sexta-feira, 5 de maio de 2023

Moscovo/Rússia insiste no envolvimento dos EUA no alegado ataque ao Kremlin

Bissau, 05 Mai 23 (ANG) – O chefe da diplomacia russa, Serguei Lavrov, insistiu hoje no envolvimento dos Estados Unidos no alegado ataque contra o Kremlin (presidência), defendendo que não poderia ter ocorrido sem o conhecimento de Washington.

“Trata-se de um ato hostil. É evidente que os terroristas de Kiev não o poderiam ter cometido sem que os seus chefes tivessem conhecimento”, afirmou Lavrov durante uma viagem à Índia, citado pela agência francesa AFP.

Moscovo acusa os Estados Unidos e os seus aliados de estarem envolvidos numa guerra “por procuração” contra a Rússia através da Ucrânia, que invadiu em 24 de fevereiro de 2022.

A Rússia atribuiu um ataque com ‘drones’ (aeronaves não tripuladas) contra a sede da presidência russa, em Moscovo, na terça-feira à noite, às forças ucranianas com o apoio dos Estados Unidos.

Moscovo disse que o Presidente russo, Vladimir Putin, não estava no Kremlin no momento do alegado ataque, mas considerou tratar-se de uma tentativa para o assassinar.

A Ucrânia negou qualquer responsabilidade, bem como os Estados Unidos.

“A capacidade de mentir dos nossos amigos ucranianos e ocidentais é bem conhecida”, reagiu Lavrov em Goa, após uma reunião dos chefes da diplomacia da Organização de Cooperação de Xangai, que integra também China, Índia, Paquistão, Cazaquistão, Quirguistão, Tajiquistão e Uzbequistão.

O ministro dos Negócios Estrangeiros russo insistiu que Moscovo tomará medidas de retaliação contra a Ucrânia, mas sem especificar.

“Somos muito pacientes”, acrescentou, segundo a agência espanhola Europa Press.

Num comunicado divulgado na quinta-feira, a diplomacia russa já tinha advertido que Moscovo “responderá de acordo com a avaliação da ameaça que Kiev criou para a liderança” da Rússia.

O ministério de Lavrov reafirmou também a acusação de que Kiev tem o apoio de países ocidentais, que lhe fornecem armas e informações, treinam os militares e “apontam-lhes alvos”.

Diversos analistas ocidentais admitiram que o incidente, mostrado pelas televisões russas, terá sido organizado por Moscovo como um ato de propaganda.

O Instituto para o Estudo da Guerra (ISW, na sigla em inglês), com sede nos Estados Unidos, considerou como “extremamente improvável” que ‘drones’ pudessem atravessar os vários sistemas de defesa antiaérea instalados em Moscovo.

Imagens de satélites, captadas em janeiro, mostram que as autoridades russas instalaram sistemas de defesa de mísseis Pantsir terra-ar perto de Moscovo para o fortalecimento de círculos defensivos à volta da capital do país.

Para o ISW, um ataque “não detetado” pelos sistemas de defesa contra um objetivo tão importante como o Kremlin constituiria uma “grande vergonha para a Rússia”.

A invasão russa da Ucrânia desencadeou uma guerra que mergulhou a Europa naquela que é considerada como a crise mais grave de segurança desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

O número de baixas civis e militares não é conhecido, mas diversas fontes, incluindo a ONU, dizem que será muito elevado. ANG/Lusa

 

EUA/Quatro extremistas de direita considerados culpados de ataque ao Capitólio

Bissau, 05 Mai 23 (ANG) – Quatro membros do grupo de extrema-direita Proud Boys, entre os quais o líder Enrique Tarrio, foram considerados culpados na quinta-feira de conspirar para cometer sedição, pelo ataque de 06 de janeiro de 2021 ao Capitólio.

Além de Tarrio, os outros membros do Proud Boys considerados culpados são Ethan Nordean, Joseph Biggs e Zachary Rehl.

Só por esta acusação, cada acusado está sujeito a uma pena que pode atingir os 20 anos de prisão.

Estes dirigentes do grupo foram também declarados culpados de conspirar para obstruir a certificação dos resultados das eleições presidenciais de novembro de 2020, nas quais o democrata Joe Biden derrotou o então incumbente, Donald Trump.

Foram ainda considerados culpados de uma terceira acusação, a de conspiração para interferir nas funções dos membros do Congresso nesse dia.

Os veredictos foram tomados ao fim de sete dias de deliberações em tribunal federal de Washington. Este julgamento foi o último de três grandes casos de sedição que os procuradores federais apresentaram contra figuras-chave do ataque ao Capitólio.

Em 06 de janeiro de 2021, cerca de 10 mil pessoas marcharam para o Capitólio, 800 das quais irromperam nas instalações do Congresso, quando este estava reunido para ratificar a vitória eleitoral de Biden. Na altura morreram cinco pessoas e cerca de 140 agentes policiais foram agredidos. ANG/Lusa

 

           Ruanda/Cento e trinta  vítimas mortais após chuvas torrenciais

 Bissau, 05 Mai 23 (ANG) - As chuvas torrenciais, que caíram na noite de terça para quarta-feira no Ruanda, provocaram inundações no Oeste e no Norte do país. A catástrofe fez 130 vítimas mortais.

No Distrito de Rubavu, onde houve muitas inundações, os habitantes enterram neste momento os mortos. A catástrofe fez 130 vítimas mortais, segundo o porta-voz adjunto do Governo, Alain Mukuralinda. Cinco pessoas continuam desaparecidas, e 77 foram feridas, inclusive 36 estão ainda hospitalizadas.

O Distrito de Rubavu foi afectado pelas intempéries que surpreenderam, durante o sono, as populações durante a noite de terça para quarta-feira. Ao longo da estrada principal, as casas estão completamente destruídas. Em Mahoko, vila a doze quilómetros da cidade de Rubavu, onde o rio Sebaya saiu do leito e inundou centenas de habitações.

Os habitantes tentam desde já recuperar o que não foi destruído. Há pessoas alojadas num dos centros de acolhimento, local onde foram colocados os deslocados pelas autoridades, esperando por uma solução permanente.

As zonas afectadas foram os Distritos de Rutsiro, Rubavu, e Karongi, bem como as áreas próximas do Lago Kivu.

Em declarações à RFI, Alain Mukuralinda, porta-voz adjunto do Governo, admitiu que o balanço é pesado:

“Houve muitas destruições, muitos feridos. As pessoas têm de evitar as zonas dos estragos. Estamos a concentrar as pessoas que tiveram problemas para as colocar em zonas identificadas. É o mais importante. Acho que as pessoas ficaram presas porque começou a chover durante a noite, quando as pessoas estavam em casa, quando estavam a dormir e ficaram presas. Se a chuva tivesse caído durante o dia, elas podiam ter fugido a tempo. Mas como as pessoas estavam a dormir, foram apanhadas de surpresa durante o sono, e acho que é por isso que temos um balanço muito pesado”, concluiu.

As inundações e os deslizamentos neste período de chuvas intensas são habituais. 60 mortos foram registados entre os meses de Janeiro e de Abril pelas autoridades.

De notar que no Ruanda, nos últimos cinco anos, na Província do Norte, uma das regiões mais afectadas habitualmente, 200 mortos foram contabilizados e 5000 casas destruídas.

As chuvas sazonais, muito fortes este ano, também provocaram estragos no Uganda. Seis pessoas morreram na vila de Biizi. ANG/RFI

 

 

Unicef/Mais de 1,5 milhões de crianças em risco de vida no Corno de África devido à seca

Bissau, 05 Mai 23(ANG) – Mais de 1,5 milhões de crianças nos países do Corno de África enfrentam risco de vida devido aos efeitos da pior seca dos últimos 40 anos na região, alertou  o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

“Depois de cinco estações chuvosas fracas ou que falharam nos últimos três anos no Corno de África, muitas famílias perderam o seu gado, as suas colheitas e todo o seu sustento, colocando em risco a vida de mais de 1,5 milhões de crianças devido à desnutrição aguda grave”, destaca um comunicado da agência da ONU divulgado em Nairobi.

Segundo a Unicef, “mesmo após as recentes chuvas, o solo ressequido não consegue absorver toda a água, o que provoca inundações e mais devastação”.

Citada na nota, a diretora-executiva da Unicef, Catherine Russell, que se encontrou na terça-feira, no leste do Quénia, com famílias e refugiados, salientou que apesar de finalmente ter começado a chover “o caminho para a recuperação é longo”.

“As crianças continuam a ter fome, correm o risco de contrair cólera, precisam de frequentar a escola e muitas não têm perspetivas de regressar a casa. Será necessário tempo e empenho por parte da comunidade internacional para que estas comunidades comecem a recuperar”, destacou Catherine Russell, após uma visita a Garissa, uma zona afetada pela seca, e ao campo de refugiados de Dadaab.

“As famílias perderam a maior parte do seu gado e as novas colheitas levarão meses a crescer. Agora enfrentam inundações”, acrescentou.

A Unicef recorda que a seca no Corno de África foi agravada por anos de conflito e insegurança, pelos impactos socioeconómicos da pandemia de covid-19 e pelo aumento dos preços dos alimentos e dos combustíveis, em parte devido à guerra na Ucrânia.

“No Quénia, na Etiópia e na Somália, mais de 2,5 milhões de pessoas foram deslocadas devido à seca. À medida que as famílias são levadas à beira do abismo, as crianças passam fome, faltam à escola, são forçadas ao trabalho infantil ou ao casamento precoce e adoecem, nomeadamente devido a surtos de cólera. Com os ciclos de seca seguidos de inundações, a próxima crise devastadora pode ocorrer antes de as crianças e as suas famílias terem tido a oportunidade de recuperar”, vinca-se no comunicado.

Para financiar este ano os projetos de ajuda humanitária na região, a Unicef está a solicitar 759 milhões de dólares (686 milhões de euros) para “prestar apoio vital” a 16,6 milhões de pessoas – incluindo 12,2 milhões de crianças – na Etiópia, Quénia e Somália.

Desse montante, 137,5 milhões de dólares (124,4 milhões de euros) são necessários para o Quénia e são necessários mais 690 milhões de dólares (624 milhões de euros) para apoiar comunidades das zonas afetadas pelas alterações climáticas em 2023 e 2024. ANG/Inforpress/Lusa

 

Sudão/ Amigos de ontem inimigos de hoje     “Por Frederico Issuzo,da ANGOP”                                                   

Bissau, 05 Mai 23 (ANG) – Depois de sistemáticas crises no Leste da República Democrática do Congo (RDC), cuja resolução conta com forte empenho das autoridades angolanas, a União Africana (UA) acaba de confrontar-se com mais um duro desafio: apaziguar o Sudão.

A organização, que busca por soluções duradouras para pôr fim ao conflito entre a RDC e o Rwanda, tem agora sobre a mesa o dossier Sudão, país onde paira uma ameaça de nova guerra civil, de consequências imprevisíveis.

A poucos dias do 60.º aniversário da sua fundação, a organização pan-africana, criada a 25 de Maio de 1963, vê crescer o mapa de zonas turbulentas no continente, realidade que desafia a sua autoridade e capacidade de influência.

A virulência dos combates nas ruas da capital sudanesa, Cartum, iniciados a 15 de Abril deste ano, já provocou um número assustador de vítimas, com altos fluxos de refugiados contabilizados, diariamente, em direcção aos países vizinhos.

Isso obrigou a evacuação geral daquele país de diplomatas e cidadãos estrangeiros de quase todas as nacionalidades, num cenário caótico e de pânico generalizado.

Em menos de duas semanas, os confrontos fizeram mais de 500 mortos e quatro mil feridos, enquanto dezenas de milhares de pessoas abandonaram o país.

As projecções da ONU apontam para cerca de 800 mil refugiados esperados nos Estados vizinhos, depois dos mais de 100 mil já chegados a países como o Sudão do Sul, o Tchad, a Etiópia, o Egipto, a Eritreia e outros.

No centro da disputa estão o actual chefe de Estado de facto, Abdel Fattah al-Burhan, e o seu adjunto Mohammed Hamdan Dagalo “Hemetti”, que num passado recente se juntaram para destituir o Presidente Omar al-Bashir.

Burhan e Hemetti são dois generais aliados que se desentenderam sobre a condução do processo de  transição gerado pelo golpe de Estado militar de 2019 contra o regime de Omar al-Bashir, o seu mentor comum. 

Chefe máximo das Forças Armadas Sudanesas (FAS), o general Burhan preside à Junta que governa actualmente o Sudão, enquanto Hemetti, seu vice, lidera as Forças de Apoio Rápido (RSF, sigla em inglês), poderosa milícia herdeira do grupo Janjawid de Darfur. 

O pomo da discórdia teria sido uma tentativa de Burhan de dissolver as RSF para a sua integração no Exército regular, o que Hemetti não via com bons olhos.

Este último estaria a recear a perda eventual da sua influência política proporcionada, em parte, pelo poder econômico conquistado à frente desta milícia criada por Bashir e detentora de um vasto património financeiro.

Para Hemetti, a espoliação dos recursos económicos e financeiros das RSF e o seu afastamento dos corredores do poder seriam os verdadeiros objectivos do projecto integracionista fomentado por Burhan.

Apercebendo-se deste “perigo iminente”, Hemetti ter-se-ia adiantado no terreno, fazendo transportar sorrateiramente as suas tropas para Cartum e abrir as hostilidades.

Com cerca de 46 milhões de habitantes e uma área de 1,8 milhão de quilómetros quadrados, o Sudão é hoje o terceiro maior país de África, em termos de superfície, depois da Argélia e da RDC.

Já foi o país mais vasto do continente africano antes da secessão do sul, em 2011, na sequência de um referendo organizado de 9 a 15 de Janeiro do mesmo ano.

Omar al-Bashir governou o Sudão de 1989 a 2019, antes de ser derrubado pelos militares sob as ordens de Barhan e Hemetti, em 11 de Abril de 2019, durante uma revolta popular provocada pela subida do preço do pão.

A revolução começou, em 19 de Dezembro de 2018, com  manifestações de rua para protestar contra tal aumento, numa altura em que o país enfrentava uma hiperinflação que atingira os 70 por cento.

Os manifestantes passaram a exigir a partida de Bashir, que, entretanto, se recusava a deixar o poder, permitindo a repressão violenta dos protestos, até 11 de Abril de 2019, quando as chefias militares ordenaram a sua prisão.

Mas a detenção de Bashir não bastou para pôr fim aos protestos de rua, porque os manifestantes passaram a exigir que os militares entregassem o poder aos civis.

Depois do “Massacre de Cartum”, em que morreram mais de 100 pessoas na repressão dos protestos, em 3 de Junho do 2019, uma aliança dos grupos organizadores das manifestações assinou com os militares um Acordo Político de Transição e um Projecto de Declaração Constitucional.

Foi então criado um Conselho de Soberania integrado por civis e militares, como principal órgão do Estado coadjuvado por um primeiro-ministro na pessoa de Abdalla Hamdok, um economista de 61 anos e antigo funcionário das Nações Unidas.

Mas, em 25 de Outubro de 2021, os militares detiveram os integrantes civis do governo de transição, incluindo Abdalla Hamdok, num golpe de Estado liderado por Burhan, que em seguida declarou Estado de Emergência.

Este acto pôs fim ao acordo de partilha de poder entre os militares e os civis e que devia desembocar na organização de eleições em finais de 2023.

Cerca de um mês antes, o governo do primeiro-ministro Hamdok havia denunciado uma tentativa de golpe orquestrada pelos militares, o que levou à detenção de 40 elementos das Forças Armadas.

Hamdok viria a ser reconduzido ao seu posto, em 21 de Novembro de 2021, na sequência de um acordo político assinado por Burhan, para devolver a transição a um governo civil e libertar todos os presos políticos detidos durante o golpe.

Em 2 de Janeiro de 2022, Hamdok anunciou a sua demissão do cargo de primeiro-ministro, na ressaca de uma das mais mortíferas manifestações de rua em que foram detidas mais de mil pessoas, incluindo 148 crianças, por contestarem contra o golpe de Estado.

Em finais de 2022, iniciaram-se negociações com mediação internacional para um novo plano de devolução da transição aos civis, cujos termos e condições expuseram as divergências entre Burkan e Hemetti que degeneram nos violentos confrontos iniciados a 15 de Abril de 2023. 

Tentativas de negociações indirectas entre Hamdok e os militares para a libertação dos prisioneiros políticos e restaurar a partilha do poder foram sem sucesso.

O novo conflito sudanês nasce numa altura em que África  tem profundas crises políticas ainda por resolver, no Mali, no Burkina Faso e na Guiné-Conakry, entre outros, sem falar da secular hipertensão diplomática entre o Rwanda e a vizinha RDC.

No Mali e no Burkina Faso, uma sucessão de golpes de Estado, iniciada em 2020, foi justificada pelos militares por uma alegada incapacidade dos poderes então destituídos para erradicar o terrorismo jihadista que semeava terror e insegurança entre as populações do Sahel.

Até França, antiga potência colonial, pagou as favas com a perda para a Rússia dos privilégios da cooperação bilateral e a saída compulsiva das suas tropas antes estacionadas nos dois países para ajudar a combater o jihadismo.

Por seu turno, os militares na Guiné-Conakry invocaram má governação e desrespeito aos princípios democráticos para derrubar Alpha Condé, a 5 de Setembro de 2021, após a sua controversa reeleição para um terceiro mandato. 

E tanto no Mali quanto no Burkina Faso, acalentou-se esperanças de um regresso rápido à paz e à estabilidade, quando os militares proclamaram a sua determinação de fazer da segurança o objectivo principal da sua acção.

Às sanções impostas pela União Africana e por organismos sub-regionais, incluindo a suspensão das instâncias internacionais e embargos económicos e financeiros, os militares responderam com indiferença e desprezo, depois de várias tentativas fracassadas de mediação.

Hoje, decorridos três anos desde então, quase nada mudou. Pelo contrário, há uma tendência geral de agravamento da situação, com uma nova onda de ataques ou atentados mortíferos contra alvos civis e militares.

Os últimos desenvolvimentos no terreno confirmam que os militares não foram capazes de reverter a tendência da insegurança crescente e o futuro continua incerto.

Os ataques armados continuam a ceifar vidas de civis e soldados malianos e burkinabes, ao passo que Conakry está a braços com um descontentamento popular generalizado por falta de electricidade.ANG/Angop

 

quinta-feira, 4 de maio de 2023

Cooperação/Governo e  União Europeia assinam acordo para o desenvolvimento urbano verde e inclusive

Bissau,04 Mai 23(ANG) – O governo através do Ministério das Finanças e a União Europeia, assinaram hoje, em Bissau,  dois acordos sobre o desenvolvimento urbano verde e inclusivo, que prevê o investimento de  38  milhões de euros cerca de 25  mil milhões de francos CFA.

Segundo  o ministro das Finanças, Ilídio Vieira Té  o referido acordo se enquadra  no programa multianual indicativo de cooperação entre a Guiné-Bissau e a União Europeia.

O governante recordou que, no decurso do ano em curso, já foram assinados dois outros acordos de financiamentos, sendo o principal relacionado com o reforço da capacidade governativa no sector da saúde e educação.

Vieira Té frisou que o segundo componente do acordo está relacionado com a intervenção no domínio de saneamento básico, ou seja na gestão dos resíduos.

“O país se depara com enormes problemas em termos de saneamento básico nos seus diferentes bairros”, salientou.

Aquele responsável disse que a escolha do domínio de saneamento básico constitui um ponto muito importante e crucial para que o país possa, de facto, erguer-se neste domínio.

O ministro das Finanças disse que o acordo irá abranger igualmente o domínio da água potável, que diz ser as  carências que ainda persistem na capital Bissau e nas regiões do país, para que toda a populações possa ter água de qualidade para o seu consumo.

O embaixador da União Europeia na Guiné-Bissau, Artis Bertulis, explicou que o referido montante divide-se em 17 milhões de euros para a educação e  formação profissional, e 21 milhões para as cidades verdes e inclusivas.

“Este financiamento se inscreve  no Programa indicativo Plurianual da União Europeia com a Guiné-Bissau para o período 2021-2027 que tem um valor de 112 milhões de euros”, disse o embaixador.

Aquele diplomata disse que o Programa Indicativo Plurianual para a Guiné-Bissau identifica três domínios prioritários de intervenção, nomeadamente, desenvolvimento urbano, economia verde e inclusiva, boa governação e estabilidade. ANG/ÂC//SG

Negócios/Governo e PNUD promovem Fórum sobre Indústria Criativa e Propriedade Intelectual

Bissau ,04  Mai  23 (ANG) – O Governo através do Ministério da Cultura, Juventude e Desportos e o Fundo das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), promovem a partir desta, quinta-feira, em Bissau, um Fórum Sectorial sobre Indústria Criativa e Propriedade Intelectual denominado de Bissau Rising, com objectivo de catalisar a economia criativa.


Falando no acto de abertura do evento, o ministro da Cultura, Juventude e Desportos, Augusto Gomes disse que a iniciativa tem vindo a proporcionar um espaço de reflexão sobre a vida pública do país, frisando que a indústria cultural criativa é também um sector de oportunidade para o investimento .

“Em Novembro do ano passado tivemos o primeiro Bissau Rising onde refletimos sobre as oportunidades que a Guiné-Bissau oferece para o investimento, evoluímos rapidamente para chegarmos a essa conclusão de como o sector da cultura e da arte podem contribuir para, de uma forma séria, para o investimento no país”, disse.

Gomes frisou que a iniciativa é um privilégio para o setor e  que irão fazer de tudo  para que a reflexão que saíra do  Bissau Rising sobre setor da indústria possa inspirar  as mulheres e homens da cultura, e aos  empresários a construírem projetos sustentáveis no setor .

Por seu turno, o representante do PNUD na Guiné-Bissau, Tjark Egenhoff disse que esta segunda fase do Bissau Rising é tão importante como o primeiro.

“Poderíamos ter escolhido falar da agricultura ,dos transportes, mas acho que essa opção que combina a expressão genuína humana com a oportunidade económica foi uma boa escolha e deve-se iniciar com artes criativa uma vez que o país celebra este ano os seus 50 anos da independência”, disse Egenhoff.

Segundo o representante do PNUD,  para  isso, precisa-se de uma expressão e também de um sonho de deixar não só um legado, mas de pensar o futuro bem como  o desenvolvimento económico social ,ambiental e politico da Guiné-Bissau.

No encontro de três dias os participantes vão discutir temas como indústria criativa e caminhos para o desenvolvimento, propostas de fortalecimento da regulamentação para organização e procedimento dos actores culturais entre outros .

A cerimónia de abertura do fórun contou com as presenças  dos embaixadores de Cabo Verde, Nigéria e Africa do Sul, para além de homens e mulheres ligados a arte e cultura,  bancos comerciais e empresários nacionais e estrangeiros.ANG/MSC/ÂC//SG

 

 

 

 

     Repatriamento/Estudantes guineenses no Sudão regressam ao país

 
Bissau, 04 Mai 23 (ANG) – Os nove estudantes guineenses que se encontravam no Sudão regressaram na, quarta-feira, ao país, graças as diligências  do Executivo  e da Presidência da República.


Em declarações à imprensa no aeroporto Internacional Osvaldo Vieira,em Bissau, após à chegada dos estudantes, a Secretária de Estado das Comunidades, Salomé Allouche dos Santos disse que o momento é de alegria, quer para os familiares assim como para o país, porque pairavam incertezas sobre o regresso desses jovens estudantes.

 

Allouche dos Santos prometeu que o governo vai fazer de tudo para garantir que esses estudantes possam concluir a formação, e receber a  assistência necessária.

 

“O executivo conseguiu entrar em contacto, logo nos primeiros momentos, com esses estudantes, graças a intervenção do Presidente da República Umaro Sissoco Embaló, através do apoio do seu homólogo do Senegal Macky Sall”, revelou Salomé dos Santos.

 

Malam Indjai, porta-voz dos estudantes regressados afirmou que não receberam nenhuma ameaça das autoridades sudanesas nem de cidadãos e diz que  todos estavam seguros na residência universitária a aguardar pelas diligências das autoridades nacionais.

 

“Conseguimos sair do Sudão graças ao apoio do nosso governo,  em particular do Presidente da República. O embaixador Dionísio Seide para a Arábia Saudita e Etiópia também ajudou bastante para o nosso regresso”, realçou.

 

De acordo com Malam Indjai, apenas uma das estudantes  se encontrava na zona de perigo, mas que, felizmente, tudo correu bem com ela, graças à dedicação feita pela universidade.

Indjai disse que ela foi  retirada da zona de perigo com vida e ilesa. “Estávamos seguros  na residência universitária. Não sofremos nenhuma perseguição nem ameaças, porque o povo sudanês é um povo acolhedor e humilde que respeita os estrangeiros”, declarou.

 

Malan Indjai pede  apoios dos Ministérios da Educação Nacional,  e dos Negócios Estrangeiros e outras entidades estatais para que possam prosseguir os seus estudos.

 

O regresso desses estudantes deve-se a insurreição armada entre paramilitares e as forças do governo que já resultou em centenas de mortes, de acordo com os dados das Nações Unidas.

 

O conflito colidiu no meio de um processo de transição democrática depois do golpe de Estado de 2021. ANG/DMG/ÂC//SG

 

 

UNTG/Sindicalistas denunciam “tentativa de sequestro” do Secretário-geral da organização

Bissau, 04 Mai 23(ANG) - Os sindicatos filiais da União Nacional dos Trabalhadores da Guiné-Central Sindical ( UNTG-CS) denunciaram esta quarta-feira, o que dizem ser “tentativa de sequestrro” ao  Secretário-geral da maior Central Sindical guineense, Júlio Mendonça, noticiou a Rádio Capital.

Vista da sede da UNTG

“A UNTG-CS tinha agendado uma manifestação no primeiro de Maio, mas, infelizmente, tivemos informações fidedignas em como havia  planos para sequestrar e espancar o Secretário-geral da União Nacional dos Trabalhadores da Guiné", revelou o sindicalista Seni Djassi, Porta-voz de Frente Comum dos Sindicatos do Setores de Educação, que considerou ainda "injusto" o que a UNTG-CS está a enfrentar.

De acordo com Malam Homi Indjai,presidente do sindicato de base dos funcionários do Ministério das Finanças, a UNTG-CS será assaltada brevemente, isto baseando nas informações que têm.

“Há membros do Governo que patrocinam um grupo contra a direção do Central Sindical”, acusou Homi Indjai.

“Queremos  chamar a atenção a alguns membros do atual Governo de que a UNTG-CS não é uma estrutura partidária. O  Secretário-geral da UNTG-CS é escolhido dentro do colégio de delegados indigitados pelas estruturas filiais da Central Sindical. O Conselho Central da UNTG-CS tem 150 membros permanentes, não se pode organizar um congresso sem a  maioria desses. Não vale a pena continuamos a ter este tipo de estado onde o tribunal decide e outro faz contrário”, refere o sindicalista.

Por sua vez, o porta-voz da Frente Social, Yoyo João Correia, disse que estão  perante um ataque com a pretensão de aniquilamento do  sindicalismo na Guiné-Bissau.

Correia pede união entre sindcalistas e diz tratar-se de um ataque frontal contra a democracia e a UNTG-CS.

“É de conhecimento de todos a história de carros que certos líderes sindicais receberam, outros  perderam congressos e recusaram entregar as chaves da sede. Atualmente pretendem assaltar o poder”, replicou.

Na semana passada, um grupo de sindicalistas liderado pelo ex-líder do Sindicato Democrático dos Professores, Laureano Pereira, realizou um  “congresso a margem da decisão do tribunal", que tinha dado improcedente o seu recurso.  O Grupo empossou Laureano como novo Secretário-geral da UNTG.  ANG/JD/ÂC//SG

 

Legislativas de 04 de Junho/STJ pede a coligação PAI-Terra Ranka para corrigir o símbolo/Bandeira no prazo de 48 horas

Bissau, 04 Mai 23 (ANG) – O Supremo Tribunal de Justiça(STJ), pediu a coligação Plataforma da Aliança Inclusiva – (PAI Terra Ranka) para no prazo de 48 horas corrigir o símbolo(Bandeira) que lhe confira a identidade própria, e que a distingue de  outros partidos ou coligações de partidos.

A informação consta numa nota deliberativa do Supremo Tribunal de Justiça(STJ), à que a ANG teve acesso hoje, assinada por oito juízes conselheiros, nomeadamente José Pedro Sambú(Presidente), Lima António André, Osiris Francisco Pina, Carmem J.T. Batista Lobo, Mané, Aimadu Sauané, Pansau Natcharé e João Mendes Pereira,  à que a ANG teve acesso.

Segundo a deliberação, o símbolo da coligação  concretamente a Bandeira deve ser própria da coligação, e que não  se confunde com outros partidos, incluindo partidos da coligação ou coligações constituidas por outros partidos concorrentes às próximas eleições legislativas.

O Supremo Tribunal de Justiça (STJ) já tinha pedido no passado dia 28 de Abril do ano em curso, à coligação eleitoral integrada pelo Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde e mais quatro outras formações políticas para corrigir a “Denominação e Símbolo” o mais tardar no espaço de 72 horas.

Segundo a agência Lusa que cita fonte judicial, a “denominação e o símbolo” da coligação, chamada PAIGC-CE, se “confunde com um único partido político”, ou seja, com o PAIGC.

A coligação PAIGC-CE, que foi notificada na passada sexta-feira, tem  72 horas para fazer as alterações necessárias para ter “autonomia identitária”, disse a mesma fonte.

Para o efeito, a referida Coligação viria a mudar a sua denominação pela Plataforma da Aliança Inclusiva – (PAI Terra Ranka).

O Supremo Tribunal de Justiça (STJ) voltou a carga numa deliberação  datada de 03 de Maio do ano em curso, exigir a coligação PAI-Terra Ranka para corrigir o símbolo Bandeira no prazo de 48 horas.

Contactado hoje pela ANG a reagir sobre a situação, o porta voz do PAIGC, Muniro Conté disse que os responsáveis da coligação PAI-Terra Ranka já estão a trabalhar o figurino do novo símbolo(bandeira) para remeter de novo ao Supremo Tribunal de Justiça.

A coligação inclui para além do PAIGC, vencedor das últimas eleições mas atual líder da oposição, a União para a Mudança, o Partido da Convergência Democrática, o Movimento Democrático Guineense e o Partido Social-Democrata.

O país realiza eleições legislativas em 04 de junho. A campanha eleitoral vai decorrer entre 13 de Maio e 02 de Junho.

O Supremo Tribunal de Justiça deverá fixar no decurso desta semana as listas definitivas das candidaturas dos partidos políticos às eleições legislativas.

Duas coligações e 22 partidos entregaram no Supremo Tribunal de Justiça candidaturas às eleições legislativas, previstas para 04 de Junho próximo. ANG/MI/ÂC//SG

                   Cultura/Mostra de arte e cultura arranca em Bissau

Bissau, 04 Mai 23 (ANG) -  A mostra de Arte e Cultura da Guiné-Bissau, MoAC Biss arranco com um vasto leque de actividades culturais a decorrer ao longo deste mês.

Tratas-se de uma bienal coordenada pelo sociólogo Miguel de Barros, da organização não governamental Tiniguena.

Conferências, lançamento de livros, palestras, exposições de fotografias, filmes, actuações musicais, etc, uma panóplia de acontecimentos coordenados pelo sociólogo Miguel de Barros e com as curadorias de Nú Barreto, Zaida Pereira e António Spencer Embaló.

A mostra pretende valorizar e debater a diversidade da produção cultural guineense e coincide com os 50 anos da proclamação da Guiné-Bissau.

As curadorias são distribuídas de forma temática: a literatura do "MoAC Biss" ficou sob a alçada da linguista Zaida Pereira , o sector das artes visuais, cénicas e performativas está a cargo do artista plástico Nu Barreto, radicado em França, e as conferências têm a curadoria do sociólogo António Spencer Embaló.

O que é a cultura, para que serve e para quem serve ? Este é o mote de uma das primeiras conferências agendada para 5 de Maio, nas instalações da ong Tiniguena.

Segue-se a Cultura como valor acrescentado prevista para o dia 12 do próximo mês na Casa dos Direitos Humanos e fecha-se o ciclo com a internacionalização das “Artes e da Kultura da Guiné-Bissau”, que deve acontecer a 19 de Maio.

O evento  era suposto arrancar em pleno a 3 de Maio, pelas 9h locais, na Casa dos Direitos Humanos, com duas conferências sobre os regimes "possíveis" e os regimes “impossíveis” da patrimonialização da violência na Guiné-Bissau, mas foi antecedido nesta terça, 2 de Maio, pelas primeiras iniciativas, incluindo uma conferência de imprensa de apresentação.

Em declarações à RFI Miguel de Barros descreveu as perspetivas da iniciativa:

 "Hoje, a nossa transformação sócio-económica é eminentemente cultural. A Casa dos Direitos permitiu-nos trazer a criação, o pensamento, a manifestação e a performance marcada pela intervenção dos Netos de Bandim e de todos os curadores, de académicos, de criadores, de jornalistas", avançou o coordenador Miguel de Barros, expondo partes da programação.

"Hoje à tarde [2 de Maio] vamos ter a primeira actividade com o artista plástico Nu Barreto que veio apresentar o documentário autobiográfico "Pretu Funguli" que retrata o seu olhar sobre estas questões de transformações sociais e económicas na Guiné-Bissau e como é que impactaram a sua vida. Haverá também a performance do artista e poeta e autor Marinho de Pina, dialogando com os textos de Mussá Baldé, do próprio Amílcar Cabral mas também com as letras de Super Mama Djombo a partir dessa questão da diferenciação social e de como têm sido elementos de clivagem.

Não menos importante, hoje ficou também bem traçada a forma como este espaço de animação, de ofertas culturais vai ser marcado com o pensamento. As conferências irão trazer uma possibilidade de debate que até hoje ainda não tínhamos encontrado e que nos vai permitir definir as metas a médio prazo para, a partir de 2025, lançar um processo muito mais consolidado em termos de bienal de artes e cultura da Guiné-Bissau." ANG/RFI

 

Cabo Verde/Jornalistas Carlos Santos, Sheila Ribeiro e Eloisa Rodrigues vencem Prémio Nacional de Jornalismo 2022

Bissau, 04 Mai 23(ANG) – Os jornalistas Carlos Santos, da RCV, Sheila Ribeiro, do jornal Expresso das Ilhas, e Eloisa Rodrigues, da TV Record Cabo Verde, são os vencedores do Prémio Nacional de Jornalismo (PNJ) 2022.

O anúncio dos vencedores foi feito durante a II Edição da Gala Liberdade de Imprensa realizada na noite de quarta feira, 03, na Assembleia Nacional, promovida pela Associação de Jornalistas de Cabo Verde (AJOC) para celebrar o Dia da Liberdade de Imprensa, que se assinalou no mesmo dia.

Do resultado das votações do júri, o trabalho que arrecadou mais peso dos votos no segmento da Rádio foi a reportagem “Jornalismo sob pressão da justiça”, do jornalista Carlos Santos, da RCV.

Nesta categoria, o júri entendeu que o autor privilegiou uma diversidade de fontes, fazendo um cruzamento de fontes primárias mais atuais com outras vozes plasmadas em trabalhos de igual rigor, com vista a fundamentar a temática.

Ainda foi atribuída na referida categoria uma Menção Honrosa ao trabalho “Origens: O mercado do Platô” da jornalista Ariana Vaz também da Radio de Cabo Verde (RCV).

Na categoria da Televisão a escolha do Júri recaiu sobre a reportagem intitulada “Praia fustigada pela onda da criminalidade”, da jornalista Eloisa Rodrigues, da TV Record Cabo Verde, emitida no programa Contacto Directo, no dia 18 de Julho de 2022.

Trata-se de uma reportagem abrangente e profunda que mostra, sem filtros, inclusive com recursos a imagens de internautas, uma verdadeira radiografia da situação de violência crescente vivida nas periferias urbanas da cidade da Praia.

A mesma fonte informa ainda que a Menção Honrosa na categoria Televisão foi para o trabalho “Como ficam os filhos em caso de feminicídios”, da jornalista Edneia Barros da TV Record Cabo Verde.

No que se refere a categoria da Imprensa Escrita, o primeiro lugar nesta categoria foi para a reportagem “Estudar fora ou pretexto para a emigração? A questão de um fenómeno a esclarecer” da autoria da jornalista Sheila Ribeiro, publicada no Expresso das ilhas no 1072, com a data de 15 de Julho de 2022.

O Júri entendeu que a reportagem se destaca pela maturidade na apresentação do tema que inquieta muito a sociedade cabo-verdiana. Embora a problemática da emigração esteja presente no debate público em Cabo Verde, observa -se uma certa timidez e estereotipação de abordagens.

A presidente do júri, Maria de Jesus Barros, em declarações à imprensa, adiantou que no total foram recebidos e avaliados 40 trabalhos, sendo 13 da Televisão, nove da Rádio e 18 da Imprensa Escrita.

“O Júri destaca uma evolução muito positiva desta edição face aos anos anteriores, não só a nível quantitativo, porque este ano houve muito mais trabalhos concorrentes, como a nível qualitativo, com abordagem de vários temas pertinentes e atuais, o que denota que o Prémio Nacional de Jornalismo está a ter efeito para o qual foi criado, que é de melhorar a qualidade do trabalho jornalístico em Cabo Verde”, declarou.

Segundo Maria de Jesus Barros, os critérios que foram levados em conta são claros, são cinco critérios, nomeadamente a qualidade técnica e relevância da temática, originalidade, criatividade e profundidade na abordagem do tema, adaptação da narrativa ao meio escolhido a pertinência e actualidade e potenciais impactos ou repercussões na mudança de comportamentos individuais e colectivos e na mobilização social.

Compõem os elementos do júri a presidente e jornalista Maria de Jesus Barros, o professor Wlodzimierz J. Szymaniak , escritora e jornalista Marilene Pereira, professor Silvino Lopes Évora e o sociólogo Nardi Sousa. ANG/Inforpress

Brasil/Polícia  faz buscas em casa de Bolsonaro e detém ex-ajudante de ex-PR

Bissau, 04 Mai 23(ANG) – A Polícia Federal brasileira deteve quarta-feira o ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro e realizou buscas na casa do líder da extrema-direita, em Brasília, numa operação sobre alteração de dados de vacinação em sistemas informáticos, anunciou aquela força.

O ex-ajudante de ordens Mauro Cid foi detido em Brasília e tinha um depoimento marcado para hoje na Polícia Federal sobre outro caso em investigação.

Num comunicado, a autoridade policial brasileira não detalhou o nome dos detidos ou dos alvos de mandados de busca, apontados e confirmados pelos ‘media’ locais, mas referiu que está a realizar a Operação Venire para esclarecer a atuação de uma alegada associação criminosa constituída para a prática dos crimes de inserção de dados falsos de vacinação contra a covid-19 nos sistemas informáticos do Ministério da Saúde.

“Estão a ser cumpridos 16 mandados de busca e apreensão e seis mandados de prisão preventiva, em Brasília e no Rio de Janeiro, além de análise do material apreendido durante as buscas e realização de oitivas de pessoas que detenham informações a respeito dos factos”, segundo o comunicado publicado no site da Polícia federal brasileira.

“As inserções falsas, que ocorreram entre novembro de 2021 e dezembro de 2022, tiveram como consequência a alteração da verdade sobre facto juridicamente relevante, qual seja, a condição de imunizado contra a covid-19 dos beneficiários. Com isso, tais pessoas puderam emitir os respetivos certificados de vacinação e utilizá-los para burlarem as restrições sanitárias vigentes imposta pelos poderes públicos (Brasil e Estados Unidos) destinadas a impedir a propagação de doença contagiosa, no caso, a pandemia de covid-19”, acrescentou.

A Polícia Federal referiu também que a investigação em curso indicia que o objetivo do grupo seria manter coeso “o elemento identitário em relação às suas ideologias, no caso, sustentar o discurso voltado aos ataques à vacinação contra a covid-19” e que as ações realizadas hoje ocorrem dentro do inquérito policial que investiga a atuação do que se convencionou chamar “milícias digitais”, que está em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF).

Os factos investigados, segundo as autoridades locais, configuram em tese os crimes de infração de medida sanitária preventiva, associação criminosa, inserção de dados falsos em sistemas de informação e corrupção de menores.

ANG/Inforpress/Lusa