quarta-feira, 23 de agosto de 2023

Etiópia/União Africana suspendeu Níger e com reservas quanto a intervenção militar

Bissau, 23 Ago 23 (ANG) – A União Africana suspendeu o Níger após o golpe de Estado, mas demonstrou-se reservada quanto à possível intervenção militar da CEDEAO. 

Um comunicado da União Africana divulgado na terça-feira, (22) reitera a decisão do Conselho de paz e de segurança da organização panafricana em suspender o Níger até ao restabelecimento da ordem constitucional.

A UA pede à comissão para que se avaliem as consequências económicas, sociais e de segurança da mobilização de tropas da CEDEAO, Comunidade económica dos Estados da África ocidental.

Uma operação sobre a qual a União Africana diz ter tomado nota da intenção da CEDEAO, não obstante alguma reserva da organização continental quanto a essa hipótese.

A CEDEAO que tinha rejeitado o plano de transição de 3 anos da junta nigerina. Esta anunciou nesta terça, 22, noutro plano, que 12 soldados tinham falecido no domingo numa emboscada com jihadistas presumíveis no sudoeste do país. ANG/RFI



                               Comércio/Governo baixa preços de arroz

Bissau, 23 ago 23(ANG) - O governo anunciou a revisão em baixa dos preços de arroz, principal produto da dieta alimentar guineense, após primeira reunião do Conselho de Ministros, realizada terça-feira, em Bissau.

O anúncio de novos preços de arroz foi feito pelo Primeiro-ministro, Geraldo Martins, em declarações à imprensa, à saída da reunião.

Com efeito a partir desta quarta-feira, o preço  do arroz tipo “nhelén” cem  por cento partido, de   22.500 francos passa a ser vendido  17.500 francos CFA por saco de 50 kg,  e nhelén 5 por cento partido de 25.000  deve agora ser vendido a  22.500 francos CFA por saco de 50 kg.

O chefe do executivo disse  que   a decisão responde aos “gritos de socorro da população  e “à difícil situação socioeconómica que o país atravessa”, caracterizada pelo elevado custo dos produtos da primeira necessidade e a perda do poder de compra ,derivada do fracasso da campanha de comercialização da castanha de caju/ 2023.

Geraldo Martins informou  que foram instruídos os ministros do Interior e do Comércio para adotarem as medidas para a remoção de todas as barreiras não tarifárias no escoamento da castanha de cajú, do interior do país para Bissau, com o objetivo de exportar,  rapidamente, toda a castanha que ainda se encontra  no país e assim  completar o ciclo da castanha.

O chefe do governo revelou que foi criada uma comissão interministerial composta pela ministra do Interior, do Comércio, da Economia e Finanças que fará um acompanhamento da implementação de um conjunto de medidas que foram estudadas e discutidas, como também haverá outras medidas complementares que vão ser tomadas.

“Esta medida não foi  tomada sem um diagnóstico e um estudo aprofundado da situação do país. Foi tomada com base num trabalho muito intenso, desde a criação da comissão de transição para a governação, após o anúncio dos resultados eleitorais. Desde então fizemos um trabalho árduo de diagnóstico da situação, contactos, reuniões com vários atores que intervêm na questão do arroz e em decorrência deste trabalho, hoje, estamos em condições de anunciar a descida do preço do arroz”, afirmou o chefe do Governo.

Martins anunciou que  outras médias  serão  tornadas públicas em  breve, sobre os preços de outros géneros da primeira necessidade, nomeadamente óleo, açúcar e farinha.

“A  medida que novas decisões vão sendo tomadas, a população será comunicada” , disse,  e lembrou que antes de anunciar as medidas sobre o arroz foram rubricados  acordos com os operadores económicos nesse setor, representantes da Associação dos retalhistas e dos consumidores.

Na agenda da primeira reunião do Conselho de Ministros, à que a ANG teve acesso, foram definidas orientações para promover o desenvolvimento socioeconómico e cultural do país.

O Chefe do Governo enfatizou a importância da unidade interna para atender às demandas das populações e implementar medidas assertivas.

Neste encontro, o Conselho de Ministros indigitou  o Secretário de Estado da Comunicação Social, Francisco Muniro Conté, Porta-Voz do Governo.

Ao  ministro da Presidência do Conselho de Ministros e ao Secretário de Estado da Gestão do Património Público o coletivo ministerial deu a missão  de avaliar as viaturas do Património Público, identificar novas necessidades e elaborar um relatório para alocação adequada.


Dada a difícil situação económica do país, aprovou-se também medidas relacionadas com a queda na produção da castanha de caju.
ANG/ÂC//SG

 

 

Comunicação social/Rádio Capital FM  retoma emissão 18 meses após ataque armado

Bissau,23 Ago 23(ANG) - A rádio privada Capital FM retomou as suas emissões em frequência modulada, 18 meses após ter sido vandalizada num ataque de homens armados, disse terça-feira à Lusa Yancuba Danso, um dos editores da estação.

"Retomamos apenas com música e algum serviço noticioso", disse Danso, explicando que, para já, a Capital FM apenas tem no ar três serviços noticiosos ao dia.

A rádio deverá retomar totalmente as emissões no final do mês, disse à Lusa Sabino Santos, da direção da estação.

Desde que foi vandalizada, em fevereiro de 2022, e mais tarde intimada pelo Governo a cessar as emissões, por alegadamente não ter renovado a licença de funcionamento, a Capital FM emitia apenas na internet.

Desde segunda-feira, dia 21, já é possível sintonizar a rádio, criada pelo jornalista e correspondente da Voz de América na Guiné-Bissau Lassana Cassamá, em frequência modulada, notou Yancuba Danso.

A Capital FM é uma rádio bastante popular no país pela forma aberta como escrutina a atuação das autoridades públicas e líderes políticos e ainda por permitir a intervenção dos ouvintes nas suas emissões.

A rádio, que funcionava no Bairro Militar, subúrbios de Bissau, foi atacada no dia 26 de julho de 2020, por "homens armados e com fardamento militar", segundo o diretor da estação, e novamente vandalizada, por um novo ataque armado, no dia 07 de fevereiro de 2022.

De acordo com Lassana Cassamá, desta vez, os equipamentos da rádio foram "totalmente destruídos" e, pelo menos, cinco colaboradores da estação ficaram feridos.

O segundo ataque à Capital FM aconteceu uma semana depois de uma tentativa de golpe de Estado em que homens armados atacaram o palácio do Governo onde decorria uma reunião do Conselho de Ministros, sob a orientação do Presidente guineense, Umaro Sissoco Embaló.

A rádio teve de se mudar para o bairro de Belém, também nos arredores de Bissau, um facto que o Governo considerou de ilegalidade por não ter sido previamente comunicado ao Ministério da Comunicação Social.

A Capital FM ainda ensaiou a retoma das emissões em FM em setembro e outubro de 2022, mas rapidamente recebeu ordens do Governo para que encerrasse enquanto não pagasse o correspondente a cerca de 15 mil euros para a renovação da licença de funcionamento.

A ordem fazia parte de uma diretiva na qual o Governo decretou o encerramento de 79 rádios privadas, entre comerciais e comunitárias, e que não chegou a ser cumprida por nenhuma estação.

Algumas rádios dialogaram com o Governo e retomaram as emissões.

A Capital FM disse ter tentado, por várias vezes, encontrar um entendimento, mas que o executivo nunca aceitou, obrigando a que esteja encerrada durante 18 meses, até que no passado dia 15 de agosto, o novo secretário de Estado da Comunicação Social, Muniro Conté, autorizou a retoma total da rádio. ANG/Lusa

 

terça-feira, 22 de agosto de 2023

               Justiça/ Empossados novos Procuradores-gerais Adjuntos

Bissau, 22 Ago 23 (ANG) – O Procurador Geral da República conferiu posse esta, terça-feira, à dois dos cinco Magistrados recentemente promovidos à Procuradores-gerais Adjuntos.

Na cerimónia de tomada de posse, Bacar Biai disse esperar dos empossados a dedicação, o esforço e a competência, justificando que só assim corresponderão as legítimas expetativas que a sociedade e o povo em nome de quem a justiça é feita exige “de nós”.

Biai afirmou que os novos Procuradores-gerais Adjuntos tomam posse num momento crucial da afirmação do Ministério Público e da sua autonomia, que segundo diz, está em calha a suposta restauração do poder judicial, ou seja, um imperativo categórico da agenda política atual.

“Também estou seguro de que enquanto homens de grandes virtudes e dotados de espírito vigoroso, irão reforçar, intelectualmente, a nobre categoria dos agentes do Ministério Público para que foram promovidos”, acrescentou Bacar Biai.

Chamou a atenção aos empossados de que não é prudente reagir e conter os ímpetos desordenados de certas mentes, nem entrar na luta com figurinos espúrios e muito menos valorizar injúrias ou ultrajes que a sensatez não tolera.

Em nome dos empossados, Juscelino Pereira disse que estão conscientes da responsabilidade que assumiram e que esperam corresponder as expetativas que o povo tem em relação à justiça.

Pereira prometeu que vão continuar com este caráter e virtuosidade para que a justiça seja vista como pilar da democracia e do Estado de Direito Democrático.

“Vamos dar o que sabemos ao longo destes anos, o que aprendemos com os outros e ainda vamos continuar a aprender com antigos Procuradores-gerais Adjuntos”, sublinhou.

Questionado se vão tentar revolucionar o setor da justiça guineense, Pereira disse que não se trata da revolução, mas sim da inovação, acrescentando que vão injetar novas dinâmicas nesta categoria.

“O povo é um ser inconformado. Em todas as partes do mundo, o povo reclama a justiça, nós não vamos revolucionar nada porque aqui não se trata da revolução mas sim da inovação, porque o mundo, em cada segundo, evolui e a ciência também evoluiu. Vamos injetar novas dinâmicas nesta categoria, aprendendo, obviamente, com os que já lá estão, há muito tempo”, avançou Julcelino Pereira.

Os promovidos ao cargo de novos Procuradores-gerais Adjuntos, são João Biaguê, Juscelino Pereira, Júlio António Cá Hermenegildo Pereira e Alfredo Carempul, e no ato só estavam presentes apenas Julcelino Pereira e Júlio António Cá.

Presentes na cerimónia estiveram o Presidente do Supremo Tribunal da Justiça, José Pedro Sambú, Representante do Presidente do Tribunal de Contas, Carmelita José Djô e o Procurador-geral Adjunto, Julião Vieira Insumbo. ANG/DMG/ÂC//SG

Segurança Pública/Ministra do Interior promete acionar mecanismos contra “atos isolados” de espancamentos de cidadãos

Bissau, 22 Ago 23(ANG) - A nova ministra do Interior, Maria Adiato Djaló Nandigna, promete acionar mecanismo, com vista a pôr cobro aos “atos isolados de espancamentos e raptos” que nos últimos anos ganharam contornos preocupantes no país.

Segundo a Radio Sol Mansi, a promessa da governante foi feita  segunda-feira, no final da visita efetuada à alguns departamentos das forças de segurança e ordem pública da capital.

“Penso que vamos ter um mecanismo para pôr cobro a esta situação [atos isolados], não vamos adiantar com nada ainda”, disse Adiato Djaló Nandigna.

A governante sublinhou  que, para a aplicação do programa governativo  é preciso primeiro conhecer os recursos humanos disponíveis, saber com que meios estão a funcionar e qual é o estatuto e regulamento disciplinar disponível. “Do resto é só pôr na prática o que está no papel”, disse.

Em relação à situação das instalações dos diferentes departamentos visitados na manhã de segunda-feira, a nova titular da pasta do Interior e da Ordem Pública diz  que é urgente realizar “algumas intervenções”, com vista a ultrapassar a situação “um pouco desumano” que alguns apresentam.

 “Visitamos os agentes e vimos as suas instalações e penso que é urgente realmente fazer algumas intervenções para colmatar algumas  situações”, disse a governanta.

Sobre o número dos auxiliares que praticamente dominam os departamentos das forças da ordem mas  que  não recebem os seus salários, Nandigna assegurou que o Estado vai dar orientações com vista a encontrar a forma de solucionar a situação.

A visita tem como propósito, segundo a ministra que se fez acompanhar do Secretário de Estado da Ordem Pública, Marciano Indi, constatar de perto o funcionamento dos diferentes departamentos ligados ao Ministério do Interior, e dar algumas orientações como regra base para o funcionamento do pelouro.

Responsáveis pela Segurança e Ordem Pública têm classificado  de “casos isolados”, vários atos de espancamento de cidadãos, perpetuados por indivíduos fardados ,  encapuzados e não identificados, ocorridos no país.ANG/ÂC//SG

 

Cooperação/Ministro dos Negócios Estrangeiros aborda assuntos de cooperação com Embaixadores de África do Sul , China e Cuba

Bissau, 22 Ago 23 (ANG) - O ministro dos Negócios Estrangeiros, Cooperação Internacional e das Comunidades, Carlos Pinto Pereira recebeu segunda-feira em audiências separadas, os Embaixadores de Cuba, Africa do Sul e China com os quais abordou  diferentes assuntos relacionados à  cooperação bilateral.

Carlos Pinto Pereira e o embaixador chinês Guo Ce
A informação foi divulgada na pâgina deste ministério na Facebook,segundo a qual se trata do primeiro encontro do novo ministro dos Negócios Estrangeiros, Cooperação Internacional e das Comunidades com  os três embaixadores no país.

Com o Embaixador da África do Sul, a audiência consistiu em acertar os últimos detalhes concernentes a participação do ministro do Negócios Estrangeiros em representação do Presidente da República, na 15ª Cimeira dos BRICS, a decorrer de 22 a 24 de Agosto, na África do Sul.

Carlos Pinto Pereira e o Embaixador da China, Guo Ce  estiveram em debate  questões relacionadas às áreas de cooperação já existentes, e estabelecimento de novas estratégias de cooperação bilateral.

A mesma Pâgina  indica que com  o diplomata cubano, o Chefe da diplomacia guineense abordou aspectos relacionados com o reforço das relações bilaterais entre os dois países, e  assuntos relacionados com os preparativos para a comemoração dos 50 anos de estabelecimento das relações bilaterais entre a Guiné-Bissau e Cuba, a celebrar no próximo dia 01 de Outubro.

O Embaixador de Cuba informou ao ministro Pinto Pereira da intenção de organizar, em colaboração com o Ministério dos Negócios Estrangeiros, atividades relativas a essa data, e ainda falaram dos preparativos para a realização da Cimeira G77.

ANG/AALS/ÂC//SG

 

Obituário/Restos mortais do Jornalista da TGB João Umpa Mendes vão ser  sepultados hoje a tarde em Canchungo

Bissau,22 ago 23 (ANG) – Os restos mortais do jornalista da Televisão da Guiné-Bissau(TGB), João Umpa Mendes vão ser  sepultados hoje a tarde, em Canchungo, região de Cacheu, norte da Guiné-Bissau.

Centenas de pessoas, entre colegas da profissão de diferentes órgãos públicos e privados, individualidades de outras áreas, incluindo políticos, destacando-se a presença do primeiro Vice-presidente da Assembleia Nacional Popular(ANP), Fernando Dias,  do Secretário de Estado de Comunicação Social, Francisco Muniro Conté, da Secretária de Estado do Ensino Superior e Investigação Cientifica, Hortência Francisco Cá, renderam homenagem, segunda-feira, no pátio da TGB,  ao João Umpa Mendes, que morreu domingo de manhã, de forma repentina, no Hospital Nacional Simão Mendes,em Bissau.

Muniro Conté ressaltou as virtudes de João Umpa Mendes e disse que a comunicação Social ficou mais pobre com o seu desaparecimento físico.

“Falar de João é falar de homem com dedicação, humilde, competente, simples e íntegro”, enalteceu Muniro Conté, pedindo aos jovens jornalistas a seguirem os  passos Umpa,

O Bastonário da Ordem dos Jornalistas António Nhaga, visilmente triste,  qualificou o jornalista de uma “referência do jornalismo guineense”.

 “Eu espero que esta nova geração  siga  os passos de João Umpa Mendes, porque, de facto, era a imagem da transparência e da dignidade da imprensa na Guiné-Bissau”, afirmou.

A cerimónia ficou marcada, para além dos  discursos de diferentes organizações sindicais da classe jornalista, por uma passeata, por todo o recinto externo da sede  da TGB, da carinha mortuária contendo o caixão  com restos mortais do malogrado, entre gritos de choros e aplausos de colegas de profissão e demais presentes. ANG/LPG/ÂC//SG



Tempo/Meteorologia prevê ocorrência de chuva intermitentes fraca à moderada acompanhada de trovoadas

Bissau, 22 Ago 23 (ANG) – O Instituto Nacional de Meteorológia prevê ocorrência de chuva intermitentes fraca à moderada acompanhada de trovoadas, vento variável moderado com a velocidade de até 20 km/h no continente com rajadas que podem atingir até 35 Km/h e  no mar até 25 km/h.

A informação consta no boletim meteorológico de previsão de tempo número 232/2023 elaborado dia 21 de Agosto e valido até 18 horas desta terça-feira(22),  `que a ANG teve acesso hoje.

O boletim indica ainda que a visibilidade será boa, mas reduzida no momento da chuva.

Segundo o boletim, as temperaturas máximas nas zonas centro, Norte e Leste vão variar de 31º C (em Bissau e Cacheu) à 33º C (em Bissorã, Farim e Bafatá), e as minímas vão variar de 23º C (em Bissau, Farim, Bafatá, Gabu, Pirada Buruntuma e Madina de  Boé) à 24º C  (em Bissau e Cacheu).

Nas zonas Sul e Ilhas, as temperaturas máximas vão variar de 29º C (em Bubaque) à 32º C (em Buba) e as minímas vão variar de 23º C em (Buba e Cacine) à 25º C (em Bubaque).

No periodo de manhã as temperaturas máximas em Bissau e Bolama vão ser de 24º C e em Bafatá 23 º C e as  mínimas em Bissau e Bolama vão ser de 31 º C e em Bafatá 33 º C.

O estado do mar para esse período será um pouco agitado com ondulação do Noroeste (Nw) até 1,5 metro e meio de altura
. ANG/MI/ÂC//SG       

Moçambique/Violência entre apoiantes do MDM e da Frelimo na Beira resulta em três feridos

Bissau, 22 Ago23 (ANG) - Atos de pancadaria marcaram as festas de celebração de 116 anos de elevação da Beira a categoria de cidade. O ato que envolver simpatizantes da Frelimo e do MDM na oposição, ocorreu ontem e resultou no ferimento de três pessoas.

Um dos feridos foi um agente da polícia municipal que foi alvo de espancamento quando tentava amainar os ânimos entre os simpatizantes da Frelimo, partido no poder, e o MDM na oposição.

A violência já mereceu todas as condenações, designadamente por parte do primeiro secretário da Frelimo, Luís Nhanzozo. "Beira é para toda a gente. Então se aparecer essa forma de ser e estar, que de facto a Beira é para pertencer a um grupo de pessoas, está errado", considerou o responsável político.

José Manuel, quadro sénior do MDM, também lamentou o sucedido. "Condenamos veementemente o comportamento que houve de vandalização, de luta e pancadaria entre os membros. Como sabe, nunca aconteceu, o MDM não tem essa cultura", declarou o militante do MDM.

Já Geraldo de Carvalho, da Renamo, considerou necessário prevenir futuras situações."As figuras competentes devem, a partir de agora, começar a fazer um estudo profundo desse cenário, porque avizinha-se os momentos eleitorais e os momentos eleitorais são de muito nervosismo e, a ser assim, tudo indica que as eleições vão ser uma guerra", avisou este representante da oposição.

Atos de violência que envolveram simpatizantes da Frelimo e do MDM marcaram pela negativa a celebração na praça do município na cidade da Beira, a festa dos 116 anos da urbe. Não foram apontados motivos concretos para as agressões entre os apoiantes do partido no poder no país e os do MDM que lidera o município da Beira.

Recorde-se que estes incidentes deram-se numa altura em que o país já se encontra em período de pré-campanha para as sextas eleições autárquicas, previstas para 11 de Outubro. Mais de 11.500 candidatos indigitados por 10 partidos políticos, 3 coligações e 8 grupos de cidadãos concorrem para 65 autarquias, incluindo em 12 novas autarquias, que se somam às 53 já existentes.ANG/RFI

EUA/Ex-Presidente  Donald Trump diz que se entrega às autoridades quinta-feira

Bissau, 22 Ago 23(ANG) – O ex-Presidente dos Estados Unidos Donald Trump (2017-2021) afirmou que se vai entregar na quinta-feira às autoridades do estado da Georgia, onde é acusado de reverter os resultados das eleições de 2020.

Trump escreveu na sua rede social, Truth Social, que a sua “viagem” na quinta-f
eira à cidade de Atlanta não será por ter cometido qualquer homicídio, mas por ter “feito uma chamada perfeita”.

O ex-Presidente referia-se a um dos principais trunfos da acusação: a gravação em que Trump pede ao secretário de Estado da Georgia, Brad Raffensperger, para “encontrar” votos suficientes para vencer no estado.

Na publicação, Trump voltou a acusar a procuradora responsável pelo caso, Fani Willis, de estar a liderar uma caça às bruxas.

Hoje ficou a saber-se também que a fiança de Donald Trump foi fixada em 200.000 dólares no processo que decorre na Georgia.

O acordo de fiança, apresentado num documento assinado pela procuradora distrital do condado de Fulton, Fani Willis, e pelos advogados de defesa de Trump, proíbe Trump de intimidar outros réus, testemunhas ou vítimas envolvidas no caso, inclusive nas redes sociais.

A ordem refere que Trump não pode fazer qualquer “ameaça direta ou indireta de qualquer natureza” contra testemunhas ou outros réus. E inclui explicitamente “publicações nas redes sociais ou republicações de publicações feitas por um outro indivíduo nas redes sociais”.

O magnata republicano também está proibido de comunicar de qualquer forma sobre o caso com qualquer co-réu ou testemunha, exceto através de advogados.

Willis estabeleceu o prazo até ao meio-dia de sexta-feira (17:00 em Lisboa), para que Trump e os restantes 18 arguidos se entreguem na prisão do condado de Fulton para serem notificados.

A procuradora distrital propôs que a leitura das acusações aos arguidos decorra na semana de 05 de setembro e que o caso vá a julgamento em março.

Trump é acusado de tentar provocar uma fraude nos resultados das eleições presidenciais de 2020 no Estado da Geórgia, na sequência de investigações, lideradas pela procuradora Fani Willis, que decorreram durante mais de dois anos.

O ex-presidente enfrenta 13 acusações, entre as quais a violação de uma lei de anticorrupção, que, a ser confirmada, implica uma pena de prisão.

Entre os acusados estão também o seu antigo advogado pessoal, Rudy Giuliani, bem como o seu ex-chefe de gabinete, Mark Meadows.

Trump já tinha recebido quatro acusações por tentar reverter o resultado das eleições presidenciais de 2020, sendo que, neste processo, o procurador especial Jack Smith propôs o início do julgamento para janeiro de 2024, poucos dias antes do início das primárias republicanas.

Em Nova Iorque, Donald Trump soma 34 acusações de falsificar documentos comerciais num caso que envolveu a atriz pornográfica Stormy Daniels, com quem o ex-Presidente teve um caso em 2006, sendo que é esperado em tribunal em 25 de março.

Já na Florida, o republicano contabiliza 40 acusações por roubo e retenção de documentos confidenciais e deve comparecer em tribunal em 20 de maio, a alguns meses das presidenciais de 2024. ANG/Inforpress/Lusa

 

Japão/ Governo anuncia descargas da central de Fukushima a partir de quinta-feira

Bissau, 22 Ago 23 (ANG) - O Governo japonês anunciou hoje que as águas residuais
radioativas tratadas e diluídas da central nuclear de Fukushima Daiichi serão lançadas no oceano a partir de quinta-feira, noticiou a Agência France Presse (AFP).

O primeiro-ministro, Fumio Kishida, deu o aval final numa reunião dos ministros envolvidos no plano e deu instruções ao operador da central, a Tokyo Electric Power Company Holdings (TEPCO), para estar pronto para iniciar as descargas na quinta-feira, se o tempo o permitir.

A libertação de água começou há quase 12 anos e meio após a fusão nuclear de Março de 2011, causada por um forte terramoto e tsunami.

A central de Fukushima Daiichi deverá, no início de 2024, ficar sem espaço para armazenar cerca de 1,33 milhões de toneladas de água, proveniente de chuva, água subterrânea ou injeções necessárias para arrefecer os núcleos dos reatores nucleares.

Tanto o governo japonês como a TEPCO alertaram que a água deve ser removida para evitar fugas acidentais dos tanques.

Apesar de ter sido aprovado pela Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), o plano levantou preocupações nos países vizinhos, provocando protestos de rua na Coreia do Sul e levando a China a proibir a importação de alguns alimentos de dez províncias do Japão.

No final de Junho, o comissariado do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês em Macau criticou o plano japonês, classificando-o de irresponsável e de violar o direito internacional.

O Governo da Coreia do Sul tem realizado vários testes para demonstrar às pessoas que não há risco de contaminação ambiental ou de alimentos devido às descargas de Fukushima. ANG/Angop

 

       África do Sul/Grupo BRICS decide nova ordem mundial multipolar

Bissau, 22 Ago 23 (ANG) - O grupo de países BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) vai decidir esta semana na África do Sul a expansão do grupo para uma nova ordem multipolar mundial, anunciou a agência Reuters.

“O contexto geopolítico atual impulsionou um interesse renovado nos BRICS à medida que os países do Sul Global procuram alternativas num mundo multipolar", considerou recentemente a chefe da diplomacia sul-africana, Naledi Pandor, vincando que os BRICS não são "anti-Ocidente".

O grupo, que se reuniu pela primeira vez em Junho de 2009, em Yekateringburg, na Rússia, passando a incluir a África do Sul no ano seguinte, no Brasil, no mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, ganhou renovada importância após o isolamento russo pelos países ocidentais na sequência da invasão da Ucrânia, em Fevereiro do ano passado.

O bloco que acordou os critérios de admissão de novos membros na 14ª Cimeira realizada no ano passado na China, defende agora um Mundo mais "igualitário", "equilibrado" e regido por um "sistema inclusivo" de governança global, e ter "voz" nas instituições internacionais até agora dominadas pelos Estados Unidos e a Europa.

"Procuramos mudar as regras para serem mais justas, em última instância, queremos promover um sistema aberto de relações económicas e políticas", frisou, por seu lado, o chefe de Estado sul-africano, Cyril Ramaphosa.

Ramaphosa, que sentiu a necessidade de explicar ao país a "política externa da África do Sul e os BRICS", às 20h00, hora local, de domingo, revelou que Pretória tem resistido à "pressão" (internacional) para "alinharmos com qualquer uma das potências globais ou com blocos influentes de nações".

Anunciando ainda que o apoio da África do Sul à expansão dos BRICS, mas sublinhando que a entrada do país em 2010 permitiu que o país tivesse um relacionamento "estratégico" com a China.

No primeiro trimestre deste ano, a África do Sul exportou 450 mil milhões de rands (21,6 mil milhões de euros) em mercadorias nos sectores da mineração, manufatura e agricultura, sendo as maiores exportações para a China, seguida dos Estados Unidos, Alemanha, Japão e depois a Índia", anunciou o presidente sul-africano.

Todavia, o líder chinês Xi Jinping, apaziguou os "receios" do líder sul-africano num artigo de opinião publicado hoje na imprensa sul-africana.

"Não devemos temer nenhuma hegemonia e trabalhar uns com os outros como verdadeiros parceiros para impulsionar as nossas relações em meio ao cenário internacional em mudança", frisou.

Xi Jinping considerou ser necessário perspectivar os próximos 25 anos da cooperação com Pretória, sublinhando que "A África do Sul foi o primeiro país africano a assinar o documento de cooperação “Belt and Road” com a República Popular da China.

É o maior parceiro comercial da China em África há 13 anos consecutivos, além de ser um dos países africanos com maior volume de investimento chinês, sublinhou Xi.

"Como diz um antigo poema chinês: "Com a maré alta e o vento de popa, é hora de navegar tranquilamente", salientou o líder chinês.

Beijing tem alargado também a sua influência regional através da nova instituição bancária criada pelos BRICS, e sediada em Shanghai,

O Novo Banco de Desenvolvimento que financia projetos de infraestrutura no Brasil, anunciou a abertura de um escritório regional na Índia, salientando que vai disponibilizar 30 mil milhões de dólares (27,3 mil milhões de euros) aos membros do grupo de 2022 até 2026, segundo a imprensa chinesa.

A China que se tornou a segunda maior economia do mundo em 2010, e a Rússia, antigo aliado do ex-movimento de libertação de Nelson Mandela, o Congresso Nacional Africano (ANC, no poder), procuram expandir a sua influência económica nos países em desenvolvimento face às políticas dos EUA e da União Europeia (UE).

Nesse sentido, a África do Sul e o Brasil manifestaram o seu apoio à adesão de novos países, nomeadamente Argentina, Irão, Arábia Saudita, Bolívia, Cuba, Honduras, Venezuela, Argélia e Indonésia.

Todavia, a Índia que é também uma das 10 maiores economias mundiais expressou "algumas reservas" à entrada de novos membros nos BRICS, assinalando que Nova Délhi tem "uma mente positiva e aberta quando se trata da expansão dos BRICS".

A Índia, um país que compartilha com os Estados Unidos a sua profunda ansiedade relativamente à ascensão mundial da China, reforçou substancialmente as relações de cooperação com a Administração Joe Biden durante a visita de Estado que o primeiro-ministro Narendra Modi, efetuou a Washington, em Junho.

Além de mega acordos de cooperação nas áreas da Defesa, mineração, exploração espacial, tecnologia, telecomunicações, educação, clima e saúde, foi anunciado um investimento indiano na ordem de 1,5 mil milhões de dólares (1,3 mil milhões de euros) no sector da energia solar nos Estados Unidos.

A cimeira dos BRICS também deverá debater a "desdolarização" entre os seus países membros optando pelas respectivas moedas nacionais, a exemplo da política em curso que a Índia pretende potencializar com a rupia indiana, ou possivelmente através de uma "moeda única" como defende Luiz Inácio Lula da Silva.

Brasil, China, Índia e África do Sul vão ser representados pelos respectivos chefes de Estado na cimeira dos BRICS, que decorre entre 22 e 24 de Agosto.

A Rússia que também integra o bloco, vai estar representada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Serguey Lavrov.

O Presidente Vladimir Putin decidiu não comparecer à cimeira devido ao mandado de prisão emitido pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) por alegados crimes de guerra na Ucrânia, segundo as autoridades sul-africanas.

Além disso, a África do Sul convidou mais de 60 líderes do Sul Global para o evento, incluindo os presidentes de Cuba, Miguel Díaz-Canel, e da Bolívia, Luis Arce.

Estão também convidados vinte dignitários de organizações internacionais, como o Secretário-Geral da ONU, António Guterres, e o Presidente da Comissão da União Africana, Moussa Faki Mahamat.

O bloco representa mais de 42% da população mundial e 30% do território do planeta, além de 23% do produto interno bruto (PIB) e 18% do comércio global. ANG/Angop

 

Tailândia/Ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra deve cumprir oito anos de prisão

Bissau,22 Ago 23 (ANG) - O Supremo Tribunal da Tailândia ordenou a detenção do ex-primeiro-ministro, Thaksin Shinawatra, indicou que deve cumprir oito anos de prisão, no dia em que o antigo governante regressou ao país após 15 anos de exílio.


No entanto, o regresso iminente ao poder do partido associado à sua família, o Pheu Thai, poderá dar-lhe a esperança de um perdão ou de garantir uma redução da pena.

O bilionário de 74 anos que esteve no poder entre 2001 e 2006 antes de ser derrubado por um golpe de Estado, deverá passar oito anos atrás das grades por três casos julgados na sua ausência, relacionados com a sua gestão do país e da sua antiga empresa Shin Corp, decidiu o mais alto tribunal do reino.

Acusado de corrupção, o magnata das telecomunicações foi levado sob escolta policial para o Supremo Tribunal pouco depois de ter chegado ao aeroporto Don Mueang de Banguecoque, no seu jacto privado, proveniente de Singapura.

O regresso do veterano político considerado o cérebro do Pheu Thai que dominou a política tailandesa nos últimos anos e ficou em segundo lugar nas eleições de Maio coincide com a sessão parlamentar de hoje, na qual se espera que o candidato deste partido, Srettha Thaivisin, seja eleito primeiro-ministro.

Desde a revolta que derrubou Thaksin, a Tailândia tem vivido em profunda instabilidade política que tem mantido o país num ciclo entre protestos anti-governamentais, períodos ditatoriais liderados por militares e vazios democráticos.

Numa tentativa de conquistar o poder, o Phue Thai anunciou uma aliança com duas formações ligadas aos militares que realizaram o golpe de Estado em 2014 contra o Governo de Yingluck Shinawatra, irmã de Thaksin, que também venceu as eleições de 2011 à frente do Phue Thai e que se exilou. ANG/Angop

Saúde Pública /Novo ministro pede tempo para diagnosticar  problemas existentes na área para poder dar resposta necessária

Bissau 21 Ago 23 (ANG) – O novo ministro da Saúde Pública  pediu hoje  tempo à população guineense para poder dar resposta necessária aos problemas que afetam o setor.

Domingos Malú fez este pedido  depois de  visitar o Hospital Nacional Simão Mendes.

Disse  que está em curso  um diagnóstico mais profundo para dar resposta aos guineeses, para poderem sentir que, de fato,  há pessoas interessadas a ajudar o povo a ter melhores cuidados de saúde, sobretudo, no  maior centro hospitalar do país.

Malú disse que esssas visitas de constatações vão ser feitas ao nível nacional, e que se  iniciou no Simão Mendes por ser o maior hospital.

Garante que vai visitar   hospitais regionais e centros de saúde tipo B e C que dão cuidados ambulatórios,  em todo o país.

Falando sobre o pessoal de saúde retido so sistema de pagamento Domingos Malú disse que sendo o sistema da saúde uma das prioridades deste Governo e que o elemento essencial nesse sistema são as pessoas, a prioridade passa pela recuperação de quem realmente estava a prestar os serviços alinhados no sistema.

“Que volte ao seu serviço para depois se ver  como renegociar a questão do seu pagamento”, disse o governante.

Domingos Malú garantiu que logo  na primeira reunião do Conselho de Ministros esse assunto será sua primeira prioridade perante os demais membros de Governo, uma vez que a falta desses técnicos esta a criar dificuldades.

“Hoje vimos que os indicadores estão a caír em todas as direções e a causa maior, sem fazer qualquer tipo der estudo, é a falta de pessoal nos centros de saúde”,vincou Malú. ANG/MSC//SG


segunda-feira, 21 de agosto de 2023


UNTG
/Júlio Mendonça pede ao governo racionalização das despesas públicas para resolver problemas sociais

Bissau, 21 Ago 23 (ANG) – A Direção da União Nacional dos Trabalhadores da Guiné Bissau (UNTG)liderada por Júlio Mendonça pediu hoje ao atual governo a racionalização  das despesas públicas para se resolver os problemas sociais que o país enfrenta.

O pedido de Mendonça foi feito em declarações à ANG sobre as orientações dadas  aos sindicatos filiados na maior Central Sindical, na sequência da reunião do Secretáriado Nacional da UNTG, realizada no passado dia 17 do corrente mês.

O Secretariado Nacional da UNTG deu à  todos os sindicatos filiados  uma semana para entregarem, na secretaria-geral da referida organização, uma lista das suas respetivas dificuldades, em termos  funcionais, e problemas que os seus associados enfrentam, nos diferentes setores da administração pública, para efeitos de produção de um Memorando que será remetido ao novo Governo.

Mendonça disse serem  orientações  dadas aos sinidicatos no sentido de atualizam as suas preocupações relacionados com funcionamento e as difiduldades com que se deparam.

“Priorizamos o diálogo com qualquer governo e quando existe  diálogo sério e franco, obviamente  não haverá problemas.Nós somos guineenses e queremos viver na paz e na tranquilidade, mas é preciso que os problemas sejam resolvidos”, disse Mendonça.

Disse esperar  deste Executivo, a racionalização das despesas públicas, através de cortes nos “gastos desnecessários”, principalmente no capítulo de subsídios dos representantes dos órgãos da soberanea, não obstante saber que, financeiramente, o país está mal.

Para Júlio Mendonça, não faz sentido  um grupo de pessoas, representantes dos órgãos da soberania, com livre despesa e tudo mais, continue a ganhar “subsídios milionários e o povo continuar a morrer de forme, e a deparar-se com falta de assistência nos hospitais e falta de condições nos estabelecimentos de ensino público”.

Para além disso, disse esperar ainda que o atual governo seja sensível aos problemas sociais que existem, abdicando-se desses subsídios para reajustar o salário na Função Pública, tendo em conta o atual custo de vida.

Mendonça pede a intervenção no mercado nacional de forma  regulamentar os preços, para se “devolver ao povo a capacidade de compra que perdeu devido os aumentos dos preços dos produtos, sem precedente, no país”.

Para o efeito, Mendonça afirmou que é preciso um diálogo sério, para a definição de um salario mínimo nacional, de acordo com uma das orientações saidas da recente Conferência Internacional da Organizaçãio Internacional de Trabalho(OIT).

Instado a confirmar  se a UNTG continua a defender a fixação do salário mínimo em 100 mil fcfa, Júlio Mendonça disse que sim, frisando que, se houver a racionalização das receitas públicas e controlo rigoroso do pessoal na administração pública, a proposta de 100 mil fcfa para  salário mínimo é execuível.

Mas antes, segundo Júlio Mendonça, vai ser  preciso a harmonização do banco de dados para que o Ministério da Economia e  Finanças possa pagar só a folha de salário processada pelo  Ministério da Função Pública.

“Sabemos que existe  corrupção enorme na folha de salário. Os ministros das Finanças e da Função Pública devem trabalhar juntos para analisar a situação para  proceder o aumento do salário na Administração Pública, porque o atual não é suficiente, tendo em conta ao custo de vida”, defendeu Júlio Mendonça em declaralções a ANG.

Reconheceu que nem tudo pode ser feito de uma só vez, mas, diz que há medidas fundamentais que devem ser tomadas .

Júlio Mendonça aproveitou a ocasião para falar da situação da sede nacional da UNTG apesar de estar em curso um processo no Tribunal contra  o Ministério do Interior,, por supostamente, ter assaltado as instalações dessa organização sindical, que entregou a direção da UNTG liderada por Laureano da Costa.

Disse que  o Ministério do Interior invadiu a  Sede da UNTG sem nenhuma decisão judicial, por isso espera que o atual governo  assuma a sua responsabilidade, devolvendo a sede à Direção que lídera. ANG/LPG/ÂC//SG