quarta-feira, 25 de setembro de 2019

Política





Bissau, 25 set 19 (ANG) - O primeiro-ministro guineense, Aristides Gomes, disse hoje que o programa de Governo e o Orçamento Geral do Estado serão debatidos no parlamento em 15 de outubro e garantiu que os dois instrumentos serão aprovados pelos deputados.
Aristides Gomes falava aos jornalistas à saída de uma reunião de concertação sobre  nova data com o presidente do parlamento, Cipriano Cassamá.

"Já há uma nova data. Será em 15 de outubro. Nós vamos discutir e aprovar o programa do Governo e o Orçamento Geral do Estado",declarou o primeiro-ministro guineense.

Aristides Gomes observou existirem "melhores condições" para que o parlamento aprecie os dois instrumentos, através de um "debate aprofundado".

O debate do programa de Governo guineense tem estado envolvido em polémicas entre as bancadas parlamentares.

Na quinta-feira, o presidente do parlamento e os partidos da oposição ao Governo, Movimento para a Alternância Democrática (Madem G-15) e Partido da Renovação Social (PRS) e alguns deputados da Assembleia do Povo Unido -- Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB), que integra a coligação governamental, participaram numa sessão plenária, que decorreu numa unidade hoteleira, em Bissau, na qual se limitou a proceder a abertura da sessão parlamentar convocada para o debate e aprovação dos dois documentos de governação.
A referida sessão não contou com a presença  do Governo,  e do partido maioritário, o Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC).

Dias depois, o PAIGC contestou a reunião, que considera ter sido convocada de forma ilegal. ANG/Lusa


Finanças públicas/endividamento


Primeiro-ministro considera normal contrair empréstimo junto ao mercado financeiro internacional

Bissau, 25 set 19 (ANG) - O primeiro-ministro  Aristides Gomes, considerou como "normal" e uma boa notícia o facto de o Governo ter recorrido ao mercado financeiro internacional para pedir empréstimos, uma iniciativa criticada pelo Presidente do país, José Mário Vaz.

Na sua mensagem ao país por ocasião do 46.º aniversário da independência, José Mário Vaz questionou a necessidade de o Governo contrair um empréstimo que, segundo disse, vai contribuir para um novo endividamento do país após “um sacrifício” que culminou com o perdão da dívida externa do país, em 2011.

“Recentemente, o Governo contraiu empréstimos através da emissão de títulos do tesouro num montante de 10 mil milhões de francos CFA [cerca de 15 milhões de euros] e brevemente pretende emitir mais títulos do tesouro no mesmo montante, totalizando 20 mil milhões de francos CFA [cerca de 30 milhões de euros]”, observou o líder guineense.

Para José Mário Vaz, é caso para perguntar ao Governo onde param as receitas internas geradas pelas alfândegas, contribuições e impostos e outros serviços.

Em resposta às perguntas dos jornalistas, à saída de uma reunião com o presidente do parlamento, o primeiro-ministro guineense considerou normal aquelas operações  que, na sua opinião, provam a confiança do mercado internacional nas ações do Governo.

“Isso é uma boa notícia, que eu saiba, o facto de a Guiné-Bissau poder ir ao mercado e conseguir somas que pretende para poder fazer funcionar o aparelho de Estado. Isso quer dizer que o mercado tem confiança no Governo”, defendeu Aristides Gomes.

O primeiro-ministro guineense notou ainda que aquelas operações foram supervisionadas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e pelas instituições das sub-regiões que lidam com questões financeiras e monetárias.

Aristides Gomes sublinhou que não existem “nenhumas consequências negativas, antes pelo contrário” das operações montadas pelo seu executivo.

ANG/Lusa


Dia Nacional


    Primeiro-ministro pede protecção de valores da liberdade e da cidadania

Bissau, 25 Set 19 (ANG) – O Primeiro-ministro Aristides Gomes pediu aos guineenses para protegerem os valores da liberdade e da cidadania e lutar juntos para consolidação do Estado de Direito Democrático.

O chefe do executivo guineense dirigia  ao povo por ocasião de mais um aniversario da Independência nacional celebrado terça-feira,24 de Setembro.

“A nossa independência custou suor, sangue e muito sacrifício por termos recusado a barbárie e a ditadura do então poder colonial. Pois, com esta mesma resiliência, que hoje, passados 46 anos, devemos proteger os valores da liberdade e da cidadania e lutarmos juntos para a consolidação do Estado de Direito democrático”, aconselhou Aristides Gomes.

O primeiro-ministro disse que as instituições da República devem ser estabilizadas, na base de processos democráticos de forma a permitir a obtenção dos ganhos prévios para responder aos desafios dos tempos modernos.

Acrescentou que só com mudanças nas Instituições Públicas é que o país vai estar a altura de garantir que cada cidadão tenha acesso aos serviços sociais básicos: alimentação, saúde, educação, habitação, energia, água e saneamento.

O governante guineense considerou de imperiosa a necessidade da realização das Eleições Presidenciais na data de 24 de Novembro próximo, tendo justificado que está convicto de que o desenvolvimento só acontecerá quando os guineenses começarem a pensar no bem do próprio país.

“A tarefa é difícil e os desafios são enormes. Porém, a nossa determinação de fazer mais e melhor superam quaisquer obstáculos que possam advir. Pela Guiné-Bissau lutaremos até ao último suspiro para honrarmos o sonho de Amílcar Cabral”, garantiu.

O Primeiro-ministro referiu que Guiné-Bissau ocupa actualmente um dos piores lugares do ranking dos países menos atractivos ao investimento estrangeiro e que por isso, é urgente a realização das Eleições Presidenciais.

“O governo que dirijo está a trabalhar arduamente no sentido de melhorar substancialmente a imagem do país aos olhos do mundo, de modo a inverter o quadro desfavorável em que a Guiné-Bissau se encontra. Temos lançado uma forte ofensiva diplomática/económica por toda parte do globo, cujos resultados poderão começar a trazer ganhos reais a curto prazo”, garantiu.  ANG/AALS//SG

Presidenciais 2019





Bissau,25 Set 19(ANG) - O Líder da Assembleia do Povo Unido - Partido Social Democrata da Guiné-Bissau (APU-PDGB), Nuno Nabian, afirmou segunda-feira estar confiante de que "já está na segunda volta" das eleições presidenciais que vão ter lugar no dia 24 de Novembro.

A confiança de Nuno Nabian é sustentada pelo  apoio que recebeu na semana passada do Partido da Renovação Social (PRS), terceira força mais votada nas últimas eleições legislativas, e "mais a força da APU", disse, após formalizar, segunda-feira, a sua candidatura no Supremo Tribunal de Justiça.

"Perdi em 2014, reconheci o resultado. Continuei a fazer o meu trabalho. O meu partido cresceu e eu mesmo cresci como político. Agora, com este apoio tão importante do PRS, penso que já estou na segunda volta, sem qualquer problema", afirmou Nabian.

O líder da APU-PDGB disse que a partir de segunda-feira as bases do seu partido e do PRS têm indicações para "irem ao terreno" mobilizar os eleitores, dizendo-lhes que Nuno Nabian "é o candidato da estabilidade, da paz e da concórdia" entre os guineenses e ainda "aquele que trará o desenvolvimento" para a Guiné-Bissau.

"Vou continuar a trabalhar para que haja um entendimento entre os candidatos, entre os partidos porque o país precisa de tranquilidade, rumo ao desenvolvimento", sublinhou.

Questionado sobre se o seu partido ainda se considera vinculado ao acordo político com o Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), que garante a sustentabilidade do Governo no parlamento, Nuno Nabian limitou-se a dizer  que defende a estabilidade do país.

Em relação ao programa do Governo que deve ser analisado nos próximos dias e questionado sobre se a APU irá votar para a sua aprovação ou não, Nabian não respondeu.

Certório Biote, um dos vice-presidentes do PRS disse, por seu lado, que é chegada a hora de todos os militantes daquele partido se colocarem no terreno para o trabalho de mobilização de eleitores "porta a porta" para que Nuno Nabian seja eleito Presidente da Guiné-Bissau, no dia 24 de Novembro.

"A moldura humana que se vê aqui é o apoio ao nosso candidato. Nuno Nabian reúne todas as condições políticas para poder levar o país à estabilidade", observou Biote. ANG/Lusa


ONU/mudanças climáticas


 Cientistas  alertam que cidades inteiras poderão ser engolidas por oceanos
Bissau, 25 set 19 (ANG) – Cientistas da ONU alertam em novo relatório que cidades inteiras poderão ser engolidas se nada for feito.
“Ajam rápido contra as emissões de gases de efeito estufa ou cidades inteiras serão engolidas pela subida das marés, rios secarão e a fauna marinha desaparecerá”, dizem
Esse é o alerta lançado por cientistas do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) em um relatório publicado nesta quarta-feira (25) sobre as consequências do aquecimento global para os oceanos, as geleiras e os polos.
Alguns dias após manifestações de  milhões de jovens ao redor do mundo pedindo aos líderes uma acção urgente em favor da natureza,  os cientistas do IPCC - órgão independente da ONU - acreditam que medidas radicais ainda podem impedir que os piores cenários se concretizem. O documento ressalta que se as emissões de CO2 continuarem a aumentar, elas desequilibrarão os oceanos e as zonas mais frias do planeta.
"Todos, no mundo inteiro, serão afetados pelas mudanças que já estamos observando", sublinha o oceanógrafo britânico Michael Meredith, um dos autores do estudo. "O elemento principal deste relatório é que temos uma escolha. O futuro ainda não está definido", reitera.
Finalizado na terça-feira (24) durante uma sessão de 27 horas de negociações em Mônaco entre cientistas e representantes governamentais, o documento é o resultado de dois anos de trabalho do IPCC.
Realizado por mais de 100 especialistas com base em sete mil publicações científicas, ele detalha as consequências diretas do aquecimento global para 1,3 bilhão de pessoas que vivem próximas ao mar ou aos pés das montanhas.
Os autores do estudo acreditam que os oceanos podem subir um metro até 2100 - dez vezes mais do que no século 20. Segundo eles, se as emissões de dióxido de carbono continuarem aumentando daqui até 2300, o nível do mar pode se elevar a cinco metros.
Entre as catastróficas previsões citadas no documento, está o grave impacto do abastecimento de água em boa parte do continente asiático, com o desaparecimento de geleiras no Himalaia que alimentam os rios Gange e Yangtze. Já o aquecimento das terras geladas da Sibéria ou do Alaska podem liberar grandes quantidades de gases de efeito estufa, piorando ainda mais a situação.
Em outubro de 2018, o IPCC já havia alertado que as emissões de CO2 precisam ser reduzidas pela metade na próxima década para que  os objectivos determinados no Acordo de Paris sobre o Clima, em 2015, sejam alcançados.
No mês passado, o grupo também fez um apelo por uma mudança profunda na produção agrícola mundial, com o objetivo de preservar a segurança alimentar, a saúde e a biodiversidade.
Publicado dois dias depois da cúpula sobre o clima organizada pela ONU em Nova York, o terceiro relatório do IPCC também sublinha a falta de atitude dos governos.
 "Se nós não formos capazes de estabelecer ações ambiciosas para reduzir os gases de efeito estufa, enfrentaremos as piores consequências", afirma a paleoclimatóloga Nerilie Abram, da Universidade Nacional da Austrália e uma das autoras do documento. "Chegamos em um momento que temos uma escolha a fazer", adverte. ANG/RFI


Independência Nacional


Presidente da República questiona  paradeiro das receitas  das Alfândegas e Contribuições e Impostos

Bissau,25 Set 19(ANG) – O Presidente da República cessante questionou o paradeiros dos recursos internos ou seja as receitas diárias da Direcção Geral das Alfândegas, sobretudo da campanha de castanha de cajú, das contribuições impostos, fundos autónimos e dos apoios orçamentais.

José Mário Vaz, em mensagem à Nação por ocasião do Dia da Independência da Guiné-Bissau celebrado terça-feira, 24 de Setembro, afirmou que teve a feroz e cruel oposição da pseudo elite que prefere ficar com o dinheiro dos salários dos funcionários, em vez de lhes pagar os seus direitos todos os meses.

“É caso para perguntar onde para o dinheiro da Direcção-geral das Alfândegas, das Contribuições e Impostos e dos Fundos Autónomos que deveriam entrar diariamente nos cofres de Estado”, questionou.

O Presidente da República cessante afirmou que recentemente o Governo contraiu empréstimo através da emissão de títulos de tesouro num montante de 10 mil milhões de francos CFA e que  pretende emitir brevemente mais títulos de tesouro no mesmo montante perfazendo 20 mil milhões de francos CFA.

“Isso constitui um grande encargo para os nossos filhos e netos depois de um enorme sacrifício do Programa de Ajustamento Estrutural, proposto pelo FMI e que nos levou, em 2011, ao perdão da dívida externa no valor de 1,3 mil milhões de dólares, considerada um alívio para a geração vindoura, algo que acontece só uma vez na vida da cada país”, disse.

José Mário Vaz sublinhou que é a sua obrigação enquanto mais alto magistrado da Nação, lançar um apelo à Inspecção-geral das Finanças, ao Tribunal de Contas, à Comissão Especializada da Assembleia Nacional Popular para Assuntos Económicos, à justiça e demais instituições do Estado para assumirem as suas responsabilidades.

“Permanentemente, sou difamado e caluniado como manobra de distracção por aqueles irmãos que não querem colocar o dinheiro do Estado no cofre do Estado”, frisou, acrescentando que esse dinheiro faz falta nas escolas, nos hospitais, nas infra-estruturas e na agricultura.

Disse que defendeu e defenderá sempre os mais fracos, os que não têm a voz, ou seja as mulheres, os jovens, os lavradores, os produtores da castanha de cajú, os taxistas, as bideiras, os pescadores, os professores, os profissionais de saúde bem como os simples funcionários que reivindicam os seus direitos de melhores condições de trabalho.

“Nunca tive receio de confrontar o status quo, os interesses instalados, os que se acham poderosos e os intocáveis”, vincou José Mário Vaz.ANG/ÂC//SG

Independência Nacional


“Caminhei para concretização dos sonhos dos combatentes da liberdade da pátria”, diz José Mário Vaz

Bissau,25 Set 19(ANG) – O Presidente da República cessante afirmou que durante os cinco anos do seu mandato percorreu a caminhada para a concretização dos sonhos daqueles que combateram pela independência e pela dignidade dos guineenses.

José Mário Vaz, em mensagem à Nação, por ocasião do Dia da Independência da Guiné-Bissau celebrado na terça-feira, 24 de Setembro, disse que sempre manteve o silêncio porque a sua luta é pela dignidade da Pátria, pelo Progresso e bem estar do Povo guineense.

“Tenho dito com orgulho de forma repetida que durante os cinco anos do meu mandato não existiu um único episódio de violência na Guiné-Bissau e não se ouviu um único tiro nos quartéis. Nós tivemos paz, cada cidadão goza plenamente de liberdade no exercício dos seus direitos civis e políticos, a imprensa é livre, as manifestações não são reprimidas”, enalteceu.

O Presidente da República cessante frisou que contrariamente ao passado, nestes cinco anos, ninguém foi morto, preso ou espancado na calada da noite e ninguém foi perseguido e “não temos hoje nenhum exilado político”.

“O nosso enorme obrigado às Forças de Defesa e Segurança pelo contributo que dão no dia-a-dia para que os cidadãos possam dizer, com orgulho, nunca mais à violência”, referiu.
O chefe de Estado sublinhou que, contudo, nos últimos tempos, o país tem sido confrontado por velhas fantasmas que ameaçam a sua integridade, a dignidade, honra e respeitabilidade enquanto Povo no concerto das Nações.

“O fenómeno de droga que havia desaparecido nos últimos cinco anos,  volta de novo em força para massacrar e fustigar o nosso Povo”, disse.

José Mário Vaz frisou que  a Guiné-Bissau não produz drogas e a sua população não tem capacidade económica para as consumir, acrescentando que mas que é igualmente verdade que se os estrangeiros que trazem as droga deixaram de estar presentes no país nos últimos cinco anos e agora voltam a reaparecer em força, é porque eles voltaram a sentir que agora têm de novo a cobertura e protecção de “gente poderosa”.

“Na Guiné-Bissau que estamos a ajudar a mudar para um novo rumo não pode haver lugar para narcotraficantes e nem para os seus cúmplices internos. A todos eles, nós advertimos: Nunca mais! Esta terra é nossa e nós queremo-la  limpa”, avisou.

O Presidente da República disse que o narcotráfico é um fenómeno nocivo que coroe e destrói os alicerces de uma Nação, que mina as instituições do Estado e lança o Povo na insegurança, violência e na miséria.

Assegurou que não irão consentir que a ambição deste pseudo elite embriagada pelo dinheiro, transforme o país num pântano de desgraça, tendo questionado de onde está a justiça e os suspeitos destas operações que, a todo o custo, querem rotular o país como um narco-Estado.ANG/ÂC//SG

Brexit


      Justiça britânica declara ilegalidade da suspensão do parlamento
Bissau, 25 set 19 (ANG) - O Supremo Tribunal de justiça britânico declarou terça-feira a ilegalidade pelo primeiro-ministro Boris Johnson da suspensão do parlamento durante cinco semanas para acelerar o processo de saída do Reino Unido da União Europeia.
Vista do parlamento británico
É uma sentença histórica com consequências imprevisíveis no Reino Unido.
Hoje, o Supremo Tribunal decidiu que a suspensão do parlamento ordenada pelo primeiro-ministro, Boris Johnson, foi “ilegal” e que o principal objectivo foi impedir os deputados de confrontarem as acções do governo.
O efeito imediato é que o parlamento vai voltar aos trabalhos já amanhã, quase três semanas antes do previsto, possibilitando à oposição introduzir mais medidas para impedir um ‘Brexit’ sem acordo.
Actualmente em Nova Iorque, Boris Johnson vai antecipar o regresso a Londres, mas manteve um tom de desafio perante os apelos à demissão.
“Devo dizer que eu discordo totalmente com a decisão dos juizes, mas penso que o mais importante é avançar e concluir o Brexit a 31 de outubro e é claro que os requerentes neste caso querem frustrá-lo e impedi-lo".
Sem maioria no parlamento, e com a acção limitada pelos tribunals, o primeiro-ministro está numa situação frágil politicamente.
Mas perante umas eleições legislativas cada vez mais inevitáveis, a decisão do Supremo Tribunal pode contribuir para uma narrativa de conspiração das elites que Boris Johnson pode usar para se colocar do lado do povo que votou pelo Brexit. ANG/RFI


24 de setembro/felicitações


                            EUA esperam eleições” livres e justas”

Bissau, 25 set 19 (ANG) – Os Estados Unidos da América(EUA) afirmam esperar que as eleições presidenciais de 24 de novembro sejam “livres e justas”, em mensagem de felicitação por ocasião da celebração terça-feira da festa de independência da Guiné-Bissau.

“Os Estados Unidos e a Guiné-Bissau têm uma relação forte e em crescimento. Estamos a trabalhar para promover a saúde,educação, segurança e boa governação na Guiné-Bissau” refere a mensagem do Departamento de Estado norte-americano(ministério dos negócios estrangeiros).

Na mesma mensagem os EUA salientam os esforços feitos pela Guiné-Bissau para “promover a democracia e fortalecer as instituições” e esperam “eleições presidenciais livres, justas e pacíficas a 24 de novembro”.

Os dois países estabeleceram relações diplomáticas em 1975 e desenvolvem no país vários programas de apoio ao sector da saúde, assistência à refugiados, educação, agricultura e defesa.

A Guiné-Bissau foi declarada independente  a 24 de setembro de 1973, pelo antigo presidente João Bernardo Vieira mas o reconhecimento por parte da antiga colónia, Portugal, só aconteceu a 10 de setembro de 1974. ANG/Lusa

segunda-feira, 23 de setembro de 2019

Nutrição/produtos locais


Representante  do PAM  reafirma  apoio ao governo no abastecimento de cantinas escolares

Bissau, 23 Set 19(ANG)-  A Representante do Programa Alimentar Mundial  (PAM) no país   afirmou esta segunda-feira  que a sua organização não poupará esforços no apoio ao   governo para o abastecimento, com produtos locais, das cantinas escolares.

Foto arquivo
Em comunicado à imprensa enviada à ANG, Kiyomi Kawaguchi disse que esta estratégia  de compra de alimentos com os agricultores familiares das comunidades próximas pelas  escolas  não apenas fornece produtos frescos aos alunos, como  também fomenta a diversificação dos mesmos alimentos, encoraja a produtividade agrícola e estimula a economia local.

Segundo o documento, a implementação do plano de compras locais para a cantina escolar começou em 2017 com financiamento do governo guineense e atingiu em 2018 a cifra de 464 mil dólares americano.

Com o referido investimento do governo , nos períodos do ano letivo 2017/2018 e 2018/2019, mais de 1500 crianças em 60 escolas da região de Cacheu e Oio foram alimentadas com um total de 58 toneladas de alimentos, nomeadamente hortaliças, feijão, tubérculos e sal  iodado,comprados directamente dos pequenos agricultores , maioriatariamente mulheres.

 “ O PAM oferece o cursos de alfabetização, nutrição e de conhecimentos básicos em negócios para essas mulheres agricultoras” refere  o comunicado.

Para o bem dos alunos, a representante residente do PAM  convida à todos os parceiros comprometidos com a educação e a nutrição das crianças a aumentarem  os investimentos na Cantina Escolar.

‘ Não podemos esperar que as crianças se concentram nas aulas e aprendam as matérias se estiverem com fome. Não é justo que elas estejam sozinhas  nessa batalha. É obrigação de todos assegurar o direito à aprendizagem e oferecer as condições básicas para que as crianças  desenvolvam felizes, saudáveis e capacitadas, “diz Kiyomi Kawaguchi.

A Guiné-Bissau é o sétimo  país do continente africano a  aprovar   uma lei especifica sobre a Cantina Escolar.
Esse instrumento jurídico considerado de  grande importância para os alunos e para o país, e  assegurar uma parcela do Orçamento Geral do Estado para as escolas públicas do primeiro ao terceiro ciclo do Ensino Básico. ANG/JD//SG 

FMI


Chefe da missão diz  que  novos acordos com o governo serão assinados só depois das  presidenciais

Bissau, 23 Set 19(ANG) – O Chefe da missão do Fundo Monetário Internacional garantiu hoje  que os acordos e programas desta instituição com  o governo da Guiné-Bissau serão assinados só depois das eleições presidenciais.



Tobias Rasmussen que falava aos jornalistas depois do encontro com Chefe de Estado cessante, José Mário Vaz  disse que a sua equipa está no país para uma visita de uma semana, com o objetivo de avaliar a  evolução económica da Guiné-Bissau.

“Trocamos impressões com as autoridades nacionais sobre as perspectivas, nomeadamente no que respeita os planos orçamentais para 2020 “, frisou.

Tobias Rasmussen informou que também  manteve encontro com o ministro das Finanças,  para lhe explicar quais são os objetivos da missão.

“Conversamos sobre os  desafios, a questão da economia nacional e da herança que se consubstanciou na campanha de cajú do ano transacto”, explicou.

Disse que  os constrangimentos adicionais, ao nível das finanças públicas, assim como a necessidade suplementar de contração de empréstimos para colmatar esse diferencial, foram outros assuntos abordados com José Mário Vaz.

 O chefe da missão do FMI disse que recebeu sinais por parte das autoridades nacionais, que confirmam o interesse em assinar  novo acordo e estabelecer um novo programa com o Fundo.

O Presidente da República recebeu igualmente em audiência, o director das Operação de Banco Mundial, Nathan Balete que na ocasião afirmou que aquela instituição irá financiar o país no âmbito do projecto para a   redução da pobreza, no valor de 350 milhões de  dólares.ANG/JD/ÂC//SG

Turismo

            Catarina Taborda visita empreendimentos que operam no sector

Bissau,23 Set 19(ANG) – A secretária de Estado do Turismo, Catarina Taborda exaltou hoje o dever do Governo de incentivar e proteger os investimentos no sector .

A governanta, em declarações à imprensa no final de uma visita que efectuou hoje aos diferentes hotéis, restaurantes e agência de viagens da capital Bissau, disse que é bom  perceber as dificuldades  que enfrentam os referidos empreendimentos turísticos para saber que apoio o governo deve prestar para o fomento do sector turístico guineense.

Considerou de positivo o balanço da sua visita aos estabelecimentos hoteleiros e restaurantes, acrescentando que se enquadra nas celebrações do Dia Mundial do Turismo, que se assinala a 27 de setembro.

“Temos o dever de fazer um trabalho de base, mas quem na prática, recebe e dá um  tratamento especial aos turistas são os estabelecimentos hoteleiros”, salientou.

Questionada sobre  os desafios do governo para o sector, Catarina Taborda sublinhou que estão a prestar uma atenção especial ao turismo como a terceira força económica mundial, salientando que,  por isso, o sector  é uma das soluções para a Guiné-Bissau.

“Temos que dar ao turismo a importância que tem em termos de captação de investimentos responsáveis e sustentáveis. Temos a nossa localização geográfica privilegiada, as nossas espécies marinhas entre outras potencialidades”, referiu.

 O Dia Mundial do Turismo, segundo Catarina Furtado,  será assinalado no país com, entre outras actividades, a realização de  um forum família com  alunos de diferentes escolas de turismo, uma marcha e  um jantar de gala com participação de  membros do governo.ANG/ÂC//SG



Assembleia Geral


                       ONU debate escalada de tensões políticas
Bissau, 23 set 19 (ANG) - A Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas vai reunir os 196 representantes mundiais para o debate geral.
As ameaças no Golfo Pérsico e na Faixa de Gaza e as crises na Síria, Iémen e Venezuela são os desafios que a ONU terá de enfrentar a partir desta terça-feira.
 O mundo está assistir a uma escalada de tensões muito perigosa no Golfo Pérsico, tendo o Irão e Arábia Saudita como principais potências da região, afirmou o secretário-geral da ONU, António Guterres.
A declaração surge depois dos ataques a refinarias de petróleo da Arábia Saudita, a 14 de Setembro. Um dos eventos mais recentes que sobressaltaram o mundo e que será abordado por vários Estados-membros da ONU, principalmente os que têm interesses económicos no país ou que são também países produtores de petróleo.
O Irão continua no foco das atenções sobre a paz e segurança no mundo por causa da sua política das armas nucleares, depois de ter sido acusado pelos Estados Unidos de ser responsáveis pelos ataques na Arábia Saudita.
O Presidente norte-americano, anunciou  sexta-feira novas sanções contra o sistema bancário iraniano. Donald Trump garantiu tratar-se das sanções "mais severas jamais impostas a um país".
EUA e Irão estão num momento de grande pressão e trocas de ameaças que levam vários países do mundo, como a França, a tentarem intermediar conversações pacíficas entre as duas potências nucleares.
O conflito israelo-palestiniano pelo domínio territorial da Cisjordânia e Faixa de Gaza também continua no centro dos debates das Nações Unidas, com promessas do primeiro-ministro israelita de anexar partes da Cisjordânia. Israel vive um impasse político depois dos resultados das eleições gerais de 17 de Setembro.
Os conflitos no Iémen, Síria e Afeganistão também vão ser discutidos, depois de a ONU ter dito que a crise humanitária no Iémen, país que vive em guerra desde 20014, é a pior da actualidade e poderá ser a pior do século.
A crise política na Venezuela continua, alastrada a uma crise económica e social e prevê-se que a comunidade internacional veja a Assembleia Geral como uma oportunidade para colocar ainda mais pressão sobre o regime de Nicolás Maduro, que já anunciou que não vai estar presente em Nova Iorque.
Juan Guaidó, presidente da Assembleia Nacional da Venezuela e Presidente auto-proclamado do país, anunciou que vai entregar à ONU provas de violações dos Direitos Humanos na Venezuela. Na quinta-feira, Juan Guaidó anunciou a criação de um Conselho de Estado Plural, para convocar eleições presidenciais no país.
Na Assembleia-geral da ONU, é esperado que a Colômbia apresente um acto de condenação contra Nicolás Maduro, como chefe de Estado "responsável por uma catástrofe humanitária" na Venezuela e uma ameaça para a estabilidade na região.
Com o mundo de olhos postos no combate às alterações climáticas e, nomeadamente, sobre a região da Amazónia e a luta pelos direitos humanos dos povos indígenas, o Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, prometeu levar a Amazónia na agenda, sendo o primeiro a abrir o debate geral na terça-feira, como tradição, antes do Presidente dos Estados Unidos da América.
O secretário-geral, António Guterres, irá estar em 140 reuniões particulares e participar em 52 eventos à margem da Assembleia Geral.
A 74.ª sessão da Assembleia Geral da ONU vai ter a participação de 91 chefes de Estado, seis vice-presidentes, 45 chefes de Governo, cinco vice-primeiros-ministros, 44 ministros, dois chefes de delegação e três observadores.
A sessão deste ano é presidida pelo nigeriano Tijjani Muhammad-Bande e tem como tema os esforços multilaterais para erradicação da pobreza, educação de qualidade, acção climática e inclusão.ANG/RFI


Saúde pública


                      Ministério  promove  “nó marcha pa nó saúde”

Bissau, 23 Set 19 (ANG) - O Ministério de Saúde promoveu  no último  fim-de-semana uma marcha sob o lema “ nó marcha pa nó saúde” com o objectivo de chamar a atenção sobre questões relacionadas a  promoção de saúde e  bem-estar social.

Ministra de Saúde 
A informação consta num documento do Ministério de Saúde enviado hoje à Redacção da ANG.

 A iniciativa  visa sensibilizar aos jovens e  cidadãos em geral, as instituições estatais, autoridades tradicionais e religiosas, entre outras, para o trabalho e os objectivos da OMS e de outras instituições de saúde com destaque para o papel das cidades na promoção da saúde dos citadinos.

“Alertar para uma especial atenção aos principais temas de saúde relacionados à promoção da saúde da mulher, da saúde mental e do bem-estar das pessoas com deficiência intelectual”, é outro objectivo da marcha realizada no quadro da caminhada “Walk the Talk”,levado a cabo ao nível mundial sob o lema”Das palavras à acção: o desafio da saúde para todos”.

O evento teve a organização conjunta do Ministério da Saúde Pública, a Secretaria de Estado da Juventude e Desporto, o Instituto da Mulher e Crianças e a Organização Mundial da saúde, em parceria com o Clube de Marcha Desportiva “Vida Saudável”.  ANG/AALS//SG

Ambiente


                                             Greve global pelo Clima
Bissau, 23 set 19 (ANG) - Milhares de crianças e adolescentes, de Sidney a São Paulo, passando por Nova Délhi e Paris, saíram  às ruas na sexta-feira (20) pela Greve Global Pelo Clima, que promete ser um dos maiores protestos a favor do meio ambiente já organizados.
A iniciativa é liderada pela ativista sueca Greta Thunberg, de 16 anos, que está em Nova York para participar da Assembleia Geral da ONU, nesta semana.days for Future”(Sextas-feiras pelo Futuro”)
No total, mais de cinco mil eventos da  mobilização conhecida como (“Fridays for Future(Sextas-feira pelo Futuro”)   realizados em todo o mundo. A expectativa é que a maior manifestação seja realizada em Nova York, com a presença de mais de um milhão de estudantes.
Em Paris, uma marcha foi realizada na tarde desta sexta-feira, saindo da Praça de La Nation, no leste da capital francesa. No total, 56 organizações e associações ambientais convocaram os jovens a saírem às ruas em toda a França.
Na Alemanha, pela primeira vez desde o início do movimento "Fridays for Future",       os protestos foram convocados não apenas por organizações juvenis mas também por sindicatos e ONGs. Mais de 500 atos estão realizados em todo o país.
No Brasil, a Greve Global Pelo Clima é realizada em cidades de todas as regiões, incentivada pela Coalizão pelo Clima, da qual fazem parte 70 coletivos. No total, 18 Estados brasileiros confirmaram a realização de manifestações.
Os primeiros a ocuparem as ruas  sexta-feira foram crianças e adolescentes das ilhas Vanuatu, Salomão e Kiribati, territórios ameaçados pela elevação do nível do mar devido ao aquecimento global. Nestas ilhas, as crianças e jovens estudantes cantaram "não estamos fugindo, estamos lutando".
Um pouco mais tarde foi a vez de jovens australianos protestarem em Sidney, Melbourne e dezenas de outras cidades. "Estamos aqui para mandar uma mensagem aos poderosos, aos políticos, para lhes mostrar que estamos preocupados e que isto é realmente importante para nós", disse Will Connor, um adolescente de 16 anos de Sidney.
Atos também são realizados em Nova Délhi e Mumbai, na Índia. Nas Filipinas, dezenas de milhares de pessoas participam de manifestações e marchas, neste arquipélago gravemente ameaçado pela elevação do nível dos oceanos. Em Palangkaraya, na Indonésia, jovens desfilaram na espessa fumaça dos incêndios que devastam as florestas do país.
Na véspera da greve, Greta Thunberg, adolescente sueca de 16 anos que se tornou a líder do movimento, reafirmou que há soluções que estão sendo "ignoradas", e pediu que os mais jovens tomem a iniciativa contra o aquecimento global. "Tudo conta, o que você faz tem importância", disse em mensagem ao seu exército de seguidores.
 Thunberg chegou na semana passada a Washington, onde manteve uma agenda lotada. A adolescente se encontrou com o ex-presidente Barack Obama, que a saudou como "uma das maiores defensoras do nosso planeta" e recebeu um prêmio de "embaixadora da consciência" da Amnistia Internacional.
Na quarta-feira (18), diante de uma audiência conjunta de dois comitês da Câmara, sua mensagem foi simples, mas contundente. "Eu não quero que vocês me escutem, quero que escutem os cientistas", disse. Na próxima semana, a jovem sueca participa da Assembleia Geral da ONU. ANG/RFI