quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Fórum Macau

Cinco primeiros-ministros presentes na abertura da 5ª conferência
Bissau, 05 Out 16 (ANG) - O primeiro-ministro da China, Li Keqiang, preside à abertura da 5ª Conferência Ministerial do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa que se realiza entre 11 e 12 do corrente mês em Macau, anunciou, segunda-feira, a agência de notícias Xinhua.
Logo após o anúncio oficial da visita de três dias de Li Keqiang à Macau, o governo local, através de uma nota oficial, considerou a deslocação como um grande incentivo e uma mostra “do forte apoio e grande atenção do governo central ao território.”
Estarão presentes na cimeira, além do primeiro-ministro da China, quatro outros primeiros-ministros de países de língua portuguesa: José Ulisses Correia e Silva de Cabo Verde, Baciro Djá da Guiné-Bissau, Carlos Agostinho do Rosário de Moçambique e António Costa de Portugal.
Participam ainda na conferência o ministro da Economia de Angola, Abrahão Gourgel, o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços do Brasil, Marcos Pereira, e o ministro de Estado, Coordenador dos Assuntos Económicos e ministro da Agricultura e Pescas de Timor-Leste, Estanislau Aleixo da Silva.
O Fórum de Macau não integra representação de São Tomé e Príncipe por este país manter relações diplomáticas com Taiwan mas, à semelhança da anterior edição do Fórum de Macau, responsáveis do governo daquela nação africana estarão presentes, como observadores, em vários dias de cerimónias da conferência.
A 5.ª Conferência Ministerial do Fórum de Macau será encerrado com o anúncio do Plano de Acção para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os países de língua portuguesa para o triénio 2017-2019.
Desde a criação do Fórum de Macau, pelo governo da China, em 2003, foram realizadas quatro Conferências Ministeriais, respectivamente em 2003, 2006, 2010 e 2013.
Sob o tema “Rumo à Consolidação das Relações Económicas e Comerciais entre a China e os Países de Língua Portuguesa, Unir Esforços para a Cooperação, Construir em Conjunto a Plataforma, Partilhar os Benefícios do Desenvolvimento”, a presente edição do encontro ministerial procurará explorar novas áreas para a cooperação económica e comercial entre a China e os países de língua portuguesa, elevando e fortificando o nível de cooperação e, simultaneamente,  dando continuidade ao processo de consolidação do papel de Macau como plataforma para a cooperação económica e comercial entre a China e os países de língua portuguesa.ANG/Macauhub

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Ensino

Greve dos professores pode dentro em breve ser suspensa

Bissau,04 Out 16 (ANG) – A greve dos professores está prestes a ser suspensa devido a acordos alcançados na maioria dos pontos constantes no Caderno Reivindicativo, restando apenas a assinatura do Memorando de Entendimento, anunciou hoje o Presidente da Comissão Negocial de greve dos dois sindicatos.

Em declarações à ANG, Alfredo Biaguê disse que apesar do consenso alcançado, ainda existem alguns pontos a serem cumpridos de imediato, nomeadamente a devolução do salário que foi descontado aos docentes na observância de greve decorrido no último ano letivo e o pagamento do ordenado em atraso aos professores contratados e novos ingressos, referentes ao ano transato.

Biaguê explicou que as dívidas de 2012 e 2013 serão pagas aos professores doentes e um mês vencido e atrasado simultaneamente até ao final do ano em curso.

Questionado sobre para quando a aplicação da Carreira Docente aquele responsável respondeu que a parte normativa já foi revisada faltando a parte financeira para ser concluída, e a sua possível aprovação no Orçamento Geral do Estado de 2017.

O sindicalista informou ainda que a educação é pilar de desenvolvimento de qualquer país, frisando que os professores não podem ser trabalhadores dos pais e encarregados de educação como tem estado a acontecer com os novos ingressos em algumas comunidades, em que alguns docentes foram utilizados nos trabalhos de limpeza de hortas para depois serem pagos.

Alfredo Biaguê anunciou ainda que durante a referida negociação foram informados de que brevemente os professores do ensino público passarão a beneficiar do subsídio de “giz”.  

Alfredo Biaguê advertiu aos professores para não voltarem as salas de aulas até quando receberem o aval dos dois sindicatos do sector educativo.

Os professores iniciaram o novo ano lectivo com uma greve de 10 dias, reivindicando a aplicação de Carreira Docente e o pagamento de salários atrasados, entre outras.ANG/JD/SG 


Cabo Verde


Observadores consideram eleições presidenciais livres, mas alertam para abstenção

Bissau, 04 Out 16 (ANG) - Os observadores internacionais às presidenciais de domingo em Cabo Verde consideraram segunda-feira que as eleições foram livres e transparentes, mas aconselham a adoção de reformas para incentivar maior participação dos cidadãos.

Nas eleições de domingo, o actual chefe de Estado cabo-verdiano, Jorge Carlos Fonseca, foi reeleito à primeira volta com 92.055 votos (74 por cento) numa votação em que participaram apenas 35.7 por centos dos 361.206 eleitores, segundo os dados provisórios quando falta contar apenas 4 por cento de votos nos círculos eleitorais no estrangeiro.

A votação contou com a participação de missões de observadores da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e da União Africana.

Em conferência de imprensa , na cidade da Praia, o chefe de missão da CEDEAO, o antigo presidente do Benim, Thomas Boni Yayi sublinhou "as condições de liberdade e transparência" e o "clima pacífico" e "sem incidentes" em que decorreu todo o processo eleitoral.

"Este sexto processo de eleição presidencial representa de facto um marco na consolidação das conquistas democráticas do povo cabo-verdiano, demonstra a maturidade de todos os interessados e o funcionamento das instituições", afirmou Thomas Boni Yayi.

A missão da CEDEAO, composta por 50 membros, marcou presença em 480 mesas de voto (47 por cento) em nove das 10 ilhas cabo-verdianas.

Na avaliação preliminar, o chefe da missão assinalou, por outro lado, a "baixa mobilização dos eleitores" e recomendou que sejam tomadas medidas para incentivar uma maior participação dos cidadãos.

A CEDEAO sugere, nomeadamente, o envolvimento da sociedade civil através de campanhas de sensibilização e a organização de eleições gerais (presidenciais, legislativas e municipais) em simultâneo para reduzir custos e "suscitar mais interesse nas eleições".

A missão propõe ainda às autoridades cabo-verdianas que considerem a possibilidade de introdução do voto eletrónico.

Thomas Boni Yayi elogiou o profissionalismo na organização do escrutínio e manifestou o desejo de que a experiência possa ser partilhada com os países homólogos da CEDEAO.

Também o chefe da missão de observadores da União Africana (UA), o ex-presidente da República da Guiné-Bissau, Serifo Namadjo, considerou que as eleições "foram livres e justas".

"O processo decorreu na normalidade. Constatamos que nas mesas os técnicos da Comissão Nacional de Eleições (CNE) eram pessoas bem preparadas para o efeito e também não houve nenhuma situação registada que pudesse indiciar alguma fricção ou outro problema", disse.

Em declarações à Rádio de Cabo Verde (RCV), antecipando a conferência de imprensa sobre os resultados da missão que realizará terça-feira, na cidade da Praia, Serifo Namadjo apontou igualmente a abstenção como o ponto mais negativo do escrutínio.
Por isso, recomendou medidas que conduzam a um maior envolvimento dos cabo-verdianos em próximas eleições.
"Acredito que seja uma tarefa de todos. Políticos, sociedade civil e a própria população devem engajar-se mais na consolidação desse processo que deve melhorar ao longo dos anos, resultando num maior interesse das pessoas pela política e pela escolha dos seus responsáveis", sustentou.
A missão da UA inclui 29 elementos e acompanhou as eleições em sete das nove ilhas de Cabo Verde. ANG/Lusa