sábado, 12 de abril de 2014

Campanha Eleitoral


IBraima Sori Djaló promete a Justiça caso for eleito Presidente

Bissau, 12 Abr. 2014 (ANG) – O Candidato independente, Ibraima Sori Djaló, garantiu durante o comício popular realizado sexta-feira no bairro de Hafia, arredores de Bissau  que, caso for eleito Presidente da República, vai fazer funcionar a justiça na Guiné-Bissau.

 Sori Djaló, adiantou que a justiça vai ser feita contra quem quer que seja, que não esteja a seguir o “caminho limpo”.

”Eu não vou ser um Presidente que vai cruzar os braços e as pernas, para dizer eu fui eleito pelo povo. Fui eleito para saber o que deve ser  feito para o bem da Nação e do povo”, disse.

Sori Djalo  disse que não vai permitir que o Governo faça aquilo que quer, para acrescentar que “ todos nós percebemos as montagens que se fazem neste país e vou obrigar as pessoas a respeitarem a constituição”, acrescentou.

Ibraima Sori Djaló criticou os seus adversários interrogando onde saíram com tanto dinheiro que gastaram em campanha eleitoral.

Disse que ganha mais do que todo os outros candidatos e que vai ajustar contas com eles para declararem onde saíram com o dinheiro gasto, caso vença as eleições.


ANG/FESM/SG

Campanha eleitoral


Afonso Té promete  paz ,segurança e desenvolvimento  se for eleito  

Bissau, 12 Abr 14 (ANG)– O Candidato do Partido Republicano para Independência e Desenvolvimento (PRID), António Afonso Tê, prometeu sexta-feira, durante o fecho da sua Campanha eleitoral, garantir a segurança, desenvolvimento e a Democracia para a população guineense, caso for eleito  domingo, dia 13 de Abril .

No Comício realizado em Bissau, perante os seus apoiantes, António Afonso Tê, sublinhou que caso for confiado o cargo do Presidente da República, vai trabalhar firmemente para o desenvolvimento e divulgação da vivência democrática no país.

Por outro lado, este candidato salientou que é necessário criar um espaço de concertação e de diálogo nacional para o reforço da paz, segurança e estabilidade no país.

Este político, apelou a todos os guineenses que concordam com o projecto “Djitu Tem” , em particular, os dirigentes  e simpatizantes do PRID, assim como do Fóruns dos partidos Políticos, para exigirem  maior responsabilidade à classe política guineense.

“ Exigir a classe política guineense, para trazer o projecto de rumo a desenvolvimento, e de conviverem no clima da fraternidade, para poderem tirar o país na situação em que se encontra”, disse Afonso Tê.

ANG/LLA/SG


Campanha eleitoral




PRS promete construir mil quilómetros de estradas se vencer as legislativas de domingo

Bissau, 12 Abr 14 (ANG) – O secretário-geral do Partido da Renovação Social (PRS), prometeu construir mil quilómetros de estradas em todo o território nacional, se o partido vencer as eleições legislativas de 13 de Abril.

Florentino Mendes Pereira, que discursava no último comício da campanha eleitoral, no bairro de Antula, disse que, no quadro da UEMOA, vão trabalhar no sentido de melhorar os critérios da convergência.

“Não podemos estar na UEMOA somente no quadro do franco CFA. Os criterios da primeira ordem que são aspectos que tocam com a inflação, cuja taxa media anual deviam situar-se em menos de três por cento e actualmente esta em 2,2por cento devem ser melhorados” explicou o dirigente do PRS.

Disse que, em relação a divida efectiva liquida, sobre Produto Interno Bruto que neste momento se situa em 52 por cento, num pais que acabou de beneficiar da iniciativa IPHIC da perdão da divida, deve ser melhorado.

“Portanto, temos que trabalhar mais para melhorar o nosso stock da divida e o quadro macro económico visando resolver os problemas do sector privado que se encontra actualmente descapitalizado”, salientou.

O secretraio geral do PRS sublinhou que é preciso capitalizar o sector privado, através da criação de um ambiente favorável em termos administrativos e de negócios, adiantando ainda que é preciso igualmente criar um sistema de linha de credito de forma a facilitar o sector privado.

Florentino Mendes Pereira, sublinhou que o desenvolvimento económico sustentável passa  pela criação de riquezas, através da valorização dos recursos mineiros, agrícolas, de turismo, das pescas entre outros.

Revelou que, se o PRS vencer as eleições, vai trabalhar no sentido de valorização dos recursos humanos bem como da promoção do sector social, nomeadamente a educação, saúde, juventude e mulheres.

Por sua vez, o candidato do Partido da Renovação Social as presidenciais, Abel Incada, pediu aos eleitores para que votassem nele e no PRS para poderem governar e desenvolver o pais.


O Partido da Renovação Social é a segunda maior força política da Guine-Bissau. 

ANG/AC /SG

Campanha eleitoral


Jomav promete fazer tudo para reconciliar guineenses

Bissau, 11 Abr 14 (ANG) – O Candidato as presidências da partido Africano da Independência da Guiné e Cabo-Verde (PAIGC) José Mário Vaz conhecido por JOMAV prometeu fazer tudo para reconciliar os guineenses caso for eleito este domingo como presidente da Republica da Guiné-Bissau.

A promessa foi feita esta sexta-feira perante um mar de gentes no seu ultimo comício, realizado na praça dos heróis nacionais na qual explicou que esta reconciliação será feita sem qualquer perseguição, e promete fazer vincar a autoridade do Estado.

 José Mário Vaz voltou a garantir que o governo que será liderado por Domingos Simões Pereira terá o ciclo completo de governação, isso porque não vai permitir a existência de governo sombra que habitualmente são criados para “planear” o derrube do governo.

“O momento não é de divergências nem de conflitos, mas sim de unidade para em conjunto construirmos o país”, aconselhou o candidato do PAIGC as presidências.

Por sua vez, o presidente do PAIGC Domingos Simões Pereira prometeu igualmente afectar um computador ligado a internet à todos os jovens guineenses com idade escolar, se for eleito para o cargo de Primeiro-ministro.

“O dia 14 de Abril será o dia da reconciliação, de unidade, do diálogo nacional, da construção do país e de combate a pobreza se o PAIGC for escolhido no domingo para dirigir o destino da Guiné-Bissau nos próximos quatro anos”garantiu Domingos Simões Pereira.



ANG/LPG/SG

Campanha eleitoral


Apoiantes do Domingos Quadé acreditam na vitória do candidato

Bissau, 12 Abr 14 (ANG) -Os apoiantes do Independente Domingos Quadé acreditam na “vitória” do seu candidato ao cargo de Presidente da República e pedem o “civismo durante todo o processo eleitoral”.

Em entrevista à ANG, a responsável das “Mulheres Apoiantes de Domingos Quadé afirmou que decidiram apoiá-lo porque é um “homem honesto, certo e capaz de levar o país para frente”.

Mariama Baldé,“Iloisa”, terminou apelando a todos os guineenses e, em particular aos políticos, para serem pacíficos no processo e aceitarem o resultado do escrutínio, independentemente de quem ganhar”.

Para o Jovem, Luís Namua Utinco, estudante de 22 anos, o líder do “Projecto por um Cassaca II” é o homem de momento e com competência para tirar a Guiné-Bissau da má situação em que se encontra.

Este apoiante de Quadé acrescentou que não é por acaso que escolheu, como os pilares da sua candidatura, a fortificação do Estado, a afirmação do sector judiciário e a reconciliação entre guineenses.

Este “estreante” na votação, pediu aos eleitores para “pensarem profundamente antes de decidirem”, e apelou a paz no país e implorou a “Deus que ganhe quem melhor corresponder aos anseios do país”.

 Entretanto, em declarações à uma rádio privada do país, Domingos Quadé afirmou que o seu “Projecto Cassaca II” visa restaurar a autoridade do Estado no país, através do respeito pela lei, com vista a garantir a paz e o desenvolvimento.

Domingos Quadé, formado em direito pela Universidade de Coimbra, Portugal, até antes da sua entrada na política este ano, desempenhava as funções de Bastonário da Ordem dos Advogados da Guiné-Bissau. Cargo para o qual foi eleito em 2012.


FIM/ANG/QC/SG

Eleições gerais



No dia de reflexão presidente da CNE pede participação consciente
dos eleitores

Bissau, 12 Abr14 (ANG)- O presidente da Comissão Nacional de Eleições, Augusto Mendes, em mensagem dirigida à Nação, apelou hoje a participação consciente dos eleitores na votação de domingo, 13 de Abril.

Augusto Mendes pediu maior postura de cidadania e organização cívica que respeitem o acto.

O presidente da CNE sublinhou que nos anos de luta pela conquista da independência” fomos um exemplo de abnegação que ultrapassou as fronteiras do nosso continente”.

“Chegou o momento de reafirmarmos, juntos e unidos como no passado que continuamos a ser uma Nação merecedora dessa distinção”, referiu.

Numa comunicação de quatro páginas, Mendes revelou que o seu desejo mais profundo é o de ver os cidadãos com a responsabilidade de ditar o futuro da Nação assumirem os deveres constitucionais.

“Num estado de direito democrático é o povo, através dos cidadãos com idade de votar, que exerce o poder em nome dos superiores interesses da maioria”, vincou.

O presidente da CNE destacou as particularidades que caracterizam as eleições de domingo, referindo as possibilidades que agora são oferecidos aos novos eleitores que não puderam exercer os seus direitos de voto nas eleições de 2009 e 2012.

“Tudo foi feito para assegurar que eleitores inscritos nos diversos cadernos eleitorais distribuídos pelas 3018 mesas de assembleias de voto vissem assegurado o seu direito de voto”, afirmou.

Aos membros de mesas de assembleia de voto Mendes advertiu para o cumprimento rigoroso dos procedimentos legais.

Cerca de 800 mil eleitores votam no domingo para a escolha do novo presidente da República, lugar concorrido por 13 pessoas enquanto 15 formações políticas disputam os 102 lugares no parlamento guineense.

Trata-se de eleições gerais que marcam o fim do período de transição imposta por força do golpe militar que afastou do poder o PAIGC em Abril de 2012.

ANG/SG


Luís Nancassa apela o povo a votar no seu projecto de levar avante o pais



Bissau, 12 Abr 14 (ANG) – O candidato independente a eleição presidencial do próximo domingo, o professor Luis Nancassa apelou a população guineense a não se deixar enganar com camisolas de propaganda eleitoral dos seus adversários, mas que votem no seu projecto de levar avante o pais.

Falando em exclusivo a ANG, depois de inviabilizado o seu comício popular para assinalar o fim do período da campanha eleitoral, exortou aos guineenses a fazerem a escolha que possa servir de alavanca para que a Guiné-Bissau, finalmente, possa conhecer o desenvolvimento.

“Devemos votar para a soberania do pais”, exortou o candidato que considera que apesar de ser independente, a Guiné-Bissau não é um pais soberano, pois continua ainda a depender das ajudas do exterior para sustentar a sua balança de pagamento.

Na opinião de Luis Nancassa, isso é mau para um pais soberano e prometeu inverter a tendência caso for eleito, isto é, fazer com que a Guiné-Bissau seja “verdadeiramente livre e independente”.

Sobre as reformas no sector da Defesa e Segurança, o candidato argumentou que, tendo em conta a situação a que chegou, o pais necessita de reformar todos as suas instituições, ou seja, refundar o próprio Estado.

“Isso é necessário porque vivemos num pais sem Estado, em que a população não sente a presença das autoridades”, criticou para acrescentar que em caso de vitoria iria reimplantar a Nação.

Em relação a classe castrense, lembrou que os seus elementos fazem parte do povo e que devem pensar no desenvolvimento do pais, pois eles também iriam beneficiar disso. Assim, preconiza um diálogo franco e aberto com os militares para em conjunto mudar o pais para positiva.

No capítulo externo, lembrou que a primeira coisa a fazer é restaurar a dignidade da Guiné-Bissau para que o mundo a possa olhar com respeito, pois, admitiu, as dificuldades de relacionamento que hoje se constata advém do próprio comportamento dos guineenses face ao olhar dos outros.

“Ninguém quer ser amigo de quem não gosta de si mesmo”, sintetizou lembrando que ao longo destes anos o pais “andou de golpe em golpes de Estado” e devido a “todas essas sujeiras” de certeza que ninguém quererá ser “nosso amigo”.

Para tal, aconselha ser necessário corrigir a “nossa” maneira de ser, limpar toda esta imagem interna “muito negativa”, para fazer com que os outros venham ao “nosso” encontro. 

ANG/JAM


sexta-feira, 11 de abril de 2014

Plan e SNV assinam memorando de entendimento para defesa do “grupo marginalizado”

Bissau, 11 Abr 14 (ANG) – A organização Não governamental – Plan Guiné-Bissau e o Serviço Holandês para o Desenvolvimento Internacional (SNV) rubricaram hoje um memorando de entendimento em que comprometeram defender e promover o desenvolvimento socioeconómico e bem-estar de crianças, jovens, mulheres e suas comunidades.

O documento assinado pelos representantes residentes das duas organizações no país estabelece que no âmbito desta parceria as partes devem implementar projectos conjuntos, com enfoque para o grupo marginalizado de cidadãos.

Por exemplo, uma comissão conjunta de técnicos de ambas as partes irão elaborar planos de acção anuais e identificar temas de interesse comum, definir os objectivos, os resultados e estabelecer o orçamento e prazos de implementação dos mesmos.

As duas partes irão levar a cabo advocacia, influenciar políticas de desenvolvimento e implementar iniciativas que levam a um maior acesso aos factores de produção e melhoria de condições de vida, nomeadamente nos sectores da agricultura, água, higiene e saneamento, género e mobilização dos recursos.

“As partes irão colaborar para defender e pressionar o governo para apoiar a promoção dos direitos humanos, das crianças, da mulher e dar protecção social, sobretudo aos mais jovens”, escreve o documento cujo prazo de validade termina em Dezembro de 2015.

O representante do SNV qualificou de “grande dia” o evento de hoje, no qual se formalizou este memorando de entendimento e indicou que é a forma de, em conjunto, colocarem os seus esforços, experiências e competência em prol do desenvolvimento da Guiné-Bissau.

“Através desta nossa parceria poderemos expandir o nosso alcance e atingir uma massa crítica que possa contribuir para o desenvolvimento do país”, sublinhou Amadi Coulibaly que prometeu que, a partir deste começo outros programas se seguirão em conjunto com a Plan- Guiné-Bissau de forma a enquadrar melhor as competências de ambas as organizações.

Por sua vez, o responsável da Plan-Guiné-Bissau afirmou-se regozijado com o acto e lembrou que esta relação de parceria entre as duas instituições existia a muito tempo, mas era necessário formaliza-la, tal como se fez hoje.

“É uma parceria interessante que comunga os interesses das duas organizações no ambito do qual as duas partes irão colocar os seus respectivos técnicos a trabalharem nos domínios acima mencionados”, frisou Allassane Drabo.

De acordo com este responsável, o valor acrescentado desta parceria assenta no seguimento mais rigoroso da implementação das actividades a promover pela duas organizações e realçou o espírito de abertura que caracterizou todas as etapas das negociações e que culminou com o acto presente.

Desejou que a iniciativa do SNV e da Plan-Guiné-Bissau sirva de inspiração as outras organizações, para que possam se juntar eles nesta “nobre tarefa”.


ANG/JAM


Eleições gerais


Chissano apela aos guineenses para aceitarem resultados eleitorais

Bissau, 11 Abr 14 (ANG) - O chefe da Missão, de curto prazo, composta por mais de 50 observadores da União Africana (UA) apelou quinta-feira aos guineenses para manterem a calma e estarem preparados para aceitar os resultados das eleições como forma de tirar o país do isolamento em que se encontra.

Joaquim Alberto Chissano que falava à imprensa à sua chegada no aeroporto internacional Osvaldo Vieira de Bissau considerou haver condições favoráveis para a realização das eleições gerais credíveis no dia 13 de Abril.

“Sabemos que há muitos candidatos, o que queremos é eleger um, e o candidato eleito deve ser abraçado por todo o povo,” exortou Chissano, antigo presidente da República de Moçambique.

 Chissano assegurou que, de acordo com as informações dadas pelos observadores de longo prazo da UA, estão criadas as condições necessárias para a realização de eleições gerais no país, embora admitiu que a dificuldade continua a residir na conclusão da distribuição de alguns cartões eleitorais aos seus respectivos titulares.

 O Parlamento pan-africano, Organismos Eleitorais, Organizações de Direitos Humanos, a Comissão Africana dos Direitos Humanos e dos Povos, Sociedade Civil Africana, os Embaixadores acreditados junto a União Africana e o Departamento Eleitoral da União Africana são as entidades e instituições que integram esta missão de observação eleitoral.


ANG/ BI/SG

Eleições gerais


Estados Unidos de América pedem ambiente pacífico durante eleições

Bissau, 10 Abr 14 (ANG) - O Departamento de Estado norte-americano apelou às autoridades da Guiné-Bissau para criarem um ambiente pacífico durante as eleições de domingo.

Numa declaração divulgada quarta-feira, o seu porta-voz, Jen Psaki referiu que os Estados Unidos de América encaram o acto eleitoral como "um importante passo para construir um futuro mais estável, próspero e democrático" na Guiné-Bissau.

"A população da Guiné-Bissau vota no dia 13 e pedimos às autoridades da Guiné-Bissau que criem um ambiente propício para que os cidadãos expressem a sua vontade em eleições pacíficas e credíveis", refere.

"Os EUA mantêm-se como um amigo de longa data da população da Guiné-Bissau. Esperamos poder trabalhar com o país mal regresse à normalidade democrática para conquistar paz duradoura na região", conclui a declaração.

As eleições gerais (presidenciais e legislativas) estão marcadas para domingo, 13 de Abril, com 13 candidatos presidenciais e 15 partidos a concorrer à Assembleia Nacional Popular.

O escrutínio marca o fim do período de transição adoptado devido ao golpe militar de 12 de Abril de 2012 que afastou do poder o governo legítimo do PAIGC dirigido por Carlos Gomes Júnior.

ANG/SG



quinta-feira, 10 de abril de 2014

CEDEAO

Presidente do Gana visita Guiné-Bissau para impulsionar esforços na reposição da ordem constitucional

Bissau, 10 Abr.14 (ANG) – O Presidente do Gana e em exercício da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), chegou hoje ao país, em visita oficial de algumas horas para solidariedade com autoridades nacionais nos esforços para a reposição da ordem constitucional, através da realização das eleições gerais de 13 de Abril.

John Abdaramana Mama, em declarações à imprensa, confirmou isso mesmo e expressou o desejo de ver o país regressar brevemente a normalidade constitucional.

“Sabemos que a Comunidade Internacional tem grande vontade de apoiar o Governo que sairá dessas eleições. Por isso, deve haver o empenho de todos os actores do processo para que haja paz depois da realização do escrutínio de 13 de Abril”, aconselhou o estadista ganês.

John Abdaramana Mama foi recentemente escolhido, Presidente em exercício da CEDEAO, aquando da realização da 44ª Cimeira desta organização, realizada no passado dia 29 de Março em Yamoussoucro (Costa de Marfim).

ANG/ÂC


Eleições gerais


Chefe dos observadores da CEDEAO apela “espírito de solidariedade” aos integrantes da missão

Bissau, 10 Abr 14 (ANG) – O chefe dos Observadores da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (MOA-CEDEAO) as eleições gerais de 13 de Abril próximo no país apelou hoje aos integrantes da Missão a observarem o “espírito de solidariedade” aceitando as eventuais dificuldades que possam encontrar no terreno.

Num encontro tido com os mais de 200 elementos da MOA-CEDEAO, Amos Sawyer ironizou ao lembrar a estes, por exemplo, que as zonas em que serão desdobrados não possuem hoteis  de 5 estrelas  e, por isso mesmo, devem ter no espírito que estão a representar uma organização que desde a primeira hora esteve ao lado da Guiné-Bissau emprestando-lhe a sua solidariedade enquanto país membro com problema.

“Por outro lado, vão acompanhar a distribuição dos cartões de eleitores que por ora não foram levantados pelos seus titulares e atentar-se nas campanhas eleitorais”, indicou o chefe da MOA-CEDEAO que os adverte da grande responsabilidade que recai sobre eles .

Amos Sawyer lembrou que se a Guiné-Bissau não consolidar sua democracia e promover a boa governação, isso vai afectar o país, mas também afectará a própria CEDEAO. “É preciso tratar a parte doente para que o corpo esteja são”, ilustrou enaltecendo o grande serviço que estes vão prestar a este país membro da organização sub-regional.  


Segundo uma nota de imprensa, A MOA-CEDEAO constituída por membros do Tribunal de Justiça, parlamentares, Organizações de sociedade civil entre outros dos Estados membros da organização, tem por objectivo assegurar o bom desenrolar do processo eleitoral de 13 de Abril próximo, para torna-las livres, transparentes e credíveis.

Os observadores serão despachados ainda hoje nas 8 regiões administrativas do país e, obviamente, alguns irão permanecer na capital, tendo como objectivo essencial, observar e seguir todas as operações pré-eleitorais, eleitorais e pós-eleitorais do escrutínio e, posteriormente, pronunciar sobre como tudo desenrolou.


ANG/JAM
Eleições gerais

UNIOGBIS doa equipamentos às médias nacionais para cobertura eleitoral

Bissau, 10 Abr 14 (ANG) – O Representante Especial do Secretário-geral das Nações Unidas na Guiné-Bissau, presidiu hoje uma cerimónia de entrega de equipamentos de trabalho aos órgãos de comunicação social nacionais, estatais e privados, com vista a cobertura das eleições gerais de 13 de Abril.
Segundo o comunicado da UNIOBIS a que ANG teve acesso, os referidos materiais, compreendem as motorizadas, computadores portáteis, ecrãs suplementares, impressoras multifunções, gravadores digitais, microfones, e auriculares, câmaras de televisão e fotográficas.
Vinte e três órgãos e um conjunto de 63 jornalistas foram abrangidos pela oferta, cuja parte foi esta quinta-feira entregue aos beneficiários devendo a restante ser entregue posteriormente.
A UNIOGBIS informa ainda no comunicado que, nos próximos dias, os referidos órgãos de comunicação social serão dotados de t-shirts distintas, materiais de escritório e um per-diem para a cobertura do acto eleitoral de 13 de Abril.
Os equipamentos doados foram financiados pelo Fundo das Nações Unidas para a Consolidação da Paz num montante de 200 mil dólares e que cobre três fases, sendo a primeira, entre os dias 1 à 11 de Abril, abrangendo a campanha eleitoral, os debates e tempos de antena, a segunda ao dia das eleições e a terceira após o escrutínio com ênfase na tomada de posse de todos os órgãos da soberania.
 O gesto segundo a UNIOGBIS visa garantir a cobertura da campanha política, do dia do sufrágio e do período pós eleitoral com padrões de ética e independência da parte dos profissionais, na produção de informações rigorosas e objectivas para o pleno esclarecimento da população.
Mais de 700 eleitores guineenses votam no domingo para a escolha de um novo presidente da República e novos deputados. O escrutínio que conta com a concorrência de 13 candidatos presidenciais e 15 partidos políticos marca o fim do período de transição imposto devido ao golpe militar de 12 de Abril de 2012 que afastou do poder o governo do PAIGC.ANG/ÂC/SG





 




Situação política

Ramos Horta faz balanço positivo do período de transição

Bissau, 10 Abr 14 (ANG) - O represente especial do Secretario Geral das Nações Unidas na Guiné-Bissau, José Ramos Horta considerou quarta-feira satisfatório o balanço dos dois anos de transição prestes a completar.
Pode-se dizer que o processo eleitoral tem decorrido bem apesar de alguns incidentes de percurso que condenamos”, disse em declarações aos jornalistas.
Horta destacou que o recenseamento foi um sucesso com o registo de 95.6 por cento de eleitores, e disse esperar que o número igual ou próximo de votantes venha a exercer o seu direito de voto no dia 13 de Abril.
O representante de Ban Ki-moon em Bissau congratulou-se com os esforços feitos para a normalização constitucional pelas autoridades de transição civil, militar, religiosa e pela comunidade internacional.
E realçou os contactos pessoais e telefónicos que tem estado a desenvolver junto das mesmas para que a votação pudesse decorrer na máxima segurança.
“Fui assegurado por todos que todos vão honrar os resultados que venham a ser confirmados pela Comissão Nacional de Eleições”, disse.

Completam-se no próximo dia 12 de Abril dois anos de transição imposta por um golpe de estado que afastou do poder o governo eleito do PAIGC.ANG/SG

quarta-feira, 9 de abril de 2014

UNTG exige o pagamento de dois meses para levantar a greve

Bissau, 09 de Abril 14 (ANG) – A União Nacional dos Trabalhadores da Guiné-Bissau (UNTG) informou que o pagamento de, pelo menos, dois meses de salário é a condição mínima para o levantamento da greve de três dias, que hoje iniciou na função pública guineense, decretada por esta central sindical.

Em declarações à Agencia de Noticiosa da Guiné (ANG), o porta-voz da comissão de greve, Laureano Pereira da Costa informou que a maioria das instituições públicas estão paralisadas ou seja o número de aderência a greve se situa em 90 por cento.

O pagamento de três meses de salários em atraso (Janeiro, Fevereiro e Março 2014) e regularização da situação de transporte público de funcionários, são as reivindicações da UNTG.

O porta-voz qualificou de má fé ou até da falta de vontade do actual executivo em resolver problemas dos funcionários.

“Estamos a quatro meses sem salário, ou seja, quatro meses de jejum, de miséria, de sacrifício e da morte lenta por parte dos funcionários públicos guineenses”, caracterizou Laureano Pereira da Costa.

Explicou ainda que os governantes estão a ostentar viatura de luxo nas vias públicas, enquanto os funcionários a morrem de fome. Acrescentou que sempre que abordado, o executivo argumenta que não há dinheiro para pagar salário. 

“No entanto, há dinheiro para à compra de viaturas para campanha”, indignou-se o porta-voz.

Laureano Pereira Dias prometeu lutar para dignificar a classe trabalhadora guineense e lembrou aos governantes para inculcarem que são também funcionários públicos, pelo que devem respeitar os seus companheiros de baixa escalão na administração estatal.

Caso as exigências da UNTG não forem satisfeitas, a central sindical, segundo o porta-voz, irá entregar ao executivo um novo pré-aviso de greve na próxima segunda feira.

ANG/ LPG
    


  

Campanha eleitoral


PAIGC promete um computador com Internet para cada criança

Bissau, 09 Abr 14 (ANG) - O líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) e candidato a primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Domingos Simões Pereira prometeu nesta segunda-feira dar um computador ligado à Internet a cada criança em idade escolar.

 "Se o PAIGC vencer estas eleições, formar Governo e eu for primeiro-ministro vamos dar um computador ligado à Internet a cada criança em idade escolar na nossa terra", disse Simões Pereira num clube juvenil de Bissau onde apresentou o programa eleitoral do partido.  

O presidente do PAIGC prometeu também, no âmbito da inovação tecnológica, que todas as cidades da Guiné-Bissau vão ter "pelo menos" uma praça com Internet livre. 

"Só assim" a Guiné-Bissau "poderá acompanhar a modernidade e acelerar o seu desenvolvimento, referiu.

 Simões Pereira defendeu uma governação assente em quatro eixos, um dos quais dedicado à consolidação do Estado de direito democrático, promoção de boa governação e reforma das instituições do Estado.  

O segundo abrange a promoção do crescimento económico e a redução da pobreza, o terceiro eixo está virado para a promoção do desenvolvimento e a valorização dos recursos humanos.

A dinamização da política externa, a integração regional e o enquadramento dos guineenses no estrangeiro é o quarto vector do programa que o PAIGC está a apresentar ao eleitorado.

Depois de o líder do PAIGC apresentar o programa, José Mário Vaz, candidato do partido à presidência da Guiné-Bissau, disse que apenas lhe restava convidar Domingos Simões Pereira para formar a sua equipa uma vez que, enfatizou, a partir da próxima segunda-feira "vai ser o primeiro-ministro".

 "Convido-o a começar a pensar na equipa que vai trabalhar consigo na execução deste programa porque a partir de segunda-feira, com a pressão, vai ser complicado para si", observou José Mário Vaz, conhecido por Jomav.


 (Lusa)

Eleições Gerais

Missão dos observadores de curto prazo da CEDEAO chega ao país

Bissau, 09 de Abr 14 (ANG) - Uma missão observação de curto prazo da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), composta por 220 elementos, chegou esta terça-feira ao país.

A missão, encabeçada por Amos Sawyer vai desdobrar-se brevemente no terreno para acompanhar o desenrolar das eleições gerais do próximo domingo.

Deputados e Magistrados do tribunal da CEDEAO e as personalidades da sociedade civil, académicos e embaixadores dos Estados membros acreditados na organização em Abuja são os elementos que compõem a delegação dos observadores da organização regional.

De acordo com o Representante Especial do Presidente da Comissão da CEDEAO, os observadores, de curto prazo, permanecerão no terreno até ao dia 15 de Abril, ao contrário dos de longo prazo, presente no terreno desde Março, que continuarão no país até ao término de todo o processo eleitoral em curso. 


ANG/BI/JAM

Eleições gerais


UE apela concorrentes a recorrerem a vias legais em caso de eventual contestação dos resultados

Bissau, 09 Abr 14 (ANG) – A Alta Representante da União Europeia (UE), aconselhou aos partidos e candidatos concorrentes as eleições gerais de próximo domingo a recorrerem a vias legais apropriadas em caso de eventuais contestações dos resultados.

Em comunicado de imprensa distribuído pela sua porta-voz, Catherine Ashton exortou aos cidadãos a participarem no processo de forma pacífica e em conformidade com a lei eleitoral e no respeito da democracia e do estado de direito, bem como aceitarem os resultados eleitorais.

Entretanto, a alta representante da UE informou que a organização despachou já para a Guiné-Bissau uma missão de observação eleitoral para acompanhar o processo até a sua conclusão.

Catherine Asthon reitera o seu pleno apoio aos esforços da CEDEAO e do Representante Especial do Secretário-Geral das Nações Unidas José Ramos Horta na sua ajuda para que o país avance para uma democracia estável.

Finalmente, aquela responsável europeia manifestou a disposição da EU em colaborar com as autoridades legítimas resultantes de eleições pacíficas, livre e credíveis, e a apoiar os seus esforços no intuito de reforçar, consolidar e reconciliar o país. 

ANG/LLA/JAM