sexta-feira, 12 de abril de 2024

Economia/Preços das moedas para sexta-feira, 12 de abril de 2024

MOEDA

COMPRAR

OFERTA

Euro

655.957

655.957

dólares americanos

610.750

617.750

Yen japonês

3.975

4.035

Libra esterlina

765.000

772.000

Franco suíço

670.000

676.000

Dólar canadense

444.250

451.250

Yuan chinês

84.000

85.750

Dirham dos Emirados Árabes Unidos

165.750

168.750

 Fonte: BCEAO

   África do Sul/Ex-Presidente acusa sucessor de "desrespeitar" justiça

Bissau, 12 Abr 24 (ANG) - O ex-Presidente sul-africano Jacob Zuma acusou quinta-feira o seu sucessor, Cyril Ramaphosa, de "desrespeitar" a Justiça do país.

Zuma, de 81 anos, falava após comparecer no Tribunal Superior de Gauteng, em Joanesburgo, que adiou para 6 de Agosto uma decisão sobre a acção judicial particular, que interpôs desde o ano passado contra o actual chefe de Estado sul-africano, Cyril Ramaphosa.

Zuma recorreu ao tribunal em Joanesburgo, a capital económica do país, após acusar o Presidente da República de não ter agido quando o informou sobre uma suposta má conduta do procurador público Billy Downer, que pretende afastar do processo judicial público que enfrenta há 20 anos no caso de suborno e alegada corrupção pública na compra de armamento em 1999 pela África do Sul democrática pós-'apartheid' quando era vice-presidente da República.

"O senhor Ramaphosa não respeita a lei porque não vai a tribunal, apesar de ter um processo contra ele", afirmou Zuma, citado pela imprensa sul-africana, quando se dirigia a simpatizantes partidários.

Na óptica do ex-Presidente Zuma, que governou a África do Sul entre 2009 e 2018, a liderança do seu sucessor "é um problema" para o país.

"Este líder é um problema. Desde que assumiu o cargo, tivemos problemas. Tínhamos resolvido o problema da (falta) electricidade, mas agora estamos sob constante redução de carga (termo local para apagão)", declarou, acrescentando que decidiu criar a nova formação política uMkhonto weSizwe (MKP) para "salvar a nação" do "ANC de Ramaphosa".

O ex-Presidente sul-africano, que assumiu recentemente a sua dissidência do antigo movimento nacionalista africano, no qual militou desde os anos 1960, preconizou que no próximo mês de Agosto o MKP "estará no comando da nação".

Sobre a recente decisão da Comissão Eleitoral Independente (IEC, na sigla em inglês) de desqualificar a sua candidatura, posteriormente revertida pelo tribunal eleitoral, Zuma questionou: "Desde quando é que o IEC se imiscui na política?". E salientou que "o papel da comissão eleitoral é ajudar os cidadãos a votar". 

"Quem será o próximo Presidente da nação não é da conta da comissão eleitoral", frisou. ANG/Angop

 

Moçambique/ Jornalistas denunciam intimidação e difícil acesso às fontes

Bissau, 12 Abra 24 (ANG) - Moçambique assinalou, quarta-feira,  o Dia do jornalista, com os profissionais da classe a denunciar os actos de intimidação, o difícil acesso às fontes de informação e os entraves ao exercício do jornalismo no país.

A efeméride foi assinalada com o desaparecimento, há quatro anos o desaparecimento, do jornalista Ibraimo Mbaruco, em Palma, Cabo Delgado, e o assassínio, ano passado, doeditor do jornal Ponto por Ponto, Joao Chamusse.

O jornalista Serôdio Towo recorda que estes exemplos trágicos são reveladores daa inércia das autoridades que tardam em encontrar os culpados e das condições em que trabalha a classe jornalística que arrisca, muitas vezes, a própria vida no terreno.

“São exemplos da continuidade de atrocidades contra a classe jornalística, sobretudo quando casos deste gênero não tem nenhum desfecho. É verdade que a vida destes nossos irmãos nossos colegas nunca mais volta, mas se pudéssemos saber o que aconteceu de verdade. Saber quem são os autores já seria um alivio. Como aconteceu para com o caso de Carlos Cardoso há mais de 10 décadas”, recordou.

São ainda muitos os desafios para a classe jornalística em Moçambique. Cândido Mondlane, da direção do Sindicato Nacional de jornalistas, defende que os jornalistas devem ser capacitados e conscientizados dos perigos que correm ao exercer esta profissão

“É cada vez mais urgente profissionalizar o próprio jornalismo e isso vai permitir com que não existam indivíduos imaturos que, por ironia do destino, vão cair nesta profissão”, defendeu.

Em 2023, Moçambique subiu 14 pontos no Índice da liberdade de imprensa dos Repórteres Sem Fronteiras, ainda assim a ONG concluiu que um número significativo de meios de comunicação é "controlado directa ou indirectamente pelas autoridades ou membros do partido no poder, a Frelimo, o que prejudica consideravelmente a sua independência".

A ética e a deontologia profissional estiveram em reflexão em Maputo, neste dia do jornalismo moçambicano, onde o acesso às fontes de informação foi também apontado como um sério entrave ao exercício da profissão, num país onde a carteira profissional ainda não existe. ANG/RFI

 

China/ Governo sanciona duas empresas dos EUA por venda de armas a Taiwan

Bissau, 12 Abr 24 (ANG) - A China anunciou a imposição de sanções contra duas empresas norte-americanas por causa da venda de armas a Taiwan, ilha autónoma que Beijing reivindica como uma província sua, anunciou hoje a Reuters.

As sanções implicam o congelamento dos activos da General Atomics Aeronautical Systems e da General Dynamics Land Systems na China e a interdição de entrada no país de membros da direcção das duas empresas.

As vendas contínuas de armas dos Estados Unidos à região chinesa de Taiwan violam gravemente o princípio “Uma só China”, interferem nos assuntos internos chineses e minam a soberania e a integridade territorial" do país, afirmou o Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Qin Gang, em comunicado.

Sem avançar pormenores sobre o alegado envolvimento das empresas no fornecimento de armas à ilha.

A General Dynamics opera meia dúzia de jactos executivos e desenvolve operações em serviços de aviação na China que continua fortemente dependente da tecnologia aeroespacial estrangeira, mesmo quando tenta construir uma presença própria no sector.

A empresa também ajuda no fabrico do tanque Abrams que está a ser comprado por Taiwan para substituir equipamento obsoleto.

A General Atomics produz os veículos aéreos não tripulados (drones) Predator e Reaper, usados pelas Forças Armadas norte-americanas.

China insiste que o continente e a ilha, para onde as forças nacionalistas de Chiang Kai-shek fugiram em 1949, no final da guerra civil, continuam a fazer parte de uma única nação chinesa.

As sanções foram decretadas ao abrigo da lei de combate às sanções estrangeiras, recentemente promulgada por Beijing, para retaliar contra restrições financeiras e de viagem impostas pelos EUA a funcionários chineses acusados de violações dos Direitos Humanos na China e na região semi-autónoma de Hong Kong.

As entidades detidas a 100% pela General Dynamics estão registadas em Hong Kong, cidade sobre a qual Beijing tem vindo a aumentar progressivamente o controlo político e económico.

Beijing tem ameaçado tomar medidas contra empresas e governos estrangeiros que ajudam a Defesa de Taiwan e a presença militar dos EUA na região, levando a boicotes comerciais e impasses diplomáticos.

Anteriormente, a China tinha já proibido as empresas norte-americanas Lockheed Martin Corp. e Raytheon Missiles & Defense de entrarem no mercado chinês como retaliação pela utilização de um avião e de um míssil para abater um suposto balão espião que sobrevoou o território continental dos EUA no ano passado.

Balões semelhantes têm sido frequentemente avistados sobre Taiwan e oceano Pacífico.

Apesar da ausência de laços diplomáticos formais, depois de Washington ter estabelecido relações oficiais com Beijing em 1979, os EUA continuam a ser a fonte mais importante de apoio e o principal fornecedor de equipamento militar a Taiwan, desde caças a sistemas de defesa aérea.

Taiwan também tem vindo a investir fortemente na indústria de defesa, com a produção de mísseis e submarinos.

A China tinha 14 aviões de guerra e seis navios da marinha a operar em torno de Taiwan nos dois últimos dias, com seis dos aviões a atravessar a zona de identificação da defesa aérea de Taiwan.

A maioria dos 23 milhões de habitantes da ilha opõe-se à unificação política com a China, de acordo com sondagens recentes. ANG/Angop

Alemana/Autoridades  anunciam que detiveram três menores que planeavam ataque terrorista

Bissau, 12 Abr 24 (ANG) - Três menores suspeitos de estarem a preparar um ataque terrorista com motivação islâmica foram detidos e colocados em prisão preventiva no fim de semana da Páscoa, anunciou hoje a justiça da Alemanha.

Os mandados de detenção dizem respeito a três jovens - duas raparigas de 15 e 16 anos e um rapaz de 15 anos, da Renânia do Norte-Vestefália (noroeste) - suspeitos de terem "planeado um ataque terrorista com motivação islâmica e de terem admitido estarem prontos para o realizar", segundo um comunicado de imprensa do Ministério Público de Düsseldorf (oeste).

O Ministério Público alemão não deu mais detalhes sobre o caso “devido à idade dos suspeitos e à investigação em curso”.

O diário alemão Bild publicou que os três adolescentes planeavam atacar agentes da polícia e igrejas em nome do Estado Islâmico (EI) com facas e ‘cocktails molotov'.

“Os jovens consideraram ainda obter armas de fogo”, acrescentou o jornal.

As autoridades alemãs estão atentas à ameaça islâmica, especialmente desde o início do conflito, em 07 de outubro de 2023, entre Israel e o movimento islamita Hamas na Faixa de Gaza.

Numa entrevista ao diário alemão Süddeutsche Zeitung, concedida logo após o ataque terrorista realizado em Moscovo no final de março, a ministra do Interior da Alemanha, Nancy Faeser, sublinhou que “o perigo que emana do terrorismo islâmico permanece agudo” no país.

As autoridades estão ainda mais alertas porque a Alemanha prepara-se para acolher o campeonato europeu de futebol (14 de junho a 14 de julho).

Nessa entrevista, Faeser disse que "atualmente, a maior ameaça islâmica na Alemanha vem do Estado Islâmico - Província de Khorasan (EI-K)", do Afeganistão.

Nos últimos meses, ocorreram duas operações no país contra supostos membros desse grupo extremista.

Dois supostos ‘jihadistas’ afegãos suspeitos de terem preparado um ataque perto do parlamento sueco foram detidos na Turíngia (no leste da Alemanha) em 19 de março.

No final de dezembro de 2023, três supostos islamitas foram detidos, suspeitos de terem um plano para atacar a catedral de Colónia (oeste) na véspera de Ano Novo com recurso a “um carro”.

Até agora, o ataque ‘jihadista’ mais mortífero cometido em solo alemão aconteceu em dezembro de 2016: um ataque com um camião reivindicado pelo grupo Estado Islâmico deixou 12 mortos num mercado de Natal no centro de Berlim.

ANG/Lusa

 

quinta-feira, 11 de abril de 2024


Saúde e Educação
/Porta-voz de Frente Social considera positivo balanço de três dias da greve

Bissau, 11 Abr 24 (ANG) – O Porta-voz da Frente Social, organização que agrupa quatro Sindicato de Setor de Educação e Saúde Pública, considerou hoje de positivo, o balanço dos três dias da greve levado a cabo entre os dias 8,9 e 10 do corrente mês.

Em conferencia de imprensa,  realizada hoje, Yoio João Correia esclarece que mais de 75 por cento dos funcionários dos dois setores, observaram  a greve tanto em Bissau  assim como nas regiões.

“Isso leva-nos a confirmar que a greve teve impacto positivo, sem querer    dizer que não temos sentimentos para os que necessitam de estudar ou de um tratamento médico”, disse o sindicalista.

Yoio Correia sustenta que  a Frente Social  está a lutar para a resolução dos problemas que os dois setores enfrentam, e como não está a ser respeitado pelo patronato, a única opção é  ir a greve.

Questionado sobre qual foi a reação do Governo perante esta primeira fase da greve, Yoio disse que no dia 09 , a Frente Social teve um encontro com o Governo  de procura de solução para a situação, mas  que não se chegou ao consenso capaz de levar a suspensão das paralisações.

O dirigente sindical disse entretanto que a Frente Social está disponível para se procurar um entendimento no segundo encontro.

 “Temos um encontro marcado hoje dia 11 de Abril com o Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, a respeito da nossa reivindicação, ele visitou recentemente o maior Centro Hospitalar do país, o Simão Mendes, e constatou que o funcionamento estava a meio gáz, mandou nos chamar para debater sobre a situação”, informou Correia.

Diz esperar  que o encontro  com o PR possa pôr fim a essa situação,  caso ao contrário, avisa que  novo pré-aviso será entregue ao patronato, já na próxima semana, acompanhado de uma marcha e vigília.

Constam no Caderno Reivindicativo da Frente Social , a reintegração dos funcionários dos dois setores, pagamentos de salários em atraso, a nomeação de alguns Diretores nas escolas, a reabitação das infraestruturas e criação de condições de trabalhos nos centros hospitalares e escolares.ANG/LLA/ÂC//SG

                       

Vietname/Tribunal  sentencia à morte presidente de uma empresa por fraude financeira

aBissau,11 Abr 24 (ANG) - Um tribunal vietnamita condenou hoje a presidente de uma empresa imobiliária à pena de morte num caso de fraude que totalizou 25 mil milhões de euros, o maior escândalo financeiro de sempre no país.


As ações de Truong My Lan - presidente do gigante do imobiliário Van Thinh Phat (VTP) e acusada de fraudar fundos do Saigon Commercial Bank (SCB) durante uma década - “corroeram a confiança das pessoas na liderança do Partido [Comunista] e do Estado”, afirmou o júri, segundo os meios de comunicação locais, durante o julgamento realizado na cidade de Ho Chi Minh (sul).

A prisão de Lan, em outubro de 2022, foi uma das mais notórias de uma campanha anticorrupção em curso no Vietname, que se intensificou desde 2022. A chamada operação “Forno Ardente” atingiu os mais altos escalões da política vietnamita.

O presidente vietnamita Vo Van Thuong renunciou em março após ser implicado nas investigações anticorrupção.

A VTP estava entre as empresas imobiliárias mais ricas do Vietname, com projetos que incluíam edifícios residenciais de luxo, escritórios, hotéis e centros comerciais.

Analistas disseram que a escala da fraude levantou questões em relação a outros bancos ou empresas que poderiam ter cometido erros semelhantes, prejudicando as perspetivas económicas do Vietname e deixando os investidores estrangeiros nervosos, quando o país estava a tentar posicionar-se como o local ideal para as empresas que pretendiam dinamizar os seus negócios fora das cadeias de abastecimento da China.

O setor imobiliário no Vietname foi particularmente atingido em todo esse processo: cerca de 1.300 empresas imobiliárias retiraram-se do mercado em 2023, os promotores têm oferecido descontos e ouro como presentes para atrair compradores, e apesar dos alugueres de lojas terem caído um terço na Cidade de Ho Chi, muitos locais no centro da cidade ainda estão vazios, segundo os meios de comunicação locais.

Em novembro, o secretário-geral do Partido Comunista, Nguyen Phu Trong, o principal político do Vietname, disse que a luta anticorrupção iria “continuar a longo prazo”.  ANG/Lusa

 

     Religião/PR enaltece importância da união no seio  das religiões do país  

Bissau, 11 Abr 24 (ANG) - O Presidente de República (PR) enalteceu a importância da união no seio de todas as religiões, tendo em conta que a Guiné-Bissau é um país laico.

Umaro Sissoco Embaló dirigia mensagem ao país por ocasião da festa de Ramadão.

 “Ontem fizemos uma oração em conjunto com outras  confissões  religiosas para demonstrar a importância da união no seio do povo guineense e para deixar claro de que somos igual perante os olhos de Deus”, referiu o Chefe de Estado da Guiné-Bissau.


O chefe de Estado  sublinhou que a festa de ramadão sucede sempre os 30  dias de jejum, sacrifício, caridade e de misericórdia feitos por fiéis muçulmanos com base na celebração e revelação do Alcorão ao profeta  Muhammad.

Jejum é uma prática obrigatória do islamismo e faz parte dos cinco pilares da religião muçulmana.

Contrariamente aos anos anteriores, em que os fiéis muculmanos rezaram em dias diferentes,a reza de fim de jejum decorreu na quarta-feira em todo o território nacional./ANG/AALS/ÂC//SG



Desporto
/Presidente da CAF promete apoiar o desenvolvimento do futebol na Guiné-Bissau

  Bissau,11 Abr 24(ANG) - O Presidente da Confederação Africana de Futebol (CAF), Patrice Motsepe, que esteve, quarta-feira, de visita, ao país,  declarou  que a organização que dirige está disponível para ajudar a Federação de Futebol da Guiné-Bissau (FFGB) a desenvolver o futebol nacional.

O multimilionário sul africano que dirige a CAF, desde 2021 chegou na manhã de quarta-feira à Bissau e foi recebido no Aeroporto Internacional Osvaldo Vieira, pelo presidente da FFGB, Carlos Mendes Teixeira.

Motsepe disse que a Guiné-Bissau dispõe de talentos de futebol, e que o orgulha o trabalho que está a ser desenvolvido  pela direção da FFGB.

“Estamos disponíveis para trabalhar conjuntamente com a FFGB no sentido de desenvolver o futebol nacional, porque a Guiné-Bissau tem talentos excecionais em termos de futebol”, disse.

Patrice Motsepe visita vários países africanos com o objetivo de se inteirar do nível de desenvolvimento do futebol de cada um, e assegurou que a CAF vai ajudar a FFGB a criar centros de formação para atletas que futuramente servirão a Guiné-Bissau.

“Um dos desafios da CAF é trabalhar com a FFGB para colocar o futebol no alto nível tal como noutros países africanos”, acrescentou.

Relativamente às infraestruturas desportivas,, Motsepe promete inteirar-se dos recintos desportivos para depois decidir o  apoio a dar para que a  Guiné-Bissau disponha de  estádios com padrões da FIFA e CAF, entidades que gerem o futebol no Mundo e na África.

Motsepe transmitiu ao presidente da FFGB o desejo de ver novamente a Guiné-Bissau a qualificar-se para o Campeonato Africano das Nações (CAN) que vai decorrer em Marrocos, em 2025.

A visita de algumas horas do presidente da CAF à Guiné-Bissau ficou ainda marcada por encontros de trabalho  com um grupo de representantes de  clubes filiados na FFGB, mas segundo O Democrata, não tomaram parte na reunião os clubes que têm criticado a gestão da liderança  da FFGB.

Depois da reunião com os clubes, o presidente da CAF manteve encontros  com o Presidente da República ,Umaro Sissoco Embaló,  o Ministro da Cultura, Juventude e Desportos, Augusto Gomes, e visitou o Estádio Nacional 24 de Setembro, em Bissau.

Antes de chegar a Bissau, Patrice Motsepe esteve na Guiné-Equatorial, São Tomé e Príncipe, e após Guiné-Bissau segui para  para o Reino de Marrocos.

ANG/odemocratagb

 

     
Saúde/Doença renal crónica  tem vindo a aumentar na Guiné-Bissau

Bissau,11 Abr 24(ANG) - A doença renal crónica, essencialmente provocada pela hipertensão e diabetes, tem vindo a aumentar na Guiné-Bissau,havendo o registo de 135 pacientes, em 2023.

No Hospital Nacional Simão Mendes, o maior centro hospitalar do país, está, em fase de preparação, uma unidade de hemodiálise, mas enquanto se aguarda o início do funcionamento os doentes renais crónicos são enviado para tratamento para o Senegal, a custas do próprio, ou para Portugal, no âmbito de um protocolo entre os dois países.

Fidalgo Raul Ferreira, médico nefrologista no Hospital Simão Mendes, sublinha que a “doença renal é muito silenciosa” e, por causa disso, o paciente só se apercebe da doença “quando está numa fase muito avançada, onde o paciente está muito pálido, anémico, começa a ter edemas nos membros inferiores e superiores, náuseas, cansaço e pode até convulsionar. Mas, é uma doença assintomática no início.”

O especialista acrescenta que faltam aos guineenses hábitos de saúde: Aqui os pacientes só fazem um check-up só quando têm sintomas, não têm hábitos de ir ao médico para fazer um check-up, um controlo. É uma questão de hábito.~

Não temos o hábito de ir ao hospital para fazer um check-up, para saber qual é o problema, para corrigir desde o início, para evitar a doença.

A gente tem o hábito de ir ao hospital só quando tem uma febre ou quando tem um outro tipo de doença.

Mas, normalmente, a cada ano, temos que fazer um check-up para saber se temos um problema e corrigir desde o início, evitando a doença.

Como na Guiné-Bissau não se realizam sessões de hemodiálise, os doentes com insuficiência renal que precisam de hemodiálise são enviados ora para o Senegal, Dacar ou Ziguinchor, ora para Portugal.

Não temos o serviço de hemodiálise ainda a funcionar e estamos a diligenciar para que isso funcione o mais rápido possível, mas até então não temos o serviço de hemodiálise para os pacientes iniciarem a hemodiálise. Já estão a preparar o local e posso dizer que já está quase. Estamos à espera de uma triagem.

Um paciente com doença renal crónica só pode fazer hemodiálise, é a única solução. E hemodiálise é três vezes por semana.

Se transferimos o paciente para Ziguinchor ou para Dacar é o paciente que paga. Mas se é transferido para Portugal, no âmbito da junta médica, não paga nada, porque é a cooperação que temos com Portugal.

Questionado sobre os hábitos que devemos ter para evitar a doença renal, Fidalgo Raul Ferreira é peremptório:

Evitar muito sal, hidratar sempre, beber muita água, sempre. Temos que aferir a pressão arterial, fazer uma dosagem de creatinina e exames de urina e medir a glicose.

É importante também fazer exercício físico, que é extremamente importante para manter um peso saudável, sabemos que o excesso de peso pode causar uma doença renal.ANG/RFI

 

 Estrasburgo/Parlamento Europeu adoptou reforma da política migratória

Bissau, 11 Abr 24 (ANG) – O Parlamento Europeu adoptou na quarta-feira uma vast
a reforma da política migratória. O sistema implementa um dispositivo de solidariedade entre os Estados membros para a gestão destes fluxos. O texto endurece os controlos das chegadas às fronteiras do bloco.

As três principais famílias políticas europeias: o PPE, Partido popular europeu (de direita), os Socialistas e democratas e o Renew Europe concordam com o novo dispositivo.

Grande parte da extrema direita contesta-o, mas também uma parte da esquerda radical e de certos socialistas.

Foram necessários 8 anos de debates intensivos para que os 27 chegassem a este patamar.

A reforma só será aplicada a partir de 2026: a União Europeia multiplica os acordos com os países de origem e de trânsito dos exilados (Tunísia, Mauritânia, Egipto) para tentar reduzir o fluxo de chegadas às suas fronteiras.

A UE debate-se com um aumento dos pedidos de asilo que atingiram a cifra de 1, 14 milhões em 2023, o nível mais alto desde 2016, de acordo com a Agência europeia para o asilo.

As entradas irregulares aumentaram e cifraram-se segundo a agência Frontex, de controlo das fronteiras, em 380 000 no ano de 2023.

Passa a existir uma base de dados comum, a Eurodac, com a filtragem e a inscrição dos migrantes ao chegarem às fronteiras da Europa.

Passam a ser mais rápidas as expulsões em caso de recusa do asilo: os candidatos com poucas hipóteses de obterem esse estatuto ficam em centros na fronteira, para o efeito.ANG/RFI

 

 Suécia/Cidadãos globais são cépticos sobre eleições livres e justas

Bissau, 11 Abr 24(ANG) – Os eleitores a nível global reve   lam cada vez mais dúvidas sobre se as eleições são livres e justas, revela um estudo do Instituto Internacional de Democracia e Apoio Eleitoral (IDEA) hoje divulgado.

O estudo – que auscultou eleitores em 19 países, incluindo três das maiores democracias mundiais (Brasil, Índia e Estados Unidos), que representam cerca de um terço da população mundial – mostra que menos de metade das pessoas estão satisfeitas com os seus governos e que são cada vez mais os que consideram que esses governos foram eleitos de forma transparente.

Em 11 dos 19 países, menos de metade dos inquiridos afirma que as mais recentes eleições foram livres e justas, ao mesmo tempo que os eleitores se mostram cada vez mais céticos sobre a saúde das suas democracias.

Em oito dos 19 países, a maioria dos inquiridos mostra-se favorável à emergência de um líder forte, que seja capaz de contornar as dificuldades do escrutínio dos parlamentos.

Em declarações à agência Lusa, Seema Sha, chefe do departamento de pesquisa do IDEA, lembrou que esta tendência de descrença na transparência eleitoral começou já há alguns anos, com os eleitores a aumentarem o seu ceticismo sobre o resultado das consultas populares.

Esta investigadora-chefe do IDEA aponta duas grandes razões para este fenómeno: o aumento do financiamento das campanhas eleitorais e a cobertura mediática das eleições, com frequentes queixas de falta de imparcialidade.

“Mas há um outro fator importante: o facto de cada vez mais os líderes recorrerem à desinformação para falar das eleições, lançando na opinião pública a dúvida fundada sobre a transparência dos processos”, disse Sha, mostrando-se preocupada com esta tendência para a saúde das democracias.

Também o secretário-geral da IDEA, Kevin Casas-Zamora, salienta que os resultados deste estudo são “um alerta para as democracias”.

“As democracias devem responder ao ceticismo do seu público, tanto melhorando a governação como combatendo a cultura crescente de desinformação que tem fomentado falsas acusações contra eleições credíveis”, defende Casas-Zamora.

O estudo mostra ainda que a perceção dos eleitores norte-americanos sobre a transparência na escolha dos governantes está em valores mínimos recorde, em linha com o discurso do ex-presidente Republicano Donald Trump, que se queixa de ter sido vítima de fraude, na derrota nas eleições presidenciais de 2020, contra o Democrata Joe Biden.

Em declarações à Lusa, Seema Sha recordou que Trump já retomou esse mesmo discurso para as eleições de novembro próximo, onde reeditará o confronto com Biden, e que tudo indica que o ambiente de suspeição possa ser ainda mais amplificado.

“Temos uma boa notícia: desta vez, as pessoas já estarão mais bem informadas sobre a falta de fundamento nas alegações de Trump a respeito da fraude eleitoral”, reconheceu a investigadora, que destacou a importância da literacia democrática para combater os discursos extremados e radicais que diminuem a confiança nas instituições políticas. ANG/Inforpress/Lusa

 


                          Mali/Junta Militar suspende partidos políticos

Bissau, 11 Abr 24 (ANG) - A Junta Militar que governa o Mali anunciou ,quarta-feira, a suspensão dos partidos e das actividades de natureza política no país.

Os militares acusam as organizações políticas de manterem “discussões estéreis” e de “subversão”, no âmbito do diálogo nacional lançado, a 31 de Dezembro, pelo Coronel Assimi Goïta.

O Coronel Abdoulaye Maïga, ministro da Administração Territorial e porta-voz do Governo, explicou que a situação de segurança no terreno foi uma das razões para a suspensão, até novo aviso, das actividades dos partidos e associações políticas no Mali.

“As actividades dos partidos políticos e as actividades de natureza política das associações em todo o território nacional estão suspensas até novo aviso, por razões de ordem pública”, pode ler-se no decreto.

O Coronel Maïga justificou ainda a suspensão dos partidos invocando o “diálogo” nacional iniciado a 31 de Dezembro pelo Coronel Goïta. O lançamento deste “diálogo”, assim como o desrespeito do prazo de 26 de Março, deu origem a “discussões estéreis” e a “hipóteses que não têm razão de ser”, acrescentou o militar de alta patente.

“Não podemos levar a cabo um diálogo tão crucial em plena cacofonia e confusão”, insistiu.

Esta decisão surge numa altura em que os militares permaneceram na liderança do país, ultrapassado a data de 26 de Março na qual se comprometeram- se sob pressão da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO)- a ceder o poder aos civis eleitos. A Junta Militar tinha ainda prometido organizar eleições presidenciais em Fevereiro de 2024, o que não veio a acontecer.

Trata-se de uma nova restrição a qualquer expressão de oposição ou dissidência por parte dos coronéis que chegaram ao poder pela força em Agosto de 2020, derrubando o Presidente eleito Ibrahim Boubacar Keïta.

Um colectivo de organizações de direitos humanos afirmou, recentemente, que o que o Mali vive num impasse” e que era altura de os militares “regressarem aos quartéis” e “deixarem outros cidadãos eleitos gerirem os assuntos públicos do país”.

Em resposta, o coronel Maïga reiterou que o país “não está de forma alguma num vazio jurídico, a transição continua”.

Desde a chegada ao poder, consolidada por um golpe de Estado em Maio de 2021, a Junta Militar rompeu a antiga aliança com a França e os parceiros europeus, voltando-se militar e politicamente para a Rússia. ANG/RFI

Washington/EUA vão vender 127 milhões euros em equipamento militar a Kiev

Bissau, 11 Abr 24(ANG) - Os Estados Unidos autorizaram a venda de equipamento militar no valor de 138 milhões de dólares (127 milhões de euros) à Ucrânia para reparar e atualizar os sistemas de mísseis 'Hawk', noticiou hoje a imprensa internacional.

Os sistemas de defesa antiaérea da Ucrânia, em grande parte herdados da era soviética, sofreram melhorias devido à contribuição dos países ocidentais, especialmente dos Estados Unidos, desde o início da invasão russa no território ucraniano, em fevereiro de 2022, referiu a agência de notícias AFP.

Washington forneceu à Ucrânia sistemas avançados de defesa aérea, como o sistema ‘Patriot’ e uma geração mais antiga do sistema ‘Hawk’.

A Ucrânia tem pedido há meses aos seus aliados ocidentais mais munições e sistemas de defesa aérea.

“A Ucrânia precisa urgentemente de aumentar as suas capacidades de defesa contra-ataques de mísseis russos e dos ataques aéreos das forças russas”, disse num comunicado na terça-feira a Agência de Cooperação e Segurança da Defesa dos EUA, uma agência federal responsável em particular pelas vendas militares aos Estados estrangeiros.

“A conservação e manutenção do sistema de mísseis ‘Hawk’ aumentará a capacidade da Ucrânia de defender o seu povo e proteger a sua infraestrutura nacional crítica”, acrescentou a agência norte-americana, garantindo que a venda “não alterará o equilíbrio militar fundamental na região”.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, alertou no domingo que o seu país perderia a guerra se a esperada ajuda de 60 mil milhões de dólares (55,3 mil milhões de euros) permanecesse bloqueada no Congresso dos Estados Unidos, à medida que a Rússia aumenta a pressão sobre a Ucrânia.

Este programa norte-americano de assistência militar e económica a Kiev está bloqueado no Congresso desde o ano passado devido a divisões entre os partidos Democrata e Republicano, além da realização das eleições presidenciais em novembro.

Enquanto aguardam uma decisão, os soldados ucranianos são forçados a poupar munições e enfrentam um confiante exército russo, que repeliu uma grande contraofensiva do exército de Kiev no verão de 2023.

O exército russo, mais numeroso e mais bem abastecido com munições, está gradualmente a avançar na frente oriental e tem atacado regularmente a infraestrutura energética da Ucrânia nas últimas semanas.

Os russos também intensificaram recentemente a sua pressão em torno de Chassiv Yar, uma localidade chave na região do Donbass.

ANG/Inforpress/Lusa

terça-feira, 9 de abril de 2024

   CCIAS/Presidente da República empossa nova direção eleita em Janeiro

Bissau,09 Abr 24(ANG) – O Presidente da República manifestou hoje a sua satisfação pela cessação da interinidade do exercício da direção da Câmara do Comércio, Indústria, Agricultura e Serviços(CCIAS) verificada há longos anos no país.

 “Finalmente, com este ato de posse está restabelecida a normalidade institucional nesta importante organização da nossa classe empresarial”, disse Umaro Sissoco Embaló, ao presidir hoje a cerimónia de tomada de posse da nova direção da CCIAS.

O chefe de Estado salientou na ocasião que, a Câmara é uma instituição parceira do Governo, cuja parceria  só se faz na base de concertação social.

“As ferramentas dessa concertação social estratégica são conhecidas, e   insere-se no diálogo e na conjugação de esforços tendo em consideração  diferentes interesses legítimos”, frisou.

O Presidente das República salientou que a referida concertação tem a ver com a ponderação justa do interesse público e dos operadores privados, interesses esses que nem sempre são convergentes.

Acrescentou que o próprio Presidente da República não tem poupado esforços para incentivar uma Concertação Social que dê os melhores resultados nas condições socioeconómicas concretas do país.

“A conjuntura económica e financeira internacional continua muito desfavorável aos países mais vulneráveis e as consequências económicas e financeiras, nomeadamente, da guerra da Ucrânia e da Faixa de Gaza, não nos tem, ajudado”, disse.

Umaro Sissoco Embaló sublinhou que países como a Guiné-Bissau continuam a ter de importar a inflação por via de preços elevados da energia, dos alimentos e dos transportes, situação que agrava o custo de vida dos guineenses e dificulta mais ainda a luta  contra a pobreza.

“Como sempre tenho feito, prometo continuar a exercer a minha magistratura de influência, tendo em vista a necessidade de atenuar, na medida do possível, os impactos negativos internos que resultam de uma conjuntura internacional desfavorável, que não podemos controlar”, disse.

O chefe de Estado afirmou que, uma boa campanha de comercialização da Castanha de Caju é essencial para todos:  para as famílias guineenses, para os comerciantes e exportadores e diz que é  também  muito importante para a arrecadação de receitas de Estado.

“É por estas razões que esta campanha de comercialização de castanha de caju não pode falhar”, aconselhou o Presidente da República.

Para além do presidente Mama Samba Embaló foram empossados nove vice-presidentes, oito vogais que constituem a nova direção da CCIAS, eleitos a 27 de Janeiro passado. LPG/AC//SG