quarta-feira, 16 de fevereiro de 2022

UE/África/Von der Leyen quer avançar com “investimento substancial” em África na cimeira

Bissau, 16 Fev 22(ANG) – A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse hoje ambicionar um acordo sobre “investimento substancial” em África durante a cimeira da União Europeia (UE) com União Africana (UA) em Bruxelas, para inverter os “danos da covid-19”.

“Na cimeira, iremos discutir um investimento substancial para inverter os danos da covid-19 e para dar aos jovens africanos a educação que merecem. 2022 é o Ano Europeu da Juventude e, por isso, trabalhemos em conjunto para que o seja também para os africanos”, afirmou Ursula von der Leyen.

Intervindo por videoconferência no 7º Fórum Empresarial UE-África 2022, um dia antes de os dirigentes da União Europeia e da UA, bem como dos respectivos Estados-membros, se reunirem em Bruxelas para a sexta cimeira conjunta, a líder do executivo comunitário disse esperar que o encontro de alto nível permita “criar novas ligações entre os povos para apoiar a África e para a Europa a curar e recuperar”.

“E, após a cimeira, caberá aos povos africano e europeu tirar o máximo partido destas novas ligações”, acrescentou.

Relativamente à pandemia, e um dia após o anúncio de doação de 100 milhões de euros às entidades reguladoras africanas de medicamentos para melhorar a segurança sanitária, Ursula von der Leyen apontou que a medida irá permite ao continente africano “produzir os seus próprios produtos farmacêuticos”.

“E este esforço só será bem sucedido se tanto o sector público como o privado do país, por exemplo melhorando a regulamentação e os sistemas de saúde, mas também transferindo tecnologia médica e, claro, abrindo instalações em África”, elencou.

Até agora, Bruxelas já mobilizou cerca de três mil milhões de euros para o mecanismo de acesso a vacinas anticovid-19, Covax, o equivalente a cerca de 400 milhões de doses.

A UE é também uma das maiores doadoras de vacinas a África, tendo mobilizado, juntamente com os Estados-membros, mais de 130 milhões de doses para os países africanos e intensificado o apoio à administração de vacinas.

“O nosso objectivo é levar este número a mais de 450 milhões de doses de vacinas doadas até ao verão. Penso que partilhar vacinas é sinal de nos preocupamos e partilhar tecnologias e capacidades é ainda mais importante”, salientou Ursula von der Leyen.

Também intervindo por videoconferência na sessão, o presidente da Comissão da União Africana, Moussa Faki Mahamat, apontou que, devido à pandemia, “o crescimento económico em África foi afectado e o crescimento económico foi prejudicado”, com 39 milhões de cidadãos em risco da pobreza extrema.

“Espero que o crescimento prossiga, com o apoio da comunidade internacional para esse efeito”, acrescentou Moussa Faki Mahamat, esperando ainda “parcerias sólidas entre os governos para promover uma retoma económica forte” em África, nomeadamente com a UE, que é “uma das principais fontes de investimento externo e o primeiro destino das exportações africanas”.

Segundo o responsável africano, os investimentos europeus em África ascendem a 30 mil milhões de dólares por ano (cerca de 26 mil milhões de euros), mas esta verba “está longe das expectativas e necessidades” dos países.

O encontro diplomático de alto nível, que se realiza na quinta-feira e na sexta-feira em Bruxelas, visa estabelecer as bases de uma parceria UA-UE renovada e aprofundada, esperando-se desde logo um pacote de investimento África-Europa, tendo em conta desafios como as alterações climáticas e a crise sanitária da covid-19.

Em discussão estarão ainda questões como a estabilidade e a segurança.

ANG/Inforpress/Lusa

Ensino/Administrador da Escola “Amizade Guiné-Bissau/Suécia”  pede apoios para  restauração deste estabelecimento

Bissau, 16 Fev 22 (ANG) – O Administrador da Escola “Amizade Guiné-Bissau Suécia” vulgo Peré, lamentou hoje as dificuldades que aquela instituição educativa enfrenta, tendo pedido apoios e mais atenção por parte, sobretudo do Ministério da Educação, pais e encarregados de educação e de moradores.

Eusébio Mendes, numa entrevista exclusiva à ANG, sobre a situação da escola e dos planos para o seu melhoramento,disse que, apesar da escola já ter iniciado  o presente ano lectivo, em Outubro, por ser uma entidade com gestão participativa, as dificuldades são enormes, e vão desde a electricidade que não chegam as turmas impossibilitando o funcionamento de curso noturno até a falta de equipamentos  para gabinete do diretcor. .

Mendes, antigo director da instituição e que agora ocupa o cargo de administrador salientou que estão a trabalhar numa situação précaria, tendo pedido apoio para que a Escola Peré volte a ser o que era nos anos 70, tendo lamentado o término da cooperação com a Suécia.

Aquele responsável frisou  que as deligências estão em curso por parte da instituição e que os parceiros diligenciam para que a parceria com os suecos possa voltar a funcionar.

Perguntado sobre as diligências que estão a fazer para ultrapassar as dificuldades existentes, Mendes disse que está em curso a elaboração de projecto para entregar aos parceiros, tendo lamentado que, por falta de fundos para pagamento de despacho de  cargas, a escola perdeu um apoio de Inglaterra que doou  materias para a  reabilitação total da escola.

Eusébio Mendes disse que a escola não tem segurança, pelo que fica a mercé dos malfeitores, principalmente, no periodo da noite.

Para a semana, segundo Mendes, a escola pode ficar  sem giz uma vez que só restou o stock de um pacote.

 A Escola Amizade Guiné-Bissau Suécia leciona de 1º à 9 º ano de escolaridade e, segundo o administrador, como sendo uma escola de administração partilhada, não tem greves por isso, sempre tem números de alunos consideravéis, e também por ser uma escola situada no meio do bairro de Chão de Papel/Varela.

A escola Amizade Guiné-Bissau/Suécia iniciou o seu funcionamento em 1976 lecionando o 5ª classe.ANG/MSC/ÂC//SG

Moscovo/Rússia anuncia fim das manobras na fronteira com a Ucrânia e regresso de militares aos quartéis

Bissau,  16 Fev 22(ANG) – A Rússia anunciou hoje o fim das manobras militares e a partida de algumas das suas forças da península da Crimeia anexada da Ucrânia, onde a presença de tropas alimentou os receios de uma invasão.

“As unidades do distrito militar do sul que completaram os seus exercícios tácticos nas bases da península da Crimeia estão a regressar por via ferroviária às suas bases de origem”, disse o Ministério da Defesa russo, citado pelas agências russas.

A televisão russa mostrou imagens nocturnas de um comboio que transportava blindados através da ponte sobre o Estreito de Kertsch, construído a grande custo pela Rússia para ligar a Crimeia ao território russo.

Na terça-feira, Moscovo anunciou uma retirada “parcial” dos seus soldados destacados durante semanas nas fronteiras da Ucrânia, um sinal de desescalada após dois meses em que se receou uma invasão iminente, tendo como pano de fundo a crise russo-ocidental.

Europeus e norte-americanos continuam à espera de provas de uma importante retirada militar russa, mas estão cautelosamente optimistas. A Rússia não especificou a extensão ou o calendário da retirada.

De acordo com o Ocidente, mais de 100.000 soldados estão destacados nas fronteiras da Ucrânia com muito equipamento pesado. E as principais manobras russo-bielorrussas prosseguem até 20 de Fevereiro na Bielorrússia, o vizinho pró-russo da Ucrânia.

Os ministros da Defesa da NATO reúnem-se entre hoje e quinta-feira, em Bruxelas. O secretário-geral da Aliança Atlântica, Jens Stoltenberg, comentou na terça-feira que os mais recentes “sinais” vindos de Moscovo permitem um “optimismo cauteloso”, mas sublinhou que não se vê ainda uma diminuição da escalada no terreno.

Stoltenberg falava numa conferência de imprensa no quartel-general da NATO, em Bruxelas, de projecção de uma reunião de ministros da Defesa da organização que decorre entre hoje e quinta-feira, e na qual Portugal estará representado pelo ministro da Defesa, João Gomes Cravinho.

Apontando que os ministros da Defesa dos Aliados terão ao longo dos dois dias de reunião a oportunidade de discutir aquela que é “a maior ameaça à segurança europeia das últimas décadas” – incluindo uma discussão, na quinta-feira, com o seu homólogo ucraniano -, Stoltenberg disse esperar que seja possível avaliar “se há sinais”, no terreno, de um efectivo desanuviamento ou não.

O Ministério da Defesa da Rússia anunciou, na véspera da reunião ministerial da NATO, que algumas das unidades que tinham sido enviadas para próximo das fronteiras da Ucrânia iam regressar aos quartéis de origem por terem terminado os exercícios militares em que estiveram envolvidas.

O Ocidente acusou a Rússia de ter concentrado mais de 100.000 tropas nas fronteiras da Ucrânia para invadir novamente o país vizinho, depois de ter anexado a península ucraniana da Crimeia em 2014.

A Rússia negou sempre o desejo de guerra, mas exigiu garantias para a sua segurança, incluindo uma promessa de que a Ucrânia nunca será membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte.

Esta exigência foi rejeitada pelo Ocidente, que propôs em troca conversações sobre outros assuntos de segurança, como o controlo de armas ou visitas recíprocas a infra-estruturas sensíveis. ANG/Inforpress/Lusa

 

Política/PAIGC condena  operações de buscas de armas e revistas nas casas das pessoas levadas a cabo pelas autoridades militares

Bissau, 16 Fev 22 (ANG) – O Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), condenou, segunda-feira, as operações de buscas e revistas que diz ser “abusivas” nas casas das pessoas, desencadeadas pelas autoridade militares e paramilitares no âmbito de uma alegada campanha de apreensão de armas e de descoberta dos implicados na tentativa de golpe de Estado de 01 de Fevereiro.

Em comunicado à imprensa, produzido pelo Secretariado Nacional do partido, à que a Agência de Notícias da Guiné (ANG) teve hoje acesso, o PAIGC critica que as denuncias sobre essas operações  ocorrerem num contexto em que mais uma vez, o Regime viola flagrantemente os direitos dos cidadãos consagrados nas Leis da República.

“Neste caso em concreto, o direito a privacidade e inviolabilidade de domicílio. Consta que as aludidas operações são feitas sem uma notificação prévia, e além de serem realizadas em horários impróprios, com todos os inconvenientes”, lê-se no comunicado.

Diz o partido liderado por Domingos Simões Pereira que as respectivas buscas e revistas perpetuadas pelo “actual Regime” são coincidentes com a vaga de detenções, intimidações e perseguições, num cenário que se assemelha ao “Estado de sítio ou de terror”.

Acrescenta que  o PAIGC tem sido um dos alvos da “saga de violências físicas e psicológica”,  com o bloqueio do recinto que dá acesso a alçada principal da Sede do Partido.

O partido denuncia mo comunicado  que alguns dirigentes e militantes  estão a ser coagidos e violentados  de forma selectiva.

Sem indicar os nomes ou o número, o PAIGC diz ainda que seus dirigentes estão a ser objectos de  intimidações, perseguições e detenções, sem observância dos preceitos legais, e com violações a diversos níveis, incluindo os prazos e as formalidades estabelecidos por lei.

“Reiteirar as condenações do PAIGC as tentativas do Regime em tentar, a todo o custo, abstruir a realização do Xº Congresso do Partido, na base de manobras dilatórias, expressas na tomada de medidas tendenciosas, abusivas e ilegais que põem em causa o sentido abstracto das leis”, descreve o comunicado.

O partido exige  explicações do “actual Regime”, quanto ao bloqueio dos acessos de entrada à Sede do PAIGC.

AS autoridades militares e paramlitares levam a cabo operações de busca de armas nas residiências e de descoberta de eventuais implicados na tentativa de golpe de Estado, ocorrida no passado dia 01 de Fevereiro.

Notícias veiculadas nas redes sociais, ainda por confirmar, indicam que vários cidadãos militares, paramilitares e civis  se encontram encarcerrados, em Bissau, na sequência dessas buscas , a noite.NG/LLA/ÂC//SG    

  UE-África/Cimeira com elevado nível de participantes e PALOP todos presentes

Bissau, 16 Fev 22(ANG) – A VI cimeira UE-África, que se realiza quinta e sexta-feira em Bruxelas, deverá contar com um nível de participação extremamente elevado, incluindo todos os países africanos de língua oficial portuguesa (PALOP), indicaram fontes diplomáticas.

Numa altura em que se ultimam os preparativos para aquela que é a primeira cimeira entre União Europeia (UE) e União Africana (UA) desde 2017, fontes diplomáticas europeias adiantaram hoje que são esperados em Bruxelas os chefes de Estado e/ou de Governo da generalidade dos Estados-membros de ambas as organizações, com excepção dos quatro países actualmente suspensos pela UA devido a golpes de Estado (Burkina Faso, Mali, Sudão e Guiné-Conacri) e, eventualmente, uma ou outra ausência de última hora.

Os PALOP deverão estar todos representados ao mais alto nível na cimeira de Bruxelas, tendo as mesmas fontes indicado que são esperados os chefes de Estado de Moçambique, Guiné-Bissau,  São Tomé e Príncipe, e o vice-presidente da República de Angola. Cabo Verde será representado pelo primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva.

Portugal estará representado pelo primeiro-ministro, António Costa, que participará em duas das sete mesas-redondas temáticas que serão organizadas ao longo dos dois dias da cimeira, além das cerimónias de abertura e de encerramento, que contarão com o conjunto de líderes.

Num figurino inédito, grande parte dos trabalhos da cimeira será repartida entre sete mesas-redondas temáticas, co-presididas por dois chefes de Estado europeus e outros tantos africanos, em vários casos com convidados externos de outras organizações e sociedade civil.

Os temas em debate são “financiamento para o crescimento sustentável e inclusivo”, “alterações climáticas e transição energética, digital e transportes”, “paz, segurança e governação”, “apoio ao sector privado e integração económica”, “educação, cultura, formação profissional, migração e mobilidade”, “agricultura e desenvolvimento sustentável” e “sistemas de saúde e produção de vacinas”.

De acordo com uma nota divulgada pelo gabinete do primeiro-ministro, António Costa começará por intervir, na quarta-feira, na mesa consagrada ao tema “paz, segurança e governança”, na qual estarão igualmente presentes o Alto Representante da UE para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, Josep Borrell, e o Comissário de Assuntos Políticos, Paz e Segurança da UA, Bankole Adeoye.

Na quinta-feira, o chefe de Governo português co-presidirá à mesa-redonda consagrada à educação e migrações, na qual participarão, como oradores externos, o director-geral da Organização Internacional para Migrações (OIM), António Vitorino, e a secretária-geral da Organização Internacional da Francofonia, Louise Mushikiwabo.

A VI cimeira UE-África estava originalmente marcada para 2020, mas foi sendo sucessivamente adiada devido à pandemia de covid-19, que impediu designadamente que ocorresse durante a presidência portuguesa do Conselho da UE no primeiro semestre de 2021.

A iniciativa terá então finalmente lugar esta semana em Bruxelas, e com ‘casa cheia’, o que levou a organização a restringir a um nível sem precedentes a dimensão das delegações, face à situação sanitária ainda instável.

ANG/Inforpress/Lusa

 

terça-feira, 15 de fevereiro de 2022

  Prevenção contra coronavirus

No plano individual deve-se  manter o distanciamento físico, usar  uma máscara,  lavar as mãos  regularmente e tossir fora do alcance  dos outros. Façam  tudo isso!

A nossa mensagem às populações e aos governos é clara. Façam tudo isso!"

                                        ( Tedros Adhanom Ghebreyesus - DG da OMS)

Finanças/BOAD doa materiais informáticos à Direcção Geral de Previsão e Estudos Ecomómicos

Bissau,15 Fev 22(ANG) – O Banco Oeste Africano de Desenvolvimento(BOAD), doou um lote de equipamentos informáticos e material de escritório à Direcção Geral de Previsão e Estudos Económicos, do Ministério das Finanças, avaliados em 25 milhões de francso CFA.

No acto da entrega do referido donativo, o representante residente do BOAD no país, disse que o gesto visa apoiar os esforços do Ministério das Finanças, para a melhoria das condições de trabalho dos seus funcionários.

Pape Demba Ndiaye disse na ocasião que esta é a primeira vez que a instituição que representa apoia o Ministério das Finanças em equipamentos, assegurando que vão continuar com o gesto.

Aquele responsável salientou que o BOAD é uma instituição financeira que pertence à Guiné-Bissau e por isso está disponível a apoiar o processo do desenvolvimento do país em vários domínios.

O ministro das Finanças João Aladje Mamadú Fadiá considerou diz que   o acto é simbólico mas de grande significado para a instituição que dirige.

O governannte disse que  o país precisa e muito de equipamentos para aumentar a sua capacidade de trabalho e  a produção.

“Esses materiais, constituídos por computadores, impressoras, projectores, inclusive algumas secretárias para equipar alguns serviços, são de uma utilidade muito importante e vão ajudar a Direcção Geral de Previsão e Estudos Económicos no aumento da produção e na qualidade de serviços prestados”, sublinhou.

Para João Aladje Mamadú Fadiá, o gesto demonstra que o BOAD  está presente nos países membros, não só para financiar proejectos, mas também para apoiar as instituições à aumentar a sua performance naquilo que fazem.

“O montante disponibilizado pelo BOAD se relaciona  ao  exercício económico de 2021. Em 2022 vou vos escrever, novamente, para pedir mais”, disse.

ANG/ÂC//SG

   Itália/Navio Ocean Viking resgata 247 migrantes em três dias no Mediterrâneo

Bissau, 15 Fev 22(ANG) – A organização não-governamental (ONG) SOS Mediterranée revelou segunda-feira que o seu navio Ocean Viking resgatou 247 migrantes no Mediterrâneo central em cinco operações de salvamento nos últimos três dias.

Segunda-feira, numa operação de resgate que ocorreu na zona de busca e salvamento da Líbia, uma embarcação de fibra de vidro foi interceptada com 19 migrantes, incluindo duas mulheres e três menores desacompanhados de adultos, explicou a ONG nas suas redes sociais.

Na primeira operação de resgate do navio, no sábado, foram resgatados 93 imigrantes, entre os quais dezasseis menores desacompanhados.

Na manhã de domingo, uma embarcação de madeira “com altíssimo risco de naufrágio” foi interceptada e 22 pessoas foram salvas, incluindo seis menores. Pouco depois, foram resgatados 25 migrantes que viajavam noutro barco na mesma área.

Na noite de sábado para domingo, o Ocean Viking resgatou 88 migrantes, dos quais um terço (27) eram de menores e um recém-nascido.

Esses migrantes estavam numa embarcação de madeira na área de busca e salvamento sob jurisdição da Líbia e o alarme sobre a situação foi lançado pelo “Alarm Phone”, um serviço telefónico para migrantes que alerta sobre possíveis naufrágios.

Quando o navio Ocean Viking chegou à área, uma aeronave de vigilância europeia já havia emitido dois pedidos de socorro.

Após estas operações, o Ocean Viking tem a bordo 247 migrantes, que estão a ser atendidos por membros da Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (FICR).

Até 11 de Fevereiro, 3.155 migrantes desembarcaram em Itália, quase mil a mais do que os 2.233 que chegaram ao país no mesmo período do ano anterior, segundo dados do Ministério do Interior italiano.

ANG/Inforpress/Lusa

 

Transporte Terrestres/Governo e empresa costa-marfinense assinam acordo para colocação de Semáforas nas ruas de Bissau

Bissau, 15 Fev 22 (ANG) – O Goverrno guineense através do Ministério dos Transportes e Comunicações e a empresa da Costa de Marfim denominada AKS-Group rubricaram hoje um acordo para colocação de Semáforas nas ruas de Bissau, nesta primeira fase, com objectivo de assegurar e melhorar a segurança rodoviária na capital.

Falando depois da assinatura do referido documento, o ministro dos Transportes e Comunicações agradeceu a prontidão da empresa e o Presidente da Associação dos Ivorienses na Guiné-Bissau como ponto focal entre as partes, frisando que o acto simboliza a concretização de um conjunto de acções que visam o desenvolvimento do país.

Aristides Ocante da Silva salientou que os semáforos são equipamentos necessários a nivel das artérias de Bissau e mais tarde em outras regiões do país, com o propósito de melhorar a segurança nas estradas.

Salientou que, comparando com outras capitais do mundo, ve-se claramente que Bissau carece de sinalização ao nivel das artérias da cidade.

“Por isso, digo que mais vale tarde do que nunca e que a iniciativa é bem vinda e corajosa.  Acreditamos que vai mudar, por completo, a circulação rodoviária na cidade de Bissau, em diferentes cruzamentos”, enalteceu.

Aristides Ocante da Silva disse que a iniciativa  representa a vontade do Chefe de Estado e do Governo de encorajar acções que contribuam para a melhoria do quadro de vida dos utentes dos transportes terrestres.

O governante salientou tratar-se de um sinal forte da cooperação Sul/Sul e sobretudo sub-regional, onde existem empresas capazes de engajar acções técnicas.

Disse que  os semáforas a serem instalados são modernos com uma contagem degressiva das passagens, o que segundo ele, evita que as pessoas tentem violar os sinais, em conformidade com as normas internacionais e sub-regionais no domínio de  segurança rodoviária.

Silva afirmou que o contrato cumpriu as tramitações legais com aprovação no Conselho de Ministros, bem como o aval da Direcção Geral ligada aos contratos e concursos públicos.

“Mas este contrato não se limita  a instalação dos equipamentos. Há outros aspectos importantes a realçar, nomeadamente ,a realização  de obras antes do inicios da colocação dos semáforas,  a manutenção e a formação que vai permitir, aos poucos, criar uma capacidade nacional neste dominio, e o emprego”, disse Ocante da Silva .

O Director-Geral da empresa ASK-GROUP, Amouro Ouatarra agradeceu a confiança das autoridades guineenses no grupo, acescentando que vão tudo fazer dando o melhor da empresa na execusão desta tarefa para que todos possam sair satisfeitos e para que a África saía a ganhar .

O contrato  assinado é válido para  24 meses e a sua implementação terá  seu início dentro em breve.ANG/MSC/ÂC//SG

Ucrânia/Kremlin confirma retirada de tropas e fala em histeria ocidental

Bissau, 15 Fev 22 (ANG) - A Presidência russa (Kremlin) confirmou esta terça-feira o início da retirada de algumas das suas tropas de perto das fronteiras da Ucrânia, denunciando a "histeria ocidental" sobre uma suposta invasão iminente do país pela Rússia.

"Sempre dissemos que após a conclusão dos exercícios, (...) as tropas regressariam às suas guarnições originais. Isto é o que está a acontecer, este é o processo habitual", disse o porta-voz presidencial russo, Dmitry Peskov, citado pela agência francesa AFP.

Segundo Peskov, Moscovo irá no futuro organizar outros "exercícios em toda a Rússia" por ter o direito de o fazer onde quer que considere apropriado dentro do seu território.

Peskov denunciou uma "campanha absolutamente sem precedentes para provocar tensões" da parte do Ocidente, em particular dos Estados Unidos da América (EUA), com os alertas sobre uma invasão iminente da Ucrânia pela Rússia.

"Este é o tipo de histeria que não se baseia em nada", disse o porta-voz do Kremlin.

O Ministério da Defesa da Rússia anunciou hoje  que algumas das unidades que tinham sido enviadas para próximo das fronteiras da Ucrânia vão regressar aos quartéis de origem por terem terminado os exercícios militares em que estiveram envolvidas.

"As unidades dos Distritos Militares do Sul e do Oeste que cumpriram as suas tarefas já começaram a carregar pessoal e equipamento nos meios de transporte ferroviário e automóvel e começarão hoje a dirigir-se para as suas guarnições militares", disse o porta-voz do ministério, major-general Igor Konashenkov, citado pela agência russa TASS.

Num comentário publicado na rede social Telegram, a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, Maria Zakharova, disse que a "propaganda da guerra ocidental" foi hoje humilhada com o anúncio do Ministério da Defesa.

O dia "15 de Fevereiro de 2022 ficará para a História como o dia em que a propaganda da guerra ocidental falhou. Humilhada e destruída sem um único tiro disparado", comentou a porta-voz do ministério tutelado por Serguei Lavrov.

O anúncio aconteceu no dia em que o Presidente russo, Vladimir Putin, recebe no Kremlin o chanceler alemão, Olaf Scholz, para falarem sobre a crise.

Scholz deslocou-se a Moscovo depois de ter conferenciado com as autoridades ucranianas em Kiev na segunda-feira.

Os EUA alertaram, na sexta-feira, que a Rússia podia atacar "a qualquer momento" e aconselharam os seus cidadãos a sair da Ucrânia, no que foram seguidos por vários países, incluindo Portugal.

O Ocidente acusou a Rússia de ter concentrado mais de 100.000 tropas nas fronteiras da Ucrânia para invadir novamente o país vizinho, depois de ter anexado a península ucraniana da Crimeia em 2014.

A Rússia negou sempre o desejo de guerra, mas exigiu garantias para a sua segurança, incluindo uma promessa de que a Ucrânia nunca será membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).

Esta exigência foi rejeitada pelo Ocidente, que propôs em troca conversações sobre outros assuntos de segurança, como o controlo de armas ou visitas recíprocas a infra-estruturas sensíveis. ANG/Angop

Finanças pública/”Aprovação da segunda avaliação do FMI demonstra empenho do Governo em prol do desenvolvimento do país”, diz João Mamadú Fadiá

Bissau,15 fev 22(ANG) – O ministro das Finanças afirmou, esta terça-feira, que a aprovação do relatório da segunda avaliação do Fundo Monetário Internacional(FMI), do programa de ajustamento económico da  Guiné-Bissau, demonstra o empenho  do Governo, em prol do desenvolvimento do país.

João Aladje Mamadú Fadiá, em declarações hoje à imprensa, à margem da cerimónia de entrega de materiais informáticos doados pelo BOAD à sua instituição, parabenizou à todos os funcionários e anuncia que a  Guiné-Bissau  voltou ao convívio das instituições financeiras internacionais.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou na segunda-feira que aprovou a segunda avaliação do programa de ajustamento económico da Guiné-Bissau, um passo fundamental para garantir um empréstimo ao abrigo de um novo programa financeiro.

“O beneficiário disso não é o Ministério das Finanças, nem o Governo, mas sim o país no seu todo”, afirmou Fadia.

Segundo o ministro das Finanças, em 2021, a Guiné-Bissau recebeu do Fundo Monetário Internacional 60 milhões de dólares, que foram utilizados no pagamento da prestação das dívidas de 2021 e  2022, no montante de  mais de 18 mil milhões de francos CFA.

O governante disse que o dinheiro do FMI tem ajudado o Governo a colmatar algumas despesas, nomeadamente no combate a Covid-19, pagamento de salários e fazer funcionar a economia.

Afirmou que o FMI, na qualidade de editor macroeconómico internacional, quando envia a missão ao país para verificação das suas políticas financeira e e se concordar com as práticas do país, essa sua concordância   convence outros investidores  de que as finanças públicas do país estão bem geridas.

“Com isso, o país pode ter acesso aos fundos de outras organizações financeiras, tais como o Banco Mundial, Banco Africano de Desenvolvimento, entre outros. Inclusivé por causa dessa performance a Guiné-Bissau vai puder contar ainda, este ano, com 12 milhões de dólares de ajuda orçamental”, garantiu o ministro das Finanças.ANG/ÂC//SG



      Diplomacia/PR  viaja para Bruxelas para cimeira UE-África

Bissau, 15 Fev 22(ANG) - O Presidente  Umaro Sissoco Embaló, viajou hoje para Bruxelas, Bélgica, para participar na sexta cimeira entre a União Africana (UA) e União Europeia (UE), disse à Lusa fonte da presidência guineense.


Segundo a fonte, Umaro Sissoco Embaló, que é acompanhado na sua deslocação pela chefe da diplomacia guineense, Suzi Barbosa, e por alguns conselheiros do seu gabinete, deverá regressar ao país no domingo.

O primeiro-ministro, Nuno Nabiam, esteve presente no aeroporto internacional Osvaldo Vieira de Bissau para acompanhar o chefe de Estado até embarcar no voo que o transportou para Bruxelas.

Esta é a primeira deslocação de Umaro Sissoco Embaló ao estrangeiro desde a tentativa de golpe de Estado de 01 de Fevereiro quando homens armados atacaram o Palácio do Governo da Guiné-Bissau, onde decorria um Conselho de Ministros, com a presença do Presidente da República e do primeiro-ministro e que provocou 11 mortos.

O Presidente guineense considerou tratar-se de uma tentativa de golpe de Estado e apontou o ex-chefe da Marinha José Américo Bubo Na Tchuto, Tchamy Yala, também ex-oficial, e Papis Djemé como os principais responsáveis.

Os três homens foram presos em Abril de 2013 por agentes da agência anti-droga norte-americana (DEA) a bordo de um barco em águas internacionais na costa da África Ocidental e cumpriram pena de prisão nos Estados Unidos.

Os três alegados responsáveis pela tentativa de golpe de Estado foram detidos, segundo o Presidente guineense.ANG/Angop

Cabo Verde/Ex-Presidente Pedro Pires  diz que replicar modelo europeu na UA não foi melhor opção

Bissau, 15 Fev 22 (ANG) - O antigo Presidente cabo-verdiano Pedro Pires, que há 20 anos esteve na criação da União Africana, admite que replicar o modelo organizacional da União Europeia (UE) não terá sido a melhor solução e pede independência financeira da organização africana.

"Entendo que se deve, até com abertura de espírito, analisar esse percurso e ver as dificuldades encontradas. O primeiro reparo que eu faço é o modelo escolhido. Se não se teria avançado demais ao escolher um modelo que é mais ou menos semelhante ao da União Europeia", disse, em entrevista à Lusa, Pedro Pires, Presidente da República de Cabo Verde de 2001 a 2011.

"Talvez se tivesse de encontrar um outro, menos perfeito, se podemos dizer assim, menos integrado, qualquer coisa a se construir e não qualquer coisa já definida", afirmou o antigo chefe de Estado, de 87 anos.

Enquanto Presidente de Cabo Verde, Pedro Pires foi um dos signatários da constituição da União Africana (UA), que reúne 55 Estados africanos. A organização continental realizou a sua primeira cimeira em Durban, na África do Sul, em Julho de 2002, substituindo-se à Organização da Unidade Africana (OUA), fundada em 25 de Maio de 1963.

Na entrevista à Lusa, na Praia, o antigo chefe de Estado questiona o sucesso do modelo adoptado pela UA, ao replicar as mesmas instituições e comissários da UE: "A pergunta é se estamos em condições de trabalhar com esse modelo institucional".

"E uma coisa que ela tem de fazer é defender os interesses de todos e não defender o interesse de um grupo. Que permita à União influenciar a solução dos problemas sérios que temos neste momento, por exemplo na zona do Sahel, à volta dos golpes de Estado. Eu penso que a União está bem situada para influenciar as soluções ou as melhores soluções", acrescentou Pedro Pires.

Nos 20 anos da União Africana, admite que "um dos pontos fracos" é a sua "debilidade financeira", e defende que se devia "autonomizar financeiramente".

"Porque quando você é financiado, o seu financiador é que diz o que você deve fazer. Portanto, você deve ter autonomia financeira para decidir que política, por exemplo em matéria de defesa ou que política em matéria económico-financeira ou outra. Ou agrícola, por exemplo, que é um sector extremamente importante com potencialidades para o futuro", apontou.

Reconheceu o "esforço" das lideranças africanas à volta da organização, mas admite que ainda é um "processo longo" e prefere não falar em apontar falhas no percurso da UA: "O que estou a ver aqui é um processo extremamente complexo como o que está a exigir dos líderes africanos muito trabalho, muito realismo e também muita perseverança".

Acrescentou, ainda assim, que não está em causa a importância da UA no continente, por ser "uma instituição necessária e útil", mas usa o exemplo da próxima cimeira Europa/África, este mês, para apontar a necessidade de "defesa dos interesses do continente na sua globalidade".

"Seríamos mais fortes se negociássemos sempre em bloco", afirmou, insistindo que são "reflexões" de quem está "fora da política".

"Mas de toda a maneira eu defendo a ideia de que é importante a União Africana (...). O desafio é organizá-la, pô-la a funcionar ao serviço dos países e da África. Portanto, a minha conclusão é que ela é útil e necessária e há que procurar a forma de tirar o maior proveito disso", sublinhou.

Defendeu ainda que é necessário haver "articulação" entre a União Africana, enquanto órgão continental, e as comunidades económicas regionais, para "evitar conflitos de competências", pedindo por isso um "sentido cooperativo" e "não concorrencial", para a solução dos problemas do continente e da sua diversidade.

Lidar com os conflitos é outra dificuldade que Pedro Pires vê nestes 20 anos de actividade da União Africana.

"Um elemento que veio mexer com tudo foi a invasão da Líbia e a forma como esse conflito dos líbios com os ocidentais foi resolvido e hoje estamos a sofrer as consequências desse ato que não tem nada de africano. É um ato vindo do exterior. É dessa forma que eu penso que devemos analisar as dificuldades, os bloqueios e os constrangimentos", concluiu.ANG/Angop

 

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2022

 Prevenção contra coronavirus

No plano individual deve-se  manter o distanciamento físico, usar  uma máscara,  lavar as mãos  regularmente e tossir fora do alcance  dos outros. Façam  tudo isso!

A nossa mensagem às populações e aos governos é clara. Façam tudo isso!"

                                        ( Tedros Adhanom Ghebreyesus - DG da OMS)

Política/Comissão Permanente do PAIGC propõe adiamento do X Congresso do partido para Março próximo

Bissau,14 Fev 22(ASNG) – A Comissão Permanente do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde(PAIGC), propõe ao Comité Central do partido, entidade competente para o efeito, a convocação do seu X Congresso para os dias 10, 11, 12 e 13 de Março do ano em curso.

De acordo com o comunicado da Comissão Permanente do PAIGC, enviado hoje à ANG, a decisão foi tomada na reunião deste órgão dos libertadores, realizada no passado dia 12 do corrente mês, sob a presidência do líder do partido, Domingos Simões Pereira.

Na comunicado, a Comissão Permanente do PAIGC, declarou que  acata as medidfas restritivas impostas pelo estado de Alerta contra a pandemia da Covid-19 e adia a data de realização do X Congresso do partido.

Este órgão restrito do PAIGC condenou o que considera ser uma intromissão indevida da Presdência da República e do Governo nos assuntos internos do PAIGC através de “manobras encapotadas” para dificultar a realização de X Congresso .

Condenou a acção “irresponsável” do cidadão Bolom Conté que, sem pertencer as estruturas do partido e sem ter participado nas Assembleias de Base, interpós uma providênca cautelar que perturbou o normal desenrolar das Conferências preparatórias do X  Congresso.

O Comissão Pemanente do PAIGC encoraja a Comissão Nacional  Preparatória a reforçar o seu  dinamismo na organização do X Congresso , alertando-a para a necessidade de serem criadas as condições que garantam o distanciamento regulamentar, a higienização e o uso das máscaras individuais, assim como a vacinação de todos os delegados ao Congresso.

O Comité Central do PASIGC havia marcado a realização do X Congresso para os dias 17 à 20 do corrente mês , mas um decreto presidencial instaurou, no quadro de combate a pandemia da Covid-19, o “estado de Alerta” no país, que proíbe, entre outras, actividades partidárias que implicam a aglomeração de muita gente em recintos fechados.ANG/ÂC//SG


Ucrânia/Joe Biden e Vladimir Putin discutem crise russo-ucraniana ao telefone

Bissau, 14 Fev 22 (ANG) - A escalada de tensão entre a Ucrânia e a Rússia não pára de aumentar e os líderes europeus tentam a todo o custo apaziguar o conflito.

Emmanuel Macron já falou com Vladimir Putin e no sábado foi a vez de Joe Biden conversar com o homólogo russo.

Numa conversa telefónica que durou pouco mais de 1 hora, Joe Biden, presidente americano e o homólogo Vladimir Putin discutiram a crise russo-ucraniana.

O chefe de Estado americano mostrou-se aberto à resolução do conflito pela via diplomática, mas avisou o Presidente russo de que existirão "custos severos e rápidos", caso Moscovo invada o país vizinho. Joe Biden defendeu que uma invasão traria um "sofrimento humano considerável" e "enfraqueceria a posição da Rússia".

Este posicionamento acontece um dia depois dos Estados Unidos da América e de vários outros países terem pedido aos seus cidadãos para abandonarem Kiev devido a um risco iminente de invasão. No mesmo dia, a Ucrânia afirmou que a Rússia já tem forças suficientes para invadir o país.

A Rússia nega estas acusações e voltou a falar em "histeria da Casa Branca", defendendo que os "anglo-saxónicos" querem "guerra a todo o custo". Apesar de não chegarem a um entendimento formal sobre este conflito, ambos concordaram manter o diálogo.

A Ucrânia também se pronunciou este sábado sobre o conflito e pediu que se mantenha a calma, uma vez que diz acreditar em Moscovo, salientando "estar tudo sob controlo". ANG/RFI



Sublevação militar
/Presidente da República exalta jornalismo enquanto  profissão nobre e não de violência

Bissau,14 Fev 22(ANG) – O Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló  exaltou  o jornalismo enquanto  profissão nobre e não  de violência, que não deve ser    exercida por pessoas sem emprego e que refugiam nela para insultar os outros.

A exaltação do chefe de estado foi feita  na sexta-feira numa audiência concedida aos elementos da Confederação Nacional das organizações de Imprensa, da Associação Nacional de Músicos e dos moradores do bairro de Pluba, que foram manifestar-lhe solidariedade devidos à tentativa de golpe de Estado de 01 de Fevereiro.

“O jornalismo é uma carreira honesta, porque mesmo nas universidade por onde passamos, onde saem os médicos, pilotos e outras formações académicas é ali igualmente que saem os jornalisas”, sublinhou.

Para o chefe de Estado,  na Guiné-Bissau basta alguém não tiver o que fazer, arranja de imediato uma pequena estação de  rádio para vangloriar de repórter e analista político.

“Isso acontece somente na Guiné-Bissau. Uma pessoa que não pode fazer análise da sua própria pessoa  auto proclama-se de ser analista político. É muita pena”, lamentou Umaro Sissoco Embaló.

Acrescentou  que nos últimos tempos,  certas pessoas  queriam fazer com que a carreira jornalística perdesse a sua dignidade.

O Presidente da República disse que vai retribuir a solidaredade que lhe foi manifestada, e reafirmou  que, o que passou, de facto, no dia 01 de Fevereiro, foram  cenas muito violêntas. “Ainda antes de as vitimas forem enterradadas, apareçam  pessoas a dizer que é uma camuflagem”, criticou.

Umaro Sissoso Embaló pediu a cessação de actos característicos de uma “campanha eleitoral” que ocorrem no país,, uma vez que o Presidente da República já está eleito.

 “O poder do Presidente da República é dado por Deus, alguém pode procurá-lo de todas as formas, mas se Deus não o dá, nunca vai o conseguir”, afirmou.

À  classe de músicos, o Presidente da República agradeceu a solidariedade que lhe endereçou, tendo sublinhado   que os artistas são homens de cultura e de paz e não de violência, aliás como afirmou o vosso porta voz Luìs Mendes (Ichy).

“Se alguém me disser que, na manhã do dia 01 de Fevereiro, iríamos se deparar com a  situação ocorrida, não acreditaria. Eu, sempre digo que Nino Vieira seria o último Presidente assassinado no país”,referiu.

Umaro Sissoco Embaló salientou que se empenhou durante os dois anos de seu mandato na  restauração da imagem e dignidade da Guiné-Bissau no exterior, mas que tinha uma noção clara de que as suas diligências iriam lhe custar .

 “Só porque o Povo não nos escolheu nas urnas, seria o motivo para incentivar as pessoas inocentes para dar um golpe de Estado”, questionou.

Um grupo de homens armados atacou, no passado dia 01 de Fevereiro o Palácio do Governo, com armas pesadas e matralhadoras, numa altura em que decorria uma reunião do  Conselho de Ministros, com a presença do Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, e do primeiro-ministro, Nuno Nabiam.

O ataque que durou cinco horas antes de as autoridades de segurança assumirem o controle da situação causou a morte à 11 pessoas entre civís, militares e para-mlitares.

Uma comissão interministerial chefiada pelo ministro do Interior e da ordem Pública, Botche Candé está a investigar os autores morais e materiais dessa tentativa de golpe de Estado. ANG/ÂC//SG