quarta-feira, 24 de maio de 2023

Pequim/China vai manter “firme apoio” à Rússia nas questões “fundamentais” – Xi Jinping

Bissau,  24 Mai 23 (ANG) – O Presidente chinês, Xi Jinping, disse hoje que a China está disposta a “manter um firme apoio mútuo à Rússia” em questões relacionadas com os “interesses fundamentais” dos dois países, num encontro com o primeiro-ministro russo, Mikhail Mishustin.

“A China está pronta para continuar a oferecer um firme apoio mútuo à Rússia em questões que dizem respeito aos respetivos interesses fundamentais dos dois países”, disse Xi, de acordo com um comunicado emitido pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês.

Xi Jinping apelou ainda a Moscovo para que “continue a enriquecer a parceria estratégica que une os dois países” e a “fazer com que a cooperação atinja patamares mais elevados em vários domínios”.

“Também devemos fortalecer a nossa cooperação em várias áreas através das Nações Unidas, dos BRICS [bloco que integra cinco economias emergentes - Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul], da Organização de Cooperação de Xangai ou do G20 [as 19 maiores economias do mundo mais a União Europeia]”, acrescentou o líder chinês.

Xi apontou que ambas as partes devem “melhorar o nível de cooperação nas áreas do comércio e investimento” e “ampliar a cooperação nos setores da energia e conectividade", bem como “criar novos pontos de crescimento”.

O governante chinês também afirmou que pretende “continuar a fortalecer os intercâmbios culturais” e garantiu que "a China procura trabalhar com a Rússia e os países da União Económica da Eurásia para promover um mercado regional mais aberto e garantir o funcionamento das cadeias de fornecimento”.

Mishustin indicou, por sua vez, que Moscovo quer “aplicar vigorosamente o importante consenso alcançado pelos chefes de Estado de ambos os países” e “realizar reuniões mais regulares, visando avançar a cooperação num nível prático”.

“A Rússia está disposta a trabalhar com a China para promover relações internacionais multipolares e consolidar uma ordem internacional baseada no Direito Internacional", disse o primeiro-ministro russo, de acordo com o comunicado da diplomacia chinesa.

Mishustin é o representante russo de mais alto escalão a visitar a China desde o início da invasão da Ucrânia, assunto que não é mencionado na nota oficial da diplomacia chinesa.

A China afirmou ser neutra no conflito na Ucrânia e que quer desempenhar o papel de mediador, mas mantém uma relação "sem limites" com a Rússia e culpou o alargamento da NATO pelo conflito.

As trocas comerciais entre a China e a Rússia aumentaram 34,3% no ano passado, permitindo a Moscovo atenuar os efeitos das sanções impostas pelo Ocidente na sequência da ofensiva militar russa no território ucraniano.

Pequim divulgou um plano de paz em fevereiro passado que foi amplamente rejeitado pelos aliados da Ucrânia, que insistem que as forças russas devem primeiro retirar-se do território ucraniano.

Apenas uma semana antes do início da guerra na Ucrânia, Xi Jinping e o homólogo russo, Vladimir Putin, declararam, em Pequim, uma amizade “sem limites”.

A ofensiva militar russa no território ucraniano, lançada a 24 de fevereiro do ano passado, mergulhou a Europa naquela que é considerada a crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). ANG/Lusa

 

Reino Unido/Coreia do Norte e Eritreia são os países mais atingidos pela escravidão moderna

Bissau, 24 Mai 23 (ANG) - A Coreia do Norte, a Eritreia e a Mauritânia são os países mais afetados pela escravatura moderna, segundo o Índice Global de Escravidão publicado hoje, que assinalou também o agravamento desta situação no mundo.

No relatório, estima-se que 50 milhões de pessoas estavam "em situação de escravidão moderna" em 2021, 10 milhões a mais do que em 2016. Este número inclui 28 milhões de pessoas em situação de trabalho forçado e 22 milhões de pessoas casadas à força.

Entre os fatores que explicam este agravamento, destacam-se os “conflitos armados crescentes e mais complexos” e o impacto da pandemia da covid-19.

O relatório, realizado pela associação Walk Free, define a escravidão moderna como "trabalho forçado, casamento forçado, servidão por dívida, exploração sexual" ou ainda "venda e exploração de crianças".

A Coreia do Norte tem a taxa mais alta, com 104,6 pessoas em situação de escravidão moderna por 1.000 habitantes.

Em seguida vêm a Eritreia (90,3) e a Mauritânia (32), que foi o último país, em 1981, a tornar ilegal a escravidão hereditária.

Muitos dos países mais afetados estão em regiões consideradas voláteis, passando por conflitos ou instabilidade política, com grandes populações vulneráveis, como refugiados ou trabalhadores migrantes.

Também entre os 10 países mais afetados estão a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos, onde a "kafala", um sistema de tutela dos empregados, limita os direitos dos trabalhadores migrantes. Nestas posições de destaque estão também a Turquia, "que acolhe milhões de refugiados sírios", o Tajiquistão, a Rússia e o Afeganistão.

Embora o trabalho forçado seja mais comum em países pobres, tem vínculos profundos com as necessidades dos países mais ricos, aponta o relatório, constatando que dois terços dos casos de trabalho forçado estão ligados a cadeias internacionais de fornecimento de produtos.

O relatório destaca que os países do G20 atualmente importam 468 mil milhões de dólares (434 mil milhões de euros) de bens que podem ter sido produzidos com trabalho forçado, um valor acima dos 354 mil milhões (328 mil milhões) assinalados pelo relatório anterior.

Os produtos eletrónicos continuam a ser os de maior risco, seguidos por roupas, óleo de palma e painéis solares.

"A escravidão moderna permeia todos os aspetos da nossa sociedade. Está presente nas nossas roupas, nos nossos aparelhos eletrónicos e tempera a nossa comida", disse a diretora da associação Walk Free, Grace Forrest.

“Fundamentalmente, a escravidão moderna é uma manifestação de extrema desigualdade. “É um espelho erguido ao poder, que reflete quem, numa dada sociedade, tem e quem não tem este poder”, sublinhou Grace Forrest.

ANG/Lusa

  Senegal/Ministério Público pede 10 anos de prisão contra  Ousmane Sonko

Bissau, 24 Mai 23 (ANG) - O Ministério Público de Dacar pediu esta quarta-feira,  dez anos de prisão por violação contra Ousmane Sonko, ausente do julgamento.

O opositor senegalês afirma que este processo tem interesses políticos para o impedir de se apresentar como candidato às presidenciais de 2024.

Pouco depois das três horas da manhã, o Ministério Público anunciou 10 anos de prisão por violação ou cinco anos por corrupção de menor contra o opositor político senegalês. Todos aguardavam pela decisão do tribunal de Dacar, onde decorreu o julgamento de Ousmane Sonko, acusado de violação por uma antiga funcionária de um instituto de beleza.

O candidato às eleições presidenciais de 2024 esteve ausente do banco dos réus e denunciou uma conspiração do poder para o afastar da vida política.

Ousmane Sonko foi acusado de ter violado, cinco vezes, Adji Sarr no salão de beleza, onde trabalhava a jovem de pouco mais de 20 anos. Adji Sarr descreveu os crimes cometidos entre Dezembro de 2020 e Fevereiro de 2021 e denunciou ter sido ameaçada de morte, outra acusação contra o líder do partido Pastef-les Patriotes, terceira força política das eleições presidenciais de 2019. Em relação a esta segunda acusação, o Ministério Público pediu um ano de prisão.

Foi ainda reclamado a Ousmane Sonko e a Ndèye Khady Ndiaye, proprietária do salão de beleza, o pagamento de 1,5 mil milhões de francos CFA (2,3 milhões de euros).

Ousmane Sonko, 48 anos, político popular entre os jovens, diz ter ido fazer uma massagem para aliviar dores crónicas nas costas. Sempre negou as acusações violação e difamação, defendendo ter sido criada uma conspiração do poder para o afastar da eleição presidencial.

O opositor político diz temer pela sua segurança e garantiu que não vai voltar a responder às intimações judiciais sem garantias de segurança, mas o Estado senegalês não aceitou o pedido.

Presume-se que Sonko se encontre em Ziguinchor, a cidade onde é presidente da câmara e para onde se recolheu há vários dias, a centenas de quilómetros de Dacar. 

Os apoiantes mantêm-se vigilantes à volta da casa para evitar qualquer tentativa de detenção de Sonko e de o obrigar a comparecer em tribunal. A sentença está marcada para dia 1 de Junho.ANG/RFI

 

   
Timor-Leste/Presidente  quer processo rápido de formação de Governo

Bissau, 24 Mai 23 (ANG) - O Presidente timorense, José Ramos-Horta, disse hoje que deseja um processo rápido de formação do novo Governo, para permitir a eventual aprovação de um Orçamento rectificativo, saudando a população pela forma exemplar como participou nas legislativas de domingo.

"Quero que processo seja rápido: formação de governo e apresentação do programa do governo, apresentação do rectificativo. E é necessária muita seriedade de parte de todos à questão do processo de adesão à ASEAN", disse José Ramos-Horta à Lusa, numa reacção à votação de domingo, que deu a vitória ao Congresso Nacional para a Reconstrução de Timor-Leste (CNRT), de Xanana Gusmão.

O chefe de Estado referia-se ao processo de adesão à Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), organização na qual Timor-Leste tem estatuto de observador.

No caso do processo até à formação do novo Governo, Ramos-Horta antecipa que os novos deputados do parlamento tomem posse "na segunda semana de Junho" e que o executivo assuma funções uma semana depois.

Ramos-Horta deixou ainda uma palavra para os vencedores: "Espero que quem ganhou revele a grandeza de quem ganha, a humildade dos grandes e dê o primeiro passo, cumprimentar os declarados vencidos".

O Presidente deixou uma mensagem de congratulação a toda a população timorense, vincando o "excepcional comportamento cívico", e a participação "em número recorde" no voto, com a taxa de abstenção a ser de menos de 18%.

"Os partidos políticos comportaram-se bem, não houve qualquer ato de violência. Os incidentes de violência registados, não foram obviamente provocados ou criados pela liderança política ou partidos, foram elementos isolados a agirem por conta própria", afirmou.

"A democracia timorense é real, está enraizada no quotidiano e na cultura timorenses", enfatizou.

Apesar disso, notou, houve alguns "incidentes isolados de retaliação pós-eleições", especialmente na zona de Ermera, onde uma timorense "perdeu o seu quiosque, que foi queimado, e um senhor perdeu todos os porcos que tinha por retaliação".

No rescaldo eleitoral, Ramos-Horta defendeu uma revisão da lei eleitoral e do sistema de votação, considerando que o país continua a usar "tecnologia do século XX", quando deveria digitalizar todo o processo eleitoral.

"Vou exigir que se faça, que o STAE faça esse trabalho. Para que de futuro um timorense possa votar em qualquer ponto do país ou do mundo, sem termos que gastar fortunas para montar o sistema na altura da votação", afirmou.

É ainda necessário, defendeu, actualizar adequadamente os cadernos eleitorais, para remover cidadãos já falecidos, e que se melhore o sistema de comunicação da contagem a todos os jornalistas e à população em geral.

"Não pode haver monopólio de seja quem for, um órgão do Estado, ou seja quem for. Tem de haver total acessibilidade para qualquer media para todos acompanharem ao momento o ato e as contagens", disse.

A única forma de acompanhar a progressão da contagem foi visitando o próprio Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE), para observar o escrutínio em dois ecrãs, ou através de uma retransmissão desses dados pela Rádio e Televisão de Timor-Leste (RTTL).

Esse sinal com os dados da contagem não foi disponibilizado a qualquer outro órgão de comunicação social e não existia num sítio online.

O chefe de Estado saudou declarações do actual ministro da Presidência de Conselho de Ministros, Fidelis Magalhães, que hoje disse à Lusa que o executivo está a preparar uma transição "condigna e de qualidade" para o novo executivo.

O Congresso Nacional para a Reconstrução de Timor-Leste (CNRT), de Xanana Gusmão, venceu as eleições parlamentares de domingo, mas sem maioria absoluta, obtendo a maior vitória de sempre, garantindo 31 dos 65 lugares do parlamento.

Em segundo lugar ficou a Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente (Fretilin), registando o pior resultado de sempre do partido em termos percentuais, perdendo quatro dos actuais 23 lugares. ANG/Angop

 

terça-feira, 23 de maio de 2023


Saúde Pública
/Governo inicia Conferência para Validação da Subvenção da luta contra a Sida Tuberculose e o Paludismo

Bissau, 23 Mai 23 (ANG) – O Governo, através do Ministério da Saúde Pública (MSP), iniciou hoje uma Conferência de dois dias, sobre o Diálogo Nacional para a Validação da Subvenção para a luta contra a Sida, Tuberculose e o Paludismo no país.

Ao presidir o ato de abertura do acto, o ministro de Estado, da Presidência do Conselho de Ministros e dos Assuntos Parlamentares, Malal Sane, em representante do primeiro-ministro Nuno Gomes Nabian, disse que, com esta conferência pretende-se, no âmbito de um diálogo nacional, examinar, adotar e submeter ao Governo,  um pedido de financiamento ao Fundo Mundial, para implementação da estratégia do país lutar contra a “VIH/SIDA”, a “Tubercolose” e a “Malária”.

“O combate a estas três doenças é uma obrigação que o país tem nas estratégias  para o setor da saúde pública”, disse Sane.

Acrescentou  que, para a implementação da referida estratégia, o Governo tem recebido o apoio do Fundo Mundial, bem como  contribuições  e  solidariedade internacional.

Malal Sane diz que  o setor da saúde pública da Guiné-Bissau enfrenta vários desafios, particularmente no combate as doenças contagiosas, cujas as principais vítimas são as populações mais vulneráveis e, dentre estas, as que se encontram em zonas de difícil acesso.

Segundo o ministro de Estado, da Presidência do Conselho de Ministros e dos Assuntos Parlamentares, o combate a VIH/SIDA, a Tuberculose e a Malária na Guiné-Bissau, é um assunto bastante sério por duas razões principais:

“Primeira, pela frágil e debilidade do sistema de saúde e influência de recursos humanos qualificados nos diferentes domínios, e a segunda deve-se à rápida evolução de novas infeções pelo HIV/SIDA”, disse o responsável.

Para o governante, numa conjuntura como esta, a presença e a solidariedade do Fundo Mundial é imprescindível para enfrentar os respeitivos desafios, assegurando, por outro lado, que o Governo da Guiné-Bissau compromete-se a disponibilizar uma contrapartida nacional nas áreas de saúde, para o combate as três doenças, em linha com as orientações técnicas mundiais.

No seu entender, é uma grande oportunidade para a Guiné-Bissau dispor, outra vez, de meios financeiros de que carece para fazer face aos grandes desafios que enfrenta na implementação da sua estratégia para o setor da saúde, com a finalidade de promover o bem-estar das populações.

“A vossa missão é de definir e adoptar as estratégias de intervenção para  cada uma das referidas doenças, seguir as orientações para a afectação do financiamento do Fundo Mundial, conforme os eixos estratégicos propostos”, aconselhou.

Durante dois dias estarão neste debate os representantes do Governo, do Comité  de Coordenação Multisectorial, do setor privado nacional, das organizações não Governamentais, e de parceiros técnicos e financeiros da Guiné-Bissau .ANG/LLA/ÂC//SG

    


Legislativas
/PAPES se compromete a combater a corrupção e garantir melhor gestão de fundos público e  uma justiça célere e acessível

Bissau,23 Mai 23 (ANG) – O Partido Africano para Estabilidade Social (PAPES) compromete-se a combater a corrupção, melhorar a gestão da coisa pública, através da redução das despesas e promover uma justiça célere e acessível para todos no país.

As propostas do partido constam no seu programa eleitoral para as eleições legislativas de 04 de junho, à que a ANG teve acesso hoje, no qual defende uma profunda renovação politica, com participação da cidadania e sem qualquer tipo de discriminação e efetiva  representação dos interesses da sociedade.

O PAPES promete promover a revisão da Constituição da República que versa na alteração do sistema politico vigente, ou seja o semipresidencialismo com pendor presidencial, para o semipresidencialismo com  pendor parlamentar, garantindo a liberdade de opção e de escolha.

O Partido Africano para Estabilidade Social propõe criminalizar a perseguição aos Deputados da Nação pelas suas opções ou opiniões no exercício das suas funções, caso vença o escrutínio de 04 de Junho próximo.

Garantiu, no documento, a racionalização do Estado para  tornar a administração pública mais transparente e eficaz, limitando o poder de endividamento público, eliminar a duplicação de funções e a complexidade entre os serviços, através da digitalização.

Para acabar com crises cíclicas que o país vive ao longo dos anos, PAPES se compromete a trabalhar para que haja uma justiça célere, eficiente e digitalizado, sem medo de punir pessoas das elítes do sistema, crimes graves, que diz ser imune a influência.

Criticou o aumento significativo do número de efetivos de segurança, sem que haja um recrutamento oficial por parte do Estado,  e acusa os responsáveis de segurança de  nepotismo, favorecimento injustificado e de clientelismo .

Perante esta situação, PAPES garantiu dignificar a função policial, através da efetivação de todos os operacionais em situação irregular e a realização do recrutamento seletivo obrigatório para as forças de segurança interna como forma de  garantir  segurança para os cidadãos.

Relativamente ao sector da saúde, aquela formação politica defendeu a construção de mais hospitais de referência e centros especializados, para reduzir, de forma drástica, o funcionamento ou o atendimento insuficiente do sistema nacional de saúde.

Para além disso, prometeu ainda a criação de laboratório de controlo de medicamentos e uniformização dos preços de medicamentos a nível nacional e a promoção da fiscalização rigorosa da importação e venda de medicamentos e produtos alimentares.

No sector do ensino, aquela formação política disse conhecer sucessivos estrangulamentos que  afeta o  normal funcionamento do setor e  diz que  educar este povo não é prioridade para o Estado e que a qualidade do ensino está a margem do esperado.

Acrescentou que um país sem escola há mais de 04 anos, diz tudo sobre o futuro que se quer construir para as crianças e jovens deste país com sucessivos regimes. Por esta razão, disse que deve haver interesse por parte do Estado em oferecer um ensino de qualidade para os seus cidadãos.

Para tal, o Partido Africano para Estabilidade Social (PAPES) diz dispor  de um programa que projeta a pessoa para um futuro melhor, através de uma educação de qualidade, e com envolvimento de todos os agentes do ensino, desde estudantes pais e encarregados de educação.ANG/LPG/ÂC//SG

Legislativas antecipadas/Portugal entrega Guiné-Bissau materiais para escrutínio de 4 de junho

Bissau, 23 Mai 23 (ANG) – A República de Portugal vai entregar ao governo guineense os materiais necessários para o ato eleitoral, no âmbito dos esforços internacionais que têm vindo a ser realizados pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

A informação consta num comunicado de imprensa da Embaixada de Portugal na Guiné-Bissau, à que a ANG teve acesso hoje, segundo o qual, os referidos materiais serão entregues esta terça-feira.

Os referidos materiais deverão chegar à Bissau num voo especial fretado pelo Estado  português e constituem-se   de1.027.667 boletins de votos, 8.013 atas constitutivas, 8.013 atas de apuramento, 96.158 atas síntese.

Na lista estão ainda 8.013 folhas de descarga de votos, 16.026 listas próprias de votantes, 8.013 minutas de protesto/reclamações e 96.158 folhas de votos obtidos por sexo.

Segundo a nota, a Embaixada de Portugal realça que oferta  contribuiu para o desejado sucesso desta  etapa do processo eleitoral.

 “A confiança depositada em Portugal para a produção dos materiais, essenciais ao processo de escrutínio eleitoral, demonstra claramente e estreita relação de amizade entre Portugal e Guiné-Bissau”, lê-se no mesmo comunicado à imprensa da Embaixada de Portugal. ANG/DMG/ÂC//SG  

Legislativas antecipadas/“Sem união é impossível desenvolver a Guiné-Bissau”, diz Botche Candé

Bissau, 23 Mai 23 (ANG) - O líder do Partido dos Trabalhadores Guineenses (PTG) Botche Candé disse, segunda-feira, que sem  união no seio dos guineenses será impossível desenvolver  o país.

Botche Candé falava no Comício Popular, no bairro de Ajuda em Bissau, no qual reiterou que o desentendimento entre os líderes partidários ou entre o Presidente da República e Primeiro-ministro só provoca o retrocesso de um país.

Botche Candé revelou que, a vasoura que assegura na sua mão durante a campanha eleitoral, tem o significado de limpar todo os males da  Guiné-Bissau, que persistiram ao longo do tempo, de modo a criar um clima de paz e  estabilidade no país.

O Presidente do PTG sublinhou que o partido que dirige não está interessado em dividir a família guineense, e diz que a sua preocupação centra na promoção da união entre guineenses, acrescentando que não existe razão para que um político promova a desunião no meio do povo, uma vez que a  missão é de garantir o bem-estar popular.

“Formamos o PTG com o objetivo de garantir a escola e saúde para todos,  construir  estradas,  de acabar com o ódio e a vingança, de promover o benefício comum com base na união de todos os guineenses , pra se alcançar  o desenvolvimento no país”, disse Candé.

Botché Candé apela à outras formações partidárias para fazerem a política na base de unidade nacional, uma vez que todos são guineenses, para se abdicarem de discursos de insultos, com a finalidade de não incentivar um mal-estar maior na pátria de Amílcar Cabral.

Disse que cada dia que passa,  mais de mil pessoas se militam  no  PTG e que tudo  isso demonstra que o partido va ganhar as eleições no dia 04 de Junho.

Questionado se o PTG estará disponível para trabalhar com qualquer partido político que venha a obter a maioria no parlamento, respondeu que sim porque, o importante é o bem da Guiné-Bissau. ANG/AALS/ÂC//SG

 

Legislativas antecipadas/Candidato do partido PAPES no  circulo 09 promete oficialização do  casamento tradicional

Bissau, 23 Mai 23(ANG) -  O candidato à deputado do Partido Africano  para Paz e Estabilidade Social(PAPES), no círculo 09, sector de Quinhamel e Ondame prometeu aos populares local que, se for eleito, vai diligenciar-se para que o casamento tradicional(marri no dialeto Pepel) tenha perante lei, reconhecimento igual ao  casamento oficial.

Jaime Sá que falava, segunda-feira,  no comício popular na vila de Quinhamel, diz não concordar que uma pessoa se case no direito costumeiro e que vive com o cônjugue mas tem no documento solteiro ou solteira.

Jaime Sá disse que, se for eleito deputado, vai construir uma escola de formação técnico profissional para jovens, para evitar a centralização na cidade.

“Prometo privilegiar a justiça tradicional, para  alguns casos taos como os de disputa de terra e outros ,que podem ser resolvidos por régulos(Chefes tradicionais) ao invés de ser resolvida pelo tribunal”, disse.

Presente no comócio o Presidente do partido PAPES  disse que não está lá   para pedir votos mas sim para aconselhar os populares de Quinhamel a pensarem  em si e saberem escolher os seus representantes.

Malam Sissé referiu  que  Amílcar  Lopes Cabral tinha apenas 32 anos de idade quando fundou o PAI e o então presidente Nino Vieira foi para a luta com 17 anos, Titina Silá com 19 e que  o José Carlos Schwartz faleceu com 27 anos.”Tudo isso demonstra  que este país foi fundado por jovens. A Guiné-Bissau deve ser construída por jovens e  PAPES é um partido jovem vamos apostar nele”, disse.

Sisse lembrou que na década 80 o país fazia a exportação de arroz, mas que atualmente vive-se da importação de quase tudo, frisando que é triste porque “o Estado não tem capacidade de administrar”.

Jaime Sã criticou  que  a população de Biombo não dispõe de  nenhum centro de formação  politécnico nem hospital regional. ANG/JD/ÂC//SG

 

Eleições antecipadas/ Ex-futebolista camaronês Samuel Eto’o convidado para animar campanha do Madem-G15

Bissau,23 Mai 23(ANG) - O ex-futebolista internacional dos Camarões Samuel Eto'o chegou, segunda-feira, à Guiné-Bissau para animar a campanha eleitoral do Movimento para Alternância Democrática (Madem-G15), anunciou o partido que concorre às eleições legislativas de 04 de Junho.

Atual presidente da federação de futebol dos Camarões, Eto'o foi anunciado  nos órgãos oficiais do Madem-G15 como "convidado de honra" do partido, e pedira a presença de jovens no aeroporto internacional Osvaldo Vieira para a sua receção.

Antiga estrela do FC Barcelona de Espanha, Eto'o, 40 anos, deve permanecer na Guiné-Bissau até quarta-feira. Ainda não foi divulgada a agenda do antigo jogador.

Um cartaz do partido que o convida apresenta a imagem de Samuel Eto'o, vestido de fato e gravata, sorridente, no meio do líder do Madem-G15, Braima Camará, candidato a primeiro-ministro, e do Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló.

Uma bola de futebol dentro de uma rede também faz parte da ilustração do cartaz amplamente divulgado nas redes sociais de apoiantes do partido que atualmente faz parte do Governo em funções na Guiné-Bissau.

Na semana passada, igualmente a convite do Madem-G15, esteve no país o antigo futebolista luso-moçambicano, mas internacional por Portugal, Abel Xavier numa ação de campanha com os jovens.

O Madem-G15 é um dos 20 partidos e duas coligações que disputam as eleições legislativas de 04 de junho.

A campanha eleitoral, que começou em 13 de maio, decorre até ao próximo dia 02 de Junho.ANG/Lusa

 


                 Timor-Leste
/ CNRT vence mas precisa de coligação

 Bissau, 23 Mai 23 (ANG) - O Congresso Nacional para a Reconstrução de Timor-Leste (CNRT) venceu as eleições legislativas em Timor-Leste, sem obter, porém, a maioria absoluta.

O partido de Xanana Gusmão conquistou 31 dos 65 assentos parlamentares e terá de fazer uma coligação para governar.

De acordo com os resultados gerais provisórios do Secretariado Técnico de Administração Eleitoral- STAE- o Congresso Nacional para a Reconstrução de Timor-Leste-CNRT- venceu as eleições legislativas, sem obter, porém, a maioria absoluta.

O partido de Xanana Gusmão obteve 41,62% dos votos, 31 dos 65 assentos parlamentares, e terá de fazer uma coligação para governar. O Partido Democrático, que passou a terceira força política, agora com seis deputados, é dado como o favorito na aliança com o CNRT.

Em declarações recolhidas pela agência de notícias Lusa, o presidente do CNRT referiu que o voto destas legislativas mostra que “o povo está cansado e quer mudança”

“Quer mudança e temos de reafirmar e consolidar o processo de construção do Estado. Orgulhávamo-nos de ser um país que já estava a sair da fragilidade para a resiliência. E, de repente, voltou tudo para trás,disse.

Nestas quintas eleições legislativas, a Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente -Fretilin- de Mari Alkatiri, ficou em segundo lugar, com 25,75%, passando de 23 para 19 deputados.

O Partido Libertação Popular do primeiro-ministro timorense, Taur Matan Ruak, perdeu metade dos oito lugares no Parlamento, passando de terceira para quinta força política. O partido Kmanek Haburas Unidade Nacional Timor Oan (KHUNTO) mantém os cinco assentos parlamentares.

A composição do Parlamento timorense fica reduzido a cinco bancadas partidárias, contra as oito que tinha até agora.

Esta terça-feira, o chefe de Estado de Timor-Leste reconheceu a urgência de se avançar com a formação do novo Governo, permitindo a aprovação de um orçamento rectificativo. José Ramos Horta felicitou os timorenses pela forma “exemplar” como participaram nestas eleições.

Segundo as Nações Unidas, Timor-Leste está entre os países mais pobres do mundo, com graves problemas de analfabetismo, subnutrição, malária e tuberculose. Mais de 40% da população vive com menos de 50 cêntimos por dia e as famílias são numerosas. ANG/RFI

 

    Mauritânia/ Partido no poder vence legislativas, distritais e autárquicas

Bissau, 23 mai 23 (ANG) - O partido no poder na Mauritânia venceu, com ampla margem, as eleições legislativas, distritais e autárquicas realizadas a 13 de Maio.

Os resultados oficiais proclamados no domingo, 21 de Maio, confirmam uma vitória confortável para o partido no poder. A oposição denuncia um sufrágio marcado por “enormes fraudes”.

O triplo pleito eleitoral serviu para eleger 176 deputados, 13 vereadores distritais e 238 vereadores municipais. Um momento crucial na vida política do país, a um ano das eleições presidenciais. 

O partido El Insaf, do Presidente Mohamed Ould Cheikh El Ghazouani, no poder desde 2019, obteve 80 lugares de deputados, segundo os resultados oficiais provisórios avançados pelo presidente da Comissão Eleitoral Nacional Independente, Dah Ould Abdel Jelil.

Do lado da oposição, a decepção, consegue 24 assentos parlamentares e denuncia inúmeras irregularidades. Uma manifestação está prevista para a próxima semana para exigir a retomada dos votos em Nouakchott e em Boutilimit.

O partido islamita Tawassul conserva o lugar de líder de oposição com 9 postos no Parlamento contra 14 em 2018. A coligação  Sawab-Rag ficou-se pelos 5 lugares. A nova coligação FRUD surpreendeu ao conseguir 6 postos.

Os resultados provisórios ainda têm de ser validados pelas altas instâncias judiciárias. A Comissão Eleitoral Nacional Independente diz-se aberta a analisar todos os recursos e a corrigir eventuais erros que possam contaminar o processo eleitoral.

Uma segunda volta está agora prevista para dia 28 de Maio, para definir 36 lugares parlamentares.ANG/RFI

 

             Burquina Faso/Novo ataque  mata 15 civis, a maioria pastores

Bissau, 23 mai 23 (ANG) - O Burkina Faso voltou a ser palco de violência no domingo, quando alegados elementos mataram 15 civis, na sua maioria pastores, no leste do país, perto do Togo e do Benim, disseram hoje fontes locais e de segurança.

No total, cerca de 70 civis morreram na última semana em vários ataques que tiveram como alvo várias regiões do país.

No domingo, "várias dezenas de terroristas atacaram os arredores de Kompienga", a capital da província com o mesmo nome, matando pelo menos "15 pessoas", disse um habitante local à agência AFP.

"Os atacantes enterraram 15 corpos e feriram muitos outros", disse outro habitante, acrescentando que "as vítimas eram sobretudo pastores que foram executados pelos atacantes, que levaram consigo o seu gado".

"Uma segunda incursão de homens armados ocorreu também ao fim da tarde, por volta das 18:00 , provocando a partida em massa de alguns habitantes que fugiam dos tiros", continuou a mesma fonte.

Confirmando o ataque, mas sem mencionar o número de mortos, uma fonte de segurança contactada pela AFP disse que foi lançada uma resposta "ao fim da tarde na zona de Kompienga, permitindo a neutralização de várias dezenas de terroristas".

"As operações terrestres e aéreas permitiram igualmente desmantelar bases terroristas noutras localidades próximas", disse a fonte.

Os ataques violentos contra civis aumentaram nos últimos dias em várias partes do Burkina Faso. Na sexta-feira, uma dezena de pessoas foram mortas num ataque que visou uma localidade no oeste do país, perto do Mali.

No dia anterior, pelo menos 20 pessoas foram mortas num ataque a várias aldeias no norte do Burkina Faso, segundo fontes locais.

Na segunda e na quarta-feira, cerca de 20 civis foram mortos em dois ataques de presumíveis terroristas, 400 km mais a sul, na região centro-leste, na fronteira com o Togo e o Gana.

Em 13 de Maio, 33 civis foram mortos num ataque na aldeia de Youlou, na região de Boucle du Mouhoun, na fronteira com o Mali.

O Burkina, palco de dois golpes de Estado militares em 2022, foi apanhado, desde 2015, numa espiral de violência que começou no Mali e no Níger alguns anos antes e que se estendeu para além das suas fronteiras.

A violência causou a morte de mais de 10.000 civis e soldados nos últimos oito anos, obrigando mais de dois milhões de pessoas a deslocarem-se internamente. ANG/Angop

 


             Nigéria
/Presidente Buhari inaugura maior refinaria de África

Bissau, 23 Mai 23 (ANG) - O presidente da Nigéria, Muhammadu Buhari, inaugura hoje, depois de anos de atrasos, a maior refinaria de África, lançada pelo empresário Aliko Dangote, para reduzir a importação de combustível no país mais populoso da região.

A inauguração, hoje em Lagos, da refinaria, acontece uma semana antes da saída do poder do Presidente Buhari, que abandona o cargo após dois mandatos marcados por uma grave deterioração da situação económica do país, que é a maior economia da África subsaariana.

De acordo com a agência francesa de informação, a France-Presse (AFP), a cerimónia deverá contar com vários chefes de Estado africanos, que vão testemunhar a inauguração da refinaria anunciada pela primeira vez em 2013 e que deverá começar a funcionar em Junho.

O seu objectivo é processar 650 mil barris por dia quando estiver em plena capacidade, o que faria dela um dos maiores complexos industriais do continente e poderia mudar a situação na Nigéria.

Embora o país seja um dos maiores produtores de petróleo de África, importa quase todo o seu combustível devido ao fracasso das suas refinarias estatais.

A Nigéria troca os seus milhares de milhões de dólares de petróleo bruto por combustível importado, que depois subsidia para manter o preço de mercado artificialmente baixo.

Segundo os analistas citados pela AFP, este sistema incentiva a corrupção e impede o Estado de investir fortemente em sectores-chave, como a saúde e a educação, enquanto quase metade dos nigerianos vive em condições de pobreza extrema.

As novas instalações ocupam 2.635 hectares de terreno na zona de comércio livre de Lekki, e custaram cerca de 19 mil milhões de dólares, 17,5 mil milhões de euros, segundo os meios de comunicação locais, mais do dobro dos 9 mil milhões de dólares, cerca de 8,3 mil milhões de euros, anunciados quando o projecto foi lançado.

O vasto complexo industrial inclui também uma fábrica de fertilizantes no valor de dois mil milhões de dólares, com uma capacidade de produção de três milhões de toneladas por ano. ANG/Angop

 

                      Arábia Saudita/ Enviada primeira mulher ao Espaço

Bissau, 23 mai 23 (ANG) - A Arábia Saudita enviou, no domingo, dia 21, pa
ra o Espaço a primeira mulher astronauta e especialista em células estaminais, Rayannah Barnawi, de 33 anos de idade, anunciou o Site Notícias ao Minuto.

Na companhia do conterrâneo e piloto de aviões Ali al-Qarni, Rayyanah Barnawi embarcou num foguetão Falcon 9 da SpaceX a partir do Centro Espacial Kennedy nos EUA.

Rayannah Barnawi passará um total de oito dias na Estação Espacial Internacional, onde terá a oportunidade de realizar experiências científicas a bordo.

Mais do que a oportunidade que a ida ao Espaço representa para a sua área científica, Rayannah Barnawi parece entusiasmada com o que a ocasião representa para outras crianças dos países árabes.

“Ver as caras deles quando virem astronautas da sua região pela primeira vez é muito entusiasmante”, notou Rayannah Barnawi de acordo com a Al Jazeera. "Este é um sonho tornado realidade para todos. Só o facto de podermos compreender que isto é possível. Se eu e o Ali o conseguimos fazer, eles também o conseguem”, disse. ANG/Angop

 

Grécia/Líder do partido grego Syriza rejeita mandato para formar novo governo

Bissau, 23 Mai 23 (ANG) – O ex-primeiro-ministro grego Alexis Tsipras, líder do partido de oposição esquerdista Syriza, recusou-se hoje a aceitar o mandato para formar um novo governo, após a derrota nas eleições legislativas de domingo.

“A correlação das forças políticas (no Parlamento) não permite a formação de um governo”, disse Tsipras à Presidente da Grécia, Katerina Sakelaropulu, que havia mandatado o ex-primeiro-ministro em cumprimento da lei grega.

Tsipras admitiu, ao sair da sede da presidência, que o resultado eleitoral foi “doloroso” e “um choque”.

De acordo com a lei, a chefe de Estado deverá atribuir a tarefa de formação de governo ao candidato do segundo partido mais votado caso o vencedor das eleições devolva o mandato, o que aconteceu na segunda-feira quando o conservador Kyriakos Mitsotakis rejeitou a incumbência.

O Nova Democracia (ND), no poder, liderado por Mitsotakis, venceu as eleições de domingo, com 40,8% dos votos, de acordo com os resultados finais.

O Syriza​​​​​​, ​principal rival que encarnou as esperanças da esquerda radical na Europa quando chegou ao poder em 2015, sofreu um duro revés ao ficar-se por 20% dos votos.

Os sociais-democratas do Pasok-Kinal ficaram em terceiro lugar, com 11,5%.

Mitsotakis recusou-se a tentar chegar a um acordo de governação com qualquer dos seus adversários, esperando que estes também não consigam formar um executivo com maioria parlamentar e que, assim, seja necessário convocar novas eleições.

De acordo com o sistema proporcional de distribuição dos 300 assentos do parlamento grego que se aplica ao resultado eleitoral, nenhum dos partidos conseguiu alcançar maioria absoluta para governar sozinho.

Mas, se se repetirem as eleições, será incluído um bónus de até 50 lugares para o partido mais votado, o que permitirá à ND obter a desejada maioria de 151 dos 300 mandatos parlamentares.

Segundo a lei grega, o mandato para formação de governo deverá agora passar para Nikos Andrulakis, o terceiro classificado nas eleições, que também não tem hipótese de alcançar o objetivo da maioria absoluta.

Katerina Sakelaropulu poderá ainda fazer uma última tentativa, convocando os líderes de todos os partidos políticos, ou ordenar de imediato a dissolução do parlamento, convocar novas eleições e nomear um Governo interino que dirija o país até ao escrutínio. ANG/Lusa