quarta-feira, 13 de novembro de 2019

Religião


Presidente do Centro Religioso de Estudos Apologéticos faz alerta sobre  “abusos do campo religioso”

Bissau, 13 Nov 19 (ANG) – O Presidente do Centro de Estudos e Informações Apologéticos (CREIA) sedeado em São Paulo, no Brasil, está em Bissau em missão de alerta sobre o que chama de “abusos ligados ao campo religioso”.

Joaquim de Andrade 
Joaquim de Andrade , em entrevista à Agência de Notícias da Guiné(ANG) disse a sua vinda à Bissau visa alertar a população guineense sobre todos os tipos de abusos que são cometidos no campo da religião sejam eles sexuais, financeiros, físicas ou emocionais.

Disse que  a sua organização tem a obrigação de alertar a população, nesse caso da Guiné-Bissau, sobre esses grupos que, segundo ele, existem no país e em toda a África.

 Andrade afirma que uma dessas confissões são as Testemunhas de Jeová que em 1931, proibiu os seus adeptos de receberem qualquer tipo de vacinas, acrescentando que esta medida durou até 1950, quando libertaram  a vacina, tendo questionado de quem irá responsabilizar-se das pessoas que morreram durante o período da proibição das vacinas.

Em 1967 segundo ele, esta seita proibiu aos seus seguidores de realizarem transplantes de órgãos porque o considerava canibalismo, frisando que só em 1980 e que as lideranças das Testemunhas de Jeová permitiram o transplante de órgãos que é permitido ainda hoje.

“No ano de 1945 este grupo religioso proibiu a transfusão de sangue porque o líder desta seita não queria que os seus seguidores recebessem sangues das pessoas que eram de outras religiões e a maioria destas seitas usam a bíblia para justificarem estas proibições”,disse.

Adiantou ainda que, contudo, a Bíblia nunca proibiu a vacina, transplante de órgãos ou transfusão de sangue.

Joaquim de Andrade sublinhou que quando isso acontece esses grupos matam em nome de Deus e da religião, salientando que este ano centenas de crianças morreram no Brasil por causa desta proibição.

“Mas imagina que amanhã a Testemunhas de Jeová vier a revogar esta lei e que já podem fazer transfusão de sangue e quem vai dar conta dos que morreram desde 1967 até 2019”, questionou.

O Presidente da CREIA refere que apesar do seu país ser laico como a Guiné-Bissau, onde a prática da religião é livre, a sua organização não estão contra isso.

Disse que estão sim contra  os abusos cometidos por estes grupos em nome de Deus.
Andrade refere, a título de exemplo, que esta seita (Testemunha de Jeóva) além das  proibições referidas não permite aos seus fiéis de votar ou serem votados, assim como não podem ser polícia ou militar.

“ Não cantam o hino nacional e nem saúdam a bandeira, que são anti patriótica e já marcaram várias datas para o fim do mundo sendo que a última  será em 2034. E um jovem dessa igreja nunca vai pensar em formar numa faculdade, mas vai preferir andar de porta em porta proclamando  o reino de jeová”, salientou.

Declarou que também existe  outro grupo de fiéis que pertencem a   Igreja Adventista de Sétimo Dia.

Disse que o grupo até feito  trabalho social muito bom, mas que não trabalha aos sábados . “Se você é um jornalista, sendo desta religião pode perder o seu emprego por não trabalhar aos sábados. Essa lei era para os judeus”, acrescentou.

Andrade sugere  aos cristãos para seguirem a Jesus,  não aos líderes das Igrejas que diz serem  “homens falhados”, afirmando que, por isso a sua missão é de denunciar e alertar a população de todo o mundo sobre os perigos de determinados grupos religiosos.

Referiu-se também a  igreja Universal do Reino de Deus que diz ter construído  um templo no Brasil onde gastaram uma fortuna ou seja 100 milhões de dólares na obra da sua edificação para “exploração de fiéis”, que “pagam para receber orações de Deus”.

 “Mas isso não funciona assim, ou seja Deus não quer que faça nenhum sacrifício para ele porque Jesus já morreu pelos nossos pecados. As Igrejas como as Testemunhas de Jeová, Adventistas de Sétimo Dia, Igreja Universal do Reino de Deus, Mormos  seguem um líder humano”, sustentou.

Disse que este último afirmava que a pessoa de pele escura era amaldiçoada por Deus e se um mormo casar com um negro morreria na hora.

Joaquim de Andrade disse que no quadro dessa missão de alerta sobre os abusos ligados ao campo religioso já passou pela  Colômbia, Honduras, El Salvador, Moçambique, Cabo-verde e em muitos outros lugares.

 “É preciso  esclarecer a população sobre o perigo de determinadas religiões que estão vendendo a salvação ou indulgência como se verificou na Idade média”, disse acrescentando, “convido aos crentes a analisarem a historia da sua religião para poder tirar ilações”. ANG/MSC/ÂC//SG

Sociedade


 Vendedeiras de peixe queixam-se de  dificuldades na comercialização do pescado

Bissau 13 de Nov. 19 (ANG) – As mulheres vendedeiras de peixe lamentam as dificuldades na comercialização do pescado, por falta de peixe de qualidade e crise financeira no país.

Em declarações exclusivas à ANG, Aua Injai falando em nome das vendedeiras disse que, não há peixes no mercado nacional, afirmando que neste momento os que estão a comercializar vêm do Senegal e é de baixa qualidade ou seja o denominado (iaboy).

"Agora  adquirimos o pescado ao preço de 9.000 francos CFA por cada caixa e revendemos à 10.000 francos para os retalhistas Não há um preço fixo tendo em conta que varia conforme o tempo e a qualidade do pescado e da procura no mercado ou seja quando há peixe em abundância o preço baixa e se não, aumenta," explicou Injai.

Adiantou que, neste momento, como não há peixe no mercado, as vendedeiras têm pouco rendimento porque em cada caixa só  conseguem o lucro de 1.000 francos, acrescentando que, por exemplo caso se vende cinco caixas, ganham somente 5.000 francos, com os quais compram comidas e pagam transportes.

"Conservamos os nossos pescados na câmara frigorífica existente no mercado, num preço acessível: No momento em que se verifica a quebra de poder de compra, deixamos os nossos peixes em conservação na câmara, vendendo aos poucos até esgotar o stock," afirmou.

Por outro lado, Judite Armando Ié disse que a dificuldade com que se deparam têm a ver com a crise financeira que se vive no país, e que os pescadores vendem-lhes o pescado ao preço que varia entre  1.250 francos à 1.750 francos por quilo.

Para Judite Ié, o rendimento é pouco, porque ganham somente 250 francos de lucro, de modo que se não venderem enfrentam prejuízos na compra de gelo para conservação dos peixes. ANG/MI/ÂC//SG

terça-feira, 12 de novembro de 2019

Bolívia


                          Ex-presidente aceita asilo político no México

Bissau, 12 nov 19 (ANG) -  O Presidente da Bolívia aceitou a oferta de  asilo político feita , segunda-feira, pela ministra do Interior do México, Olga Sanchez Cordero, que consaiderou que “a vida  e integridade física” de Evo Morales “estão ameaçadas”.

“Doi-me abandonar o país por razões políticas, mas sempre estarei presente”, escreveu o Presidente boliviano no Twitter, prometendo voltar “brevemente com mais frça e energia”.

O ministro dos Negócios Estrangeiros mexicano já confirmou que Morales embarcou num avião enviado pelo seu governo.

Na madrugada desta terça-feira, o ex-presidente publicou na mesma rede social uma fotografia sua onde escreveu “Assim foi a minha primeira noite depois de deixar a presidência, forçado pelo golpe de estado de Mesa e Camacho com a ajuda da polícia”, referindo-se a Carlos Mesa, líder da oposição, e Luís Fernando Camacho, activista da oposição.

Evo Morales estava na presidência desde  2006. Foi o primeiro presidente boliviano com origens indígenas, tendo lutado pelo combate à pobreza na Bolívia e melhorando a economia do país.

Evo Morales renunciou ao cargo no domingo, após quase 14 anos  no poder, numa declaração transmitida pela televisão do país.

Morales demitiu-se depois de os chefes das Forças Armadas e de polícia da Bolívia terem exigido que abandonasse o cargo para que a estabilidade e a paz possam regressar ao país. ANG/ZAP.aeiou.pt

Eliminatória de CAN’2021


      Selecionador guineense espera uma vitória na recepção à Essuantíni 

Bissau,12 Nov 19(ANG) - O selecionador de futebol , Baciro Candé, manifestou-se hoje confiante na obtenção de um resultado positivo na receção a Essuatíni [Suazilândia], na primeira jornada da fase de apuramento para o Taça das Nações Africanas (CAN) de 2021.
Segundo a  Lusa, Baciro Candé disse que as “expectativas” são “boas” e que o objetivo é ganhar o jogo de quarta-feira frente à seleção da antiga Suazilândia, para o qual convocou 11 jogadores que alinham em clubes portugueses.
O selecionador guineense, que convocou 22 jogadores, revelou que não poderá contar com Romário Baldé, avançado do Gil Vicente, que está a recuperar de uma lesão.
Os treinos da seleção guineense decorreram segunda-feira no Estádio 24 de Setembro, em Bissau, mas apenas com parte da equipa, uma vez que há jogadores que só chegam esta terça-feira à capital guineense, por terem jogado domingo nas respetivas equipas.
A Guiné-Bissau disputa com o Senegal, a República do Congo – que defrontará na segunda jornada – e Essuatíni o grupo I de qualificação para a CAN de 2021, cuja fase final se vai realizar nos Camarões.ANG/lusa


Gâmbia


       Dez ONG apoiam acusação contra Myanmar de prática de genocídio
Bissau, 12 nov 19 (ANG) - Dez organizações não-governamentais (ONG) apoiaram a Gâmbia na queixa apresentada segunda-feira no Tribunal Internacional de Justiça contra Myanmar por violação da Convenção do Genocídio na campanha de homicídios, violações e outras atrocidades cometidas contra a etnia muçulmana rohingya.
Presidente da Gâmbia
“A interposição da queixa por parte da Gâmbia desencadeia um processo judicial no seio do mais alto tribunal do mundo, que poderá concluir que as atrocidades de Myanmar contra os rohingya violam a Convenção de Genocídio”, afirmou Param-Preet Singh, diretor da Human Rights Watch (HRW) para as questões da justiça internacional, citado num comunicado conjunto das dez organizações não-governamentais apoiantes da iniciativa gambiana.
“A rápida adopção de medidas provisórias pelo tribunal poderá ajudar a impedir a continuação dos abusos em curso contra os rohingya em Myanmar”, acrescentou a fonte citada pela Lusa.
As dez organizações não-governamentais apoiantes da acção interposta pela Gâmbia reuniram-se hoje (segunda-feira) em Haia com Abubacarr Tambadou, procurador-geral e ministro gambiano da Justiça, assim como com membros da sua equipa jurídica e com vários representantes da comunidade rohingya.
Os Estados signatários da Convenção de 1948 para a Prevenção e Punição do Crime de Genocídio concordaram que o genocídio “cometido em tempo de paz ou em tempo de guerra, é um crime sob a lei internacional, que se comprometem a prevenir e punir” e, por extensão, têm a obrigação de não o cometer.
A convenção permite que os Estados membros apresentem queixa junto do Tribunal Internacional de Justiça (TIJ) por alegada violação da convenção por outro Estado, e os Estados podem adoptar medidas provisórias para impedir a continuação das violações contínuas. Myanmar adoptou a Convenção de Genocídio em 1956.
O primeiro caso de violação da Convenção de Genocídio julgado pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) resultou na imposição de medidas provisórias contra a Sérvia em 1993 e a condenação de Belgrado por violação do seu dever de prevenir e punir o genocídio na Bósnia-Herzegovina.
Canadá, Bangladesh, Nigéria, Turquia e França acusaram Myanmar da prática de genocídio contra os rohingya. A Organização de Cooperação Islâmica (OIC) incentivou os seus 57 membros a levar Myanmar perante o TPI.
“A liderança da Gâmbia, um país recentemente saído de décadas de uma ditadura brutal, na questão do genocídio dos rohingya é especialmente impressionante e bem-vinda”, disse Alison Smith, diretora da No Peace Without Justice para a justiça internacional. “Outros membros da Convenção de Genocídio devem seguir o exemplo da Gâmbia e dar o seu apoio claro e inequívoco”.
Em Setembro de 2019, um inquérito internacional independente sobre Myanmar promovido pelas Nações Unidas concluiu que aquele país do sudeste asiático está a “falhar a sua obrigação de prevenir o genocídio, de o investigar e de promulgar legislação eficaz que o criminalize e puna”.
A missão que levou a cabo o inquérito sublinhou "a enormidade e a natureza da violência sexual perpetrada contra mulheres e meninas" durante a campanha militar de Myanmar como um de sete indicadores da intenção do Estado de destruir o povo rohingya.
"O procedimento judicial da Gâmbia junto do TIJ junta inúmeras testemunhas sobreviventes de violência sexual e outras vítimas, e oferece alguma esperança de que Myanmar possa vir a ser legalmente responsabilizado pela campanha impiedosa contra os Rohingya", afirmou Melinda Reed, diretora-executiva da Women's Initiatives for Gender Justice.
Acções legais de responsabilização criminal individual estão igualmente em curso a nível internacional. A missão de inquérito da ONU defendeu que fosse levada a cabo a investigação e a acusação dos líderes militares de Myanmar por genocídio, crimes contra a humanidade e crimes de guerra perpetrados no Estado de Rakhine, em Myanmar, onde habita a maior parte daquela etnia muçulmana.
O Conselho dos Direitos Humanos das Nações Unidas criou um Mecanismo de Investigação Independente para Myanmar, que mandatou para recolher provas dos crimes internacionais mais graves e para preparar os processos para a ação penal. Um procurador do TPI, Fatou Bensouda, começou já por abrir uma investigação de crime contra a humanidade, deportação e outras ofensas eventuais, mas uma investigação mais ampla precisa da solicitação do Conselho de Segurança da ONU.
Segundo as ONG, o Governo de Myanmar não processou nem puniu os autores de violações dos direitos humanos contra os rohingya. Uma comissão de inquérito criada pelo governo de Myanmar actualmente activa sucede a oito comissões de inquérito fracassadas, sendo que o respectivo presidente declarou já que a comissão não responsabilizará os responsáveis pelos abusos.
"O caso da Gâmbia interposto perante o TPI pode pressionar Myanmar a reverter o curso da violência e cumprir a sua obrigação de punir os responsáveis pela Convenção de Genocídio", afirmou Andrea Giorgetta, diretora para a região da Ásia na Federação Internacional de Direitos Humanos, citada no mesmo comunicado.
As organizações não-governamentais apoiantes da acção interposta pela Gâmbia são nomeadamente a No Peace Without Justice, Association pour la Lutte Contre l'Impunité et pour la Justice Transitionnelle,  European Center for Constitutional and Human Rights, International Federation for Human Rights (FIDH).
Completam a lista o Global Centre for the Responsibility to Protect, Global Justice Center, Human Rights Watch, International Bar Association Human Rights Institute,  Parlamentares para Acção Global e Women's Initiatives for Gender Justice. ANG/Angop

Irão


            Nações Unidas reconhecem  provas de programa  nuclear

Bissau, 12 nov 19 (ANG)  – Urânio produzido artificialmente foi encontrado num local não especificado do Irão, segundo uma agência das Nações Unidas, que pela primeira vez reconheceu que as alegações israelitas e norte-americanas da existência de um programa nuclear iraniano têm fundamento.
A Agência Internacional de Energia Atómica (AEIA) detectou partículas de urânio de “origem antropogénica”, confirmando denúncias que são feitas há vários anos por Israel e pelos EUA, de que Teerão continua a desenvolver um programa nuclear, proibido pelo acordo nuclear celebrado em 2015.
A AEIA não identificou o local, mas Israel e os EUA dizem que o local se encontra nos arredores da capital iraniana, que, segundo o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, servirá de “armazém atómico secreto”.
Israel tem alegado junto da ONU que o material provém de um programa iraniano com objectivos militares, mas esta é a primeira vez que uma agência das Nações Unidas recolhe provas deste desrespeito pelos tratados internacionais por parte do Irão.
O Governo iraniano nega qualquer propósito militar e diz que o seu programa de enriquecimento de urânio tem fins pacíficos.
O relatório da agência nuclear das Nações Unidas também confirma que o Irão intensificou o programa de enriquecimento de urânio, tal como o Governo iraniano tinha anunciado, como forma de protesto contra as sanções económicas impostas pelos EUA.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou em 2018 que os EUA abandonavam o acordo nuclear com o Irão e iniciou um duro plano de sanções, pelo desrespeito pelas regras do tratado por parte de Teerão.
Nos últimos meses, ocorreu uma escalada de tensão no Golfo, com ataques mútuos entre forças iranianas e as tropas norte-americanas na região, que foram reforçadas desde o início do ano com o envio de um porta-aviões.
ANG/Inforpress/Lusa



CPLP


         Ilha do Fogo acolhe décima Reunião dos Ministros do Turismo

Bissau, 12 nov 19 (ANG) – A ilha do Fogo acolhe entre os dias 13 e 15 a décima Reunião dos Ministros do Turismo da Comunidade dos Países da Língua Portuguesa (CPLP), dando seguimento à reunião realizada em 2017, no Brasil.
Secretária de Estado de Turismo da Guiné-Bissau
De acordo com uma nota à imprensa do Ministério do Turismo, a reunião dos ministros do Turismo da CPLP vai incidir sobre os desafios e oportunidades do ”enorme potencial” que o turismo encerra no espaço CPLP e que “estrategicamente” importa “promover, dinamizar e explorar de forma sustentável”.
A reunião, que se realiza na cidade de São Filipe, no dia 15, é precedida da VIª reunião de ponto focal de Turismo da CPLP, agendado para os dias 13 e 14, e cuja abertura é presidida pelo ministro do Turismo e Transportes de Cabo Verde, José da Silva Gonçalves.
A escolha da ilha do Fogo para albergar este evento do espaço da CPLP, de acordo com a mesma fonte, vem na linha do que estabelece o Plano Estratégico de Desenvolvimento Sustentável (PEDS) 2017-2021 e no cumprimento do seu primeiro objectivo estruturante, que é o de “fazer de Cabo Verde uma economia de circulação localizada no Atlântico Médio”.
A nota destaca a relevância do encontro para Cabo Verde e para a ilha do Fogo, em especial, que terá a oportunidade de mostrar as suas potencialidades turísticas e proporcionar todo o potencial aos participantes do evento.
A abertura da Xª reunião de ministro do Turismo, no dia 15, conta com as intervenções do ministro do Turismo e Transportes e do Primeiro-ministro de Cabo Verde, José da Silva Gonçalves e Ulisses Correia e Silva, respectivamente.
Na reunião, os titulares da pasta do Turismo da CPLP vão apreciar o relatório da presidência cessante elaborado pelo Brasil, passagem da coordenação da reunião do Brasil para Cabo Verde e intervenção dos ministros sobre o tema: “factores promotores do turismo no espaço da CPLP: mobilidade/livre circulação/facilitação de vistos/conectividade”.
Balanço e apreciação da execução PECTUR 2016-2026, apresentação do plano de acção da presidência cabo-verdiana (2019-2021), assim como a adopção da declaração de São Filipe/Fogo, constam da programação do encontro que será encerrado com um almoço oferecido pelos presidentes das Câmaras Municipais do Fogo.
Já na reunião de ponto focal serão apreciados o relatório da presidência cessante, balanço e apreciação da execução PECTUR 2016-2026 e de execução do plano de acção 2017-2018, apresentação das actividades de cooperação em curso e as novas actividades, plano de acção da presidência cabo-verdiana (2019-2021), debate sobre prioridades nacionais e cooperação no âmbito da CPLP, os eixos prioritários e desafios e oportunidades do PECTUR, constam da pauta dos assuntos da reunião do ponto focal que vão ser ratificados pelos ministros do Turismo da CPLP.
Da proposta do programa consta uma visita a Chã das Caldeiras, o ponto mais turístico da ilha e muito procurado pelos turistas e visitantes que se deslocam à ilha do Fogo. ANG/Inforpress

Presidenciais 2019


     Domingos Simões Pereira  espera ganhar na primeira volta das eleições

Bissau,12 Nov 19(ANG) - O candidato à presidência  Domingos Simões Pereira disse que espera ganhar logo na primeira volta mas que está preocupado com o nível de abstenção que defende deve ser combatido.
“O povo é que decide. Eu penso que, por aquilo que nós temos visto, há uma grande determinação do povo em resolver tudo à primeira volta. Agora há um grande desafio, que é reduzir o nível da abstenção”, afirmou Domingos Simões Pereira, candidato apoiado do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), numa breve em Canchungo, norte da Guiné-Bissau.
Domingos Simões Pereira falava aos jornalistas antes de iniciar mais um comício da campanha eleitoral.
Em relação à abstenção, o candidato mostrou-se confiante pelo trabalho de sensibilização em curso.
“Penso que é o próprio povo que está determinado em reduzir o nível dessa abstenção”, considerou Domingos Simões Pereira.
De acordo com a Comissão Nacional de Eleições, a abstenção, nas últimas eleições, as legislativas realizadas em março, situou-se na ordem de 15,3%. Dos 761.676 inscritos, exerceram direito de voto 645.085 pessoas.
Sobre a campanha eleitoral, Domingos Simões Pereira referiu estar a decorrer “muito bem”, destacando ser “uma festa da democracia” com mobilização e participação do povo nas localidades que já visitou.
O político reuniu-se segunda-feira com alguns chefes tradicionais de algumas aldeias das quais ouviu preocupações e pedidos caso venha a ser eleito.
À Lusa respondeu sobre o que pensa ser o papel dos líderes tradicionais no futuro da Guiné-Bissau.
“Eu entendo que é fundamental que se deva ter em conta o enquadramento do poder local, o poder tradicional na estrutura da organização do Estado, porque senão é uma sequência que se parte em algum sítio”, defendeu Domingos Simões Pereira.
O candidato frisou ainda que o poder tradicional é eleito pelo povo nas bases, daí ser “um complemento do poder do administrativo mais moderno”.
Onze outros candidatos estão na corrida presidencial cujas eleições devem ocorrer dentro de 13 dias .ANG/lusa

Presidenciais 2019


Sissoco Embalo pede ao Jomav, Cadogo e Nuno Nabiam para assinarem um Pacto de Apoio na segunda volta

Bissau,12 Nov 19(ANG) - O candidato do Movimento para Alternância Democrática – Grupo 15 (MADEM-G 15) às eleições presidenciais, Úmaro Sissoco Embaló, exortou  segunda-feira às candidaturas de José Mário Vaz, Nuno Gomes Nabiam e Carlos Gomes Júnior (CADOGO) para assinarem um pacto no qual se comprometem em apoiar o candidato que passar à segunda volta, para fazer face ao candidato do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira.
Embaló suportado pelo seu partido que detém a segunda maior força no parlamento guineene e que conta também com o apoio de outras formações políticas e de algumas individualidades, fez este pedido durante um comício popular realizado na cidade de Bissorã, região de Oio, no norte do país. 
Sissoco disse no seu discurso perante populares daquele sector que, se for eleito  Presidente da República da Guiné-Bissau, usará a sua magistratura de influência para apoiar o executivo a construir escolas, hospitais, furos de água e garantir a energia a população bem como melhorar as condições das estradas, por forma a minimizar o seu sofrimento.
Na caça ao voto, Úmaro Sissoco Embaló voltou a criticar aquilo que considera de ingerência da comunidade internacional em particular, da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) na Guiné-Bissau, tendo afirmado que neste momento o país está a ser gerido e controlado pelas forças de interposição [ECOMIB].
Embaló prometeu que, se for eleito Presidente da República, a Guine-Bissau será gerida pelas forças de defesa e segurança que serão capazes de garantir a dignidade ao povo guineense. ANG/O Democrata

Sociedade


         Vendedeiras de garrafas dizem que o negócio já não é como dantes

Bissau, 12 Nov 19 (ANG) - As mulheres vendedeiras de garrafas queixam-se de falta de negócio nos últimos tempos devido a  crise política e governativa que tem assolado a Guiné-Bissau.

Essas mulheres revelaram  as suas dificuldades numa auscultação feita hoje pela Agência de Notícia da Guiné com objectivo de se inteirar da situação das mesmas e de seus rendimentos como vendedeiras de garrafas.

Cátia Luís Pinto da Silva, uma das vendedeiras de garrafas, de 36 anos de idade disse que actualmente as dificuldades são enormes, tendo contado  que dantes ganhava mais porque vendia mais, e disse que a venda caiu devido a situação política do país.

“Vendo para colmatar algumas dificuldades como por exemplo ajudar no sustento da casa e na compra de materiais escolares para as crianças entre outras, mas com a diminuição da venda e do lucro, as minhas dificuldades só  aumentam. Por isso, peço aos nossos governantes que pensem no progresso do país, a fim de garantir um bem-estar para o povo em geral”, apelou a Cátia.

Por sua vez, Nené Mendes igualmente vendedeira de garrafas, de 57 anos de idade, disse que as vezes conseguem obter lucro com o referido negócio mas que actualmente não vende tanto, porque  os clientes simplesmente não compram muito.

 “Compramos as garrafas por 25 francos CFA e vendemos por 50. Só que, em muitos casos, as mesmas acabam por estragar no momento de lavagem e dá-nos prejuízos.

 estamos ciente desses prejuízos porque  cada negócio tem o seu risco. O problema que se coloca é que a Guiné-Bissau tenha  paz e a estabilidade para que qualquer pessoa possa viver de forma normal em qualquer que seja a actividade praticada”, desejou.

Binta Djassi de 40 anos de idade disse que anteriormente ganhava 2000 francos CFA ou três mil por dia  mas  que agora nem se quer chega a 1000 francos as vezes, tendo sublinhado que a situação de instabilidade do país agrava cada vez mais a sua situação financeira , por isso  “os guineenses devem pensar no bem da Guiné-Bissau”.

Maimuna Cá, vendedeira de 60 anos de idade disse que vende para ter a sua própria economia, de modo a ser independente e poder resolver certos assuntos, sem ter que dirigir ao terceiro para pedir ajuda.

“Vendo diariamente, só não vendo quando estou com problemas de saúde ou quando tenho algum assunto importante para resolver. Actualmente  não vendo tanto como vendia anteriormente”, disse Maimuna Cá.

As eleições presidenciais estão previstas para 24 de novembro algumas vendedeiras de garrafas acreditam que uma vez eleito um novo presidente a situação política do país vai ter uma certa estabilidade. ANG/AALS/ÂC//SG

Transporte público

                      Cuntum Madina sem “Toca-toca” há dois anos

Bissau,12 nov 19 (ANG) – Os moradores do bairro de Cuntum Madina informaram hoje que vivem há dois anos sem meio de transporte colectivo próprio designado “toca-toca”, a semelhança de outros bairros de Bissau, por causa de más condições da estrada.

Ouvido pela Agência de Notícias da Guiné (ANG), os moradores Maimuna Conté, João Gomes e Amado Si lamentaram as dificuldades por que passam dia-a-dia, em termos de acesso ao transporte para se deslocam para o centro da cidade.

Dizem que  são obrigados a percorrer  grandes distâncias  até aos locais de trabalho com muitas dificuldades devido a insuficiência de transportes.

Maimuna Conté disse que as vezes as pessoas ficam mais de três horas a espera do transporte e que mesmo assim não houve nenhum tipo de preocupação da parte das autoridades competentes ou seja do governo em empreender uma política de massificação e melhoria dos transportes colectivos urbanos, principalmente para o seu bairro, que nesta altura não dispõe de uma viatura própria de transporte.

 Amado Si e João Gomes partilharam a mesma opinião, acrescentando  que para além dos trabalhadores que chegam tarde aos seus locais de trabalho, as pessoas que têm de se deslocar para  grandes distâncias, se deparam com  dificuldades para terem acesso a determinados tipos de serviços, como escolas e hospitais, pelo que  precisam de transporte.  

Exortaram ao governo no sentido de reabilitar ou alcatroar a referida via para acabar com as dificuldades que os moradores enfrentam, sobretudo no período de manhã ou seja das 8h às 9 horas, momento de maior aglomeração das pessoas.

O transporte de passageiro para o bairro é assegurado por viaturas de transportes públicos, denominado “toca-toca”, de outras linhas entre os quais da linha 6 Pluba Antula; linha 2 Aeroporto, linha 3 Quelele; linha 9 Antula Bonu e linha 1, Bairro militar.

Gene Ocante Có e Augusto Nanque, dois motoristas que asseguram o serviço de transporte naquele bairro, justificaram a prestação do serviço com as necessidades de diminuir as dificuldades com que  os moradores se deparam em termos de deslocação para o centro da cidade, sobretudo as crianças para a escola e os  funcionários para os seus locais de trabalho.
.ANG/LPG/ÂC//SG

Jogos de Azar


 Apostadores apontam falta de emprego como causa de adesão massiva dos jovens

Bissau 12 Nov 19 (ANG) – Apostadores de diferentes Casas de Apostas da cidade de Bissau nomeadamente o Milionário, Winners e Bissau Game, foram unânimes hoje em apontar a falta de emprego no país, como a causa principal da adesão dos jovens aos jogos de apostas.

Num inquérito feito pela ANG, para saber dos motivos que levam os jovens e não só, a se dedicarem em massa à essa prática, os entrevistados igualmente apontaram a falta de ocupação e de uma fonte de rendimento, uma vez que passam horas e horas sentados nas bancadas, sem produzir e as apostas acabam por ser uma alternativa.

Toni João Gomes, um apostador regular, comerciante e morador de bairro Bandim 1, disse que, o que o leva a jogar as apostas, são as dificuldades que enfrenta no seu dia a dia.

“Se tínhamos onde trabalhar não teríamos tempo de ir jogar as apostas,  por outro lado, o país enfrenta uma grave crise económica. Ganhamos montantes diferentes ou seja há os que ganham mais outros menos, e alguns ainda nunca ganharam nada, por isso  chamamos-lhe de jogos de azar”, explicou.

João Gomes exemplifica  que alguns já ganharam  montantes que variam entre 6 mil e 100 mil fcfa, dependendo da sorte e da quantidade do dinheiro que o jogador apostou.

Salientou que, com mais dinheiro apostado a pessoa tem mais possibilidades  de ganhar alguma coisa, frisando que as senhas custam 250 francos.

Por seu turno, Dionca Miguel Sanca vendedor de roupas e morador de bairro de Reino, disse que agradece estas empresas de apostas porque, segundo ele, esses jogos não é sinónimo de delinquência como muitos afirmam, mas que a falta de trabalho na Guiné-Bissau levou as pessoas a auto empregar-se nas Casas de Apostas.

“Porque  através das apostas se consegue ter dinheiro para resolver muitos  problemas diários, apesar de que não se ganha sempre. Essa actividade  pode evitar-nos de muitas outras tentações, como roubar telemóveis, carteira das mulheres entre outras práticas nocivas paraa  sociedade “,disse.

Miguel Sanca disse que as vezes, o vencedor leva para casa somas que variam entre 300 e 600 mil francos CFA, frisando que no seu caso ele joga todos os dias adquirindo as senhas conforme as suas possibilidades nos preços que oscilam entre 250 e 500 francos CFA.

Vladimir Sá, barbeiro morador de bairro de Mindará disse que a  falta de emprego é que fez aos  jovens recorrer a s casas de jogos como alternativa para uma certa autonomia financeira.

“No meu caso, as vezes perco e outras vezes consigo ganhar as apostas dependendo do montante, e depois faço o plano de investimento do dinheiro ganho”, explicou.

 Afirmou que chegou mesmo de ganhar um montante cujo valor não revelou mas que lhe permitiu  concluir um projecto de construção do seu apartamento residencial.

Disse já está nesse jogo  há três anos mas reconhece que também tem desvantagens desvantagens: “quem sabe que não vai estar à altura de sustentar as suas apostas através dos seus meios financeiros que não dá o primeiro passo, porque pode ser fatal.   certas pessoas que chegam a roubar para apostar”.

 Declarou que, normalmente, aposta com mais frequência nos finais de semanas com excepção dos dias dos jogos dos clubes campeões e da liga Europa, salientando que, quando houver estes jogos aposta nos dias úteis da semana.

Alqueia Na Clode, estudante morador de bairro de Antula Paal, disse que apesar dos perigos dos jogos de azar, ele  considera de positiva a sua aventura uma vez que segundo ele, chegou de ganhar uma quantia  que lhe permitiu pagar um trimestre dos seus estudos, explicando que também já perdeu muito.

“Aconselho aos jovens a serem cautelosos nos jogos, porque podem se tornar viciados: Se assim for, começam os problemas: casos de dívidas, venda de objectos de valor e até pegar no que  não te pertence  para poder apostar/jogar, o que muitas das vezes pode nos levar a prisão”, referiu. ANG/MSC/ÂC//SG

Processo eleitoral/viaturas alugadas


    DG do GTAPE diz ter liquidado cerca de 50 por cento das dívidas contraídas

Bissau, 12 nov 19 (ANG) – A Diretora-geral do Gabinete Técnico de Apoio ao Processo Eleitoral (GTAPE), afirmou que dos 621 milhões de francos FCA de dívidas contraídas com os proprietários das viaturas alugadas para o recenseamento eleitoral nas legislativas de 10 de março já foram liquidadas cerca de 50 por cento, ou seja, 300 milhões e 100 mil fcfa.

Beatriz  Furtado 
Em entrevista exclusiva esta terça-feira à ANG, Beatriz Furtado disse que 300 milhões e 100 mil fcfa foi o montante disponibilizado pelo governo através do tesouro público para pagar parte desta dívida, garantindo que o montante já está a ser canalizado para as contas bancárias dos beneficiários.

Perguntada sobre as dívidas de 10 dias contraídas com os brigadistas, durante o recenseamento, aquela responsável disse que vão agendar o seu  pagamento, acrescentando que o governo, assim como os parceiros nomeadamente Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), estão a fazer esforço enorme para cobrirem todas as dívidas mas que de  momento a preferência recai sobre a realização das presidenciais.

Beatriz Furtado garantiu que a sua instituição está a trabalhar no sentido de liquidar a dívida restante, garantindo igualmente que está a ser paga a dívida do prolongamento de 10 dias aos bigadistas,  e promete pagar todas as dívidas contraídas.  

Disse que solicitou aos proprietários das viaturas e  pessoas que celebraram contrato com o GTAPE à entregarem suas contas bancárias, através da qual se fez  uma lista que foi entregue ao Ministério das Finanças.

Brigadistas em protesto
Entretanto, os supervisores e brigadistas realizaram na manhã de hoje uma manifestação junto às instalações do GTAPE, exigindo o pagamento dos 52 milhões de francos CFA de dívidas de nove dias prolongados no recenseamento para às legislativas de 10 de março.

Em nome dos manifestantes, Oji Venâncio Madeira acusou o GTAPE de não estar a cumprir com o seu compromisso.

“Sempre recebemos uma garantia de pagamento por parte do GTAPE mas quando chega o tempo não pagam. Ficamos a seguir os trâmites dos documentos daqueles nove dias das dívidas no Ministério das Finanças. Tivemos informações de que o Tesouro Público já desbloqueou o dinheiro para depositar na conta do GTAPE”, revelou.

Madeira disse que o pagamento das referidas dívidas devia acontecer desde a semana passada, segundo a promessa da Diretora do GTAPE mas que até então não receberam, razão pela qual estão lá a pedir uma explicação, para saber quando vão ser pagas as dívidas. ANG/DMG/ÂC//SG

Presidenciais 2019



Bissau,12 Nov 19(ANG) – Os Chefes de Estado e de Governos da CEDEAO reiteram confiança em Aristides Gomes , reforçam contingente militar e querem sancionar aqueles que perturbaram o processo eleitoral.

Faustino Imbali, empossado pelo Presidente José Mário Vaz no dia 29 de Outubro,  nas funções de primeiro-ministro demitiu-se  sexta-feira das suas funções, no mesmo dia em que os chefes de Estado e de governo da Comunidade Económica de Estados da África Ocidental (CEDEAO), reunidos em cimeira extraordinária no Níger, exigiram a sua demissão.

Reiterando o seu apoio a Aristides Gomes como legítimo representante do Governo saído das eleições de 10 de Março, a CEDEAO decidiu reforçar a sua missão militar na Guiné-Bissau (ECOMIB) “para lhe permitir fazer face aos desafios que se puserem daqui em diante, antes e depois das eleições”

As presidenciais, em que José Mário Vaz concorre contra 11 outros candidatos, entre eles Domingos Simões Pereira, líder do PAIGC, realizam-se a 24 de Novembro.

Face a esta situação, os chefes de Estado e de Governo decidiram ainda pedir ao presidente da comissão da organização, o marfinense Jean Claude Kassi, que proponha “uma lista de pessoas que cometeram actos que visavam fazer derrapar o processo eleitoral e a normalização política para que sejam sancionados imediatamente”. O que poderá levar à aplicação de sanções ao Presidente guineense e ao primeiro-ministro demissionário.

Vaz preferiu não se deslocar a Niamey para assistir à cimeira, continuando a sua campanha eleitoral, e disse que sabe o que lhe esperava em Niamey.

Uma missão militar de manutenção da paz e ordem da CEDEAO se encontra em Bissau desde abril de 2012, na sequência do golpe de Estado ocorrido nessa data.
A missão de cerca de 600 homens tem como objectivo garantir segurança e protecção às instituições e titulares de órgãos de soberania. ANG/Público


segunda-feira, 11 de novembro de 2019

Campanha eleitoral


Painel de Monitorização considera positiva  actuação da imprensa na primeira semana de “caça ao voto”  

Bissau,11 Nov. 19 (ANG) - O Painel de Monitorização da cobertura jornalística da campanha para  eleições presidenciais considera de positivo a actuação das médias durante a primeira semana de “caça ao voto”.

Segundo o relatório desse Painel  à que a ANG teve acesso hoje,  as 10 rádios, subscritoras do Código de Conduta eleitoral trataram de igual modo todos os candidatos na difusão das suas ideias e projectos, tanto nos seus blocos de  notícias assim como nos jornais de campanha.

Segundo  os monitores, a Televisão da Guiné-Bissau (TGB) também deu a mesma oportunidade aos candidatos nas emissões de tempo de antena e jornais eleitoral.

Quanto aos jornais, por serem semanários, o Painel revela que não foram feitas as análises de actuação desses órgãos de comunicação social, mas promete fazê-la já na próxima terça-feira.

Apesar de considerar positiva a actuação dos médias na cobertura das presidenciais, o Painel de Monitorização criado pelo Conselho Nacional de Comunicação Social, órgão que regula a actuação da imprensa guineense, lamenta a actuação de algumas rádios que “aproveitam dos espaços de programas matinais de interacção para utilizarem linguagens violentos, incitando ódio e descriminação étnico-religiosa”.

Doze candidatos concorrem às eleições presidenciais marcadas para 24 de Novembro, cuja campanha    cumpriu  o 10º dia de caça ao voto.
ANG/MI/ÂC//SG