sexta-feira, 25 de fevereiro de 2022


Roubos de gado
/ Presidente da  LGDH exorta autoridades  policiais a pôr fim a prática 

Bissau,25 Fev 22 (ANG) – O Presidente da  Liga Guineense dos Humanos exortou hoje as autoridades  policiais a pôr fim, o mais rápido possível, à prática  de roubo de gado, no país.

Augusto Mário da Silva falava aos jornalistas após a saída de um encontro com o Secretário de Estado da Ordem Publica, na sequência do roubo de gado no sector de pecixe, sector de  Canchungo, região de Cacheu.

Disse ser um problema   nacional que preocupa todos os cidadões nacionais, por ser uma questão fraturante que pode pôr em causa a sã convivência dentro  e fora da comunidade.

“Nós não podemos  ficar diferente com o drama que a população  está  a viver no que toca com roubos de gados. Por isso, procuraramos autoridades competentes para lhes transmitir as nossas inquietações  perante esta realidade e ao mesmo tempo saber o que está a ser feito para diminuir a prática”, afirmou.

Instado a falar da resposta do Secretario de Estado  da Ordem Pública sobre assunto, disse  ter recebido informações sobre as medidas que estão a ser adoptadas para ajudar a população a proteger os seus bens e suas  próprias vidas, que em muitas ocasiões são postas  em risco.

Quanto as medidas a serem adoptadas pela Secretaria de Estado da Ordem Publica, Mário da Silva revelou que, para além da criação e instalação de uma força conjunta, com a missão de patrulha no terreno, também está previsto o reforço de meios  logísticos  para permitir que os agentes policias  realizassem o trabalho de patrulhamento como deve ser.

Augusto Mário ainda exorta à todos os intervenientes no processo de  segurança a assumirem as suas responsabilidades, nomeadamente os agentes policiais, o Ministério Público e os Tribunais.

Para Augusto Mário  o roubo constante de gado  ameaça a paz social, porque afecta a convivência sã e harmoniosa que deve existir no seio das comunidades.

“Tendo uma esquadra próximo a comunidade, de certeza absoluto esta situação de roubo de gado não teria a proporção que têm hoje em dia”, disse.

Augusto Mário indicou  a falta de justiça como  factor que tem permitido   o aumento deste tipo de crime, por não responsabilização dos seus actores pela justiça.

“É preciso que sector judicial compra o seu papel para que a população se sinta que qualquer pessoa que puser em causa  o ordenamento jurídico da Guiné-Bissau sofrerá as consequências”, sublinhou.

No  decurso desta semana um jovem foi abatido a tiro por um grupo de ladrões que roubaram sete cabeças de gado, em Canchungo.ANG/LPG/ÂC//SG


Invasão Russa à Ucrânia
/União Europeia pede condenação da Guiné-Bissau

Bissau,25 Fev 22(ANG) – A embaixadora da União Europeia no país solicitou  hoje ao Presidente da República Úmaro Sissoco Embalo para se associar as vozes dos Estados membros da organização na condenação “com veemência” da agressão Russa à Ucrânia.

A iniciativa  foi anunciada à imprensa está sexta-feira pela Embaixadora da União Europeia no país, Sônia Neto, após o encontro com o Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló.

A Rússia lançou quinta-feira de madrugada uma ofensiva militar em território da Ucrânia, com forças terrestres e bombardeamento de alvos em várias cidades, que as autoridades ucranianas dizem ter provocado dezenas de mortos nas primeiras horas.

Sónia Neto que estava acompanhada dos embaixadores da França e Espanha e Portugal disse que a organização e seus Estados-membros condenam com maior veemência possível, a agressão militar não provocada e injustificada da Federação Russa à Ucrânia.

“As ações dessa agressão estão a violar flagrantemente o direito internacional, os princípios da Carta das Nações Unidas e a comprometer a segurança, a paz e a estabilidade, não só ao nível europeu, como também ao nível mundial”, disse a diplomata.

 Neto salientou ainda que a organização e seus Estados-membros também se inclui o direito da Ucrânia a escolher o seu próprio destino, lamentando a trágica perda de vidas humanas e o sofrimento causado pela agressão russa.

A organização, de acordo com Neto, e seus Estados-membros estão unidos na solidariedade para com a Ucrânia, garantindo que a União Europeia juntamente com seus parceiros internacionais continuará a apoiar aquele país e seu povo, nomeadamente, na prestação de apoio político, financeiro, humanitário e logísticos adicionais, através da organização de  uma conferência internacional de doadores.

Sónia Neto afirmou que a organização e seus Estados-membros estão firmemente convictos de que o uso da força e de coersão para alterar fronteiras não tem cabimento no século XXI, e defende  que as tensões e os conflitos devem ser resolvidos exclusivamente por meio do diálogo e da diplomacia.

“Precisamos, portanto, mais do que guerreiros que não querem fazer a paz, precisamos de pontífices”, ressaltou Neto.ANG/DMG/ÂC//SG

 

 

Ucrânia/País defende-se sozinho da Rússia, sanções são insuficientes – Zelensky

Bissau,  25 Fev 22(ANG) – O Presidente ucraniano disse hoje que a Ucrânia está a defender-se sozinha, lamentou que as “forças mais poderosas do mundo estão a observar de longe” e sustentou que as sanções internacionais são insuficientes.

“Nós defendemos o nosso Estado sozinhos. As forças mais poderosas do mundo estão a observar de longe”, afirmou Volodymyr Zelensky.

Num discurso dirigido à nação, o chefe de Estado ucraniano acrescentou: “Será que as sanções de ontem [quinta-feira] persuadiram a Rússia? Sentimos nos nossos céus e na nossa terra que isto não é suficiente”.

Os chefes de Governo e de Estado da União Europeia União Europeia acordou sanções que serão formalmente adoptadas hoje, num Conselho extraordinário de ministros dos Negócios Estrangeiros, em Bruxelas.

O presidente norte-americano, Joe Biden, também anunciou que Estados Unidos e aliados vão reforçar sanções à Rússia e que o dispositivo da NATO na Alemanha será reforçado com tropas norte-americanas.

No mesmo discurso, Zelensky sustentou também “mais cedo ou mais tarde” a Rússia terá de “falar” com a Ucrânia para pôr fim aos combates e denunciou que Moscovo está também a visar áreas civis.

Por outro lado, elogiou o “heroísmo” ucraniano face ao avanço russo.

“A Rússia terá de falar connosco, mais cedo ou mais tarde. Para falar sobre como parar os combates e travar a invasão. Quanto mais cedo esta conversa começar, menores serão as perdas para a própria Rússia”, defendeu.

O governante afirmou ainda que os defensores do país frustraram os planos operacionais da invasão russa no primeiro dia.

As forças russas “começaram a bombardear áreas civis. Isto faz-nos lembrar [a ofensiva nazi em] 1941”, disse Zelensky, num vídeo publicado nas redes sociais, pronunciando a frase em russo.

Moscovo lançou na quinta-feira de madrugada uma ofensiva militar em território da Ucrânia, com forças terrestres e bombardeamento de alvos em várias cidades, que já provocou pelo menos meia centena de mortos, 10 dos quais civis, em território ucraniano, segundo Kiev.

O Presidente russo, Vladimir Putin, disse que a “operação militar especial” na Ucrânia visa “desmilitarizar e desnazificar” o seu vizinho e que era a única maneira de o país se defender, precisando o Kremlin que a ofensiva durará o tempo necessário, dependendo dos seus “resultados” e “relevância”.

O ataque foi de imediato condenado pela generalidade da comunidade internacional e motivou reuniões de emergência de vários governos, incluindo o português, e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), UE e Conselho de Segurança da ONU. ANG/Inforpress/Lusa

 


Política
/JAAC considera de “ilegal e humilhação pública” medida de coação aplicada ao líder do PAIGC 

Bissau, 25 Fev 22 (ANG) – A Juventude Africana Amilcar Cabral (JAAC),considerou hoje de “ilegal e humilhante” a medida de coação aplicada pelo Ministério Público ao líder do PAIGC, Domingos Simões Pereira e diz que a medida representa uma tentativa de silenciar um deputado da nação e presidente do maior partido guineense.

O Secretário-geral da JAAC, braço juvenil do PAIGC, falava numa conferência de imprensa , em reação à  proibição de sair do país aplicada ao Presidente dos libertadores, uma decisão do Ministério Público, anunciado recentemente.

“Tendo em conta a situação de profunda instabilidade política, associada as sucessivas ondas de ataques dirigidas ao povo e ao PAIGC, nomeadamente o assalto à Rádio Capital, a suposta tentativa do Golpe de Estado de 1 de Fevereiro  e a vã tentativa de silenciar o seu líder não podiamos ficar indiferentes”, disse  Dionísio Pereira.

O Secretário-geral da JAAC disse que não compactuam com a instrumentalização do Ministério Público sob auspício do Procurador-Geral da República, assistido por alguns magistrados e sob a agenda presidencial, bem como o impedimento da realização do X Congresso do Partido com um decreto de Estado de alerta que diz ser “injustificável”.

O politico exigiu respeito a imunidade parlamentar do deputado Domingos Simões Pereira, respeito à ordem democrática no país, tendo exortado ao Ministério Público a cumprir  as regras que gerem  os processos, a constituição do suspeito .

Ainda exigiu que seja denunciada o que diz ser “estratégia  do Alto Comissário para Covid-19 de propostar, de novo, o estado de Alerta, com o único objectivo de impedir a realização do Congresso do PAIGC.

O Secretariado do Conselho Central da JAAC convocou para o próximo dia 05 de março  numa marcha pacifica de manifestação contra aquilo que chamou de “regime ditatorial” em curso na Guiné-Bissau.

Para  Dionísio Pereira não se trata de uma  manifestação  do PAIGC ou da JAAC, mas de todos os cidadãos comprometidos com a causa da segurança, justiça e bem nacional.

Após a conferência de Imprensa os jovens do PAIGC fizeram uma visita de solidariedade ao Domingos Simões Pereira em sua redidência, sita no bairro de Luanda, em Bissau.ANG/MSC/ÂC//SG

Bruxelas/UE aprova sanções “massivas” contra a Rússia, mas não a exclui do Swift

Bissau, 25 Fev 22 (ANG) - A União Europeia aprovou na quinta-feira à noite sanções “massivas” contra a Rússia, depois da invasão da Ucrânia, todavia não removeu o país do sistema internacional de trocas bancárias e financeiras Swift.

“Os dirigentes russos deverão enfrentar um isolamento sem precedentes”, prometeu a presidente da Comissão Europeia Ursula von der Leyen ao anunciar o pacote de sanções “mais severas de sempre aplicadas” pela União Europeia.

"Esta noite os líderes europeus condenam em uníssono as atrocidades e os ataques não provocados. E por isso, agora temos de dar uma resposta à altura. Temos de responsabilizar o Kremlin. O pacote de sanções massivas e direccionadas que os líderes europeus hoje aprovaram, mostra claramente isso. Vão ter um forte impacto na economia russa e na elite política". 

Os europeus querem punir o regime de Vladimir Putin com sanções financeiras, nomeadamente limitar drasticamente o acesso de Moscovo aos mercados de capitais europeus e bloquear a capacidade da Rússia refinanciar a sua divida. 

A União Europeia vai, ainda, reduzir o acesso russo a “tecnologias cruciais”, ao privar o país de componentes electrónicas e software.

Aprovadas desde o início da reunião, as medidas abrangem os bens de dupla utilização, civil e militar, sectores da energia e transportes, além de novas sanções contra individualidades (congelamento de contas bancárias, bloqueio de vistos, etc).

Estas sanções agora aprovadas vão juntar-se ao pacote que entrou em vigor na quarta-feira à noite e que visava personalidades próximas de Putin.

O presidente ucraniano apelou aos europeus para impedirem os bancos russos de utilizarem o sistema internacional de trocas bancárias e financeiras Swift, um mecanismo vital da finança mundial, que afectaria severamente Moscovo. Cerca de 300 bancos e instituições russas utilizam o Swift para as suas transferências de fundos interbancários. Todavia, vários estados-membros não estavam de acordo, entre eles a Alemanha, muito dependente do gás russo, que prefere deixar essa decisão para mais tarde.  

Também o presidente norte-americano, Joe Biden, anunciou novas sanções económicas que vão transformar Vladimir Putin num "pária" pela invasão da Ucrânia, mas reconheceu falta de consenso entre as potências ocidentais para que as medidas fossem ainda mais severas.

Joe Biden sublinhou que “as ambições de Putin vão muito além da Ucrânia”.

"Autorizo novas sanções fortes que vão ter custos elevados para a economia russa". Moscovo vai "deixar de ser capaz de competir no mercado da alta tecnologia" e os bancos vão também ser alvo de medidas. ANG/RFI

 

Comunicação social/ʺProcesso de efetivação dos profissionais de orgãos  públicos se encontra na fase  conclusivaʺ, diz Porta Voz da CONAI

Bissau, 25 Fev 22 (ANG) – O porta-voz da Confederação Nacional das Associações de Imprensa(CONAI) disse hoje ter recebido  do ministro da Comunicação Social,Fernando Mendonça, as garantias de que o processo da efetivação dos profissionais de órgãos públicos da Comunicação Social  se encontra na sua fase conclusiva.

Em declarações à imprensa à saída do encontro com o titular  da pasta da Comunicação Social, Seco Baldé Vieira,Porta Voz e igualmente  secretário Nacional Adjunto da Confederação Nacional das Associações de Imprensa,  disse que a audiência ainda serviu para manifestar ao Fernando Mendonça, a solidariedade da Confederação, devido aos  acontecimentos do dia 01 de Fevereiro do ano em curso(tentativa de Golpe de Estado).

ʺViemos, em nome da Confederação Nacional das Organizações da Imprensa  manifestar a nossa solidariedade ao ministro da Comunicação Social sobre acontecimentos de 01 de Fevereiro que abalou todo  país, e nessa sequência abordamos outros assuntos  ligadas ao sector, dentre as quais a efetivação dos profissionais de orgãos públicos em curso desde  2020”, disse.

Em causa estão a efectivação – admisão na Administração pública - de 100 profissionais da Agência de Notícias da Guiné-ANG, do Jornal Nô Pintcha , da Radiodifusão Nacional(RDN) e da Televisão da Guiné-Bissau-TGB.

Seco Baldé Vieira afirmou que também comunicaram ao ministro Fernando Mendonça de que estão a concluir o processo sobre a solicitação que fizeram ao Governo para instituir 01 de Dezembro como “Dia Nacional de Jornalistas Guineenses”.

No dia 01 de Dezembro de 2005, um acidente de viação provocou  a morte de dois profissionais de comunicação social,no exercício da profissão. ANG/MI/ÂC//SG

   

        Invasão à  Ucrânia/Cidadãos da África lusófona temem pela vida

Bissau,25 Fev 22(ANG) - Cidadãos da África lusófona na Ucrânia testemunham o pânico e caos inéditos e o seu desejo urgente é sair da Ucrânia "o mais rápido possível" para local seguro.

Ao levantar-se esta manhã, o estudante angolano Manuel de Assunção não reconheceu a cidade de Dnipro, onde vive há sete anos.

"A cidade acordou em pânico. No período da manhã, por volta das quatro horas [locais], ouvimos explosões e tiroteios em zonas estratégicas, nos arredores de Dnipro, na região de Donbass", disse Assunção à DW África.

O estudante da arquitetura vive muito perto das duas regiões separatistas no leste na Ucrânia, palco dos ataques russos. As autoridades pedem às pessoas para evitarem aglomerações, mas todos querem sair para encontrar abrigo seguro, conta.

"Todo o mundo saiu com as malas e pertenças, preparado para o que der e vier. Acham que juntos são mais fortes para enfrentar os russos, do que se ficarem em casa", disse o também presidente da Associação dos Estudantes angolanos em Dnipro.

Estima-se que mais de 150 estudantes estejam ansiosos por abandonar "o mais rapidamente possível" a Ucrânia. Mais de 130 assinaram uma lista pedindo às autoridades que sejam evacuados para a Polónia.

"A possibilidade da nossa evacuação está a ser trabalhada. E estamos à espera de mais notícias do Governo angolano. Queremos sair o mais rápido possível, porque a Ucrânia entrou num estado de emergência por 30 dias e está tudo fechado", disse  Manuel de Assunção, líder estudantil angolano em Dnipro, sudestre da Ucrânia.

No sudoeste da Ucrânia, em Vinnitsya, perto da Polónia, Julieta Mambo Savikeia não ouviu tiros nem explosões, mas viu um caos inédito na sua cidade.

"A cidade está agitada. Há pânico nas ruas. Os supermercados estão totalmente lotados”, disse à DW África a médica angolana,  que vive na Ucrânia há dez anos. Savikeia quer sair do país ainda esta sexta-feira rumo à Polónia, porque lhe parece que "a situação está fora de controlo".

Apesar de estar pronta para se refugiar, Julieta Mambo Savikeia não consegue levantar dinheiro, nem fazer compras nos supermercados.

"Os cartões Visa já não estão a funcionar. Há uma enchente nas caixas automáticas. As coisas estão bem complicadas", acrescentou.

Savikeia pede ajuda às autoridades dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) para facilitarem a evacuação dos estrangeiros, antes que a situação piore.

"Estamos com medo e em pânico. Estamos muito preocupados e apavorados. Então estamos a fazer o possível para sair, mas as coisas não estão fáceis, porque os transportes estão caóticos", disse.

Sobre os são-tomenses, cabo-verdianos e moçambicanos na Ucrânia pouco se sabe. O Ministério dos Negócios Estrangeiros de Moçambique prometeu prestar declarações a propósito à DW África na sexta-feira (25.02).

Em comunicado, o Governo de Cabo Verde fez saber que está a acompanhar com preocupação a situação e que condena o recurso à ameaça e ao uso da força. O Governo de Ulisses Correia e Silva defende o respeito pelos valores e pelo direito internacional. Pede ainda um cessar-fogo imediato para dar lugar a uma saída diplomática.ANG/DW

 

Invasão russa à Ucrânia/ Autoridades de Bissau acompanham situação dos cidadãos guineenses

Bissau, 25 Fev 22 (ANG) - Os cidadãos da Guiné-Bissau que vivem na Ucrânia já foram contactados pelas autoridades de Bissau, disse à DW África a secretária de Estado das Comunidades, Salomé dos Santos Allouche.

Salomé Allouche

"O Governo acompanha com bastante preocupação a situação. Estamos em contato com os nossos cidadãos, que estão a relatar a situação de aflição que estão a viver", disse Salomé dos Santos, que precisou que foram identificados quatro cidadãos guineenses que vivem na Ucrânia.

"Estamos a pedir a documentação, porque estamos a equacionar uma futura medida de evacuação", explicou.

Caso se verifique a necessidade de uma evacuação, a Guiné-Bissau pretende solicitar apoio das embaixadas na Ucrânia dos países com os quais assinou o Acordo de Proteção Consular, Portugal, Brasil e a Nigéria. ANG/DW

 

        Invasão /Rússia disposta a negociar se Ucrânia abandonar armas

Bissau, 25 Fev 22 (ANG) - O ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Lavrov, disse, esta sexta-feira, que Moscovo está disposto a negociar se a Ucrânia abandonar as armas.

Esta manhã, as tropas russas aproximavam-se de Kiev, a capital ucraniana, pelo nordeste e pelo leste, de acordo com o exército ucraniano.

"Estamos prontos para negociações, a qualquer momento, assim que as forças armadas ucranianas ouvirem o nosso apelo e abandonarem as armas", afirmou o ministro em conferência de imprensa.

 Esta sexta-feira de manhã, as tropas russas aproximavam-se de Kiev, a capital ucraniana, pelo nordeste e pelo leste, de acordo com o exército ucraniano, que disse combater unidades de blindados russos nas localidades de Dymer e Ivankiv, respectivamente a 45 e a 80 quilómetros a norte de Kiev.

Ainda esta sexta-feira de madrugada foram ouvidas explosões no centro da capital. O exército ucraniano declarou que tiros de mísseis visavam Kiev e que destruíram dois. Houve feridos num bairro residencial no sudeste da capital.

O Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky acusou as forças russas de "bombardearem bairros civis” e disse que isso faz pensar na ofensiva nazi de 1941. Zelensky anunciou a morte de, pelo menos, 137 pessoas desde o início da invasão russa e que há mais de 300 feridos.

O Estado-Maior do exército ucraniano informou ter retomado o controlo do aeroporto militar de Antonov, em Gostomel, às portas de Kiev, que na quinta-feira foi tomado pelas forças russas.

Por sua vez, Moscovo afirma ter preenchido “com sucesso” os objectivos do primeiro dia de intervenção na Ucrânia.

O Presidente ucraniano disse, ainda, que as forças russas teriam, nomeadamente, tomado o controlo da central de Chernobyl, o local do pior acidente nuclear da história em 1986.

Esta sexta-feira, o ministro francês dos Negócios Estrangeiros, Jean-Yves Le Drian, declarou que Vladimir Putin quer tirar a Ucrânia “do mapa dos Estados” e disse que a segurança do Presidente ucraniano está ameaçada pela ofensiva russa. Le Drian acrescentou que a invasão poderá alargar-se à Moldávia e à Geórgia.

O Presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que a França vai acelerar a mobilização de tropas para a Roménia no âmbito da NATO. Declarações feitas numa cimeira extraordinária da União Europeia. Macron sublinhou que é importante "deixar aberto o caminho" do diálogo com Vladimir Putin.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse, hoje, que haverá represálias “simétricas ou assimétricas” às sanções impostas pelos países ocidentais.

Entretanto, a final da Liga dos Campeões, que estava agendada para São Petersburgo, foi mudada para o Stade de France, nos arredores de Paris, a 28 de Maio, na sequência da invasão russa à Ucrânia. ANG/RFI

 

Justiça/Tribunal Regional de Bissau inicia julgamento do caso 980 quilogramas de drogas

Bissau, 25 Fev 22 (ANG) – O caso dos 980 quilogramas de drogas, objecto de buscas, no ano passado, pela Polícia Judiciária começou quinta-feira a ser julgado pelo Tribunal Regional de Bissau.

Sete suspeitos estão no banco dos reús, e após a  audição de três deles  a sessão foi  suspensa devendo prosseguir no dia 03 de Março.

Mussa Sanhá, advogado de três dos suspeitos, em declarações à imprensa, protesta que os elementos discutidos nessa primeira sessão são completamente diferentes dos constados na acusação feita pelo Ministério Público.

Sanhá alega que  nenhum dos seus constituintes foi  apanhado “em flagrante” com algum kg de droga. “Isso ficou provado nessa primeira sessão de julgamento”, disse.

A Polícia Judiciária desencadeou, em Outubro de 2021 a operação “RED” que visou encontrar 980 quilogramas de cocaína introduzidas no país por uma rede. Não foi encontrada a droga mas sete suspeitos foram detidos por alegado envolvimento nesse tráfico de estupefacientes  e branqueamento de capitais.

ANG/LLA/ÂC//SG   

 

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2022

   Prevenção contra coronavirus

No plano individual deve-se  manter o distanciamento físico, usar  uma máscara,  lavar as mãos  regularmente e tossir fora do alcance  dos outros. Façam  tudo isso!

A nossa mensagem às populações e aos governos é clara. Façam tudo isso!"

                                        ( Tedros Adhanom Ghebreyesus - DG da OMS)

     Ucrânia/ Zelensky pede ajuda para defender país e o espaço aéreo

Bissau, 24 Fev 22 (ANG) - O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, pediu, esta quinta-feira, aos líderes mundiais ajuda para defender a Ucrânia e proteger o espaço aéreo dos ataques russos. Zelensky sublinha que Moscovo “desencadeou uma guerra com a Ucrânia e com o mundo democrático”.

As tropas russas lançaram, esta madrugada, um amplo ataque à Ucrânia. Potentes explosões foram ouvidas em Kiev, Kharkiv e Odessa. Os líderes mundiais denunciam o início de uma invasão que pode causar muitas vítimas. O presidente da Rússia, Vladimir Putin, alerta que qualquer tentativa de interferência terá “consequências nunca antes vistas”.

"A Rússia realizou ataques contra as nossas infra-estruturas militares e contra os nossos guardas e destacamentos fronteiriços. Explosões foram ouvidas em muitas cidades da Ucrânia. Impomos a lei marcial em todas as regiões do nosso estado. Há um minuto, tive uma conversa telefónica com o presidente Joe Biden. Os Estados Unidos já começaram a preparar o apoio internacional. Precisamos que permaneçam calmos hoje. Se for possível, fiquem em casa", declarou o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

A Ucrânia acaba de ser alvo de uma segunda vaga de mísseis, segundo Oleksiy Arestovych, conselheiro presidencial. A primeira vaga, lançada esta madrugada, afectou os centros de comando militar e vários edifícios em diferentes cidades.

Pelo menos 40 soldados e uma dezena de civis foram mortos esta quinta-feira, nas primeiras horas da invasão russa da Ucrânia.

“Sei que mais de 40 soldados foram mortos e várias dezenas ficaram feridos, além de uma dezena de civis mortos”, acrescentou Oleksiy Arestovych.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, declarou que o país está agora sob lei marcial e aconselhou a população a “ficar em casa e não entrar em pânico”. ANG/RFI

Política /Domingos Simões Pereira diz que sua vida e das pessoas ao seu redor estão em risco

Bissau, 24 Fev 22 (ANG) – O líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira  disse que a sua vida está em risco, assim como a de muitas pessoas ao seu redor.

Domingos Simões Pereira  falava  hoje aos jornalistas, em conferência  imprensa,em reação ao Despacho do Ministerio Publico que o impede de viajar, qualificando o mesmo de uma “aberração jurídica”.

“Por exemplo sinto que a minha vida está em risco assim como de muitas pessoas ao meu redor. Qualifico o Despacho do Ministério Público, que me  impede de viajar, de uma aberração jurídica”, disse.

O líder dos libertadores sublinhhou que, a aberração de que estão a falar hoje, assim como a montanha de violações que se têm vindo a produzir, em que, agora, a lei, a Constituição e os tribunais foram substituidos por “ordens superioes”, em que o “ Sissoco a partir do conforto do seu Palácio pode chamar a qualquer entidade e ordenar o que pretender, só é possivel, porque tem e conta com a cobertura militar.

Chamou à atenção ao Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas de que pode estar a ser usado e que, amanhã, será quem terá de responder por tudo o que acontecer..

Domingos Simões Pereira disse que fez questão de denunciar essa situação à comunidade Internacional, não para pedir qualquer proteção, mas para a responsabilizar, a começar por António Guterres, o Presidente em exercício da CEDEAO, da CPLP, da União Europeia e de outros países, afirmando que todos estão informados e avisados.

Adiantou que, se algo lhe acontecer, têm de responsabilizar ao Umaro Sissoco Embaló.

Segundo Simões Pereira, o principal responsável por essa situação é o Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas Biaguê Na Ntan.

 “A dado passo do seu percurso decidiu se enveredar por outros caminhos, que se têm traduzido numa oposição ferrenha ao nosso partido”, salientou Domingos Simões Pereira.

Disse que há 40 anos a imagem do Biaguê Na NTan  é de um homem reputo e integro e sempre ao lado da verdade e da legalidade.

Disse que, ele Domingos Simões Pereira continua a ser  a mesma pessoa e que a violencia não faz parte das suas opções de vida e muito menos os golpes de Estado.

Quanto ao golpe, o líder do PAIGC  disse esperar de Biaguê Na Ntan exija um inquêrito rigoroso, sério,  isento e competente sobre o ocorrido.

Em vez disso, segundo Domingos Simões Pereira, ouviu-se ordens de prisão de pessoas, violação de casas sem mandado judicial, acusações políticas transformadas em sentenças para  cumpimento imediato.

Simões Pereira pergunta ao Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas, se está de acordo com a venda do petróleo do país sem consentimento do povo guineense e se se pode vender ilhas ou alugar o território para guerra.

Antes de presidir essa conferência de imprensa, o líder do PAIGC enfrentou um cordão policial que, alegadamente, tentou impedi-lo de entrar na sede do partido, em Bissau.

A pressão do prupo de militantes e dirigentes do partido que o acompanhara de sua viatura  para a sede acabou por ser determinante para a permissão de sua passagem.ANG/LPG/ÂC//SG

                   Burkina Faso/Comissão propõe transição de 30 meses

Bissau, 24 Fev 22 (ANG) - A comissão que foi criada pela junta militar, que controla o país há cerca de um mês, propôs uma transição de 30 meses antes do regresso à ordem constitucional.

30 meses de transição, eis a proposta da comissão criada pela junta militar. 30 meses em que o chefe da junta militar, o tenente-coronel Paul-Henri Sandaogo Damiba, deveria dirigir o país com o apoio de um Governo e de um órgão legislativo, que deverão contar respectivamente com 20 e 50 membros, no máximo.

No entanto, esta proposta ainda deve ser validada pelas autoridades do país e também pela CEDEAO que suspendeu o país da organização e pede um calendário «razoável» para o regresso à ordem constitucional.

Recorde-se que na semana passada, o tenente-coronel Paul-Henri Sandaogo Damiba foi empossado Presidente do Burkina Faso pelo Conselho Constitucional do país.

O Presidente destituído, Roch Marc Christian Kaboré, continua detido pela junta militar, o que preocupa o seu partido, o MPP - Movimento do Povo pelo Progresso. O partido pediu à junta militar que liberte imediatamente o agora antigo Presidente, detido desde 24 de Janeiro de 2022.

Segundo o presidente do MPP, Allasane Bala Sakandé, as condições de detenção de Roch Marc Christian Kaboré tendem a degradar-se, o que contradiz as recentes declarações de Paul-Henri Sandaogo Damiba que afirmou que iria respeitar os direitos fundamentais de todos os cidadãos do país. ANG/RFI

 

  Ucrânia/PM britânico rejeita “olhar para o lado” e admite intervenção militar

Bissau, 24 Fev 22(ANG) – O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, admitiu intervir de forma militar no conflito entre a Ucrânia e a Rússia, vincando que a invasão russa “deve acabar em fracasso” e que o Reino Unido “não vai olhar para o lado”. 

Referindo o direito soberano da Ucrânia à liberdade e democracia, disse: “Nós – e o mundo – não podemos permitir que essa liberdade seja simplesmente extinta. Não podemos e não vamos simplesmente olhar para o lado”.

Johnson adiantou que, com outros líderes internacionais, vai preparar um “pacote massivo de sanções económicas destinadas a abanar gradualmente a economia russa”, defendendo o fim da dependência do petróleo e gás russo.   

“A nossa missão é clara. Diplomaticamente, politicamente, economicamente – e, eventualmente, militarmente – esta operação hedionda e bárbara de Vladimir Putin deve terminar em fracasso”, afirmou. 

O Governo britânico tem rejeitado a mobilização no futuro próximo de tropas britânicas para a Ucrânia, alegando que o país não é membro da NATO, mas já enviou material bélico e promoveu ações de treino dos soldados ucranianos. 

Reforçou também a presença com soldados na Polónia e Estónia, no leste da Europa, e mobilizou navios de guerra para o Mar Mediterrâneo e aviões de combate para a base militar no Chipre.

O primeiro-ministro britânico disse que “este ato de agressão desenfreada e imprudente é um ataque não apenas à Ucrânia”, mas também “um ataque à democracia e à liberdade, na Europa de Leste e em todo o mundo”.

Johnson vai fazer uma declaração no Parlamento à tarde, onde deverão ser apresentadas novas sanções económicas à Rússia.

Antes, vai participar numa reunião por videoconferência está prevista com líderes do G7 e pediu “uma reunião urgente com todos os lideres da NATO o mais brevemente possível”. 

Entretanto, a ministra do Interior, Priti Patel, disse estar a acompanhar os desenvolvimentos do conflito e disse que as autoridades britânicas estão “especialmente atentas ao potencial de ataques cibernéticos e desinformação provenientes da Rússia”.

“Há trabalho em curso em todo o Governo 24 horas por dia, sete dias por semana, para maximizar a nossa resiliência a esses ataques, o que seria recebido com uma resposta adequadamente robusta”, vincou.

Além de ter convocado o embaixador russo em Londres para explicar “a invasão ilegal e não provocada da Ucrânia pela Rússia”, o Ministério dos Negócios Estrangeiros aconselhou logo de manhã os cidadãos britânicos a saírem da Ucrânia imediatamente, se possível, e a “ficarem dentro de casa, longe das janelas” se não puderem sair.

Várias companhias aéreas britânicas, nomeadamente a Wizz Air e a Ryanair, já suspenderam voos entre o Reino Unido e a Ucrânia.

A Rússia lançou hoje de madrugada uma ofensiva militar em território da Ucrânia, com forças terrestres e bombardeamento de alvos em várias cidades, que as autoridades ucranianas dizem ter provocado dezenas de mortos nas primeiras horas.

O Presidente russo, Vladimir Putin, disse que o ataque responde a um “pedido de ajuda das autoridades das repúblicas de Donetsk e Lugansk”, no leste da Ucrânia, cuja independência reconheceu na segunda-feira, e visa a “desmilitarização e desnazificação” do país vizinho.

O ataque foi de imediato condenado pela generalidade da comunidade internacional e motivou reuniões de emergência de vários governos, incluindo o português, e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), União Europeia (UE) e Conselho de Segurança da ONU. ANG/Inforpress/Lusa

 


Justiça/
Advogados do líder do PAIGC prometem usar todos os mecanismos legais contra  Despacho do Ministério Público que o proíbe de abandonar o país

Bissau, 24 Fev 22 (ANG) – O Colectivo de advogado do líder do  Partido Africano da Independència da Guiné e Cabo Verde(PAIGC) Domingos Simões Pereira promete usar todos os mecanismos legais, inclusivé o recurso à instancias internacionais, contra a proibição de Domingos Simões Pereira sair do País.

As garantias foram tornadas públicas hoje, em conferencia de imprensa por um dos Advogados de Domingos Simãos Pereira, Suleimane Cassama, em jeito de reação ao despacho do Ministerio Publico que impós a obrigação de permanecia no país ao deputado e líder do PAIGC.

No referido Despacho, o Ministério Público justificou a decisão com o atraso da Assembleia Nacional Popular(ANP) em responder o pedido de levantamento de imunidade requerido ao deputado Domingos Simões Pereira para ser ouvido sobre o seu suposto envolvimento no resgate bancario, de  2015.

Suleimane Cassamá disse que o Despacho carece de um enquadramento legal e consequentemente é inexistente, porque atropela a Consttituição e as leis da República, de todas formas possíveis.

Conforme o Advogado, o artigo  82 da Constituição da República da Guiné-Bissau, determina que todos os deputados gozam de imunidade parlamentar ou seja não podem ser sujeitos à processos judiciais   sem que tenha havido o levantamento das suas  imunidades pela Assembleia Nacional Popular.

“Se não pode ser sujeito processual, então  não pode ser ouvido, preso ou restrito das suas liberdades de locomoção, por meio de uma medida do Ministerio Público”, sustentou.

Sobre esse processo, o Advogado revelou a existência de uma deliberação da ANP que testa de que não há indícios que justificassem o levantamento da imunidade parlamentar ao deputado Domingos Simões Pereira, por não existência de novos factos.

“Na Carta que o Ministério Público enviou à ANP para pedir o levantamento da imunidade parlamentar, resulta que   Domingos Simões Pereira não aparece como sujeito processual”, indicou o Advogado.

Para além disso, disse que, as pessoas que trabalharam nesse processo já foram ilibados pelo Tribunal ou seja não cometeram nenhum crime.

Afirmou que, com os dados acima referidos,  era  obrigação do Ministério Público apresentar a ANP novos factos que originaram a reabertura de um novo processo, para depois pedir o levantamento de imunidade, pois a falta de apresentação de novos elementos e a deliberação da ANP continua válida.

Segundo  Cassamá , para abertura de um novo processo é indispensável que haja  novos factos ou novos elementos de prova, a luz do artigo 213/ 3  do código do processo penal, situação que o Ministério Público  não apresentou à Assembleia Nacional Popular.

O advogado ualificou o despacho do Ministério Público de uma aberração juridica, por inqualificável e violador das leis da República.

“O Ministério Público no lugar de fiscal da legalidade, proferiu assumir o papel de violador  da lei de forma flagrante e grosseira”, acusou.

 Suleimane Cassamá diz que  fica evidente  uma manipulação flagrante de que  o Ministério Público está sendo alvo, o que, diz, lhe deixa muito preocupado.

ANG/LPG/ÂC//SG

 

 

 

 

 

 

Ucrânia/Forças russas lançaram ataque em três frentes e há vítimas civis – Kiev

Bissau, 24 Fev 22(ANG) – Um conselheiro presidencial ucraniano disse hoje que as forças russas lançaram um ataque à Ucrânia em três frentes, através do norte, do leste e do sul, e referiu haver vítimas civis, mas sem dar pormenores.

“Os militares ucranianos estão a lutar muito”, garantiu o conselheiro, Mykhailo Podolyak, referindo que o exército ucraniano está a responder e “já infligiu perdas significativas ao inimigo”.

Segundo Podolyak, “a Ucrânia precisa agora de um apoio maior e muito específico do mundo, um apoio técnico-militar, financeiro e sanções duras contra a Rússia”.

Um outro conselheiro do Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, adiantou que a Rússia tem como alvo bases aéreas e várias outras infraestruturas militares, mas assegurou que o ataques “não diminuíram a capacidade de combate dos militares ucranianos”.

O conselheiro, Oleksii Arestovich, admitiu que o país “sofreu baixas”, mas que “não são significativas”, acrescentando que as tropas russas avançaram cerca de cinco quilómetros no território ucraniano, nas regiões de Kharkiv e Chernihiv e, possivelmente, em outras áreas.

O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, anunciou, hoje de madrugada, o início de uma operação militar no leste da Ucrânia, alegando que se destina a proteger civis de etnia russa nas repúblicas separatistas de Donetsk e Lugansk, que reconheceu como independentes na segunda-feira.

Depois do reconhecimento, Putin autorizou o exército russo a enviar uma força de “manutenção da paz” para Donetsk e Lugansk, referindo, na quarta-feira, que os líderes das autoproclamadas repúblicas separatistas pró-Rússia tinham pedido ajuda para “repelir a agressão” dos militares ucranianos.

O Ocidente acusa Moscovo de quebrar os Acordos de Minsk, assinados por Kiev e pelos separatistas pró-russos de Donetsk e Lugansk, sob a égide da Alemanha, França e Rússia.

Estes visavam encontrar uma solução para a guerra entre Kiev e os separatistas apoiados por Moscovo que começou em 2014, pouco depois de a Rússia ter anexado a península ucraniana da Crimeia.

A guerra no Donbass já provocou mais de 14.000 mortos e 1,5 milhões de deslocados desde 2014, segundo as Nações Unidas.ANG/Inforpress/Lusa