quarta-feira, 18 de dezembro de 2019

Mali


Ex-presidente da República regressa à Bamaco após sete anos de exílio no Senegal

Bissau, 18 dez 19 (ANG) - O antigo presidente do Mali Amadou Toumani Touré, derrubado em 2012, regressou definitivamente a Bamako, após sete anos de exílio no Senegal, anunciou a Lusa.
Acompanhado pela sua família, Amadou Toumani Touré foi recebido, no domingo, no aeroporto de Bamako, em Mali, por cerca de mil apoiantes, de onde seguiu para a sua residência.
"Estou bem e feliz por estar aqui", disse o ex-chefe de Estado, de 71 anos, que já tinha estado no Mali em Dezembro de 2017, numa breve estada.
Agora regressou de vez depois de sete anos de exílio no Senegal, segundo fontes próximas de Amadou Toumani Touré.
Toumani Touré foi eleito Presidente em 2002, reeleito em 2007 e derrubado em 22 de Março de 2012, por soldados que o acusaram de incompetência face à rebelião no norte do país.
Em Abril de 2012, renunciou formalmente ao cargo e, em seguida, deixou o Mali para o vizinho Senegal, onde manteve uma presença discreta.
Amadou Toumani Touré, que permaneceu popular, não comentou oficialmente sobre os seus planos, mas fontes próximas afirmam que não voltará à política.
No entanto, há apoiantes que acreditam num eventual regresso à política de Toumani Touré num momento em que a situação do país é extremamente preocupante, segundo a agência France-Presse.
"Vim dar as boas-vindas ao 'ATT' (como é conhecido Amadou Toumani Touré) porque ele é o pai da democracia maliana", disse à agência noticiosa Oumar Touré, professor de 32 anos.
Para outro dos seus apoiantes, "o país precisa de ATT, da sua experiência", pois "desde que deixou o poder, nada mudou no Mali". ANG/Angop


terça-feira, 17 de dezembro de 2019

Politica


Governador da região de Oio acusa  candidato Umaro Sissoco Embalo  de ser um “falso General”

Bissau, 17 dez 19 (ANG) – O governador da região de Oio, norte da Guiné-Bissau e militante do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo-Verde(PAIGC), acusou hoje o candidato à Presidência da República, Umaro Sissoco Embaló de ser um “falso General ” e diz que nunca será Chefe de Estado da Guiné-Bissau.

Veríssimo Tamba proferiu estas declarações numa conferência de imprensa em que analisou o  momento político e respondeu as acusações feitas pelo candidato apoiado pelo Movimento para Alternância Democrática (Madem G-15) durante os comícios realizados em São Domingos.

“Ouvi-o a dizer em Canchungo  que  no debate eleitoral com o candidato apoiado pelo PAIGC vai levar documentos que provam o seu curriculum vitae e peço-o que leva também o suporte jurídico que o nomeia como General.  Se ele comprovar isso, então o povo pode acreditar que ele realmente é o General “,frisou.

Tamba disse estar disposto a denunciar  como é que Umaro Sissoco Embalo  conseguiu obter a distinção de General e o nome das pessoas que o deram, frisando que a nomeação do Simões Pereira ao cargo do Secretário Executivo da Comunidade dos Países da Língua Portuguesa (CPLP), não tem nada com Sissoco, ao contrário do que diz, que  foi uma das pessoas que contribuíram para que Domingos Simões Pereira fosse nomeado para a referida função.

O governador de Oio afirmou que, o Sissoco Embalo está a pensar ainda que o momento político é de “brincadeira ou de danças”.

“O momento é de procurar o futuro Chefe de Estado da Nação guineense. Ele nunca será Presidente neste país e se isso acontecer eu Veríssimo Tamba vou ter cauda  no corpo, à semelhança de um cão”, disse.

Em jeito de reacção sobre a propalada vinda do multi-milionário saudita à Bissau no dia 26 de Dezembro, anunciado pelo Umaro Sissoco Embalo para entre outros entregar um cheque visado no valor de mil milhão de euros, Tamba questionou o porquê de só agora e não quando Sissoco Embalo era chefe do governo, acrescentando que “esta sua palhaçaria  vai terminar no próximo dia 29 de Dezembro”.

O governador de Oio alerta a população sobre o perigo das pessoas que estão em volta do Sissoco, casos de Carlos Gomes Júnior vulgo Cadogo, que “tem sobre os seus ombros suspeitas de assassínios  de Hélder Proença, Roberto Cacheu e outros”, salientando que estão com medo que o Domingos Simões Pereira ganhe, porque se isso acontecer, “vai imperar o império da lei na Guiné-Bissau” .

“As pessoas querendo ou não, haverá julgamento de actos bárbaros que aconteceram na Guiné-Bissau2, disse.

Tamba avisa que  se alguém responder as suas declarações vai “contra-atacar  duro e feio”.

Tamba afirmou que no próximo dia 29 de Dezembro, Simões Pereira será o novo Presidente da República com ou contra a vontade de quem quer que seja “porque é uma pessoa intelectual e capaz de dirigir os destinos do povo guineense” .ANG/MSC/ÂC//SG

Turismo


  AEP e ASOPTS-GB assinam acordo de parceria para promoção do turismo no país

Bissau,17 dez 19 (ANG) – A Associação Empresarial Portuguesa na Guiné –Bissau (AEP) e Associação dos Operadores Turísticos e Similares da Guiné-Bissau (ASOPTS-GB) assinaram hoje um acordo de parceria por um período indeterminado para fomentar o turismo no país.

O documento foi assinado pelo Presidente da Associação Empresarial Portuguesa na Guiné-Bissau Fernando Sousa Machado e pelo vice Presidente da Associação dos Operadores Turísticos e Similares da Guiné-Bissau  Adnane Yamia e o Secretário-geral da (ASOPTS-GB) Orlando da Costa Pinto.

O documento prevê, entre outras actividades, o relançamento das empresas nacionais que actuam no sector e a captação de investimentos para o desenvolvimento das actividades turísticas no país.

Na ocasião, o Presidente da AEP Fernando Sousa Machado se compromete em colaborar com empresas nacionais para formação de quadros para o sector.

Sousa Machado disse esperar  que o país volta a normalidade  ou seja que tenha  estabilidade política e governativa e paz social.

O vice-Presidente da Associação dos Operadores Turísticos e Similares da Guiné-Bissau,  Adnane Yamia considera o acordo de interessante para Associação  e para o sector do turismo na Guiné-Bissau, na medida em que “vai contribuir para o desenvolvimento do turismo, sobretudo no domínio da formação”. ANG/LPG/ÂC//SG

Presidenciais 2019/2ªvolta


Candidato Umaro Sissoco Embalo promete dignificar as forças de defesa e segurança do país

Bissau,17 dez 19(ANG) – O candidato do Movimento para Alternância Democrática(MADEM G15), Umaro Sissoco Embalo afirmou que, se for eleito Presidente da República, irá trabalhar para a dignificação das forças de defesa e segurança do país.

“Estamos cientes das dificuldades com que e deparam as nossas forças de defesa e segurança e do respeito que merecem, embora  estão a ser mal tratados pelos actuais dirigentes do país até ao ponto de mandarem buscar as forças estrangeiras ”, vincou.

Úmaro Sissoco Embaló que falava segunda-feira num comício popular de caça ao voto, no sector de Bissorã, região de Oio, norte do país, disse que os valores da luta de libertação nacional foram postos em causa, colocando o país de rastos.

“Desde sempre afirmei que tenho respeito para os nossos Combatentes de Liberdade de Pátria, porque conheço-os muito  melhor do que o candidato do PAIGC, Domingos Simões Pereira. Reconheço os sacrifícios consentidos pelos veteranos de luta de libertação nacional, porque lidei com os míticos comandantes, desde Nino Vieira, Saé Brae Na Nhacba,  Jaime Una, Orlando Pungna entre outros” ,referiu Sissoco Embalo.

O candidato disse que se sente revoltado quando vê, Domingos Simões Pereira a fazer “pouco” dos combatentes da liberdade da pátria, frisando que ele que, dantes pertencia à  outro partido e hoje “tomou de assalto uma formação política tão histórico como o PAIGC”.

No comício de Bissorã, o candidato Úmaro Sissoco Embalo que estava ladeado do líder de Assembleia do Povo Unido(APU PDGB), Nuno Nabiam e do vice-presidente do Partido da  Renovação Social(PRS), Certório Biote, referiu que o falecido fundador dos renovadores, Kumba Ialá sempre lutou pela a unidade nacional.

“Durante o seu mandato, o Kumba Ialá nomeou nos seus sucessivos governos pessoas de todas as etnias, dentre as quais o líder do PAIGC Domingos Simões Pereira que hoje insurgiu contra os balantas”, afirmou.

O régulo de Bissorã, Ensa Camará confrontou o candidato Úmaro Sissoco Embalo com as dificuldades  que  os populares do sector de Bissorã enfrentam, dentre as quais, a falta de escolas, hospitais, estradas, energia electricaos.

Em jeito de resposta, o candidato Sissoco Embaló disse que, se for eleito Presidente da República, a partir do mês de Fevereiro do próximo ano, as poeiras vão levantar em todas as localidades do país, porque  as obras de reabilitação de todas as estradas vão arrancar.

Sem fazer referência se vai ou não executar as referidas obras em parceria com o Governo, instituição competente para o efeito,  Úmaro Sissoco Embalo acrescentou que a energia electrica, água potável e escola serão acessíveis à toda a população.

“Não vamos esperar até os 45 anos para começar a executar os nossos projectos porque somos uma geração de concreto”, sublinhou.

O candidato Umaro Sissoco Embalo do Movimento para Alternância Democrática(MADEM G15), irá disputar a segunda volta das eleições presidenciais com o candidato do PAIGC Domingos Simões Pereira, no próximo dia  29 de Dezembro. ANG/ÂC//SG

Repórteres Sem Fronteiras


                   Quarenta e nove jornalistas mortos no mundo em 2019

Bissau, 17 dez 19 (ANG) -  Quarenta e nove jornalistas foram mortos em todo o mundo em 2019, o número mais baixo dos últimos 16 anos, segundo o relatório anual da organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF).
 
Este número “historicamente baixo”, comparado com a média de 80 mortes registadas por ano nas últimas duas décadas, tem que ver essencialmente com a diminuição do número de jornalistas mortos nos conflitos armados no Iémen, Síria e Afeganistão, explicou a RSF.
“Este declínio não deve apagar uma realidade contínua: o número de jornalistas mortos nos chamados países pacíficos permanece igualmente alto”, registando o mesmo número de mortos que no ano anterior (10).
“A América Latina, com um total de 14 mortos em todo o continente, tornou-se uma área tão mortal para jornalistas quanto o Médio Oriente”, lamentou a RSF.
“Embora seja entendida com uma queda sem precedentes no número de jornalistas mortos em zonas de conflito, também observamos que mais jornalistas são conscientemente assassinados por fazerem o seu trabalho em países democráticos, o que constitui um verdadeiro desafio para as democracias”, disse o secretário-geral da RSF, Christophe Deloire.
O relatório também lista o número de jornalistas presos em todo o mundo durante o exercício da sua função: 389 jornalistas, um aumento de 12% em relação a 2018.
“Quase metade dos jornalistas está detida em apenas três países: China, Egipto e Arábia Saudita. Só a China, que intensificou a sua repressão contra a minoria uigure, detém um terço dos detidos”, denunciou a organização não-governamental. ANG/Inforpress/Lusa

Ensino público


                 Sindicatos do sector  observam nova  greve de cinco dias

Bissau, 17 dez 19 (ANG) – Os quatros sindicatos do sector educativo, nomeadamente, o SINAPROF, Sindeprof, SIESE e Frenaprof, cumprem uma greve de cinco dias inciadas segunda-feira.

Reivindicam, entre outras, a implementação do estatuto de Carreira Docente.

O porta-voz dos referidos  sindicatos, Bungoma Duarte Sanhá,  em conferência de imprensa realizada esta terça-feira  diz ser estranho a não aplicação até presentemente da Carreira Docente.

Bungoma Sanhá disse que a greve no sector de ensino público não se deve a vontade dos  professores mas sim por terem sido empurrados à isso, “porque a referida Carreira foi aprovada desde janeiro de 2011 mas que até então não é aplicada”.

Disse que os sindicatos ponderaram muito e até porque “deram muitos benefícios de dúvida ao governo” pelo que pedem a compreensão da sociedade.

Informou que o documento já foi publicado no Boletim Oficial.

Duarte Sanhá  disse que os sindicatos não têm nada com a política partidária e que estão a fazer os seus trabalhos laborais de defender a classe perante casos de injustiça, e que são os únicos com legitimidade para falar em nome dos professores.

A nova paralisação ocorre numa altura em que escolas do ensino público preparam a publicação de resultados finais, para que o novo ano lectivo possa arrancar em janeiro próximo.ANG/MI/ÂC//SG
      

Óleo de palma


                        Indonésia entra com queixa na OMC contra  UE
Bissau, 17 dez 19 (ANG) - A Indonésia apresentou queixa na Organização Mundial do Comércio (OMC) contra a União Europeia por sua política “discriminatória” em relação ao óleo de palma,  um dos principais produtos de exportação do país asiático.
A ação é consequência da decisão europeia de banir os biocombustíveis fabricados a partir de óleo de palma de seu mercado de renováveis.
A queixa de Jacarta pode provocar uma guerra comercial entre a Indonésia, primeiro produtor mundial de óleo de palma, e a União Europeia, preocupada com o impacto ambiental da exploração dessa cultura.
O país asiático “enviou oficialmente em 9 de dezembro um pedido de consulta à União Europeia que representa a primeira etapa de uma queixa”, explicou Agus Suparmanto, o ministro do Comércio indonésio.
A Malásia, segundo produtor mundial, também ameaça atacar a União Europeia na OMC, mas decidiu dar um pouco mais de tempo a Bruxelas.
Tesera Kok, ministra malaia responsável pelo setor, diz que virá à Europa em março de 2020 para negociar o tema. Uma queixa formal do país contra a UE não deverá ser apresentada antes desta data.
«Quero dar uma chance aos europeus e ver se com minha viagem será possível evitar a queixa na MMC », afirmou Teresa Kok. O azeita de dendê é o óleo vegetal mais utilizado no mundo e um ingrediente essencial na fabricação de um grande número de produtos industrializados, de alimentos a cosméticos. As duas nações asiáticas concentram sozinhas 80% da produção mundial.
Os europeus consideram o óleo de palma como um biocombustível não sustentável, devido ao grande desmatamento que sua produção provoca.
Por isso, a nova versão da Diretiva de Energias Renováveis (RED II), promulgada em dezembro do ano passado, decidiu que seu uso não poderia ser levado em conta para atingir os objetivos fixados pelo bloco em termos de utilização de energias renováveis em 2030.
Os países membros do bloco poderão continuar usando a mesma quantidade de biocombustíveis de palma que consomem hoje até 2023. A partir daí o volume terá que ser reduzido progressivamente até chegar a zero em 2030.
Devido ao desmatamento provocado no sudeste da Ásia, os defensores do meio ambiente acusam a exploração do óleo de palma de representar uma das maiores ameaças à biodiversidade tropical.
A Indonésia já tentou várias vezes iniciar discussões bilaterais para tentar um acordo com Bruxelas, mas nunca obteve sucesso, indicou Iman Pambagyo, diretor-geral das negociações comerciais internacionais indonésias.
“Precisamos reafirmar a posição da Indonésia em relação à política europeia », explicou Pambagyo para justificar a queixa na OMC.
A UE é hoje o segundo maior mercado consumidor do óleo de palma produzido na Indonésia, atrás somente da Índia.ANG/RFI

Caju


 União Europeia inaugura sexta-feira novo centro de processamento em Bissorã

Bissau, 17 dez 19 (ANG) – A União Europeia inaugura na próxima sexta-feira um novo centro de processamento de caju, em Bissorã, norte da Guiné-Bissau.

Vista da Escola Vocacional de ADPP em Bissorã
Segundo um comunicado desta organização, a infraestrutura é criada no âmbito do  Projecto de Processamento e Comercialização de Caju, na região de Oio, em  implementação  desde 2016, pela ONG Ajuda do Povo Para o Povo(ADPP) Guiné-Bissau, em parceria com a Associação de Clube de Agricultores.

Financiado pela União Europeia, o referido projecto formou centenas de agricultores em diferentes cadeias de valor do caju, desde as técnicas de  produção de castanha e pedúnculo de caju, incluindo a reciclagem de resíduos até a comercialização final do que é o principal produto de exportação da Guiné-Bissau.

O Centro tem produção biológica certificada e de excelência, e  já produz e comercializa amêndoa, sumo, marmelada, bolo e pão de caju, e conta com diversos viveiros de cajueiros  estabelecidos em 31 comunidades da região.

A inauguração oficial do centro prevê visita guiada dos participantes, animação cultural e intervenções da Senhora Ministra de Agricultura e Florestas, da Senhora Embaixadora da União Europeia junto da República Guiné-Bissau, do Senhor Governador de Oio, do representante da ADPP Guiné-Bissau e da representante dos/as agricultores/as e das trabalhadoras/estagiárias do Centro. ANG//SG

França


                    Escândalo derruba arquitecto da reforma da Previdência
Bissau, 17 dez 19 (ANG) - Jean-Paul Delevoye, Alto Comissário para a Aposentadoria na França e arquiteto do contestado projeto de reforma da Previdência, pediu demissão na segunda-feira (16).
Sua permanência no governo passou a ser insustentável depois da revelação de que ele acumulava vários cargos de consultor.
A renúncia acontece no 12° dia de greve contra a reforma da aposentadoria na França.
Os pedidos pela demissão de Jean-Paul Delevoye se multiplicaram desde a revelação pela imprensa, no último final de semana, de que ele havia omitido informar ao governo de que acumulava 13 contratos de consultor. Alguns desses trabalhos eram remunerados, o que é incompatível com o cargo no governo. Ele é acusado de conflitos de interesse.
Inicialmente, Delevoye recebeu o apoio do primeiro-ministro Edouard Philippe, mas acabou caindo diante da pressão da oposição.
O presidente Emmanuel Macron aceitou o pedido de demissão, mas lamentou a saída do Alto Comissário. O governo francês informou que Jean-Paul Delevoye será substituído o mais rápido possível.
É verdade que o governo tem pressa. O executivo espera relançar as negociações com os sindicatos sobre a reforma da aposentadoria ainda esta semana, para tentar pôr fim à greve que paralisa os transportes do país há 12 dias.
A maioria dos sindicatos considerava que Jean-Paul Delevoye havia perdido sua credibilidade como negociador.
Em entrevista à RFI nesta segunda-feira, Philippe Martinez, secretário-geral da Central Geral dos Trabalhadores (CGT), havia pedido a renúncia do arquiteto da reforma.
O governo não podia deixar a polêmica continuar e correr o riscos de aumentar as chances de um bloqueio do país durante as festas de fim de ano.
Jean-Paul Delevoye foi nomeado em setembro de 2017 pelo presidente Emmanuel Macron para elaborar a reforma da Previdência.
Durante dois anos, ele negociou com os sindicatos a criação de um sistema universal de aposentadoria por pontos, com o fim de 42 regimes especiais, que era uma promessa de campanha de Emmanuel Macron.
 Sua demissão fragiliza ainda mais a posição do governo que enfrenta dificuldades em convencer os franceses de que esta reforma é necessária e justa.ANG/RFI

segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

Desporto/Futebol


FC. Sonaco vence FC. Pelundo e lidera provisoriamente campeonato da primeira divisão

Bissau, 16 dez 19 (ANG) –O  Futebol Clube de Sonaco assumiu, provisoriamente, a liderança do campeonato nacional de futebol da primeira divisão  com mais de um  ponto de vantagem sobre Canchungo  depois de ter derrotado o FC.Pelundo por 2-0  no último  fim de semana, numa partida referente a terceira jornada.

Conforme o calendário da Federação de Futebol da Guine-Bissau, hoje, o jogo entre os Cavalos Brancos de Cuntum e FC Canchungo encera a jornada numero três do campeonato nacional de futebol.

Na mesma jornada, FC.  Bafatá  venceu Pefine por 3-0, Equipa dos Portos  de Bissau foi derrotado pelo FC Gabú por 2- 1, ao passo que  Bissorã empatou 0-0 com a UDIB e spot Bissau  e Benfica e Sporting Clube da Guiné- Bissau também emparam 1-1.

O jogo entre os Balantas de Mansoa  e futebol Clube de Bula não teve lugar por causa do falecimento de um dos dirigentes  de equipa de Nuno Tristão de Bula.

Para a 4˚ jornada, conforme o calendário, estão agendados as seguintes partidas:  Sonaco/Futebol Clube de Bula, Benfica/Portos de Bissau, Cuntum/UDIB, Pefine/Sporting, Gabú/Bissorã, Pelundo/Bafata e Canchungo/Balantas. ANG/MI/LPG//SG

Presidenciais/2ª volta


“Povo guineense precisa se reencontrar na sua diversidade”, diz Domingos Simões Pereira

Bissau, 16 Dez 19 (ANG)- O candidato suportado pelo Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo-Verde (PAIGC) Domingos Simões Pereira defendeu este fim-de-semana a necessidade de o povo guineense se reencontrar na sua diversidade, com a finalidade de seguir para o progresso da nação.

O candidato suportado pelo PAIGC fez a referida defesa em declarações à imprensa, à margem do comício que realisou na cidade de Bafatá, zona lesta do país, no quadro da campanha eleitoral da seguda volta das eleições presidenciais prevista para 29 do corrente mês.

“No nosso Manifesto, afirmamos que, enquanto Presidente da República,  vamos unir os guineenses como um só Povo, porque queremos para que todos nós sermos parte de uma única nação ,sem pertença étnica, religiosa ou cidadão da cidade ou tabanca”, explicou.
O líder do PAIGC sublinhou que os guineenses devem demonstrar que são um único Povo, acrescentando que, para o efeito, devem ser capazes de celebrar a referida identidade que os une.

Domingos Simões Pereira salientou que, se for eleito Presidente da República, irá fazer uma nova digressão à todas as regiões do país, para  ouvir as preocupações do Povo guineense, conselhos dos anciões como forma de procurar a solução para unir a nação guineense.

Questionado qual é a sua mensagem para os cidadãos da região de Bafatá tendo em conta o resultado que obteve na primeira volta, respondeu que a sua avaliação é de forma global e que por isso, tanto à população de Bafatá assim como de outras partes da Guiné-Bissau, só pede a confiança na sua pessoa para dirigir o país.

“ Durante a minha visita à diferentes tabancas no quadro da campanha eleitoral, registei as preocupações do povo de diferentes partes da Guiné-Bissau, espero que no cargo de Presidete da República do país, vou usar a minha influência junto do governo para minimizar o sofrimento do povo em geral”, garantiu.

Por sua vez, o coordenador de campanha de Domingos Simões Pereira na região de Bafatá, em declarações  exclusivas à Agência de Notícia da Guiné disse que estão a trabahar para alterar o resultado obtido na região de Bafatá na primeira volta.


“Sabemos que na primeira volta o candidato suportado pelo PAIGC Domingos Simões Pereira obteve 26;16 % na região de Bafatá e Umaro Sissoco Embaló suportado pelo MADEM-G15 obteve 50,62% dos votos. por esse motivo de larga diferença verificado na primeira volta, estamos bastante empenhados nos nossos trabalhos de contactos e sensibilizações para ter um resultado diferente dessa vez”, garantiu aquele responsável.

Sublinhou que na realidade tém enormes deficuldades na região de Bafatá e que apesar disso, vâo fazer algo  diferente, tendo acrescentado que “infelizmente, é quase impossível vencer na referida região e que o foco do candidato não reside em ser vencedor da região de Bafatá, mas sim evitar a larga diferença verificado na primeira volta”.

Questionado sobre estratégias que vão implementar para mudar o resultado, respondeu que lamentavelmente não pode falar das estratégias uma vez que ao revelar isso os inimigos podem usar as mesmas para obter os seus benefícios.

Segundo os dados divulgados pela Comissão Nacional de Eleição, na primeira volta das eleições presidenciais, o candidato Umaro Sissoco Embaló suportado pelo Movimento para Alternância Democrática MADEM-G15 ficou na posição de segundo mais votado com 15.350 votos igual a 27,65 por cento e que Domingos Simões Pereira foi o mais votado entre 12 candidatos, obteve 222.870 votos, corresponde  a 40, 13 por cento.

A camapanha eleitoral para a segunda volta das presidenciais marcadas para 29 deste mês, cumpre hoje o seu quarto dia, Domingos Simões Simões Pereira cumpre  uma agenda especial e Umaro Sissoco Embaló realiza mais um comício popular, em Bissorã, no Norte da Guiné-Bissau.
ANG/AALS//SG


Sudão


                           Ex-Presidente condenado a dois anos de prisão por corrupção
Bissau, 16 dez 19 (ANG) - Um tribunal de Cartum condenou,  sábado, o ex-presidente do Sudão a dois anos de prisão por corrupção.
 Esta é a primeira condenação contra Omar al-Bashir, afastado do poder em Abril. O antigo presidente vai cumprir a pena num centro de detenção para pessoas de idade.
O ex-presidente do Sudão, Omar al-Bashir, que governou o país durante 30 anos com mão de ferro e que foi destituído a 11 de Abril face à pressão popular, foi julgado por um tribunal especial e declarado culpado por "corrupção" e "posse ilegal de fundos estrangeiros". O processo tinha começado em Agosto e tratava de fundos recebidos da Arábia Saudita.
O juiz explicou que o ex-presidente, de 75 anos, vai cumprir a pena num centro de detenção para pessoas de idade avançada porque, segundo a lei sudanesa, os cidadãos com mais de 70 anos não podem ir para a prisão.
À saída do tribunal, um dos seus advogados, Ahmed Ibrahim, declarou que o ex-presidente vai apelar, apesar de "não confiar no sistema judicial sudanês".
A Defesa de Omar al-Bashir falou, ainda, em "julgamento político".
Durante as audiências, o ex-presidente reconheceu ter recebido um total de 90 milhões de dólares (81 milhões de euros) da parte dos dirigentes sauditas, mas o processo visou apenas 25 milhões de dólares (22,5 milhões de euros) recebidos, pouco antes da sua destituição, da parte do príncipe herdeiro saudita Mohammed ben Salmane.
Porém, Omar al-Bashir argumentou que o dinheiro não foi usado para fins pessoais mas como “donativos”.
De acordo com uma testemunha no processo, o ex-presidente teria dado cerca de 5 milhões de euros ao temível grupo paramilitar das Forças de Apoio Rápido.
O Sudão é um dos países mais afectados pela corrupção ao ocupar o número 172 numa lista de 180 países da ONG Transparency Internacional.
O tribunal também ordenou o confisco dos recursos encontrados na residência do ex-chefe de Estado após a sua detenção: 6,9 milhões de euros, 351.770 dólares e 5,7 milhões de libras sudanesas.
Fora do tribunal, dezenas de apoiantes de Omar al-Bashir expressaram a sua decepção com o veredicto. Outras centenas de manifestantes protestavam no centro de Cartum contra as novas autoridades.
Paralelamente, as autoridades de transição anunciaram,  sábado, a dissolução das organizações profissionais criadas durante a antiga presidência, respondendo, assim, às reivindicações do movimento de contestação social que em Abril levou à destituição do antigo chefe de Estado.
O Sudão está actualmente a ser dirigido por um governo de transição com um Primeiro-ministro e um Conselho soberano composto por militares e civis.
Este primeiro processo judicial não tratou das acusações contra Omar al-Bashir do Tribunal Penal Internacional que emitiu dois mandados de captura por “crimes de guerra”, “crimes contra a humanidade” e “genocídio” no Darfur. Esta província ocidental sudanesa foi palco de uma guerra entre rebeldes e forças pró-governamentais que fez 300.000 mortos e 2,5 milhões de deslocados, de acordo com a ONU.
Até agora, o governo de transição ainda não autorizou a extradição do antigo dirigente para Haia. Ainda que o Sudão não tenha ratificado o Estatuto de Roma - tratado fundador do TPI – o país tem a obrigação jurídica de prender Omar al-Bashir porque a investigação do Tribunal Penal Internacional sobre os crimes no Darfur foi feita sob a alçada da ONU, da qual o Sudão é membro.
As Forças para a Liberdade e a Mudança, que lideraram os protestos contra ele, indicaram que não se opõem à extradição.
Omar al-Bashir poderá também ser obrigado pela justiça a responder a outras acusações. A 12 de Novembro, as autoridades emitiram um novo mandado de captura pelo seu papel no golpe de Estado de 1989 – quando chegou ao poder - para o qual está a ser feita uma investigação pela Procuradoria de Cartum.
Além disso, o Procurador-Geral indicou que o ex-presidente é acusado de envolvimento nas mortes de manifestantes durante os protestos populares que levaram à sua destituição. ANG/RFI

Cooperação


Turquia pode apoiar as autopridades guineenses para construção de um novo aeroporto internacional

Bissau, 16 Dez 19(ANG) – O Presidente da Turquia admitiu recentemente, a possibilidade de  apoiar a Guiné-Bissau na construção de um novo aeroporto internacional , noticiou o Jornal Nô Pintcha na sua edição de 12 de dezembro.

O semanário estatal que cita uma nota do gabinete do Primeiro-ministro como fonte dessa informação refere que Aristides Gomes e o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan mantiveram um encontro de análises da cooperação entre os dois países, à margem da Conferência da OCI.

Segundo o jornal, Gomes e Erdogan falaram ainda da possibilidade de a Turquia abrir uma embaixada em Bissau, bem como de uma linha de crédito para o investimento público/privado na Guiné-Bissau.

“Aristides Gomes ainda promoveu um encontro de trabalho com o líder do Fórum da Juventude da OCI, que manifestou o desejo de atribuir à Guiné-Bissau a organização da próxima cimeira , como forma  de estimular  elaborações  de projectos a favor dos jovens guineenses”, refere o jornal.

A conferência de alto nível da OCI sobre Investimento Público e Privado foi realizada na semana passada, em Estambul, Turquia sob o lema:”Invesatimento para a Solidariedade e Desenvolvimento”, e visa explorar as possibilidades de investimento nos países membros, na base de alargamento da cooperação  ao sector privado.

A OCI foi criada na trigéssima  oitava sessão do Conselho de Ministros das Relações Exteriores(AMCEN) realizada em Astana /Casaquistão, de 28 a 30 de Julho de 2011.  ANG/JD//SG

Mudanças climáticas


                                        COP 25 chega a acordo mínimo
Bissau, 16 dez 19 (ANG) – Os participantes da COOP25, após duas noites de intensas negociações,  chegaram finalmente no domingo (15) a um acordo em Madri, mas o compromisso alcançado foi mínimo e está longe de responder com firmeza à urgência climática, conforme reivindicado pelos cientistas e pela sociedade civil.
No encerramento da Conferência do Clima das Nações Unidas, a comunidade internacional ressaltou a “necessidade urgente” de agir contra o aquecimento global, mas fracassou em estabelecer as regras do mercado internacional de carbono.

 Esse sistema estabelece que os países que emitiram gases demais poderão compensar essa poluição comprando créditos de CO2 daqueles que conseguiram despejar menos gases do que previam as suas metas.

Após duas semanas de negociações, os participantes concordaram apenas em pedir aos países que aumentem suas metas para reduzir as emissões de gases que provocam o efeito estufa no próximo ano. A medida é essencial para tentar conter o aquecimento a menos de +2°C.
A conferência, que negociava os termos da implementação do Acordo de Paris sobre o Clima, que entra em vigor em 2020, deveria ter acabado na sexta-feira (13) à noite, mas a falta de consenso arrastou as discussões até a manhã de domingo.

O fracasso ameaçava o encontro e, durante a última noite, a jovem ativista sueca Greta Trunberg tuitou que a COP 25 “estava se despedaçando”.

A ONU considera necessário reduzir as emissões em 7,6% ao ano entre 2020 e 2030. A porcentagem elevada visa compensar a alta registrada de gases lançados na atmosfera em 2019.
No atual ritmo de emissão de gases do efeito estufa, a temperatura pode aumentar até 4 ou 5°C até o final do século. Mesmo se os signatários do Acordo de Paris respeitassem seus compromissos, o aquecimento global seria superior a 3°C. Todos os Estados deverão apresentar até a COP26 de Glasgow uma versão revisada de seus compromissos.
Até agora, cerca de 80 países se comprometeram a apresentar um aumento de suas ambições, mas eles representam apenas cerca de 10% das emissões globais. E quase nenhum dos maiores emissores, China, Índia ou Estados Unidos, parece querer se juntar a este grupo.
 Somente a União Europeia "endossou" esta semana em Bruxelas o objetivo de neutralidade de carbono até 2050. Mas sem a Polônia, muito dependente do carvão. E os europeus ainda vão levar meses para decidir sobre um aumento de seus compromissos para 2030. ANG/RFI/AFP

Presidenciais /2ª volta


Umaro Sissoco Embalo  promete unir todos os guineenses, caso for eleito Presidente da República

Bissau 16 Dez 19 (ANG) – O candidato apoiado pelo Movimento para Alternância Democrática (Madem –G15),afirmou esta semana que caso for eleito no dia 29 de Dezembro Presidente da República vai trabalhar para unir todos os guineenses numa só Nação rumo ao desenvolvimento.

Umaro Sissoco proferiu estas afirmações durante o comício na cidade de Canchungo, Norte do país .

Afirmou ser um candidato limpo em relação ao seu opositor e que por isso os guineenses têm duas escolhas que segundo ele, passa por votar no eixo do mal ou no do bem que ele representa.

Embalo acusou Domingos Simões de ter complexo dos muçulmanos ao contrário dele que considera os cristãos de irmãos,frisando que a sua esposa é cristã.

“Serei um Presidente da Concórdia Nacional  e exemplo disso podem ver o núcleo que está a apoiar a minha candidatura, e aproveito essa oportunidade para informar que no próximo dia 26 de Dezembro vai chegar à Bissau o seu amigo de nome Al-Waleed bin Faal que é o homem mais rico do mundo “,informou.

Embalo afirmou que Al-Walled virá com quatro aviões e com diferentes materiais para oferecer, entre os quais medicamentos para hospitais ,geradores ,botes para transportar doentes nas ilhas entre outros artigos.

Disse ainda que este homem árabe  vem com um chegue visado no valor de 1 bilião de dólares que será entregue ao director do Banco Central da África Ocidental (BCEAO), logo após o seu empossamento.

Disse que  esse dinheiro será da Guiné-Bissau salientando que não precisa da Mesa Redonda .

Sissoco Embalo disse ser um homem limpo e que não teme a justiça como o seu concorente que, segundo ele,  recusou responder a convocação da Procuradoria Geral da República ,frisando que ele é da “geração dos concretos”, humilde e  capaz de unir todos os guineenses numa mesa .

Por seu turno, o coordenador do Madem G-15, Braima Camará agradeceu o povo de Canchungo pelo voto no seu candidato na primeira volta ,tendo felicitado o líder da Aliança Popular Unida (APU-PDGB) Nuno Na Bian pela coragem e firmeza em aceitar a proposta de Umaro Sissoco, que diz ser uma personalidade de estabilidade ,reconciliação e de uniao dos filhos da Guiné-Bissau .

Tomaram parte no comício os candidatos derrotados na primeira volta e os seus mandatários que apoiam Umaro Sissoco Embaló.

A camapanha eleitoral para a segunda volta das presidenciais marcadas para 29 deste mês, cumpre hoje o seu quarto dia, Domingos Simões Simões Pereira cumpre  uma agenda especial e Umaro Sissoco Embaló realiza mais um comício popular, em Bissorã, no Norte da Guiné-Bissau. ANG/MSC//SG