segunda-feira, 24 de abril de 2023

   China/Presidente Jinping apela à uma cooperação internacional em dados

Bissau, 24 Abr 23(ANG) — A China está pronta para aprofundar a cooperação internacional de dados com outros países sob a Iniciativa de Desenvolvimento Global, disse hoje o presidente chinês Xi Jinping.

Xi fez as observações em uma mensagem de parabéns ao 4º Fórum Mundial de Dados da ONU, realizado de 24 a 27 de Abril em Hangzhou, capital da província de Zhejiang, no leste da China.

Xi disse que o desenvolvimento sustentável é a escolha inevitável para a prosperidade e o progresso da sociedade humana, e realizar um desenvolvimento global forte, verde e saudável é a aspiração comum das pessoas em todo o mundo.

A China apoia a implementação da Agenda 2030 da ONU para o Desenvolvimento Sustentável, adere a uma nova filosofia de desenvolvimento inovador, coordenado, verde, aberto e compartilhado, assegurou Xi.

O Presidente chinês disse que o seu país está constantemente melhorando a infra-estrutura digital, desenvolvendo capacidade em dados e estatísticas e compartilhando activamente sua prática e experiência no monitoramento dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável.

Segundo aquele chefe de Estado, a China vai trabalhar com outros países para ajudar a promover a implementação da Agenda 2030 das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável por meio de “governança de dados”, construir uma cooperação internacional aberta e ganha-ganha no campo de dados e promover o desenvolvimento comum e o progresso de todos os países.

O fórum é organizado pelas Nações Unidas e co-organizado pelo Departamento Estadual de Estatísticas e pelo governo da província de Zhejiang.

ANG/Inforpress/Xinhua

 

Haiti/Confrontos entre grupos armados causam 70 mortos em cinco dias no Haiti

Bissau, 24 Abr 23 (ANG) - Confrontos entre grupos armados rivais deixam 70 mortos e 40 feridos em Cité Soleil, a maior favela da capital, Porto Príncipe, entre 14 e 19 de Abril,


avançou a representação das Nações Unidas no Haiti, citada hoje pelo site Notícias ao Minuto.ntre as vítimas mortais contam-se 18 mulheres e dois menores, de acordo com dados divulgados no domingo pelo Gabinete de Coordenação de Assuntos Humanitários das Nações Unidas (OCHA, na sigla em inglês), que indicam também que 12 mulheres ficaram feridas.

A situação humanitária e de segurança em muitas áreas de Cité Soleil, que tem centenas de milhares de habitantes, "atingiu um nível alarmante", disse a OCHA num comunicado.

"As mulheres e crianças estão especialmente expostas à brutalidade dos gangues", referiu o documento.

Os combates estão também a privar a população da liberdade de circulação e de acesso a bens e serviços essenciais e provocaram o encerramento de muitas escolas e centros de saúde da zona, sublinhou a OCHA.

As pessoas sentem-se sob cerco. Já não podem sair de casa por medo da violência armada e do terror imposto pelos gangues", afirmou a coordenadora do OCHA para o Haiti, Ulrika Richardson.

O Haiti vive uma grave crise social e política. Ao reaparecimento da cólera, num surto que fez 669 mortos desde Outubro, junta-se o facto de grande parte do território da capital ser controlado por gangues fortemente armados.

O primeiro-ministro haitiano, Ariel Henry, pediu ajuda militar internacional para combater estes gangues, em Outubro de 2022.

Max Leroy Medidor, arcebispo da capital do país, Porto Príncipe, disse nas redes sociais que a situação no país "piora a cada dia" e que o Haiti está a "mergulhar no caos absoluto".

O arcebispo acusou o Governo do país de "indiferença" para com as vítimas da epidemia e dos grupos armados que têm cometido crimes de violência sexual e sequestro.

Também o Comité Internacional da Cruz Vermelha pediu respeito pela missão médica no país e afirmou que a actividade da organização tem sido dificultada pelas restrições de circulação impostas devido ao risco "de ser apanhada em fogo cruzado", o que limita em grande medida o acesso aos serviços de saúde.

Nos últimos meses, os Estados Unidos e o Canadá aplicaram sanções a vários líderes políticos haitianos pelo envolvimento em narcotráfico, branqueamento de capitais e financiamento de alguns destes gangues.

A crise provocou um aumento da migração da população do Haiti, através de rotas marítimas perigosas, para os países vizinhos.

Um relatório da Amnistia Internacional, apresentado no início de Abril, dá nota de que 40% da população do país está em situação de emergência alimentar. ANG/Angop

 

Guerra/Brasil e Portugal deploram “anexação” pela Rússia e pedem “paz justa e duradoura”

Bissau, 24 Abr 23(ANG) – Os governos do Brasil e de Portugal “deploram a violação” da integridade territorial da Ucrânia pela Rússia e a anexação de partes do território ucraniano, pedem compromisso com o direito internacional e uma “paz justa de duradoura”.

Esta posição consta da Declaração Conjunta assinada por Portugal e Brasil no final da XIII Cimeira Luso Brasileira, este sábado, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa. Uma declaração que foi divulgada antes da conferência de imprensa do Presidente brasileiro, Lula da Silva, e do primeiro-ministro português, António Costa.

“Os chefes de Governo enfatizaram o seu compromisso com o direito internacional, a Carta das Nações Unidas e a resolução pacífica de conflitos. Deploraram a violação da integridade territorial da Ucrânia pela Rússia e a anexação de partes do seu território como violações do direito internacional”, lê-se no texto.

Na parte final deste mesmo texto lê-se que Portugal e Brasil “ressaltaram ainda a necessidade de promover uma paz justa e duradoura”.

Também em relação à guerra na Ucrânia, os executivos de Brasília e de Lisboa “lamentaram a perda de vidas humanas e a destruição da infraestrutura civil, bem como o imenso sofrimento humano e o agravamento das vulnerabilidades da economia mundial causados pela guerra”.

“Expressaram preocupação com os efeitos globais do conflito na segurança alimentar e energética, especialmente nas regiões mais pobres do planeta”, realça-se.

Também em matéria de consequências económicas e sociais resultantes deste conflito no leste da Europa, Portugal e Brasil “convergiram no apoio ao pleno funcionamento da Iniciativa de cereais do Mar Negro”.

Nos primeiros pontos da declaração conjunta, António Costa e Lula da Silva “reafirmaram o seu compromisso intransigente com a defesa de um multilateralismo eficaz, assente no direito internacional e na Carta das Nações Unidas, reiterando o seu firme apoio à paz e segurança internacionais, à soberania e à integridade territorial dos Estados”.

“Enfatizaram ainda a imperiosa e inadiável necessidade de enfrentar os desafios globais das alterações climáticas e da segurança alimentar e contribuir para o desenvolvimento sustentável, a erradicação da pobreza e a inclusão social”, refere-se. ANG/Inforpress/Lusa

 

quinta-feira, 20 de abril de 2023

Justiça/STJ nega acusações proferidas contra seu Presidente pelo coletivo dos advogados do PAIGC

BISSAU, 20 abr. 23 (ANG) – O Supremo Tribunal de Justiça(STJ), negou em comunicado à imprensa, as acusações proferidas contra o seu Presidente pelo coletivo dos advogados do PAIGC, segundo as quais José Pedro Sambú reteu um processo, indeferido por um juiz daquela instância e  terá ordenado que as notificações não fossem feitas às partes em litígio.


José Pedro Sambu
Em causa está uma providência cautelar e um incidente de inconstitucionalidade apresentado pelo partido Resistência da Guiné-Bissau- Movimento Bâ-Fatá ao Supremo Tribunal da Justiça(STJ) para impedir o Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), de usar as cores da sua bandeira, semelhantes à da bandeira nacional.

Por via desse comunicado, assinado pelo Diretor do Gabinete do Presidente STJ, William Cecil Vieira Vaz, distribuída hoje à imprensa, o Supremo contra-ataca  que a conferência de imprensa “prenha de suposições e presunções, no mínimo maldosas, visando apenas denegrir a imagem de José Pedro Sambú”.

“É falso, por desprovido de qualquer fundamento, a grave acusação de que o Presidente do Supremo Tribunal de Justiça tenha retido o processo, impedindo que as partes em litígio fossem notificadas”, lê- se no comunicado.

O documento refere que qualquer jurista minimamente conhecedor do direito, sabe que distribuído um processo a um determinado juiz, este o decide e manda notificar, sem carecer de intermediação do Presidente do Supremo Tribunal de justiça.

A reação à acusação do coletivo de advogados do PAIGC ainda refere que

“admitindo, sem conceder e como mero exercício académico, que os fatos relatados tinham sido, ou seja, que o Presidente do STJ tenha retido o processo, seja por que razão for, sempre faltará explicar que regra ou principio processual terá levado ou impunha que o processo fosse concluso por José Pedro Sambu depois de decidido pelo juiz a quem foi distribuído”.


Acrescenta que
 bastaria um mero requerimento, escrito ou verbal, para consulta do processo para se poder aquilar de toda a sua tramitação e assim dela se pode falar, com propriedade, frisando que o mandato judicial exerce-se nos Tribunais e não nos meios de comunicação social.

“A defesa da honra do Presidente do STJ impõe que se diga que, na verdade, a providência cautelar, de natureza jurídico constitucional foi indeferida tendo o processo sido reenviado para a primeira instância”, salienta a nota.

O partido politico Resistência da Guiné-Bissau-Movimento Bâ-Fatá, entrou com um incidente de fiscalização de constitucionalidade que, indica a nota, foi distribuído, no 18 do corrente mês, em reunião do plenário do STJ.

Segundo os advogados do PAIGC, o juiz à quem foi atribuído o referido processo indeferiu o pedido, por alegada falta de  pressupostos legais e legitimidade processual activa.

Acrescentaram que, uma vez  indeferido o requerimento da RGB,  as partes deveriam ser  notificadas, pondo termo ao processo, mas que “tal não aconteceu por razão que só o Presidente do Supremo Tribunal de Justiça pode dar explicações”.

Segundo advogados do PAIGC, José Pedro Sambú  “apropriou-se do processo e decidiu reafetá-lo à outro juiz do mesmo Tribunal”.ANG/LPG/ÂC//SG

 

Saúde/Coletivo de médicos recém-formados agradece Presidente da República pela concessão de bolsas para especialização ao grupo

Bissau, 20 Abr 23 (ANG) - O coletivo de médicos recém-formados agradeceu, quarta-feira, ao Presidente da República por ter sido disponibilizado ao grupo bolsas para especialização, em Venezuela, aos cerca de 200 médicos integrantes do coletivo.

“Estamos disponível e  a altura para usufruir das bolsas que o Presidente conseguiu para nós. Prometemos fazer de tudo para ter maior sucesso nos estudos com o objetivo de dar mais contributo para a melhoria do nosso Sistema Nacional de  Saúde, de modo a satisfazer, da melhor maneira, as necessidades dos nossos pacientes”, disse o porta-voz desse coletivo de médicos recém-formados, Mamame da Gama, a saída da audiência dom o chefe de Estado, Umaro Sissoco Embaló.

Mamame da Gama contou que o Presidente da República manifestou, de imediato, o interesse em diligenciar bolsas de especialização assim que o coletivo lhe fez o pedido nesse sentido.

São cerca de 200, os  médicos recém formados que deslocarão ainda no decurso deste ano para a  especialização, em Venezuela, no âmbito do acordo assinado aquando da visita que o Presidente da República Umaro Sissoco Embaló efetuou àquele pais, em Novembro de 2022. ANG/AALS/ÂC//SG



Legislativas de 04 de Junho/Presidente da República promete intervir para solucionar o pagamento de cerca de 128 milhões de fcfa aos brigadistas

Bissau, 20 Abr 23 (ANG) –  O Presidente da República prometeu intervir junto do Gabinete Técnico de Apoio ao Processo Eleitoral (GETAPE) para solucionar o problema de pagamento aos 855 brigadistas, relacionado aos 15 dias adicionais dos trabalhos de recenseamento eleitoral recentemente concluido.

A revelação foi feita na quarta-feira pelo porta voz dos brigadistas, Abduramane Bari à saida da audiência com Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló.

Em causa estão uma dívida no valor aproximado de  128 milhões de francos cfa.

ʺViemos a Presidência da República para ter com o chefe de Estado e dar-lhe conhecimento da situação que temos junto do Gabinete Técnico de Apoio ao Processo Eleitoral GTAPE, sobre o dinheiro atrasado que não nos pagaram pelo trabalho que fizemos”, salientou.

Bari disse que estão a falar de uma adenda de 15 dias depois de 60 dias do processo de recenseamento . ANG/MI
/ÂC//SG
   

Luta Livre/ Presidente da federação  da modalidade pede apoios ao  Presidente da República para se evitar a fuga de mais lutadores

Bissau, 20 abr 23 (ANG) – A Federação de Luta Livre da Guiné-Bissau pediu ao Presidente da República que usasse a sua magistratura de influência para juntos encontrarem a melhor saída para a situação de perda de atletas com que esta federação se depara.

O pedido foi feito, quarta-feira, pelo  Presidente da Federeção de Luta Livre, João Bernardino Soares da Gama, no âmbito de uma audiência  com o Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló.

Soares da Gama revelou que a Federação que dirige está a deparar-se com  dificuldades de vária ordem, nomeadamente, a falta de condições para os atletas,  facto que já  origina a  fuga de atletas para outros países.

“Acabamos de perder um atleta que é tricampeão de África, que ainda está na idade de continuar a combater, e que é um dos melhores no Centro de Alto Rendimento para África. Estamos a falar de Mbundé Cumba Mbali, que acabou por fugir por falta de condições”, lamentou.

Gama disse  estar preocupado para que a situação do género não volte a acontecer, porque, segundo diz, a luta livre é daquelas modalidades que a nível de África, a Guiné-Bissau se figura  ao alto nível.

“No ano passado, o país participou no campeonato de África, em Marrocos, e   ficou na 5ª posição no ranking global dos países. Ao falamos do 5° lugar e se tomamos em conta os países que participaram podemos dizer que estamos na boa posição”, disse

Bernardino Soares da Gama acrescentou que nos últimos jogos olímpicos, a Guiné-Bissau participou, “por mérito” com dois atletas ,quer dizer qualificou-se para estar presente nesse evento desportivo mundial.

O dirigente desportivo destacou que  Federação de Luta Livre é a que tem mais resultados desportivos a nível do país, com cerca de 80 medalhas conquistadas em competições internacionais, mas que continua com carências de vária ordem, razão pela qual decidiu pedir apoios do Presidente da República.

De acordo com  Soares da Gama, o encontro com Umaro Sissoco Embaló também serviu para informar ao Presidente da presença do técnico cubano do Centro de Alto Rendimento para África, sedeado na Costa de Marfim,  que veio  dar assistência técnica aos  atletas e treinadores guineenses, no quadro da  preparação do próximo campeonato de luta livre de África, que terá lugar de 15 à 21 de Maio, em Tunísia.

Disse que o Presidente prometeu  que tudo fará para que, pelo menos seja encontrada  uma saída para as situações que atualmente afligem a Federação de Luta Livre.

Talata Embaló, segundo  Bernardino Soares da Gama, foi o primeiro guineense que conseguiu a qualificação para jogos olímpicos, em 1996 e 2000. ANG/DMG/ÂC//SG



Desporto/”Só com investimento sério é que podemos avançar para os melhores dias no futebol feminino da Guiné-Bissau”, diz Ronise Rosa Mango

Bissau, 20 Abr 23 (ANG) – A atleta internacional guineense Runise Rosa Mango vulgo (Baiou), defendeu, terça-feira, que só com um investimento sério é que vai ser possível desenvolver  o futebol feminino na Guiné-Bissau.

Ronise Rosa Mango, fez essa abordagem, numa entrevista concedida ao programa “Jogo Aberto” da Rádio Jovem,  e criticou que, o futebol feminino não é respeitado na Guiné-Bissau, acrescentando que as dificuldades que as jogadoras do futebol feminino enfrentam, não as motivam a prosseguir a carreira.

“É importante investir no futebol feminino, porque é difícil trabalhar  sem ser valorizada As vezes, muitas atletas ficam pelo caminho por falta de motivação, e isso não vai ajudar, nem um pouco, o crescimento do nosso futebol feminino. Temos muitas meninas com talentos enormes de jogar futebol, mas para isso acontecer, devem  ser acompanhadas, pelas autoridades desportivas nacionais”, salientou.

A atleta contou que quando tinha 11 anos de idade, em 2017, acompanhava sempre a sua irmão que era jogadora da Sociedade Desportiva da Guiné-Bissau (SDGB).

Ronise Rosa acrescentou que, com o passar do tempo, integrou a equipa das mais novas, e anos depois da sua integração tornou-se a  aposta do técnico, para a equipa principal. “Foi assim que  comecei  a  afirmar como atleta”, disse.

Conhecida no mundo de futebol  por (Baiou), Rosa Mango representa a equipa Sociedade Desportiva da Guiné-Bissau (SDGB), conta com seis internacionalização pala Selecção Feminina de Sub-17, Sub-20 e principal da Guiné-Bissau (Djurtinhas).ANG/LLA/ÂC//SG     

Cooperação/”Guiné-Bissau quer aprofundar e dinamizar cooperação com Cabo Verde nas diferentes áreas de interesse mútuo” diz Salomé Allouche

 

Bissau,20 Abr 23(ANG) – A secretária de Estado das Comunidades , Salomé Allouche, manifestou  quarta-feira, na Cidade da Praia, o interesse da Guiné-Bissau em  promover e dinamizar as relações de cooperação com Cabo Verde nas diferentes áreas de interesse mútuo.

A governante  avançou estas informações à imprensa, no final de um encontro com o ministro cabo-verdiano das Comunidades, Jorge Santos, no quadro da sua visita oficial a Cabo Verde.

“Queremos reiterar aqui a nossa vontade de poder aprofundar e dinamizar a nossa relação em diferentes domínios de interesse mútuo através de implementação de acordos na área das Comunidades. Sabemos que o Governo de Cabo Verde e o ministro das Comunidades têm muita experiência nessa área então nós aproveitamos e falamos bastante sobre este assunto”, declarou.

Durante o encontro, prosseguiu, foi abordada a possibilidade da realização de uma comissão mista, mas frisou que a criação dessa comissão só será possível depois das eleições legislativas na Guiné-Bissau, previstas para 04 de Junho próximo.

Salomé Allouche manifestou ainda a vontade do seu país em celebrar o acordo de mobilidade e de livre circulação das pessoas com base na reciprocidade, entrada e permanência também das comunidades nos dois países: Guiné-Bissau e Cabo Verde.

“Temos também todo o interesse na criação e adopção de um projecto da mobilidade, de segurança social e acordo de reconhecimento da carta de condução tanto do cidadão guineense que vem para cá poderem utilizar a carta de condução e também a comunidade cabo-verdiana que vai para a Guiné-Bissau poderem, também, utilizar a carta”, indicou.

Apontou ainda a intenção de estabelecer uma troca de experiências em matéria da gestão das comunidades e na área da agricultura.

Por sua vez, o ministro das Comunidades de Cabo Verde Jorge Santos, destacou a importância das relações entre os dois países e a necessidade de apostar na melhor integração das comunidades.

“Queremos, na comissão mista entre Cabo Verde e a Guiné-Bissau, trazer a diáspora para a agenda e assinarmos um protocolo de gestão partilhada das nossas comunidades, na sua dimensão económica, do capital humano, entre outros”, referiu.

Santos considerou ainda importante o reforço da cooperação com a Guiné-Bissau para ajudar Cabo Verde na criação de condições para o mapeamento dos cabo-verdianos residentes naquele país.

Destacou ainda a possibilidade do reforço da cooperação na área da educação visando garantir a criação de condições de mobilidade na área da formação profissional, considerando “determinante” o reforço da cooperação na área dos transportes marítimos.

De acordo com a agenda de trabalho, Salomé Allouche será recebida pelo ministro de Estado, da Família, Inclusão e Desenvolvimento Social, Fernando Elísio Freire, e pela Alta Autoridade para a Imigração e ainda pelos presidentes das Câmaras Municipais de Santa Cruz e Santa Catarina.

De acordo com a programação, a agenda ainda integra uma visita ao Centro de Energias Renováveis e Manutenção Industrial (CERMI), Parque Tecnológico e Data Center e encontro com a comunidade bissau-guineense residente na Ilha de Santiago e com o primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva. ANG/Inforpress

 

           
Caso 01 de fevereiro
/ Cinco magistrados militares suspensos

Bissau,20 Abr 23(ANG) - Cinco dos sete magistrados da Promotoria de Justiça Militar da Guiné-Bissau foram suspensos por alegadamente se terem recusado a pegar no processo sobre a tentativa de golpe de Estado de 01 de Fevereiro de 2022.

Presidente do Tribunal Militar

Segundo a DW que cita fonte militar, os cinco magistrados foram suspensos pelo presidente do Tribunal Militar Superior, uma decisão efetivada desde o passado dia 11.

Os promotores em causa foram colocados à disposição do Estado-Maior General das Forças Armadas, "com o argumento de que são militares", disse a mesma fonte militar.

O presidente do Tribunal Militar Superior "achou uma insubordinação quando os cinco magistrados se mostraram relutantes em pegar no processo" dos acusados de tentativa de golpe de Estado, precisou a fonte.

A mesma fonte indicou à Lusa que desde a quinta-feira passada que os cinco magistrados deixaram de comparecer ao serviço, mas que também se apresentaram ao Estado-Maior General das Forças Armadas.

A fonte explicou que o presidente do Tribunal Militar solicitou, num primeiro momento, que dois magistrados pegassem no processo e que estes terão recusado e, num segundo momento, os restantes três disseram que "nem valia a pena serem solicitados porque a sua resposta seria a mesma".

Os promotores consideram ser incompetentes com base na lei guineense para assumir os autos do processo da tentativa de golpe de Estado e, segundo a fonte militar, evocaram como justificação o facto de a lei guineense reservar para a justiça civil a tutela de processos-crimes motivados pela tentativa de alteração da ordem constitucional e da vida do chefe de Estado.

Os promotores consideram ser incompetentes com base na lei guineense para assumir os autos do referido processo.

Em março, segundo a Lusa, o Tribunal Militar Regional de Bissau tinha remetido para a justiça civil os autos de envolvidos na tentativa de golpe de Estado de 01 de Fevereiro de 2022 por se considerar "incompetente à luz da lei guineense” para julgar o caso.

De acordo com fontes ligadas ao processo, o magistrado a quem foi entregue o dossiê, no início do mês de março, produziu um ofício a devolver para o Tribunal Regional de Bissau e com conhecimento do Ministério Público alegando não ter competência legal para apreciar o caso.

Aquela foi a terceira vez que o Tribunal Militar Regional de Bissau devolveu os autos relacionados com o processo da tentativa de golpe de Estado, que levou à detenção de cerca de 40 pessoas, entre civis e militares.

O Tribunal Regional de Bissau marcou para o passado mês de dezembro o início do julgamento dos suspeitos alegadamente envolvidos no ataque, mas à última da hora o processo foi adiado para uma nova data. O adiamento foi justificado com as obras em curso na zona histórica de Bissau onde se encontra o tribunal, o que poderia dificultar o acesso dos envolvidos no processo.

Entre as pessoas que deveriam ir a julgamento, encontram-se o ex-chefe da Armada guineense vice-almirante Bubo Na Tchuto, os oficiais Tchami Yalá, Papis Djemé e Domingos Yogna, embora estes três estejam ainda a monte.

No dia 01 de fevereiro homens armados atacaram o palácio do Governo onde decorria o Conselho de Ministros sob a presidência do chefe de Estado, Umaro Sissoco Embaló.

As autoridades consideraram ter-se tratado de uma tentativa de golpe de Estado, posição também defendida pelo Ministério Público.

Na sequência da ação morreram 12 pessoas, na sua maioria elementos da guarda presidencial.ANG/DW África

 

Portugal/Relatório avisa que temperaturas na Europa estão a subir duas vezes mais do que a média global

Bissau,20 Abr 23 (ANG) – As temperaturas na Europa estão a subir duas vezes mais que a média global e este aumento é mais rápido do que em qualquer outro continente, segundo o relatório "Estado do Clima Europeu 2022” hoje divulgado.

O relatório do Serviço de Monitorização das Alterações Climáticas Copernicus, um dos seis serviços de informação temáticos do programa de Observação da Terra da União Europeia, indica que o ano de 2022 foi o segundo mais quente na Europa desde que há registo, com 0,9 graus celsius (ºC) acima da média, e o verão foi o mais quente de sempre, com 1,4ºC acima da média.

“A Europa viveu o verão mais quente desde que há registo, agravado por vários eventos extremos, como ondas de calor intensas, condições de seca e incêndios florestais extensos”, precisa o documento.

Segundo o Copernicus, a maior parte da Europa Ocidental teve ondas de calor e as temperaturas no Reino Unido ultrapassaram os 40°C pela primeira vez, além de terem sido também registados os valores mais altos da temperatura média da superfície nos mares da Europa.

O relatório "Estado do Clima Europeu 2022” alerta para as consequências que o calor extremo registado no final da primavera e verão teve na saúde humana, frisando que o sul da Europa viveu um número recorde de dias com “stresse de calor muito forte" devido às ondas de calor extremas durante o verão.

O serviço europeu de observação da Terra sustenta também que a Europa está a assistir a uma tendência ascendente do número de dias de verão com "stresse de calor forte" ou "muito forte" e no sul da Europa existe já "stresse de calor extremo".

O Serviço de Monitorização das Alterações Climáticas do Copernicus salienta que um dos eventos mais significativos que afetou a Europa em 2022 foi a seca generalizada, tendo grande parte do continente registado durante o inverno de 2021-2022 menos dias de neve do que a média e muitas áreas chegaram a ter menos 30 dias.

Na primavera, a precipitação ficou abaixo da média numa grande parte do continente, nomeadamente no mês de maio, que registou a menor quantidade de chuva de sempre.

Segundo o relatório, a falta de neve no inverno e as altas temperaturas no verão resultaram numa perda recorde de gelo nos glaciares dos Alpes, o equivalente a uma perda de mais de cinco quilómetros cúbicos de gelo.

“A baixa precipitação, que se manteve durante todo o verão, aliada às excecionais vagas de calor, provocaram também uma seca generalizada e prolongada que afetou vários setores, como a agricultura, transportes fluviais e energia”, refere o relatório, frisando que a humidade nos solos foi a segunda mais baixa dos últimos 50 anos, com apenas áreas isoladas a apresentarem condições de humidade do solo mais húmidas do que a média.

O documento precisa que o ano de 2022 foi o mais seco na Europa desde que há registo, com 63% dos rios da Europa com fluxos abaixo da média e dá conta das condições de perigo de incêndio florestal em 2022, que foram acima da média durante a maior parte do ano, tendo os cientistas do Copernicus que monitorizam os fogos em todo o mundo encontrado aumentos significativos nas emissões de carbono em algumas regiões da Europa no verão do ano passado.

Segundo o Copernicus, as emissões totais de carbono estimadas nos países da UE para o verão de 2022 foram as mais altas desde 2007, com França, Espanha, Alemanha e Eslovénia a registaram os valores mais elevados dos últimos 20 anos e o sudoeste da Europa a registar alguns dos maiores incêndios verificados na Europa.

O relatório indica ainda que as temperaturas no Ártico aumentaram muito mais rapidamente do que na maior parte do resto do mundo, sendo 2022 o sexto ano mais quente desde que há registo, e a região mais afetadas foi o arquipélago norueguês de Svalbard, que teve o verão mais quente de sempre, com algumas áreas a atingirem temperaturas 2,5°C acima da média.

Durante o ano passado, a Gronelândia também teve condições climáticas extremas, incluindo calor e chuvas excecionais em setembro, uma época do ano em que a neve é o mais comum, registando nesse mês temperaturas médias até 8°C acima da média, além de a ilha ter sido afetada por três ondas de calor diferentes, o que causou um derretimento recorde da camada de gelo.

O Serviço de Monitorização das Alterações Climáticas do Copernicus segue a recomendação da Organização Mundial de Meteorologia para usar o período de 30 anos mais recente (1991-2020) para calcular as médias climatológicas. ANG/Lusa

 

Portugal/Chanceler alemão diz que ataque da Rússia desafia “arquitetura de segurança europeia”

Bissau,20 Abr 23 (ANG) – O chanceler alemão, Olaf Scholz, considerou quarta-feira em Lisboa que o ataque da Rússia à Ucrânia constitui “um desafio e uma ameaça para toda a arquitetura de segurança europeia”.

O político alemão está em Portugal para participar nas celebrações do 50.º aniversário da fundação do Partido Socialista (PS) e falava numa conferência de imprensa conjunta com o homólogo português António Costa.

“O ataque russo à Ucrânia é um desafio para todos nós. Não apenas uma ameaça para a Ucrânia, mas também constitui uma ameaça para toda a arquitetura de segurança europeia. Pretende substituir a ordem internacional baseada em regras pelo direito do mais forte, que manda nos seus vizinhos e isso não podemos nem queremos permitir”, assinalou o chefe do Governo alemão.

Após sublinhar o clima de confiança mútuo, os valores comuns e um consenso em torno de diversas questões decisivas à escala mundial, o dirigente social-democrata alemão – que se reuniu com António Costa ao início da tarde e durante cerca de uma hora e meia na residência oficial do primeiro-ministro em São Bento – frisou o compromisso de prosseguir um apoio “político, financeiro, humanitário” à Ucrânia.

“E também com armamento, como temos feito e enquanto for necessário”, frisou.

Neste âmbito, emitiu um “especial reconhecimento” pelo apoio de Portugal à Ucrânia, designadamente a “disponibilização” de três carros de combate tipo Leopard II, de fabrico germânico, e já enviados para o terreno.

“Um sinal muito importante” na perspetiva da colaboração entre os dois países, assinalou Scholz.

“Em paralelo, a União Europeia (UE) tem de desempenhar melhor a sua função geopolítica, e melhorar a capacidade de ação da UE nomeadamente no que diz respeito ao alargamento global dos Balcãs ocidentais, e também da Ucrânia, Geórgia”, prosseguiu.

O chanceler alemão, e já no período de perguntas e respostas, sustentou a necessidade de preparar um “futuro europeu”, também assente na estabilidade financeira da zona euro, e em garantir relações comerciais mais diversificadas e acordos comerciais mais amplos.

“Portugal é também um bom parceiro no combate às alterações climáticas e está entre os primeiros na área da economia verde”, acrescentou Scholz, após o encontro no qual os dois governantes abordaram a questão das alternativas energéticas, aceleradas pelo conflito ucraniano, e também assente num “corredor verde de hidrogénio”.

Sobre a necessidade de um instrumento financeiro permanente da UE para evitar crises, o chanceler alemão voltou a sublinhar a necessidade de uma crescente cooperação entre os diversos Estados-membros do bloco comunitário e considerou que o fundo de cooperação europeu contribuiu para a estabilização das economias.

“Uma atuação que teve efeito, e muitos desses fundos vão permanecer disponíveis durante muitos anos na perspetiva de finanças sãs, e com um enorme esforço de Portugal nesta área”, destacou.

Numa referência final ao conflito ucraniano, Scholz adiantou outros aspetos abordados na reunião com Costa.

“Temos a esperança de um fim rápido da guerra, mas pode ser algo que vai durar e também abordámos este aspeto e trocámos opiniões”, disse Olaf Scholz, destacando ainda as prioridades estabelecidas no período atual: “O envio de sistemas de defesa antiaéreos, tanques, sistemas portáteis e outros sistemas ligados ao sistema norte-americano Patriot, tanques de combate e respetivas munições” para Kiev.

A ofensiva militar russa no território ucraniano, lançada a 24 de fevereiro do ano passado, mergulhou a Europa naquela que é considerada a crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Já numa breve referência à atual crise no Sudão, palco de combates que opõem desde sábado o exército ao grupo paramilitar Forças de Apoio Rápido (RSF, na sigla em inglês), o político alemão indicou tratar-se de uma situação “difícil e perigosa” que deve ser acompanhada “com muita atenção”. ANG/Lusa

 

Iémem/Noventa pessoas morreram  após movimento de multidão devido a oferendas

Bissau, 20 Abr 23 (ANG) – Noventa  pessoas morreram e centenas ficaram feridas após uma multidão se ter deslocado a uma escola em Sanaa, no Oeste do país, para receber oferendas em dinheiro de forma a assinalar o Ramadão.


As oferendas do Ramadão, uma tradição comum neste período festejado pelos muçulmanos, geraram o caos na cidade de Sanaa, cidade dominada pelos rebeldes, no Iémen. Centenas de pessoas dirigiram-se para uma escola onde estava a ser oferecido dinheiro, cerca de oito dólares, a cada família.

Num dos países mais pobres do Mundo e onde 17 milhões de pessoas estão ameaçadas pela fome, o oferta desta sema de dinheiro causou um movimento de multidão que matou pelo menos 90 pessoas.

Em imagens da televisão iraquiana, pode ver-se que centenas de pessoas ficaram encurraladas num espaço limitado e era difícil retirar quem quer que fosse da multidão. Segundo relatos, muitas das pessoas mortas são mulheres e crianças. Estima-se que tenham ficado feridas cerca de 320 pessoas.

Este incidente acontece na véspera do Eid al-Fitr, que assinala o fim do Ramadão no mundo muçulmano e se celebra entre hoje e sexta-feira.

Os rebeldes Huthis informaram que uma comissão foi criada para investigar este incidente e que três pessoas foram já detidas por suspeitas de envolvimento. Logo após este movimento de multidão, as famílias tentaram encontrar as suas famílias no hospital mais próximo, mas a entrada foi-lhes negada.

Desde 2014 que os rebeldes Huthis tomaram esta região do Iémen e travam uma guerra contra a coligação militar liderada pela Arábia Saudita que tenta restabelecer o domínio nesta área do país. Milhares de pessoas já morreram nesta guerra e cerca de 23,4 milhões de pessoas precisam de ajuda humanitária, segundo o Programa Alimentar contra a Fome das Nações Unidas.

Na semana passada, aconteceu uma das maiores trocas de prisioneiros entre os dois lados do conflito, levando a acreditar num possível processo de paz que coloque um ponto final a esta guerra civil. ANG/RFI

 

Cabo Verde/ Países da CPLP partilham experiência para combater a poluição plástica

 

Bissau, 20 Abr 23 (ANG) -Representantes de Cabo Verde, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe, ligados ao ambiente, encontram-se reunidos no Sal, num workshop, para durante dois dias partilharem experiências sobre a poluição por plásticos, e encontrar solução para a problemática.

Organizado conjuntamente com o Governo de Cabo Verde, GRID-Arendal e ICN, a iniciativa realiza-se, também, no âmbito do “Effective Capacity Building for Global Plastics Treaty in Africa” (AFRIPAC), projecto que procura identificar as necessidades de capacidade para participar nas reuniões do Comité Inter-governamental de Negociação (INC) para a proposta de Tratado sobre Poluição Plástica.

Nesta base, pretende-se com esta partilha de informações sobre a poluição por plásticos nos três países, discutir as necessidades de capacitação de cada um, para chegar ao Lixo Plástico Zero.

Para a directora nacional do Ambiente, Ethel Rodrigues, trata-se de uma oportunidade para ajudar o País a encontrar formas de minimizar o uso de plástico, principalmente os plásticos descartáveis.

Lembrando que Cabo Verde já faz um combate ao plástico logo à entrada, dispondo também de uma legislação para o efeito, a mesma fonte compreende, entretanto, que a resolução ou minimização do problema passa, sobretudo, pela mudança de mentalidade das pessoas.

“A legislação pode ser bonita, prevê uma série de condições que se implementadas, efectivamente, trariam uma vantagem enorme. Mas sem a participação, colaboração e mudança de mentalidade das pessoas sobre a forma como utilizamos o plástico… não chegaremos lá”, analisou.

Fazendo essa leitura, Ethel Rodrigues defende, por outro lado, campanhas de sensibilização e divulgação junto da população, por forma a se poder alcançar os objectivos preconizados, nesse sentido.

João Matos de Sousa, gestor sénior do programa na União Internacional da Conservação da Natureza (IUCN), que trabalha há dez anos na área dos plásticos, explicou por seu lado, que o projecto surge em Cabo Verde por se compreender que o conhecimento tem que ser utilizado para beneficiar os países.

“Uma vez que se aproxima um Tratado importantíssimo a nível internacional sobre plásticos, desenvolver capacidade dos países, de negociação, aprovação ou não deste tratado, é essencial”, sublinhou.

Conta, nesta medida, que o projecto divide-se em duas partes, isto é, primeiro ouvir os países sobre as necessidades, depois estabelecer as soluções e trabalhar no sentido de capacitá-los na tomada de decisões nesse tipo de convenções internacionais. ANG/Inforpress

 

Bélgica/Hungria levanta veto a novo acordo de relações UE com África, Caraíbas e Pacifico

Bissau,20 Abr 23(ANG) – A Hungria anunciou quarta-feira que levantou o veto sobre o novo acordo para as relações políticas e económicas da União Europeia (UE) com os países de África, Caraíbas e Pacífico, após dois anos de bloqueio.

Numa mensagem nas redes sociais, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Peter Szijjártó, avançou que Budapeste vai assinar o acordo, conhecido como acordo pós-Cotonu, que rege as relações da UE com o bloco de 79 países, porque recebeu “garantias” de que não haverá interferência na política de migração e minorias sexuais de cada um dos signatários.

“O Governo não autorizou a assinatura do acordo até receber as garantias necessárias. As decisões sobre a migração e o mercado de trabalho continuarão a ser competência nacional e as crianças serão protegidas da propaganda LGBTQ” (sigla que significa Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgénero), escreveu o ministro.

O chefe da diplomacia húngara especificou que será acrescentado um documento à base do acordo para “deixar claro” que o acordo pós-Cotonu não afecta as competências nacionais em matéria de migração e educação sexual.

O acordo tem ainda de ser revisto pelos 27, a nível de embaixadores junto da UE, que esta tarde esperam poder formalizar a assinatura do documento e lançar a sua adoção por procedimento escrito.

Fontes diplomáticas consultadas pela Europa Press salientaram que não existe, contudo, um acordo total devido a problemas com o procedimento para alguns Estados-membros, pelo que a assinatura formal pode não ser iminente, apesar de a Hungria ter finalmente levantado o seu veto.

O acordo para modernizar o quadro geral das relações com os países de África, Caraíbas e Pacífico procura ir “mais além” da política de desenvolvimento e centrar-se em domínios como a paz e a segurança, a criação de emprego, o desenvolvimento económico ou as alterações climáticas.

Este novo acordo vem renovar um anterior, conhecido como acordo de Cotonu, que está em vigor há 20 anos, e a sua adoção pela UE está bloqueada há dois anos pela relutância de Budapeste. ANG/Inforpress/Lusa

 

quarta-feira, 19 de abril de 2023

UNTG/Secretário-geral acusa ex-candidado Laureano Pereira de  pretender desestabilizar  a organização

Bissau, 19 Abr 23 (ANG) – O Secretário-geral da União Nacional dos Trabalhadores da Guiné(UNTG), acusou esta, quarta-feira, o seu rival na corrida para a liderança da UNTG, Laureano Pereira, de “pretender desestabilizar” a central sindical.

Júlio Mendonça  falava hoje numa conferência de imprensa  sobre a situação jurídica da atual direção da UNTG, eleita em congresso, em Outubro, do ano passado, entretanto não reconhecido por parte dos delegados que inclusive preparam outro congresso para eleger nova direção.

Mendonça diz que  o congresso é um assunto encerrado desde o dia 22 de Outubro de 2022, e anuncia haver uma queixa junto a Polícia Judiciária para se impedir que a ala liderada por Laureano Pereira continuasse a falar em nome da UNTG e utilizasse seus símbolos.

Acrescenta que  que o processo já se encontra no Ministério Público para  efeitos de abertura de um processo crime contra Laureano Pereira e seus apoiantes.

“São os governantes do país e militantes dos partidos politicos é que estão a apoiar o Laureano, por isso é que está a comportar desta forma”, disse.

Júlio Mendonça diz que não  é da UNTG o congresso que a outra ala está a preparar  “porque o encontro magno já se realizou” e que agora a preocupação é a “sensibilização dos trabalhadores sobre a implementação do novo Côdigo de Trabalho”.

O congresso que terá reconduzido Júlio Mendonça nas funções de Secretário-geral da UNTG decorreu sob perturbações de delegados e mais tarde das foças da ordem, que haviam sido requisitados para manter a ordem.

 “Aconteceu o contrário. Os polícias impediram aos congressistas o acesso ao lugar onde devia decorrer a votação e os delegados decidiram, por unanimidade, votar debaixo das mangueiras”, disse.

ANG/MSC/ÂC//SG