sexta-feira, 23 de dezembro de 2022

        Vaticano/Papa rejeita “guerras santas” e adverte para um “demónio”

 Bissau, 23 Dez 22 (ANG) – O Papa Francisco disse quinta-feira que “em nome de Deus algum uma guerra pode ser santa”, ao recordar o caso da Ucrânia, e alertou também os burocratas do Vaticano para terem cuidado com o “demónio” escondido entre eles.

Depois de recordar o caso da Ucrânia, cuja invasão pela Rússia tem o apoio do clero russo, mas também conflitos noutras partes do mundo, o Papa Francisco declarou que “em nome de Deus algum uma guerra pode ser declarada santa”.

No salão de bênçãos do Vaticano, o sumo pontífice realizou hoje a tradicional audiência de Natal com a Cúria Romana, aqueles que fazem parte do governo da Igreja Católica, e realçou o “grande desejo de paz” que todos partilham, mais de 300 dias depois da invasão ordenada pelo Presidente russo ao país-vizinho.

“Estou a pensar na Ucrânia martirizada, mas também nos muitos conflitos que estão a ter lugar em várias partes do mundo. A guerra e a violência são sempre um fracasso. A religião não deve ser utilizada para alimentar conflitos”, acrescentou.

“Enquanto sofremos a devastação da guerra e violência, devemos dar a nossa contribuição para a paz, tentando remover do nosso coração todas as raízes de ódio e ressentimento para com os nossos irmãos e irmãs que vivem ao nosso lado”, declarou.

“Diante do Príncipe da Paz, que vem ao mundo, deponhamos todas as armas de todo o tipo. Que ninguém tire partido da sua própria posição ou do seu próprio papel para mortificar o outro”, sublinhou o papa.

Francisco usou a sua saudação anual de Natal à Cúria Romana para voltar a avisar os cardeais, bispos e padres que trabalham na Santa Sé que não são de modo algum irrepreensíveis e são até particularmente vulneráveis ao mal.

O papa disse aos presentes que, ao viver no coração da Igreja Católica, é possível “facilmente cair na tentação” de pensar “estar a salvo, melhor que outros” e “já não necessitar de conversão”.

“No entanto, estamos em maior perigo do que todos os outros, porque estamos cercados pelo `demónio elegante`”, que não faz uma entrada barulhenta, mas vem com flores na mão”, disse Francisco aos eclesiásticos no Salão das Bênçãos do Palácio Apostólico.

Francisco usou grande parte do seu discurso natalício para convidar os burocratas do Vaticano e uma “exame de consciência” ao estilo jesuíta e ao arrependimento no período que antecede o Natal.

Este ano, marcado por diversos escândalos de abusos sexuais na igreja, Francisco referiu que ser católico não significa seguir um conjunto de ditames que nunca muda, mas é antes um “processo de compreensão da mensagem de Cristo que nunca termina, mas desafia-nos constantemente”.

Os críticos conservadores do papa têm acusado Francisco de heresia por alguns dos seus gestos e pregações, incluindo deixar católicos divorciados e casados de novo civilmente acederem aos sacramentos. ANG/Inforpress/Lusa

 

     Unicef/Seca afecta mais de 20 milhões de crianças no Corno de África

Bissau, 23 Dez 22 (ANG) -  Cerca de 20,2 milhões de crianças na Etiópia, Quénia e
Somália são afectadas pela pior seca na região em 40 anos, um número que duplicou nos últimos cinco meses, alertou esta sexta-feira o Unicef.

Segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), quase dois milhões de crianças nestes três países do Corno de África sofrem de desnutrição aguda grave, o estado de fome mais "letal" que enfraquece o sistema imunitário e representa risco de morte.

Além disso, se não for tratada, a desnutrição pode perturbar gravemente o desenvolvimento físico e cerebral das crianças.

 "Embora os esforços colectivos e acelerados tenham mitigado algumas das piores consequências que eram temidas, as crianças do Corno de África continuam a enfrentar a seca mais grave em mais de duas gerações", disse o director regional da Unicef para a África Oriental e Austral, Lieke van de Wiel.

 Cerca de 2,7 milhões de crianças foram também obrigadas a abandonar a escola devido à seca e outros 4 milhões correm esse risco, segundo a agência da ONU.

 "À medida que as famílias são levadas ao limite e enfrentam um stresse crescente, as crianças enfrentam uma série de riscos, incluindo o trabalho infantil, o casamento infantil e a mutilação genital feminina", acrescentou.

Nos três países, cerca de 24 milhões de pessoas sofrem de escassez de água e mais de dois milhões foram deslocadas internamente devido a chuvas fracas, refere a Unicef.

 

O país mais atingido foi a Somália, onde o número de pessoas afectadas aumentou de 3,8 milhões em Janeiro para mais de 7,8 milhões actualmente, de acordo com a ONU.

 Quase 1,3 milhões de pessoas foram forçadas a fugir das suas casas na Somália devido à seca, depois de o número de deslocados ter quintuplicado até agora este ano.

 A ONG Plan International afirmou no início de Dezembro que mais de metade de todas as crianças com menos de cinco anos na Somália cerca de 1,8 milhões estão gravemente desnutridas. ANG/Angop

 

                              Rússia/PR quer fim da guerra na Ucrânia

Bissau, 23 Dez 22 (ANG) - O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou,  quinta-feira, que o país quer o fim da guerra na Ucrânia, iniciada por Moscovo em Fevereiro, e frisou que a “intensificação das hostilidades conduz a perdas injustificadas”.

“O nosso objetivo não é fazer girar o volante do conflito militar, mas, pelo contrário, pôr fim a esta guerra”, disse Putin aos jornalistas, citado pela agência de noticias Reuters. “Esforçar-nos-emos por pôr fim a isto, e quanto mais cedo melhor, é claro”.

Putin reiterou que a “intensificação das hostilidades conduz a perdas injustificadas” e que “todos os conflitos armados terminam de uma forma ou de outra com algum tipo de negociações na via diplomática”.

“Mais cedo ou mais tarde, qualquer parte em estado de conflito senta-se e faz um acordo. Quanto mais cedo esta realização chegar àqueles que se nos opõem, tanto melhor. Nunca desistimos disto”, acrescentou.

As declarações do líder russo surgem um dia após a visita do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, aos Estados Unidos da América (EUA), onde se encontrou com o presidente Joe Biden e discursou perante o Congresso, obtendo apoio financeiros e militar.

Sobre o envio dos mísseis Patriot à Ucrânia, Putin desvalorizou e afirmou que se tratava de um sistema “bastante antigo” e que não funcionava como os S-300 da Rússia. “Vamos ter isto em conta e será sempre encontrado um antídoto”, disse.

O conflito entre a Ucrânia e a Rússia começou com o objectivo, segundo Vladimir Putin, de "desnazificar" e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia. A operação foi condenada pela generalidade da comunidade internacional.

A ONU confirmou que cerca de seis mil civis morreram e mais de dez mil ficaram feridos na guerra, sublinhando que os números reais serão muito superiores e só poderão ser conhecidos quando houver acesso a zonas cercadas ou sob intensos combates. ANG/Angop

 

   Coreia do Norte/ Lançados dois mísseis em direcção do Mar do Japão

Bissau, 23 Dez 22 (ANG) - A Coreia do Norte disparou dois mísseis balísticos em direcção do Mar do Japão esta sexta-feira, horas depois de os Estados Unidos terem acusado o regime de Pyongyang de vender armas a milícia Wagner, que apoia a Rússia no conflito com a Ucrânia.

O Comando sul-coreano confirmou às 16.32h, hora local, que tinha identificado dois mísseis balísticos, lançados da área de Pyongyang em direcção ao Mar do Japão. Apesar das sanções internacionais, o regime de Kim Jong Un, continua os seus lançamentos de mísseis, considerando uma prioridade estratégica, o desenvolvimento de novas armas intercontinentais.

No mesmo tempo, a Coreia do Norte é acusada pela Casa Branca de fornecer armas ao grupo paramilitar russo Wagner. Os EUA, através do seu Conselho de Segurança Nacional, afirmam que o regime norte-coreano entregou rockets e mísseis de infantaria ao grupo liderado por Yevgeny Prigozhin, actualmente procurado pelo FBI.

Washington diz agora estar preocupado com o facto de a Coreia do Norte poder aumentar as suas entregas de armas para à milícia russa, que está envolvida no conflito russo-ucraniano.

A Coreia do Norte, através do ministério dos negócios estrangeiros, negou qualquer envolvimento em entregas de armas ao grupo russo. O governo norte-coreano fala de uma história “inventada por forças desonestas”. ANG/RFI

 

Reino Unido/Tribunal britânico diz que emigrantes podem ficar sem actualizar estatuto

Bissau, 23 Dez 22 (ANG) - O Tribunal Supremo britânico decretou que os três milhões de pessoas que emigraram para o Reino Unido depois da separação da União Europeia (Brexit) devem poder permanecer no país mesmo não tendo feito novo pedido de residência.

De acordo com o jornal britânico 'The Guardian', que cita a decisão do tribunal, os emigrantes que foram para o Reino Unido depois do 'Brexit' não podem ser impedidos de permanecer no país mesmo que não tenham pedido uma nova autorização de residência, uma vez que a eliminação do direito de residência só pode ser feita em circunstâncias muito especiais.

De acordo com o juiz do Tribunal Supremo britânico, o estipulado no acordo que regula a saída do Reino Unido da União Europeia tem uma "lei errada", uma vez que "pretende revogar o direito de residência permanente", que só pode ser perdido em circunstâncias muito especiais.

"A perda de direitos porque alguém não se inscreveu para beneficiar de uma melhoria no 'status' não está em nenhuma dessas circunstâncias", escreveu o juiz responsável pela decisão, citado no Guardian.

De acordo com as regras que ainda vigoram no Ministério do Interior do Reino Unido, desde a saída oficial da União Europeia, os emigrantes de países europeus que se instalaram no país há menos de cinco anos ficaram com um estatuto designado de 'pré-settled status', e caso não tenham submetido desde então um novo pedido de residência, actualizando a sua situação para 'settled status', perdem automaticamente o direito de residir, trabalhar, arrendar casa ou ter acesso aos serviços públicos, nomeadamente de saúde, salienta o jornal britânico.

O Governo britânico já reagiu dizendo que não concorda com a interpretação da lei e que irá recorrer da decisão. ANG/Angop

 

       França/PR  “adia” entrada de Kiev na NATO para não irritar Rússia

 
Bissau, 23 Dez 22(ANG) – O Presidente francês, Emmanuel Macron, acredita que a entrada da Ucrânia na NATO seria vista pela Rússia como um confronto directo, pelo que defende que este não será o “cenário mais provável” no futuro próximo.

“A entrada da Ucrânia na NATO [Organização do Tratado do Atlântico Norte] seria percebida pela Rússia como um confronto. Não é com essa Rússia que queremos” lidar, afirmou, em entrevista a vários jornais, entre os quais o francês Le Monde, o norte-americano The Wall Street Journal e o libanês An Nahar.

Para Emmanuel Macron, é necessário dar, no final do conflito, “garantias de segurança” tanto à Ucrânia como à Rússia, posição que reiterou na entrevista, apesar de já ter recebido muitas críticas de Kiev e da Europa de leste.

“No final, teremos de colocar todos na mesma mesa”, considerou, acrescentando que não quer que sejam “apenas os chineses e os turcos a negociar no dia seguinte” ao fim das hostilidades.

O Presidente francês voltou também a defender a autonomia estratégica da Europa, dentro da NATO, mas com menor dependência dos Estados Unidos.

“Não há arquitectura de segurança europeia sem autonomia estratégica, na NATO e com a NATO, mas não dependente da NATO”, sublinhou.

“Uma aliança não é algo de que eu dependa, é algo que eu escolho (…) Devemos repensar a nossa autonomia estratégica”, disse.

Depois da guerra, deve haver um acordo “que construa uma nova ordem de estabilidade e segurança naquela região da Europa”, mas, segundo Macron, a Aliança Atlântica não deve ser a única ferramenta para alcançar este resultado.

“Não podemos pensar na segurança desta região apenas através da NATO”, disse, criticando o envio de ‘drones’ (aeronaves não tripuladas) pelo Irão para a Rússia.

“Está a ser criada uma espécie de multilateralismo do terrorismo”, denunciou.

Macron defendeu ainda que a Ucrânia deve concentrar o seu esforço militar na recuperação do território ocupado pela Rússia desde 24 de Fevereiro, deixando implícito que a devolução da Crimeia pode ser adiada.

Embora a recuperação da península da Crimeia, ocupada e anexada pelos russos em 2014, seja algo quase sagrado para o Governo de Kiev, Macron considerou que a prioridade deve ser defender “a Ucrânia actual”.

O líder francês insistiu ainda que a guerra deverá terminar na mesa de negociações e não no campo de batalha.

“Sempre defendi não achar que este conflito possa ser encerrado apenas por meios militares”, lembrou, mostrando-se, no entanto, muito céptico quanto à disponibilidade de Moscovo para se sentar e negociar.

“O que os russos têm pedido desde o início é a rendição, não a paz”, referiu.

A ofensiva militar lançada a 24 de Fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 14 milhões de pessoas — 6,5 milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Neste momento, 17,7 milhões de ucranianos precisam de ajuda humanitária e 9,3 milhões necessitam de ajuda alimentar e alojamento.

A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas. ANG/Inforpress/Lusa

 

quinta-feira, 22 de dezembro de 2022

Administração Publica/ Ministro promete radicação de  trabalho infantil no proximo ano

Bissau, 22 Dez 22 (ANG) Ministro da Administração Pública, Trabalho, Emprego e Segurança Social prometeu para o próximo ano e  em cooperação com o Brasil, a radicação do  trabalho infantil no  país.

“No próximo ano vamos trabalhar para iliminação do trabalho infantial, em parceria com o Brasil, devido a larga experêincia deste país nessa materia”, revelou, quarta-feira Cerilo Mama Saliu Djaló, numa entrevista  aos órgãos públicos de informação, em jeito de balanço anual das atividades realizadas e e sobre as  perspectiva para 2023.

Ainda no quadro das prespetivas  disse que  está prevista a realização de um estudo de viabilidade com vista ao aumento da pensão de sobrevivência,cujos os beneficiários  são os filhos e as esposas dos contribuintes falecidos.

Cerilo Djaló  revelou estar em curso a execução do projeto denominado “Mobiliário Safim”,para a construção de 200 casas sociais, em 2023, com uma renda resolúvel, para reduzir a precáridade que outrora se verifica nas habitações.

“É um projeto bipartido, entre INSS e parceiros financeiros, que são   alguns bancos comercias que operam no país”, informou.

O ministro da Administração Pública anunciou a intenção do governo de alargar o sistema de segurança social para o setor  informal,”porque é um sector que quase dominou a economia do país”.

A iniciativa visa aumentar a cobertura da proteção social  e o ministro diz que   um estudo para o efeito já está em curso.

Relativamente ao emprego profissional, Cerilo Mama Saliu Djaló disse que, para minizar o sofirmento dos jovens  o governo conseguiu um fundo de cerca de 400 mil milhões de dólares, no quadro da UEMOA para formação de  jovens, no Instituo Nacional de Formação Técnico Profissional.

Para além disso, ainda quanto as prespetivas para 2023 , Cerilo Mama Saliu Djaló disse que está previsto a construção de uma escola de Educação Profissional Agricula e Agronegócio, em  Contuboel, no Leste do país.

“Até final de Dezembro vai ser concluido o processo de recrutamento da unidade de gestão do projecto”, acrescentou.

Segundo o ministro, a infraestrutura escolar de formação na àrea de agricultura e agronegócio,orçada em 20 milhões de dólares, vai ocupar uma área seis mil e 200 m2 e para além de  laboratório de microbiologia, química e bioquímica, e seis salas para aulas  práticas numa área de 500 m2 , também vai ter  uma residência para os docentes e dormitorios para os alunos.

“Nesta escola perspetivamos formar cerca de 77 jovens na área de agroindústria e agricultura, dos quais 30 por cento de vagas vão  ser disponibilizadas para  raparigas. O governo da Guiné-Bissau vai participar com 11 por cento de financiamento, o Banco Islâmico com 82 por cento e o Reino de Marrocos com sete por cento”, explicou. ANG/LPG//SG

Ensino Superior//Ministro considera de razoável seu exercício anual   por ter conseguido registar “certas realizações”  

Bissau, 22 Dez 22 (ANG)- O ministro de Ensino Superior e Investigação Científica considerou, esta quinta-feira, de razoável o balanço de quase um ano de seu exercício de funções, uma vez que  o Ministério que dirige conseguiu registar “algumas realizações” .

Timóteo Saba Mbunde falava à imprensa no quadro de entrevistas aos membros do Governo, em jeito de balanço das  actividades realizadas no decurso de 2022.

“Apesar deste Ministério ter a duração de menos de um ano,  conseguimos desenvolver algumas parcerias público/privada e obtivemos  como resultado a obtenção  de bolsas de estudo para Marrocos e Venezuela”, explicou aquele governante.

Mbunde disse que o Ministério de Ensino Superior e Investigação Científica funcionou fora do Orçamento Geral de Estado, porque foi criado após a aprovação do mesmo, e diz que a situação no ministério só melhorou  após a sua inclusão no  Orçamento Geral de Estado.

“Apesar das dificuldades com que deparamos, registamos alguns avanços que começam com a  elaboração da orgânica que reflete a vida funcional do Ministério. Anteriormente, este ministério  funcionava como Secretaria de Estado tutelado  ao Ministério de Educação Nacional”, disse.

Timóteo disse  que conseguiram relançar as suas relações de parceria com a Venezuela, o que acabou por resultar na disponibilização  de bolsas para estudantes guineenses na área de medicina, e que os mesmos já estão a estudar naquele país Sul-americano.

Acrescentou que, cerca de 90 estudantes guineenses beneficiaram igualmente de bolsas para o Reino de Marrocos, e que já estão também  neste país  a estudar.

“Efetuamos  visitas à todas as unidades de formação  superior da capital Bissau, e inteiramos da situação com que se deparam e na base disso, perspetivamos promover uma conferência nacional sobre Ensino Superior e Investigação Científica em 2023”, revelou o governante.

O ministro sublinhou que está em curso a preparação de dossiês que vão permitir a realização interna de cursos de mestrados na  unidade de formação superior “Tchico Té”.

Saba Mbunde disse  que o ministério, em parceria com o Cooperação Portuguesa, está a trabalhar para que o país possa  ter, nos próximos meses, uma legislação que permitirá  a  oferta de cursos de mestrado e pós- graduação.

“Conseguimos enviar alguns técnicos do ministério para formação técnica através de uma parceria com o Instituto Superior de Bragança (Portugal). Isso permitirá capacitar os nosso pessoal administrativo, uma vez que se trata de novo Ministério e precisa alcançar sucessos”, disse Temóteo Saba Mbunde.

O ministro de Ensino Superior revelou que assinaram  um acordo com uma empresa do Reino de Espanha que produz materiais didáticos e que  actua  igualmente no domínio de diferentes engenharias, tais como  de laboratórios para estudantes de ciências exactas.

“O acordo que assinamos com a referida empresa espanhola é graças ao esforço conjunto com o  Fundo Europeu, e vai permitir a Guiné-Bissau beneficiar, a custo zero, de laboratórios de duas engenharias: produção de alimentos e de produção de energia”, explicou.

O governante não escondeu a sua satisfação com a aprovação de dois diplomas “fundamentais” no Conselho de Ministros, que são: Estatuto de Arquivos e Bibliotecas Nacionais e Regime Jurídico de Depósito Legal.

“O diploma de Regime Jurídico de Depósito Legal determina a obrigação de os autores ou seja escritores nacionais fizessem  o registo das suas obras”, esclareceu.

O Ministro de Ensino Superior e Investigação Científica prometeu redobrar o seu  esforço junto da sua equipa com a finalidade de concretizar mais realizações em 2023. ANG/AALS//Sg

Administração Pública/ Ministro qualifica de positivas atividades realizadas durante 2022

Bissau, 22 Dez 22 (ANG) – O Ministro da Administração Pública, Trabalho, Emprego e Segurança Social qualificou de positivas as actididades levadas a cabo durante  2022 por aquela instituição.

Em declarações, esta quarta-feira, à imprensa, em jeito de balanço do ano prestar a terminar, e sobre as perspetivas para o próximo ano, Cerilo Mama Saliu Djaló  sustentou a sua afirmação com a promulgação do novo Código de Trabalho e a contenção, paulatina, da massa salarial, através do recenseamento de funcionários públicos.

Disse  que o recenseamento  permitiu ainda a abtenção de uma base única de dados, e que seja conheçida  a real situação da Função Pública, em termos de recursos humanos, e a formulação de programas de formação e de requalificação dos funcionários.

Segundo Cerilo Djaló, o novo Código de Trabalho prevê a criminalização do trabalho infantil, inclusão do trabalho portuário e doméstico  e aumentou o tempo de  licença de maternidade de 60 para 90 dias.

Acrescentou que o código permitiu ainda a atualização de multas,porque, diz, as antigas sanções  não desencorajam práticas de infrações.

Uma outra realização, segundo Cerilo  Djaló, tem a ver com a criação de um programa de trabalho digno, em parceiria com Organização Internacional de Trabalho(OIT).

Quanto ao Instituto Nacional de Segurança Social, destacou os trabalhos de   sensibilização sobre a prevenção e riscos de doenças profissionais para diminuir doenças e acidentes nos locias de trabalho e  sua integração   no protofolio de Conferência Internacional Africana de Previdência Social (CIPRES).

O ministro das Administração Pública, Trabalho, Emprego e Segurança Social apontou a criação de condições para uma  maior robustez na proteção social, bem como a  mobilização de recursos externos e o reforço de capacidades de quadros e técnicos do INSS como vantagem da sua integração na CIPRES.

Nessa entrevista aos órgãos públicos de informação revelou que o rácio de funcionários público no páis é de 20 por mil habitantes, pelo que deve baixar mais porque ao nível da UEMOA o rácio  é de sete por mil habitantes.

 “Mama Saliu destacou que após o  recenseamento a folha de salário começou a ser processada a partir dos dados apurados e que atualmente, os salários de mais de quatro mil funcionários públicos entre pensionistas e activos, foram bloqueados definitivamente,”, disse o ministro.

Segundo o governante, os dados do recenseamento pirmitiram ao Governo, não só  saber quantos funcionários estão a caminho da reforma(552) assim como identificar as áreas com necessidade de  formação, conforme vagas apuradas, na Função Pública.

Perguntado sobre a estratégia para conter mais ingressos no aparelho de Estado, sem concurso público disse que a partir do próximo ano, o ingresso só será possível mediante realização de concurso público.


E quanto a ausência de avaliação de três em três anos, do desempenho determinado por lei,disse que é preciso que haja um conjunto de indicadores, tais como tarefas e
 objectivos, e diz que “sem isso não é possivel fazer avaliação do desempenho dos funcionários públicos”. ANG/LPG//SG

Finanças/Ministro diz que o país caminha com “passos seguros” na implementação das metas traçadas pelo FMI

Bissau,22 Dez 22(ANG) – O ministro das Finanças disse hoje que o país está a caminhar com “passos seguros” na implementação das metas traçadas pelos parceiros nomeadamente o Fundo Monetário Internacional(FMI).

Em entrevista exclusiva concedida à ANG, em jeito de balanço das atividades levadas a cabo durante 2022, Ilídio Vieira Té afirmou que se sentem que estão a cumprir à 100 por cento, as recomendações dos parceiros.

“Podem constatar que a título de exemplo, o país assinou um acordo com a equipa técnica do Fundo Monetário Internacional(FMI), que vai ser validado no seu Conselho de Administração, no próximo dia 30 de Janeiro de 2023”, salientou.

Acrescentou que chegar-se à essa etapa demonstra que o FMI considera que o país é credível e merece apoios.

Referiu que, há seis anos, o país não tinha nenhum acordo financeiro com o FMI, e que, com base neste bom desempenho, conseguiu-se arrastar apoio orçamental do governo francês e português que contribuíram com cinco mil euros cada.

“Isso significa que quando o dossiê da Guiné-Bissau for validado no Conselho de Administração do FMI, haverá mais apoios para o país”, sublinhou.

O governante frisou que as referidas “proezas” dignificam à todos os filhos da Guiné-Bissau, acrescentando que, isso deve-se, sobretudo, ao desempenho e a dinâmica do Presidente da República e do Primeiro-ministro.

Ilídio Té disse que o executivo está igualmente empenhado na melhoria de arrecadação de receitas, e que diz estarem a ser aplicadas na melhoria das infraestruturas do país.

“Penso que é visível o que está a acontecer na parte baixa da cidade de Bissau. As obras que estão a ser realizadas graças ao financiamento interno ou seja com fundos provenientes do Tesouro Público”, disse.

Afirmou que isso demonstra que o governo está empenhado em fazer um trabalho de forma a satisfazer as necessidades das populações no que toca a criação de infraestruturas.

Perguntado sobre o que estão a fazer para estancar a subida da massa salarial na Função Pública, uma vez que 80 por cento das receitas fiscais destinam-se ao pagamento de salário, Ilídio Té respondeu que, existe uma convergência no espaço UEMOA que estipula que a massa salarial não deve ultrapassar os 35 por cento.

“Ou seja a Guiné-Bissau já se situa em 80 por cento das nossas receitas fiscais, mas são aspectos que vêm de longos anos. Todos sabemos que é uma realidade no país, onde os partidos políticos metem as pessoas nas instituições do Estado para honrar os compromissos eleitorais”, disse acrescentando que o governo está a adoptar algumas medidas sobretudo no âmbito das reformas na Administração Pública.

Disse ainda   que existem muitas situações para resolver, sobretudo na carreira do pessoal, quadro orgânico, número elevado de conselheiros entre outros.

“A título de exemplo, quanto ao número elevado de conselheiros, o Presidente da República, tomou recentemente uma decisão sábia de redução drástica do número dos seus conselheiros ficando atualmente em 14, e os do Primeiro-ministro Ministro foram igualmente reduzidos restando com seis”, informou.

O governante sublinhou que, são exemplos de sinais visíveis do que está a ser feito no âmbito das reformas ao nível da Administração Pública, para a redução das despesas orçamentais. ANG/ÂC//SG


Vias rodoviárias
/Ministro das Obras Públicas anuncia reabilitação de quase 37 por cento da rede rodoviária do país   

Bissau, 22 Dez 22 (ANG) - O ministro  das Obras Públicas, Construção e Urbanismo anunciou que 37 por cento de 83 vias rodoviárias do país, que se encontravam num nível  de degradação muito elevado, estão reabilitadas.

Fidélis Forbs falava, quarta-feira (21) em entrevista conjunta aos órgãos públicos de informação, nomeadamente a ANG, jornal Nô Pintcha, RDN e TGB, em jeito de balanço dos trabalhos levados ao cabo pelo seu ministério em 2022.

O governante defende qu
e é preciso ter um país estável para poder concluir grandes projetos e atingir os objetivos fixados no início da governação, em 2020.

Forbs diz estar minimamente satisfeito com os resultados das obras realizadas, apesar de faltar mais obras e projetos para concluir o que estava planeado para 2022 , no setor das obras públicas.

Disse que o governo, através das Obras Públicas, tem várias obras já executadas e outras em execução com financiamentos já aprovados.

A título de exemplo, citou a conclusão da Avenida Macky Sall e a Muhamudu Bhuri que foram  completamente recuperadas.

Referiu-se a obra da estrada de Sitec que também faz parte das obras  que foram executadas e que anteriormente estavam com um nível de degradação muito alto, e que era necessário, não só a sua reabilitação mais também que tinham uma necessidade urgente da sua ampliação e construção de passeios.

“Temos obras em execução, nomeadamente as do Aeroporto até Safim, a recuperação e manutenção profunda da estrada de Safim até  São Domingos, de mais ou menos 105 à 107 quilómetros”, salientou.

Forbs afirmou que estão igualmente empenhados na reabilitação do eixo Ingoré-Begene-Farim, uma extensão de 60 quilómetros.

Disse que, ao nível do Sul do país também existem obras em execução, nomeadamente  a  manutenção da estrada  Bambadinca-Buba,uma distância de 100 quilómetros bem como Fulacunda/Nova Sintra, na região de Quinará, tido como  um dos eixos principais para  circulação de pessoas e bens  ao nível daquela região.

Aquele governante sublinhou que têm ainda  em carteira com  início previsto para o próximo ano, as obras do troço da segunda cintura de Bissau ,que compreende a Retunda da Guimetal até a Escola Nacional de Saúde, passando  pelo prédio  libanês, Sobrade, Cuntum Madina,o Estádio 24 de Setembro e  até estrada das Nações Unidas.

Disse que o referido projeto vai abranger a segunda saída de Bissau que abrange áreas  de Antula em direção a  Universidade Jean Piaget, atravessando o canal impernal para Nhacra.

Segundo Fidélis, trata-se de uma obra já com garantias de financiamento  do Banco Árabe para o Desenvolvimento de África(BADEA).

Forbs disse que, neste momento, está em fase de atualização dos  estudos a estrada de Antula, em curso  há mais de oito anos, salientando que é preciso ser atualizado para depois passar a fase de preparação do caderno de encargo e posterior lançamento ao concurso e avaliação para se chegar a publicação do vencedor e dar  início a execução da obra.

“Ainda há outro projeto que é de Boké/Quebo que já ultrapassou todas estas fases de estudos de anteprojeto sumário e detalhado, caderno de encargo, concurso e neste preciso momento está em processo de avaliação para se anunciar  o vencedor e dar inicio a obra. Significa que, em 2023, estas obras vão começar”, diz Fidélis Forbs.

O governante referiu-se  ainda ao projeto de construção da  Ponte de  Farim e da estrada Farim/Dungal acrescido de quatro quilómetros de estrada dentro de  cidade de Farim, acrescentando  que é um projeto que está em curso e tem um financiamento aprovado.

“Outro projeto, muito importante, é a  construção da Estação de Pesagem de Viaturas, que se instalará  depois do aeroporto de Bissau, ao lado da fábrica de espuma”, disse.

Forbs realçou que a estação de pesagem é extremamente importante para a vida de uma estrada, porque define o gabarito e o próprio eixo do carro, tendo em conta que a viatura deve possuir um determinado peso para correr numa  estrada para  permitir que ela dure mais anos.

Disse que, um dos fatores de degradação da rede rodoviária é exatamente a falta de estação de pesagem de viaturas no país.

“Por essa razão, é primeira vez na história do país que vai ser construida uma estação de pesagem. Se tudo correr como planeado, no final de Janeiro de 2023 será feito o lançamento da primeira pedra para a sua construção”, disse.

Salientou  que está em curso uma grande obra rodoviária de transformação de cidade de Bissau com  várias fases e diz que dentro de duas  ou três semanas pode-se  estar a fechar o asfaltamento do projecto de Bissau Velho, para se avançar para  fases de pinturas.

Em relação aa obras de construção da autoestrada Aeroporto-Safim, Fidélis Forbs disse que as obras estão a decorrer no seu ritmo normal, apesar de pequenos atrasos, relacioanados a busca de  consensos entre o Governo e os moradores sobre o paagamento das indeminizações decorrentes das demolições  de casas e outras pertenças afetadas.

“Neste momento estamos a negociar com todas as pessoas que tem os seus documentos em ordem e já começamos o processo de pagamento de indemnizações”, disse o governante.

Assegurou que se tudo correr bem, na segunda semana de Janeiro, as demolições propriamente ditas vão arrancar.ANG/MIÂC//SG    

Desporto/ “A partir de agora os jornalista vão passar a fazer parte da caravana da seleção nacional de futebol”, diz Presidente da FFGB

Bissau, 22 Dez 22 (ANG) – O Presidente da Federação  de Futebol da Guiné-Bissau(FFGB) Carlos Alberto(Caíto) Texeira anunciou que, doravante, os jornalista passam a fazer  parte da caravana nas deslocações da seleção de futebol.

A promessa de Caíto foi tornada pública na, quarta-feira, durante um jantar de confraternização com os jornalistas desportivos de órgãos públicos e privados e diferentes organizações que intervêm no setor do desporto nacional.

“Isto tem que ser uma realidade,porque os jornalistas constituem uma parte importante para o desenvolvimento do desporto nacional”, enalteceu.

Na sua curta intervenção, o líder do órgão máximo de gestão do desporto guineense desafiou os jornalista a promoverem  debates para que as pessoas possam discutir o futebol, e sustenta que toda a opinião é valida para o desenvolvimento do desporto nacional, sobretudo do futebol.

“Quero fazer história,mas ninguém sozinho consegue fazer uma história,pelo que conto com vocês  para juntos fazermos essa história”, disse Carlos Teixeira.

O Presidente da Liga de Clubes, Dembo Cissé, presente na cerimónia, subscreveu a iniciativa de   Carlos Alberto Texeira e pediu que o acompanhamento dos jornalistas seja extensivo à todos os jogos das equipas da primeira divisão, para se garantir melhores explicações sobre situações de conflitualidades que  ocorrem  no decurso do campeonato.

Dembo Cissé anunciou a intensão de se instituir prémios que destinguem melhores jornalistas desportivos, em reconhecimento de talentos demonstrados nessa matéria.

“As pessoas devem acampanhar os jogos da seleção tanto nos amigáveis assim como  nas competições para apuramento ao  Campeonato Africano de Futebol”, disse Cissé.

Em nome dos jornalistas desportivos, Irama Turé agradeceu a iniciativa da Direcção de Federação de Futebol da Guiné Bissau, e declarou a  disponibilidade de os profissionais continuarem a trabalhar para o desenvolvimento do desporto nacional.

Turé  pediu o  reconhecimento pela FFGB do fórum de jornalistas desportivos, cujo o presidente foi recentemente reeleito. ANG/LPG//SG



Brasil/Lula da Silva anuncia 16 ministros para o seu futuro Governo no Brasil

Bissau, 22 Dez 22 (ANG) - O Presidente eleito do Brasil, Lula da Silva, anunciou esta quinta-feira 16 ministros para o seu futuro Governo, que começará em 01 de Janeiro de 2023, e afirmou que pretende indicar os restantes nomes até ao início da próxima semana.

Alexandre Padilha foi indicado para as Relações Institucionais, Nísia Trindade no Ministério da Saúde, Camilo Santana na Educação, Esther Dweck no Ministério da Gestão, Marcio França nos Portos e Aeroportos, Luciana Santos na Ciência e Tecnologia, Aparecida Gonçalves no Ministério da Mulher, Jorge Messias na Advocacia-geral da União, e Márcio Macedo na Secretaria Geral da Presidência da República.

Também foi confirmado o nome de Wellington Dias no Ministério do Desenvolvimento Social, Margareth Menezes na Cultura, Luis Marinho no Trabalho, Anielle Franco no Ministério da Igualdade Racial, Silvio Almeida nos Direitos Humanos, e Vinicius Marques de Carvalho na Controladoria-geral da União.

Lula da Silva anunciou ainda que o vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin, será também ministro da Indústria e do Comércio.

O chefe de Estado eleito já havia anunciado, no início de Dezembro, os futuros ministro da Fazenda, Fernando Haddad, da Defesa, José Múcio, da Justiça, Flávio Dino, da Casa Civil, Rui Costa, e das Relações Exteriores, Mauro Vieira.

O próximo Governo brasileiro prevê que a administração pública terá 37 pastas.

Lula da Silva informou que os últimos ministros serão anunciados entre o Natal e o Ano Novo, preferencialmente até terça-feira. ANG/Angop

 

Adis Abeba/União Africana e CEDEAO condenam alegada tentativa de golpe na Gâmbia

Bissau, 22 Dez 22 (ANG) - A União Africana (UA) e a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) condenaram "veementemente" a alegada tentativa de golpe de Estado anunciada pelo Governo da Gâmbia na quarta-feira.


"Condeno veementemente a tentativa de desestabilização do Governo da Gâmbia. A União Africana rejeita veementemente qualquer tomada de poder pelas armas e mantém-se solidária com o Governo da Gâmbia", disse na quarta-feira o chefe de Estado senegalês e presidente em exercício da UA, Macky Sall, na rede social Twitter.

O bloco regional de 15 países da África Ocidental, a CEDEAO, também condenou os acontecimentos num comunicado e expressou a sua "rejeição total" de qualquer mudança "inconstitucional" de Governo nos seus estados membros.

"A Comissão da CEDEAO saúda a liderança e o pessoal dos serviços de segurança da Gâmbia pela sua adesão ao seu papel constitucional e por impedir esta conspiração ilegal", disse a organização.

O Governo da Gâmbia alertou na quarta-feira para uma alegada tentativa de golpe de Estado, que levou à prisão de quatro soldados do exército da Gâmbia e três outros alegados cúmplices estão a ser procurados.

"O Governo da Gâmbia anuncia que, com base em informações secretas, que alguns soldados do exército gambiano estavam a conspirar para derrubar o Governo democraticamente eleito do Presidente Adama Barrow", escreveu o porta-voz do executivo e conselheiro presidencial, Ebrima G. Sankareh.

Na declaração, o porta-voz do Governo anunciou que "numa rápida operação militar", realizada na terça-feira, o Alto Comando das Forças Armadas Gambianas "prendeu quatro soldados ligados a esta alegada conspiração golpista".

Segundo os "relatórios dos serviços secretos", "alguns soldados do exército gambiano conspiraram para derrubar o Governo democraticamente eleito do Presidente Adama Barrow", explicou.

"As investigações sobre este assunto continuam e os cidadãos serão devidamente informados de quaisquer novos desenvolvimentos", disse o porta-voz do executivo e conselheiro da presidência, acrescentando que a situação estava "totalmente sob controlo".

A confirmar-se, esta seria a mais recente tentativa de golpe de Estado na África Ocidental desde 2020, após dois golpes bem-sucedidos no Mali e no Burkina Faso e outro na Guiné-Conacri, e uma tentativa na Guiné-Bissau, que está fisicamente próxima da Gâmbia, separada apenas por uma pequena faixa de 300 quilómetros de território senegalês.

A Gâmbia, um pequeno país que só desde 2017 tem um governo democrático, é considerado frágil, depois de 20 anos de ditadura de Yahya Jammeh.

A Gâmbia é presidida por Adama Barrow desde Dezembro de 2016, quando derrotou nas urnas o ex-presidente Yahya Jammeh, que tinha governado o país com mão de ferro desde 1994, num governo caracterizado por graves violações dos direitos humanos, incluindo desaparecimentos forçados, tortura e execuções extrajudiciais de estudantes, activistas, opositores e funcionários públicos.

Em 2018, Barrow lançou a Comissão de Verdade, Reconciliação e Reparação, que investigou estes abusos durante três anos e em finais de Novembro de 2021 apresentou as suas conclusões finais ao Presidente, apelando à acusação dos responsáveis pelos crimes cometidos durante o governo de Jammeh.

Barrow foi reeleito como Presidente da Gâmbia em Dezembro de 2021 para outro mandato de cinco anos, enquanto Jammeh está no exílio na Guiné Equatorial desde a sua derrota eleitoral. ANG/Angop