soluções pacíficas e de paz".

"Esta guerra acabará em cima de uma mesa e isso cada dia está a provar-se", salientou.

Sobre a integração e estabilização da sub-região, o Presidente guineense destacou que a "integração já está", referindo que a CEDEAO é a única zona de África onde as pessoas circulam sem necessitar de visto.

Afirmou ainda que têm o aspecto da segurança, temos o problema dos “jihadistas” no norte do Mali e no Burkina Faso e o Boko Haram na Nigéria e estamos a implementar uma força anti-golpe e de luta contra o terrorismo".

Questionado se a decisão definitiva de criação da força anti-golpe e de luta contra o terrorismo sairá desta cimeira, Umaro Sissoco Embaló disse pensar que sim.

"Penso que sim, porque como sabem a Nigéria é um país que pode contribuir muito em termos efectivos, de logística, materiais e em termos monetários", disse.

Umaro Sissoco Embaló explicou também a razão pela qual decidiu não fazer dois anos à frente da organização sub-regional.

Era para fazer dois anos, mas entendeu que depois da derrota da maioria presidencial, não tem condições para presidir à CEDEAO, afirmou  o Presidente.

"Para presidir à CEDEAO tem de haver uma sinergia, uma cumplicidade entre o Governo e o Presidente da República, como sabem, é a ministra dos Negócios Estrangeiros que preside ao Conselho de Ministros, e é o ministro da Defesa e do Interior e durante a minha presidência são os meus tenentes", disse o Presidente.

"Agora que há uma outra maioria, não tenho condições, porque não haverá essa cumplicidade, haverá mais distância", salientou.

A Guiné-Bissau assumiu a presidência da CEDEAO há um ano.

Fazem parte da CEDEAO, o Burkina-Faso, Cabo Verde, Côte D´Ivoire, Gâmbia, Ghana, Guiné-Conakry, Guiné-Bissau, Libéria, Mali, Níger, Nigéria, Serra Leoa, Senegal e Togo. ANG/Angop

 

  
Política
/PR  admite abdicar da presidência da CPLP após São Tomé e Príncipe

Bissau, 07 jul 23 (ANG) – O Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, admitiu abdicar da presidência rotativa da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e optar antes por presidir à União Económica e Monetária da África Ocidental (UEMOA).

“Tudo está em aberto. Estou a avaliar essa possibilidade, mas já estou a sentir a manifestação de um outro país que me pediu para lhe passar a presidência. Agora, estou a ponderar fazê-lo”, disse Umaro Sissoco Embalo, em entrevista à Lusa e à RDP, quando questionado sobre se a Guiné-Bissau iria assumir a presidência da CPLP após São Tomé e Príncipe, que receberá a presidência de Angola na próxima cimeira, em 27 de agosto, em São Tomé.

O Presidente destacou também que no próximo ano, em 2024, a Guiné-Bissau deverá assumir, “em princípio”, a UEMOA e que “preferia presidir” àquela organização monetária regional em detrimento da CPLP.

“É uma organização monetária da zona. Estamos num período em que estamos a pensar mudar o nome da nossa moeda e estamos a pensar na integração de mais países para termos a nossa moeda comum. Penso que esta batalha sub-regional é importante e depois tenho tempo de presidir à CPLP”, explicou o Presidente.

A UEMOA foi criada em 1994 e tem como objetivo criar na África Ocidental um espaço económico com total liberdade de circulação de pessoas, capitais, bens e serviços e é integrada por oito países que têm como moeda única o franco cfa.

Além da Guiné-Bissau, a organização regional económica é integrada pelo Benim, Burkina Faso, Costa do Marfim, Mali, Níger, Senegal e Togo.

“A Guiné-Bissau é também candidata à presidência da União Africana. Tenho a solidariedade e o acordo dos meus colegas. Se não tivesse desempenhado bem a presidência da CEDEAO nunca poderia ser candidato à presidência rotativa da União Africana”, disse Umaro Sissoco Embaló.

O presidente argumentou ainda que também tem de se concentrar na política interna, tendo já admitido que pretende recandidatar-se nas próximas presidenciais, previstas para 2025.

A CPLP realiza a sua cimeira em 27 agosto em São Tomé e Príncipe, sendo este país a assumir a presidência nos próximos dois anos.

Integram a CPLP Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. ANG/Lusa

 

Política/PR  diz estar de “braços abertos” para futuro Governo desde que não se confunda quem é “o chefe”

Bissau, 07 Jul (Inforpress) – O Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, afirmou estar de “braços abertos” para “ajudar” o futuro Governo do país desde que não se confunda quem é “o chefe”.

Em entrevista à Lusa e à RDP-África e quando questionado sobre a convivência com o futuro Governo, que não será dos partidos que apoiaram a sua candidatura a Presidente, Umaro Sissoco Embaló disse que será a primeira vez que o país vai viver aquela experiência.

“Até é uma experiência boa. Por isso é que logo depois de ter recebido os resultados eleitorais fiz uma comunicação à Nação”, disse o Presidente guineense.

Na declaração em causa, o chefe de Estado guineense recuou politicamente e disse estar disposto a nomear primeiro-ministro Domingos Simões Pereira, líder do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) e da coligação Plataforma Aliança Inclusiva – Terra Ranka, que venceu as legislativas de 04 de junho com maioria absoluta.

“Agora, o Presidente da República é Presidente da República, Governo é Governo, há separação de poderes, mas há um que é responsável perante o outro. Quando isso não se confunde, há coabitação, mas quando se confunde é um bocado complicado. O Presidente da República é o chefe, não é porque eu sou o Presidente da República, mas quem é o chefe é o Presidente da República”, afirmou Umaro Sissoco Embaló.

O Presidente guineense defendeu que a Constituição do país é semipresidencialista de pendor presidencial e “dá muitos poderes ao Presidente da República”, referindo que não é igual à Constituição portuguesa ou de São Tomé e Príncipe, por exemplo.

“Se o primeiro-ministro for inteligente, há uma boa coabitação, porque sabe quem de facto é que pode meter as ‘minas’, o que não é a minha intenção”, afirmou Umaro Sissoco Embaló.

O chefe de Estado disse também que não irá presidir ao Conselho de Ministros “quando bem entender”, conforme previsto na Constituição, como fazia com o Governo de iniciativa presidencial.

“Estou aqui pela Guiné-Bissau, como costumo dizer sempre estou aqui para facilitar e apoiar, que é a Guiné-Bissau que temos de eleger”, afirmou.

Umaro Sissoco Embaló disse esperar também que o futuro Governo manifeste que tem confiança no chefe de Estado.

Questionado sobre se vai utilizar a sua magistratura de influência para ajudar o atual Governo na concretização dos seus objetivos, Umaro Sissoco Embaló disse que depende.

“Os outros pediam-me, consultavam-me permanentemente. Agora, se estes pensam que são génios podem fazer, eu deixo o caminho livre. Agora se reconhecem o valor e o alcance da pessoa, são bem-vindos. Mas se não, fico aqui no meu quintal observando e fiscalizando, mas estou de braços abertos”, afirmou o Presidente guineense.

O chefe de Estado salientou também que a “experiência já mostrou que o Governo não pode andar de costas voltadas com o Presidente da República, porque ele é quem decide”, afirmando que há uma “separação de poderes na teoria, mas há um que depende do outro formalmente”, referindo-se ao poder de exonerar o chefe de Governo.

“Quando há diálogo e boa-fé as pessoas podem entender-se. Estou de braços abertos, mas o grande trabalho é o Governo que tem de fazer. Como sabem eu sou impulsivo e frontal, mas os interesses da Guiné-Bissau estão acima do Presidente da República. Se o Governo precisar das minhas influências e apoio tem de pedir. Não é o Presidente da República que vai oferecer. Não vou pedir nenhuma pasta”, acrescentou Umaro Sissoco Embaló.

O chefe de Estado afirmou também que com boa-fé “há cedências e compromissos”, reiterando que na Guiné-Bissau “não haverá crise nem desordem”.

Os novos deputados da Assembleia Nacional Popular da Guiné-Bissau tomam posse em 27 de julho e a composição do novo Governo deverá ser conhecido em agosto. ANG/Infopress/Lusa

 

Suíça/Organização Meteorológica Mundial alerta para continuação de aumento das temperaturas

Bissau,07 Jul 23 (ANG) – A Organização Meteorológica Mundial (OMM) advertiu quinta-feira que as temperaturas vão continuar a subir, após o passado mês de junho ter batido o recorde de mais quente da história.

“O aquecimento excecional em junho e no início de julho ocorreu quando começava a desenvolver-se o fenómeno de El Niño, que se prevê que aumente o calor tanto na Terra como nos oceanos e leve a temperaturas mais extremas e ondas de calor marítimas”, afirmou Chris Hewitt, diretor dos Serviços do Clima da OMM, o organismo científico das Nações Unidas.

Em junho passado registaram-se temperaturas 0,5 graus acima da média entre 1991 e 2020, superando o recorde de temperatura média mensal do mesmo mês em 2019, segundo dados do sistema europeu “Copernicus”.

Por outro lado, e de acordo com dados preliminares, na passada segunda-feira, 03 de julho, a temperatura média diária global alcançou os 16,88 graus Celsius, batendo o recorde anterior de 16,80 graus de agosto de 2016.

Chris Hewitt afirmou “que se podem esperar mais recordes à medida que o El Niño avança e os seus impactos se estendam até 2024”, o que considerou ser “uma notícia preocupante para o planeta”.

A OMM assinalou que as comparações globais de temperaturas diárias só são possíveis através de reanálises (combinações de simulações de satélites e modelos informáticos), enquanto este organismo das Nações Unidas utiliza uma combinação de reanálises de um conjunto de dados baseados em observações a partir de estações montadas na superfície terrestre e em navios.

O cientista responsável pela OMM explicou que as temperaturas à superfície dos mares também bateram recordes em maio e junho e que este fenómeno terá consequências na distribuição dos peixes e na circulação oceânica em geral.

“Não se trata só da superfície. Todo o oceano está a ficar mais quente e a absorver energia que ali permanecerá por centenas de anos. Os alarmes estão a soar muito fortes devido às temperaturas sem precedentes no Atlântico norte”, alertou.

Segundo o mesmo perito, foram observadas recentemente ondas de calor no Atlântico, concretamente nas zonas do Reino Unido, Irlanda e Mar Báltico.

ANG/Lusa

 

Brasil/Desmatamento na Amazónia brasileira caiu 33,6% no primeiro semestre de Lula

Bissau,07 Jul 23 (ANG) - O desmatamento na Amazónia brasileira caiu 33,6% no primeiro semestre do Governo de Lula da Silva, que se comprometeu a reduzir a zero a destruição da maior floresta tropical do mundo até 2030.


De acordo com os dados divulgados hoje pelo Ministério do Ambiente, a Amazónia brasileira perdeu 2.649 quilómetros quadrados de cobertura vegetal entre janeiro e junho, uma área muito inferior à dos primeiros seis meses de 2022 (3.988 quilómetros quadrados).

Esta é a menor área devastada para o período desde o primeiro semestre de 2019 (2.447 quilómetros quadrados), precisamente os primeiros seis meses do Governo de Jair Bolsonaro (2019-2022).

De acordo com dados medidos por satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o desmatamento na Amazónia brasileira caiu de 1.120 quilómetros quadrados em junho de 2022 para 661 quilómetros quadrados em junho de 2023, uma redução de 41%.

A ministra do Ambiente, Marina Silva, afirmou que o Governo está a mostrar resultados positivos nos seus primeiros seis meses na luta contra o desmatamento.

Marina Silva atribuiu esses resultados tanto a recursos tangíveis, como a reorganização de todos os órgãos de fiscalização e o reforço de equipamentos e investimentos, quanto a recursos intangíveis, entre os quais destacou a vontade de Lula da Silva de combater o desmatamento.

"Esse resultado foi fruto da decisão de Lula de assumir um compromisso durante a campanha eleitoral e desde o primeiro dia de governo com a política de combate ao desmatamento e às mudanças climáticas", afirmou.  ANG/Lusa

 

   Não-Alinhados/MNE  exaltam esforços diplomáticos de João Lourenço

Bissau, 07 Jul 23 (ANG) - Os ministros das Relações Exteriores do Movimento dos Países Não-Alinhados (MPNA) expressaram o seu apreço ao Chefe de Estado angolano, João Lourenço, “pelos seus esforços diplomáticos a favor da paz e estabilidade na Região dos Grandes Lagos”.

A informação está contida no comunicado final da Reunião Ministerial do Movimento dos Países Não-Alinhados, decorrida de 5 a 6 de Julho, em Baku (Azerbaijão), na qual participou a secretária de Estado para as Relações Exteriores, Esmeralda Mendonça, em representação do chefe da diplomacia angolana, Téte António.

Realçando o papel do Estadista angolano enquanto Campeão da União Africana para a Paz e Reconciliação em África e Presidente da Conferência Internacional sobre a Região dos Grandes Lagis (CIRGL), o documento, divulgado nesta quinta-feira, expressa que os ministros saudaram as decisões da Cimeira da CIRGL, realizada em Luanda, a 3 de Junho último.

Segundo o comunicado, os ministros das Relações Exteriores congratularam-se também com a realização da Cimeira Quadripartida sobre a coordenação e harmonização de iniciativas de paz na República Democrática do Congo (RDC), também na capital angolana a 27 de Junho.

Nesta cimeira participaram a Comunidade da África Oriental (EAC), a Comunidade Económica dos Estados da África Central (CEEAC), a CIRGL e a Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC), bem como os países em causa, nomeadamente a RDC e o Rwanda, a par das Nações Unidas.

O documento acrescenta que os ministros das Relações Exteriores do Movimento dos Países Não-Alinhados foram informados de que a reunião do Comité Interministerial Regional da CIRGL, realizada em Brazzaville, República do Congo, a 15 de Outubro de 2019, analisou a situação política e de paz na Região de Grandes Lagos.

Observaram, com satisfação, os desenvolvimentos políticos e de segurança positivos na Região dos Grandes Lagos. “Nesse contexto, felicitaram a RDC pelo sucesso das eleições transparentes e autofinanciadas que levaram a uma transição pacífica e saudaram o Memorando de Entendimento recentemente assinado entre a Uganda e Rwanda para a resolução pacífica da situação entre os dois países”, exprime o comunicado.

Acrescenta que os ministros saudaram o estabelecimento do Centro de Treinamento Regional da CIRGL, em 18 de Fevereiro de 2014, em Kampala (Uganda), para combater a violência sexual baseada no género na Região dos Grandes Lagos.

Enalteceram os esforços da região para enfrentar a crise actual e sublinharam a necessidade de “erradicar grupos armados, incluindo, entre outros, as Forças Democráticas para a Libertação do Rwanda (FDLR), que cometeram genocídio contra os Tutsi em 1994, os Aliados das Forças Democráticas e outras forças negativas organizadas que continuam a desestabilizar a região”.

Os chefes das diplomacias do MPNA reiteraram a necessidade e urgência da neutralização efectiva de todas as forças negativas, de acordo com as decisões da UA, CIRGL e SADC como uma prioridade para trazer estabilidade e segurança à RDC e Região dos Grandes Lagos. ANG/Angop

 

EUA/ Autorizado  uso de novo medicamento que retarda síntomas de Alzheimer

Bissau, 07 Jul 23 (ANG) - O regulador norte-americano do medicamento (FDA - Food and Drug Administration) concluiu quinta-feira a autorização do uso de um novo fármaco que retarda os sintomas da doença neurodegenerativa de Alzheimer, ao verificar a sua eficácia num ensaio clínico.

O fármaco “lecanemab”, que vai receber o nome comercial de Leqembi, foi desenvolvido pela farmacêutica japonesa Eisai, em colaboração com a americana Biogen.

Justificando a autorização completa do fármaco, a directora interina do Departamento de Neurociências do Centro de Avaliação e Investigação de Medicamentos da FDA, Teresa Buracchio, refere, citada em comunicado, que um último ensaio clínico confirmou que o Leqembi "é seguro e eficaz" para doentes de Alzheimer.

O ensaio clínico, que envolveu 1.800 doentes, demonstrou uma "redução significativa" da deterioração cognitiva, permitindo quinta-feira a aprovação completa do medicamento depois de uma aprovação preliminar em Janeiro, de acordo com a FDA.

O regulador norte-americano admitiu, no comunicado, que o novo medicamento pode gerar efeitos secundários como dor de cabeça ou inflamação e hemorragias no cérebro, que desaparecem com o tempo, em casos raros, podem ser fatais.

A FDA desaconselha o uso de Leqembi, administrado por via intravenosa, em doentes que tomam medicação anticoagulante, uma vez que aumenta o risco de hemorragias cerebrais.

O medicamento deve ser prescrito a pacientes com degradação ligeira das funções cognitivas e em estádios precoces da doença.

Um outro fármaco desenvolvido pelas mesmas farmacêuticas contra as fases iniciais da doença de Alzheimer, o Aduhelm, já tinha sido autorizado pela FDA.

Contudo, a decisão foi criticada por especialistas face à falta de provas sobre sua eficácia.

Em Abril de 2022, a Biogen retirou o pedido de autorização de introdução no mercado do Aduhelm na Europa.

A doença de Alzheimer, a forma mais comum de demência, caracteriza-se pela degradação global, progressiva e irreversível de diversas funções cognitivas, como memória, atenção, concentração, linguagem e pensamento. ANG/Angop

 

Suíça/Primeira vacina contra a malária vai chegar a 12 países africanos ainda este ano

Bissau, 07 Jul 23 (ANG) – A primeira vacina contra a malária será distribuída pela primeira vez a 12 países africanos nos próximos dois anos, anunciaram recentemente a Organização Mundial de Saúde (OMS), a Aliança Global para Vacinas e a Unicef.

“A vacina contra a malária é um grande avanço para melhorar a saúde infantil e a sobrevivência das crianças, e as famílias e as comunidades, com razão, querem esta vacina para os seus filhos, vamos trabalhar sem descanso para aumentar a entrega até que todas as crianças em risco tenham acesso”, disse Kate O’Brien, directora de Imunização, Vacinas e Produtos Biológicos da OMS.

Desde 2019 que o Gana, Quénia e Malaui aumentaram significativamente a administração da vacina contra a malária através de um programa piloto, que chegou a mais de 1,7 milhões de crianças nestes três países, demonstrando ser segura e eficaz.

Apesar de 28 países terem manifestado interesse em receber esta primeira vacina contra a malária, apenas 12 países vão receber as 18 milhões de doses disponíveis.

Além do Gana, Quénia e Malaui, também o Benim, Burkina Faso, Burundi, Camarões, República Democrática do Congo, Libéria, Níger, Serra Leoa e Uganda vão introduzir a vacina nos seus programas de imunização.

“Esta vacina tem potencial para ser muito impactante na luta contra a malária e, quando amplamente implantada junto com outras intervenções, pode prevenir dezenas de milhares de mortes futuras a cada ano. Enquanto trabalhamos com fabricantes para ajudar a aumentar a oferta”, afirmou Thabani Maphosa, director-geral de Execução dos Programas Nacionais da Aliança Global para Vacinas e Imunização (Gavi).

A escolha dos países teve a ver com a definição das zonas mais necessitadas, onde o risco de doença e morte por malária entre as crianças é maior, segundo a agência Europa Press, que dá conta que as primeiras doses da vacina vão começar a chegar aos países durante o último trimestre deste ano, para começarem a ser administradas no início de 2024.

“A cada minuto, uma criança com menos de 5 anos morre de malária, mas a entrega destas vacinas às crianças, especialmente em África, vai dar-lhes uma hipótese maior de sobrevivência”, disse o vice-director de imunização do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), Ephrem T. Lemango.

A malária é uma das doenças mais mortíferas em África, matando quase meio milhão de crianças com menos de 5 anos todos os anos, e representa aproximadamente 95% dos casos mundiais de malária e 96% das mortes em 2021.

ANG/Inforpress

 

quinta-feira, 6 de julho de 2023


CEDEAO
/Trabalhos da  90ª Sessão de Conselho de Ministros da organização arrancam em Bissau

Bissau,06 Jul 23(ANG) – A 90ª Sessão do Conselho de Ministros da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental(CEDEAO), foi aberta hoje em Bissau pela ministra dos Negócios Estrangeiros, Cooperação Internacional e das Comunidades, Suzi Carla Barbosa.

Na sua alocução no ato, a governante guineense e igualmente Presidente do Conselho de Ministros da CEDEAO, convidou aos seus homólogos para analisarem os memorandos e relatórios que hão-de-ser apresentados e submetidos as suas apreciações, de modo a poderem, todos conjuntamente, avaliar a dinâmica da evolução do processo de execução dos Programas e Projetos comunitários.

“Para o efeito, estou perfeitamente persuadida da grandeza da vontade política e do espírito de convergência e de solidariedade que nos anima e nos guia nos momentos mais difíceis de tomada de decisões estruturantes nos domínios estratégicos da integração dos Estados Membros”, salientou.

Suzi Barbosa frisou que, daí que importa relembrar a importância das suas contribuições, tanto individual como coletiva com o objetivo de alcançar compromissos sólidos, suficientemente negociados e concluídos, a serem submetidos à apreciação e decisão superior dos Chefes de Estado e de Governos, por ocasião da 63ª Conferência, que terá lugar aqui em Bissau no próximo dia 09 .

“A Nonagésima Sessão do Conselho de Ministros, que felizmente realizamos hoje em Bissau, deverá resultar na adopção de decisões consentâneas com as grandes aspirações e expectáveis dos nossos povos e Estados, que os permitem enfrentar e vencer os desafios multidimensionais, de modo a podermos efetivamente assegurar a consecução dos objetivos comuns almejados pelos Estados Membros”, salientou.

Em declarações à imprensa, à margem da 90ª Sessão do Conselho de Ministros da CEDEAO, Suzi Barbosa afirmou que durante os dois dias do evento os participantes irão debruçar-se sobre os temas ligados a integração e sobretudo aos aspectos securitários.

A Presidente do Conselho de Ministros da organização, frisou que existem países da sub-região que estão a passar por momentos de instabilidades, salientando que essa situação serão pontos importantes a serem discutidos.

“Também na nossa longa Agenda vamos discutir muitos pontos ligados a integração e o objetivo é no sentido de torná-la efetiva e que consiga realmente melhorar as condições de vida das nossas populações”, disse a governante.

Suzi Barbosa frisou que, hoje, a país está a albergar pela primeira vez, os 12 países incluindo a Guiné-Bissau que irão participar na 90ª Sessão do Conselho de Ministros da CEDEAO, tendo em conta que há três países suspensos da organização.

“Temos várias decisões que serão tomadas hoje e amanhã, ao nível do Conselho de Ministros para serem depois postas à disposição dos Chefes de Estados e de Governos para tomarem decisões superiores”, disse a chefe da diplomacia guineense. ANG/ÂC//SG